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Atividade de psicomotricidade na educação infantil
Disciplina: Multidisciplinar / Geral | Série/Ano: Educação Infantil
O QUE É ATIVIDADE DE PSICOMOTRICIDADE NA EDUCAÇÃO INFANTIL
Atividade de psicomotricidade na educação infantil refere-se a um conjunto de práticas pedagógicas que
promovem o desenvolvimento integrado das habilidades motoras, perceptivas e cognitivas das crianças na
primeira infância. Ela envolve atividades que estimulam tanto a motricidade grossa — movimentos amplos
do corpo, como correr, pular, equilibrar-se — quanto a motricidade fina, que envolve movimentos mais
precisos e delicados, como segurar objetos e manipular brinquedos. Além disso, a psicomotricidade abrange
a percepção corporal, o equilíbrio, a coordenação, o esquema corporal e a lateralidade, aspectos
fundamentais para o crescimento saudável e a aprendizagem.
Essas atividades têm papel pedagógico essencial na educação infantil, pois contribuem para o
desenvolvimento integral da criança, auxiliando na construção da autonomia, no fortalecimento da confiança
e na melhoria da socialização com o ambiente e com os pares. A prática psicomotora também favorece a
expressão corporal e emocional, permitindo que a criança se comunique para além da linguagem verbal,
enriquecendo o processo educativo.
Além disso, a psicomotricidade é uma ferramenta importante para a identificação precoce de dificuldades
motoras e cognitivas, possibilitando intervenções pedagógicas e terapêuticas adequadas. A BNCC destaca a
importância de atividades que promovam a exploração do corpo e do movimento como elementos essenciais
para o desenvolvimento integral na Educação Infantil, evidenciando a psicomotricidade como eixo
fundamental na construção do conhecimento e das habilidades da criança.
OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM E HABILIDADES BNCC
Habilidades BNCC Atualizada:
 • EI04EF01 - Experimentar diferentes formas de movimento, explorando as possibilidades do corpo em
relação ao espaço, tempo, objetos e outras pessoas.
 • EI04EO02 - Demonstrar coordenação motora ampla e fina em atividades que envolvem manipulação,
equilíbrio e deslocamento.
 • EI04CG03 - Utilizar as experiências corporais para expressar sentimentos, emoções e ideias, favorecendo
a comunicação e o relacionamento interpessoal.
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Estes objetivos garantem que os alunos desenvolvam competências motoras, cognitivas e socioemocionais,
fundamentais para a construção da autonomia e para a participação ativa no ambiente escolar e social. A
BNCC orienta o trabalho com a psicomotricidade para que as crianças ampliem o conhecimento do próprio
corpo e aprimorem habilidades relacionadas à coordenação, equilíbrio, lateralidade e expressão corporal,
alinhando-se ao desenvolvimento integral conforme a faixa etária de 4 a 5 anos.
METODOLOGIA E ESTRATÉGIAS
Para uma abordagem eficaz da psicomotricidade na educação infantil, recomenda-se a utilização de
metodologias ativas que envolvam a criança no protagonismo de sua aprendizagem. Essas metodologias
valorizam a interação, o brincar e a exploração livre e orientada do espaço e dos materiais, promovendo a
aprendizagem significativa.
Algumas estratégias práticas incluem:
 • Jogos corporais: Atividades lúdicas que incentivam movimentos variados, como imitar animais, danças e
brincadeiras de seguir o líder, estimulando a criatividade e a consciência corporal.
 • Circuitos motores: Montagem de percursos com obstáculos, como cones, bambolês e cordas, que
desafiem o equilíbrio, a coordenação e a agilidade, promovendo a superação de limites pessoais.
 • Brincadeiras com bolas e objetos diversos: Lançar, agarrar, rolar e equilibrar objetos de diferentes
tamanhos e texturas, desenvolvendo a motricidade fina e grossa.
 • Exploração do espaço: Incentivar o deslocamento em diferentes direções e velocidades, respeitando o
espaço do colega, favorecendo o senso espacial e o respeito coletivo.
 • Expressão corporal e dramatização: Propor situações para que as crianças expressem sentimentos e
histórias por meio dos movimentos, fortalecendo a comunicação não verbal e a empatia.
O professor atua como mediador, observando atentamente cada criança para identificar necessidades
individuais e promovendo adaptações que favoreçam a participação de todos. A diversidade de materiais e a
flexibilidade na organização do espaço são essenciais para garantir a acessibilidade e o engajamento pleno
das crianças, respeitando suas particularidades.
Essas estratégias podem ser aplicadas em diferentes contextos, como em salas de aula, pátios e quadras,
sempre priorizando a segurança e o conforto das crianças, além da interação social e do desenvolvimento
integral.
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SEQUÊNCIA DIDÁTICA SUGERIDA
Momento 1 - Acolhida e sensibilização (10 minutos): Receba as crianças com uma roda de conversa breve,
perguntando sobre movimentos que gostam de fazer e suas sensações ao se movimentar. Utilize músicas e
gestos para aquecer o corpo, preparando-as para a atividade.
Momento 2 - Exploração livre e orientada (15 minutos): Disponibilize diferentes materiais e espaços para que
as crianças experimentem movimentos variados, como saltar em tapetes, rastejar por túneis improvisados e
manipular bolas e cordas. Estimule a descoberta espontânea e a troca de experiências entre os pares.
Momento 3 - Circuito psicomotor estruturado (20 minutos): Organize um circuito com estações que envolvam
equilíbrio (caminhar sobre linhas demarcadas), coordenação (arremessar bolas em alvos), deslocamento
(pular obstáculos) e motricidade fina (manipular objetos pequenos). Oriente as crianças a passarem pelo
circuito respeitando o ritmo individual e incentivando a cooperação.
Momento 4 - Expressão e socialização (10 minutos): Encerre com uma roda para que as crianças
compartilhem suas experiências, sentimentos e aprendizados durante as atividades. Utilize perguntas que
estimulem a reflexão e a linguagem oral, registrando observações para o planejamento pedagógico.
Momento 5 - Relaxamento e organização (5 minutos): Proponha exercícios suaves de alongamento e
respiração para acalmar o corpo e preparar a transição para a próxima atividade ou rotina, promovendo o
autocuidado e o autoconhecimento.
RECURSOS DIDÁTICOS NECESSÁRIOS
Para a realização das atividades de psicomotricidade na educação infantil, é fundamental contar com uma
variedade de recursos que estimulem o movimento e a exploração corporal. Abaixo, uma lista detalhada dos
materiais indicados:
 • Tapetes ou colchonetes: Para atividades no chão que exigem conforto e segurança.
 • Bolas de diferentes tamanhos e texturas: Para manipulação, arremesso e equilíbrio, desenvolvendo a
coordenação motora.
 • Cordas e fitas coloridas: Para delimitar espaços, criar obstáculos e estimular o equilíbrio.
 • Cones ou marcadores: Para organização de circuitos e definição de trajetos.
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 • Espelhos: Auxiliam na percepção do próprio corpo e na autoconsciência motora.
 • Materiais recicláveis: Garrafas PET (para pinos de boliche), caixas de papelão (para túneis), rolos de
papelão e tampas, incentivando a criatividade e sustentabilidade.
 • Equipamentos digitais (opcional): Aplicativos de dança e movimento para tablets ou computadores, vídeos
educativos que estimulem o corpo e a expressão corporal.
Éimportante que os recursos sejam seguros, acessíveis e adaptáveis às necessidades das crianças,
promovendo a inclusão. A utilização de materiais alternativos e recicláveis também agrega valor pedagógico,
estimulando a consciência ambiental e a criatividade dos alunos e professores.
AVALIAÇÃO DA APRENDIZAGEM
A avaliação das atividades de psicomotricidade na educação infantil deve ser contínua, processual e
formativa, focada na observação do desenvolvimento integral das crianças. O professor deve acompanhar o
progresso motor, cognitivo e socioemocional por meio de registros sistemáticos, utilizando instrumentos
diversificados que favoreçam a compreensão do percurso de cada aluno.
Instrumentos de avaliação recomendados incluem:
 • Observação direta: Anotar comportamentos, reações, habilidades motoras e interações sociais durante as
atividades.
 • Portfólios: Registrar fotos, desenhos e relatos das crianças que evidenciem suas conquistas e desafios.
 • Relatórios descritivos: Elaborar documentos que contemplem o desenvolvimento individual e coletivo,
destacando aspectos motores, emocionais e cognitivos.
 • Autoavaliação e avaliação coletiva: Incentivar as crianças a expressarem o que aprenderam e como se
sentiram, promovendo a reflexão e o protagonismo.
Por meio dessas práticas, é possível identificar avanços no equilíbrio, coordenação, lateralidade, expressão
corporal e interação social. Também permite detectar precocemente dificuldades motoras ou emocionais,
possibilitando encaminhamentos para intervenções pedagógicas ou especializadas.
A avaliação deve ser comunicada aos familiares de forma clara e acolhedora, fortalecendo a parceria
escola-família, elemento chave para o desenvolvimento integral da criança.
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ADAPTAÇÕES PARA INCLUSÃO
Garantir a inclusão nas atividades de psicomotricidade na educação infantil é fundamental para atender a
diversidade presente em sala de aula, respeitando as necessidades específicas de cada criança. As
adaptações devem contemplar aspectos físicos, sensoriais, cognitivos e emocionais, promovendo a
participação plena de todos.
Estratégias para inclusão:
 • Adaptação dos materiais: Utilizar objetos com diferentes texturas, pesos e tamanhos para facilitar a
manipulação por crianças com limitações motoras ou sensoriais.
 • Modificação do espaço: Criar ambientes acessíveis, com corredores amplos, superfícies antiderrapantes e
locais para descanso, garantindo segurança e conforto.
 • Atividades personalizadas: Ajustar o grau de dificuldade dos exercícios, respeitando o ritmo e as
habilidades individuais, sem perder o desafio e a motivação.
 • Auxílio de recursos tecnológicos: Empregar dispositivos de apoio, como aplicativos com recursos visuais e
auditivos, para crianças com deficiências múltiplas.
 • Suporte humano: Contar com a colaboração de profissionais de apoio, quando disponível, para garantir a
participação efetiva e o cuidado necessário.
 • Estimulação multissensorial: Incluir estímulos visuais, auditivos e táteis durante as atividades para
favorecer o engajamento e a aprendizagem de crianças com necessidades especiais.
Exemplo prático: Para uma criança com mobilidade reduzida, o circuito psicomotor pode incluir estações
sentadas que trabalhem a coordenação manual e a percepção espacial com o uso de bolas leves e
instrumentos musicais. Para crianças com dificuldades visuais, o uso de objetos com sons, texturas
diferenciadas e orientação verbal clara é essencial.
Ao promover a inclusão, o professor valoriza a diversidade, estimula a empatia e garante que todas as
crianças tenham acesso às experiências fundamentais para seu desenvolvimento integral.
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PERGUNTAS FREQUENTES
1. Qual a faixa etária ideal para atividades de psicomotricidade na educação infantil?
As atividades de psicomotricidade são indicadas para toda a Educação Infantil, porém este plano é
especialmente direcionado para crianças de 4 a 5 anos, correspondendo à etapa da pré-escola. Nessa faixa
etária, as crianças já possuem maior autonomia motora e cognitiva, possibilitando explorar movimentos mais
complexos e a expressão corporal de forma mais elaborada, o que favorece seu desenvolvimento integral
conforme orientações da BNCC.
2. Quais habilidades da BNCC são trabalhadas com essas atividades de psicomotricidade?
Este plano trabalha as habilidades EI04EF01, EI04EO02 e EI04CG03. A EI04EF01 estimula as crianças a
experimentarem diferentes movimentos e explorarem o corpo no espaço; a EI04EO02 desenvolve a
coordenação motora ampla e fina; e a EI04CG03 promove a expressão de sentimentos e ideias por meio
das experiências corporais. Essas habilidades garantem o desenvolvimento físico, cognitivo e
socioemocional da criança.
3. Como adaptar as atividades de psicomotricidade para crianças com necessidades
especiais?
Para garantir a inclusão, as atividades devem ser adaptadas considerando as limitações e potencialidades
de cada criança. Isso inclui modificar os materiais para torná-los acessíveis, ajustar o espaço físico, adaptar
o grau de dificuldade das tarefas, usar recursos tecnológicos e contar com o apoio de profissionais
especializados. Também é importante estimular diferentes sentidos e oferecer suporte humano quando
necessário, para que todas as crianças participem plenamente das atividades.
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