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AULA 08 - O PECADO CONTRA OESPÍRITO 
Leandro Lima 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Introdução 
 
Todos os pecados são desagradáveis a Deus, 
mas há um mais que todos. Deus perdoa 
todos os pecados, mas há um que ele não 
perdoa: “O pecado contra o Espírito Santo”. 
Jesus disse: “Por isso, vos declaro: todo peca- 
do e blasfêmia serão perdoados aos homens; 
mas a blasfêmia contra o Espírito não será 
perdoada. Se alguém proferir alguma pala- 
vra contra o Filho do Homem, ser-lhe-á isso 
perdoado; mas, se alguém falar contra o Es- 
pírito Santo, não lhe será isso perdoado, nem 
neste mundo nem no porvir” (Mt 12.31-32). 
Segundo Marcos, o Senhor chamou esse pe- 
cado de “pecado eterno” (Mc 3.29). João lem- 
bra dele ao dizer: “Se alguém vir a seu irmão 
cometer pecado não para morte, pedirá, e 
Deus lhe dará vida, aos que não pecam para 
morte. Há pecado para morte, e por esse não 
digo que rogue” (1Jo 5.16). Portanto, quem 
comete esse pecado se coloca além do alcan- 
ce da oração e da graça de Deus. Deus es- 
tabeleceu uma lei para esse pecado: Quem 
cometê-lo jamais poderá ser salvo, pois as 
portas do céu estarão definitivamente tran- 
cadas para esta pessoa. Então, nada pode 
ser mais terrível do que o risco de cometer 
esse pecado, e nenhuma atitude deverá ser 
mais evitada. O caráter divino garante que 
ele não tem perdão. Quem blasfemar contra 
o Espírito ultrapassou a linha até onde vão a 
misericórdia e a paciência divina. Mas qual 
será essa atitude humana que Deus conside- 
ra uma blasfêmia contra o Espírito Santo? 
 
O que o pecado não é 
 
Antes de analisarmos o ensino bíblico sobre 
o que caracteriza esse pecado, será interes- 
sante fazermos algumas observações sobre 
o que esse pecado não é. Isto é de suprema 
importância, porque há muitos equívocos e 
temores desnecessários entre os crentes a 
respeito do pecado sem perdão. 
 
Primeiramente, precisamos dizer que o pe- 
cado sem perdão não é necessariamente ne- 
 
 
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gar a Cristo em alguma ocasião sob pressão. 
Por mais estranho que isso possa parecer, o 
fato de alguém em algum determinado mo- 
mento, negar a Cristo, não caracteriza o pe- 
cado imperdoável, pois se fosse assim, pes- 
soas que negaram a Cristo no passado não 
poderiam se converter. E temos o caso do 
próprio Pedro que já era convertido e negou 
a Jesus, porém, o Senhor o restaurou. Se ne- 
gar o Senhor fosse o pecado imperdoável, 
Pedro estaria perdido para sempre. Todos 
passam por muitas pressões nesta vida, e 
às vezes cedem à tentação. Deve ser lembra- 
do ainda que qualquer pecado é, num certo 
sentido, um ato de negar a Cristo. Pelo me- 
nos naquele momento não nos importamos 
com Cristo, é como se não acreditássemos 
na existência dele, ou como se não nos im- 
portássemos com o que ele pensa. O pecado 
sem perdão não é um ato isolado de negar a 
Cristo em nosso testemunho ou em nossas 
palavras, mas de rejeitá-lo para sempre. 
 
Apesar de Jesus falar que o pecado consiste 
em “blasfemar contra o Espírito”, não deve- 
mos, contudo, pensar que isso significa fazer 
alguma ofensa verbal ao Espírito. Às vezes os 
satanistas são ensinados a falarem palavras 
ofensivas ao Espírito Santo, como se assim 
estivessem cometendo o pecado imperdoá- 
vel. Apesar de que alguém que faz isso pode 
estar no caminho certo para cometer o pe- 
cado, evidentemente o ato em si de ofender 
o Espírito não é o pecado imperdoável. Se 
fosse assim, os blasfemos jamais se conver- 
teriam ao Senhor, e Paulo disse que muitos 
dos crentes foram “maldizentes” antes de se 
converter (1Co 6.9-11), sendo ele mesmo, an- 
teriormente, um blasfemo (1Tm 1.13). 
 
Somos advertidos na Bíblia a não entristecer 
o Espírito (Ef 4.30). O Espírito Santo pode fi- 
car entristecido a partir de nossos pecados. 
Porém, isso não é cometer o pecado imper- 
doável. Os pecados que cometemos podem 
ser perdoados, somente a blasfêmia con- 
tra o Espírito não pode. Vemos na Bíblia o 
exemplo de grandes homens de Deus como 
Abraão, Davi e Moisés que pecaram e certa- 
mente entristeceram o Espírito, porém, eles 
não pecaram contra o Espírito Santo, pois fo- 
ram restaurados e não perderam a salvação. 
 
Nem mesmo o suicídio é o pecado imper- 
doável. Por mais que o suicídio seja um pe- 
cado sério contra Deus, ele não é o pecado 
contra o Espírito Santo. Isso quer dizer que 
um suicida pode ser salvo? Se o único pe- 
cado que não tem perdão não é o suicídio, 
então, mesmo o suicídio pode ser perdoado 
por Deus. Devemos nos lembrar que tirar 
a própria vida não é algo tão difícil. Uma 
pessoa pode, num momento extremo de de- 
sespero, atentar contra a própria vida, o que 
certamente não faria em outra situação. Te- 
mos um exemplo bíblico de um suicida que 
aparentemente foi salvo. Trata-se de Sansão. 
Seu último ato nesse mundo foi derrubar 
uma coluna que destruiu os inimigos de 
Israel (Jz 16.27-30), mas, aquele foi um ato 
suicida, pois ele morreu junto. No entanto, 
Hebreus o coloca entre os heróis da fé (Hb 
11.32). Em todo caso, deve ser dito que o sui- 
cídio pode ser o último ato de alguém que 
realmente pecou contra o Espírito Santo, 
como é o caso de Judas (Mt 27.5). Porém, 
nesse caso, o pecado imperdoável foi come- 
tido antes do suicídio, e não foi o suicídio 
em si. 
 
O que o pecado é 
 
Passemos agora a considerar o que carac- 
teriza o pecado contra o Espírito Santo. 
No contexto em que Jesus declarou que a 
blasfêmia contra o Espírito não tinha per- 
dão, ocorreram algumas coisas bastante 
sugestivas para nosso entendimento do as- 
sunto. Jesus manifestou a si mesmo para 
a nação da Israel através de seus ensinos 
(Mt 5-7); e de seus milagres (Mt 8-10), de 
modo que exibiu sinais claros de que era o 
Messias prometido. Apesar disso, os líderes 
religiosos da nação não acreditavam nele, e 
foram espreitá-lo a fim de investigá-lo. Eles 
objetivavam apanhá-lo em alguma falta re- 
ligiosa para que pudessem acusá-lo perante 
as autoridades. Mateus 12.22 narra que foi 
 
 
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trazido até Jesus um homem possesso e ele 
o curou. Em resposta a isso, a multidão se 
perguntou: “É este, porventura, o filho de 
Davi?” (Mt 12.23). A estrutura gramatical da 
pergunta já antecipava uma resposta nega- 
tiva, ou seja, a multidão não estava disposta 
a acreditar que ele fosse o Messias, pois já 
estava influenciada pelos líderes religiosos. 
Esses líderes fizeram questão de reprovar a 
atitude de Jesus, conforme Mateus relata: 
“Mas os fariseus, ouvindo isto, murmura- 
vam: Este não expele demônios senão pelo 
poder de Belzebu, maioral dos demônios” 
(Mt 12.24). Naquele momento, Jesus res- 
pondeu que expulsava demônios pelo poder 
do Espírito Santo (Mt 12.28). Os religiosos 
atribuíram ao diabo a obra que Deus esta- 
va realizando. Foi nesse contexto que Jesus 
declarou que a blasfêmia contra o Espíri- 
to não seria perdoada. Os fariseus tinham 
testemunhado, visto e experimentado o en- 
sino e os milagres de Jesus. Eram evidên- 
cias fortes demais para serem ignoradas. O 
Espírito lhes testemunhava a verdade, mas 
eles mais uma vez resistiam ao Espírito (At 
7.51). Eles tinham todas as razões para crer, 
porém, ainda assim se recusavam. Este pe- 
cado não teria perdão. Portanto, a blasfêmia 
contra o Espírito Santo que os fariseus es- 
tavam cometendo foi uma recusa conscien- 
te e deliberada em aceitar que Jesus fosse 
o Messias, apesar do poderoso testemunho 
do Espírito Santo. 
 
Em conexão, precisamos considerar o texto 
de Hebreu 6.4-6. O texto diz: “É impossí- 
vel, pois, que aqueles que uma vez foram 
iluminados, e provaram o dom celestial, e 
se tornaram participantes do Espírito San- 
to, e provaram a boa palavra de Deus e os 
poderes do mundo vindouro, e caíram, 
sim, é impossível outra vez renová-los 
para arrependimento, visto que, de novo, 
estão crucificando para si mesmos o Filho 
de Deus e expondo-o àignomínia”. O tex- 
to está falando de pessoas que não podem 
ser renovadas para o arrependimento, ou 
seja, que não podem ser perdoadas. Ape- 
sar de muitos defenderem que esse é um 
caso de “perda da salvação”, percebe-se que 
não se trata disso. Aqui também está uma 
explicação sobre o pecado contra o Espírito. 
Como sabemos que essas pessoas não eram 
convertidas? Primeiramente, porque não 
há qualquer referência à conversão delas na 
passagem, pois nada se fala sobre regenera- 
ção ou novo nascimento. Em segundo lugar 
porque na continuação do texto, o autor de- 
clara: “Porque a terra que absorve a chuva 
que frequentemente cai sobre ela e produz 
erva útil para aqueles por quem é também 
cultivada recebe bênção da parte de Deus; 
mas, se produz espinhos e abrolhos, é rejei- 
tada e perto está da maldição; e o seu fim é 
ser queimada” (Hb 6.7-8). Ele está fazendo 
uma analogia entre a terra que recebe a chu- 
va e as pessoas que recebem as influências 
do Espírito. Existem pessoas que são como 
a terra que recebe muita chuva, absorve a 
água e produz bons frutos, enquanto que 
há outras pessoas que são como a terra que 
igualmente recebe a chuva, absorve a água, 
mas produz frutos inúteis. Essa última é 
amaldiçoada. Como o texto está falando em 
frutos, convém lembrar que Jesus disse que 
pelos frutos poderíamos conhecer as pesso- 
as. Ele disse que a árvore boa produz fruto 
bom e a árvore má produz fruto mau (Mt 
7.16-20). A árvore má é a pessoa não con- 
vertida. Portanto, o autor aos Hebreus está 
falando de pessoas não convertidas, pesso- 
as que receberam muitas bênçãos de Deus, 
mas que não se converteram, pois não pro- 
duziram frutos verdadeiros. E a terceira ra- 
zão para crermos nisso é porque o próprio 
autor continua o texto dizendo que, em re- 
lação aos seus leitores, tinha certeza de que 
eles possuíam a salvação (Ver Hb 6.9). En- 
tão, evidentemente estava falando dos “não 
salvos” até aquele momento. 
 
Essas pessoas que não podiam se arrepen- 
der foram pessoas que experimentaram 
muito da graça de Deus. As expressões “fo- 
ram iluminadas”, “provaram o dom celes- 
tial”, “se tornaram participantes do Espírito 
Santo”, “provaram a boa palavra de Deus”, 
e “os poderes do mundo vindouro”, por cer- 
 
 
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1 Louis Berkhof. 
Teologia Sistemática, 
p. 255. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2 Louis Berkhof. 
Teologia Sistemática, 
p. 255. 
to se referem à iniciação que essas pessoas 
tiveram na graça de Deus. Há pessoas que 
frequentam a igreja por muito tempo, e, 
consequentemente começam a desfrutar 
dos benefícios que Deus reparte naquele lu- 
gar. Sentem a influência do Espírito Santo, 
recebem até curas miraculosas, e suas vidas 
começam a mudar, mas, de repente, largam 
tudo e nunca mais voltam. Eram crentes? 
João diz: “Saíram de nosso meio, entretan- 
to não eram dos nossos, porque se tivessem 
sido dos nossos, teriam permanecido co- 
nosco” (1Jo 2.19). São como a semente da 
parábola que Jesus contou. Ela foi semeada, 
mas o diabo a roubou do coração (Mt 13.19). 
Talvez, tenha ido ainda mais longe, pois foi 
semeada, nasceu logo, porém, não teve raiz 
e morreu em meio às provações (Mt 13.20- 
21). Ou talvez, foi ainda mais longe, pois 
nasceu, cresceu, e parecia que ia vingar, 
mas os espinhos da fascinação das riquezas 
e do cuidado desse mundo finalmente a su- 
focaram (Mt 13.22). Nenhuma das sementes 
sobreviveu para produzir frutos. Não houve 
conversão autêntica em nenhum dos casos, 
apesar de haver indícios dela. Do mesmo 
modo, as pessoas que o autor aos Hebreus 
tem em mente no capítulo 6, experimenta- 
ram as influências do Espírito, mas não se 
converteram verdadeiramente, e ao renega- 
rem a fé, pecaram contra o Espírito Santo. 
 
Há ainda mais um texto a ser considerado. 
Hebreus 10.26-29 diz: “Porque, se vivermos 
deliberadamente em pecado, depois de ter- 
mos recebido o pleno conhecimento da ver- 
dade, já não resta sacrifício pelos pecados; 
pelo contrário, certa expectação horrível de 
juízo e fogo vingador prestes a consumir os 
adversários. Sem misericórdia morre pelo 
depoimento de duas ou três testemunhas 
quem tiver rejeitado a lei de Moisés. De 
quanto mais severo castigo julgais vós será 
considerado digno aquele que calcou aos 
pés o Filho de Deus, e profanou o sangue da 
aliança com o qual foi santificado, e ultra- 
jou o Espírito da graça?”. Nesse texto encon- 
tramos a mesma rotina do texto anterior: 
A pessoa conheceu a verdade – desprezou 
— jamais será salva — pecado sem perdão. 
Portanto, o pecado contra o Espírito Santo 
é uma rebeldia que vai contra todos os fa- 
tos, uma indesculpável indisposição contra 
Deus, apesar de tudo que se viu de Deus e 
se ouviu dele. Como diz Berkhof, “o pecado 
mesmo consiste, não em duvidar da verda- 
de, nem numa simples negação dela, mas, 
sim, numa contradição dela que vai contra a 
convicção da mente, a iluminação da cons- 
ciência, e até mesmo contra o veredicto do 
coração”1. Como no caso dos fariseus, e do 
próprio Judas Iscariotes, a pessoa tem todos 
os motivos para crer em Jesus, mas ainda 
assim se recusa. Como diz Berkhof: 
 
É imperdoável, não porque a sua culpa trans- 
cende os méritos de Cristo, ou porque o peca- 
dor esteja fora do alcance do poder renovador 
do Espírito Santo, mas sim, porque há também 
no mundo de pecado certas leis e ordenanças 
estabelecidas por Deus e por ele mantidas. E 
no caso desse pecado particular, a lei é que ele 
exclui toda a possibilidade de arrependimento, 
cauteriza a consciência, endurece o pecador e, 
assim, torna imperdoável o pecado2. 
 
Portanto, o pecado contra o Espírito Santo 
é uma rebeldia completa contra Jesus que 
somente é possível depois de conhecê-lo. 
 
A segurança do verdadeiro crente 
 
As considerações acima nos levam indubita- 
velmente a concluir que o crente verdadeiro 
nunca cometerá o pecado contra o Espírito 
Santo. De fato, o crente desfruta da seguran- 
ça da salvação, pois Deus o levou até Jesus, 
e Jesus não deseja perdê-lo (Jo 6.37-40, 44). 
Ele é uma ovelha de Jesus a qual o Senhor 
diz que ninguém pode arrebatar da sua mão 
(Jo 10.27-29). Deus lhe preparou uma sal- 
vação com início meio e fim (Rm 8.29-30). 
Nada pode separá-lo do amor de Deus (Rm 
8.31-39). O Senhor que começou boa obra 
nele vai completá-la (Fp 1.6), confirmá-lo e 
guardá-lo do maligno (2Ts 3.3). O Senhor 
guardará o depósito dele até o último dia 
(2Tm 1.12), o livrará de toda obra maligna e 
 
 
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o levará a salvo para o reino celestial (2Tm 
4-18). Afinal, ele é guardado pelo poder de 
Deus (1Pe 1.5). Essa última expressão pode 
estar ligada à idéia de ser guardado para não 
pecar contra o Espírito Santo. João disse que 
o crente é guardado para não pecar o pecado 
para morte (1Jo 5-17-19). Portanto, o crente 
nascido de Deus não pode cometer o pecado 
imperdoável porque Deus o guarda e o livra 
desse mal. 
 
Assim, aquele crente que tem medo de co- 
meter esse pecado é o que está mais longe 
de cometê-lo. Ele precisa apenas continuar 
vivendo sua vida em obediência a Palavra e 
na dependência de Deus, pois como diz Pal- 
mer, "quando uma pessoa recebe a Cristo e 
estuda sua Palavra, pode ter a segurança de 
que é um filho de Deus, salvo por Jesus e 
que nunca se perderá"3• 
 
Não devemos pensar, portanto, que esse pe- 
cado signifique uma perda de salvação. Ele é 
muito mais um ato de apostasia. Um após- 
tata é alguém que experimentou em alguma 
medida a fé, mas que não se firmou nela, 
e depois de algum tempo abandona e irre- 
mediavelmente não deseja mais viver com 
Deus. Essa pessoa nunca foi verdadeiramen- 
te salva. Esteve muito perto de ser, porém, 
não foi. Talvez, como Judas esteve muito per- 
to do Salvador, mas longe da salvação. O pe- 
cado contra o Espírito Santo é uma rebeldia 
total contra a verdade, que algumaspessoas 
demonstram, depois de conhecer a verdade 
e até experimentar muito do seu poder. Es- 
sas pessoas se rebelam contra Deus e nun- 
ca mais voltam e nem desejam voltar para a 
comunhão com ele. Todos os crentes verda- 
deiros não precisam temer cometer o pecado 
contra o Espírito Santo, porque são guarda- 
dos por Deus. Porém, isso não deve nos levar 
ao desleixo espiritual, porque é a continuida- 
de e a firmeza da fé que evidenciarão a nossa 
salvação. As palavras de Calvino sempre se- 
rão consoladoras para os crentes em relação 
ao pecado sem perdão: "Os eleitos se acham 
fora do perigo da apostasia final, porquanto 
o Pai que lhes deu Cristo, seu Filho, para que 
sejam por Ele preservados".4 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3 Edwin H . Palmer. E/ 
Espiritu Santo, p. 14. 
 
 
4joão Calvino. 
Exposição de Hebreus, 
p. 153, Hb 6.4. 
 
 
 
 
 
 
 
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