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Com base no artigo "Encontros e Desencontros nas Perspectivas Existenciais em Psicologia", organizei um mapa mental bem didático que destaca os conceitos principais, as diferenças fundamentais entre as abordagens e as relações entre as perspectivas existencial-humanista e fenomenológico-existencial.
🧠 Mapa Mental – Encontros e Desencontros nas Perspectivas Existenciais
🟡 1. Motivação do Texto
· Confusão frequente entre:
· Psicologia Humanista.
· Psicologia Fenomenológico-Existencial.
· Objetivo: esclarecer diferenças conceituais e epistemológicas.
🟢 2. Psicologia Existencial-Humanista
· Origem nos EUA (décadas de 1940–60).
· Autores: Rollo May, Maslow, Carl Rogers.
· Influência de:
· Humanismo greco-romano e renascentista.
· Kierkegaard, Tillich, filosofia existencial.
· Temas centrais:
· Self, autorrealização, potencial humano, liberdade, responsabilidade, amor, criatividade.
· Integra abordagens como:
· Gestalt-terapia, psicodrama, terapias corporais.
· Enquadra-se na chamada "terceira força" em Psicologia.
🟠 3. Psicologia Fenomenológico-Existencial
· Influências filosóficas:
· Husserl (fenomenologia), Heidegger, Sartre, Kierkegaard.
· Rejeita:
· Psicologias científicas (psicanálise, behaviorismo).
· Conceito de subjetividade como substância.
· Foco:
· Dasein (ser-no-mundo).
· Existência como abertura, desamparo, angústia, possibilidades.
· Não há “eu verdadeiro” a ser atualizado.
· É negativa e desconstrutiva em relação à metafísica moderna.
🔴 4. Principais Diferenças
	Tema
	Existencial-Humanista
	Fenomenológico-Existencial
	Fundamento
	Humanismo e existencialismo integrados
	Ontologia fenomenológica e existencial
	Conceito de sujeito
	Self com potencialidades a realizar
	Dasein: ser sem essência fixa
	Liberdade
	Capacidade de escolha e crescimento
	Condição estrutural da existência
	Angústia
	Obstáculo a ser superado
	Condição fundamental do existir
	Objetivo terapêutico
	Atualizar potencialidades humanas
	Compreender a existência como abertura
	Abordagem
	Afirma positividade do eu
	Recusa a positividade e toda metafísica
🔵 5. Críticas às Fundações Humanistas
· Mesmo ao romper com o determinismo, mantém fundamentos metafísicos.
· Conserva ideia de um "interior" psíquico autêntico.
· Heidegger: “Todo humanismo recai em uma metafísica”.
🟣 6. Contribuições da Filosofia Existencial
· Kierkegaard:
· O eu é desespero e tensão entre opostos (finito/infinito).
· Indeterminação essencial da existência.
· Sartre:
· “O homem está condenado a ser livre”.
· A liberdade gera angústia e responsabilidade.
· Heidegger:
· Substitui sujeito por Dasein.
· Exige abandono de toda Psicologia baseada em subjetividade.
🟤 7. Conclusão
· As duas abordagens não são sinônimos:
· Há conexões históricas, mas rupturas epistemológicas claras.
· A fenomenológico-existencial:
· Rompe com a ideia de essência, sujeito, self, potencialidade.
· Trabalha com uma ontologia do possível e da abertura existencial.
· A existencial-humanista:
· Ainda se ancora em ideias de crescimento, realização e positividade do eu.
✅ 8. Destaque Final
“Nesses aspectos, encontramos um radical desencontro da Psicologia fenomenológico-existencial com a existencial-humanista, que impede definitivamente que ambas sejam consideradas o mesmo com diferentes denominações.”
"Psicologia Humanista: a história de um dilema epistemológico", de Gustavo Arja Castañon.
Mapa Mental – Psicologia Humanista: a História de um Dilema Epistemológico
1. Origem da Psicologia Humanista
· Surge nos EUA, pós-Segunda Guerra.
· Reação contra:
· Behaviorismo: visão mecanicista, homem como ser passivo.
· Psicanálise: visão pessimista, determinista e centrada na patologia.
· Propõe: visão do ser humano como livre, criativo e proativo.
2. Influências Teóricas
· Kurt Goldstein: conceito de autoatualização e visão holística do organismo.
· Psicologia da Gestalt: o todo é maior que a soma das partes.
· Teóricos da personalidade: Allport, Murray, Murphy.
· Existencialismo: aproximação parcial, mas crítica ao niilismo e anticientificismo.
3. Principais Representantes
· Abraham Maslow:
· Hierarquia de necessidades.
· Psicologia positiva e focada no homem saudável.
· Carl Rogers:
· Abordagem centrada na pessoa.
· Joseph Rychlak:
· Tentou aproximar a Psicologia Humanista da ciência moderna.
· Propôs o "humanismo rigoroso" com base na teleologia.
4. Principais Características da Psicologia Humanista
· Ênfase na subjetividade e nas experiências humanas significativas.
· Visão holística e integrativa do ser humano.
· Rejeição ao reducionismo experimental.
· Foco na compreensão qualitativa, não na explicação causal.
5. O Dilema Epistemológico
· Contradição central:
· Desejo de manter adesão à ciência moderna.
· Mas necessidade de abandonar o método experimental tradicional, inadequado para o estudo das experiências humanas.
· Dilema:
· Modificar a ciência para adequar ao objeto (ser humano).
· Ou modificar o objeto para adequar à ciência.
6. Comparação com Outras Abordagens
	Psicologia Humanista
	Behaviorismo
	Psicanálise
	Ênfase na liberdade e criatividade
	Ênfase no comportamento observável
	Ênfase nos processos inconscientes
	Método qualitativo e fenomenológico
	Método experimental
	Método clínico
	O homem como ser proativo
	O homem como ser passivo e reativo
	O homem determinado por instintos
	Foco no saudável e positivo
	Foco no comportamento condicionado
	Foco na patologia e no conflito
7. A Imagem Humanista do Ser Humano
· Natureza interna: essencial, biologicamente alicerçada e relativamente invariante.
· Singularidade e universalidade coexistem.
· Autonomia, liberdade e criatividade.
· Ser humano como "em processo de tornar-se" (being-in-the-process-of-becoming).
8. O Dilema Metodológico
· Método científico → exige regularidade, previsibilidade, quantificação.
· Ser humano → singular, criativo, imprevisível.
· Dificuldade: como investigar cientificamente fenômenos subjetivos e únicos?
· Alternativa: aproximação com Fenomenologia (Husserl) → valorização da experiência vivida.
9. Perspectivas de Pesquisa
· Nomotética: busca leis gerais → tradicional na ciência.
· Idiográfica: busca compreender o significado da experiência individual → foco da Psicologia Humanista.
· Escolha entre: explicar (causas) ou compreender (motivos).
10. Soluções propostas
· Rychlak: usar a teleologia para descrever comportamento.
· Outros: rejeição do método experimental → adesão à pesquisa fenomenológica.
· Persistência do dilema: redefinir ciência ou abandonar parte da tradição científica?
Destaques Relevantes
· Psicologia Humanista como "Terceira Força" entre Behaviorismo e Psicanálise.
· Introdução do estudo das qualidades positivas: felicidade, amor, altruísmo, espiritualidade.
· Impacto na evolução da Psicologia e no surgimento da Psicologia Positiva.
A crítica à "Psicologia mutilada" → busca de uma ciência mais humanizada e integral.
 “Aspectos Humanistas, Existenciais e Fenomenológicos Presentes na Abordagem Centrada na Pessoa”, de Márcia Elena Soares Bezerra e Edson do Nascimento Bezerra.
Mapa Mental – Aspectos Humanistas, Existenciais e Fenomenológicos na Abordagem Centrada na Pessoa (ACP)
1. ACP: Abordagem Centrada na Pessoa
· Criada por Carl Rogers.
· Identificada como uma das correntes da Terceira Força ou Psicologia Humanista.
· Desenvolvida a partir de experiência clínica e pesquisas científicas.
· Busca integrar elementos humanistas, existenciais e fenomenológicos.
2. Aspectos Humanistas
· Foco na dignidade, autonomia e valor da pessoa.
· A pessoa é concebida como:
· Capaz de autoatualização e autorealização.
· Ativa e dotada de liberdade para escolhas.
· Ênfase no desenvolvimento da subjetividade e da consciência.
· A prática psicológica deve promover condições favoráveis ao crescimento e mudança.
· Humanismo como ética e não apenas uma técnica.
3. Aspectos Existenciais
· Valorização da experiência concreta, da singularidade e da liberdade.
· Influência de filósofos como Kierkegaard, Buber, Heidegger e Sartre.
· A existência humana como:
· Processoinacabado e dinâmico.
· Assunção de escolhas e responsabilidade pelas consequências.
· Crítica ao reducionismo e ao determinismo das abordagens tradicionais.
4. Aspectos Fenomenológicos
· A ACP adota uma atitude fenomenológica ao:
· Valorizar a experiência vivida.
· Privilegiar a subjetividade como fonte de conhecimento.
· Recusar a separação radical entre objeto e sujeito.
· Influências:
· Husserl → Intencionalidade, redução fenomenológica.
· Heidegger → Ser-no-mundo, angústia, abertura e cuidado.
· Binswanger, Jaspers → Psicopatologia fenomenológica.
· Psicoterapia como espaço de acolhimento do ser, facilitando sua abertura e autenticidade.
5. Convergências Filosóficas
· Humanismo: busca pela totalidade e integralidade do ser.
· Existencialismo: existência precede essência → ênfase na liberdade e responsabilidade.
· Fenomenologia: compreensão da experiência "tal como se apresenta", sem reducionismos.
6. Comparação com Outras Abordagens
	ACP
	Psicanálise
	Behaviorismo
	Foco na subjetividade e na experiência vivida
	Foco no inconsciente
	Foco no comportamento observável
	Relação dialógica e autêntica
	Relação interpretativa e transferencial
	Relação estímulo-resposta
	Pessoa como ativa e capaz de mudança
	Pessoa determinada por conflitos internos
	Pessoa como receptora passiva de estímulos
	Método fenomenológico
	Método clínico interpretativo
	Método experimental
7. Categorias-Chave da ACP
· Centralidade: visão clássica → pessoa como centro de decisão.
· Abertura (Heidegger): possibilidade de existir, ser-com-o-mundo.
· Angústia:
· Para Rogers → resultado de incongruência.
· Para Heidegger → disposição fundamental do ser.
· Autenticidade: viver de modo congruente com as próprias experiências e valores.
8. Atualizações e Reflexões Contemporâneas
· Crítica à visão centrada exclusivamente no indivíduo isolado.
· Necessidade de uma concepção dialética e relacional.
· ACP como proposta aberta à:
· Complexidade da subjetividade.
· Influências sócio-históricas.
· Diversidade de perspectivas.
9. Destaques Relevantes
· ACP não é apenas uma técnica, mas uma ética e postura humanista.
· Favorece o desenvolvimento de autonomia e promoção da alteridade.
· Possibilita diálogo fecundo com correntes não positivistas.
· Rejeita o objetivismo causal e o reducionismo da psicologia tradicional.
10. Síntese
· A ACP articula de modo singular elementos das três perspectivas:
· Humanista → ênfase na pessoa como valor.
· Existencial → valorização das escolhas e da responsabilidade.
· Fenomenológica → foco na experiência vivida e relacional.
“Antecedentes históricos e filosóficos da Gestalt-terapia”, de Mariana Borba de Lacerda.
Mapa Mental – Antecedentes Históricos e Filosóficos da Gestalt-Terapia
1. Origem e Fundador
· Gestalt-terapia: abordagem psicológica com base holística e integrativa.
· Fundador principal: Fritz Perls.
· Experiências pessoais e profissionais: medicina, psicanálise, viagens e contato com diversas culturas.
· Co-fundadores: Laura Perls, Paul Goodman, Isadore From, entre outros.
· Desenvolvida como reação à rigidez da psicanálise clássica.
2. Antecedentes Históricos da Psicologia
· Wilhelm Wundt: fundou a Psicologia como ciência independente, estudo da experiência consciente via introspecção.
· Evolução:
· Funcionalismo → Psicologia como ciência biológica.
· Psicanálise → estudo do inconsciente.
· Behaviorismo → foco no comportamento observável.
· Década de 1930: retorno à experiência consciente com a Psicologia da Gestalt e estudos da personalidade.
3. Influências Filosóficas e Teóricas na Gestalt-Terapia
✅ Humanismo
· Surge no Renascimento → valorização do homem como ser singular, com potencialidades.
· Na Gestalt:
· Valorização da autogerência e autorregulação.
· Perspectiva otimista do ser humano.
· Terapia como espaço de encontro autêntico.
✅ Fenomenologia
· Fundada por Edmund Husserl.
· Método: suspensão de julgamentos (Epoké), busca de descrição pura da experiência.
· Ênfase na compreensão e não na explicação causal.
· Na Gestalt:
· Foco no "aqui e agora".
· Valorização da experiência vivida.
· Descrição > explicação.
✅ Existencialismo
· Autores: Kierkegaard, Nietzsche, Heidegger, Buber, Sartre.
· Ideias-chave:
· Liberdade, responsabilidade e singularidade.
· O homem se autoconstruindo pelas escolhas.
· Importância da angústia como parte da existência.
· Na Gestalt:
· O cliente é responsável pelo seu projeto existencial.
· Terapia: facilitar a tomada de consciência e autenticidade.
✅ Martin Buber: Relação Eu-Tu e Eu-Isso
· Eu-Isso: relação objetiva, utilitária.
· Eu-Tu: relação de encontro, presença e alteridade.
· Na Gestalt:
· Terapia como espaço do "Entre", de autenticidade relacional.
· Valorização da alteridade.
✅ Psicologia da Gestalt
· Fundadores: Max Wertheimer, Kurt Koffka, Wolfgang Köhler.
· Princípios:
· O todo é maior do que a soma das partes.
· Percepção ativa e estruturada.
· Influências:
· Teoria Organísmica (Kurt Goldstein): o ser humano como um todo integrado.
· Teoria do Campo (Kurt Lewin): o indivíduo só pode ser compreendido no contexto do campo relacional.
· Na Gestalt-terapia:
· Ênfase na interdependência das partes.
· Foco na autorregulação e potencialidades humanas.
4. Comparação entre Abordagens
	Gestalt-terapia
	Psicanálise
	Behaviorismo
	Foco na experiência atual e na consciência fenomenológica
	Foco no inconsciente
	Foco no comportamento observável
	Pessoa como ativa e autorreguladora
	Pessoa determinada por conflitos inconscientes
	Pessoa como reação a estímulos
	Ênfase na relação dialógica e autêntica
	Ênfase na neutralidade do analista
	Ênfase na experimentação controlada
5. Síntese das Contribuições à Gestalt-Terapia
· Humanismo → valorização das potencialidades humanas.
· Fenomenologia → método descritivo, foco no presente.
· Existencialismo → liberdade, responsabilidade, singularidade.
· Psicologia da Gestalt → percepção holística e integração.
· Psicanálise → relação ambígua, inspiração inicial, mas superada.
Destaques Relevantes
· Gestalt-terapia como abordagem holística, relacional e contextual.
· Visa o desenvolvimento da autenticidade e da autorregulação.
· Propõe uma visão do ser humano como um todo integrado e em constante atualização.
· Influenciada por múltiplas correntes filosóficas, mas desenvolve uma identidade própria.
 “Os Conceitos Básicos de Gestalt-Terapia”, de Beatriz Helena Paranhos Cardella.
Mapa Mental – Conceitos Básicos de Gestalt-Terapia
 1. A Abordagem Gestáltica
· Psicoterapia com foco na experiência vivida no aqui e agora.
· Baseada na compreensão do ser humano como um todo integrado, em contato permanente com o ambiente.
· Fundamentos:
· Fenomenologia → valorização da percepção e experiência.
· Existencialismo → liberdade e responsabilidade.
· Psicologia da Gestalt → percepção holística.
2. Princípios Fundamentais
✅ Totalidade
· O ser humano é um todo organizado.
· As partes só fazem sentido dentro do campo total de existência.
· Não se pode compreender a pessoa fragmentada.
1. Definição
· O ser humano é um todo integrado, e não uma soma de partes (mente, corpo, emoção).
· A experiência é sempre global e situada.
· Influência direta da Psicologia da Gestalt:
“O todo é maior do que a soma das partes.”
🟡 2. Princípios Associados
· Holismo: não se fragmenta a pessoa em funções (ex: pensamento isolado de emoção).
· Campo organismo/ambiente: o indivíduo só pode ser compreendido na relação com seu meio.
· Unidade corpo-mente: não há separação entre físico, emocional, cognitivo e relacional.
🟣 3. Aplicações na Terapia
· O terapeuta escuta o cliente como um todo:
· Fala + postura corporal + emoções + contexto de vida.
· Intervenções são dirigidas para integrar partes dissociadas da experiência.
· Exemplo: trabalhar uma emoção negada que se manifesta em um sintoma físico.
🟠 4. Implicações Clínicas
· Não há foco em sintomas isolados, mas no processo total da experiência.
· O sofrimento é visto como interrupção na totalidade do contato.
· O objetivo terapêutico é restaurar a integridade do ser.
🔴 5.Conflitos com outras abordagens
	Gestalt-terapia
	Psicanálise
	Behaviorismo
	Integração total do ser
	Divisão entre consciente e inconsciente
	Fragmentação em estímulos e respostas
	Corpo e mente como uma coisa só
	Enfoque no aparelho psíquico
	Enfoque apenas no comportamento observável
🟢 6. Frase-síntese
“O ser humano é um processo vivo em constante reorganização, que se expressa em totalidade.”
✅ Contato
· Processo básico da vida: o ser humano se constitui nas trocas com o meio.
· Saúde → contato fluido, que permite crescimento.
· Doença → interrupções, bloqueios ou fixações no processo de contato.
🔵 1. O que é o Contato?
· Contato: processo de troca entre o organismo e o ambiente.
· Envolve sensação, awareness, ação e retirada.
· É a base da experiência e do ajustamento criativo.
· Estilos de contato são modos como esse processo pode ser fluido ou interrompido.
🟡 2. Estilos Funcionais de Contato
· Contato pleno (saudável):
· Pessoa consciente do que sente, deseja e precisa.
· Capaz de agir com clareza e responsabilidade.
· Promove crescimento e integração.
🔴 3. Estilos Disfuncionais de Contato (Interrupções)
Esses mecanismos surgem para proteger o organismo, mas repetidos de forma rígida, podem impedir o ajustamento criativo.
⚫ Introjeção
· Engolir crenças e valores do ambiente sem digerir criticamente.
· Resultado: pessoa age segundo "verdades" alheias.
· Exemplo: "Tenho que ser forte sempre."
⚫ Projeção
· Atribuir aos outros sentimentos, desejos ou características que são seus.
· Evita assumir responsabilidade.
· Exemplo: "As pessoas me julgam" (quando o julgamento é interno).
⚫ Retroflexão
· Direcionar para si o que deveria ser voltado ao ambiente.
· Resultado: culpa, autocensura, agressividade contra si.
· Exemplo: "Queria gritar com ele, mas travei e depois me senti mal."
⚫ Confluência
· Fusão entre eu e o outro.
· Dificuldade de estabelecer fronteiras.
· Exemplo: "Eu não sei quem sou sem ele."
⚫ Deflexão
· Desviar do contato autêntico.
· Uso de humor, intelectualização, distrações.
· Evita o encontro real.
· Exemplo: rir ao falar de algo doloroso.
⚫ Proflexão (menos comum, mas importante)
· Antecipar o que o outro espera e agir em conformidade, anulando-se.
· Exemplo: "Eu já faço tudo do jeito que ele gosta, para evitar conflito."
🟢 4. Objetivo Terapêutico
· Identificar e ampliar a awareness sobre os estilos de contato utilizados.
· Recuperar a fluidez no ciclo de contato.
· Promover o ajustamento criativo com base na responsabilidade pessoal e no presente vivido.
✅ Consciência (Awareness)
· Atenção intencional e discriminativa sobre o que ocorre no momento presente.
· Ampliação da awareness → principal objetivo terapêutico.
· Facilita a autorregulação e o ajuste criativo.
1. O que é Awareness (Consciência)?
· É a percepção clara e intencional da experiência, no aqui e agora.
· Inclui:
· Sensações corporais.
· Emoções.
· Pensamentos.
· Ações.
· Relações com o ambiente.
· É mais do que saber algo — é viver conscientemente a experiência.
🟡 2. Características da Consciência
· Processual: awareness é movimento, está sempre em fluxo.
· Intencional: dirigida para algo no campo.
· Presente: só acontece no momento atual.
· Fenomenológica: descreve a experiência como é vivida, sem julgamento ou interpretação.
🟣 3. Níveis de Consciência
	Nível
	Descrição
	Pré-awareness
	Sensações ou estímulos ainda não nomeados (ex: um incômodo vago).
	Awareness plena
	Clareza sobre o que se sente, deseja ou precisa.
	Pós-awareness
	Reflexão ou integração da experiência vivida.
🟠 4. Funções da Awareness na Terapia
· Ampliar a percepção do self e da relação com o mundo.
· Permitir a responsabilização pelas escolhas.
· Superar interrupções de contato (projeções, retroflexões etc.).
· Facilitar o ajustamento criativo.
· É o meio pelo qual ocorre a mudança terapêutica.
🔴 5. Obstáculos à Consciência
· Mecanismos de defesa (introjeção, projeção, etc.).
· Fugas do presente (ruminações, fantasias, distrações).
· Crenças rígidas ou padrões automáticos.
· Falta de suporte interno ou externo.
🟢 6. Papel do Terapeuta
· Facilitador da awareness no cliente.
· Usa técnicas como:
· Focalização no aqui-agora.
· Perguntas fenomenológicas ("o que você está sentindo agora?").
· Confronto suave e acolhimento da experiência.
· Evita interpretações, prioriza descrições e vivências.
🌟 7. Frase-chave
“A mudança ocorre quando alguém se torna o que é, não quando tenta se tornar o que não é.”
(Paradoxo da mudança – Beisser)
✅ Aqui e Agora
· Ênfase na experiência presente e imediata.
· O passado e o futuro são importantes apenas na medida em que afetam o presente.
· Processo terapêutico foca no que é vivenciado no momento.
1. Definição
· “Aqui e agora” é o tempo e espaço presente da experiência.
· Refere-se ao que está acontecendo no momento — dentro do indivíduo e entre ele e o ambiente.
· É onde ocorre o verdadeiro contato e a possibilidade de transformação.
🟡 2. Importância Terapêutica
· Traz a atenção do cliente para o presente, interrompendo ruminações sobre o passado ou projeções no futuro.
· Permite que a experiência seja vivida com mais intensidade e clareza.
· É no presente que a awareness se amplia e o contato autêntico acontece.
🟣 3. Papel do Terapeuta
· Estimula o cliente a observar o que sente, percebe e pensa agora.
· Evita interpretações sobre o passado.
· Utiliza técnicas como:
· Perguntas focadas: "O que você está sentindo agora?"
· Observação do corpo, respiração, expressão facial.
· Exploração da relação terapêutica em tempo real.
🟠 4. Exemplos de Fuga do Aqui e Agora
· Relatos excessivos do passado sem conexão com o momento atual.
· Fantasias sobre o futuro.
· Uso de abstrações, generalizações ou racionalizações.
· Falar “como se” em vez de expressar diretamente.
🔴 5. Recuperando o Contato com o Presente
· Técnicas de grounding (enraizamento).
· Focalização em sensações corporais.
· Estímulo à expressão emocional direta.
· Exploração do que ocorre na relação terapêutica no momento.
🟢 6. Frase-síntese
"O passado não existe mais. O futuro ainda não existe. Só posso agir e transformar minha vida no presente."
✅ 7. Relação com outros conceitos
· Awareness: só acontece no presente.
· Contato: só se dá no aqui e agora.
· Ajustamento criativo: exige percepção real da situação atual.
✅ Responsabilidade
· Cada indivíduo é responsável por suas escolhas e pelo modo como organiza sua experiência.
· Terapia promove a assunção da responsabilidade como caminho para a autonomia.
1. Definição
· Responsabilidade = habilidade de responder por si mesmo no aqui e agora.
· Não é sinônimo de culpa.
· Envolve:
· Consciência das próprias escolhas.
· Assunção das consequências.
· Reconhecimento de que eu crio minha experiência.
🟡 2. Relação com a Autonomia
· Ser responsável é ser autor da própria vida.
· Implica sair da postura de vítima e reconhecer:
· “Eu escolho”.
· “Eu crio”.
· “Eu deixo de agir”.
🟣 3. Papel Terapêutico
· O terapeuta ajuda o cliente a:
· Assumir suas escolhas no presente.
· Perceber seus padrões automáticos.
· Abandonar justificativas e projeções.
· Ferramentas:
· Linguagem: de passivo (“me aconteceu”) para ativo (“eu fiz”).
🟠 4. Frases e Crenças Disfuncionais (Fuga da Responsabilidade)
	Fuga
	Tradução funcional
	“A culpa é do outro.”
	“Eu participo dessa relação.”
	“Eu não tenho escolha.”
	“Mesmo não agindo, estou escolhendo.”
	“Isso é maior do que eu.”
	“O que posso fazer diante disso?”
🔴 5. Obstáculos Comuns
· Projeção (atribuir aos outros o que é próprio).
· Retroflexão (agir contra si em vez de expressar).
· Confluência (dificuldade de se separar do outro).
· Medo da liberdade e da angústia que ela provoca.
🟢 6. Frases-síntese
“Sou responsável por tudo o que faço, mesmo quando não faço nada.”
“Assumir a responsabilidade é o primeiro passo para transformar.”
✅ 7. Responsabilidade e Liberdade
· Quanto maior a consciência (awareness), maior a capacidade de escolha consciente.
· A liberdade exige coragem para agir com base no que se sente e pensa.
3. Teoriasde Base e Influências
	Influência
	Contribuição
	Psicologia da Gestalt
	Princípio da totalidade e percepção ativa.
	Fenomenologia
	Método descritivo, valorização da experiência.
	Existencialismo
	Ênfase na liberdade, responsabilidade e singularidade.
	Psicanálise
	Contribuições iniciais na compreensão da dinâmica psíquica, mas superada na prática gestáltica.
4. Conceitos-Chave da Terapia
✅ Função de Autorregulação Organísmica
· O organismo possui uma tendência natural à equilibração.
· Busca de satisfação das necessidades emergentes.
· Terapia como espaço para restaurar a capacidade de autorregulação.
✅ Ciclo de Contato
· Sequência natural de processos na interação organismo-ambiente:
1. Sensação → percepção de uma necessidade.
2. Consciência → clarificação do que é necessário.
3. Mobilização → energia para ação.
4. Ação → interação efetiva com o ambiente.
5. Contato → satisfação da necessidade.
6. Retirada → fechamento da experiência.
✅ Interrupções no Ciclo
· Mecanismos de defesa ou bloqueios que impedem o contato saudável:
· Introjeção: incorporar valores sem crítica.
· Projeção: atribuir ao outro o que é próprio.
· Retroflexão: voltar contra si a energia que deveria ir ao outro.
· Confluência: fusão, perda de fronteiras.
5. Papel do Terapeuta Gestáltico
· Criar um ambiente de aceitação e apoio.
· Favorecer o autoaprimoramento através da ampliação da awareness.
· Não interpreta nem explica → facilita o processo de autodescoberta.
· Atitude de presença, autenticidade e empatia.
6. Comparação com Outras Abordagens
	Gestalt-Terapia
	Psicanálise
	Terapias Cognitivo-Comportamentais
	Foco na experiência imediata
	Foco no inconsciente e no passado
	Foco na reestruturação de pensamentos
	Ênfase na autopercepção e autorregulação
	Ênfase na interpretação do terapeuta
	Ênfase na modificação de comportamentos
	Fenomenológica e relacional
	Estruturada, com papel neutro do analista
	Estruturada, baseada em protocolos
7. Destaques Relevantes
· A Gestalt-terapia é uma abordagem experiencial e vivencial.
· Valoriza a singularidade e a autonomia do cliente.
· Promove um espaço terapêutico de cocriação e acolhimento.
· Integra aspectos filosóficos e práticos em sua intervenção clínica.
"Coleção Gestalt-terapia: Fundamentos e Práticas – Volume 2
Mapa Mental – Gestalt-terapia: Fundamentos e Práticas
 1. Awareness
· Conceito central: "Saber da experiência".
· Diferente de "consciência" como representação ou juízo.
· Processo contínuo aqui-e-agora.
· Integra sensação, excitamento e formação de Gestalten.
· Objetivo terapêutico: restaurar o fluxo livre da awareness.
2. Contato
· Processo de interação entre organismo e ambiente.
· Fases do ciclo de contato:
· Pré-contato: surgimento da necessidade.
· Contato (ou contatando): aproximação e escolha.
· Contato final: integração com a necessidade.
· Pós-contato: assimilação e crescimento.
· Fronteiras de contato: zonas de troca e definição do self.
3. Self
· Concebido como processo, não estrutura fixa.
· Formado na fronteira de contato.
· Modos de funcionamento:
· Id: fundo pulsional.
· Ego: mediação e escolha.
· Personalidade: integração de experiências passadas.
· Atua como sistema de ajustamento no campo organismo/ambiente.
4. Autorregulação Organísmica
· Princípio homeostático de busca de equilíbrio.
· Envolve necessidades fisiológicas, psicológicas e sociais.
· Processos fundamentais:
· Awareness.
· Contato.
· Ajustamento criativo.
5. Ajustamento Criativo
· Capacidade de adaptar-se de maneira criativa ao meio.
· Movimento dialético: continuidade e mudança.
· Sem criatividade → conformismo.
· Sem ajustamento → anarquismo estéril.
· Essencial à saúde e ao crescimento.
· Sintomas também vistos como ajustamentos criativos disfuncionais.
6. Neurose
· Compreendida como bloqueio ou interrupção do ajustamento criativo.
· Conflito do campo, não intrapsíquico.
· Resulta da cristalização de respostas desatualizadas.
· Conceito de "situações inacabadas" (unfinished business).
7. Temporalidade: Aqui-e-Agora
· Ênfase na experiência presente.
· Recordações e expectativas são atualizadas no presente.
· Terapia visa reintegrar experiências passadas ao fluxo atual.
· Fundamento da prática clínica: foco na situação presente.
8. Teoria Paradoxal da Mudança
· Mudar → tornar-se quem se é, não alguém diferente.
· A mudança ocorre ao aceitar-se plenamente.
· Evita tentativas forçadas de transformação.
9. Suporte
· Autossuporte: confiança nas próprias capacidades.
· Heterossuporte: apoio externo quando necessário.
· Indiferença criativa: equilíbrio entre esses polos.
10. Psicopatologia na Gestalt
· Mecanismos de defesa como interrupções do contato:
· Introjeção: incorporar sem assimilação.
· Projeção: atribuir ao outro o que é próprio.
· Retroflexão: voltar-se contra si.
· Egotismo: interrupção na fronteira de contato.
· Deflexão: evitar contato direto.
· Proflexão: antecipar ações do outro.
11. Referenciais Filosóficos e Epistemológicos
· Fenomenologia.
· Existencialismo.
· Teoria de campo.
· Psicologia da Gestalt.
· Influência pragmática (William James).
Comparação com outras abordagens:
	Gestalt-terapia
	Psicanálise
	Behaviorismo
	Ênfase na experiência aqui-e-agora
	Ênfase no inconsciente e passado
	Ênfase em estímulo-resposta
	Processo dialógico
	Processo interpretativo
	Processo condicionante
	Autores principais: Perls, Hefferline e Goodman
	Freud, Lacan
	Skinner, Pavlov

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