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UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ – CAMPUS PRESIDENTE VARGAS Alunas: Ana Carolina Mazzoli e Ana Rachel Bucar – M3 2020.2 Disciplina: SOI III FISIOLOGIA SECREÇÃO GÁSTRICA E PANCREÁTICA SECREÇÃO GÁSTRICA Funções: • Secretórias (HCl e enzimas) • Motoras • Hormonais (gastrina e somatostatina) Funções do estômago • Armazenamento – atua como reservatório temporário para o alimento • Secreção de H+ para matar microrganismos e converter pepsinogênio em sua forma ativa • Secreção do fator intrínseco, para absorver a vitamina B12 (cobalamina) • Secreção de muco e HCO3 – para proteger a mucosa gástrica • Secreção de água para lubrificação para prover suspensão aquosa dos nutrientes • Atividade motora para misturar as secreções (H+ e pepsina) com o alimento ingerido • Atividade motora coordenada que regula o esvaziamento do conTEÚdo para o interior do duodeno EEI – alterações no esfíncter causam refluxo gastroesofágico piloro – regulação do esvaziamento gástrico, depende da capacidade de processamento do duodeno. Principais células • Célula superficial o Produção de muco mais viscoso, insolÚVel • Célula mucosa do colo o Produção de muco mais solÚVel (lubrificação) • Célula regenerativa • Célula parietal o Secreção de HCl e de fator intrínseco • Célula principal o Produz pepsinogênio, lipase gástrica • Célula endócrina Secreção gástrica • Suco gástrico – o estômago secreta 1-2 litros de fluido por dia Suco Gástrico: mistura das secreções das células da superfície do epitélio e das secreções das glândulas gástricas. As glândulas gástricas se encontram na parede do estomago e são reuniões de várias células, as quais, cada qual, produz uma secreção específica. • Constituintes inorgânicos o Água o Eletrólitos: Na, K, Cl, HCO3 o Ácido clorídrico (HCl) • Constituintes orgânicos o Pepsinogênio (pro enzimas inativas) e pepsinas (proteases) - produzido por células das glândulas gástricas e a forma inativa da pepsina o Lipase gástrica o Fator intrínseco (glicoproteína) - importante para absorção da vitamina B12 o Mucina (glicoproteína) - tem a função de lubrificação do alimento para evitar lesões na parede do estômago o Gastrina o Somatostatina o Histamina A quantidade de suco gástrico presente no estomago depende da fase da digestão. Oligoproteínas → proteínas menores que uma proteína normal. Glicoproteína → proteína que tem uma glicose aderida a ela. HCl UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ – CAMPUS PRESIDENTE VARGAS Alunas: Ana Carolina Mazzoli e Ana Rachel Bucar – M3 2020.2 Disciplina: SOI III FISIOLOGIA • Células parietais • Confere o suco gástrico um pH próximo a 1 ou 2 • Regula a secreção de pepsinogênio e a sua conversão em pepsina o A célula principal produz o pepsinogênio e a célula parietal secreta o HCl que converte o pepsinogênio em pepsina • Função bactericida Pepsinogênio • Pró enzima inativa, sendo hidrolisado a pepsina (pHmedicamento que faz isso é o omeprazol. Nesse processo, ocorre também saída de bicarbonato (HCO3-) da célula e entrada de cloreto, o qual sai depois passivamente pela membrana da célula. Regulação da secreção gástrica de HCl • Estimula a secreção de HCL o Gastrina se liga no receptor CCKB, na membrana basolateral das célula parietais e estimula a bomba de H+/K+ e estimula a secreção de ácido clorídrico o Acetilcolina se liga no receptor M3, na membrana basolateral das célula parietais e estimula a bomba de H+/K+ e estimula a secreção de ácido clorídrico o Histamina se liga no receptor H2, na membrana basolateral das célula parietais e estimula a bomba de H+/K+ e estimula a secreção de ácido clorídrico • Acetilcolina e gastrina tem receptores nas células enterocromafins (ECL) que produzem Histamina que vai atuar na célula parietal estimulando a secreção ácida • Parassimpático é um estimulador de acetilcolina e peptídeo liberador de gastrina CÉLULA PRINCIPAL Grânulos de zimogênio → pepsinogênio (forma inativa da pepsina); Ação proteolítica da pepsina: ph 1,8 – 2,5 (digestão de 20% das proteínas); • Aumento do pH → Menor atividade da pepsina; UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ – CAMPUS PRESIDENTE VARGAS Alunas: Ana Carolina Mazzoli e Ana Rachel Bucar – M3 2020.2 Disciplina: SOI III FISIOLOGIA • pH > 5,0 → inativa a pepsina. O estímulo para que a célula principal libere pepsinogênio é acetilcolina, gastrina, próton e secretina (hormônio duodenal). Os quatro devem agir no mesmo tempo. O meio ácido transforma o pepsinogênio em pepsina, o pH deve estar entre 1.8 a 2.5. A pepsina INICIA a digestão de proteínas, quem termina é o intestino delgado. CÉLULA CERVICAL Ou célula produtora de muco ou célula epitelial superficial, ou seja, há esse tipo de célula nas glândulas e também no epitélio superficial. • Produção de fluido aquoso que contém Na+, Cl-, ↑K+ e HCO3- → Liberado para lubrificar o alimento. Deve haver grande quantidade de potássio porque ele troca com o H+ no processo de formação de HCl. • Muco viscoso insolÚVel que recobre a superfície do estômago (HCO3- fica retido no muco). Esse muco impede que o HCl e a pepsina penetrem e lesem a parede do estômago, isso se deve a presença de HCO3- em sua composição, visto que o HCO3- promove um efeito tampão. O fato de muco se viscoso, impede também a passagem da pepsina. Alterações no metabolismo desse muco podem causar diSTÚrbios no estômago. • Barreira Mucosa Gástrica: tem 0.2Mm de espessura, mantem pH neutro das células, reduz a difusão de HCl e pepsina para a superfície das células epiteliais e proteção do epitélio gástrico. A ingestão de alimentos leva ao aumento de HCO3- e muco. Com o movimento do alimento no estômago, se o ALIMENTO e a PAREDE DO ESTÔMAGO não estiverem lubrificados, pode ocorrer lesão na parede do estômago. O estímulo para secreção dessas células é feito por ACETILCOLINA e PROSTAGLANDINA. Os dois devem agir juntos. Anti-inflamatórios não asteroidais utilizados para algum tratamento promove uma inibição da produção da prostaglandina (provoca inflamação numa reação inflamatória) e para isso bloqueia-se uma enzima chamada COX-1. O bloqueio da prostaglandina será sistêmico e isso acarretará numa menor produção de muco no estômago, interferindo numa atuação benéfica, uma vez que a prostaglandina está diretamente envolvida na produção de muco no estomago. Se utilizado por muito tempo, anti- inflamatórios podem ocasionar problemas gástricos por desequilíbrio do muco, tal qual gastrite. A aspirina também interfere na produção de prostaglandina. H. Pylori causa gastrite, Úlcera e câncer gástrico. A somatostatina é um hormônio que inibe a secreção gástrica de uma maneira baixa. Quando o pH está muito baixo, ela atua para regular a acidez do estomago. Esse hormônio é produzido por células do estomago, intestino, hipotálamo. Reguladores • Secreção de HCl FASE CEFÁLICA: cor, odor, sabor, lembrança, mastigação, deglutição. Os sentidos estão muito envolvidos nessa fase. Essas informações são recebidas a nível cortical, nos nÚcleos motores dorsais do vago, de onde então sai uma eferência de comando, através da acetilcolina, nas glândulas gástricas e neurônios intermediários (plexos entéricos). ACETILCOLINA → Glândulas: aumento da atividade, ou seja, secreção do fluido gástrico. ACETILCOLINA → Neurônios Intermediários produzem Bombesina (GRP – peptídeo liberador de gastrina) que vai atuar nas Células G (não estão na glândula, estão dispersas na parede do estômago) que liberam Gastrina → Corrente Sanguínea (via endócrina) → Células Parietais e Principais → ↑ HCl. ACETILCOLINA + GASTRINA → ↑ Histamina (células enterocromafins) → ↑ HCl. ACETILCOLINA → Diminui produção de somatostatina. FASE GÁSTRICA: quando o alimento chega no estômago, ocorre mesmo processo anterior. É a fase de MAIOR produção de suco gástrico. UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ – CAMPUS PRESIDENTE VARGAS Alunas: Ana Carolina Mazzoli e Ana Rachel Bucar – M3 2020.2 Disciplina: SOI III FISIOLOGIA REFLEXO VAGAL CURTO → Devido à distensão gástrica pelo alimento ocorre ativação mecanorreceptores na parede do estômago, ou seja, ativa terminações nervosas do local, com isso reflexos vagais curtos são gerados, isso faz com que haja mais liberação de acetilcolina local e consequentemente mais HCl. REFLEXO VAGAL LONGO → A distensão gástrica também provoca esse reflexo, visto que parte das informações geradas ali vão até os nÚcleos motores dorsais do vago, ativando-os, esse processo leva então a mais liberação de acetilcolina. A fase de maior produção de suco gástrico é a fase gástrica e isso se deve ao fato desse processo ter se iniciado desde a fase cefálica (mastigação, odor, visão fazem o SNC a enviar mensagem para o estômago produzir suco gástrico para receber o alimento). Com a distensão do estômago, ocorre um aumento de estimulo, o que lava a uma maior ainda produção de suco gástrico. Alimentos que levam a uma maior produção de gastrina, ou seja, suco gástrico: aminoácidos e peptídeos (carnes), cafeína, cálcio (leite), álcool. Produção de Pepsinogênio Acetilcolina leva a produção de pepsinogênio. O H+ dispara o reflexo colinérgico local, além disso, aumenta a sensibilidade da célula principal a outros estímulos. A gastrina tem ação direta sobre a célula principal levando ao aumento da produção de pepsinogênio (a gastrina tem um receptor na célula principal). A gastrina também realiza uma ação indireta sobre a produção de pepsinogênio, visto que a presença de H+ provocada pela presença da gastrina, faz com que a célula principal se torne mais sensível a estímulos, produzindo ainda mais pepsinogênio. A secretina produzida pelo duodeno também leva ao aumento de pepsinogênio. Inibidores endógenos da secreção de HCl 1. Somatostatina – estômago • Secreção é estimulada por baixos valores de pH • Mecanismo direto o SS – Células D – receptor acoplado à proteína G nas células parietais – diminuição da secreção de HCl • Mecanismo indireto o SS – liberada pelas células D – inibe a secreção de gastrina (célula G) e histamina (ECL) o Ach inibe a secreção de SS 2. Prostaglandina (PGE2) UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ – CAMPUS PRESIDENTE VARGAS Alunas: Ana Carolina Mazzoli e Ana Rachel Bucar – M3 2020.2 Disciplina: SOI III FISIOLOGIA • Efeito protetor: o Redução HCl (inibe parietal, G e ECL) o Aumenta muco e HCO3 o Atua como parácrino, inibindo diretamente a secreção de HCL nas célulasparietais SECREÇÃO PANCREÁTICA • Localização É uma glândula anexa, participa do processo de digestão química. É necessária no processo de quebra do alimento em moléculas menores. O epitélio intestinal não tem habilidade de absorção de macromoléculas, entre as células do intestino existem junções de oclusão que impedem a passagem paralela de macromoléculas, sendo, portanto, a membrana luminal dos enterócitos uma barreira. Nessa membrana existem transportadores que só permitem a passagem de moléculas menores. O pâncreas é uma glândula mista. Existem duas partes no pâncreas: uma exócrina e uma endócrina. O pâncreas exócrino tem epitélio se organizando na forma de ácinos que produzem secreções que seguem para o duodeno através de ductos. Já as ilhotas de Langherans, são estruturas endócrinas (com regulação interna), as quais liberam o conTEÚdo nos vasos sanguíneos, porém, podem agir no interstício próximo de forma parácrina. As células acinares contem grande quantidade de grânulos secretórios. As secreções podem ser enzimáticas ou secreção hidroeletrolítica, sendo que o conteÚdo enzimático fica armazenado em grânulos e são liberadas por exocitose (migração dos grânulos para membrana luminal e depois então para os ductos). • Função secretora mista o Exócrina – função digestiva ▪ Ácinos – componente proteico ▪ Ductos – componente aquoso o Endócrina – hormônios ▪ Ilhotas de Langherans • Células beta – insulina • Células alfa – glucagon • Células alfa – somatostatina Secreção Pancreática A secreção pancreática é dividida em três fases: cefálica (alimento ainda não chegou no estômago, há mais secreção salivar nessa fase), gástrica e intestinal. A secreção pancreática já é estimulada a ser produzida desde a fase cefálica. Na fase gástrica também há secreção pancreática. Porém, quando o alimento chega ao duodeno, é que há predomínio de estímulos sobre a secreção pancreática (80% da secreção ocorre nessa fase). UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ – CAMPUS PRESIDENTE VARGAS Alunas: Ana Carolina Mazzoli e Ana Rachel Bucar – M3 2020.2 Disciplina: SOI III FISIOLOGIA O pâncreas exócrino possui inervação simpática e parassimpática. O SNA parassimpático atua com o nervo vago estimulando a secreção pancreática. Há um ducto que drena a vesícula biliar e que conflui com o pancreático, formando o ducto biliar comum, que desemboca no duodeno, alguns centímetros abaixo do piloro, na papila de Vater, envolta pelo esfíncter de Oddi, um espessamento da musculatura circular do intestino. É por esse local que ocorre a excreção das secreções pancreáticas. • O suco pancreático é formado por um componente aquoso isotônico, rico em HCO3 e de um componente proteico (enzimas digestivas) • Células acinares – componente proteico o Secreção fluida isotônica de NaCl, com pequeno volume o Enzimas ativas: ▪ alfa-Amilase pancreática ▪ Polissacaridase, cliva ligações glicosídicas ▪ Lipolíticas ▪ Lipase pancreática ▪ Colesterol esterase (inativa) ▪ Fosfolipase A2 (inativa) o Enzimas inativas: ▪ precursores das proteases ▪ Lançadas no lÚmen do ID ▪ A tripsina é ativada por causa de uma enteropeptidase na ▪ borda em escova, presa na membrana apical ▪ A tripsina ativa todo o restante das enzimas em sua ▪ forma proteolítica e também o próprio tripsinogênio ▪ A digestão de proteínas pode ser feita • Células dos ductos – componente aquoso o Secreção aquosa isotônica de NAHCO3- , neutralização do pH o ácido do quimo — de 1 a 1,5l/dia o Bicarbonato vai para a luz e o cloreto entra nas células do pâncreas o Um gradiente negativo é criado na luz o Na+ segue esse gradiente negativo o A água segue o gradiente do sódio o Assim a secreção líquida é criada Células acinares • Secreção fluida isotônica de NaCl – pequeno volume • Enzimas ativas: amilase e lipase • Enzimas inativas: precursores de proteases Enzimas proteolíticas • Lançadas no lÚmen do ID Enzima alfa-amilase pancreática • Polissacaridase, cliva ligações glicosídicas Enzimas lipolíticas UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ – CAMPUS PRESIDENTE VARGAS Alunas: Ana Carolina Mazzoli e Ana Rachel Bucar – M3 2020.2 Disciplina: SOI III FISIOLOGIA • Lipase pancreática, colesterol esterase e fosfolipase A2 Células dos ductos • Secreção aquosa isotônica de NaHCO3 – 1 a 1,5 L/dia FASE CEFÁLICA Nessa fase, há estimulo neural e sobretudo cortical, como por exemplo, memoria, olfação, visão. Com isso, o corpo se prepara para ingerir o alimento. Há também o estimulo da gustação, que é quando o alimento está na cavidade oral e está sendo preparado para ser deglutido. Nessa fase há produção de secreção salivar sobretudo, mas também há aumento do processo de secreção pancreática, secreção gástrica e secreção intestinal. A secreção pancreática nessa etapa é de pequeno volume e isotônica ou neutra. Quando ocorre um estímulo ela deixa de ser isotônica, passa a ter maior quantidade de eletrólitos e também é mais rica em enzimas. A secreção biliar, que tem associação com a secreção pancreática, tem pequeno volume também nessa fase, assim como as secreções intestinais. Fatores corticais e neurais são muito importantes para estímulo e o agente nesse processo é o nervo vago. FASE GÁSTRICA Quando o alimento chega no estomago, há predomínio de secreção gástrica nessa fase. Porém o pâncreas vai ser estimulado por gastrina e acetilcolina (nervo vago). FASE INTESTINAL É a fase de alimentos que vão promover o estímulo para liberação de hormônios duodenais, como a colecistocinina que é liberado por células endócrinas, que são as células I, esse hormônio é liberado em presença de alimento rico em proteínas e gorduras. A secretina também é um hormônio e é secretada devido a osmolaridade e pH pelas células S. Quanto mais denso e ácido o alimento, mais se estimula a secretina. A secretina estimula o pâncreas a liberar o conteÚdo hidroeletrolítico (para diluir volume do alimento e atuar no pH) e a colecistocinina estimula a secreção de enzimas. Agregada à secreção enzimática, há também secreção de NaCl, consequentemente, secreção de água, a secretina tem esse papel, mas a colecistocinina também leva a produção desse componente aquoso com NaCl. Controla da secreção pancreática Secretina - Produzida pelas células S • O quimo ácido estimula as células S a secretarem secretina, um antiácido natural • A secretina atua na secreção dos ductos (está precisando de bicarbonato para a neutralização) Colecistocinina (CCK) - Produzida nas células I • Peptídeos e lipídeos estimulam as células I UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ – CAMPUS PRESIDENTE VARGAS Alunas: Ana Carolina Mazzoli e Ana Rachel Bucar – M3 2020.2 Disciplina: SOI III FISIOLOGIA • CCK atua nas células acenares, que produzem enzimas para o processo de digestão Regulação neural — reflexo vago vagal — quimiorreceptores no ID • Liberação de Ach • Secreção pancreática DIGESTÃO DE CARBOIDRATOS • Processos hidrolíticos no TGI o Cavidade oral o Estômago o Duodeno e íleo proximal • O cólon não apresenta enzimas luminais e da borda em escova • Digestão inicia na boca e continua no ID (alfa amilase salivar e a alfa amilase pancreática) – endoamilases – hidrolisa ligações alfa (1,4) glicosídicas. Logo, não formam monômeros • Atuam no pH 4-11, ideal 6,9 (pHalfa amilase salivar pode hidrolisar até 75% do amido • Intestino delgado: o Alfa amilase pancreática (luminal) o Oligossacaridases (borda em escova): maltase, lactase, sacarase, alfa dextrinase e trealase. Intolerância à lactose • A lactase – apresenta declínio no desenvolvimento, após o desmame Absorção – Carboidratos Digestão de Carboidratos • Início: Na boca, via amilase salivar que hidrolisa 3-5% do amido. • Continua no estômago (fase de armazenamento) hidrólise de 75% do amido, formando dissacarídeos. • Duodeno: Amilase pancreática (enzima ativa secretada pelo pâncreas). Produtos: Maltose, maltotriose e dextrina. • Hidrólise final acontece no duodeno e jejuno proximal, oligossacaridase da borda em escova: Maltase, lactase, sacarase, dextrinase e trealase. Os carboidratos são digeridos em pequena parte na boca (3 a 5%) e são digeridas principalmente as ligações mais complexas do amido. Há uma certa continuação de digestão do amido ao nível do estomago porque a amilase salivar desce junto com o bolo alimentar. E o processo se completa no intestino pela ação da amilase pancreática, em que os polissacarídeos são quebrados. Inicialmente a amilase atua nos polissacarídeos gerando dissacarídeos, os quais vão sofrer ação de enzimas especificas (lactase, frutase, maltase, etc), gerando frutose, glicose, etc, depende do polissacarídeo. O monossacarídeo tem processos específicos de absorção e alguns transportadores específicos. A glicose é transportada por uma família de transportadores (SGLT, GLUT), os quais são importantes também para resgate dos nutrientes. A família dos GLUT´s está presente no intestino (resgate dos nutrientes), nos rins (reabsorção de glicose) e também em células alvo como um todo. No intestino o GLUT é do tipo 2 (não depende de insulina). E na região da borda em escova (nos rins também) há um cotransporte sinporta com sódio, assim, a glicose é absorvida ou reabsorvida junto com o sódio. A frutose tem o GLUT 5 como transportador na borda (vai para a célula) e GLUT 2 para saída (interstício – corrente sanguínea). UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ – CAMPUS PRESIDENTE VARGAS Alunas: Ana Carolina Mazzoli e Ana Rachel Bucar – M3 2020.2 Disciplina: SOI III FISIOLOGIA DIGESTÃO DE PROTEÍNAS FASE GÁSTRICA • Hidrolise proteica o Ativação do pepsinogênio – pepsina (HCl, pH adequado) o Pepsinas – 10 a 15% das proteínas ingeridas Praticamente todas as proteínas são digeridas e absorvidas: proteínas exógenas e endógenas FASE INTESTINAL • Hidrólise proteica por enzimas pancreáticas lançadas no duodeno Digestão por Enzimas Luminais: • Estômago (fase gástrica): PEPSINA - Hidrólise de 10 a 15% das proteínas de uma refeição, formando oligopeptídeos. Esta hidrolise NÃO é essencial para a digestão. • Intestino Delgado (Fase intestinal): enzimas pancreáticas são secretadas na forma inativa → Tripsinogênio, Quimiotripsinogênio, Pró- Elastase, Pró-Carboxipepitidases A e B. • Enteroquinase (Borda em escova): ativa o tripsinogênio formando a Tripsina (ação autocatalítica). A Tripsina ativa outras pró- enzimas formando oligopeptídeos (3-8 AA) e AA livres. • FIT - polipepitídeo do suco pancreático que inativa a Tripsina evitando a sua ativação no pâncreas. A pepsina no estômago inicia o processo de digestão, mas ela não é uma enzima tão eficaz que conclua. São necessárias outras no duodeno para finalizar a digestão de proteínas. Ela tem então uma ação inicial sobre as fibras elásticas e aponeuroses da carne, mas serão as proteínas pancreáticas que concluirão a digestão das proteínas e farão a digestão dos outros tipos de alimentos. Há, na borda em escova do intestino, uma série de enzimas que completam o processo de digestão. Há também a peptidase que também vai ser importante para ativar enzimas proteolíticas pancreáticas. A enzimas proteolíticas pancreáticas mais importantes para digestão de proteínas: tripsinogênio, quimotripsinogênio, pró-peptidase, pro-elastase, pró- carboxipeptidade. As enzimas proteolíticas são produzidas e liberadas na forma de pró-enzimas (zimogênios). É preciso que seja assim, porque se essas enzimas são liberadas ativas no pâncreas, ocorre UNIVERSIDADE ESTÁCIO DE SÁ – CAMPUS PRESIDENTE VARGAS Alunas: Ana Carolina Mazzoli e Ana Rachel Bucar – M3 2020.2 Disciplina: SOI III FISIOLOGIA um processo de autólise, destruição do tecido pancreático. O pâncreas libera os zimogênios na luz intestinal e a presença do suco entérico contendo enteropeptidases (liberado pela mucosa intestinal) ativa as enzimas para digestão. Para a enteropeptidase atuar é necessário um pH neutro e alcalino. A tripsina é ativada primeiro, depois ela vai ativar os demais zimogênios e então todas ficam ativadas. É no duodeno que os zimogênios são lançados pelo pâncreas. O pâncreas produz uma substancia chama FIT (fator inibidor de tripsina). Isso é importante porque das enzimas proteolíticas, a tripsina é a primeira a ser ativada a partir do tripsinogênio. O tripsinogênio é ativado e transformado então em tripsina por ação de uma enteropeptidase. A tripsina quando ativada degrada proteínas, logo, o pâncreas precisa se resguardar disso. Por esse motivo, a enteropeptidase só existe na luz intestinal. Contudo, uma alteração na motilidade ou processo obstrutivo da vesícula biliar no colédoco, por exemplo, pode causar refluxos do conteÚdo entérico para dentro do pâncreas. Esses sucos contem enteropeptidase e esse processo pode levar a ativação do tripsinogênio no pâncreas, podendo causar uma agressão ao tecido pancreático. O pâncreas se protege nessas situações liberando o FIT, que é uma proteína inibidora da tripsina dentro do pâncreas. Quando há um processo patológico e muita quantidade de tripsina é lançada no pâncreas, há grande refluxo e com isso pancreatite. É muito comum pessoas com cálculo biliar ter pancreatite. Na função de secreção de bicarbonato do pâncreas, existe um cotransporte do bicarbonato com o cloro. • Patologia - Fibrose Cística: doença genética na qual ocorre alteração no transporte iônico com consequente alteração na quantidade de fluido. Logo, a secreção que vai para a luz dos órgãos é uma secreção muito espessa, muito viscosa. Isso causa problemas obstrutivos, muito frequente no pâncreas e no pulmão (bronquite constante). Todas as proteínas ingeridas através da dieta (exógenas) e as encontradas no TGI originadas das secreções salivar, gástrica, biliar, intestinal e da descamação das células da parede do TGI (proteínas endógenas) são digeridas (hidrolisadas) e absorvidas no duodeno e jejuno. A digestão de proteínas pelo estômago é relativamente pequena. E é por isso que numa cirurgia bariátrica restritiva (retirada de parte do estomago) não há tanto comprometimento da digestão, desde que o duodeno seja mantido. Quando a cirurgia retira um pedaço do intestino também, ocorre uma síndrome desabsortiva. A finalização do processo de absorção das proteínas ocorre na borda em escova (membrana luminal do enterócito – duodeno e jejuno) do intestino delgado. Ele tem peptidases que vão pegar os oligopeptídeos, hidrolisar e formar di e tripeptideos e aminoácidos, os quais possuem transportadores para serem absorvidos. Prolidase, dipeptidase e tripeptidase, são enzimas que transformam di e tripeptideos em aminoácidos para facilitar o processo digestivo e absortivo. Os aminoácidos então entram nas células e depois vão para membrana basal, até alcançar a corrente sanguínea. Peptidases da borda em escova: • Aminoligopeptidase (Lise de oligopeptídeos de 3 - 8 AA); • Aminopeptidase (Lise de Di e Tri peptídeos); • Dipeptil Aminopeptidase(lise de di e tripeptídeos com prolina e analina; Peptidases Citosólicas: Hidrolisam di e tripeptídeos que atravessam a membrana Luminal via proteína transportadora de peptídeos (prolidase, dipeptidase e tripeptidase). Obs.: Fonte de AA livres: Protease Luminais, Proteases de borda em escova, Protease citosólicas.