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Atividades coordenação motora fina educação infantil 3 anos (BNCC EI03CG01 - Educacao Infantil) - Diário da Educação

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Atividades coordenação motora fina educação infantil 3
anos
Disciplina: Multidisciplinar / Geral | Série/Ano: Educação Infantil
O QUE É ATIVIDADES COORDENAÇÃO MOTORA FINA EDUCAÇÃO INFANTIL 3 ANOS
A coordenação motora fina refere-se ao controle dos movimentos pequenos e precisos realizados pelas
mãos e dedos, essenciais para atividades como segurar lápis, recortar, desenhar, vestir-se e manipular
objetos variados. Em crianças de 3 anos, essa habilidade está em fase inicial de desenvolvimento e constitui
um aspecto fundamental para o progresso das capacidades motoras globais e cognitivas.
As atividades de coordenação motora fina para crianças de 3 anos são planejadas com o objetivo de
estimular o fortalecimento dos músculos pequenos das mãos, promover a destreza e incentivar a exploração
sensorial através do toque, manipulação e experimentação. Esse processo contribui para a construção da
autonomia, para o desenvolvimento da percepção tátil e visual, além de preparar a criança para a futura
escrita e outras habilidades escolares.
Na perspectiva pedagógica, promover essas atividades desde cedo é vital para favorecer o desenvolvimento
integral da criança, pois a coordenação motora fina está diretamente ligada ao raciocínio lógico, à
concentração, à criatividade e à capacidade de resolver problemas práticos do cotidiano. Além disso, essas
práticas colaboram para o desenvolvimento socioemocional, pois envolvem processos de tentativa e erro,
paciência e persistência.
De acordo com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), o desenvolvimento da coordenação motora fina
na Educação Infantil está integrado aos campos de experiência, especialmente o Corpo, Gestos e
Movimentos, que prevê o estímulo às capacidades motoras, e o Traços, Sons, Cores e Formas, que envolve
a experimentação e expressão através do corpo e de materiais diversos. Assim, as atividades propostas
respeitam o ritmo da criança, valorizam a ludicidade e promovem a aprendizagem significativa.
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E HABILIDADES BNCC
Habilidades BNCC Atualizada:
 • EI03CG01 - Criar com o corpo formas diversificadas de expressão de sentimentos, sensações e
emoções, favorecendo o desenvolvimento psicomotor e emocional.
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 • EI03CG03 - Manipular objetos, instrumentos e materiais de forma intencional para explorar suas
propriedades e ampliar o repertório motor.
 • EI03TS02 - Experimentar diferentes texturas, formas e movimentos em atividades que envolvam o corpo
e o uso das mãos, ampliando a percepção sensorial e as habilidades motoras finas.
Estes objetivos garantem que as crianças desenvolvam competências motoras finas essenciais para a
autonomia, a expressão corporal e a interação com o ambiente, promovendo uma aprendizagem integral e
alinhada às diretrizes da BNCC para a faixa etária de 3 anos na Educação Infantil.
METODOLOGIA E ESTRATÉGIAS
A metodologia para trabalhar a coordenação motora fina em crianças de 3 anos deve ser centrada em
abordagens lúdicas, sensoriais e participativas, que respeitem o ritmo individual e o interesse dos pequenos.
O uso de metodologias ativas, como a aprendizagem por meio do brincar, a exploração e a experimentação,
é fundamental para garantir o engajamento e o desenvolvimento integral.
Estratégias práticas incluem o uso de materiais variados que proporcionem estímulos táteis, visuais e
proprioceptivos, como massinha de modelar, blocos de montar, atividades de encaixe, recorte com tesouras
adaptadas, colagem com papel colorido e manipulação de objetos com diferentes texturas e tamanhos.
É importante que o educador atue como mediador, estimulando o diálogo, a observação e o incentivo à
autonomia durante as atividades, promovendo momentos de socialização e reflexão, em que as crianças
possam expressar o que estão sentindo e aprendendo.
Além disso, pode-se aplicar a abordagem baseada em projetos, na qual as crianças participam ativamente
da escolha e construção das atividades, favorecendo a criatividade e a descoberta. A combinação de tarefas
individuais e coletivas também contribui para o desenvolvimento das habilidades sociais e motoras.
Para diferentes contextos, as estratégias podem ser adaptadas conforme o espaço disponível, recursos
materiais e necessidades específicas das crianças, garantindo sempre a segurança, o conforto e a inclusão.
SEQUÊNCIA DIDÁTICA SUGERIDA
Momento 1 - Acolhida e sensibilização (15 min): Recepção das crianças em roda de conversa para introduzir
o tema da coordenação motora fina. O educador pode propor perguntas simples, como "O que vocês gostam
de fazer com as mãos?", estimulando a expressão oral e o interesse pelo tema. Em seguida, realizar uma
pequena atividade de aquecimento, como esticar e mexer os dedos, para preparar o corpo.
Momento 2 - Atividades práticas (40 min): Desenvolvimento de atividades específicas para fortalecer a
coordenação motora fina. Exemplos:
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 • Modelagem com massinha para trabalhar a força e a destreza dos dedos.
 • Montagem e encaixe de blocos para estimular a precisão e a percepção espacial.
 • Recorte com tesouras sem ponta, com o auxílio do professor, para promover o controle dos movimentos.
 • Colagem de pedaços de papel colorido, desenvolvendo a coordenação olho-mão.
Momento 3 - Atividades sensoriais complementares (15 min): Propor brincadeiras com objetos de diferentes
texturas (tecido, espuma, papel, plástico) e instrumentos musicais simples, incentivando a percepção tátil e o
movimento dos dedos.
Momento 4 - Encerramento e socialização (15 min): Roda de conversa para que as crianças compartilhem
suas experiências e sensações durante as atividades. Registro coletivo por meio de desenhos, fotos ou
pequenos relatos, reforçando a construção do conhecimento e a valorização do processo.
RECURSOS DIDÁTICOS NECESSÁRIOS
• Massinha de modelar não tóxica e de fácil manuseio
 • Blocos de montar e encaixe de tamanhos adequados para a faixa etária
 • Tesouras sem ponta, próprias para crianças de 3 anos, para atividades supervisionadas
 • Papel colorido, cola em bastão e pedaços de tecido ou papel com diferentes texturas
 • Instrumentos musicais simples, como chocalhos e tambores pequenos
 • Materiais recicláveis, como tampinhas de garrafa, caixas pequenas, rolos de papel higiênico para
estimular a criatividade e a sustentabilidade
 • Espaço físico seguro, com mesas e cadeiras adequadas para crianças pequenas
Como alternativa acessível, pode-se reutilizar materiais do cotidiano, garantindo variedade e estímulo
sensorial. Também é válido o uso de recursos digitais, como aplicativos educativos que incentivem
movimentos precisos dos dedos, desde que usados de forma moderada e supervisionada.
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AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM
A avaliação da aprendizagem em atividades de coordenação motora fina para crianças de 3 anos deve ser
predominantemente formativa, focada na observação contínua e no acompanhamento do desenvolvimento
individual de cada criança. O educador deve registrar aspectos como a autonomia, a precisão dos
movimentos, a persistência diante de desafios e a capacidade de seguir instruções.
Instrumentos específicos incluem:
 • Diário de observação, para anotar progressos e dificuldades durante as atividades.
 • Registros fotográficos ou vídeos, que documentemo envolvimento e as conquistas das crianças.
 • Portfólios com os trabalhos realizados, como desenhos, recortes e colagens.
 • Relatos das crianças sobre suas experiências, incentivando a reflexão e a expressão verbal.
Essa avaliação permite identificar avanços na coordenação motora fina, bem como eventuais necessidades
de adaptação ou reforço nas práticas pedagógicas. O acompanhamento cuidadoso contribui para
intervenções precoces e para o desenvolvimento integral da criança.
ADAPTAÇÕES PARA INCLUSÃO
Para garantir a inclusão de todas as crianças nas atividades de coordenação motora fina, é fundamental
realizar adaptações que atendam às diferentes necessidades, respeitando as particularidades de cada uma.
Estratégias inclusivas incluem:
 • Adaptação de materiais: Utilizar objetos com texturas variadas, tamanhos maiores ou com superfícies
antiderrapantes para crianças com dificuldades motoras.
 • Auxílio individualizado: Oferecer suporte personalizado durante as atividades, com acompanhamento
próximo e uso de recursos facilitadores, como talheres adaptados ou suportes para lápis.
 • Ambiente acessível: Garantir que o espaço físico seja seguro, com mobiliário adequado e livre de
barreiras para crianças com mobilidade reduzida.
 • Uso de tecnologias assistivas: Aplicar ferramentas tecnológicas, como aplicativos específicos para
desenvolvimento motor, que estimulem a coordenação fina de forma lúdica e adaptada.
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 • Flexibilidade no tempo e na forma de execução: Permitir que cada criança realize as atividades no seu
ritmo, com alternativas para alcançar os objetivos sem frustrações.
Exemplos práticos incluem o uso de massinha em diferentes densidades para crianças com força reduzida,
atividades táteis para crianças com deficiência visual e instrumentos musicais adaptados para maior
facilidade de manuseio. Essas adaptações promovem a participação ativa e o respeito à diversidade,
alinhando-se aos princípios da inclusão da BNCC.
PERGUNTAS FREQUENTES
1. Qual a faixa etária ideal para trabalhar atividades de coordenação motora fina?
As atividades de coordenação motora fina são recomendadas desde os primeiros anos da Educação Infantil,
sendo especialmente importantes para crianças de 3 anos, pois nesse período ocorrem os primeiros
desenvolvimentos significativos da destreza manual e do controle dos pequenos movimentos, fundamentais
para a aprendizagem futura.
2. Quais habilidades da BNCC são trabalhadas com essas atividades?
As principais habilidades da BNCC trabalhadas são: EI03CG01, que envolve a criação de formas
diversificadas de expressão com o corpo; EI03CG03, que prevê a manipulação intencional de objetos para
explorar suas propriedades; e EI03TS02, que trata da experimentação de diferentes texturas e movimentos
com as mãos, ampliando a percepção sensorial e as habilidades motoras finas.
3. Como adaptar as atividades para crianças com necessidades especiais?
Para inclusão, é essencial adaptar materiais e estratégias, como usar objetos com texturas e tamanhos
variados, oferecer suporte individualizado, garantir acessibilidade no ambiente, utilizar tecnologias assistivas
e permitir flexibilidade no tempo e forma de realização das atividades, garantindo que todas as crianças
participem e desenvolvam suas habilidades no seu ritmo.
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