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Tema 6 - Sistema de Gestão em Saúde e Segurança

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Sistema de gestão em saúde e segurança A evolução dos sistemas de gestão de segurança e saúde e a necessidade de implantação e implementação dentro das organizações para a melhoria das condições de trabalho. Prof. Fernando Medina1. Itens iniciais Propósito Contribuir para a aprendizagem de um conjunto de ferramentas que permitem a busca pela melhoria da gestão dos riscos da segurança e saúde no trabalho (SST) relacionados a todas as atividades da organização. Preparação As normas regulamentadoras do governo federal auxiliam no entendimento de muitos assuntos que são apresentados neste conteúdo. Essas normas podem ser acessadas no portal da Secretaria de Trabalho, do Ministério da Economia. Para tanto, busque por "Normas Regulamentadoras - NRs Secretaria de Trabalho do Ministério da Economia". Objetivos Descrever os sistemas de gestão e o controle de riscos. Descrever as normas OHSAS 18001 e ISO 45001 e suas relações com os sistemas de gestão de segurança e saúde no trabalho. Reconhecer a importância da auditoria em sistemas de gestão de segurança e saúde no trabalho nas organizações. Introdução Contexto Atual de Empresas e os Sistemas de Gestão de Saúde e de Segurança Neste vídeo, conheça mais sobre sistema de gestão em saúde e segurança. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo.1. Os Sistemas de Gestão e o Controle de Riscos Sistemas de gestão A Importância de Sistemas de Gestão de Saúde e de Segurança nas Organizações Neste vídeo, conheça mais sobre sistema de gestão em saúde e segurança. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Com a crescente disputa entre as organizações de negócios espalhadas pelo mundo, fica muito evidente a necessidade da busca incansável por técnicas, ferramentas e metodologias que devem ser aplicadas aos sistemas de gestão. Quando se busca uma explicação mais detalhada para esse cenário de procura, imediatamente surge a justificativa de se pensar em tais sistemas considerando um conjunto de processos, com todas as suas atividades e tarefas. Dessa maneira, o foco está na melhoria de processos como algo a ser praticado constantemente pelos responsáveis ou gestores. Não existe mais espaço em mercados altamente competitivos para uma empresa atuar com pouca eficiência em decisões que envolvem a sua sobrevivência. Com frequência, isso envolve vários aspectos, tais como: Falta de comprometimento Falta de comprometimento em relação aos cuidados com a saúde e a segurança de recursos humanos. ! Aspectos ambientais Ausência de preocupação com aspectos ambientais que envolvem a sustentabilidade e a geração de resíduos industriais. !Responsabilidade social Descrédito em relação às preocupações voltadas para a responsabilidade social. Clientes e parceiros Desconsideração de interesses de clientes e parceiros, estratégicos ou não. ! Muitas organizações têm seus objetivos voltados para a maximização da qualidade de produtos e serviços que são concebidos para prover a sociedade em geral. Evidentemente, essas empresas jamais se desvinculam da busca incessante pela maximização da lucratividade. Quando isso ocorre, pode-se dizer que vantagens competitivas são alcançadas, favorecendo a permanência ou continuidade do negócio ao longo do tempo. Por outro lado, aspectos relacionados à saúde e à segurança podem ter menos importância. Com base na literatura, podemos entender que um sistema de gestão pode ser definido como uma estrutura organizacional que tem responsabilidades, processos, procedimentos e recursos que devem ser implementados a fim de apoiarem as gestões da qualidade, ambiental, da segurança e saúde dentro do ambiente de trabalho. Sistemas de gestão de segurança e saúde É fundamental destacar o quanto é importante para qualquer empresa um bom desempenho em segurança e saúde no trabalho. De nada adianta alcançar o máximo de efetividade em resultados operacionais se não existirem ambientes considerados seguros ou plenamente capazes de fornecer mínimo de proteção, conforto e saúde aos principais ativos que integram os mais variados ambientes de trabalho, que são os próprios trabalhadores. É preciso pensar em sistemas de gestão que eliminem ou reduzam os riscos de incidentes e, na melhor das hipóteses, os acidentes de trabalho. Aliás, trabalhador algum deve ser submetido à realização de tarefas sem que seu posto de trabalho esteja corretamente projetado e adequado para recebê-lo. A SST ganha importância ainda mais acentuada quando se tem a consciência da sua relação estreita com a prevenção de acidentes e de doenças ocupacionais, bem como com a proteção e promoção da saúde dos trabalhadores. Acrescenta-se a isso a finalidade de se proporcionar melhorias tanto nas condições como no ambiente de trabalho. Sempre cabe salientar que a saúde no trabalho compreende necessariamente a promoção e amanutenção de um grau de saúde física e mental e de bem-estar psicossocial de trabalhadores que executem suas funções rotineiramente. Atenção Atentas a essas questões, as organizações têm procurado implantar e implementar os sistemas de gestão de segurança e saúde no trabalho (SGSST) de maneira a garantir as boas práticas de saúde e segurança nos ambientes laborais. Entre as boas práticas, tem-se, como exemplo, desenvolvimento de um mapa setorial de riscos, que tende a ser mais aceito pelos colaboradores, uma vez que promove conhecimento sobre a existência dos riscos em um posto de trabalho. Para aquelas empresas que já têm sistemas em operação, grande desafio está na identificação de dificuldades relacionadas à gestão da SST. Essencialmente, quando se estabelece ações nesse sentido, na verdade se pretende analisar os riscos inerentes à realização de atividades relacionadas a cada um dos processos principais de negócios estabelecidos nas empresas. intuito reside na eliminação ou minimização da exposição a determinado tipo de risco por parte dos trabalhadores, respeitando as recomendações ergonômicas previstas em normas. Os estudos mais recentes na área de SST visam equilibrar da melhor maneira possível a produtividade, a qualidade, a saúde, a segurança e o conforto dentro de um ambiente de trabalho. Evolução dos sistemas de gestão de segurança e saúde no trabalho Ao longo de décadas, as organizações de negócios têm apresentado estágios distintos de desempenho em relação à gestão de saúde e segurança. Estágio 1 estágio inicial de gestão é da inexistência, caracterizado, na maioria dos casos, pelo trabalho informal em que existe a predominância de riscos elevados e não avaliados. Estágio 2 estágio seguinte chamamos de "segurança reativa", no qual predominam ações mais simples e restritas em que se busca cumprimento de requisitos legais mínimos atribuídos às causas que motivaram acidentes. Além disso, procura-se também identificar a responsabilidade de empregados por atos inseguros, entre outras ações cometidas por eles.Estágio 3 Outro estágio é a "fase das exortações", na qual é possível notar que a segurança deve ser necessariamente atribuída ao nível gerencial de uma organização. Entretanto, esse estágio é uma consequência de resultados não efetivos em relação à segurança e que podem, inclusive, afetar a imagem institucional. Além disso, sofre influências das exigências de órgãos fiscalizadores com poderes punitivos. Geralmente, na "fase das exortações", os funcionários são vistos como determinantes para que haja a sensação de insegurança no ambiente laboral, uma vez que são constantemente pressionados para alcançarem metas ou melhores indicadores de desempenho operacionais. Nesse contexto, planos ou programas de segurança e saúde não existem na prática, pois as políticas não são muito difundidas pelas organizações, muito embora sejam incluídos os poucos esforços no planejamento para que as chefias imediatas e as equipes de trabalho tenham ciência dos princípios considerados em tais políticas. É comum, nesse estágio, que as estatísticas de segurança considerem mais os casos de acidentes de maior gravidade do que aqueles de menor gravidade. As doenças ocupacionais, mesmo sendo muito importantes, praticamente não são consideradas. As empresas, uma vez decididas a reverter a imagem de que não se importam com seus recursos humanos, têm conseguido inserir melhorias em seus sistemas de gestão. Muitos gestores têm assumido compromissos com questões de saúde e segurança. Assim, surgem os princípios do plano de gestão de segurança no trabalho, que consideram a aplicação de ferramentas gerenciais. plano de gestão de segurança no trabalho pode considerar os seguintes elementos: Identificação de incorreções sobre determinada atividade realizada de maneira diferente do que a habitual. Identificação da gravidade do perigo em cada atividade; gravidade ou grau de severidade de cada ação ou situação de risco. Determinação do tempo em que o colaborador fica exposto às situações que trazem ameaça; chance de danos. É possível verificar a existência de auditorias em saúde e segurança ocupacional (SSO), que podem identificar uma série de aspectos relevantes dentro dos postos de trabalho, tais como: Política de Saúde e Segurança Falta de conhecimento da Política de Saúde e Segurança por parte dos empregados. 1Assuntos de segurança. Baixo envolvimento das lideranças nos assuntos de segurança. 2 responsabilidade gerencial Indefinição da responsabilidade gerencial sobre segurança. 3 Ferramentas gerenciais de segurança. Falta de conhecimento no uso das ferramentas gerenciais de segurança. 4 EPI Inobservância generalizada do uso dos equipamentos de proteção individual (EPI). 5 Segurança do trabalho Gestão de saúde e segurança centrada na área de segurança do trabalho. 6Ambiente de trabalho. Ações isoladas na melhoria do ambiente de trabalho. 7 Legislação trabalhista Descumprimento da legislação trabalhista no que se refere à proteção do empregado. 8 Programa de gestão de saúde ocupacional Inexistência de um programa de gestão de saúde ocupacional, limitando-se aos exames obrigatórios por lei, feitos em grande parte de maneira inconsistente. 9 A partir do estágio "fase das exortações", algumas organizações continuam evoluindo no processo para uma gestão de segurança proativa. Estágio 4 Esse estágio é caracterizado por um maior grau de envolvimento de gerências e um sistema de gestão de segurança e saúde mais bem estruturado. Na evolução de uma situação reativa, é possível notar os seguintes aspectos:gerenciamento de segurança sendo reativo, concentrando-se em estatísticas. As práticas e condições inseguras não sendo gerenciadas.$ A segurança sendo vista isoladamente, e não como parte integrante da gestão dos processos. As gerências atribuindo responsabilidades para outras áreas ou para comissões criadas dentro das empresas (engenharia de segurança, CIPA etc.). Essa evolução ocorre em direção a um cenário no qual se pode identificar estas características:As não conformidades são observadas, identificadas e eliminadas. O gerenciamento de segurança é visto como prevenção e é focado nas pessoas. O gerenciamento de segurança é parte integrante do gerenciamento dos negócios e é tratado estrategicamente. A segurança passa a ser aceita como de responsabilidade gerencial e possibilita envolvimento de todos em sua gestão. Cabe destacar que todos os estágios já citados podem coexistir dentro das organizações. Aquelas organizações que conseguem obter a excelência podem conhecer estágio de gestão integrada de saúde, segurança, meio ambiente e relações comunitárias. Estágio 5 Nesse estágio, considerado de excelência, percebe-se claramente um sistema de gestão integrado, podendo ser certificado e reconhecido externamente por meio de um processo de certificação de saúde e segurança pela norma Occupational Health Safety Assessment Series (OHSAS 18001); para caso ambiental, pela norma a International Organization for Standardization (ISO 14001); e, por fim, para o caso social, pela norma Social Accountability (AS 8000). Veja a imagem a seguir. Estágios evolutivos da gestão de saúde e segurança Inexistência Segurança relativas Fase das Exortações Responsabilidade gerencial Segurança limitada ao apenas no papel atendimento dos aspectos Trabalho informal/ formal legais mínimos Foco nas exortações para se trabalhar com mais segurança Busca dos culpados e não das Grande exposição e causas não percepção dos Estabelecimento de metas riscos sem os meios para atingi-las Segurança como atribuição da CIPA e área de Segurança Subnotificação de acidentes Processo de Segurança pró-ativa Gestão Integrada HSEC MudançaReal envolvimento das Gerencias Gestão Integrada de HSEC Início do envolvimento Responsabilidade gerencial gerencial Sistema estruturado de gestão efetiva de segurança Planos de segurança Alto envolvimento de todos os Não conformidades do ambiente de trabalho são identificadas e empregados Adoção de algumas ferramentas de eliminadas Reconhecimento externo segurança OHSAS 180001; ISSO 14000; Gerenciamento preventivo e SA 8000 Programas pouco preocupado com as pessoas estruturados Gerenciamento preventivo e Segurança é parte integrada do Notificação dos preocupado com as pessoas gerenciamento dos negócios acidentes reportáveis Incentivo ao envolvimento de HSEC é parte da estratégia organizacional todos em ações de prevenção Neste conteúdo, aprofundaremos nossas discussões restritamente nas normas OHSAS 18001 e ISO 45001, no Módulo 2. Contudo, sabe-se que é perfeitamente possível que os colaboradores escolham onde trabalhar e se aperfeiçoar sem perder sua saúde ou se expor a situações de risco em suas ocupações profissionais. Adicionalmente, sendo objetos de interesse por parte da organização, a saúde e a segurança podem contribuir diretamente para que os trabalhadores internalizem o senso de realização profissional, conciliem seus objetivos pessoais com os da própria organização e compreendam que o trabalho pode trazer melhorias para a qualidade de vida de todos. Realidade brasileira A realidade brasileira é bastante complexa no que se refere à SGSST e à sua implantação em empresas. Brasil tem leis que garantem o estabelecimento de boas condições de saúde e segurança a todos aqueles que estejam executando suas atividades. Todavia, quando se considera conjuntamente o governo, a empresa e seus respectivos recursos humanos, fica evidente quanto é difícil conceber a implantação e a implementação de um SGSST. A aplicação de recursos financeiros e humanos em prevenção e bem-estar de trabalhadores é vista como gasto, e não como investimento. Isso fortalece uma cultura mais corretiva do que preventiva na maioria das vezes. Entretanto, é o momento de modificar esse cenário, uma vez que a própria sociedade tem se manifestado cada vez mais sobre a necessidade de promover melhores condições de trabalho para as pessoas que cumprem jornadas de trabalho exaustivas e que sofrem impactos ou danos decorrentes das tarefas realizadas. Definição e objetivo principal de um sistema de gestão de segurança e saúde no trabalho Antes de prosseguirmos, devemos entender a definição de um SGSST. Conforme a ABNT (2010), podemos definir um sistema de gestão da seguinte maneira:Trata-se de uma estrutura organizacional com definições de responsabilidades técnicas e administrativas voltada para o desenvolvimento e implementação de uma política de SST e que busca gerenciamento de riscos por meio de técnicas e das melhores práticas disponíveis de SST. ABNT (2010) Um SGSST tem como objetivo principal tornar um ambiente de trabalho mais seguro e saudável por meio de uma estrutura que permita que uma organização localize, monitore e controle os riscos que podem representar impactos, com menor ou maior severidade, à saúde e à segurança dos recursos humanos durante atividade laboral. Controle de riscos Committee of Sponsoring Organizations of the Treadway Commission (COSO) ajuda empresas e outras organizações a avaliarem e aperfeiçoarem seus sistemas de controle interno. Assim, risco é a representação da possibilidade de que um evento ocorrerá e afetará negativamente a realização dos objetivos. Para a segurança do trabalho, risco expressa uma probabilidade de possíveis danos dentro de um período específico de tempo ou número de ciclos operacionais, ou seja, representa potencial de ocorrência de consequências indesejáveis. risco pode ser compreendido por meio de três componentes principais: evento (aleatório, futuro e independente da vontade humana), probabilidade e impacto. risco é uma condição ou evento o incerto. A probabilidade é a chance de o evento de risco acontecer. Finalmente, impacto está relacionado ao resultado para a empresa. Logo, o risco é a possibilidade de ocorrência de um evento que pode causar impactos a uma empresa. processo fundamental de aprendizagem sobre a redução dos riscos está na origem dos princípios mais sofisticados que regem a atual SST. Pode-se considerar que um SGSST pode ser definido como parte integrante do sistema de gestão maior de uma organização, de modo que seja utilizado para desenvolver e implantar sua política e gerenciar seus riscos de SST. Risco ocupacional A chance de um trabalhador sofrer algum dano ou lesão enquanto exerce sua profissão é que chamamos de risco ocupacional, o qual está relacionado a acidentes ou doenças ocupacionais que frequentemente podem acometer um colaborador. Com relação aos riscos ocupacionais, podemos afirmar que estão associados ao ambiente de trabalho, tais como: desprendimento de gases e vapores, falta de iluminação adequada, níveis de sonoridade acima do permitido, entre outros. Ministério do Trabalho (MT) classificaos riscos ocupacionais considerando sua natureza: física; química; biológica; ergonômica ou acidental. Podem ainda estar em três grupos: operacionais (riscos para acidente); comportamentais; ambientais (físicos, químicos, biológicos ou ergonômicos). Os riscos ambientais são particularmente importantes. A Portaria n° 25, de 29 de dezembro de 1994, regulamenta a NR-9, relativa aos riscos ambientais e ao programa de prevenção a esses riscos. Esse tema pode ser discutido quando tratamos da adoção de mecanismos de gestão quando uma empresa tem um Programa de Prevenção de Riscos Ambientais (PPRA). Nesse caso, na maioria das vezes, são considerados apenas os riscos físicos, químicos e biológicos existentes no trabalho, não sendo contemplados os riscos de acidente e os riscos ergonômicos, os quais não estão previstos na NR-9. A característica do risco pode variar conforme a organização e seus processos, e também vai depender do tempo durante qual trabalhador ficará exposto ao risco. A respeito da hipótese de eventos de risco existirem em qualquer tipo de atividade produtiva desenvolvida dentro de empresas, a prática tem confirmado a teoria. Ou seja, é preciso atuar diretamente nos processos de antecipação, identificação, avaliação, monitoramento e controle sobre os eventos de riscos dentro dos postos de trabalho. Até mesmo porque podem contrapor os cuidados sobre a saúde e o bem-estar de todos. Acrescenta-se também a maior chance de os eventos de riscos provocarem impactos sobre o ambiente externo, as próprias empresas e o meio ambiente que as cerca. Muitos especialistas em segurança do trabalho são unânimes em pontuar que decisões tomadas sobre riscos de saúde, riscos ambientais, riscos ao bem-estar econômico e riscos envolvidos na prestação de serviços, entre vários outros, nem sempre são fáceis de serem analisados. Nesse momento, é grande a responsabilidade de um gestor. Por conseguinte, cabe a esse profissional procurar empregar práticas e estratégias mais efetivas para serem aplicadas na gestão de riscos. Entende-se que a gestão eficaz de riscos é fundamental em situações que envolvem pessoas e recursos, estejam ou não em operação.Saiba mais Para áreas de segurança no trabalho, existem algumas normas dedicadas aos riscos, como as normas OHSAS 18001:2007 e a BS8800, que tratam de elementos do sistema de gestão SST. Processos para a gestão de risco Existem processos que dão suporte para que seja realizada uma gestão de risco pelas empresas. A seguir, apresentamos alguns exemplos desses processos: Planejamento da gestão do risco Abordar e planejar atividades de gerenciamento de risco. Identificação do risco Saber quais riscos estão presentes em um ambiente de trabalho. Análise qualitativa do risco Conhecer os efeitos do risco sobre os objetivos do trabalho. Análise quantitativa do risco Calcular chances e impactos do risco sobre os objetivos do trabalho. Planejamento da resposta ao risco Elaborar procedimentos e técnicas para eliminar ou mitigar os impactos de ameaças provocadas pelo risco. Monitoramento e controle do risco Acompanhamento de risco existente ou de novo risco e utilização de plano de minimização de risco. Verificando aprendizado Questão 1Seguindo uma tendência de mercado, cada vez mais têm sido aplicadas ferramentas em sistemas gerenciais com a finalidade de alcançar indicadores operacionais que se refletem em resultados otimizados para as empresas. Analisando esse contexto, assinale motivo que justifica essa postura das empresas. A Com o aumento nas disputas por clientes, as empresas amadureceram o pensamento de rever processos e buscar ajustes em suas atividades. Uma exigência dos fornecedores de matérias-primas, que têm limitado suas produções para empresas que estão obsoletas em termos de gestão. c Pressão de autoridades regulatórias para fiscalizar sistemas de gestão que não atendem corretamente a seus clientes. D Falta de uma política de gestão dentro da empresa que exija uma formação mais eficiente de gestores operacionais. E No passado, as empresas não tinham recursos para investir em técnicas para a realização de tarefas. A alternativa A está correta. Com a crescente concorrência entre as organizações de negócios, é fundamental para as empresas realizar um esforço de gestão em direção a sistemas para a revisão de seus processos no intuito de identificar possíveis falhas em suas atividades que possam trazer impactos sobre resultados esperados. Questão 2 Com objetivo de equilibrarem alguns dos indicadores presentes em seus sistemas de gestão de segurança e saúde, as organizações têm passado por alguns estágios distintos de desempenho. estágio denominado de "fase das exortações" é um deles. A respeito desse estágio, está correto afirmar que: A é o estágio inicial para se atingir o desempenho de indicadores. pouco acrescenta em termos de segurança do trabalho.c apenas é considerado em empresas de pequeno porte. D a segurança é atribuída ao nível gerencial e pode sofrer fiscalizações de autoridades competentes. E geralmente não é possível de ser alcançado, pois requer treinamentos complexos para todos os recursos humanos presentes na empresa. A alternativa D está correta. No estágio conhecido como "fase das exortações", considera-se que a segurança deve ser necessariamente atribuída ao nível gerencial de uma organização e sofre influências por exigências de órgãos fiscalizadores com poderes punitivos.2. As normas OHSAS 18001 e ISO 45001 A norma OHSAS 18001 e sistemas de gestão de segurança e saúde no trabalho As Normas OHSAS 18001 e ISO 45001 e suas Relações com Sistemas de Gestão de Saúde e de Segurança no Trabalho Neste vídeo, conheça mais sobre sistema de gestão em saúde e segurança. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Observando o consenso alcançado tanto no universo acadêmico como no mundo corporativo, nota-se que muitas empresas defendem que a implantação e a implementação de um SGSST têm sido feitas, sobretudo, na tentativa de reduzir os problemas de ordem social e econômica resultantes de incidentes, acidentes e doenças relacionados às atividades profissionais. Tudo isso é um importante fator para que ocorra uma disputa mais acirrada para a sobrevivência dos negócios. A implantação de um SGSST pode gerar diversos benefícios para a empresa e para seus trabalhadores. Isso se nota nos seguintes casos: Convergência de demandas provenientes de colaboradores com a política e as diretrizes de segurança.Aumento da motivação e da sensação de segurança no exercício de tarefas. Menor número de pedidos de afastamentos e redução do número de indenizações e multas.Vamos conhecer as normas que tratam de assuntos da SGSST. 1998 Norma OHSAS No ano de 1998, a norma OHSAS 18001 foi criada por um grupo de organismos certificadores e de entidades nacionais de normalização. 1999 Certificação dos SGSST A publicação da primeira versão oficial da OHSAS 18001 foi em 1999, pela British Standards Institution (BSI). OHSAS é a sigla para Occupational Health and Safety Assessments Series, cuja tradução é Serviços de Avaliação de Segurança e Saúde Ocupacional. Essa norma é considerada a primeira voltada para a certificação dos SGSST. 2007 Atualização da OHSAS 18001 A atualização da OHSAS 18001, publicada em 2007, especifica que o SGSST é uma parte do sistema de gestão geral da organização, tendo como objetivo o gerenciamento de riscos de saúde e segurança do trabalho. Assim, tal norma tem como finalidade a proteção e a segurança dos colaboradores de uma organização, contribuindo para os aspectos ergonômicos do trabalho. Durante muito tempo, a norma OHSAS 18001:2007 serviu de referência para compor os sistemas de gestão das empresas, pois não havia uma norma ISO com esse escopo. Contudo, diversas organizações no Brasil ainda têm uma visão restrita no que diz respeito à saúde ocupacional, segurança e medicina do trabalho, restringindo suas atividades simplesmente à coleta de dados estatísticos, às ações reativas a acidentes de trabalho e a sinistros e às respostas em virtude de causas trabalhistas. Norma OHSAS 18001:2007 e SGSST requisitos A norma OHSAS 18001:2007 tem correspondência com outras normas relativas a sistemas de gestão, como a ISO 9001, que propõe requisitos que aperfeiçoam um sistema de gestão de qualidade (SGQ), aprimorando processos de forma geral de uma organização. Também tem correspondência com a norma ISO 14001, que especifica os requisitos de um sistema de gestão ambiental (SGA) e permite que uma organização desenvolva uma estrutura compatível para a proteção do meio ambiente e atendimento mais rápido de eventos relacionados às mudanças das condições ambientais. Com isso, tendo a norma OHSAS 18001:2007 como base, abre-se a possibilidade de as empresas realizarem a implementação de um sistema de gestão integrado (SGI).A norma OHSAS 18001:2007 é baseada no Ciclo de Deming, também conhecido na metodologia como Ciclo de PDCA Plan DO (Planejar, Fazer, Verificar e Agir Novamente). É importante esclarecer que a norma OHSAS 18001:2007 possibilita à organização escolher pela "autodeclaração", ou seja, não precisa da certificação para demonstrar que segue os Act Check requisitos da norma. A norma OHSAS 18001:2007 é aplicável a qualquer tipo de empresa, independentemente de sua cultura, sua geografia, seu porte, entre outras características. Ciclo PDCA. A norma OHSAS 18001:2007 viabiliza tanto desenvolvimento como a implementação de uma política e de objetivos de gestão que levem em consideração requisitos legais e eventos de riscos que possam provocar danos à saúde e à segurança dos trabalhadores. Todos os requisitos da especificação da OHSAS 18001:2007, apesar de não serem absolutos, foram definidos para serem considerados na implantação e implementação de qualquer SGSST. Implantação e implementação de sistemas de gestão de segurança e saúde no trabalho Ainda com relação ao SGSST, podemos identificar o quanto o sistema é essencial para qualquer organização, independentemente de seu tamanho. Esse sistema pode proporcionar um ambiente favorável para um conjunto de ferramentas que podem ser aplicadas com o propósito de melhorar indicadores que serão definidos por um departamento ou área específica. Exemplificando um desses indicadores, tem-se a eficiência da gestão dos riscos da SST, que está diretamente relacionada com todas as atividades que integram os muitos tipos de processos existentes dentro das empresas. SGSST deve ser implantado e implementado como parte constituinte de um sistema de gestão de uma organização. Pelo lado financeiro, tanto a implantação como a implementação de SGSST podem minimizar os vários tipos de custos dentro das organizações, como os custos diretos causados pelos acidentes. Além disso, possibilita também a redução na alíquota dos riscos de acidentes do trabalho (RAT), proporcionando anualmente uma economia da ordem de milhões, conforme o porte da empresa. SST permite trabalhar uma imagem mais positiva da empresa perante seus clientes internos e externos, fornecedores e quaisquer outros parceiros, proporcionando a continuidade ou sobrevivência dos negócios. Atenção Uma vez decidida a implantação de um SGSST, cabe mencionar que um grande trabalho coletivo será necessário para se alcançar o objetivo do sistema. Mesmo após sua implementação e durante a manutenção adequada do SGSST, é importante que se tenha o comprometimento de todos, independentemente dos cargos ou funções. É comum que sejam envolvidos em uma mesma equipe de trabalho tanto profissionais da área de recursos humanos (RH) como os gestores da organização. A equipe de trabalho formada vai atuar para que seja feita aimplantação das técnicas de segurança do trabalho. Além disso, vai se dedicar ao planejamento e à execução de estratégias elaboradas. A área de RH, por ter a vantagem de conhecer todos os profissionais que ingressam na empresa, dará mais atenção aos riscos que podem estar associados à realização das respectivas atividades. De acordo com a Norma Regulamentadora no 4 (NR-4), está definido quem são os profissionais responsáveis e quais são as obrigações dos serviços especializados em engenharia de segurança e em medicina do trabalho. São cinco as especialidades: Auxiliar em enfermagem do trabalho. Enfermeiro do trabalho. Engenheiro de segurança do trabalho. Médico do trabalho. Técnico de segurança do trabalho. Cabe salientar a atenção que deve ser dada aos recursos humanos antes, durante e depois de cada tarefa realizada. Como resultado, pretende-se alcançar o bem-estar, a proteção e a qualidade de vida dos colaboradores. A implementação de um SGSST, com base em requisitos da OHSAS 18001:2007, permite que a empresa tenha seu sistema reconhecido por uma entidade exterior, à semelhança do que Segurança e saúde no trabalho e a proteção do acontece com outros sistemas de gestão. Isso trabalhador. também é positivo para a imagem da empresa perante os clientes. Além disso, pode resultar em vantagens competitivas quando se tratar de uma diferenciação no que se refere à concorrência, uma vez que se estabelece uma relação de comprometimento com a legislação. SGSST se espelha na política de SST, que é geralmente definida por uma área responsável pelo planejamento estratégico. Portanto, um pensamento coerente seria conhecer como deve ser implementado um sistema com essa finalidade. Todavia, antes de se conhecer alguns dos passos para a implementação de um SGSST, é importante saber que este deve ter como base uma política da SST estabelecida pela organização e que todos a conheçam. Sobre essa política, é totalmente razoável que os seguintes aspectos sejam contemplados: definição de uma estrutura operacional para o negócio;planejamento de processos, atividades e tarefas que vão estar presentes nas áreas; definição sobre o conjunto de atribuições de cada área; definição sobre a alocação de recursos; mapeamento de riscos e identificação de perigos. SGSST com base na norma OHSAS 18001:2007 A seguir, tendo como referência a norma OHSAS 18001:2007, serão apresentados alguns estágios que constituem um ciclo de aperfeiçoamento contínuo no gerenciamento quando se pretende implementar um SGSST. Levantamento da situação inicial É imprescindível conhecer em que situação a empresa está realizando suas atividades. É recomendável uma consulta aos registros de acidentes e afastamentos de trabalhadores, assim como a obtenção de informações sobre atividades insalubres ou perigosas, entre outros aspectos. Política Após o levantamento da situação inicial, é importante trabalhar na elaboração de uma política de SST, considerando, entre outros pontos, a necessidade de monitorar e controlar as condições de trabalho. De nada adianta uma política bem-concebida se não houver a aceitação e comprometimento dos recursos humanos.Planejamento Depois que a política for concebida e posta em prática, cabe realizar um planejamento que contemple os seguintes pontos: Avaliação de riscos identificação e adoção de medidas para eliminar, ou mitigar, os eventos de riscos existentes nos locais de trabalho. Requisitos legais restrições impostas ou capacidades necessárias para se atingir um objetivo estabelecido em lei ou normas técnicas. Objetivos saber quais são os objetivos da organização e como podem ser alcançados por meio da adoção de um SGSST de maneira possam ser conciliados com a política definida. Plano de ação é fundamental que seja elaborado um plano de ação que defina o que será feito, por que, onde, por quem, quando, como e por qual custo. A ferramenta gerencial 5W2H pode contribuir para isso. A 5W2H realiza um checklist (verificação) administrativo de atividades, prazos e responsabilidades que devem ser desenvolvidos com clareza e eficiência pelos stakeholders (partes interessadas que devem estar de acordo com as práticas de gestão). Após a elaboração do plano de ação, cabe definir as estratégias táticas e operacionais que vão servir de suporte para a política. Nesse momento, serão identificados aqueles colaboradores que apresentam um conjunto de habilidades para resolver tarefas específicas. Serão alocados recursos para as ações previstas no plano de ação e para a organização dos fluxos de dados e informações que serão gerados em cada ação prevista no plano de ação. Implementação e operação Nesta etapa, tudo precisa ser posto em prática. Esse é o momento de executar as ações que permitirão alcançar os níveis de melhoria desejados em cada ambiente de trabalho selecionado. Os esforços são direcionados para identificar pontos críticos que possam oferecer algum tipo de perigo ao trabalhador, bem como controlar possíveis eventos de riscos que possam ser manifestados. Deve- se pensar também em planos de contingência que preparem a empresa para enfrentamento de situações de crises potenciais que possam provocar algum tipo de impacto. Tudo isso pensando na proteção dos trabalhadores e preservando recursos considerados vitais para negócio. Verificação e ação corretiva Uma vez que as ações são executadas, a organização deve definir procedimentos para monitorá-las a fim de saber se foram realizadas de acordo com planejamento feito e medir o desempenho do SGSST. Nesse momento, é muito provável que sejam necessários ajustes.Análise crítica pela administração A alta administração deve analisar criticamente o SGSST de maneira a garantir sua conveniência, adequação e eficácia contínuas. As informações coletadas vão possibilitar que as avaliações sejam realizadas. passo seguinte é a documentação dessas avaliações. Melhoria contínua Tomando por base a filosofia de melhoria contínua conhecida como Kaizen, que foi uma combinação da teoria administrativa de Jules Henri Fayol (1841-1925) (Teoria Clássica da Administração) e das contribuições de melhoria em processos de William Edwards Deming (1900-1993) (melhoria contínua ciclo PDCA), pode-se aplicar diversas práticas que incidem sobre a melhoria contínua dos processos nas áreas de gestão e saúde. A fim de se alcançar melhor desempenho possível em um SGSST, é comum empregar ações de naturezas preventivas e corretivas. É compreensível que, quando necessário, tratamento de não conformidades seja feito por meio de correções. Logo, sobre os processos de gestão do SGSST, a conhecida ferramenta Ciclo de PDCA é perfeitamente aplicável. Todavia, demanda a integração de atividades que atendam aos requisitos e às exigências de normas regulamentadoras e técnicas, bem como outras exigências sobre a segurança e saúde do trabalho. PLANEJAR CICLO DE AGIR FAZER DEMIN CHECAR A melhoria contínua é requisito essencial em um sistema de gestão. Está associada aos processos de acompanhamento e à medição de desempenho, que consideram indicadores voltados para resultados de desempenho. A imagem a seguir sintetiza cada um dos estágios, ou propostas, para se implementar um SGSST com base na OHSAS 18001:2007.Melhoria contínua Levantamento da Análise crítica situação atual pela administração Política de SST Verificação e ação corretiva Planejamento Implementação e operação Sistema de gestão de segurança e saúde no trabalho baseado na OHSAS 18001:2007. Migração da OHSAS 18001 para a ISO 45001 A norma que direcionava as empresas quanto aos requisitos para implementação de um SGSST voltado para questões de saúde e segurança do trabalho era a OHSAS 18001:2007. Porém, no ano de 2018, a International Organization for Standardization (ISO) publicou a norma ISO 45001, com tema "SGSST Requisitos com orientação para uso". Essa norma internacional visa fornecer a organizações qualquer tamanho uma estrutura para estabelecer, implementar, manter e melhorar um sistema de saúde e segurança ocupacional (SSO), eliminando perigos e minimizando riscos de incidentes e acidentes no exercício e na realização de tarefas pelos trabalhadores. Uma organização tem a responsabilidade pela saúde ocupacional e segurança do conjunto de colaboradores, bem como por outros fatores que podem afetar suas atividades. Essa responsabilidade inclui promover e proteger a saúde física e mental de todos. A partir de 2018, muitas empresas que aplicavam a OHSAS 18001:2007 começaram gradativamente a iniciar a transição para a ISO 45001:2018. A explicação era simples: existia a necessidade de as organizações se manterem atualizadas com os requisitos que abrangessem a segurança, higiene e saúde no trabalho de uma forma mais abrangente. Ao longo do processo de migração para a ISO 45001:2018, os gestores responsáveis pelo sistema SSO devem conhecer detalhadamente cada característica e coletar dados e informações com base no negócio e na estrutura da empresa. Um dos alvos da ISO 45001:2018 é a melhoria contínua de processos organizacionais. A norma ISO 45001:2018 está substituindo a norma OHSAS 18000:2007, padrão anteriormente usado. Todavia, o ritmo dessa mudança tem sido muito lento até os dias atuais. Diferenças entre as normas OHSAS 18001:2007 e ISO 45001:2018Quando se trata de uma análise entre as normas OSHAS 18001 (BSI, 2007) e a ISO 45001 (ISO, 2018), é comum OSHAS 18001 evidenciar algumas diferenças, tais como: maior participação dos trabalhadores, sobretudo quando se trata (BSI, 2007) de assuntos relacionados a saúde e absenteísmo e atualização a respeito de documentação gerada dentro das X áreas da empresa. Acrescenta-se ainda que a ISO 45001:2018 foca a interação entre a empresa e todo o seu ISO 45001 ambiente de negócio, enquanto a OHSAS 18001:2007 busca gerenciar os perigos ocupacionais que podem atingir a (ISO, 2018) saúde e a segurança dos colaboradores. A norma ISO 45001:2018 tem uma visão mais orientada para os processos e suas melhorias, atentando-se mais aos eventos de riscos e oportunidades em SSO, como também sobre outros riscos e oportunidades associados ao sistema de gerenciamento SSO. A OHSAS 18001:2007 dá mais ênfase aos procedimentos e atua exclusivamente com riscos SSO. A ISO 45001:2018 contempla requisitos das partes interessadas, mas mesmo não ocorre na OHSAS 18001:2007. Uma das formas de comprovação do atendimento aos requisitos da norma ISO 45001:2018 é por meio de um processo de certificação acreditado, que pode ser executado por empresas independentes, imparciais e competentes para realizarem essa atividade. fato é que a norma ISO 45001:2018 destaca, entre seus requisitos, que é preciso que a alta administração realize um trabalho de planejamento estratégico que esclareça o verdadeiro contexto da organização. Isso inclui não somente a compreensão de necessidades e expectativas de todos os colaboradores, mas também daqueles que interagem de alguma maneira com o SGSST. A norma ISO 45001:2018 aborda a relevância de levantamentos sobre riscos e oportunidades de negócio da organização, procurando enfatizar a importância de eliminar perigos e reduzir riscos de SSO nos controles operacionais. Outro ponto a ser comentado trata da gestão de mudança, cuja finalidade é indicar o quanto é preciso estar pronto para desenvolver controle de mudanças temporárias e permanentes planejadas e que trazem impactos sobre o desempenho de SSO. A melhoria contínua é tratada como fundamental, uma vez que sempre é possível pensar em realizar atividades visando à otimização de recursos presentes nos ambientes de trabalho. Com a ISO 45001:2018, as organizações serão capazes de: Garantir Que a gestão de saúde e de segurança esteja alinhada com planejamento estratégico de uma empresa. 1Permitir Uma maior integração entre as normas de sistemas de gestão. 2 Envolver Gestores ou líderes de áreas nos processos internos de SSO. 3 Aumentar desempenho de indicadores saúde e segurança ocupacional. 4 Considerar Riscos e oportunidades de melhorias dentro das empresas. 5 Verificando aprendizado Questão 1 Ao longo do conteúdo, temos sustentado argumentações que indicam que a implantação de um sistema de gestão de saúde e de segurança do trabalho pode proporcionar diversos benefícios para a empresa e para conjunto de seus trabalhadores. Assinale a única alternativa que expressa esse pensamento.A Na realidade, não existem sistemas de gestão de saúde e de segurança do trabalho perfeitos em empresas e, por isso mesmo, qualquer exigência nesse sentido não deveria ser considerada. Somente os recursos humanos são capazes de trazer retornos financeiros para as empresas. c A implantação de um sistema de gestão da segurança e da saúde do trabalho deixou de ser fundamental para as empresas, pois atender ao ambiente externo, ou seja, aos consumidores, com produtos de qualidade, é a principal estratégia de qualquer negócio atualmente. D A implantação de sistemas de gestão de saúde e de segurança do trabalho garante a redução de indenizações e multas sofridas pelas empresas. E Trabalhadores experimentam um aumento da sensação de segurança durante a realização de tarefas quando existe um sistema de gestão de saúde e de segurança do trabalho corretamente implantado. A alternativa E está correta. A implantação de um sistema de gestão de saúde e de segurança do trabalho, quando corretamente realizada, pode proporcionar diversos resultados positivos para as empresas. Um desses resultados que pode ser destacado é o aumento da sensação de segurança e proteção no momento de se executar as tarefas. Questão 2 A migração para a norma OHSAS:2007 já vem sendo realizada pelas empresas. Muito embora considere um escopo parecido em relação à OHSAS 18001, a ISO 45001:2018 tem características distintas. Assinale a única alternativa que contém uma afirmação correta referente às normas. A A ISO 45001:2018 não aprimora necessariamente sistema de gestão em SST, deixando-o menos eficiente e aplicável. A norma OHSAS 18001 tem como finalidade somente proteger os colaboradores de uma organização para que tenham um ambiente de trabalho seguro, porém aspectos de saúde não são contemplados pela norma. cA ISO 45001:2018 é uma norma internacional que foca a melhoria de processos e desempenho das empresas no que se refere a saúde e segurança do trabalho (SST). D A norma OHSAS 18001 não trata de acidentes de trabalho. E A ISO 45001:2018 tem o objetivo de auxiliar as empresas a repensarem seus processos, mas considera apenas a redução de doenças ocupacionais, e não os acidentes no trabalho. A alternativa c está correta. Houve a necessidade da transição da OHSAS 18001:2007 para a ISO 45001:2018, por parte das empresas, para que pudessem se manter atualizadas aos requisitos de segurança, higiene e saúde no trabalho.3. A importância da auditoria em sistemas de gestão de segurança e saúde no trabalho nas organizações Conceito de auditoria A Necessidade de Auditoria em Sistemas de Gestão de Saúde e de Segurança do Trabalho nas Empresas e Papel do Auditor Neste vídeo, conheça mais sobre sistema de gestão em saúde e segurança. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. termo "auditoria" tem origem latina (audire). Inicialmente, foi empregado na Inglaterra para rotular a tecnologia contábil da revisão (auditing), que hoje tem um sentido mais abrangente. Pode-se definir a auditoria interna como uma série de elementos, entre os quais estão os exames, análises, avaliações, levantamentos e comprovações, metodologicamente estruturados para a avaliação da integridade e da adequação, entre outros indicadores de processos. Uma auditoria considera também os sistemas de informação e controle interno integrados ao ambiente e de gerenciamento de riscos que assistem a administração da organização auditada no alcance de seus objetivos. Norma de auditoria e SGSST A ISO 19011 Diretrizes para auditoria de sistemas de gestão foi publicada em julho de 2018. No Brasil, em dezembro do mesmo ano, foi publicada a norma ABNT NBR ISO 19011, que forneceu orientação sobre a auditoria de sistema de gestão, incluindo os princípios de auditoria, o gerenciamento de um programa de auditoria, atividades de auditoria (orientações sobre a condução de auditoria de sistemas de gestão) e orientação sobre a avaliação de competência de pessoas envolvidas no processo de auditoria. Todas essas atividades podem ser realizadas por profissionais que façam o gerenciamento do programa de auditoria, por auditores e pela equipe de auditoria. A ABNT NBR ISO 19011:2018 apresenta diretrizes que podem ser flexíveis e devem ser atendidas por colaboradores que atuam em diferentes níveis hierárquicos dentro de uma mesma organização, seja qual for o seu tamanho ou porte. A norma NBR ISO 19011:2018 pode ser utilizada na estruturação e manutenção de qualquer sistema de gestão (saúde e segurança, qualidade, ambiental, entre outros). Outra informação valiosa a respeito dessa norma está relacionada à inclusão, em seu escopo, do conceito de risco, introduzido como base para as auditorias de sistemas de gestão. Adicionalmente, a norma considera requisitos para a auditoria o gerenciamento de programa de auditoria (responsabilidade, objetivos, coordenação e disponibilização de recursos), as atividades de auditoria e um conjunto de habilidades que um auditor e a equipe auditora de devem ter. A nova versão da ISO 19011:2018 não se aplica a auditorias de certificação (denominadas também de terceira parte) e considera ciclos da certificação, procedimentos de tratamento de reclamação, além de requisitos do sistema de gestão da certificadora que são auditados pela acreditadora (instituição que está realizando a avaliação). No caso de se proceder a uma auditoria, será necessário que o auditor tenha participado de umtreinamento específico relativo à ISO 19011:2018 e que conheça muito bem o SGSST que será objeto de auditoria. Por outro lado, tendo como referência a norma ISO 45001:2018, um SGSST deve ser pensado necessariamente pela alta direção (liderança) de uma empresa, que, além de estabelecer as medidas a serem seguidas por todos, exige firmemente o comprometimento em relação ao atendimento das normas. Importância da auditoria Muitas empresas querem medir seu desempenho em relação ao atendimento aos requisitos das normas monitoradas aplicadas em seus sistemas de gestão. A realização de auditorias é uma maneira de realizar essas medidas. A auditoria faz uma avaliação criteriosa, cujo objetivo é a verificação e análise de atividades para saber se estão em conformidade com seu planejamento e se foram implementadas de maneira efetiva, tendo como referência as normas a que estão submetidas. Uma auditoria de gestão tem como fundamento principal dar autenticidade à eficiência dos trabalhos realizados por uma empresa. A auditoria atua para encontrar situações que representem problemas no presente ou no futuro. A ISO 19011:2018 fornece diretrizes para usuários em todos os níveis de organizações, sejam pequenas, médias ou grandes, que venham a realizar auditorias de primeira, segunda ou terceira parte para sistemas de gestão. Além das diretrizes para auditoria, essa norma estabelece requisitos para a competência e a avaliação de um auditor e de uma equipe de auditora. Em uma auditoria, é possível consultar arquivos com dados e informações disponíveis em acervos mantidos pela organização e identificar as não conformidades presentes em cada uma das atividades que integram cada um dos processos realizados rotineiramente dentro das áreas. intuito é saber se o planejamento foi efetivo no que se refere ao atendimento de normas empregadas em cada ambiente de trabalho. Com isso, é possível realizar ações que visem à melhoria contínua de alguns processos considerados críticos ou que precisem ser otimizados a fim de alcançarem performances superiores às apresentadas. Particularmente, as áreas de SST dentro das empresas recebem a auditoria com base na norma ISO 45001:2018 ou na OHSAS 18001:2007, sendo realizadas checagens muito minuciosas em relação às adequações conforme a norma utilizada como referência. Normalmente, a realização de uma auditoria dentro de determinada empresa pode servir de motivo para que seja iniciada uma auditoria de certificação. Quando essa empresa não tem certificação, podem ser empregados os procedimentos da norma que foi usada para manter ciclo de melhoria contínua. A auditoria em segurança do trabalho é fundamental para toda empresa que deseja atuar de acordo com a legislação. Essencialmente, a empresa quer saber se as exigências inerentes aos processos gerenciais e operacionais estão sendo cumpridas. Isso é realizado por meio de preceitos definidos por normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), pelas Normas Regulamentadoras (NR), por normas de segurança e saúde no trabalho (SST), entre outras referências.A auditoria permite identificar os fatores não conformes presentes em operações que podem aumentar as chances de ocorrência de doenças ocupacionais, de incidentes ou acidentes de trabalho. Dessa maneira, é feito um relatório de não conformidade com informações que serão entregues ao auditado (empresa). Princípios fundamentais para a prática profissional de auditoria Alguns princípios de auditoria devem ser seguidos pelos profissionais que tenham como missão a realização de uma auditoria (ABNT, 2018): Integridade É considerada a base do profissionalismo. Seus fundamentos são a confiança, a confidencialidade, a ética e a discrição, os quais são essenciais para auditar. Um auditor deve ser imparcial e atuar de forma honesta e responsável. Apresentação Justa Um auditor tem a obrigação de relatar com veracidade e precisão o que observa na realidade, e suas conclusões devem ser com base na verdade. Sua comunicação deve ser clara e justa, relatando os fatos e apontamentos da auditoria com precisão e transparência. Devido atendimento profissional Um auditor deve ser cauteloso nas tarefas que realiza, além de ser competente naquilo que observa, de maneira que os clientes e partes interessadas não percam a confiança nele. Confidencialidade Um auditor deve ser prudente no uso e na proteção das informações que levantadas quando está trabalhando em sistemas de gestão. Cabe destacar que os dados e processos examinados na auditoria são confidenciais. Independência É muito importante que a imparcialidade seja uma constante durante a auditoria, bem como a objetividade diante das conclusões de auditoria. Um auditor jamais deve ser tendencioso, devendo evitar conflito de interesse. Abordagem baseada em evidências As constatações e conclusões de auditoria devem ser feitas somente nas evidências de auditoria. As evidências contribuem para a veracidade das conclusões de auditoria.Mentalidade de risco Uma auditoria deve considerar riscos e oportunidades, que derivam do contexto da organização, para planejar e para verificar gerenciamento da organização. Atividades desempenhadas por um auditor Normalmente, existe uma série de atividades desempenhadas dentro de áreas que integram uma empresa. Essas atividades serão objetos de análises de uma auditoria. Geralmente, os auditores procuram por irregularidades, constatam divergências e identificam e apuram desvios em relação aos requisitos previstos em normas. Entretanto, cabe ao auditor compreender o escopo, ou seja, saber onde exatamente o sistema de gestão se aplica, contribuindo para a sua melhoria. auditor deve, portanto, preocupar-se com quaisquer atividades da empresa que possam ser úteis à gestão. Assim, seu trabalho deve ser feito com a finalidade de atingir seus objetivos e, por conseguinte, deve desempenhar as seguintes atividades: Revisar e avaliar A eficácia, suficiência e aplicação dos controles operacionais. 1 Determinar a extensão do cumprimento Das normas, dos planos e procedimentos vigentes. 2 Determinar a extensão dos controles Sobre a existência dos ativos da empresa. 3Determinar grau De confiança de informações e dados da empresa. 4 Avaliar a qualidade Alcançada na execução de tarefas determinadas para cumprimento das respectivas responsabilidades. 5 Avaliar os riscos Estratégicos e de negócio da organização. 6 Processo de auditoria processo de auditoria é composto por cinco etapas, nas quais são examinadas a regularidade e a eficiência da gestão administrativa. foco está sobre a melhoria dos processos e controles internos da empresa. Um correto planejamento feito pelo auditor pode ser fundamental para alcançar êxito. A seguir, são apresentadas as cinco etapas do processo de auditoria: Planejamento e levantamento de processo É a etapa fundamental para um ótimo resultado no trabalho de auditoria, na qual a equipe de auditoria deve documentar seu planejamento e preparar programa de trabalho por escrito. Ainda na fase de planejamento da auditoria, deve ser feita a análise dos riscos, entre outros pontos.Programa de auditoria É o objetivo final do planejamento, que busca a definição dos meios mais econômicos e eficientes para se atingir os objetivos da auditoria. A programação dos trabalhos deverá ser consolidada em documento que contenha os seguintes itens: objeto, objetivos, escopo, avaliação dos riscos envolvidos, procedimentos de auditoria a serem executados, recursos a serem utilizados, símbolos padronizados para auxiliar na verificação das etapas e metas e, finalmente, cronograma detalhado. Execução É a etapa de aplicação do programa de auditoria. Relatório e conclusão É o documento que contém a conclusão do trabalho de auditoria, descrevendo os erros, entre outros pontos que foram verificados no decorrer da revisão dos procedimentos. Monitoramento das recomendações É um acompanhamento dos processos com relação às orientações recebidas a fim de assegurar que estão sendo executados corretamente para prevenção de irregularidades. Benefícios a serem alcançados por meio das práticas de auditoria: aumento da credibilidade na gestão e em relação aos clientes e às partes interessadas; melhora da comunicação entre as áreas da organização; prevenção de incidentes e acidentes de trabalho; melhorias em indicadores de processos; análise e avaliação sistemática dos sistemas de controles internos das organizações. Auditorias em segurança e saúde Um dos objetivos de um SGSST é a capacidade de mensurar a efetividade de sua melhoria à medida que tempo avança. É possível afirmar que a qualidade dessas medidas depende bastante da qualidade do mecanismo de auditoria usado, seja interno seja externo. Além disso, deve ser considerado também preparo dos auditores responsáveis.A verdade é que maioria dos sistemas de gestão tende a ficar obsoleta com tempo, sendo necessária implementação de um processo de auditoria para manutenção do funcionamento e a melhoria do desempenho do SST. A auditoria interna do SST é vista como uma ferramenta importante às organizações porque fornece um exame de fatos consumados e pode contribuir para a otimização de procedimentos atuais e futuros. Logo, a auditoria é considerada fundamental para um sistema, que completa o ciclo de controle e constitui a necessária retroalimentação do sistema, de modo a permitir que a organização mantenha e desenvolva suas capacidades para a prevenção de riscos. foco de uma auditoria sobre um SGSST está direcionado à promoção da saúde e à preservação da integridade física de todos que interagem com determinado ambiente de trabalho. A auditoria pode proporcionar elementos para que o processo de tomada de decisão na administração das organizações seja melhor orientado nos aspectos da segurança e saúde no trabalho. Na área de SST, as auditorias são baseadas na ISO 45001:2018 ou na OHSAS 18001:2007, e são feitas verificações que analisam criteriosamente as adequações de uma empresa à referida norma. No entanto, uma auditoria interna pode levar em consideração apenas a norma à qual determinada empresa precisa atender, não sendo necessariamente uma norma ISO, mas, sim, uma norma interna que permeia suas próprias atividades e possibilita sua adequação às atividades desenvolvidas. Quando se realiza uma auditoria do SGSST, existe um interesse em se medir alguns indicadores de desempenho (eficácia, eficiência e efetividade) e as melhorias alcançadas com as práticas de gestão. A forma como essas medidas se apresentam depende bastante da qualidade do mecanismo de auditoria (entrevistas, questionários e acessos a sistemas integrados de informação) que for empregado, bem como de quem vai realizá-la. foco da auditoria será sobre procedimentos, processos e recursos que serão auditados para saber se estão adequados e se garantem a proteção da segurança e da saúde dos trabalhadores, como também a prevenção de incidentes e acidentes de trabalho. As conclusões da auditoria devem determinar se o SGSST implementado está efetivo e ajustado à política de SST da organização e à promoção da ampla participação dos trabalhadores. É preciso analisar se a organização está cumprindo as regulamentações e leis nacionais. No relatório de auditoria, deve constar tudo o que foi apontado quanto a ocorrências verificadas para que sejam providenciados os ajustes necessários. Verificando aprendizado Questão 1 Em 2018, surge a norma ISO 19011:2018, que, entre outros propósitos, pode ser considerada uma das ferramentas mais importantes para que a liderança de uma empresa acompanhe e melhore desempenho de seu sistema de gestão. A respeito dessa norma, é correto afirmar que: A é aplicada somente a sistemas de gestão de saúde e de segurança.B estabelece uma série de diretrizes para a realização de auditoria em sistemas de gestão e pode ser aplicada em todas as empresas e em diferentes poderes dentro da administração. c é muito conhecida pelo seu poder de fiscalização, e não como de auditoria. D não é preciso competência para trabalhar com a norma. E é criticada pelos especialistas pela não inclusão do conceito de risco. A alternativa está correta. A ABNT NBR ISSO 19011:2018 apresenta diretrizes que são flexíveis, podendo ser utilizadas por colaboradores em diferentes níveis hierárquicos dentro da empresa. Questão 2 Muitos dizem que, talvez, um dos problemas mais graves das empresas atualmente seja a falta de transparência, que pode trazer inúmeras consequências para as transações empresariais e inviabilizar novos negócios e a competitividade frente ao mercado. Entretanto, para garantir essa transparência nos negócios e aumentar a credibilidade perante terceiros, é fundamental que uma empresa realize auditorias. Aponte a alternativa que torna evidente a importância de se fazer uma auditoria. A Normalmente, investiga as atividades com profundidade para saber se a empresa cumpre as especificações definidas pela área de planejamento e se são corretamente aplicadas. Proporciona aumento de produtividade para todos os trabalhadores sempre quando corrige algum erro ou falha dentro de uma área. Pode ser realizada por colaboradores sem experiência e treinamento no tema auditado. D Garante a conquista de clientes em mercados altamente competitivos. E É totalmente independente e não segue orientação de uma norma.A alternativa A está correta. papel de um auditor é realizar a auditoria, durante a qual é feita uma análise criteriosa de tudo o que envolve a atividade produtiva. Essas atividades devem estar em conformidade com as normas e a legislação vigente.4. Conclusão Considerações finais Como estudamos ao longo de cada módulo, toda empresa, independentemente de seu porte, de sua cultura ou de seus objetivos estratégicos, deveria considerar a concepção de um sistema de gestão de segurança e saúde no trabalho. Todos os tipos de recursos existentes, principalmente relacionados a capitais humanos, devem ser colocados como prioridade dentro de qualquer negócio. Aliás, é bastante inteligente pensar nesse sentido, pois a situação ideal é aquela em que todos, após o cumprimento de sua jornada de trabalho, possam retornar para casa assim como chegaram a seus postos de trabalho. Rotineiramente, auditorias baseadas em normas deveriam ser empregadas para verificar se existe algum tipo de não conformidade em locais de trabalho, os quais reúnem uma quantidade de processos que precisam ser desempenhados para atendimento dos propósitos comerciais de uma empresa. Podcast Ouça, agora, um resumo do conteúdo abordado feito pelo especialista Fernando Medina. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para ouvir áudio. Explore+ Para aprimorar os seus conhecimentos no assunto estudado: Leia o guia Guidelines um ocupacional safety and health management systems, ILO-OSH 2001, Geneva, International Labour Office, 2001, e entenda como foram moldados os princípios de segurança e saúde ocupacional acordados e como fornecem um instrumento único e poderoso para o desenvolvimento de uma cultura de segurança sustentável dentro e fora das empresas, beneficiando trabalhadores, organizações, sistemas de segurança e saúde e meio ambiente. Busque a dissertação de mestrado intitulada Sistema de gestão da segurança e saúde no trabalho para empresas construtoras, de Anderson Glauco Benite, USP, 2004, e veja como os resultados encontrados demonstraram que a implantação de um SGSST pode trazer melhorias significativas nas condições de trabalho, principalmente quando se está diante de uma nova cultura que considera a saúde e a segurança no trabalho. Leia artigo Cultura e gestão da segurança no trabalho: uma proposta de modelo, de Anastácio Pinto Gonçalves Filho et al., publicado na revista Gestão da Produção, São Carlos, V. 18, n. 1, p. 205-220, 2011, e entenda como um modelo pode ser utilizado pelas organizações para identificar o estágio de maturidade de sua cultura de segurança. ReferênciasARAÚJO, N. Proposta de sistema de gestão da segurança e saúde no trabalho, baseado na OHSAS 18001, para empresas construtoras de edificações verticais. Tese (Doutorado em Engenharia de Produção) Departamento de Engenharia de Produção, Universidade Federal do Pernambuco, João Pessoa, 2002. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT. NBR 18.801: sistema de gestão de segurança e saúde do trabalho: requisitos. Rio de Janeiro: ABNT, 2010. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. ABNT. NBR ISO 19011: diretrizes para auditoria de sistemas de gestão. Rio de Janeiro: ABNT, 2018. CAVALCANTI, A. Evolução dos Sistemas de Gestão de Saúde e Segurança nas Organizações CASO MRN. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE MINERAÇÃO, 8., 2014. Consultado na internet em: 4 out. 2021. CERQUEIRA, J.P. de. Sistemas de gestão integrados: ISO 9001, OHSAS 18001, SA 8000: conceitos e aplicações. 2. ed. Rio de Janeiro: Qualitymark, 2010. 536 p. CONCEITO e a importância da auditoria. Portal de Auditoria. Consultado na internet em: 22 jun. 2021. DA SILVA, R. G.; FISCHER, F.M. Auditoria do sistema de gestão da segurança e saúde no trabalho. 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