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SUMÁRIO 
1 INTRODUÇÃO ............................................................................................ 4 
2 SOLO .......................................................................................................... 5 
2.1 Estruturas do solo ................................................................................ 6 
2.2 Solos não – coesivos............................................................................ 6 
2.3 Solos coesivos ..................................................................................... 6 
2.4 Índices físicos ....................................................................................... 7 
2.5 Ensaios para caracterização dos solos ................................................ 8 
2.6 Limites de atterberg .............................................................................. 9 
2.7 Granulometria ..................................................................................... 10 
2.8 Classificação dos solos ...................................................................... 10 
2.9 Sistema unificado de classificação de solos ....................................... 11 
2.10 Sistema de Classificação HRB/TRB ................................................... 12 
3 DEFINIÇÃO, CONCEITOS E TIPOS DE PAVIMENTOS .......................... 13 
3.1 Funções do pavimento ....................................................................... 16 
3.2 Aspectos funcionais do pavimento ..................................................... 16 
3.3 Classificação do pavimento ................................................................ 17 
3.4 Pavimento flexível .............................................................................. 17 
3.5 Pavimento rígido ................................................................................ 21 
3.6 Pavimento semi - rígido ...................................................................... 25 
3.7 Materiais ............................................................................................. 25 
3.8 Camadas ............................................................................................ 29 
3.9 Regularização do subleito .................................................................. 31 
3.10 Reforço do subleito ............................................................................ 31 
3.11 Sub-base ............................................................................................ 32 
3.12 Base ................................................................................................... 33 
 
3 
 
3.13 Revestimento ..................................................................................... 33 
3.14 Serviços .............................................................................................. 34 
3.15 Imprimação ......................................................................................... 34 
3.16 Fresagem ........................................................................................... 34 
3.17 Dosagem ............................................................................................ 35 
4 PROJETO DE PAVIMENTOS ................................................................... 36 
4.1 Estudos geotécnicos .......................................................................... 37 
4.2 Reconhecimento do subleito .............................................................. 38 
4.3 Objetivos ............................................................................................ 38 
4.4 Sequência dos serviços ...................................................................... 39 
4.5 Coleta de amostras e execução dos ensaios ..................................... 41 
4.6 Traçado do perfil longitudinal / apresentação dos resultados ............. 42 
4.7 Estudo das ocorrências de materiais para pavimentação .................. 43 
4.8 Prospecção preliminar ........................................................................ 43 
4.9 Prospecção definitiva ......................................................................... 46 
4.10 Sondagens e coleta de amostras ....................................................... 46 
4.11 Ensaios de laboratório ........................................................................ 46 
4.12 Avaliação de volume das ocorrências – cubagem ............................. 47 
4.13 Apresentação dos resultados ............................................................. 48 
4.14 Solicitações nas camadas .................................................................. 48 
4.15 Parâmetros para o projeto .................................................................. 49 
4.16 Solicitações ........................................................................................ 49 
4.17 Pressão e área de contato ................................................................. 50 
5 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS .......................................................... 51 
 
 
 
 
 
4 
 
1 INTRODUÇÃO 
Prezado aluno! 
O Grupo Educacional FAVENI , esclarece que o material virtual é semelhante 
ao da sala de aula presencial. Em uma sala de aula, é raro – quase improvável - 
um aluno se levantar, interromper a exposição, dirigir-se ao professor e fazer uma 
pergunta , para que seja esclarecida uma dúvida sobre o tema tratado. O comum 
é que esse aluno faça a pergunta em voz alta para todos ouvirem e todos ouvirão a 
resposta. No espaço virtual, é a mesma coisa. Não hesite em perguntar, as perguntas 
poderão ser direcionadas ao protocolo de atendimento que serão respondidas em 
tempo hábil. 
Os cursos à distância exigem do aluno tempo e organização. No caso da nossa 
disciplina é preciso ter um horário destinado à leitura do texto base e à execução das 
avaliações propostas. A vantagem é que poderá reservar o dia da semana e a hora que 
lhe convier para isso. 
A organização é o quesito indispensável, porque há uma sequência a ser 
seguida e prazos definidos para as atividades. 
Bons estudos! 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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2 SOLO 
 
Fonte: materiasdoenem.com 
De acordo com SARTORI 2015, o solo, como um dos materiais mais antigos 
empregados na construção civil, faz-se presente na maioria das obras de engenharia, 
sendo utilizado como base de suporte para estruturas de fundações, por isso então 
faz-se necessário o conhecimento de suas propriedades, para que possa ser feita uma 
previsão de seu comportamento diante das solicitações. 
Os solos, no entendimento de Caputo (1983, pg.14 apud SARTORI G; 2015), 
”são materiais que resultam do intemperismo ou meteorização das rochas, 
por desintegração mecânica ou decomposição química. 
 Ainda segundo Caputo, entende-se por desintegração mecânica, ações de 
agentes como: água, temperatura, vento e vegetação. Enquanto que na 
decomposição química, o principal agente é a água e seus mecanismos de ataque, 
como: oxidação, hidratação, carbonatação. Cabe ainda ressaltar que as argilas 
representam o último produto da decomposição. 
Na perspectiva de Das (2007, pg.1; apud SARTORI G; 2015), o solo é definido 
como um agregado não cimentado de grãos minerais e matéria orgânica decomposta 
(partículas sólidas), com líquidos e gás nos espaços vazios entre as partículas sólidas. 
 
6 
 
Sendo que o conhecimento de propriedades como origem, distribuição dos grãos, 
capacidade de drenagem, compressibilidade, resistência ao cisalhamento e 
capacidade de carga são de suma importância para que os engenheiros civis possam 
aplicas os conceitos de Mecânica dos Solos em obras. 
2.1 Estruturas do solo 
Para DAS (2007 pg.63; apud SARTORI G; 2015), a estrutura do solo é definida 
como o arranjo geométrico de partículas, umas em relação às outras. Essa estrutura 
pode ser afetada por muitos fatores, entre eles pode-se citar: forma, composição 
mineralógica das partículas,de capa ou de expurgo da pedreira; 
 A altura e a largura da frente de exploração de rocha aparentemente sã 
da pedreira. 
4.9 Prospecção definitiva 
De acordo com MARQUES (2006) a prospecção definitiva das ocorrências 
de materiais compreende: 
 Sondagens e coleta de amostras; 
 Ensaios de laboratório 
 Avaliação de volume das ocorrências. 
4.10 Sondagens e coleta de amostras 
De acordo com MARQUES (2006), uma vez verificada a possibilidade de 
aproveitamento técnico-econômico de uma ocorrência, com base nos ensaios de 
laboratório - realizados nas amostras coletadas nos furos feitos de acordo com a 
prospecção preliminar, será, então, feito o estudo definitivo da mesma e sua cubagem. 
Para isso, lança-se um reticulado com malha de 30 m ou mais de lado, dentro dos 
limites da ocorrência selecionada, onde serão feitos os furos de sondagem. 
4.11 Ensaios de laboratório 
Conforme MARQUES (2006), em cada furo da malha ou no seu interior, para 
cada camada de material, será feito um Ensaio de Granulometria por peneiramento, 
de Limite de Liquidez de Limite de Plasticidade e de Equivalente de Areia (quando for 
indicado). No caso de existirem camadas com mais de 1,00 m de espessura, deve-se 
executar os ensaios acima citados, para cada metro de profundidade dessa camada. 
Para determinação do Índice Suporte Califórnia (ISC) a mesma orientação deverá ser 
seguida, ensaiando-se materiais de furos mais espaçados, se for o caso. 
 
 
 
47 
 
O Ensaio de Índice Suporte Califórnia para ocorrência de solos e materiais 
granulares, é feito utilizando os corpos-de-prova obtidos no ensaio de compactação, 
ou os três que mais se aproximem do ponto de massa específica aparente máxima, 
de acordo com o método padronizado do DNER. 
Quando solicitado, são realizados também ensaio de Determinação de Massa 
Específica Aparente "in situ" do material "in natura". 
4.12 Avaliação de volume das ocorrências – cubagem 
De acordo com MARQUES (2006), com a rede de furos lançada (de 30 em 
30m) e com a profundidade de cada furo e cada horizonte, pode-se calcular o volume 
de cada tipo de material encontrado na jazida. 
As quantidades mínimas de materiais de ocorrência a serem 
reconhecidas, para cada quilômetro de pavimento de estrada, são 
aproximadamente as seguintes: 
 
Fonte: ufjf.br.com 
No que se refere às pedreiras, será obedecido o que recomenda a Norma ABNT 
6490/85 (NB-28/68; apud MARQUES G; 2006), para "Reconhecimento e Amostragem 
para Fins de Caracterização das Ocorrências de Rochas". 
A coleta de amostras de rochas para serem submetidas aos ensaios correntes 
de Abrasão Los Angeles, Sanidade e Adesividade é realizada através de sondagens 
rotativas ou então, quando a ocorrência assim o permitir, por extração por meios de 
furos com barra-mina e explosivos no paredão rochoso. 
Quando for necessário, os ensaios correntes poderão ser complementados 
pelos exames de Lâmina e de Raio X do material coletado. A cubagem do material 
poderá ser realizada por auscultação a barra-mina. 
 
48 
 
Quando necessário, poderá ser providenciado o lançamento de um reticulado 
com lados de 10m a 20m aproximadamente. Admite-se que seja considerado como 
rocha, o maciço abaixo da capa de pedreira. 
4.13 Apresentação dos resultados 
Conforme MARQUES (2006), os resultados das sondagens e dos ensaios dos 
materiais das amostras das ocorrências de solos e materiais granulares são 
apresentados através dos seguintes elementos: 
 Boletim de Sondagem; 
 Quadro-resumo dos Resultados dos Ensaios; 
 Análise Estatística dos Resultados; 
 Planta de Situação das Ocorrência; 
 Perfis de Sondagem Típicos. 
Geralmente para cada ocorrência é apontada a designação de J-1, J-2 etc... 
Os resultados das sondagens e dos ensaios dos materiais rochosos (Pedreiras) são 
também apresentados de maneira similar às ocorrências de solos e materiais 
granulares, sendo apontado para cada pedreira a designação de P1, P2 etc. 
4.14 Solicitações nas camadas 
Todas as camadas de um pavimento, sobretudo a capa de rolamento, são 
solicitadas por flexão dinâmica e por compressão, concentrada em uma pequena 
área, o que exige desses materiais resistência à tração, à compressão e 
principalmente ao cisalhamento. 
O conceito básico para pavimentos flexíveis com bases puramente granulares 
consiste em dotar o pavimento de uma base com espessura tal que a tensão vertical 
de compressão e a deflexão no subleito sejam inferiores a determinados valores-
limites, correspondentes a níveis de ruína, estabelecidos a partir de critérios 
consistentes, para cada situação que se tiver (YODER & WITCZAK, 1975; apud ODA 
S; NOVO J; 2016). 
 
49 
 
4.15 Parâmetros para o projeto 
Para o projeto de pavimentos são necessárias informações sobre: as 
solicitações; a fundação; a própria estrutura e as intempéries. A presença da própria 
estrutura como um dado de dimensionamento faz com que o processo seja, a rigor, 
um processo de verificação em lugar de um dimensionamento (YODER & WITCZAK, 
1975; apud ODA S; NOVO J; 2016). 
4.16 Solicitações 
Uma só roda de um veículo que trafegue sobre o pavimento impõe uma 
solicitação que pode ser caracterizada por (YODER & WITCZAK, 1975 apud ODA 
S; NOVO J; 2016): 
 Magnitude da carga por roda ou força aplicada (N ou kgf); 
 Pressão de contato do pneu com o pavimento (MPa, KPa ou kgf/cm2); 
 Área de contato (cm2); 
 Velocidade de aplicação ou tempo de duração. 
Além disso, o número de aplicações das cargas, ou seja, o número de veículos 
que solicita o pavimento é determinante para a sua vida útil. A magnitude da carga de 
uma roda ou força aplicada por um único pneu varia de cerca de 200 kgf (~1980 N) 
para automóveis até 20.000 kgf (~198.000 N) para grandes aviões (YODER & 
WITCZAK, 1975). 
A carga de uma roda atua sobre o pavimento com uma pressão de contato que 
é aproximadamente igual à pressão de enchimento do pneu. Como em relação ao 
pavimento, o pneu tem uma deformabilidade muito maior, isso quer dizer que a área 
de contato entre pneu e pavimento é determinada pela pressão do pneu (SÓRIA, 
1997; apud ODA S; NOVO J; 2016). 
Por exemplo, considerando um pavimento típico, em bom estado estrutural, 
solicitado estaticamente por um lado do eixo simples de rodas duplas de caminhão 
com pressão de 80 lb/pol2 (0,55 MPa) e carga (força) de 4500 kgf (44100 N). Nesse 
caso, o deslocamento vertical (deflexão) do pavimento é da ordem de 0,5 mm, 
enquanto o pneu tem uma deformação vertical (visível a olho nu), cerca de 20 vezes 
maior. 
 
50 
 
Tanto a deformação do pneu como a do pavimento são, nesse caso, elásticas 
(recuperáveis), isto é, aliviada a carga, ambos voltam à sua forma original (YODER & 
WITCZAK, 1975; apud ODA S; NOVO J; 2016). 
4.17 Pressão e área de contato 
Se o efeito da rigidez das paredes laterais dos pneus for ignorado, a pressão 
de contato é igual à pressão de enchimento dos pneus e uniformemente distribuída 
sobre a área de contato. Na realidade os pneus de baixa pressão tendem a ter maior 
pressão de contato no centro e os de alta pressão, o contrário. Mas para efeitos 
práticos é, de modo geral, suficiente considerar a pressão de contato uniforme e igual 
à de enchimento. Portanto, será considerada a forma de impressão de contato do 
pneu com o pavimento como sendo circular (SÓRIA, 1997; apud ODA S; NOVO J; 
2016). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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5 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
CAROLINA ROSSI, Anna. Etapas de uma obra de pavimentação e 
dimensionamento de pavimento para uma via na ilha do fundão. Monografias, [S. 
l.], p. 1-63, 2017. 
DIGIACOMO AGUIAR, Fred. Avaliação funcional e estrutural do pavimento 
flexível no segmento monitorado de itapoá. Repositorio, [S. l.], p. 1-183, 2017. 
DNIT, MANUAL. Manual de pavimentação: DNIT - Publicação IPR - 719. [S. l.: s. 
n.], 2006. 278 p. 
LUCIANO DE OLIVEIRA MARQUES, GERALDO. Pavimentação trn032. Ufjf., [S. l.], 
p. 1-210, 2006. 
MOACIR DE MENDONÇA FILHO, José; GOMES DE AZEVEDO ROCHA, Eider. 
Estudo Comparativo entre Pavimentos Flexível e Rígido na Pavimentação 
Rodoviária. Nucleodoconhecimento, [S. l.], p. 1-19, 6 jun. 2018. 
MINITTI LEITE PEREIRA, Mariana. Estudo de mistura asfáltica de modulo elevado 
para camadas de base de pavimento. Teses.usp, [S. l.], p. 1-143, 2012. 
MOLZ, Carine. Viabilidade da utilização do material fresado estabilizado 
granulometricamente em base de pavimentos. Ct.ufsm, [S. l.], p. 1-65, 2017. 
ODA, Sandra; MARCEL DE FARIA NOVO, Jean. Desenvolvimento de um sistema 
de qualidade das obras de infraestrutura de transportes. Tce, [S. l.], p. 1-150, 
2016. 
SARTORI, GUILHERME. Estudo de estabilização de solos para fins de 
pavimentação na região de campo mourão. Repositorio, [S. l.], p. 1-54, 2015. 
WEIMER BERRES, GABRIELA. Análise de execução e desempenho de 
revestimento asfáltico sobre vias pavimentadas com pedras 
irregulares. Bibliodigital, [S. l.], p. 1-58, 2018.tamanho, natureza e composição da água do solo. De 
forma geral, este material pode ser dividido em duas classes: coesivos e não - 
coesivos. 
2.2 Solos não – coesivos 
Subdivida em duas categorias principais, alveolares e com grãos isolados, esta 
classe é caracterizada por apresentar elevado intervalo de índice de vazios. De acordo 
com Das (2007, pg.64; apud SARTORI G; 2015) solos com estruturas com grãos 
isolados, as partículas estão dispostas em posições estáveis, com cada partícula em 
contato com sua adjacente, sendo que a forma e distribuição do tamanho destas e 
suas posições relativas influenciam diretamente sobre a densidade do agrupamento, 
desta maneira, é possível então ter um grande intervalo de índice de vazios. 
Já para solos com estrutura alveolar, materiais relativamente finos, como areias 
e siltes, formam pequenos arcos com correntes de partículas, de maneira a formar 
grandes índices de vazios. Nesta classe, carregamentos abruptos e/ou carga elevada, 
levam a estrutura à ruptura, resultando em recalques expressivos. 
2.3 Solos coesivos 
Para este tipo de solo os grãos são muitos finos, na maioria dos casos 
imperceptíveis a olho nu. Para uma melhor compreensão a respeito deste tipo de solo, 
é necessário saber quais forças atuam sobre as partículas de argila suspensas em 
 
7 
 
água. Desta forma, segundo Vargas (1977; apud SARTORI G; 2015), as partículas 
alcançam o estado disperso, onde as partículas podem permanecer em suspensão 
ou sedimentar lentamente. As partículas então ficam orientadas paralelas umas às 
outras e com estrutura dispersa. A partir de um potencial atrativo ocorre o processo 
de floculação, onde no movimento das partículas, estas podem ser captadas umas 
pelas outras. Desta forma, existe uma influência da condição iônica da água, como 
também pela presença de cátions nas bordas das partículas de argila, relacionada 
diretamente ao potencial atrativo-repulsivo. 
Segundo Das (2007; apud SARTORI G; 2015), existe um enfraquecimento 
da camada dupla ao redor da partícula, por parte dos íons, quando o sal é 
adicionado a uma suspensão de argila em água, dispersa anteriormente. 
Por isso, então, forma-se uma estrutura floculada, assim, depósitos de argila 
formados no mar são altamente floculados. As argilas com este tipo de estrutura 
apresentam um alto índice de vazios e pouco peso. 
2.4 Índices físicos 
Para Pinto (2002; apud SARTORI G; 2015) o volume total de um solo é 
constituído por três fases: partículas sólidas, água e ar. comumente, chamam-se as 
fases de água e ar de vazios. Para a determinação do comportamento de um solo, é 
necessário conhecer a relação proporcional que existe entre essas três fases. Ainda 
segundo Pinto (2002; apud SARTORI G; 2015), as quantidades de água e ar são as 
únicas que variam, uma vez que as partículas de solo permanecem as mesmas, 
alterando apenas seu estado. 
Suas propriedades estão ligadas diretamente ao estado em que se encontram, 
como exemplo Pinto (2002; apud SARTORI G; 2015) cita, quando é o volume de 
vazios que diminui, a resistência do material aumenta. 
Sabendo então, que o estado em que o solo se encontra é condição 
fundamental para apontar seu comportamento, alguns índices foram criados para 
relacionar os volumes e pesos das três fases supracitadas. Estes são de suma 
importância no estudo das propriedades do solo. 
 
8 
 
 Umidade (w): a umidade de um solo pode ser definida como sendo a razão 
entre o peso da água contida em um determinado volume de solo úmido e o peso 
seco. 
Índice de vazios (e): relação entre o volume de vazios e o volume das 
partículas sólidas. Não pode ser determinado diretamente, é necessário ser calculado 
através de outros índices. 
Porosidade (ƞ): razão entre o volume de vazios e o volume total da amostra 
de solo. Sempre é expressa em porcentagem. 
Grau de Saturação (S): relação entre o volume de água e o volume de vazios. 
Um valor igual a 0%, representa um solo seco, enquanto que 100% um solo saturado. 
Peso específico natural ou peso específico (γn): razão entre o peso total do 
solo e seu volume total. Para casos de compactação, usa-se o termo peso específico 
úmido. 
Peso específico aparente seco (γd): relação entre o peso dos sólidos e o 
volume total. Este valor corresponde ao peso específico que o solo teria, caso viesse 
a ficar seco. Depende do peso específico natural e da umidade. 
Peso específico aparente saturado (γsat): peso específico do solo caso esse 
tornasse-se saturado sem variação de volume. Pouca aplicação prática. 
Peso específico aparente submerso (γsub): usado para determinação de 
tensões efetivas, representa o peso específico efetivo do solo quando submerso. 
Compacidade (CR): o estado natural de um solo não coesivo (areia, 
pedregulho) define-se pelo grau de compacidade ou densidade relativa. 
2.5 Ensaios para caracterização dos solos 
De acordo com o comportamento do solo segundo a ótica da engenharia civil, 
solos diferentes com características similares podem ser classificados em grupos e 
subgrupos através de sistemas de classificação, que abordam uma linguagem comum 
para expressar de maneira concisa, sem descrições detalhadas, diz Das (2007; apud 
SARTORI G; 2015). 
 
 
 
9 
 
Para a criação de tais parâmetros, Vargas (1977; apud SARTORI G; 2015) 
afirma que recorreu-se a algumas de suas propriedades físicas mais 
imediatas como: granulometria, plasticidade, atividade de fração fina dos 
solos e propriedades relacionadas com a compacidade e consistência do 
mesmo. 
A partir de estudos realizados pelo Engenheiro Atterberg, o próprio, em 1908; 
apud SARTOR G; 2015, estabeleceu limites de consistência, para caracterizar as 
mudanças entre os estados desta. Casagrande, posteriormente então, adaptou os 
procedimentos propostos por Atterberg afim de descrever a consistência de solos com 
grãos finos e teor de umidade variável (DAS, 2007; apud SARTORI G; 2015). Com 
isso, foi possível obter quatro estados básicos do solo, baseado em seu teor de 
umidade: sólido, semi-sólido, plástico e líquido. 
2.6 Limites de atterberg 
Limite de Liquidez (LL): a determinação do limite de liquidez (LL) é feita pelo 
aparelho de Casagrande, que consiste em um prato de latão em forma de concha, 
sobre um suporte de ebonite. Por meio de um excêntrico, imprime-se ao prato 
repetidamente, quedas de altura de 1 cm e intensidade constante (CAPUTO, 1983, 
p.54; apud SARTORI G; 2015). 
Segundo Das (2007; apud SARTORI G; 2015), o limite de liquidez é definido 
como o teor de umidade no ponto e transição do estado plástico para o estado líquido. 
No Brasil, a padronização deste ensaio é realizada pela NBR 6459 (1984; apud 
SARTORI G; 2015). 
Limite de Plasticidade (LP): Este outro parâmetro, é determinado pelo cálculo 
da porcentagem de umidade para a qual o solo começa se fraturar quando se tenta 
moldar um cilindro de 3 mm de diâmetro e de 10 cm de comprimento. É realizado 
manualmente por repetidos rolamentos da massa de solo sobre a placa de vidro 
despolido. No Brasil este ensaio é padronizado pela NBR 7180/1984; apud SARTORI 
G; 2015. 
Índice de Plasticidade (IP): é o valor correspondente entre a diferença do 
limite de liquidez e o limite de plasticidade (IP = LL – LP). Para Caputo (1983; apud 
SARTOR G; 2015), a zona em que o terreno se encontra no estado plástico, máximo 
para as argilas e nulo para areias, fornece um critério para se ajuizar do caráter 
argiloso de um solo. Assim quanto maior o IP, mais plástico será o solo. 
 
10 
 
2.7 Granulometria 
Segundo os entendimentos de Caputo (1983; apud SARTORI G; 2015), diante 
as dimensões de suas partículas, as frações constituintes dos solos recebem suas 
devidas denominações. 
Segundo a ABNT, elas podem ser classificadas na escala granulométricas 
a seguir: 
 Pedregulho: conjunto de partículas cujas dimensões (diâmetros 
equivalentes) estão compreendidas entre 76 e 4,8 mm; 
 Areia:entre 4,8 e 0,05 mm; 
 Silte: entre 0,05 e 0,005 mm; 
 Argila: inferiores a 0,005 mm. 
2.8 Classificação dos solos 
De acordo com SARTORI 2015, diante do que já foi supracitado em relação 
aos solos, é fácil perceber que existem inúmeras variações dos solos, o que dificulta 
sua caracterização de região para região, e é por isso que sistemas de classificação 
foram criados, indicando características geotécnicas semelhantes para determinados 
grupos de solos. 
Cada sistema de classificação leva em conta um aspecto do solo, há um que 
leva em conta a origem dos solos, outro com base na textura, àquele que classifica 
segundo aspectos visual e táctil, pedologia e ainda um que leva em consideração 
parâmetros geotécnicos do solo. 
Contudo, segundo Caputo (1984; apud SARTORI G; 2015), existem dois 
principais sistemas de classificação, sendo o: Unified Classification System – U.S.C 
(Sistema Unificado de Classificação), idealizado por A. Casagrande e a classificação 
Transportation Research Board TRB, antigo (HRB) Highway Research Board, que é o 
mais empregado atualmente para uso em estradas. 
 
11 
 
2.9 Sistema unificado de classificação de solos 
Segundo Caputo (1984; apud SARTORI G; 2015), de maneira geral, os 
solos são classificados em três grupos: 
 Solos grossos - aqueles. Cujo diâmetro da maioria absoluta dos grãos 
é maior que 0,074 mm (mais que · 50% em peso, dos seus grãos, são 
retidos na peneira nº 200). 
 Solos finos - aqueles cujo diâmetro da maioria absoluta dos grãos é 
menor que 0,074 mm. 
 Turfas - solos altamente orgânicos e extremamente compressíveis. 
Neste primeiro grupo enquadram-se pedregulhos, areias e solos com pequenas 
quantidades de materiais finos. Para o segundo grupo, temos solos mais finos de 
baixa ou alta compressibilidade. E para o último grupo, temos solos de regiões 
pantanosas e com alta taxa de decomposição vegetal acumulada. 
 
Fonte: repositorio.roca 
 
12 
 
2.10 Sistema de Classificação HRB/TRB 
Ainda conforme SARTORI 2015, nesse sistema, os solos são reunidos em 
grupos e subgrupos em função dos resultados de alguns ensaios, sendo eles: 
Granulometria por Peneiramento; Limite de Liquidez e Limite de Plasticidade, assim 
como também o índice IG, que é um número inteiro variante entre 0 a 20, cuja função 
é determinar a capacidade de suporte do terreno, onde 0, significa ser um excelente 
solo para a fundação de um pavimento e 20, um material muito ruim. 
IG = 0,2 * a + 0,005 * a * c + 0,01 * b * d, onde: 
 a = % do material que passa na peneira de nº 200, menos 35; caso esta 
% for >75, adota-se a = 40; caso esta % seja 55, adota-se b = 40; caso esta % seja 60%, adota-se 
c = 20; se o LL 30%, 
adota-se d = 20; se o IPem parcelas 
aproximadamente equivalentes e com pressões concentradas. 
A pavimentação é realizada essencialmente com material asfáltico na camada 
de revestimento, e por isso, pode ter sua resistência muito variável, visto que 
dependendo da espessura dessa camada a resistência pode aumentar ou diminuir. 
Segundo Balbo (2007; apud ROSSI A; 2017), é o pavimento no qual a 
absorção de esforços dá-se de forma dividida entre várias camadas, 
encontrando-se as tensões verticais em camadas inferiores, concentradas 
em região próxima da área de aplicação da carga. 
Segundo o Manual de Pavimentação do DNIT; apud ROSSI A; 2017, pavimento 
flexível é aquele em que todas as camadas sofrem deformação elástica significativa 
sob o carregamento aplicado e, portanto, a carga se distribui em parcelas 
aproximadamente equivalentes entre as camadas. 
 
Fonte: nucleodoconhecimento.com 
Com relação aos materiais utilizados nos pavimentos flexíveis, os agregados 
correspondem entre 90% e 95% do revestimento, sendo responsável por suportar e 
transmitir as cargas aplicadas pelos veículos e resistir ao desgaste sofrido pelas 
solicitações. Já o material betuminoso – asfalto, corresponde entre 5% e 10% do 
revestimento, tendo função aglutinante e ação impermeabilizante (BERNUCCI et al., 
2010 apud FILHO J; ROCHA E; 2018). 
 
19 
 
Dentre os tipos de revestimento dos pavimentos flexíveis, existem as misturas 
usinadas. Para Bernucci et al. (2010; apud FILHO J; ROCHA E; 2018), essa mistura 
de agregados e ligante é feita em uma usina estacionária, e posteriormente 
transportada para o local de utilização. Ainda segundo Bernucci et al. (2010; apud 
FILHO J; ROCHA E; 2018), um dos tipos mais utilizados no Brasil é o concreto 
asfáltico usinado a quente – CAUQ. 
 
Fonte: asfaltoars.com.br 
O CAUQ pode ser empregado como revestimento, camada de ligação – binder, 
regularização ou reforço do pavimento. O concreto betuminoso somente deve ser 
fabricado, transportado e aplicado quando a temperatura ambiente for superior a 10ºC, 
e sua execução não é permitida em dias de chuva (DNIT, 2006; apud FILHO J; 
ROCHA E; 2018). 
Na Especificação de Serviço do Concreto Asfáltico - 031/2006–ES (DNIT, 2006; 
apud FILHO J; ROCHA E; 2018), os materiais constituintes são o agregado miúdo, o 
agregado graúdo, o ligante asfáltico e o filer. A composição deste concreto asfáltico 
deve satisfazer a algumas tolerâncias em relação à granulometria e a percentuais do 
ligante asfáltico determinados no projeto de mistura. 
 
 
 
20 
 
O agregado miúdo pode ser areia, pó-de-pedra, uma mistura dos dois ou outro 
material indicado nas especificações complementares. Suas partículas individuais 
devem ser resistentes, sem a presença de torrões de argila e sem substâncias 
nocivas, apresentando uma percentagem igual ou superior a 55% de areia. 
Já o agregado graúdo pode ser pedra britada, escória, seixo rolado 
preferencialmente britado ou outro material indicado nas especificações 
complementares, com desgaste Los Angeles igual ou superior a 50%. O ligante 
asfáltico é classificado em três tipos de cimentos asfálticos de petróleo: CAP-30/45, 
CAP 50/70 e CAP 85/100. 
O material de enchimento, filer, deve ser constituído por materiais finamente 
divididos, como cimento Portland, cal extinta, pós-calcários. Quando aplicado deve 
estar seco e sem grumos. 
O processo executivo do CAUQ é divido em várias etapas, e de acordo 
com a Especificação de Serviço do Concreto Asfáltico - 031/2006–ES (DNIT, 2006 
apud FILHO J; ROCHA E; 2018), sendo elas: 
 Imprimação: o ligante betuminoso, geralmente é asfalto diluído, CM-30 
e CM-70, é aplicado por um caminhão com bomba reguladora de 
pressão e sistema de aquecimento, logo após o perfeito adensamento 
da base e a varredura da superfície com vassoura mecânica. O ligante 
deve ser absorvido pela base em 72 horas, tendo como objetivo a 
impermeabilização do solo através da penetração do material 
betuminoso. A taxa de aplicação é definida em laboratório, variando 
entre 0,8 l/m² a 1,6 l/m². 
 Pintura de ligação: passados mais de sete dias entre a execução da 
imprimação e a do revestimento, a pintura de ligação de ser feita. O 
material betuminoso utilizado tem uma taxa recomendada pelo DNIT de 
0,3 l/m² a 0,4 l/m², e as mais usadas são: RR-1C e RR-2C. O objetivo da 
sua aplicação é promover melhor condição de aderência entre a 
superfície da base e o CAUQ. 
 Distribuição do CAUQ: o CAUQ deve ser distribuído sobre a superfície 
já imprimada e pintada, com auxílio de caminhões basculantes 
adequados e vibro acabadoras. Os materiais utilizados não devem 
exceder a temperatura de 177ºC. 
 
21 
 
 Compactação do CAUQ: ao término da distribuição, a compactação 
deve ser iniciada pelos bordos, longitudinalmente, continuando em 
direção ao eixo da pista. Porém, em superelevação deve-se começar a 
compactação sempre pelo lado mais baixo para o ponto mais alto da 
curva. Ela é feita com o rolo pneumático e rolo metálico liso. Com o fim 
da compactação o tráfego só é aberto após o completo resfriamento. 
3.5 Pavimento rígido 
Segundo Bernucci et al. (2010; apud FILHO J; ROCHA E; 2018), os 
pavimentos rígidos são aqueles em que o revestimento é constituído por 
placas de concreto de cimento Portland. 
Revestimento este que possui elevada rigidez em relação às camadas 
inferiores e espessura fixa em função da resistência à flexão das placas, portanto, 
absorve praticamente todas as tensões provenientes do carregamento aplicado. Para 
Balbo (2009; apud FILHO J; ROCHA E; 2018), essas placas de concreto de cimento 
Portland são assentadas sobre o solo de fundação ou uma sub-base, no qual 
desempenham as funções de revestimento e base, podendo ou não ser armadas com 
barras de aço. 
 
Fonte: nucleodoconhecimento.com 
Os principais materiais utilizados em pavimentos rígidos são o cimento Portland 
CP-I, CP-II, CP-III e CPIV, agregados graúdos e miúdos, água, aditivos, materiais 
selantes de juntas, fibras de plástico ou de aço e barras de aço CA-50, CA-60 e CA-
25 (DNIT, 2004; apud FILHO J; ROCHA E; 2018). 
 
22 
 
Segundo Balbo (2009; apud FILHO J; ROCHA E; 2018), o revestimento do 
pavimento rígido é feito com concreto, o qual pode ser elaborado por pré-moldagem 
ou produção in loco, e dos tipos de pavimentos rígidos existentes, o pavimento de 
concreto simples – PCS. É o mais comum na pavimentação rodoviária. 
 
 
Fonte: dynatest.com 
O PCS é formado de placas de concreto moldadas in loco, definidas por 
serragem de juntas transversais e longitudinais, algumas horas após a sua moldagem. 
Na construção dessas placas vários tipos de concreto podem ser empregados, como 
o concreto convencional, o concreto de alta resistência e o concreto compactado com 
rolo (BALBO, 2009; apud FILHO J; ROCHA E; 2018). 
Para Pitta (1998; apud FILHO J; ROCHA E; 2018), o pavimento de concreto 
simples apresenta na composição do concreto, o cimento tipo Portland, o 
agregado miúdo, o agregado graúdo, a água e como opcional, aditivos 
químicos. O pavimento também é composto por barras de aço de 
transferência e de ligação e por selante de juntas. 
Os cimentos tipo Portland adequados à pavimentação de concreto simples são 
o Portland comum – CP-I, Portland composto – CP-II, Portland de alto forno – CP-III 
e o Portland pozolânico – CP-IV. 
O agregado miúdo mais indicado é a areia natural quartzosa, cuja dimensão 
máxima característica dos grãos é de 4,8 mm, não sendo admitidos grãos menores 
do que 0,075 mm. Já agregado graúdo mais utilizado é o pedregulho ou a pedra 
 
23 
 
britada, ou ainda a mistura de ambos, cuja gradação granulométrica fique entre 50 
mm e 4,8 mm. 
A água destinada ao amassamento do concreto deve atender aos limites 
máximos determinados pela norma DNIT 036/2004-ME; apud FILHO J; ROCHA E; 
2018, deve ser isenta de teores prejudiciais de substâncias estranhas. 
Os aditivos químicos são opcionais, contudopossuem importante ação na 
melhoria dos fatores físicos e químicos do concreto. Os mais convenientes a serem 
empregados no concreto são os plastificantes, os incorporadores de ar e os 
aceleradores de endurecimento. 
Nas barras de transferência, quando prevista no projeto, o aço é 
obrigatoriamente liso e sem o uso de aços especial. Já as barras de ligação podem 
usar os dois tipos de aço, desde que o cálculo feito seja referido ao aço efetivamente 
empregado. 
O selante de juntas deve ser aderente ao concreto, resistente à infiltração de 
água, à penetração de sólidos e resistente à ação de solventes. Dependendo da sua 
natureza e do tipo de aplicação, pode ser moldado a quente, moldado a frio ou pré-
moldado. 
Segundo DNIT (2013; apud FILHO J; ROCHA E; 2018), o processo 
executivo do pavimento de concreto simples obedece algumas etapas, a saber: 
 Preparo da sub-base: a sub-base deve estar nivelada e regularizada, 
com sua conformação geométrica mantida até a ocasião da execução 
do pavimento. Caso tenha sido indicada a colocação de película isolante 
e impermeabilizante sobre a superfície da sub-base, deve-se verificar se 
a mesma está corretamente esticada e se as emendas são feitas com 
transpasse de 20 cm, no mínimo. 
 Mistura, lançamento e espalhamento do concreto: o concreto deve 
ser produzido em centrais do tipo gravimétrica, dosadoras e 
misturadoras, de forma homogênea e sem segregação. O período 
máximo entre a mistura e o lançamento do concreto deve ser de 30 
minutos. O lançamento pode ser feito por descarga lateral ou frontal à 
pista. No espalhamento do concreto podem ser usados diversos 
equipamentos como a pá-distribuidora do sistema de fôrmas 
 
24 
 
deslizantes, pá triangular móvel, rosca sem-fim ou caçamba que receba 
o concreto, distribuindo-o com altura uniforme por toda largura da pista. 
 Adensamento do concreto: o adensamento do concreto deve ser feito 
por vibradores hidráulicos ou elétricos fixados em barras de altura 
variável, possibilitando executar a pista na espessura projetada. Deve 
haver alimentação contínua do equipamento, a fim de manter 
homogênea a superfície final. 
 Acabamento do concreto: o acabamento do concreto deve ser 
executado pela passagem da régua acabadora longitudinal. Também 
devem ser empregadas as desempenadeiras metálicas de cabo longo, 
na direção transversal à pista e em seguida as desempenadeiras 
metálicas de base larga, para o acabamento final, junto com as 
desempenadeiras de cabo curto, para acabamentos localizados. Após a 
perda do brilho superficial do pavimento acabado, deve-se executar a 
texturização da superfície do pavimento, através de ranhuras, para 
aumentar a aderência com os pneumáticos. 
 Cura do concreto: na cura do concreto devem ser utilizados produtos 
químicos capazes de formar uma película plástica. A aplicação deve ser 
realizada manualmente ou com equipamento autopropelido, devendo 
ser iniciada logo após a texturização do concreto. Caso acorra 
evaporação da água de amassamento durante a concretagem, deve ser 
aplicada uma segunda demão de produto químico. 
 Execução das juntas: as juntas longitudinais e transversais devem 
estar em conformidade com as posições indicadas no projeto, não se 
permitindo desvios de alinhamento superiores a 5 mm. As juntas 
longitudinais são divididas em juntas longitudinais de articulação e de 
construção. Já as juntas transversais se dividem em juntas transversais 
serradas e de construção. Nas juntas longitudinais são instaladas as 
barras de ligação, obedecendo às posições e especificações definidas 
em projetos. E nas juntas transversais são instaladas as barras de 
transferência, com suas especificações definidas no projeto, devendo as 
barras permitir a movimentação da junta. 
 
25 
 
3.6 Pavimento semi - rígido 
Ainda temos o pavimento semi- rígido que é um tipo de revestimento 
intermediário, entre o flexível e o rígido. 
Segundo Balbo (2007; apud ROSSI A; 2017), é composto por um revestimento 
asfáltico com base ou sub-base em material tratado com cimento de elevada rigidez, 
excluídos quaisquer tipos de concreto. Segundo o Manual de Pavimentação do DNIT 
do ano de 2006, pavimento semirrígido caracteriza-se por uma base cimentada por 
algum aglutinante com propriedades cimentícias. 
 
Fonte: bibliodigital.unijui 
3.7 Materiais 
 Conforme Rossi (2017), os materiais utilizados na pavimentação podem variar 
conforme o tipo de pavimento ou tipo de camadas necessárias em cada obra. 
Os materiais utilizados para a base, sub-base e reforço do subleito são 
classificados segundo sua natureza e comportamento. Existem muitos tipos de 
materiais utilizados nesse tipo de obra, a seguir serão apresentados os mais comuns, 
que serão adotados no estudo de caso desse projeto. 
Brita Graduada Simples: é um material bem graduado com diâmetro nominal 
máximo de 38mm, porém é mais usual com diâmetros nominais menores, mais possui 
poucos finos passantes na peneira #200. Geralmente apresenta índice de suporte 
Califórnia (CBR) maior que 60% e expansão nula ou muito baixa. 
 
26 
 
 A distribuição do material deverá ser realizada preferencialmente com vibro 
acabadora e ser compactada logo após o espalhamento do material na pista (ODA, 
2016; apud ROSSI A; 2017). 
Macadame Hidráulico: é composto por agregado graúdo, agregado miúdo e 
água. Foi um material muito utilizado antigamente, antes do aparecimento da BGS, 
ainda é utilizado em locais que não apresentam usinas de BGS. Primeiramente o 
agregado graúdo é distribuído na pista, devendo ser compactado. 
Após a realização dessa etapa, deverá ser adicionado o agregado miúdo que 
irá se localizar nos vazios existentes entre os agregados graúdos. Por fim, 
para preencher qualquer outro vazio são adicionados os agregados finos e a 
água que irão se alojar nos vazios e formar uma estrutura firme da camada 
(ODA, 2016; apud ROSSI A; 2017). 
 
Fonte: portalcoroado.com 
Macadame Seco: é similar ao macadame hidráulico, porém a diferença é que 
nesse caso não há presença de água para realizar o preenchimento dos vazios na 
camada. (ODA, 2016; apud ROSSI A; 2017). 
 
27 
 
 
Fonte: mapio.net 
Solo Agregado: composto por agregados, solo e água. Esses materiais podem 
ser misturados em usinas e são aplicados diretamente no solo e compactados 
posteriormente por rolo liso ou pé de carneiro (ODA, 2016; apud ROSSI A; 2017). 
 
Fonte: portaldetecnologia.com 
 Ainda conforme ROSSI (2017) - rachão: o rachão é um material mais bruto e 
utilizado em camadas onde há a necessidade de aumentar a resistência, basicamente 
são pedregulhos de grandes dimensões que são aplicados no solo sem que sejam 
compactados. Normalmente utilizado para reforço do subleito ou sub-base. 
 
28 
 
 
Fonte: arealbozza.com 
Os materiais para a camada de revestimento variam de acordo com o tipo de 
pavimento: flexível, rígido ou semirrígido. 
E para isso pode-se utilizar os seguintes materiais: 
Asfalto: bastante utilizado em pavimentação, pode ser apresentado em 3 tipos: 
cimentos asfálticos, asfaltos diluídos e emulsões asfálticas. 
Cimento Asfáltico (CAP): segundo a definição de (PINTO E PINTO, 2015; 
apud ROSSI A; 2017) o cimento asfáltico é o asfalto obtido especialmente para 
apresentar características adequadas para o uso na construção de pavimentos, 
podendo ser resultado de destilação de petróleo em refinarias ou do asfalto natural 
encontrado em jazidas. 
Asfalto diluído (AD): segundo a definição de (PINTO E PINTO, 2015; apud 
ROSSI A; 2017) o asfalto diluído ou cut-backs são diluições de cimentos asfálticos em 
solventes derivados do petróleo de volatilidade adequada, quando há necessidade de 
eliminar o aquecimento do CAP ou utilizar um aquecimento moderado. 
Emulsões asfálticas (EAP): segundo a definição de (PINTO E PINTO, 2015; 
apud ROSSI A; 2017) emulsão asfáltica de petróleo é uma dispersão coloidal de uma 
fase asfálticaem uma fase aquosa (direta) ou, então, de uma fase aquosa dispersa 
em uma fase asfáltica (inversa), com a ajuda de um agente emulsificante. 
 
 
29 
 
É obtida pela combinação de água com asfalto aquecido, em um meio 
intensamente agitado e na presença dos emulsificantes, cujo objetivo é oferecer certa 
estabilidade ao conjunto, favorecer a dispersão e revestir os glóbulos de betume de 
uma película protetora, mantendo-os em suspensão. 
Cimento: em pavimentos rígidos será utilizado o cimento Portland como base 
para a produção dos elementos da camada de revestimento. Segundo a NORMA 
DNIT 059/2004 – ES apud ROSSI A; 2017, o cimento Portland poderá ser de qualquer 
tipo, desde que satisfaça as exigências especificas da DNER-EM036 apud ROSSI A; 
2017, para o cimento a ser empregado. 
De acordo com Balbo (2007 apud FILHO J; ROCHA E; 2018) pavimentar uma 
via propicia o aumento operacional para o tráfego de veículos, através da 
implantação de uma superfície mais regular e mais aderente, proporcionando 
aos usuários maior conforto no deslocamento e mais segurança em 
condições de pista úmida ou molhada. 
Segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes – DNIT 
(2006 apud FILHO J; ROCHA E; 2018), o pavimento de uma rodovia consiste de uma 
superestrutura formada por um sistema de camadas de espessura finita, construída 
após a terraplenagem, destinada a resistir e distribuir os esforços verticais oriundos 
dos veículos, a melhorar as condições de rolamento quanto ao conforto e segurança, 
e a resistir aos esforços horizontais, tornando mais durável a superfície de rolamento. 
Essas camadas são divididas em revestimento, base, sub-base, reforço de subleito e 
subleito. 
A seguir serão apresentadas as camadas da estrutura do pavimento: 
3.8 Camadas 
De acordo com ROSSI (2017) a estrutura do pavimento é composta de algumas 
camadas que serão construídas após a terraplenagem do local, acima do subleito e 
vão variar conforme a solicitação do trafego no local. Toda a estrutura do pavimento 
está acima do subleito que funciona como a fundação do sistema que irá receber os 
esforços absorvidos pelo pavimento. 
 
 
 
30 
 
Acima desse subleito basicamente a estrutura do pavimento é constituído de 
uma regularização do subleito, um reforço de subleito, caso haja necessidade, uma 
sub-base acima desse reforço de subleito, seguido de uma base e por fim um 
revestimento. 
Quanto ao subleito, os esforços impostos sobre sua superfície serão aliviados 
em sua profundidade (normalmente se dispersam no primeiro metro). Deve-se, 
portanto, ter maior preocupação com seus estratos superiores, onde os esforços 
solicitantes atuam com maior magnitude. 
O subleito será constituído de material natural consolidado e compactado, por 
exemplo, nos cortes do corpo estradal, ou por um material transportado e compactado, 
no caso dos aterros. Eventualmente, será também aterro sobre corte de 
características medíocres de subleito (BALBO, 2007; apud ROSSI A; 2017). 
A camada de melhoria e preparo do subleito deve apresentar as seguintes 
características, segundo a INSTRUÇÃO DE PROJETO, do Departamento de 
Estradas de Rodagem de janeiro de 2006; apud FILHO J; ROCHA E; 2018: 
 Capacidade de suporte medida pelo Índice de Suporte Califórnia (ISC) 
superior ou igual à 2%; 
 Expansão máxima de 2%; 
 Grau de compactação mínimo de 100% do Proctor Normal. Para solos 
finos lateríticos ou para solos granulares pode ser utilizada a energia de 
100% do Proctor Intermediário. 
No caso de aproveitamento do subleito de estradas já implantadas, 
cascalhadas, o solo na profundidade de 0,20 m abaixo do greide preparado para 
receber o pavimento deve ser escarificado, umedecido e compactado na energia 
indicada anteriormente. 
No caso de ocorrência de solos com ISC inferior a 2%, deve-se efetuar 
substituição destes solos na espessura a ser definida de acordo com os critérios 
adotados nos estudos geotécnicos. Para subleito com solos de expansão superior a 
2%, deve ser determinada, experimentalmente, a sobrecarga necessária para o solo 
apresentar expansão menor que 2%. 
O peso próprio do pavimento projetado deve transmitir para o subleito pressão 
igual ou maior do que a determinada pelo ensaio. Caso o peso próprio da estrutura 
não seja suficiente para proporcionar pressão maior ou igual à determinada no ensaio 
 
31 
 
de sobrecarga, deve-se efetuar a substituição de solos em espessura definida nos 
estudos geotécnicos realizados. 
3.9 Regularização do subleito 
A regularização não constitui propriamente uma camada de pavimento, sendo, 
a rigor, uma operação que pode ser reduzida em corte do leito implantado ou em 
sobreposição a este, de camada com espessura variável (Manual de Pavimentação – 
DNIT, 2006; apud ROSSI A; 2017). 
A regularização deve dar à superfície as características geométricas — 
inclinação transversal — do pavimento acabado. Nos trechos em tangente, 
duas rampas opostas de 2% de inclinação — 3 a 4%, em regiões de alta 
precipitação pluviométrica — e, nas curvas, uma rampa com inclinação da 
superelevação (SENÇO, 2007; apud ROSSI A; 2017). 
3.10 Reforço do subleito 
Não é sempre necessário, e vai depender do solo do subleito e do esforço 
solicitado do pavimento. 
É uma camada de espessura constante, construída, se necessário, acima da 
regularização, com características tecnológicas superiores às da regularização e 
inferiores às da camada imediatamente superior, ou seja, a sub-base. Devido ao nome 
de reforço do subleito, essa camada é, às vezes, associada à fundação. 
No entanto, essa associação é meramente formal, pois o reforço do subleito é 
parte constituinte especificamente do pavimento e tem funções de complemento da 
sub-base que, por sua vez, tem funções de complemento da base. Assim, o reforço 
do subleito também resiste e distribui esforços verticais, não tendo as características 
de absorver definitivamente esses esforços, o que é característica específica do 
subleito (SENÇO, 2007; apud ROSSI A; 2017). 
O emprego de camada de reforço de subleito não é obrigatório, pois 
espessuras maiores de camadas superiores poderiam, em tese, aliviar as pressões 
sobre um subleito medíocre. 
 
 
 
32 
 
Contudo, procura-se utilizá-lo em tais circunstancias por razões econômicas, 
pois subleito de resistência baixa exigiriam, para alguns tipos de pavimentos 
(especialmente aos flexíveis), do ponto de vista de projeto, camadas mais espessas 
de base e sub-base. 
Logicamente, o reforço de subleito por sua vez resistirá a solicitações de maior 
ordem de grandeza, respondendo parcialmente pelas funções do subleito e exigindo 
menores espessuras de base e sub-base sobre si, sendo em geral menos custoso o 
emprego de solos de reforço, em vez de maiores espessuras de camadas granulares 
ou cimentadas quaisquer que sejam (BALBO, 2007; apud ROSSI A; 2017). 
Segundo a INTRUÇÃO DE PROJETO, do Departamento de Estradas de 
Rodagem de janeiro de 2006; apud ROSSI A; 2017, os solos apropriados para camada 
de reforço do subleito são os de ISC superior ao do subleito e expansão máxima de 
1%. 
3.11 Sub-base 
É a camada complementar à base, quando, por circunstâncias técnicas e 
econômicas, não for aconselhável construir a base diretamente sobre a regularização 
ou reforço do subleito. Segundo a regra geral — com exceção dos pavimentos de 
estrutura invertida - o material constituinte da sub-base deverá ter características 
tecnológicas superiores às do material de reforço; por sua vez, o material da base 
deverá ser de melhor qualidade que o material da sub-base (BALBO, 2007; apud 
ROSSI A; 2017). 
Segundo a INTRUÇÃO DE PROJETO, do Departamento de Estradas de 
Rodagem de janeiro de 2006; apud FILHO J; ROCHA E; 2018: 
Os solos, misturas de solos, solos estabilizados quimicamente, materiais 
pétreos ou misturas de solos quando empregados na camada de sub-base do 
pavimento devem apresentar asseguintes propriedades geotécnicas: 
 Capacidade de suporte, ISC, superior ou igual a 30%; 
 Expansão máxima de 1%. 
 
33 
 
3.12 Base 
É a camada mais importante da estrutura do pavimente, pois fica localizada 
logo abaixo do revestimento do pavimento, seja rígido, semirrígido ou flexível, pois 
será responsável pelo suporte estrutural do pavimento tendo que dissipar as cargas 
para as próximas camadas, reduzindo sua intensidade. Caso a qualidade da base não 
seja boa será muito provável que aconteça algum dano a esse pavimento. 
É a camada destinada a resistir aos esforços verticais oriundos do tráfego e 
distribuí-los. Na verdade, o pavimento pode ser considerado composto de 
base e revestimento, sendo que a base poderá ou não ser complementada 
pela sub-base e pelo reforço do subleito (SENÇO, 2007; apud ROSSI A; 
2017). 
Segundo a INTRUÇÃO DE PROJETO, do Departamento de Estradas de 
Rodagem de janeiro de 2006; apud ROSSI A; 2017, os materiais ou misturas de 
materiais, quando empregados na camada de base do pavimento, devem apresentar 
as seguintes propriedades geotécnicas: - capacidade de suporte, ISC, superior ou 
igual a 80%; - expansão máxima de 1%. 
3.13 Revestimento 
Conforme ROSSI (2017) o revestimento do pavimento é a última camada 
existente na estrutura. Ela irá receber diretamente a ação do tráfego e será 
diretamente ligada a qualidade do subleito. Dependendo da resistência do subleito, a 
espessura será mais espessa ou não. Logicamente, o revestimento deverá ser de boa 
qualidade para além de resistir aos esforços solicitantes do tráfego, também 
proporcionar um bom rolamento da pista, fornecendo maior conforto ao usuário. 
O revestimento é a camada que apresenta o material com o maior custo da 
estrutura, então deverá ter sua espessura respeitada para que não haja a redução da 
resistência daquele pavimento. 
Vale ressaltar que a espessura da camada de revestimento, 
independentemente do tipo de pavimento, vai estar diretamente ligada a qualidade do 
subleito, visto que quanto melhor a qualidade do subleito, menor a necessidade de 
grandes espessuras para o revestimento e as outras camadas da estrutura do 
pavimento. 
 
34 
 
É a camada, tanto quanto possível impermeável, que recebe diretamente a 
ação do tráfego e destinada a melhorar a superfície de rolamento quanto às 
condições de conforto e segurança, além de resistir ao desgaste, ou seja, 
aumentando a durabilidade da estrutura (SENÇO, 2007; apud ROSSI A; 
2017). 
3.14 Serviços 
Pintura de ligação: 
Segundo definição do DNIT na norma 145/2012 - ES; apud ROSSI A; 2017, 
pintura de ligação consiste na aplicação de ligante asfáltico do tipo RR-1C sobre 
superfície de base ou revestimento asfáltico anteriormente à execução de uma 
camada asfáltica, objetivando promover condições de aderência entre esta e o 
revestimento a ser executado. Na norma citada anteriormente também são descritas 
as diretrizes para a realização do processo da pintura de ligação, inclusive os 
equipamentos necessários. 
3.15 Imprimação 
Segundo definição do DNIT na norma 144/2014 – ES; apud ROSSI A; 2017, 
imprimação consiste na aplicação de asfalto diluído do tipo CM-30 ou emulsão 
asfáltica do tipo EAI sobre superfície da base concluída, antes da execução do 
revestimento asfáltico, objetivando conferir coesão superficial, impermeabilização e 
permitir condições de aderência entre esta e o revestimento a ser executado. Na 
norma citada anteriormente também são descritas as diretrizes para a realização do 
processo de imprimação, inclusive os equipamentos necessários. 
3.16 Fresagem 
De acordo com ROSSI (2017), não é necessária em todas as obras de 
pavimentação, somente quando há um pavimento pré-existente e se faz necessário 
fresar a pista para construção de uma nova camada ou de um pavimento novo. 
Segundo definição do DNIT na norma 159/2011-ES; apud ROSSI A; 2017, é a 
operação em que é realizado o corte ou desbaste de uma ou mais camada (s) do 
pavimento asfáltico, por processo mecânico a frio. 
 
35 
 
Na norma citada anteriormente também são descritas as diretrizes para a 
realização do processo de fresagem a frio, inclusive os equipamentos necessários. 
3.17 Dosagem 
As propriedades mecânicas de uma mistura asfáltica estão relacionadas ao 
esqueleto granular e ao tipo e teor de ligante empregado, bem como a interação entre 
estes dois produtos. Não há uma recomendação de dosagem para misturas de 
módulo elevado. 
A dosagem de misturas asfálticas é feita de maneira que se atendam aos 
parâmetros físicos e mecânicos desejáveis para uma camada de pavimento 
após compactação. É através da dosagem que se inicia toda a análise de 
uma estrutura de pavimento bem como seu comportamento diante dos 
materiais empregados e das condições de campo sobre as quais o pavimento 
está submetido. As características avaliadas em uma dosagem são a 
estabilidade, durabilidade, flexibilidade, impermeabilidade e resistência ao 
atrito (ROHDE, 2007; apud PEREIRA M; 2012). 
Inicia-se um processo de dosagem pela escolha dos materiais a serem 
empregados. Esta seleção irá depender principalmente da localização do segmento 
que será executado ou ainda da escolha do projetista. É importante que se tenha 
conhecimento dos resultados do projeto de mistura para que se possa avaliar já no 
início se a mistura atende às especificações. 
Os ensaios dos agregados e do ligante que serão empregados na mistura são 
de extrema importância para conhecimento e comparação entre diferentes tipos de 
dosagem. O objetivo de uma dosagem é obter como produto uma combinação e 
graduação de agregados econômica e com teor de asfalto correspondente para que 
se consiga obter uma mistura com: asfalto suficiente para garantir um pavimento 
durável; estabilidade suficiente da mistura de maneira a resistir às ações do tráfego, 
vazios suficientes na mistura compactada de forma a permitir a expansão térmica do 
asfalto sem perda de estabilidade à elevadas temperaturas, trabalhabilidade 
adequada da mistura, entre outros aspectos e propriedades. 
 
 
 
 
36 
 
Os resultados de uma dosagem podem inclusive impactar nos custos. Por este 
motivo é importante que se faça uma análise detalhada do material que será utilizado. 
O alvo de uma dosagem bem elaborada é sempre buscar pela garantia da estabilidade 
adequada e durabilidade máxima. 
4 PROJETO DE PAVIMENTOS 
Na elaboração de projetos de pavimentos existem diversos fatores limitantes 
que devem ser preliminarmente identificados e estudados. Tanto as características 
regionais, quanto as limitações técnicas e econômicas devem ser de total 
conhecimento do projetista para garantir que o projeto possa ser executado, 
atendendo, de fato, às condições preestabelecidas. 
Os recursos, muitas vezes escassos, estabelecem limites no projeto, os quais 
refletem diretamente na qualidade do pavimento. Mesmo conhecendo-se os níveis de 
solicitações previstas e demais características relacionadas ao comportamento do 
pavimento durante sua vida em serviço, a escassez de recursos pode conduzir a um 
projeto de menor qualidade. Quando isso acontece é fundamental elaborar uma 
política adequada de manutenção e reabilitação do pavimento construído, incluindo 
uma avaliação detalhada dos custos associados a cada estratégia de projeto para 
evitar um gasto ainda maior (SÓRIA, 1997; apud ODA S; NOVO J; 2016). 
Segundo o DNER (1996; apud MARQUES G; 2006) um Projeto de 
Engenharia tem sua versão final intitulada Projeto Executivo e visa, além de 
permitir a perfeita execução da obra, possibilitar a sua visualização, o 
acompanhamento de sua elaboração, seu exame e sua aceitação e o 
acompanhamento da obra. O processo comporta três etapas que se 
caracterizam pelo crescente grau de precisão: Estudos Preliminares; 
Anteprojeto e Projeto Executivo. 
Estudos Preliminares: Determinação preliminar, por meio de levantamento 
expedito de todas as condicionantes doprojeto das linhas a serem mais 
detalhadamente estudadas com vistas à escolha do traçado. Tais estudos devem ser 
subsidiados pelas indicações de planos diretores, reconhecimentos, mapeamentos e 
outros elementos existentes. 
Anteprojeto - Definição de alternativas, em nível de precisão que permita a 
escolha do (s) traçado (s) a ser (em) desenvolvido (s) e a estimativa do custo das 
obras. 
 
37 
 
Projeto Executivo - Compreende o detalhamento do Anteprojeto e perfeita 
representação da obra a ser executada, devendo definir todos os serviços a serem 
realizados devidamente vinculados às Especificações Gerais, Complementares ou 
Particulares, quantificados e orçados segundo a metodologia estabelecida para a 
determinação de custos unitários e contendo ainda o plano de execução da obra, 
listagem de equipamentos a serem alocados e materiais e mão-de-obra em correlação 
com os cronogramas físicos e financeiros. 
Na fase de anteprojeto são desenvolvidos, ordinariamente os Estudos de 
Tráfego, Estudos Geológicos, Estudos Topográficos, Estudos Hidrológicos e Estudos 
Geotécnicos. 
Na fase de projeto são complementados os estudos e desenvolvidos o Projeto 
Geométrico, Projeto de Terraplenagem, Projeto de Drenagem, Projeto de 
Pavimentação, Projeto de Obra-de-Arte Especiais, Projeto de Interseções, Projeto de 
Obras Complementares (envolvendo, Sinalização, Cercas e Defensas) e Projeto de 
Desapropriação. 
4.1 Estudos geotécnicos 
Conforme MARQUES (2006), é a parte do projeto que analisa o comportamento 
dos elementos do solo no que se refere diretamente à obra. Os estudos geotécnicos, 
de um modo geral podem ser assim divididos: 
 
Fonte: ufjf.br 
Os estudos geotécnicos para um Projeto de Pavimentação compreendem: 
 Reconhecimento do Subleito 
 
38 
 
 Estudos de Ocorrências de Materiais para Pavimentação. 
4.2 Reconhecimento do subleito 
Ainda conforme MARQUES (2006), para o dimensionamento de um pavimento 
rodoviário é indispensável o conhecimento do solo que servirá para a futura estrutura 
a ser construída. 
Este solo de fundação, chamado subleito, requer atenção especial, através de 
estudos geotécnicos, que possibilitam o seu reconhecimento, identificação e 
quantificação das suas características físicas e mecânicas assim como a obtenção 
dos parâmetros geotécnicos necessários ao dimensionamento da estrutura. 
A espessura final do pavimento, assim como os tipos de materiais a serem 
empregados são função das condições do subleito. Quanto pior forem as condições 
do subleito, maior será a espessura do pavimento, podendo muitas vezes, ser 
requerida a substituição parcial do mesmo, com troca por outro de melhores 
condições. 
O estudo do reconhecimento do solo do subleito, normalmente é feito em 
estradas com terraplanagem concluída embora haja também, uma tendência no 
sentido de que todos os estudos tratados sejam feitos previamente à terraplanagem. 
Desta forma o projeto da rodovia englobaria os projetos de terraplanagem e 
pavimentação. 
4.3 Objetivos 
O estudo do subleito de estradas de rodagem com terraplenagem concluída 
tem como objetivo o reconhecimento dos solos visando à caracterização das diversas 
camadas e o posterior traçado dos perfis dos solos para efeito do projeto de pavimento 
(DNER, 1996; apud MARQUES G; 2006). 
Nestes estudos são fixadas as diretrizes que devem reger os trabalhos de 
coleta de amostras do subleito, de modo que se disponha de elementos necessários 
para o projeto de pavimentação. 
 
39 
 
4.4 Sequência dos serviços 
Ainda conforme MARQUES (2006), O reconhecimento do subleito é 
normalmente feito em três fases: 
Inspeção expedita no campo: 
Nesta fase são feitas sondagens superficiais no eixo e nos bordos da 
plataforma da rodovia para identificação dos diversos horizontes de solos (camadas) 
por intermédio de uma inspeção expedida do campo. 
Coleta de amostras / ensaios: 
Estas amostras visam fornecer material para a realização dos ensaios 
geotécnicos e posterior traçado dos perfis de solos. São definidos a partir dos 
elementos fornecidos pela inspeção expedia do campo. 
Traçado do perfil longitudinal: 
De posse dos resultados dos ensaios feitos em cada camada ou horizonte de 
cada furo, traça-se o perfil longitudinal de solos constituintes do subleito estudado. 
Inspeção expedita de campo: 
Este item foi extraído de DNER (1996; apud MARQUES G; 2006): 
Para a identificação das diversas camadas de solo, pela inspeção expedita no 
campo, são feitas sondagens no eixo e nos bordos da estrada, devendo estas, de 
preferência, serem executadas a 3,50 m do eixo. Os furos de sondagem são 
realizados com trado ou pá e picareta. 
O espaçamento máximo, entre dois furos de sondagem no sentido longitudinal, 
é de 100 m a 200 m, tanto em corte como em aterro, devendo reduzir-se, no caso de 
grande variação de tipos de solos. Nos pontos de passagem de corte para aterro 
devem ser realizados também furos de sondagem. 
A profundidade dos furos de sondagem será, de modo geral, de 0,60 m a 1,00 
m abaixo do greide projetado para a regularização do subleito. Furos adicionais de 
sondagem com profundidade de até 1,50 m abaixo do greide projetado para 
regularização poderão ser realizados próximos ao pé de talude de cortes, para 
verificação do nível do lençol de água (ver Projeto de Drenagem) e da profundidade 
de camadas rochosas. 
Em cada furo de sondagem, devem ser anotadas as profundidades inicial e final 
de cada camada, a presença e a cota do lençol de água, material com excesso de 
umidade, ocorrência de mica e matéria orgânica. 
 
40 
 
Os furos de sondagem devem ser numerados, identificados - com o número de 
estaca do trecho da estrada em questão, seguidos das letras E, C ou D, conforme 
estejam situados no bordo esquerdo, eixo ou bordo direito. Deve ser anotado o tipo 
de seção: corte, aterro, seção mista ou raspagem, com as iniciais C, A, SM, R. 
Os materiais para efeito de sua inspeção expedita no campo, serão 
classificados de acordo com a textura, nos seguintes grupos: 
 Bloco de rocha: pedaço isolado de rocha que tenha diâmetro superior 
a 1 m; 
 Matacão: pedaço de rocha que tenha diâmetro médio entre 25cm e 1m; 
 Pedra de mão: pedaço de rocha que tenha diâmetro médio entre 76 mm 
e 25 cm; 
 Pedregulho: fração de solo entre as peneiras de 76 mm (3") e de 2,0 
mm (nº 10); 
 Grossa: fração de solo entre as peneiras de 2,0 mm (nº 10) e 0,42 mm 
(nº 40); 
 Fina: fração de solo entre as peneiras de 0,42 mm (nº40) e 0,075 mm 
(nº 200); 
 Silte e Argila: fração de solo constituída por grãos de diâmetro abaixo 
de 0,075mm. 
 De acordo com MARQUES (2006), são usadas, na descrição das camadas de 
solos, combinações dos termos citados como, por exemplo, pedregulho areno-siltoso, 
areia fina-argilosa, etc. Deverão também ser anotadas as presenças de mica e matéria 
orgânica. As anotações referentes a Bloco de Rocha, Matacão e Pedra de Mão, 
complementarão a descrição das camadas, quando for o caso. 
Para a identificação dos solos pela inspeção expedita, são usados testes 
expeditos, como: teste visual, do tato, do corte, da dilatância, da resistência seca, etc. 
A cor do solo é elemento importante na classificação de campo. 
As designações "siltoso" e "argiloso" são dadas em função do I.P., menor ou 
maior que 10, do material passando na peneira de 0,42 mm (nº 40). O solo tomará o 
nome da fração dominante, para os casos em que a fração passando na peneira nº 
200 for menor ou igual a 35%; quando esta fração for maior que 35%, os solos são 
considerados siltes ou argilas, conforme seu I.P. seja menor ou maior que 10. 
 
41 
 
4.5 Coleta de amostras e execução dos ensaios 
Este item foi extraído de DNER (1996; apud MARQUES G; 2006): 
A medida que forem sendo executadas as sondagens e procedida a inspeção 
expedita no campo, são coletadas amostras para a realização dos seguintes ensaios 
de laboratório: 
 Granulometriapor peneiramento com lavagem do material na peneira de 
2,0 mm (nº 10) e de 0,075 mm (nº 200); 
 Limite de Liquidez; 
 Limite de Plasticidade; 
 Limite de Contração em casos especiais de materiais do subleito; 
 Compactação; 
 Massa Específica Aparente "in situ"; 
 Índice Suporte Califórnia (ISC); 
 Expansibilidade no caso de solos lateríticos. 
A coleta das amostras deve ser feita em todas as camadas que aparecem numa 
seção transversal, de preferência onde a inspeção expedita indicou maiores 
espessuras de camadas. Para os ensaios de caracterização (granulometria, LL e LP) 
é coletada, de cada camada, uma amostra representativa para cada 100 m ou 200 m 
de extensão longitudinal, podendo o espaçamento ser reduzido no caso de grande 
variação de tipos de solos. 
Tais amostras devem ser acondicionadas convenientemente e providas de 
etiquetas onde constem à estaca, o número de furo de sondagem, e a profundidade, 
tomando, depois, um número de registro em laboratório. 
Para os ensaios de Índice Suporte Califórnia (I.S.C.) retira-se uma amostra 
representativa de cada camada, para cada 200 m de extensão longitudinal, podendo 
este número ser aumentado em função da variabilidade dos solos. 
 As determinações de massa específica aparente seca "in situ" do subleito e 
retiradas de amostras para o ensaio de compactação, quando julgadas necessárias 
são feitas com o espaçamento dos furos no sentido longitudinal, no eixo e bordos, na 
seguinte ordem: bordo direito, eixo, bordo esquerdo, etc. 
 
42 
 
As determinações nos bordos devem ser em pontos localizados a 3,50 m do 
eixo. Mediante comparação entre os valores obtidos "in situ" e os laboratórios, para 
cada camada em causa, determina-se o grau de compactação. 
Para materiais de subleito, o DNER utiliza o ensaio de compactação AASHTO. 
Normal, exigindo um grau mínimo de compactação de 100% em relação a este ensaio, 
sendo o I.S.C. determinado em corpos-de-prova moldados nas condições de umidade 
ótima e densidade máxima correspondentes a este ensaio. Em geral, o I.S.C. 
correspondente a estas condições é avaliado mediante a moldagem de 3 corpos-de-
prova com umidades próximas a umidade ótima. 
Para fins de estudos estatísticos dos resultados dos ensaios realizados nas 
amostras coletadas no subleito, as mesmas devem ser agrupadas em trechos com 
extensão de 20 km ou menos, desde que julgados homogêneos dos pontos de vista 
geológico e pedológico. 
4.6 Traçado do perfil longitudinal / apresentação dos resultados 
Segundo o DNER (1996; apud MARQUES G; 2006) os resultados dos ensaios 
de laboratórios devem constar de um "Quadro - Resumo de Resultados de Ensaios", 
notando-se que, para dar generalidade ao modelo, figuram ensaios que podem não 
ser feitos durante o reconhecimento do subleito. 
Com base no "Quadro-Resumo", é feita separadamente, para cada grupo 
de solos da classificação TRB, uma análise estatística dos seguintes valores: 
 Percentagem, em peso, passando nas peneiras utilizadas no ensaio de 
granulometria. Geralmente são analisadas as percentagens, passando 
nas peneiras nº 10, nº 40 e nº 200. 
 LL 
 IP 
 IG 
 ISC 
 Expansão (ISC). 
 
43 
 
4.7 Estudo das ocorrências de materiais para pavimentação 
De acordo com MARQUES (2006), nesta fase são feitos estudos específicos 
nas Jazidas da região próxima à construção da rodovia que serão analisadas para 
possível emprego na construção das camadas do pavimento (regularização do 
subleito, reforço, sub-base, base e revestimento). 
Estes estudos são baseados nos dados da Geologia e Pedologia da região e 
podem ser utilizados fotografias aéreas, mapas geológicos, além de pesquisa com os 
moradores da região, reconhecimento de jazidas antigas, depósitos aluvionares às 
margens dos rios, etc. Durante os trabalhos é feita também a localização das fontes 
de abastecimentos de água. 
O termo “Jazida” denomina todo depósito natural de material capaz de fornecer 
matéria-prima para as mais diversas obras de engenharia e o termo “Ocorrência” é 
empregado quando a matéria-prima ainda não está sendo explorada. 
O DNER; apud MARQUES G; 2006 fixa modo como deve ser procedido o 
estudo de jazidas. Normalmente são feitas em duas etapas: 
 Prospecção preliminar; 
 Prospecção definitiva. 
Os próximos itens foram adaptados do Manual de Pavimentação do DNER 
(DNER, 1996; apud MARQUES G; 2006). 
4.8 Prospecção preliminar 
De acordo com MARQUES (2006), a prospecção é feita para se identificar as 
ocorrências que apresentam a possibilidade de seu aproveitamento, tendo em vista a 
qualidade do material e seu volume aproximado. 
A prospecção preliminar, compreende: 
 Inspeção expedita no campo; 
 Sondagens e; 
 Ensaios de laboratórios. 
 
 
 
44 
 
Assim sendo nas ocorrências de materiais julgados aproveitáveis na 
inspeção de campo, procede-se de seguinte modo: 
 Delimita-se, aproximadamente, a área onde existe a ocorrência do 
material; 
 Faz-se 4 e 5 furos de sondagem na periferia e no interior da área 
delimitada, convenientemente localizados até à profundidade 
necessária, ou compatível com os métodos de extração a serem 
adotados; 
 Coleta-se em cada furo e para cada camada, uma amostra suficiente 
para o atendimento dos ensaios desejados. Anota-se as cotas de 
mudança de camadas, adotando-se uma denominação expedita que as 
caracterize. Assim, o material aparentemente imprestável, constituinte 
da camada superficial, será identificado com o nome genérico de capa 
ou expurgo. Os outros materiais próprios para o uso, serão identificados 
pela sua denominação corrente do lugar, como: cascalho, seixos, etc.; 
 Faz-se a amarração dos furos de sondagem, anotando-se as distâncias 
aproximadas entre os mesmos e a posição da ocorrência em relação à 
rodovia em estudo. 
Uma ocorrência será considerada satisfatória para a prospecção 
definitiva, quando os materiais coletados e ensaiados quanto a: 
 Granulometria por peneiramento com lavagem do material na peneira de 
2,0 mm (nº 10) e de 0,075 mm (nº 200); 
 Limite de Liquidez LL.; 
 Limite de Plasticidade LP; 
 Equivalente de Areia; 
 Compactação; 
 Índice Suporte Califórnia - ISC; 
Ou pelo menos, parte dos materiais existentes satisfizerem as especificações 
vigentes, ou quando houver a possibilidade de correção, por mistura, com materiais 
de outras ocorrências. 
 
 
 
45 
 
As exigências para os materiais de reforço do subleito, sub-base e base 
estabilizada, são as seguintes: 
Para reforço do subleito: características geotécnicas superiores à do subleito, 
demonstrados pelos ensaios de I.S.C. e de caracterização (Granulometria, LL, LP). 
Para sub-base granulometricamente estabilizada: ISC > 20 e Índice do 
Grupo IG = 0 para qualquer tipo de tráfego. 
Para base estabilizada granulometricamente: 
 Limite de Liquidez máximo: 25% 
 Índice de Plasticidade máximo: 6% 
 Equivalente de Areia mínimo: 30% 
Ainda conforme MARQUES (2006), caso o Limite de Liquidez seja maior que 
25% e/ou Índice de Plasticidade, maior que 6, poderá o solo ser usado em base 
estabilizada, desde que apresente Equivalente de Areia maior que 30%, satisfaça as 
condições de Índice Suporte Califórnia e se enquadre nas faixas granulométricas 
citadas adiante. 
O Índice Suporte Califórnia deverá ser maior ou igual a 60 para qualquer tipo 
de tráfego; a expansão máxima deverá ser 0,5%. Poderá ser adotado um ISC até 40, 
quando economicamente justificado, em face da carência de materiais e prevendo-se 
a complementação da estrutura do pavimento pedida pelo dimensionamento pela 
construção de outras camadas betuminosas. 
Quanto à granulometria, deverá estar enquadrada em uma das faixas das 
especificações: 
 
Fonte: ufjf.br.com 
A prospecção preliminar das pedreiras é realizada mediante as indicações 
geológicas, procurando-se avaliar no local por meio de sondagens e de 
levantamento expeditos: 
 
46 
 
 O volume

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