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AL 04 - Comunicação e tecnologia da informação

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22/12/2021 09:01 Comunicação e tecnologia da informação
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Comunicação e tecnologia da informação
Comunicação Empresarial
1. Introdução
Pare para pensar: você consegue mensurar a quantidade de informações a que está exposto todos os
dias? Talvez não, afinal, da hora que acorda ao momento em que se recolhe à noite, o que não falta
é informação circulando a sua volta, desde as mensagens estampadas no rótulo da sua pasta de
dente, passando pelas atualizações que recebe pelo Whatsapp, às placas indicativas no restaurante
self-service e ao texto que lê para fazer um trabalho de faculdade. É muita coisa!
Embora pareça difícil, fique sabendo que alguns pesquisadores se empenham em fazer esse cálculo.
Hilbert (2012), por exemplo, afirma que todos os dias cerca de 34 Gb de informações chegam até
nós. O problema, segundo o autor, é que o cérebro humano é capaz de armazenar muito menos que
isso, cerca de 1 Gb. Fazendo as contas, podemos perceber que apenas 3% do que vemos, ouvimos,
lemos, percebemos, pode ser absorvido. Parece pouco, não é mesmo? E com certeza é!
Nesse sentido, se o cérebro humano tem uma capacidade limitada de armazenamento, o seu
potencial criativo é imenso! Assim, ao longo das últimas décadas do século XX, pesquisadores
espalhados pelos quatro cantos do mundo investiram no desenvolvimento de sistemas, processos e
plataformas para ampliar a capacidade produtiva humana. Assim nasceu a TI.
A Tecnologia da Informação, comumente chamada de TI, pode ser conceituada como o conjunto de
soluções de natureza tecnológica que tem três finalidades principais: armazenar, processar e
analisar dados. É constituída por dois tipos de componentes, os de natureza física – tais como
monitor, placas, periféricos, etc. – e os softwares ou programas (TERCIOTTI e MACARENCO,
2013).
Já a TIC, Tecnologia da Informação e Comunicação, é utilizada como forma de compartilhar
informações, na medida em que representa o conjunto de recursos tecnológicos que promove a
integração dos processos e dos dados. A TIC faz parte da sua vida muito mais do que você imagina!
Ela está presente na automação das indústrias, no cadastro do supermercado onde você faz
A quantidade de informação que circula pelo mundo é muito maior do que a capacidade do cérebro humano em
apreendê-la.
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22/12/2021 09:01 Comunicação e tecnologia da informação
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compras, nas transações digitais do Internet Banking e, até aqui, em nossa plataforma digital de
estudos, claro. É a TIC que integra os sistemas que fazem a internet acontecer, gerando a rede
mundial de computadores.
O fato é que a revolução tecnológica digital, acelerada nos contextos militares americanos a partir
dos anos de 1960, mudou o mundo e a forma como as pessoas se comunicam. Neto e Costa (2015)
lembram que computadores, internet e intranet, e-mail, redes sociais e aparelhos de smartphones
são símbolos e sínteses do processo. O impacto de tais mudanças pode ser sentido em todos os
níveis da vida humana, criando o que Castells (1999) vai chamar de sociedade em rede.
Você pode estar se perguntando por que estamos trazendo esse assunto para ser conteúdo de uma
disciplina sobre comunicação empresarial e podemos já responder dizendo que a TIC revolucionou
a comunicação, tanto considerando o âmbito interno (nosso assunto na lição passada) quanto o
ambiente externo das organizações.
A tecnologia trouxe diversos ganhos para as empresas – como maior armazenamento de
informações, mais agilidade na resolução de problemas e gestão mais eficiente do conhecimento.
Para a comunicação, os ganhos foram igualmente notáveis e, podemos destacar entre eles, a maior
possibilidade de troca de experiências entre as equipes, através de um mais fácil compartilhamento
de problemas, ideias e soluções.
Nesse sentido, a TIC permitiu que, no âmbito interno, as equipes de um mesmo departamento
estejam em comunicação mais direta (comunicação intradepartamental), assim como as equipes de
departamentos diferentes (interdepartamental) e até aquelas que trabalham em unidades
diferentes de uma mesma organização, com distância geográfica por vezes continental.
Além disso, a informatização do banco de talentos permite acessar o perfil dos colaboradores e
identificar com facilidade dados para alocação de recursos humanos e montagem de novas equipes.
Não podemos nos esquecer das facilidades geradas para educação corporativa on-line
(comunidades de aprendizagem virtual interna) e também para gestão do conhecimento.
Você sabe o que é tecnologia?
Estamos falando tanto de tecnologia nessa lição que é importante saber do que se trata. Ao
contrário do que muitos pensam, tecnologia não significa, necessariamente, uso de computadores,
softwares ou aplicativos de última geração. Tecnologia representa um modo inteligente de resolver
um problema e que permanece em constante transformação. Nesse sentido, existem muitas coisas
à sua volta que representam instrumentos tecnológicos, como o travesseiro antialérgico que você
usa para dormir ou o shampoo biodegradável com que lava seus cabelos todos os dias.
O desenvolvimento tecnológico é fruto da inteligência humana, ocorre desde o princípio da vida na
Terra e passou por todas as épocas e contextos sociais. Se hoje muitos dos recursos tecnológicos
partem de microchips cada vez menores e mais potentes, muitas das grandes invenções
tecnológicas que garantiram nossa sobrevivência enquanto espécie partiram do domínio dos
elementos da natureza.
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Para saber mais sobre o tema, sugerimos que você pesquise sobre o trabalho de Manuel Castells,
sociólogo espanhol que foi professor nas Universidades de Paris, Berkeley (Califórnia), Catalunha
(Barcelona) e da Califórnia do Sul, atuando principalmente como professor de Comunicação.  O
Social Sciences Citation Index aponta que Castells foi o quarto cientista social com mais citações em
todo o mundo, entre 2000 e 2006. Na área de Comunicação Social, ele foi o mais citado no mesmo
período.
O pesquisador publicou na década de 1990 uma trilogia nascida de um estudo sério, chamado “A
Era da Informação”. Além do livro “Sociedade em Rede”, citado em nossa introdução, os outros dois
livros são “O poder da identidade” e “Fim de milênio”. Vale a leitura!
2. Benefícios do trabalho mediado pelas TICs
Como já destacamos, a TIC promoveu grandes melhorias no sistema de comunicação das empresas,
ao facilitar as trocas e o compartilhamento de dados e informações. Através de tais recursos,
ampliou-se o espectro da comunicação corporativa, que deixou de ser do tipo um para muitos, em
que apenas a empresa falava e os receptores só ouviam; e passou a ser de muitos para muitos, em
que todo mundo pode falar e todo mundo escuta todo mundo. Isso significa que os receptores
assumiram posições de protagonismo no processo comunicativo, tendo, através das ferramentas
digitais, mais condições de participarem, interagirem, darem opinião, serem ouvidos. Nesse
sentido, as TICs podem, se bem geridas, promover melhorias substanciais no relacionamento da
empresa com seus stakeholders (públicos de interesse).
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Além disso, a tecnologia vem contribuindo para a desburocratização dos processos e esse fenômeno
vem sendo observado desde os anos de 1970. Aliás, Davenport e Short (1990) declaram que a maior
promessa da TIC foi justamente ser a mais importanteferramenta para reduzir custos e melhorar a
articulação das atividades internas da empresa. Com isso, ajudou a mudar a visão de uma estrutura
eminentemente vertical para uma condução mais horizontalizada dos processos, fornecendo
sistemas de integração da gestão que ficaram conhecidos como ERPs (Enterprise Resource
Planning).
Terciotti e Macarenco (2013), comentando sobre outras vantagens das TICs no ambiente
corporativo, destacam a mobilidade que as ferramentas digitais proporcionam, pois permitem o
acesso e a inserção de novas informações de qualquer lugar e com muito mais facilidade. Os
smartphones e outros dispositivos móveis de comunicação, equipados com softwares ou aplicativos
de gestão pessoal ou corporativa, são decisivos para tal interface.
Você sabe a diferença entre “dado” e “informação”?
Dado é a matéria-prima da informação. É a representação de fatos, listas, números brutos, registros
de observações sem interpretação. A informação faz a relação entre esses dados e o conhecimento,
dando significado, propósito, identificação e valor. Isso significa que para um dado virar
informação, ele precisa ser de algum modo tratado. Terciotti e Macarenco (2013) declaram que os
dados são elementos sintáticos, enquanto que as informações constituem elementos semânticos.
Um garçom pode, por meio do seu PDA (Personal Digital Assistent), registrar um pedido à mesa enquanto se comunica
instantaneamente com a cozinha.
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Outra vantagem, consequência da anterior, é o teletrabalho ou trabalho remoto. As pessoas não
precisam mais estar dentro do espaço físico da empresa para trabalharem, nem de modo individual
ou de forma coletiva, visto que até as reuniões entre equipes podem ser feitas sem a presença física
dos colaboradores. A forma mais comum de teletrabalho é o home-office (trabalho em casa), mas a
atividade pode ocorrer em cafés, bibliotecas, aeroportos, escritórios particulares, na praia, no alto
do pico Everest, na floresta Amazônica ou em qualquer outro lugar que a pessoa esteja ou deseje
estar, desde que tenha acesso a equipamentos e conexão.
O trabalho remoto vem se tornando uma tendência mundial. A Organização Internacional do
Trabalho – agência ligada à ONU – reconhece que em alguns países cerca de 40% dos
trabalhadores já realiza alguma atividade remotamente. Na Suécia, por exemplo, esse número já
chega a 51%. Entre as causas normalmente apontadas para o crescimento destacam-se:
Imagine trabalhar de onde você estiver! A TIC permitiu essa facilidade.
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Economia de recursos – empresas têm menos gastos com água, energia, papel, equipamentos,
manutenção, vale transporte e alimentação quando menos pessoas trabalham no mesmo espaço
físico. Com a tendência de queda nesses custos, gera-se maior lucratividade e, às vezes, produtos
mais baratos ao consumidor final.
Profissionais demandam trabalhos mais flexíveis – muitas pessoas querem ter mais liberdade,
horários menos rígidos, querem trabalhar quando se sentem mais produtivos – o que
necessariamente não ocorre entre 8h e 18h.
Tempo de deslocamento – não é muito distante da realidade de muitos trabalhadores perder
horas no trânsito. Ao contrário, em grandes cidades essa é a regra. De acordo com o IPOBE
(Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística), o paulistano gasta, em média, 2h58min por dia
no trânsito, o que equivale a um mês e meio do ano! Com o trabalho remoto, o tempo de
deslocamento pode ser transformado em tempo produtivo.
Sustentabilidade – em termos coletivos, o trabalho remoto também traz suas vantagens. Menos
carro nas ruas é uma delas! Isso significa menos poluição, menos barulho e qualidade de vida
melhor.
Mais trabalho – sem horas fixas e rotina engessada, os profissionais podem organizar suas
agendas de modo a assumir outras ocupações. Alguns dedicam-se à prestação de serviço como
freelancers e há os que invistam tempo em negócios e projetos sociais, paralelos ao emprego
formal.
Uso de ferramentas próprias – para alguns profissionais, faz muita diferença usar os seus
próprios equipamentos na hora do trabalho. A personalização dos softwares, a configuração
adaptada das telas, a forma de organização dos arquivos, tudo isso pode aumentar a produtividade
e é mais fácil de se obter quando o profissional tem plena autonomia sobre os equipamentos.
Mais tempo com a família – não precisar dispor de uma jornada de trabalho que compreende
horários comerciais rígidos pode ser uma boa alternativa para quem quer organizar melhor sua
rotina, de modo a poder passar mais tempo com a família. Este benefício se amplia quando o
profissional trabalha dentro de casa.
Aumento de produtividade – os dados são claros: colaboradores que trabalham remotamente em
home-office produzem mais horas por dia e apresentam melhores índices de engajamento com a
empresa (MANN e ADKINS, 2017). Talvez, o motivo para isso sejam os já elencados neste item, mas
o fato é que a maior produtividade é um fator chave quando se pensa em teletrabalho.
Para Saber Mais sobre o trabalho remoto no mundo, consulte o relatório produzido pela ONU em
2017 e publicado pela OIT: “Trabalhando a qualquer hora, em qualquer lugar”.
https://www.ilo.org/brasilia/noticias/WCMS_544296/lang--pt/index.htm
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3. Desafios das TICs no mundo do trabalho
É bem possível que, enquanto estivesse lendo os ganhos promovidos pela inserção das TICs no
ambiente organizacional, você estivesse também pensando nas consequências de tantas mudanças.
É um pouco sobre isso que vamos conversar aqui, ao propormos uma reflexão sobre os impactos
pessoais e profissionais sentidos em tão curto espaço de tempo (TERCIOTTI e MACARENCO, 2013)
a partir da inserção das TICs no mundo do trabalho.
Em primeiro lugar, é importante destacar que, como as TICs estão revolucionando os conceitos de
tempo e espaço no mercado, estão gerando, por outro lado, uma sobrecarga de trabalho. Isso
porque é comum que as pessoas que trabalham remotamente tenham seus momentos de descanso e
lazer interrompidos por demandas das empresas. Quanto mais alto é o cargo na hierarquia, mais o
profissional precisa estar disponível independentemente de dia, hora ou situação. No fim das
contas, esse tempo de dedicação pode ser maior do que a carga horária que o profissional
disponibilizaria à empresa, caso estivesse trabalhando de modo convencional.
Ao mesmo tempo em que ocorre a sobrecarga de trabalho, sente-se a sobrecarga de
informações. Como vimos no início da lição, as informações circulam em uma proporção
incompatível com a capacidade humana de armazená-las e, caso as empresas não possuam um
sistema adequado de filtragem, fica muito difícil trabalhar sem perder tempo lidando com
informações inúteis. Os médicos vêm, inclusive, comentando sobre os impactos da sobrecarga de
informações na saúde, citando as síndromes da “fadiga de informações” e “do pensamento
acelerado” como retratos dos novos tempos.
Outro fenômeno muito comentado pelos especialistas em Recursos Humanos é o monitoramento
da rotina de trabalho dos colaboradores, que determinadas empresas passaram a fazer
utilizando ferramentas de TIC. Segundo Terciotti e Macarenco (2013), mesmo que esse fato não
Trabalhar em casa pode dificultar a dissociação entre vida pessoal e profissional.
https://cead.uvv.br/conteudo/wp-content/uploads/2019/02/shutterstock_535603972-768x512.jpg22/12/2021 09:01 Comunicação e tecnologia da informação
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constitua um aspecto negativo do tema, ele pode ser considerado no mínimo polêmico. Ao impedir
acesso a determinados sites, vigiar endereços virtuais acessados ou bloquear mensagens de
natureza pessoal, as empresas acabam invadindo a privacidade do colaborador. As autoras
defendem a criação de um código de ética interno ou um termo de uso dos recursos tecnológicos
adaptados à realidade de cada empresa – documentos a serem assinados pelos colaboradores por
ocasião de suas contratações e dando a eles clareza do que é lícito e do que não convém.
Também é impossível comentar sobre desafios sem mencionar a substituição da mão de obra
pela tecnologia, o que vem gerando demissões em massa em alguns setores. Hammer (1990)
comenta que a Ford enxugou 70% da mão de obra do setor de contas a pagar simplesmente
melhorando a comunicação intradepartamento e o exemplo dessa grande companhia não é exceção.
Existem muitas especulações em torno do futuro do trabalho e algumas previsões chegam a falar
em mudanças radicais em determinadas profissões, com o nascimento de novas funções e extinção
de tantas outras. De tal modo, o assunto é tão importante que foi pauta por três anos consecutivos
do Fórum Econômico Mundial, quando, então, gerou a criação de uma plataforma que integra
líderes globais em torno da discussão do tema, a “Shaping the Future of Education, Gender and
Work”.
Você sabia que algumas empresas monitoram as redes sociais de um candidato à vaga de
emprego e levam o conteúdo postado por ele em consideração na hora da contratação?
Uma pesquisa realizada pela empresa OfficeTeam junto a 300 profissionais da área de Recursos
Humanos mostrou que 45% das empresas reconhecem que postagens inadequadas de um
candidato podem levá-lo a perder a vaga. Entre os erros mais comuns apontados pela pesquisa
estão: ser muito crítico e abusar de comentários ácidos; abusar de selfies, inclusive em ambientes
profissionais; ter uma rede extremamente extensa de conexões, o que indica que a pessoa valoriza
mais a quantidade do que a qualidade dos relacionamentos; e ser ausente, nunca publicando nada
ou atualizando a página pessoal.
Inteligência artificial e a inteligência humana vão dividir o mercado de trabalho?
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4. Ferramentas corporativas para
comunicação tecnológica
A Associação Brasileira de Comunicação Empresarial (Aberje) concluiu em um estudo que mais de
80% das empresas já utilizam TIC como principal ferramenta de comunicação interna. Chamou
atenção nos dados a rápida expansão do uso da tecnologia, visto que o percentual de empresas
dobrou em cinco anos.
A pesquisa “Tendências da Comunicação Interna 2018” apontou ainda que as empresas estão
investindo em canais mais estruturados para realização de campanhas e também sinalizou o desejo
de muitas delas em investir cada vez mais na criação de plataformas colaborativas, baseadas em
três “Cs”: colaboração, co-criação e compartilhamento. A intenção é que as conversas ocorram de
modo mais transversal no universo corporativo, gerando influências positivas e recíprocas entre
áreas e pessoas, estimulando, assim, conversas em rede.
Falando sobre recursos tecnológicos utilizados nos ambientes internos das organizações, Terciotti e
Macarenco (2013) destacam algumas ferramentas, e vamos descrevê-las brevemente. Chamamos
atenção ao fato que essa lista pode ficar rapidamente desatualizada, em virtude da inovação
constante que existe na área.
As empresas estão investindo cada vez mais em colaboração em rede.
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Dados da Aberje ainda indicam que
“Os Canais digitais permanecem em interessante movimento. E-mail (93%) e Intranet (84%)
continuam sendo os canais de maior expressão. Porém, as maiores implantações planejadas
são de App (30%) e Rede social corporativa (23%). Tendência de coexistência desses canais,
com a possibilidade da intranet—espelhada no app e apoiada por newsletters—ser o centro de
informação e conhecimento, o e-mail ser priorizado para comunicados oficiais e a rede social
vir para dar fluidez a toda informação de momento da empresa, com liberdade para
funcionários serem emissores”
Correio eletrônico: substituiu os memorandos internos e documentos impressos que circulavam
entre os departamentos e áreas. É a ferramenta de comunicação mais utilizada dentro de uma
empresa. Também permite aos clientes um canal de comunicação direto com a marca.
Second life: muito usado para treinamentos por simular situações reais no ambiente virtual, o que
permite ampla variedade de experiências. Também permite que os consumidores experimentem
cenários e desafios associados à marca.
Intranet: sistema interno de comunicação, restrito a usuários cadastrados.  Promove interação
entre pessoas e áreas, divulga informações, promove espaço de discussão de ideias. De algum
modo, substitui ferramentas tradicionais de comunicação interna, como os jornais e murais.
Videoconferência, teleconferência, webconferência: facilitam a realização de reuniões entre
pessoas que estão geograficamente separadas, encurtando as distâncias.
E-learning: facilita os processos de treinamento dos recursos humanos e também gera
proximidade entre quem atua em locais diferentes.
Skype ou Hangout: exemplos de softwares que, além da grande vantagem de oferecerem uma
comunicação rápida entre díades e grupos maiores (como uma teleconferência para reuniões à
distância), permitiram às empresas grande economia nos custos de telefonia pelo fato de terem
versões gratuitas.
Blogs: funcionam como diários virtuais, compartilhando o cotidiano da empresa tanto no ambiente
interno quanto junto ao público externo. Por serem mais ágeis que os sites convencionais,
permitem maior interatividade entre as pessoas.
Redes sociais corporativas: estão mais do que presente na vida das pessoas e, igualmente, no
ambiente empresarial. Internamente, favorece uma comunicação mais horizontalizada;
externamente, proporciona plataformas de diálogo com o público consumidor.
Aplicativos de mensagem instantânea: funcionam como conversas em tempo real, com a
possibilidade de compartilhamento de voz, imagens e vídeos. Pode se dar envolvendo díades ou
grupos maiores.
Google Docs: exemplo de aplicativo que possibilita trabalho colaborativo e simultâneo, de modo
que muitas mãos podem alterar um mesmo documento, ao mesmo tempo.
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5. TICs e gestão da informação
Já dissemos que informação é o resultado de um processo que analisa e dá significado aos dados.
Refletindo sobre isso, Terciotti e Macarenco (2013) indicam dois importantes aspectos que
envolvem as informações:
“a) Que a transformação dos dados em informações claras, úteis e significativas necessita de
interpretação e, consequentemente, de mediação humana.
b) Que a transformação dos dados em informações é motivada pelo interesse e que,
dependendo do interesse que as motivou, os mesmos dados podem originar informações
totalmente diferentes”
As autoras defendem ainda que, em pouco tempo, as empresas serão avaliadas e diferenciadas pelo
capital intelectual que possuírem. Por isso, o conhecimento que circula dentro das organizações é
de tanta importância e as empresasque mais valorizam isso se caracterizam por variedade
tecnológica, investimento em aprendizagem, valorização da comunicação e compartilhamento de
informações. Enquanto que o dado é matéria-prima da informação, a informação é matéria-prima
do conhecimento, sendo, este último, um elemento subjetivo e que depende da capacidade analítica
de cada indivíduo. Assim, o conhecimento nasce da informação e a ele dá interpretação.
Nesse sentido, podemos dizer que Gestão da Informação é um processo estratégico para as
organizações e envolve atividades de busca, classificação, processamento, armazenamento e
disseminação das informações, independente da plataforma em que se encontrem. Com tanta
informação circulando por aí, serve para fazer com que as informações certas cheguem às pessoas
certas e no momento certo. Você pode imaginar o quanto isso é decisivo no mundo dos negócios!
Assim, a relação entre “Tecnologias da Informação e Comunicação” e “Gestão da Informação” não
poderia ser mais próxima. Imersas no próprio paradigma de reconfiguração do acesso, uso e
desenvolvimento da informação no mundo, é incontestável que as TICs assumem as características
da tipologia de sua gestão.
Considerando que a base sobre a qual os esforços e preocupações corporativas em relação às TICs é
o compartilhamento de dados, é valido relembrar Davenport (2000), quando assevera a
característica do ato voluntário na partilha das informações organizacionais no sentido de colocar a
informação a serviço dos outros. Mais complexamente, o mesmo ocorre em níveis
interorganizacionais.
Ter acesso à informação mais adequada a cada momento é fundamental para o processo de tomada de decisão no
universo corporativo.
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Nesse sentido, no desdobramento das premissas de gestão informacional, um desdobramento
necessário da gestão das TICs ao compartilhamento comunicacional é também encarar o necessário
desafio apontado por Vetura e Nassif (2016) a respeito da cooperação que visa e efetiva o
entrelaçamento de processos de forma que as tecnologias possam, de fato, alçar a organização de
um estado fragmentado de produção informacional a outro de integração.
Daí o problema dos gestores de TICs no processo de implementação daquilo que poderia ser
compreendido não somente como os fios pelos quais segue a comunicação, mas sobretudo, o que
chamaríamos aqui de “Teia TICs”. É bem verdade que os fatores tecnológico e humano, além das
suas potencialidades, se entrelaçam nas suas próprias dificuldades.
Se pensarmos que a gestão de compartilhamento de dados e integração de processos é
necessariamente a gestão de pessoas, aprofundando-se para a gestão com pessoas, claro está que o
tipo de compartilhamento e integração que se dá entre essas pessoas na organização precede o tipo
de compartilhamento e integração dos fluxos informacionais e compartilhamentos. Estes últimos
são o tom, a cor e a dor de cabeça dos gestores de tecnologias de informação e comunicação em
suas corporações!
Logo, não se trata simplesmente das características tecnológicas, das bases de dados envolvidas ou
da materialidade dos dispositivos implementados, mas, sobretudo, de como será encaminhado o
processo de concepção, estruturação, desenvolvimento e efetivação nos mais diferenciados nichos
organizacionais daquilo que define a gestão em TICs, a saber, a sua Governança.
Relações sempre dialéticas entre TICs, gestão de informação e de pessoas.
5.1. Governança Digital
Não pode haver efetiva gestão de TICs sem aquilo que Norton e Kaplan (2006) chamaram a atenção
sob o nome de “Alinhamento”. A questão posta aqui, então, se dá em uma perspectiva de paradoxo,
uma vez que, em diversas oportunidades, o gestor de TICs, justamente o responsável por todo esse
processo, não participa dos processos decisórios que envolvem sua expertise. Pode acontecer pior:
além de não participar, ainda ter que executar toda uma série de procedimentos de implementação
e compartilhamento que são diametralmente contrários à proposta do que se vem constituindo
como governança digital.
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No caso do Estado brasileiro, o conceito de Governança Digital tem base no ordenamento jurídico,
bem como suporte acadêmico, sendo definido no âmbito público a partir do decreto 8.638 de 15 de
janeiro de 2016, justamente o momento no qual cria-se a figura de “Governo Eletrônico”.
Estritamente associada a esse conceito é, pois, o de “Governança Corporativa de TI”, estabelecido
como o
“[...] sistema pelo qual o uso atual e futuro da TI é dirigido e controlado. Governança
corporativa de TI significa avaliar e direcionar o uso da TI para dar suporte à organização e
monitorar seu uso para realizar os planos. Inclui a estratégia e as políticas de uso da TI dentro
da organização” (PALMA, 2016).
Portanto, as palavras-força entre TICs e Gestão de Informação podem ser: Direcionar;
Monitorar; Avaliar. Eis o desafio corporativo posto, ou seja, criar os próprios mecanismos
pelos quais a organização estruturará sua PGTICs, Política de Gestão de Tecnologias de
Informações e Comunicação.
 
Portanto, as palavras-força entre TICs e Gestão de Informação podem ser: Direcionar; Monitorar;
Avaliar. Eis o desafio corporativo posto, ou seja, criar os próprios mecanismos pelos quais a
organização estruturará sua PGTICs, Política de Gestão de Tecnologias de Informações e
Comunicação.
Mas, o que vem a ser Governança Digital?
É o uso, por parte do primeiro setor (Governo e Instituições Públicas) das TICs para melhorar a
disseminação de informações e a prestação de serviços. Também visa incentivar os cidadãos a
participarem de modo mais ativo das decisões governamentais, bem como, tornar mais
transparente as relações estabelecidas entre governo e sociedade.
6. A TIC e a competitividade empresarial
Se pensarmos a relevância que a TIC assumiu desde o começo do século XXI, pautando-se cada vez
mais em tecnologias disruptivas e modelos de negócios eminentemente digitais, não é de se
admirar a revolução que está em curso.
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Por outro lado, pode causar surpresa o fato de cada vez mais pesquisas apontarem que as pequenas
e médias empresas (PMEs) que mais crescem são justamente aquelas que imergem nos desafios de
inovar, criar e ampliar suas bases materiais e imateriais de tecnologias frente aos seus
concorrentes.
Para tanto, o caminho é com percalços e, talvez, o mais importante reload corporativo em termos
de TIC seja abandonar a perspectiva das tecnologias como suporte, para pensá-la necessariamente
como setor estratégico organizacional.
Logo, as premissas básicas que levarão e projetarão a missão e a visão empresarial em termos de
competividade são aquelas que se relacionam como a construção de uma base estrutural para a
efetivação de modelos pautados nas International Organization for Standardization (ISO);
Capability Maturity Model Integration (CMMI); Information Technology Infrasructure Library
(ITIL); Melhoria do Processo de Software Brasileiro (MPS). Tudo isso para começar pelo básico.
Tendo tais bases, podemos constituir um excelente start para, inclusive, pensar em tais plataformas
a partir da visão competitiva das tecnologias da informação e comunicação em termos de inovação,
inserção mercadológica e desempenho.
Aliás, foi transformanda a própria proposta de governança para o setor que o governo federal
instituiu a EstratégiaBrasileira para a Transformação Digital (E-Digital), estabelecendo diretrizes e
ações, visando a promoção de novas TICs.
Nesse sentido, benchmarks serão sempre bem-vindos para que possam comparar os atuais
indicadores de suas empresas como o que há de mais competitivo e positivo no mercado de TICs,
sempre com o foco em soluções.
Pensar investimentos corporativos tecnológicos em termos de produtividade não se trata de
questão diferencial da organização, mas sobretudo de sua própria sobrevivência no mercado.
Parcerias público-privadas também compõem os horizontes de ganhos em termos de
competitividade.
As TICs são poderosos fatores de competitividade empresarial.
6.1. Tendências em competitividade (alguns
dos muitos exemplos)
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Não acaba por aí! As promessas são grandes e o universo de relacionamento entre as tecnologias de
informação e comunicação e a competitividade organizacional está em plena expansão. São
horizontes corporativos abertos por tecnologias como as da internet das coisas e sua amplidão de
aparelhos, automóveis maquinaria inteligente agindo em tempo real.
Podem ser também experiências imersivas nas quais empresas que queiram sair na frente no
mercado lançam-se às representações virtuais. Suportes holográficos, por exemplo, oferecendo
produtos em realidade aumentada, interconectados com plataformas de conversação traduzindo
cada vez melhor intenções e soluções aos clientes em suas demandas.
Portanto, no amplo vislumbre possibilitado pelos diversos pacotes de TICs, no mundo
organizacional, de grandes conglomerados ou PMEs, a competitividade estará cada vez mais em
razão direta à coragem de adentrar e aproveitar as vantagens não só de variados sistemas da
atualidade, mas sobretudo, de um gigantesco ecossistema digital de tecnologias da informação e
comunicação.
7. Segurança e informação
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Ao longo da história, a informação - em suas mais diversas modulações, seja desde a mais ampla
divulgação à mais desejada confidencialidade - sempre foi fator decisivo nos incontáveis caminhos
e descaminhos da humanidade. 
Na versão contemporânea desse desafio, envolvendo cloud computing, tecnologias digitais,
dispositivos móveis e redes sociais, ou seja, que vai de um ponto a outro, tais tecnologias
protagonizam uma das mais complexas batalhas da atualidade, a saber aquela que diz respeito à
defesa e contenção de riscos, bem como a reparação ou reestruturação da segurança após um
ataque arrasador. A lista de reais e possíveis danos é enorme, desde furto de identidade, phishing,
golpes eletrônicos, falsificação de e-mails até acesso indevido e flagrantemente criminosos às mais
diversas e protegidas databases no mundo.
A segurança da informação é decisão estratégica nas empresas.
7.1. Sistema de Gestão de Segurança de
Informação (SGSI)
Nesse sentido, se são claras as possibilidades deste novo mundo, evidente também é a necessidade
de lidar com as vulnerabilidades decorrentes. Daí o surgimento e a importância da implementação
de um Sistema de Gestão de Segurança de Informação (SGSI), imprescindivelmente que tenha por
base os critérios estabelecidos na normatização ISO 27000, internacionalmente reconhecida e que
forneça os requisitos de segurança e certificação, sendo, pois, quase inimaginável, organizações que
não possuem qualquer diretiva de segurança de informações, ou que nela não reconheçam
instrumentos imprescindíveis (CARNEIRO, 2016).
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É nesse fluxo de atribuição relevante da segurança que Nassif e Resende (2018, p. 115) notam como
órgãos como Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil
prevêem a implementação concomitante de uma política de segurança informacional entendida
“instrumento importante para proteger a sua organização contra ameaças à segurança da
informação que a ela pertence ou que está sob sua responsabilidade”.
Como asseveram os autores, a política de segurança não estabelece necessariamente tutoriais ou
diretivas para o uso de dados, mas sobretudo os direitos, deveres e as responsabilizações, as
expectativas e as respectivas penalidades para todos aqueles que estão envolvidos no fluxo
informacional em questão, tais como usuários diversos, administradores de redes, gestores de
sistemas diversos, CEOs, entre tantos.
O governo brasileiro que através do decreto nº 3.505, de 13 de junho de 2000 no Art. 2º, parágrafo
II conceitua:
“Proteção dos sistemas de informação contra a negação de serviço a usuários autorizados,
assim como contra a intrusão, e a modificação desautorizada de dados ou informações,
armazenados, em processamento ou em trânsito, abrangendo, inclusive, a segurança dos
recursos humanos, da documentação e do material, das áreas e instalações das comunicações e
computacional, assim como as destinadas a prevenir, detectar, deter e documentar eventuais
ameaças a seu desenvolvimento”
Por sua vez, Faoro et al (2018) define os três princípios básicos da segurança da informação:
Con�dencialidade Visa manter as informações sigilos que trafegam na rede, longe da possibilidade de
pessoas não autorizadas terem acesso ao conteúdo das informações;
Integridade Quando uma informação precisa ser protegida contra modi�cações não autorizadas,
imprevistas ou não intencionais. Refere-se à certeza de que os dados não são alterados
ou destruídos, o que ocasiona sérios problemas aos usuários;
A poderosa família de padrões ISO / IEC 27000
A ISO / IEC 27000 é corpo de normatizações que visa à proteção dos ativos informacionais das
organizações em geral. Agrupando em várias categorias, abrange segurança de ativos, informações
financeiras, propriedade intelectual, base de dados acerca de colaboradores, bem como uma ampla
gama de dados. Nesse sentido, a ISO/27001 é o padrão mais comumente reconhecido, tendo como
objetivo justamente estabelecer requisitos para o ISMS (Sistema de Gerenciamento de Segurança
da Informação).
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Disponibilidade A disponibilidade dos dados e da informação signi�ca que estes devem estar disponível
quando for necessária. Para que um sistema demonstre disponibilidade, deve dispor um
sistema computacional, de controles de segurança e canais de comunicação de bom
funcionamento.
8. TIC e intervenção social
No processo de intervenção na realidade, as TICs também são poderosas aliadas. Pensadas como
instrumentos proativos da gestão informacional, elas podem ser acionadas no empoderamento de
políticas públicas e privadas em prol das mais diversas causas.
Desde uma atualização básica de um banco de dados que tem por objetivo a atualização de
informações de determinada parcela populacional, até sua utilização em complexos cruzamentos de
indicadores gerais e derivativos que se tornam suporte imprescindível à tomada de decisões, as
TICs podem ser o diferencial entre a um estado de vulnerabilidade ou de intervenção social.
Nesse sentido, as tecnologias da informação e comunicação devem ser pensadas como os novos
parceiros societários, uma vez que acompanhando estas modulações tecnológicas está
necessariamente a crítica interna e externa do que se está implementando em termos digitais,por
exemplo, sua finalidade frente aos desafios, bem como sua capacidade efetiva de mitigar as
demandas.
Tal empreendimento não somente é importante como é imprescindível para que, ao contrário do
que correntemente tem sido feito, as TICs ao invés de serem instrumentos de inclusão, tornem-se
mais um caminho de exclusão digital. É essa a ideia de inclusão que faz com que beneficiários, por
exemplo, de programas sociais possam acessar, via cartão bancário, operando computadores
eletrônicos para sacar seus benefícios.
Imersos, então, em plena Revolução Informacional (LOJKINE, 1995), as TICs, em termos de
intervenção social, possuem a possibilidade, no século XXI, de reconfigurar o próprio conceito de
identidade social, na medida que reconfiguram também as formas pelas quais as pessoas se
relacionam com as próprias informações identitárias. Claro, sempre lembrando que, assim como os
problemas basilares da educação quase nunca são educacionais, as demandas ligadas às TICs no
quesito intervenção social, também não são tecnológicas.
Para além da atuação empresarial, as TICs desempenham importante atuação social.
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Isso nos leva a compreender que o novo paradigma de operacionalização das tecnologias de
informação na sociedade não pode ser, pois, operacional, mas, sobretudo, social. Isso faz toda a
diferença quando as abordamos nesses termos.
Para se ter uma ideia, mais precisa do que a discussão que está posta, é preciso entender que as
TICs e a sociedade têm a premissa de ultrapassar a dimensão técnica do fazer, apontando para
tecnologias de transformação do real.
Uma forma de potencializar essa perspectiva é justamente se apropriar também das TICs como
necessariamente espaços de formação social. Nesse sentido, faz necessário ampliar a percepção das
tecnologias como sendo meramente tecnologias tecnologizantes, mas, sobretudo, como dispositivos
de aprendizagem.
Nesse contexto, a Educação, por exemplo, como campo privilegiado de interseção entre o ensinar e
aprender, pode se lançar ao desafio conceber, desenvolver e implementar TICs de aprendizagem
formais e não formais. Quando isso começa a tomar forma de maneira concreta e interventiva na
realidade, podemos dizer que as tecnologias da informação e comunicação estão, de fato,
adentrando nos horizontes de democratização do conhecimento.
Na prática, isso pode se dar de formas mais objetivas e assertivas, tais como a:
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Formação sobre políticas públicas para o uso de tecnologias, especialmente, aquelas ligadas a
aprendizagem móvel.
Suporte amplo e irrestrito para que todos tenham acesso às competências e às habilidades
demandadas no uso das TIC;
Amparo técnico e científico para o desenvolvimento de tecnologias aplicadas acessíveis por licenças
abertas (recursos educacionais abertos – REA; software livre e aberto [free and open source
software – FOSS]).
Disponibilização de tecnologias de informação e comunicação para públicos da Educação Inclusiva,
abarcando concomitantemente públicos com deficiências, tendo em vista também a igualdade de
gênero;
Levantamento, estruturação e análise sistemática de dados estatísticos, formulando e
compartilhando indicadores de intervenção social.
Como exemplos de parceiros focados no empoderamento das TICs na agenda societária, tem-se o
Instituto de Tecnologias de Informação para a Educação (Institute for Information Technologies in
Education – IITE). Para saber mais sobre ele, basta acessar o site da UNESCO. 
9. Conclusão
Após realizarmos o percurso da presente lição e refletirmos sobre as diversas possibilidades abertas
pelas tecnologias da informação e comunicação, estamos em melhores condições de vislumbrarmos
a sua magnitude no mundo atual.
As TICs estão em todo lugar. Seja armazenando, processando ou analisando dados em indústrias,
supermercados, Internet Bankings, plataformas digitais de estudos, ou rede mundial de
computadores, elas são onipresentes.
https://iite.unesco.org/about-unesco-iite/
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Essa revolução tecnológica digital, desde os contextos militares, hoje é diferencial nas guerras
comerciais, disputas por mercado. Os benefícios são gigantescos. Facilitam trocas, compartilham
informações, ampliam o espectro comunicativo, aumentando ainda mais o protagonismo de
colaboradores, consumidores, bem como de toda sorte de stakeholders.
Entretanto, se as TICs são amplamente difusoras e difundidas, a velha máxima segurança em
primeiro lugar é, então, cada vez mais atual. Como apresentado, um sério trabalho em Sistema de
Gestão de Segurança de Informação (SGSI), pode ser a diferença entre a ascensão e a queda de
pequenas empresas ou de impérios digitais. Os requisitos estabelecidos pela ISSO/27000 estão aí
para isso - em especial, os do ISO/27001, padrão alinhado aos princípios da Confiabilidade,
Integridade e Disponibilidade.
São princípios que estão fortemente vigentes na gestão da informação. Se considerarmos que a
gestão de informações é também gestão de pessoas, o desafio está dado: diretivas de trabalho,
clareza de proposta e liderança são cruciais. Foi por conta também de tais desafios que, no setor
público, surgiu a Governança digital, objetivando melhorar informações e serviços, incentivando a
cidadania responsável, transparente e eficaz em relação às TICs.
Então, tecnologias são fundamentais no ambiente público? Na iniciativa privada, são sobrevivência.
Como abordado na lição, pequenas e médias empresas são as que mais crescem em
competitividade, justamente por inovar, criar e ampliar seus ativos frente aos seus diversos
concorrentes do mundo organizacional.
Esse crescimento não vem sem desafios - e não são poucos: sobrecarga de trabalho, sobrecarga de
informações, substituição da mão de obra pela tecnologia, gerando demissões em massa, etc. Tais
enfretamentos têm pautado fóruns econômicos pelo mundo, integrando líderes globais em torno do
tema.
Tais desafios têm pautado também fóruns sociais mundiais. Eis o trabalho da TICs no processo de
intervenção social. Como visto no subtópico dedicado às tecnologias como parceiros societários, as
tecnologias devem ser vistas ultrapassando os limites da dimensão técnica do fazer. Afinal, como
sabemos e sabem também os especialistas, não há competitividade que se sustente com sociedades
desconectadas e desiguais.
Finalmente, ainda que entre desafios e possibilidades, no atual cenário mundial das TICs, ao que
parece, nada separa a terra do céu. Clouds, Smart City technology, inteligência artificial, 5G Ready,
Big data e muito mais – as promessas são grandes e o relacionamento entre as tecnologias da
informação e comunicação e competitividade nunca pareceu tão atraente. Por tudo isso, políticas
públicas e privadas, investimentos sérios e fortalecimento das TICs, podem se tornar verdadeiros
plugs a nos conectarem com um mundo cada vez mais competitivo e desenvolvido em todos
aspectos.
10. Referências
22/12/2021 09:01 Comunicação e tecnologia da informação
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v=VTFNZ36Pl10>. Acesso em: 01 nov. 2018.
YouTube. (2017, Novembro, 28). Palestra TedTalk. Os Empregos Acabaram (e isso é uma
excelente notícia) | Luli Radfahrer | TEDxSaoPauloSalon. 14min11seg. Disponível em:
https://www.youtube.com/watch?v=VZwzZFICI6Y>. Acesso em: 01 nov. 2018.
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