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2 Petição Inicial - Ação de Investigação de Paternidade Cumulada com Alteração do Registro de Nascimento Cumulada com Alimentos e com requerimento de Tutela de Urgencia Antecipada

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1 
 
AO JUÍZO DE DIREITO DA ____ª VARA DE FAMÍLIA DA COMARCA DE 
SALVADOR/BA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
OLÍVIA, infante absolutamente incapaz, nascida em 03 de 
novembro de 2017, portadora da carteira de identidade nº XXX, expedida pelo 
órgão expedidor/UF, inscrita no CPF sob o nº XXX, neste ato representada por 
sua genitora, MARIA FERNANDA, brasileira, solteira, estudante de medicina, 
portadora da carteira de identidade nº XXX, expedida pelo órgão 
expedidor/UF, inscrita no CPF sob o nº XXX, ambas residentes e domiciliadas 
em Salvador/BA, telefone: XXX, possuidora do endereço eletrônico: XXX, vem, 
por seu advogado(a) que a este subscreve, com endereço laboral na 
Rodovia/Estrada/Av./Viela/Rua XXX, nº XXX, bairro XXX, cidade/UF, CEP: 
XXX, telefone: XXX, possuidor(a) do endereço eletrônico: XXX, devidamente 
constituído(a) consoante procuração anexa, perante Vossa Excelência, com 
fulcro nas disposições do artigo 1.º, III da Constituição da República, artigo 7º 
da Lei n.º 8.560/92, e nos entendimentos do Supremo Tribunal de Justiça, 
Súmulas 277 e 301, bem como nos demais dispositivos legais pertinentes, 
ajuizar a presente 
 
AÇÃO DE INVESTIGAÇÃO DE PATERNIDADE C/C MODIFICAÇÃO DE 
REGISTRO CIVIL C/C ALIMENTOS 
 
em face de MATTEO CATANI, italiano, estado civil, empresário, portador da 
carteira de identidade nº XXX, expedida pelo órgão expedidor/UF, inscrito no 
CPF sob o nº XXX, residente e domiciliado em Porto Alegre/RS, telefone: XXX, 
possuidor do endereço eletrônico XXX, pelos fatos e fundamentos que passa a 
aduzir. 
 
 
2 
 
1. DA COMPETÊNCIA PROCESSUAL 
 
Insta aduzir que a infante reside juntamente com a sua 
representante legal na cidade de Salvador/BA, nesse sentido o foro competente 
para a propositura da presente ação é o domicílio da infante, conforme previsto 
no Art. 53 inciso II, da Lei 13.105/2015, e Súmula 1ª do Supremo Tribunal de 
Justiça, in verbis: 
 
“Art. 53. É competente o foro: 
II - de domicílio ou residência do alimentando, para a ação em que se pedem 
alimentos;” e, 
 
“Súmula 1 - O foro do domicílio ou da residência do alimentando é o 
competente para a ação de investigação de paternidade, quando cumulada 
com a de alimentos.” 
 
2. DA GRATUIDADE DE JUSTIÇA 
 
Inicialmente, afirma ser pessoa necessitada (ou em situação de 
vulnerabilidade), com insuficiência de recursos para pagar a taxa judiciária, as 
custas, as despesas processuais e os honorários advocatícios, na forma do artigo 
5º, LXXIV da Constituição Federal e do artigo 98 do Código de Processo Civil 
sem prejuízo do sustento próprio ou da família, motivo pelo qual tem direito à 
gratuidade de justiça, Declaração de Hipossuficiência, anexa. 
 
3. DA OPÇÃO PELA REALIZAÇÃO OU NÃO DE AUDIÊNCIA DE 
CONCILIAÇÃO 
 
Cumpre informar que a representante legal da autora opta pela 
realização de audiência de conciliação ou mediação na forma do artigo 319, VII 
do NCPC. 
 
4. DOS FATOS 
 
A autora, OLÍVIA, nascida em 03 de novembro de 2017, 
atualmente com 6 (seis) anos, possui como filiação em seu registro de 
nascimento apenas o nome da sua genitora, a saber, MARIA FERNANDA, 
consoante certidão de nascimento anexa. 
 
Conforme informações prestadas pela genitora, eis representante 
legal da autora, ela foi fruto de um breve envolvimento amoroso entre a Sra. 
MARIA FERNANDA com o réu Sr. MATTEO CATANI, que perdurou de 
meados de fevereiro de 2017 até 20 de abril do mesmo ano. 
 
3 
 
A representante legal alega que logo quando teve conhecimento 
da gravidez, notificou o réu, Sr. MATTEO CATANI, sobre o fato; contudo, em 
seguida, este negou os encargos da paternidade, inclusive a respeito do registro 
da suposta filha, separando-se de fato da genitora da requerente no ato. 
 
A representante legal tentou de todas as formas obter junto ao 
demandado o reconhecimento espontâneo da paternidade da filha, sem êxito, 
assim sendo, justifica-se o pedido de DNA na presente demanda, quando 
único meio para garantir os direitos inerentes a suposta filiação paterna da 
autora. 
 
Convém ressaltar que atualmente o réu, suposto pai, não contribui 
para o sustento e a criação da infante. Dessa maneira, a representante legal da 
autora deseja regularizar o pagamento da pensão alimentícia judicialmente 
após a confirmação da paternidade. 
 
É de se informar que a representante legal da autora não possui 
condições de arcar com todas as despesas necessárias à criação e à educação da 
criança (relativas à saúde, à alimentação, ao vestuário, à moradia, à escola etc.), 
necessitando, assim, do auxílio do réu para oferecer à sua filha um 
desenvolvimento integral e sadio. 
 
Além disso, a representante legal da autora tem conhecimento que 
o demandado é empresário da empresa XXX, CNPJ sob o nº XXX, localizada na 
Rodovia/Estrada/Av./Viela/Rua XXX, nº XXX, bairro XXX, cidade/UF, CEP: 
XXX, prestando serviços/produtos XXX. Presume-se, portanto, que o réu possui 
boa condição econômica, apto a garantir a sua subsistência e da suposta filha. 
 
Dessa forma, verificado o binômio necessidade x possibilidade e, 
tendo em vista que em primeiro considera-se a necessidade da alimentanda e, 
posteriormente, a possibilidade do alimentante, impõe-se a obrigação alimentar, 
no sentido de que o réu contribua para o sustento de sua filha. 
 
Com intuito de regularizar tal situação, visto que a autora foi 
registrada sem filiação paterna, acreditando ser o pai biológico o requerido, 
deseja realizar o exame de DNA para afastar todas as dúvidas existentes 
acerca da paternidade, posteriormente, caso confirmado, que o nome do Sr. 
MATTEO CATANI seja acrescentado em seu registro de nascimento, bem 
como a condenação para que este contribua com os alimentos provisórios e ao 
fim com os definitivos. 
 
4 
 
Diante de todo o exposto e das dúvidas que cercam a paternidade 
da autora, não há outra opção a não ser propor a presente ação judicial. 
 
5. DOS FUNDAMENTOS JURÍDICOS 
 
O direito da autora vem primordialmente amparado no Estatuto 
da criança e do Adolescente em especial em seu Art. 27, que assim dispõe: 
 
“Art. 27. O reconhecimento do estado de filiação é direito personalíssimo, 
indisponível e imprescritível, podendo ser exercitado contra os pais ou seus 
herdeiros, sem qualquer restrição, observado o segredo de Justiça.” 
 
Tal artigo consubstancia a pretensão da autora, visto que se trata 
de direito indisponível e imprescritível, da mesma forma que amparada pelo 
entendimento n. 301 do Supremo Tribunal de Justiça e pela Lei nº 8.560 de 1992, 
que dispõe em seu artigo 2º-A: 
 
“Art. 2ºA. Na ação de investigação de paternidade, todos os meios legais, bem 
como os moralmente legítimos, serão hábeis para provar a verdade dos fatos. 
 
Parágrafo único. A recusa do réu em se submeter ao exame de código genético 
- DNA gerará a presunção da paternidade, a ser apreciada em conjunto com o 
contexto probatório.” 
 
301 do STJ – " Em ação investigatória, a recusa do suposto pai a submeter-se 
ao exame de DNA induz presunção juris tantum de paternidade.” 
 
No presente caso, tem-se que a renúncia do réu no exame de DNA 
já configura presunção da paternidade, razão pela qual deve ser viabilizado a 
autora que proceda com o exame de DNA em juízo, ou, o reconhecimento da 
paternidade, precedentes sobre o tema: 
 
“APELAÇÃO. FAMÍLIA. INVESTIGAÇÃO DE PATERNIDADE. 
EXAME PERICIAL. AUSÊNCIA. RECUSA. ÔNUS DA PROVA 
INVERSÃO. Outros indícios de prova. Presunção. A recusa do 
investigado em realizar o teste de DNA implica em inversão do ônus 
da prova, que, somada ao conjunto probatório dos autos, induzem à 
veracidade dos fatos alegados na inicial, devendo a ação de 
investigação de paternidade ser julgada procedente para 
reconhecimento da filiação e eventuais direitos daí decorrentes. 
 
(Apelação, Processo nº 0005000-31.2010.822.0102, Tribunal de Justiça 
do Estado de Rondônia,2ª Câmara Cível, Relator (a) do Acórdão: Des. 
Marcos Alaor Diniz Grangeia, Data de julgamento: 18/08/2016)” 
 
5 
 
Trata-se, portanto, do necessário reconhecimento de paternidade 
para que a criança, eis Olívia, tenha condições de requerer seus direitos 
necessários para um desenvolvimento saudável e o devido amparo legal. 
 
Dessa forma, uma vez reconhecida a paternidade biológica 
através do exame de DNA, que seja retificado seu assento de nascimento para 
ver modificado os dados de seu genitor, bem como de seus avós paternos e 
que o réu seja intimado para efetuar o pagamento dos alimentos devidos a 
partir da citação, conforme veremos ainda. 
 
6. DOS ALIMENTOS 
 
A família é a base da sociedade, conforme expressamente dispõe a 
Constituição Federal em seu artigo 226, caput; nesse sentido, importa destacar a 
redação do § 8º do sobredito dispositivo, o qual reza que: “O Estado assegurará 
a assistência à família na pessoa de cada um dos que a integram, criando 
mecanismos para coibir a violência no âmbito de suas relações.” (BRASIL, 
1988). 
Por essa razão se busca a promoção de sua proteção, de diversas 
formas; além disso, as normas constitucionais dos arts. 227 e 229, asseveram que 
essa proteção é solidária no que tange aos filhos menores de idade, sucedendo-
se concomitantemente entre a família, sociedade e Estado, in verbis: 
“Art. 227. É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança 
e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à 
alimentação, à educação, à cultura, ao lazer e à profissionalização, à liberdade, 
ao respeito, à dignidade e à convivência familiar e comunitária, além de 
colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, 
violência, crueldade e opressão; 
Art. 229: Os pais têm o dever de assistir, criar e educar os filhos 
menores, e os filhos maiores têm o dever de ajudar e amparar os pais 
na velhice, carência ou enfermidade.” 
 
Registra-se que a presente ação envolve a obrigatoriedade da 
prestação alimentícia de interesse à preservação da dignidade da autora, nos 
termos dos dispositivos legais, a saber, art. 1.566, inciso IV, do Código Civil, na 
Lei nº 5.478/68, também nesse sentido é o que apregoa o artigo 1.694, § 1º, do 
Código Civil, " Os alimentos devem ser fixados na proporção das 
necessidades do reclamante e dos recursos da pessoa obrigada.” e no Estatuto 
da Criança e do Adolescente Lei 8.069/90, em seu artigo 22, a seguir: 
 
6 
 
“Art. 22. Aos pais incumbe o dever de sustento, guarda e educação dos filhos 
menores, cabendo-lhes ainda, no interesse destes, a obrigação de cumprir e 
fazer cumprir as determinações judiciais.” 
 
A Lei nº 8.560 de 1992 que regula a investigação de paternidade 
dos filhos havidos fora do casamento e dá outras providências, instrui no seu 
artigo 7º, o que segue: 
“Art. 7° Sempre que na sentença de primeiro grau se reconhecer a 
paternidade, nela se fixarão os alimentos provisionais ou definitivos 
do reconhecido que deles necessite. “ 
 
Conforme verificado, após o reconhecimento/confirmação da 
paternidade da infante, Olívia, que seja fixado os alimentos em desfavor do réu, 
Sr. MATTEO CATANI, devidos a partir da citação deste, conforme melhor 
entendimento do Supremo Tribunal de Justiça, in verbis: 
 
“SÚMULA 277 - Julgada procedente a investigação de paternidade, os 
alimentos são devidos a partir da citação.” 
 
Salienta-se que o demandado é empresário, possuindo boa 
condição econômica para o sustento próprio e de sua filha, nesse viés 
compadece a Teoria da Aparência. Nas palavras de Rolf Madaleno, Mestre em 
direito pela PUC-RS, Diretor nacional e sócio fundador do Ibdfam, Diretor geral 
da ESARS (MADALENO, Rolf, Direito de Família: aspectos polémicos. Cit, p. 
87.): 
"(...) estipulados em juízo com a útil escora na conhecida teoria da aparência, 
sempre quando o alimentante, sendo empresário, profissional liberal 
ou autónomo e, até mesmo, quando se apresente supostamente 
desempregado, mas, entretanto, ele circula ostentando riqueza 
incompatível com sua alegada carestia". 
 
Nessa trilha, induvidoso que, o alimentante ostenta condição 
financeira superior à que por ele possa vir a declarar, o que impõe reconhecer a 
possibilidade do juízo suscitar esta teoria. Essa é a hipótese quando diante da 
real dificuldade para averiguar a capacidade contributiva do devedor, 
conquanto exista um real desajuste entre a capacidade comprovada e o que se 
ostenta socialmente. 
 
Sobressai que, na hipótese ventilada, devemos observar os bens 
que integram o patrimônio do alimentante e a sua padronagem social, tudo 
7 
 
interagindo com a sua reputação no mercado de trabalho, a infraestrutura posta 
à sua disposição, a qualificação e o seu prestígio, como fatores que isolada ou 
conjuntamente, têm incontestável influência para a probatória presunção de sua 
abastança. 
 
É cediço que após ingresso de demanda de caráter alimentícia, o 
réu possa tentar de todas as formas, esconder o seu real rendimento mensal 
máxime, para tanto é imperioso que o juízo adote as medidas cabíveis 
incansavelmente desde o início para a averiguação da real renda auferida por 
ele, mensalmente. 
O artigo 369 do Código de Processo Civil – CPC (Lei 13.105/2015) 
permite que as partes empreguem todos os meios legais para provar a verdade 
dos fatos em que se funda, além disso, como utilizado pelo Juízo na decisão 
analisada, em seu artigo 139, IV, do CPC, a fim de garantir maior celeridade e 
efetividade ao processo, positivou regra a seguir: 
 
“Art. 139. O juiz dirigirá o processo conforme as disposições deste Código, 
incumbindo-lhe: [...] IV – determinar todas as medidas indutivas, coercitivas, 
mandamentais ou sub-rogatórias necessárias para a assegurar o cumprimento 
de ordem judicial, inclusive nas ações que tenham por objeto prestação 
pecuniária.” 
 
Ressalta-se, ainda, que o enunciado n. 572 da Jornada do Direito 
Civil consolida que mediante ordem judicial, é admissível, para a satisfação do 
crédito alimentar atual, o levantamento do saldo de conta vinculada ao FGTS. 
Sendo certo que possui base nos dizeres dos artigos 1.695 e 1.701, parágrafo 
único, do Código Civil. 
 
Como verificado compete também ao réu a promoção da 
subsistência da filha, algo que não vem ocorrendo, antes posto que a genitora 
é quem vem mantendo o sustento da filha, não restando outro caminho a 
requerente senão ajuizar a presente ação de alimentos, a fim de proteger seus 
direitos. 
 
 
7. DA DISCRICIONARIEDADE DO JUÍZO NO MOMENTO DA 
FIXAÇÃO DOS ALIMENTOS 
Uma vez que as sentenças proferidas nas ações de alimentos são 
de índole dispositiva (ou determinativa), o juízo pode decidir de acordo com as 
8 
 
circunstâncias do caso concreto, possuindo, de certa forma, um poder 
discricionário. 
 
Assim, não há o que se falar em julgamento ultra petita a fixação da 
pensão acima do percentual constante no pedido, uma vez que o juiz fixa os 
alimentos de acordo com seu convencimento, utilizando como critério, para 
tanto, o famoso binômio: a necessidade do alimentado e a possibilidade do 
alimentante. 
 
Tal possibilidade se dá tendo em vista que a ação de alimentos 
possui um forte conteúdo de caráter social, devendo cada intérprete da lei 
adequá-la aos casos específicos. 
 
Sobre tal possibilidade, leciona Yussef Said Cahali, em sua obra 
Dos Alimentos, 7ª ed. – São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2012, p. 581: 
 
“À vista de tal premissa, o pedido, que nas ações similares se formula, é de 
natureza genérica, donde não se adstringir a sentença, necessariamente, ao 
quantum colimado inicialmente; o arbitramento far-se-á a posteriori, quando 
já informado o sentenciante dos elementos fáticos que integram a equação 
legal”. 
 
Desta forma, verifica-se, nos casos em que envolvam pleito de 
alimentos, a não vinculação da sentença ao princípioda adstrição judicial à 
pretensão, devendo o juízo, no momento de fixar a mencionada pensão, 
observar as peculiaridades do caso concreto, bem como a possibilidade do réu e 
a necessidade da autora, não havendo qualquer vedação para estipular um 
percentual acima do pleiteado na inicial. 
 
8. DOS PEDIDOS 
 
Diante de exposto, requer a autora: 
 
a) deferimento do pedido de Gratuidade de Justiça; 
 
b) a citação e a intimação da parte ré para a audiência de 
conciliação, instrução e julgamento, e para responder aos termos da presente, 
sob pena de incidência dos efeitos da revelia; 
 
9 
 
c) com a demonstração do vínculo biológico, pugna, desde 
já, para que seja fixada pensão alimentícia mensal em patamar na hipótese 
de vínculo empregatício e/ou gozo de benefício previdenciário e/ou 
assistencial, no equivalente a 100% (cem por cento) dos ganhos brutos do 
genitor, deduzidos apenas os descontos legais e obrigatórios, incluindo-se 
as horas-extras, abonos, salário-família, 13º Salário, PLR, adicionais e 
gratificações, férias e eventuais verbas rescisórias, pagos mediante desconto 
em folha de pagamento, acrescidos de 20% (vinte por cento) dos 
rendimentos líquidos que o demandado receber da empresa de que é 
titular XXX, e crédito em conta bancária em nome da Representante Legal da 
autora (Banco XXX, Agência XXX, Conta nº XXX), sendo que em caso de 
rescisão contratual o percentual acima deverá incidir sobre o FGTS, 
PIS/PASEP, para que fique retido à disposição deste Juízo como garantia de 
eventual inadimplemento da obrigação alimentar, além da condenação do 
alimentante em incluir a filha no plano de saúde empresarial, desde que 
oferecido pelo empregador; 
 
d) em caso de inexistência de vínculo empregatício, o 
genitor pensionará o filho com o equivalente a 500% (quinhentos por cento) 
do salário mínimo nacional vigente, mediante depósito em conta bancária em 
nome da Representante Legal do autor (Banco XXX, Agência XXX, Conta nº 
XXX), até o dia quinze de cada mês; 
 
e) a expedição de ofício à Caixa Econômica Federal para que 
informe se o demando encontra-se trabalhando com vínculo empregatício e, em 
caso positivo, os dados do empregador; 
 
f) a intimação do réu para que apresente o balanço 
patrimonial e declarações do imposto de renda da empresa de que é titular 
XXX, CNPJ: XXX, com localização XXX; 
 
g) a expedição de ofício à Receita Federal para que esta 
encaminhe os documentos relativos ao imposto de renda da empresa XXX, 
CNPJ: XXX; 
 
h) a intimação do membro do Ministério Público; 
 
i) seja realizado exame pericial de DNA através do 
cruzamento genético entre a autora e o Sr. MATTEO CATANI para a 
averiguação dos fatos narrados; 
 
j) seja declarando por sentença, caso haja a confirmação da 
existência do vínculo biológico entre a autora e o réu, Sr. MATTEO CATANI, 
10 
 
para que passe a constar no assento de nascimento o nome da autora, oficiando-
se ao Cartório de Registro Civil de Pessoas Naturais competente para que se 
proceda às anotações de estilo para a inserção dos dados do genitor e acréscimo 
de seu sobrenome ao patronímico da infante, passando a constar: 
 
❖ Nome: Olívia Catani. 
❖ Data de nascimento: 03 de novembro de 2017. 
❖ Filiação paterna: Matteo Catani 
❖ Filiação materna: Maria Fernanda 
❖ Avós Paternos: XXX e XXX 
❖ Avós Maternos: XXX e XXX 
 
k) condenar o réu ao pagamento de pensão alimentícia em 
caráter definitivo no mesmo valor dos alimentos provisórios postulados; 
 
l) que as intimações ocorram exclusivamente em nome do 
patrono(a), portador(a) da OAB/UF, nº XXX; 
 
m) por fim, a condenação do réu ao pagamento de custas e 
honorários advocatícios, esses a serem revertidos, nos parâmetros do art. 85, 
parágrafo 2º do Código de Processo Civil. 
 
9. DAS PROVAS 
 
Protesta pela produção de todos os meios de prova em direito 
admitidas, em especial documental suplementar, testemunhal, pericial, 
consistente no exame de DNA, e pelo depoimento pessoal do Réu. 
 
10. DO VALOR DA CAUSA 
 
 
Atribui-se à causa o valor de R$ 7.060,00 (sete mil e sessenta reais). 
 
Nestes termos, pede deferimento. 
 
 
Salvador, data. 
 
Advogado(a), 
Matrícula XXX

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