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ESPIRITUALIDADE EM TEMPOS DE 
CONECTIVIDADE
Aline Amaro Silva – Aula 03
APRESENTAÇÃO
DE APOIO
Mestre e doutor em Ciências da Comunicação, Moisés
Sbardelotto é jornalista, escritor, tradutor e palestrante. É professor
da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas),
coordenador do Grupo de Reflexão sobre Comunicação da
Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (Grecom/CNBB),
pesquisador do Núcleo de Estudos em Comunicação e Teologia
(Nect/PUC Minas) e colaborador do Instituto Humanitas Unisinos
(IHU). Há quase duas décadas, atua na pesquisa, ensino e consultoria
em Comunicação e em Comunicação Religiosa. Já ministrou aulas e
palestras em diversas cidades brasileiras, além de países como
Argentina, Canadá, Chile, Dinamarca, Estados Unidos, Itália, Peru e
Uruguai. É autor dos livros "Comunicar a fé: por quê? Para quê? Com
quem?" (Editora Vozes), "E o Verbo se fez rede: religiosidades em
reconstrução no ambiente digital" (Paulinas Editora) e "E o Verbo se
fez bit: a comunicação e a experiência religiosas na internet" (Editora
Santuário), além de inúmeras outras publicações na área. Foi membro
da Comissão Especial para o "Diretório de Comunicação da Igreja no
Brasil", da CNBB, e coordenador do escritório brasileiro da Fundação
Ética Mundial (Stiftung Weltethos), fundada pelo teólogo suíço Hans
Küng.
MOISÉS SBARDELOTTO
Professor Convidado
ALINE AMARO DA SILVA
Professora PUCRS
Jornalista, com atuação em Marketing e Estratégia Digital,
Escritora, Palestrante, Mestra e Doutora em Teologia. Professora
Adjunta da PUC Minas, Pesquisadora do Núcleo de Estudos em
Comunicação e Teologia (NECT) e Professora Convidada da
PUCRS. Idealizadora e Cofundadora da Agência Nefesh
Comunicação e Marketing Digital. Integro o Grupo de Reflexão
sobre Comunicação da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil,
do Grupo de Pesquisa Internacional de Teologia Comunicativa e
do Global Network for Digital Theology. Pesquiso temas
relacionados à Teologia, Comunicação, Humanidades e Cultura
Digital.
Professores
Mudanças antropológicas na era da conectividade: comunicação, linguagem,
relação, cultura e sociedade. A questão de Deus na ambiência digital. Fundamentos
teológicos para a vivência interpessoal da fé mediada pelas TICs. Cybergrace: as
espiritualidades que emergem da rede. Detox, ascese e etiqueta digital: construindo um
equilíbrio dinâmico para o ser humano. A redescoberta do discernimento: passos para a
conexão e o compartilhamento consciente da vida. Ação contemplativa e contemplação
ativa: bases da espiritualidade inaciana para a era digital.
Ementa da disciplina
Caminhos da 
Pesquisa
Cultura 
Digital
Comunicação Teologia
Juventudes
Recapitulando…
• Mudanças antropológicas na era da
conectividade: comunicação, linguagem, relação,
cultura e sociedade.
• Detox, ascese e etiqueta digital: construindo um
equilíbrio dinâmico para o ser humano.
Metanoia digital
por uma mudança de mentalidade
4
“Os bispos, presbíteros, diáconos permanentes, 
consagrados e consagradas, leigos e leigas, são 
chamados a assumir uma atitude de permanente 
conversão pastoral, que envolve escutar com atenção e 
discernir “o que o Espírito está dizendo às Igrejas” (Ap
2,29) através dos sinais dos tempos nos quais Deus se 
manifesta (DA 366)
5
O que é a rede? 
✖ A internet não é apenas uma estrutura técnica, 
é experiência de relações
✖ Não é um ambiente neutro, é um espaço 
qualificado pelas nossas ações. 
✖ Lugar antropológico, ético, social. É ainda um 
lugar sagrado, ambiente de prática e cultivo da 
fé.
6
O que é a rede? 
✖ “A rede é um lugar rico em humanidade, pois a 
rede não é constituída por fios e cabos, mas 
por pessoas humanas”. 
(Papa Francisco)
✖ “Experiência da rede é experiência de 
relações”. 
(Antonio Spadaro)
7
O que é real? 
“[...] não esquecendo que o continente digital, 
antes de ser uma mera realidade tecnológica, é 
acima de tudo um lugar de encontro de homens e 
mulheres cujas aspirações e desafios não são 
virtuais, mas reais e que necessitam de uma 
resposta concreta” (Papa Francisco 2014)
8
O que é realidade?
Para o crente, Deus é a realidade fundante que 
abarca toda a realidade.
A rede nos ajuda a perceber que a realidade vai 
além da materialidade. A experiência digital é real.
9
O ambiente digital
É um espaço transnacional e desterritorializado, 
universo de informações caracterizado pela 
ubiquidade, tempo real e espaço não-físico. 
Complexificador do real, isto é, uma entidade real 
que aumenta nossa percepção sobre a realidade. 
(André Lemos) 
10
METAVERSO: 
ambiente socio-cultural de comunicação
Mescla de realidade 
aumentada, mídias sociais, 
cultura dos games e 
ambientes digitais, 
combinando várias 
tecnologias. 
transcender
META UNIVERSO
3 
EXPERIÊNCI
AS
IMERSÃO 
INTERAÇÃO 
COLABORAÇÃ
O 
Oral Escrita Impressa Massa Digital
Cultura das 
Mídias
CULTURAS COMUNICATIVAS: 
A forma como a Igreja se comunica muda o que ela é. 
1º - COMUNICAÇÃO
FACE A FACE/ UM PARA UM
2º - COMUNICAÇÃO DE 
MASSA/ UM PARA MUITOS
3º - COMUNICAÇÃO 
“PEER TO PEER”/
MUITOS PARA MUITOS
O que vamos ver hoje:
• A questão de Deus na ambiência digital.
Fundamentos teológicos para pensar a fé nos
tempos da rede.
• Cybergrace: as dinâmicas da graça na era onlife.
• Espiritualidade em tempos de conectividade:
discernimento, ação contemplativa e
contemplação ativa.
As 7 principais abordagens 
entre Teologia e Comunicação 
TEOLOGIA E 
COMUNICAÇÃO
TEOLOGIA 
COMUNICATIVA 
TEOLOGIA SISTEMÁTICA DA 
COMUNICAÇÃO
TEOLOGIA PASTORAL DA 
COMUNICAÇÃO
TEOLOGIA MORAL DA 
COMUNICAÇÃO
CIBERTEOLOGIA TEOLOGIA DIGITAL
EM QUE TEMPO VIVEMOS? 
EM QUE LUGAR HABITAMOS? 
QUE TIPO DE PESSOA SOMOS?
“Não há uma teologia concisa que seja 
privada de um enraizamento histórico e 
que não faça referência ao tempo, lugar
e pessoa”. (Francisco)
As tecnologias estão assumindo cada vez mais 
um valor que toca as mais altas dimensões do 
ser humano: pensar, expressar-se, comunicar-
se, compreender o mundo.
Precisamos ver com novos olhos a tecnologia 
e seus produtos, perguntando-nos sobre seu 
significado e valor no projeto de Deus para o 
mundo.
ESTUDOS DE 
MÍDIA E 
RELIGIÃO NO 
BRASIL
• A tradição brasileira dos 
estudos sobre mídia e 
religião, midiatização da 
religião, embora 
desenvolvidos no campo da 
comunicação, foram 
preparando o terreno para a 
ideia da Ciberteologia que 
chegou ao Brasil em 2012, 
despertando a curiosidade 
da comunidade eclesial e 
teológica.
IGREJA E INTERNET
• O objetivo da Igreja não é estar atualizada, 
mas procurar o valor espiritual da Internet. 
Não é suficiente evangelizar, precisamos de 
uma nova visão sobre a tecnologia (A. Spadaro)
LUGARES TEOLÓGICOS
• “são os domicílios de todos os argumentos teológicos, nos 
quais os teólogos encontrarão de que alimentar todas as 
suas reflexões”. 
• Divididos em: lugares próprios, que vem da autoridade 
divina, e anexos, provenientes da razão humana (a 
história como evento e ciência).
• (Melchor Cano)
LUGAR TEOLÓGICO COMO LUGAR 
SOCIAL
• Experiência humana e cotidiano: lugares de 
descoberta do agir de Deus e, por 
conseguinte, espaço de possibilidade de 
teologizar (LIBÂNIO, MURAD, 2005, p. 34).
SINAIS DOS TEMPOS
• O Concílio Vaticano II reconheceu o pluralismo na 
teologia para criar a partir dos ‘grandes territórios 
socioculturais’ (AG 22,2), dos ‘sinais dos tempos’ (GS 
4,1) e dos ‘problemas novos’ (GS 62,2) novos campos 
teológicos. 
• Sinais dos tempos são os fenômenos que, por sua 
universalidade e frequência, caracterizam a época e por 
meio dos quais se exprimem as necessidades e anseios 
da humanidade contemporânea
• Duas concepções distintas de lugar teológico: 
• as fontes dos argumentos teológicos postuladas 
por Melchior Cano, 
• e o lugar social de onde o teólogo se situa ao 
ler e interpretar as próprias fontes da teologia.
• A rede tem caráter de lugar teológico como 
acontecimento histórico,nas categorias de 
Melchior Cano, e como “sinal dos tempos”, de 
acordo com o Concílio Vaticano II, ambiente de 
prática da fé e da espiritualidade dos fiéis.
• 1. teologia dos significados da comunicação social na era da 
internet – uma teologia da comunicação digital.
• 2. reflexão pastoral sobre a forma de anunciar o Evangelho 
usando as características próprias da rede.
• 3. mapa fenomenológico da presença do religioso na net.
• 4. a ciberteologia seria a navegação na internet em busca 
das manifestações espirituais.
• 5. Teologia da Tecnologia.
Ciberteologia: 
um conceito em construção
OUTRAS DISTINÇÕES
• Teologia “no” ambiente digital: coleta de 
conteúdos teológicos acessíveis na web. 
• Teologia “do” ambiente digital: conjunto de 
contribuições teológicas que auxiliam na 
compreensão da rede. 
• Teologia “para o” ambiente digital: compilação de 
sites em que se pretende fazer teologia na rede.
CIBERTEOLOGIA
• Se a internet mudou a nossa forma de pensar, ela 
também não muda a forma de pensar e de viver a fé? 
• Se a teologia é Intelectus Fidei (pensar a fé), a rede 
não mudou também nosso modo de fazer teologia?
• Ciberteologia: “Pensar a fé cristã em tempos de 
rede”. 
*Antonio Spadaro
“A única estrada para poder 
estudar ciberteologia é a 
experiência: experiência da fé e 
da rede”.
Ciberteologia: 
pensar a fé na era digital
 ‘Eu acredito que o Reino de Deus não seja virtual, mas real. 
Pois Jesus falou: “onde duas ou mais pessoas estiverem 
reunidas em meu nome eu estarei presente”. E quando Jesus 
diz que está ali presente, ele não quer dizer que estará lá com 
o seu avatar. 
 O nosso problema é que pensamos que o processo 
comunicativo é um processo virtual, potencial, mas não real. 
Eis aqui um desafio teológico, porque somente a reflexão 
teológica não confunde virtual e espiritual. Aquilo que é 
espiritual não é virtual. Assim, a teologia se torna modelo para 
compreendermos a dinâmica da comunicação. 
A CIBERTEOLOGIA:
• Não é uma teologia da comunicação
• Nem uma teologia contextual
• Mas reflete sobre a vida hipercomunicativa vivida a nível global
• Dialoga com o ser humano, a cultura e o mundo de hoje
• Não é uma teologia “de cima para baixo” ou “de baixo para cima”
• É peer-to-peer: de nó a nó, de pessoa a pessoa, num modelo de 
um Deus próximo, presente, encarnado, “um Deus conosco”.
TEOLOGIA DIGITAL
A TEOLOGIA 
DIGITAL:
• Faz parte da grande tenda das 
humanidades digitais ou 
antropologias digitais
• A teologia digital protestante nasceu 
oficialmente, em 2014, com a criação 
do CODEC Research Centre for 
Digital Theology na Universidade de 
Durham, Inglaterra, com três linhas 
de pesquisa: instrução bíblica, 
cultura digital e pregação 
contemporânea
4 CATEGORIAS DA TD:
1 – Educação mediada: como as tecnologias digitais são usadas no 
ensino teológico
2 – Pesquisa disponível digitalmente: como a cultura e comunicação 
digital facilitam a pesquisa teológica oportunizando a criação de redes 
internacionais colaborativas entre pesquisadores
3 – Engajamento da teologia com a cultura digital: a teologia digital 
considera a cultura digital como o contexto no qual a teologia é feita. 
Aqui ocorre um diálogo genuíno entre cultura digital e teologia
4 – Crítica ético-teológica sobre a cultura digital
CIBERTEOLOGIA & TEOLOGIA 
DIGITAL
• Embora possuam origem e propostas diferentes, ambas se 
referem ao estudo teológico sobre o fenômeno da cultura 
digital que proporcionou uma experiência humana 
hipercomunicativa. Deste modo, abrangem mais do que a 
construção de uma teologia da comunicação digital. 
• Com a intensificação do processo de digitalização durante a 
pandemia do coronavírus, elas foram convergindo em uma 
mesma tarefa teológica global. Dessa forma, se passou a 
utilizar também na teologia católica o termo teologia digital 
por abarcar mais amplamente a realidade contemporânea.
TEOLOGIAS 
DA 
COMUNICAÇ
ÃO
• Como se observa, não há 
apenas esta forma de 
relacionar comunicação e 
teologia. Por isso, se sugere 
dizer “teologias” da 
comunicação no plural.
Teologia da 
Comunicação
Teologia
Comunicativa
Ciberteologia / 
Teologia Digital
Prática da fé
Deus Triúno
Comunhão
Comunicação
Relação
Revelaçãp
Salvação
Graça
Método ICT
de Ruth Cohn
Teologia moral
Teologia Sistemática
Teologia Pastoral 
Teologia e Comunicação
Comunicar-se na 
teologia e comunicar 
bem a teologia
Eclesiologias 
digitais
Novas analogias para o ser e agir da Igreja hoje
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• [...] uma sociedade que apresenta 
um novo paradigma, uma nova 
economia, uma nova cultura, uma 
nova identidade e uma nova 
organização, exige também um 
novo modelo de Igreja. Uma 
Igreja que saiba transmitir as 
verdades antigas (o Evangelho) 
com uma linguagem nova, com a 
nova “gramática digital”, a fim de 
ser compreendida e aceita por 
todos (ZANON, 2019, p. 72). 
Igreja Farol
IGREJA TRADICIONAL
com uma estrutura fixa e luz bem 
visível que orienta, conduz e dá 
segurança às pessoas.
Igreja Tocha
IGREJA PEREGRINA
A Igreja deve ser também uma tocha que 
acompanha as pessoas onde quer que 
estejam. As pessoas esperam uma Igreja 
que caminhe com eles, oferecendo escuta 
ativa e testemunho, como Jesus fez com os 
discípulos de Emaús.
Comunicar encontrando as 
pessoas onde estão e como são.
IGREJA EM SAÍDA
• Método Ir, Ver e 
Compartilhar
• “Nada Substitui o ver 
pessoalmente”. Algumas 
coisas só se aprende, 
experimentando-as.
• Existe um ver 
pessoalmente também 
no encontro mediado 
pelo digital
• Desafio de se conectar
• Não apenas lançar as 
redes, mas lançar-se 
nas redes
Igreja como cidade
A Igreja pode ser entendida como uma cidade
que emite luz não como um fim em si mesma, 
mas porque é uma rede viva de relações entre as 
pessoas. Focada não no anúncio direto, mas no 
cultivo de relações comunitárias autênticas.
O FAROL NA CIDADE
Uma Igreja que não é uma coisa 
ou outra, para um ou outro, mas 
que integra e inclui, uma Igreja 
que é "de todos para todos", 
"Casa de Todos".(Papa Francisco)
IGREJA PRÓXIMA: 
o Povo de Deus conectado
e em comunhão
• A visão da Igreja não mais
atrelada ao lugar territorial 
sagrado
• A pessoa como lugar
Sagrado, templo vivo, em
que a Igreja acontece
• Uma Igreja mais leiga e 
colaborativa, testemunhal
Igreja Hierárquica –
Comunicação de Massa
One-to-many
Cristo
Papa
BisposBispos
Padres
Padres
Padres
PadresPadres
LeigasLeigas LeigasLeigas LeigosLeigos Leigos
ReligiosasReligiosas
Religiosas Religiosos
Bispos
Igreja em rede, colegialidade –
Comunicação Digital – Corpo 
Conectado de Cristo
Cristo
Papa
Bispos
Bispos
Bispos
Padres
Padres
Padres
PadresPadres
Leigas
Leigas
Leigas
LeigasLeigas
Leigas
Leigas
Leigos
Leigos
Leigos
Leigos
Leigos
Leigos
Religiosas
Religiosas
Religiosas
Religiosas
Religiosas
Religiosas
Religiosos
Religiosas
DO FÍSICO AO DIGITAL
IGREJA ON-LIFE • Uma Igreja presente em todo os 
espaços que o ser humano 
habita.
• A pastoral digital não substitui o 
encontro físico, mas deve ser 
considerada e integrada como 
parte importante de toda a ação 
da Igreja a partir de agora.
✖ Ser cristã (o) onlife não é postar tudo o que faz, 
responder todos em tempo real, estar sempre conectado, 
é buscar a integração, harmonia e equilíbrio nas relações 
em todos os ecossistemas comunicativos que habitamos.
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Quais palavras vem à mente 
quando pensam em 
espiritualidade?
• inteirez
a
• consciên
cia
• coerência
• autenticida
de
• consistênc
ia
• equilíbrio
• caminho
• vivências
Como viver bem em tempos 
hiperconectivos?
O que a fé pode contribuir para as 
pessoas viverem bem na sociedade em
rede?
Contextualizando:
No campo religioso, o séc. XX foi marcado pela
Teoria da Secularização que previa o fim das
religiões.
Peter Berger, um dos principais defensores dessa
teoria há alguns anos admitiu seu erro.
Ao invés da extinção, o que se vê cada vez mais é
o fenômeno do pluralismo religioso e forte busca
por espiritualidades.O ser humano é um ser espiritual.
Fé & Espiritualidade:
Se a fé é um nascimento para a vida
nova, deve também haver um
crescimento na fé.
Crescimento interior da vida no
Espírito: vida espiritual.
* Jürgen Moltmann, A Fonte da Vida, 1997, p. 40.
*Graça
*dom universal e "gratuito que Deus nos dá" 
para sermos "capazes de agir por amor d’Ele", 
para satisfazermos nossas necessidades 
espirituais ou materiais e para tornar-nos 
filhos de Deus e participantes da natureza 
divina, da Vida Eterna".
Graça x grátis
Graça é “dedicação benéfica de Deus ao ser 
humano”*
É relação e encontro no drama de uma 
história de amor: trata de Deus que se volta 
ao ser humano e do que acontece com o ser 
humano que se encontra com Deus.
A graça não é de graça, foi conquistada a um 
caro preço.*HILBERATH In SCHNEIDER, 2009, p. 14.
O que você entende 
por tecnologia?
56
*Mística e Espiritualidade
*A mística se refere a experiência de Deus, ao passo que 
a espiritualidade se refere a todo o processo de 
crescimento, da inautenticidade à relação concreta com 
Deus e a posse de sua verdade como imagem de Deus.
*A vida espiritual é radicalmente mística e 
essencialmente pessoal e relacional 
*[...] a experiência mística: “Deus está em nós e nossa 
alma está em Deus”.
TECNOLOGIA E ESPIRITUALIDADE
• A tecnologia é um fato profundamente humano, ligado à 
autonomia e à liberdade do homem. (p.16) Na técnica se 
exprime e se confirma o senhorio do espírito sobre a matéria. 
• A tecnologia é a força de organização da matéria por parte 
de projeto humano consciente do homem como ser espiritual.
• Somos chamados a compreender a natureza e a vocação 
da tecnologia digital em relação à vida do espírito. 
TECNOLOGIA E ESPIRITUALIDADE
• O cérebro mecânico vem em auxílio do cérebro espiritual. 
• Tecnologia: o esforço de infundir em instrumentos mecânicos o 
reflexo de funções espirituais. 
• Paulo VI sentia sair do homo tecnologicus o gemido de 
aspiração de um grau superior de espiritualildade. 
• O homem tecnológico é homem espiritual. 
O que é espiritualidade?
Espiritualidade é viver com espírito, 
dimensão constitutiva do ser humano. [...] 
a totalidade do ser humano enquanto 
sentido e vitalidade, [...] viver segundo a 
dinâmica profunda da vida. [...] tudo na 
existência é visto a partir de um novo 
olhar onde o ser humano vai construindo 
a sua integralidade e a sua integração com 
tudo que o cerca.*Marisa Campio MüIler. Espiritualidade e qualidade de vida. Porto Alegre: EDIPUCRS, 
2004, p. 9.
Espiritualidade Cristã
Na tradição cristã, a palavra espírito refere-se ao 
Espírito de Deus. Na Bíblia, “espírito do homem” 
diz respeito não a uma parte do ser humano, mas 
ao todo em sua relação com Deus.
A espiritualidade não é a exclusão da 
materialidade, mas a relação/união da pessoa 
humana inteira – corpo e alma – com o Espírito 
Santo.
*ZILLES In TEIXEIRA, 2004, p. 13.
A Espiritualidade Cristã
Não se reduz a sentimento, interioridade 
ou necessidade subjetiva da pessoa. 
Também se tende a reduzi-la a regras e 
práticas.
Espiritualidade é conceito moderno, antes 
se falava em Teologia Espiritual, ascese e 
mística cristã, ou apenas vida cristã.
*ZILLES In TEIXEIRA, 2004, p. 14.
Características da Espiritualidade
Cristã:
• Teocêntrica: Não se trata de satisfação 
subjetiva, nem da salvação da alma, mas da 
entrega a Deus, a seu amor.
• Cristocêntrica: Em Cristo, toda a criação está 
unida ao Pai. Através Dele recebe salvação e 
bênção.
• Eclesial: A Igreja é o lugar no qual o Senhor 
reúne os que se confiam a Ele na fé, no amor e 
na esperança.
• Sacramental. Através dos sacramentos, o 
Senhor glorifica o Pai na sua Igreja e conduz 
os fiéis à salvação
*ZILLES In TEIXEIRA, 2004, p. 15.
Características da Espiritualidade
Cristã:
• Pessoal. A graça só frutifica na medida em que 
recebida com fé e amor e levada à eficiência 
ética.
• Comunitária: a cristã e o cristão ativam sua 
espiritualidade na comunidade.
• Escatológica. A espiritualidade cristã é marcada 
pela esperança que mantém o cristão vigilante e 
o prepara para a vinda definitiva de Cristo.
*ZILLES In TEIXEIRA, 2004, p. 15.
A Espiritualidade Cristã
Em suma, traduz os ensinamentos revelados 
por Deus para a vida cotidiana.
Relaciona a finitude humana com o mistério e 
a realidade divina que se revela e manifesta 
na criação. 
A vida cristã é um configurar-se a Cristo, ser 
sua presença viva no mundo.
*ZILLES In TEIXEIRA, 2004, p. 14.
Vocês preferem ouvir primeiro a 
notícia boa ou a ruim?
“É preciso ler os sinais dos tempos para anunciar 
melhor o Evangelho. Isso é o que os cristãos 
desejam hoje, uma Igreja que saiba andar com eles, 
oferecendo-lhes o testemunho da fé que nos torna 
solidários [...]. Quantos homens e mulheres, nas 
periferias existenciais geradas pela sociedade 
consumista, aguardam a nossa proximidade e a 
nossa solidariedade”. 
(Francisco 2015)
A Internet como periferia
existencial
“Periferia é a situação limite, a fronteira do 
humano, a condição onde os valores se 
encontram sob ameaça de toda a miséria do 
pecado, dor, injustiça e ignorância”. 
(Papa Francisco)
INFLUENCIADORES E 
ECONOMIA DA ATENÇÃO
“Utilizamos serviços gratuitos porque nós somos o produto”.
Quanto vale a nossa atenção?
Economia da atenção
✖ O que e quem nos distrai, nos rouba a atenção?
✖ Monetização da atenção: “a lógica dos influenciadores digitais não é propor um 
caminho de libertação, mas de captura. O que garantirá seu sucesso não é tornar os 
usuários livres por meio de seus conteúdos, mas dependentes dele”.
✖ O direcionamento de conteúdos e persuasão contínua embotam a capacidade 
crítica.
✖ Espiritualidade madura: “[...] apenas um espírito forte, amadurecido e convicto é 
capaz de discernir o que de fato alimenta sua vida daquilo que, travestido de 
tesouro, suga-lhe as forças”.
(Gregory Rial, Revista ANEC, 2020, p. 34-35)
Dra. Aline Amaro da Silva
DESARMONIA
• TROLLS, Fakes, Cyberbulling, personalidade múltipla, deep web. 
• Depressão de Facebook
• Transtorno de Dependência da Internet
• O efeito Google: a tendência do cérebro humano de reter menos informação 
porque ele sabe que as respostas estão ao alcance de alguns cliques.
Causas: anonimato na rede, sobrecarga de respostas (informações) a 
perguntas que nunca fizemos.
CONCEITO DE PECADO
• ato consciente e desordenado com qualificação moral negativa, 
contra a lei eterna que gera um afastamento de Deus.
• o pecado afeta a humanidade e a criação inteira, prejudica o ser 
em todas as dimensões: emocional, física, moral, social e espiritual.
• pecado pessoal: disposição contínua da liberdade, exercida como 
rejeição da comunhão entre o ser humano e Cristo e encerramento 
do indivíduo em si mesmo causando a perda do sentido
PECADO ESTRUTURAL:
“a maldade pessoal que o homem comete acaba também se 
condensando nesses fios que sustentam o fato comunitário; e 
não se condensa exclusivamente na história pessoal de cada 
um. Todo pecador é pecador pessoal e também social. [...] 
todo pecado pessoal se converte em um “pecado original 
originante” para o próximo”. (VIDAL, p. 366)
CIBERPECADO
existe tanto um pecado estrutural na internet (padrão da rede 
desenvolvido com características desumanizantes) quanto pecados 
pessoais e sociais, cujo impacto é potencializado pelas dinâmicas de 
divulgação, interação, promoção e compartilhamento de ações ou 
ideias da rede. 
• Juntos, formam um tecido de pecado, uma ‘anti-rede’, a 
degeneração de seus vínculos e a desvirtuação do sentido último da 
rede que é a união fraterna de todo o gênero humano.
• Os pecados no ciberespaço não são causados pela rede em si, a 
internet potencializa a visibilidade e o impacto social tanto do bem 
quanto do mal.
EXISTE RECONCILIAÇÃO NA WEB? 
• Uma das implicações é a impossibilidade do esquecimento, assim, nossas ações e 
escolhas se tornam praticamente incanceláveis na internet. 
• Hoje se compreende como o perdãonão coincide com o esquecimento, e que o 
perdão autêntico é uma intervenção que transcende minha história e escapa do 
sistema das minhas possibilidades, sendo fundado sobre a alteridade de Deus. No 
mundo em que “o meu pecado está sempre a minha frente” (Sl 50,5) e tudo é 
digitalmente salvo, como pensar a salvação, dar a volta por cima e recomeçar?
(SPADARO, Cybergrace)
Narcisismo e Hedonismo
“[...] as redes sociais são importantes meios de 
afirmação porque, ali, há a possibilidade de 
realização da aparência e uma espécie de 
supervalorização do subjetivismo, em 
constantes fotos, vídeos ou ditos que querem 
chamar a atenção” (Antonio Manzatto, 
Entrevista 2022).
Imediatismo e Efemeridade
Ansiedade e Dependência
Fake News e Pós-Verdade
Anonimato e irresponsabilidade
A característica do anonimato ajuda a 
fortalecer uma atitude covarde de se 
esconder por trás de perfis falsos e 
mensagens criptografadas, e não assumir 
a responsabilidade por suas próprias 
ações. 
Polarização e Fragmentação
Isolamento e Indiferença
• Fechamento em si e falta de empatia
• Cultura do Descartável
• Pandemia da Indiferença
“Fechar-se em si mesmo é provar o 
veneno amargo da imanência, e a 
humanidade perderá com cada opção 
egoísta que fizermos”. (EG n. 87)
“Onde abunda o ‘metapecado’ 
superabunda a ‘metagraça’.
Toda essa potência de comunicação que a 
internet nos oferece tanto para o bem quanto 
para o mal, exige de nós uma responsabilidade 
e capacidade de discernimento, de filtro e 
tomada consciente de decisão muito maiores. 
Exige uma espiritualidade mais madura.
HARMONIA
EG 87: Neste tempo em que as redes e instrumentos de comunicação 
alcançaram progressos inauditos, sentimos o desafio de descobrir e 
transmitir a «mística» de viver juntos, misturar-nos, encontrar-nos, dar o 
braço, apoiar-nos, participar nesta maré um pouco caótica que pode 
transformar-se numa verdadeira experiência de fraternidade, numa 
caravana solidária, numa peregrinação sagrada. As maiores 
possibilidades de comunicação traduzir-se-ão em novas oportunidades 
de encontro e solidariedade entre todos. 
A VIDA ESPIRITUAL É 
INTERIOR OU INTERATIVA? 
• Substancialmente podemos constatar que o homem de hoje, 
habituado a interatividade, interioriza as experiências se forem 
capazes de se ampliarem para tecer uma relação viva e não 
puramente passiva, receptiva. O homem de hoje considera válidas 
as experiências nas quais é requisitada a sua participação e o seu 
envolvimento. Existem experiências de interioridade espiritual que 
requerem explicitamente uma interação?
INTERNET E COMUNHÃO
“A troca de informações pode transformar-se numa verdadeira 
comunicação, os contatos podem amadurecer em amizade, as 
conexões podem facilitar a comunhão. Se as redes sociais são 
chamadas a concretizar este grande potencial, as pessoas que 
nelas participam devem esforçar-se por serem autênticas, 
porque nestes espaços não se partilham apenas ideias, mas a 
pessoa comunica-se a si mesma”.
(Bento XVI, 2013)
DEUS PODE HABITAR NO CIBERESPAÇO?
• No mundo da internet, que permite que bilhões de imagens 
apareçam em milhões de monitores, deverá sobressair o rosto de 
Cristo e ouvir-se a sua voz, porque, “se não há espaço para Cristo, 
não há espaço para o homem”.
(Verbum Domini, p. 202)
COMUNHÃO DO ESPÍRITO
‘Pelo Espírito somos recebidos na eterna comunhão de vida 
do Pai, do Filho e do Espírito Santo, e nossa vida humana 
limitada participa da eterna circulação da vida divina. Na 
comunhão do Espírito experimentamos a proximidade de 
Deus e nossa própria vida como vida eterna. Na comunhão 
do Espírito, a Trindade divina possui uma abertura 
tamanha que toda a criação encontra lugar nela’.
• A comunicação faz parte da essência de nosso ser, de toda a 
natureza e da Trindade Criadora. Fechar-se em si mesmo e 
romper a comunicação com Deus e com os outros é fazer a 
experiência do inferno, é desumanizar-se. À medida que o 
homem, pelo desenvolvimento tecnológico e esforço, é dotado 
de melhores capacidades comunicativas, ele está se 
assemelhando mais a Deus, o comunicador por excelência. 
A REDE É UM LUGAR DENSAMENTE ESPIRITUAL.
• A fé diz ao ser humano que ele não pode ser sustentado só pelo 
que é visível e tangível, pelo mensurável, mas o impele a uma 
abertura para o Logos, o sentido. Para Ratzinger, Deus invisível, 
puro espírito, é o fundamento do real, e a fé é a forma básica de 
relacionar-se com o ser, com a existência e com toda a realidade.
• A teologia ajuda a humanidade a compreender a dinâmica da 
vida e comunicação digital, pois entende que o espiritual não é 
virtual, mas real. Portanto, o digital é real. 
“A culpa das relações superficiais ou falsas não é da rede, mas de 
nosso coração. Não devemos culpar à técnica, mas fazer um exame 
de consciência de como eu vivo as relações”. (Spadaro)
“As redes sociais são alimentadas pelas aspirações 
enraizadas no coração humano” (Bento XVI)
“Os problemas na rede são frutos da falta de equilíbrio de vida, 
má educação, e a culpa é especialmente da minha geração que 
diz: a amizade de Facebook é falsa, o que conta é a amizade 
face a face – e assim nós criamos uma geração de esquizofrênicos. 
Pois se um jovem pensa que tudo o que faz na internet é falso, então 
ele pode fazer o que quiser. 
A única resposta: a nossa vida é uma, seja no físico ou no digital, 
ambas são verdadeiras. Esse é o caminho para encontrar o 
equilíbrio: a harmonia”.
(Antonio Spadaro)
Discernimento e Relações Profundas
Deus pode habitar o espaço digital:
• através de nós. Deus é comunicação, é relação, é amor. Portanto, 
“onde há compaixão e amor, Deus aí está”.
• Deus é comunhão: “Onde dois ou mais estiverem reunidos em meu 
nome eu estarei presente”. E quando Jesus diz isso, ele não quer 
dizer que estará lá com o seu avatar, mas realmente. 
• No momento em que o Verbo se fez carne, Deus passou a habitar 
em todo o humano: linguagem, corpo, mundo.
“É possível encontrar a Deus em todas as coisas” (St. Inácio de Loyola)
Se Jesus andava nas casas dos pecadores, nos espaços 
públicos do seu tempo, por que hoje ele não estaria presente 
onde mais se encontram as mulheres e homens atuais?
o O nosso problema é que pensamos que o 
processo comunicativo é um processo 
virtual, potencial, mas não real. Eis aqui um 
desafio teológico, porque somente a 
reflexão teológica não confunde virtual e 
espiritual. Aquilo que é espiritual não é 
virtual. Assim, a teologia se torna modelo 
para compreendermos a dinâmica da 
comunicação. 
Somos aquilo que postamos, curtimos e 
compartilhamos.
Evangelizar nas redes é testemunhar não 
só com palavras mas com vida e atitude. 
CULTURA DO ENCONTRO
• não só vendo mas olhando, não só 
ouvindo mas escutando, não só 
cruzando-se com as pessoas mas 
detendo-se com elas, não só dizendo 
«que pena!» mas deixando-se 
arrebatar pela compaixão; «e 
depois aproximar-se, tocar e dizer: 
“Não chores” e dar ao menos uma 
gota de vida».
• se não paro, se não olho, se não 
toco, se não falo, não posso realizar 
um encontro, não posso ajudar a 
construir uma cultura do encontro».
(FRANCISCO, 13 de set. de 2016)
ESPIRITUALIDA
DE NA ERA 
DIGITAL
• Ex: a dificuldade de 
silenciar, parar e 
escutar das 
gerações digitais.
• refere-se ao 
entendimento das 
características da 
cultura, sujeito e 
contexto atual, 
identificando o efeito 
desses fatores na 
vivência espiritual.
ESPIRITUALIDA
DE DIGITAL
•As experiências 
espirituais vividas e 
mediadas pelas 
plataformas digitais que 
auxiliam o cultivo da fé.
Uma espiritualidade que suscite
questões importantes:
“não é preciso nunca responder as 
perguntas que ninguém se faz [...] é 
necessário saber se inserir no diálogo 
com os homens de hoje para 
compreender suas expectativas, dúvidas 
e esperanças” (EG 155).
Uma espiritualidade que suscite
questões importantes:
“Viver na fé significa debater-se 
incessantemente com questões da vida 
e da fé. A fé tornaa vida interessante, 
porque somos sempre de novo 
confrontados com perguntas para as 
quais temos de encontrar respostas”.
*Jürgen Moltmann
Vida interior e interativa:
• Os jovens tem uma grande 
capacidade para a experiência 
espiritual por meio da interatividade, 
engajamento e colaboração. 
• Se eles não se envolvem e 
contribuem, não fazem a experiência.
Ascese e Detox Digital
• É importante criar bons hábitos, ter 
momentos de pausa das conexões, 
limpar a mente através do silêncio e 
meditação.
Proximidade e autenticidade:
Consciência Ecológica e
Transformação Social
Discernimento e Maturidade
“Uma tal consciência crítica impele-nos, não a 
demonizar o instrumento, mas a uma maior 
capacidade de discernimento e a um sentido de 
responsabilidade mais maduro, seja quando se 
difundem seja quando se recebem conteúdos. Todos 
somos responsáveis pela comunicação que fazemos, 
pelas informações que damos, pelo controle que 
podemos conjuntamente exercer sobre as notícias 
falsas, desmascarando-as. Todos estamos chamados a 
ser testemunhas da verdade: a ir, ver e partilhar”.
(FRANCISCO 2021)
Espiritualid
ade
da Palavra:
Espiritualidade da Sede
Espiritualidade da
Escuta e do Silêncio
Escutar com o ouvido do coração
A escuta corresponde ao estilo humilde de 
Deus. Ela permite a Deus revelar-Se como 
Aquele que, falando, cria o homem à sua 
imagem e, ouvindo-o, reconhece-o como seu 
interlocutor. Deus ama o homem: por isso lhe 
dirige a Palavra, por isso “inclina o ouvido” para 
o escutar.
*Papa Francisco 2022
Espiritualidade Comunitária e 
Sinodal“deu-se início a um processo sinodal. [...] que seja uma 
grande ocasião de escuta recíproca. [...] a comunhão 
não é o resultado de estratégias e programas, mas 
edifica-se na escuta mútua entre irmãos e irmãs. Como 
num coro, a unidade requer, não a uniformidade, a 
monotonia, mas a pluralidade e variedade das vozes, a 
polifonia. Ao mesmo tempo, cada voz do coro canta 
escutando as outras vozes na sua relação com a 
harmonia do conjunto. Esta harmonia é concebida pelo 
compositor, mas a sua realização depende da sinfonia 
de todas e cada uma das vozes.
*FRANCISCO 2022
	Capa
	ESPIRITUALIDADE EM TEMPOS DE CONECTIVIDADE
	Número do slide 2
	Número do slide 3
	Aula 03 - Aline Amaro da Siva
	Caminhos da �Pesquisa
	Número do slide 3
	Metanoia digital
	Número do slide 5
	O que é a rede? 
	O que é a rede? 
	O que é real? 
	O que é realidade?
	O ambiente digital
	Número do slide 11
	Número do slide 12
	Número do slide 13
	Número do slide 14
	As 7 principais abordagens �entre Teologia e Comunicação 
	Em Que tempo vivemos? ��Em Que lugar habitamos? ��Que tipo de pessoa somos?
	Número do slide 17
	Número do slide 18
	Estudos de Mídia e Religião no Brasil
	Igreja e Internet
	Lugares teológicos
	Lugar teológico como lugar social
	Sinais dos Tempos
	Número do slide 24
	Número do slide 25
	Outras distinções
	Ciberteologia
	Número do slide 28
	Número do slide 29
	A ciberteologia:
	Teologia Digital
	A Teologia Digital:
	4 categorias da TD:
	Ciberteologia & Teologia Digital
	Teologias da Comunicação
	Número do slide 36
	Eclesiologias digitais
	Número do slide 38
	Número do slide 39
	Número do slide 40
	Número do slide 41
	Número do slide 42
	Número do slide 43
	Número do slide 44
	Número do slide 45
	Igreja Hierárquica – �Comunicação de Massa�One-to-many
	Igreja em rede, colegialidade – Comunicação Digital – Corpo Conectado de Cristo
	Número do slide 48
	Número do slide 49
	Número do slide 50
	Número do slide 51
	Número do slide 52
	Número do slide 53
	Graça
	Número do slide 55
	O que você entende por tecnologia?
	Mística e Espiritualidade
	Tecnologia e Espiritualidade
	Tecnologia e Espiritualidade
	Número do slide 60
	Número do slide 61
	Número do slide 62
	Número do slide 63
	Número do slide 64
	Número do slide 65
	Número do slide 66
	Número do slide 67
	Número do slide 68
	Influenciadores e economia da atenção
	Economia da atenção
	Desarmonia
	Conceito de pecado
	pecado estrutural:
	ciberpecado
	Número do slide 75
	Existe reconciliação na web? 
	Número do slide 77
	Número do slide 78
	Número do slide 79
	Número do slide 80
	Número do slide 81
	Número do slide 82
	Número do slide 83
	Número do slide 84
	Número do slide 85
	Harmonia
	A vida espiritual é �interior ou interativa? �
	Internet e Comunhão
	Deus pode habitar no ciberespaço?
	Comunhão do Espírito
	Número do slide 91
	A rede é um lugar densamente espiritual.
	Número do slide 93
	Número do slide 94
	Discernimento e Relações Profundas
	Número do slide 96
	Número do slide 97
	Número do slide 98
	Número do slide 99
	Cultura do encontro
	Espiritualidade na era digital
	Espiritualidade digital
	Número do slide 103
	Número do slide 104
	Número do slide 105
	Número do slide 106
	Número do slide 107
	Número do slide 108
	Número do slide 109
	Número do slide 110
	Número do slide 111
	Número do slide 112
	Número do slide 113
	Capa
	Número do slide 4

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