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Prof Sasha Barbosa da Costa Pimenta Duarte Disciplina de Fisiologia – 2° ano Curso de Medicina - UNIVAS 2024 Fisiologia Médica Conceitos básicos da Eletrocardiografia Parte II Características do Eletrocardiograma Normal - Eletrocardiograma normal é composto pelas: ▪ Onda P ▪ Complexo QRS ▪ Onda T - O complexo QRS apresenta 3 ondas distintas: ▪ Onda Q ▪ Onda R ▪ Onda S Características do Eletrocardiograma Normal ▪ A onda P é produzida pelos potenciais elétricos gerados quando os átrios se despolarizam antes de a contração atrial começar; ▪ O complexo QRS é produzido pelos potenciais gerados quando os ventrículos se despolarizam antes de sua contração, enquanto a onda de despolarização se propaga pelos ventrículos; ▪ A onda P como os componentes do complexo QRS são ondas de despolarização. Características do Eletrocardiograma Normal ▪ A onda T é produzida pelos potenciais gerados enquanto os ventrículos se restabelecem do estado de despolarização; ▪ Esse processo no músculo ventricular ocorre 0,25 a 0,35s após a sua despolarização / a onda T é conhecida como onda de repolarização; ▪ O eletrocardiograma é formado por ondas de despolarização e por ondas de repolarização. O E le tr o ca rd io gr am a N o rm al Como calcular a FC no ECG? Opção mais rápida para a prática é dividir 300 pelo número de quadrados (de 5mm) entre os R-R no ECG Ex: 300 divido por 4 = 75 bpm E no caso de ritmos irregulares? Basta saber que o traçado de ECG registra a atividade elétrica durante 10 segundos Ou seja, se olharmos para o D2 longo na parte de baixo do ECG podemos contar a quantidade batimentos que ocorrem durante 10 s / assim, basta multiplicar este número por 6 para chegar à quantidade de batimentos em 60 segundos Exemplo: Resumindo... Análise do ECG “passo a passo” 1º passo: Identificação do paciente, idade, peso / IMC. Checar padronização!!! 2º passo: Onda P- Ritmo 3º passo: Onda P- Frequencia cardíaca 4º passo: Onda P- Sobrecargas atriais 5º passo: Onda P- Intervalo PR 6º passo: QRS- Orientação 7º passo: QRS- Duração 8º passo: QRS- Sobrecargas ventriculares 9º passo: QRS- Áreas inativas 10º passo: T- Segmento ST 11º passo: T- Morfologia de onda T 12º passo: T- Miscelânea – intervalo QT, onda U... As Ondas • Cada uma das variações da linha do eletrocardiograma corresponde a um evento do batimento cardíaco, sendo cada variação chamada de onda; • São 5 os principais momentos que são designados no eletrocardiograma: as ondas P, Q, R, S e T. Onda P • A onda P é a primeira variação observada num eletrocardiograma básico • Representa a despolarização dos átrios Onda P Identificar a onda P Impulso inicia no Nó Sinusal O começo da estimulaçã o atrial Estimulaçã o Atrial Estimulaçã o Atrial Concluída Intervalo P-R Impulso é retardado na Junção AV Onda P Há 3 critérios para definir o ritmo sinusal: 1) Morfologia e orientação normal (entre 0º e +90º) 2) 1 onda P para cada QRS 3) Ondas P com mesma morfologia A onda P precede o complexo QRS identificando o Ritmo Sinusal Significado da Onda P - O ritmo mais comum é o ritmo normal, ou seja, SINUSAL; - A onda P TEM que preceder o QRS para o ritmo ser sinusal Significado da Onda P Fibrilação Atrial (FA) FA Sinusal FA Segmento PR • Logo depois da onda P, há um breve momento em que não há variação elétrica registrada • Este momento, chamado de segmento PR, corresponde ao momento que os átrios estão contraídos e o impulso chega ao nó AV • Nesse momento, o impulso sofre um atraso e para, aonde os ventrículos começam a contrair depois da contração atrial Complexo QRS • A variação seguinte é o complexo QRS, que corresponde às principais variações dos ventrículos; • Seus sinais são muito maiores que a onda P porque a massa muscular envolvida é maior e, portanto, mais sinal é lido de uma vez. Complexo QRS (por partes) • 1. Se a primeira deflexão for para baixo, é chamada de onda Q; • 2. A primeira deflexão para cima é chamada de onda R; • 3. Se houver uma segunda deflexão para cima, ela é chamada R’(R linha); • 4. A primeira deflexão para baixo, após uma deflexão para cima, é chamada de onda S. Uma deflexão para baixo só pode ser chamada de onda Q se for a primeira onda do complexo. Qualquer outra deflexão para baixo é chamada de onda S; • 5. Se toda a configuração consistir unicamente em uma deflexão para baixo, a onda é chamada de onda QS. Segmento ST • Entre as ondas S e T (chamado segmento ST) há total despolarização dos ventrículos; • Então não há uma variação de eletricidade por um curto período de tempo, indicado pela linha reta, até a onda T. Onda T • Finalmente, a Onda T é uma onda de repolarização; • Ela é positiva porque as células musculares epicárdicas se repolarizam um pouco antes que as endocárdicas (“já explicado”). Olhar o QRS para definir se há critérios para sobrecarga de ventrículo esquerdo A ONDA DE ECG E a Onda U? É uma deflexão de baixa amplitude que ocorre após a onda T - Ondas U proeminentes e positivas podem ser encontradas em: bradicardias, na hipopotassemia, na ação medicamentosa, nas manifestações cerebrovasculares, na hipertrofia ventricular esquerda, na síndrome do QT longo congênito e no hipertireoidismo; - Ondas U negativas podem ser vistas na isquemia miocárdica, nas sobrecargas de ambas as câmaras ventriculares e como manifestação da síndrome do QT longo. Nem sempre indica patologia! Intervalo QT - É medido a partir do início do complexo QRS até o final da onda T / sofre interferência da FC para seu cálculo corrigido; - Este período inclui a duração da despolarização e repolarização ventricular e é influenciado por vários fatores, incluindo o ritmo cardíaco, a idade, o sexo, os níveis de eletrólitos, medicamentos e outras condições médicas; - É uma medida importante para avaliar o risco de arritmias cardíacas, que podem levar a condições graves, como a parada cardiorrespiratória por arritmias. Continua em “Parte III”...