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METODOLOGIA DE 
ASSISTÊNCIA TÉCNICA 
E GERENCIAL
©2021. FATECNA - Faculdade CNA a Distância
Todos os direitos reservados.
A reprodução não autorizada desta publicação, no todo ou em parte, 
constitui violação dos direitos autorais (Lei Nº 9.610).
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Informações e Contato
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Asa Norte - Brasília – CEP 70.040-908
Telefone: (061) 3878-9500
Site: www.faculdadecna.com.br/ead/
Presidente do Conselho Deliberativo
João Martins da Silva Júnior
Entidades integrantes do Conselho Deliberativo
Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil - CNA
Confederação dos Trabalhadores na Agricultura - CONTAG
Ministério do Trabalho e Emprego - MTE
Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - MAPA
Ministério da Educação - MEC
Organização das Cooperativas Brasileiras - OCB
Agroindústrias / indicação da Confederação Nacional da Indústria - CNI
Diretor Geral
Daniel Klüppel Carrara
Coordenação de Assistência Técnica e Gerencial
Matheus Ferreira Pinto da Silva
Metodologia de assistência 
técnica e gerencial
Módulo 1
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 4
Sumário
Início da jornada .......................................................................................................................... 6
Desafios da jornada ................................................................................................................ 7
Vamos começar? ...................................................................................................................10
Introdução do módulo .............................................................................................................11
Tema 1: Histórico da assistência técnica no Brasil ..........................................................14
Introdução ..............................................................................................................................14
Tópico 1: Contextualização da realidade rural brasileira ...............................................16
Tópico 2: Origem e evolução da assistência técnica .......................................................26
Tópico 3: A importância da assistência técnica ................................................................36
Tópico 4: Métodos de disseminação de assistência técnica ..........................................39
Tópico 5: Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural ...........................54
Encerramento do tema ........................................................................................................61
Atividade de Passagem ........................................................................................................62
Tema 2: A Assistência Técnica e Gerencial ........................................................................63
Introdução ..............................................................................................................................63
Tópico 1: Organização de assistência técnica ..................................................................65
Tópico 2: Modelo da Assistência Técnica e Gerencial .....................................................68
Tópico 3: Aprofundando o modelo de Assistência Técnica e Gerencial ......................77
Tópico 5: A importância da formação continuada no processo de assistência 
técnica ...................................................................................................................................127
Encerramento do tema ......................................................................................................132
Atividade de Passagem ......................................................................................................133
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 5
Tema 3: Técnicas de abordagem ao produtor rural ...................................................... 134
Introdução ............................................................................................................................134
Tópico 1: Estabelecendo uma relação de confiança com o produtor ........................136
Tópico 2: Entendendo o comportamento humano ......................................................146
Tópico 3: Mantendo o equilíbrio emocional ...................................................................159
Tópico 4: Relacionamento interpessoal e autocontrato de mudança .......................168
Tópico 5: Comunicação assertiva .....................................................................................174
Atividade de Passagem ......................................................................................................188
Encerramento do módulo .................................................................................................... 189
Final de etapa ......................................................................................................................... 191
Gabarito das Questões......................................................................................................... 194
Referências bibliográficas .................................................................................................. 197
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 6
Início da jornada
Olá, tudo bem?
Bem-vindo ao curso a distância Assistência Técnica e Gerencial | Pecuária, 
da Faculdade CNA.
Este curso tem como principal objetivo abordar a dinâmica no campo e o dia 
a dia de um assistente técnico, capacitando você para as diferentes situações 
que envolvem a Assistência Técnica e Gerencial da propriedade rural.
O curso tem caga horária total de 150 horas, por isso, foi dividido em 5 
módulos de 30 horas cada. Dessa forma, você pode se organizar e realizar 
seus estudos com tranquilidade.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 7
Leia o infográfico a seguir e conheça os objetivos de cada um dos módulos.
Você está aqui!
Início da 
jornada Final da 
jornada
Módulo 1
Metodologia da 
Assistência Técnica 
e Gerencial
Aprimorar conhecimentos 
metodológicos para o 
desempenho necessário 
de ações de assistência 
técnica, destacando as 
competências requeridas 
ao exercício da atividade.
Módulo 2
Gerencial I da 
Assistência 
Técnica e 
Gerencial
Reconhecer os 
conceitos gerenciais 
da Metodologia de 
Assistência Técnica 
e Gerencial.
Módulo 4
Gerencial III 
da Assistência 
Técnica e 
Gerencial
Calcular e 
interpretar 
indicadores técnicos 
e econômicos nas 
principais cadeias 
produtivas da 
pecuária ou da 
agricultura.Módulo 3
Gerencial II 
da Assistência 
Técnica e 
Gerencial
Contextualizar os 
conceitos gerenciais 
da Metodologia de 
Assistência Técnica 
e Gerencial.
Módulo 5
Planejamento 
da Propriedade 
Rural
Definir em 
que consiste o 
planejamento 
estratégico da 
propriedade rural 
assistida pela 
Metodologia de 
ATeG, facilitando 
sua compreensão e 
aplicabilidade.
Os conteúdos trabalhados em cada módulo são interligados e complementares 
entre si. Sendo assim, ao final do curso, sua formação na Assistência Técnica 
e Gerencial será completa.
Desafios da jornada
Como o conteúdo é todo interligado, você deverá acessar o curso de forma 
linear. Ou seja, precisa explorar o primeiro tema, todos os tópicos e realizar a 
Atividade de Passagem para, depois, acessar o tema seguinte.
Veja a seguir os tipos de desafios que você encontrará ao longo dos módulos, 
que servirão para reforçar o conteúdo apresentado.
Pense e Decida
Situações práticas e objetivas em que você deve analisar 
o cenário e tomar uma decisão. Não possui valor para a 
certificação, mas permite reforçar conceitos importantes e 
fixar esse conhecimento de forma prática.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 8
Atividade de Passagem 
Composta por apenas uma questão, ae 
Pecuária do Brasil sendo um deles.
A iniciativa privada e a assistência técnica
No modelo tradicional do mercado privado de ATeG no Brasil, consolidado por 
meio das cadeias produtivas, foram priorizados os serviços de venda e pós-
venda de insumos e equipamentos, bem como a compra de matéria-
prima agropecuária pelas agroindústrias.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 60
De acordo com a Política Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural 
(Pnater), o seguinte contexto é apresentado:
O país tem um 
perfil rural e uma 
economia 
agropecuária 
muito 
diversificada.
Um modelo ou 
sistema único de 
ATeG dificilmente 
atenderia a toda a 
demanda potencial 
existente.
A iniciativa privada surge 
como uma oportunidade 
de somar esforços às 
demais entidades do 
setor público, originando 
novos modelos de 
assistência técnica.
O pluralismo de modelos que combinem financiamento e agentes públicos 
e privados atendendo todos os públicos, é a melhor saída para um 
desenvolvimento mais rápido e sustentável da agropecuária nacional 
por meio da Ater. Nesse sentido, o Estado ainda tem um papel a cumprir: 
gerar maior estímulo ao financiamento público para contratação de serviços 
estatais ou privados de Ater.
Você sabia?
O Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) se 
inseriu nesse processo a partir do ano de 2013, com sua 
Metodologia de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG), 
contribuindo ainda mais para a multiplicação da difusão 
do conhecimento no campo. Bacana, não é?
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 61
Resumindo o tópico
Neste quinto tópico, você:
Conheceu a linha do 
tempo referente à 
evolução dos serviços 
de assistência técnica 
e extensão rural no 
Brasil.
Compreendeu a 
importância da 
iniciativa privada para o 
desenvolvimento mais 
rápido e sustentável da 
agropecuária nacional 
por meio da Ater.
Encerramento do tema
Você chegou ao final deste primeiro tema e, durante os estudos, pode 
reconhecer a importância da assistência técnica no meio rural. Agora, 
finalizada esta etapa, será capaz de:
Destacar os pontos 
mais relevantes 
da realidade rural 
brasileira e descrever 
as classes de 
produtores rurais no 
Brasil.
Discorrer sobre a 
origem e as fases da 
extensão rural, sobre 
a Política Nacional de 
Assistência Técnica, 
bem como os 
principais conceitos 
de assistência 
técnica.
Abordar os métodos 
de disseminação de 
conhecimentos nas 
atividades rurais, 
relacionando a 
ação de assistência 
técnica ao processo 
educativo do 
produtor rural.
Essa primeira etapa de preparação para um trabalho de excelência no campo 
foi intensa! Porém ela é essencial para que você cumpra a nobre missão de 
contribuir para a melhoria da qualidade de vida no meio rural.
Para finalizar, que tal retornar ao Ambiente de 
Estudos, assistir ao vídeo “Encerramento de Tema” 
e seguir acompanhando o Marcelo e o seu trabalho 
na Fazenda Santa Felicidade?
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 62
Atividade de Passagem
Chegou a hora de colocar em prática o que aprendeu!
Você deve responder uma questão relacionada ao conteúdo 
estudado até aqui para passar para o próximo tema.
Atenção! Se você estiver com alguma dúvida quanto ao 
assunto, retorne ao conteúdo do módulo ou, se preferir, entre 
em contato com o tutor.
Questão
Segundo Rogers (2003), no processo mental de tomada de decisão, desde 
o primeiro contato com uma tecnologia até a sua adoção, o produtor rural 
passa por alguns estágios.
Nesse sentido, escolha qual das alternativas indica corretamente as etapas 
do esquema proposto por Rogers (lembre-se de considerar a ordem em que 
cada uma acontece).
a. Toma conhecimento da tecnologia, podendo ou não se interessar. Em caso de 
interesse, faz uma avaliação mental, inicia uma etapa de julgamento e, por 
fim, valida a ideia.
b. Inicia um processo de discussão sobre a tecnologia. Em caso de interesse, faz 
uma avaliação mental e, por fim, valida a ideia.
c. Toma conhecimento da tecnologia, podendo ou não se interessar. Em caso 
de interesse, inicia uma etapa de julgamento, faz uma avaliação mental – 
comparando o novo com o tradicional – e, por fim, procura validar a ideia.
d. Toma conhecimento da tecnologia e compara o novo com o tradicional, 
podendo ou não se interessar. Em caso de interesse, inicia um processo de 
julgamento, faz uma avaliação mental e, por fim, adere à tecnologia proposta.
e. Inicia um processo de validação e compara o novo com o tradicional, podendo 
ou não se interessar. Em caso de interesse, faz o julgamento e, por fim, adere 
ou não à tecnologia.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 63
Tema 2: A Assistência 
Técnica e Gerencial
Introdução
Você está iniciando o segundo tema do módulo. A partir de agora, conhecerá um 
pouco mais sobre a estruturação da assistência técnica na atualidade e 
sobre as organizações prestadoras. Verá também o modelo de Assistência 
Técnica e Gerencial do Senar, para entender suas particularidades e seu 
diferencial em relação ao modelo tradicional.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 64
Dessa forma, ao final dos estudos deste tema você será capaz de:
• reconhecer as organizações de assistência técnica,
• conhecer as etapas do processo,
• discorrer sobre a importância de um modelo de assistência técnica associado 
à consultoria gerencial, diferenciando-o do modelo tradicional,
• identificar o perfil ideal dos agentes, suas atribuições e responsabilidades 
para o bom andamento do processo de Assistência Técnica e Gerencial.
Estrutura do tema
Para que todo esse conteúdo fique mais claro e de fácil entendimento, o tema 
foi dividido em tópicos. Conheça a seguir o objetivo de cada um deles.
Tema 2
Tópico 1
Tópico 2Tópico 5
Tópico 4 Tópico 3
Organização de assistência técnica
Reconhecer as organizações de assistência técnica.
Modelo da Assistência 
Técnica e Gerencial
Conhecer a importância de 
um modelo de assistência 
técnica associado à consultoria 
gerencial, descrevendo 
as etapas que compõem 
o processo da Assistência 
Técnica e Gerencial.
A importância da 
formação continuada 
no processo da 
assistência técnica
Compreender a 
importância da qualificação 
no desempenho das 
competências requeridas 
para a função do Técnico 
de Campo.
Responsabilidades e 
o papel de cada agente
Conhecer o perfil, atribuições e 
responsabilidades para o exercício 
dos agentes da Assistência Técnica e 
Gerencial, destacando as vantagens 
de uma visita técnica e gerencial, 
correlacionando com aspectos 
essenciais de cada uma.
Aprofundando o modelo de 
Assistência Técnica e Gerencial
Entender o modelo de estrutura 
operacional da Assistência Técnica e 
Gerencial, descrevendo os passos da 
ATeG na propriedade.
Visto o objetivo de cada tópico, siga em frente neste tema e ótimos estudos!
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 65
Tópico 1: Organização de 
assistência técnica
Você entende a relação entre os caminhos do 
desenvolvimento do agronegócio brasileiro e o andar da 
Assistência Técnica e Extensão Rural?
Durante este tópico você vai conhecer e se aprofundar nos 
aspectos relativos às organizações de assistência técnica.
Os caminhos do desenvolvimento do agronegócio brasileiro se cruzam com 
o andar da Assistência Técnica e Extensão Rural. Em todas as fases desse 
desenvolvimento a Ater esteve presente com seus diferentes formatos e 
estruturas, seja supervisionando crédito, seja levando as políticas de cada 
governo que se instalava.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 66
A Ater atuou e atua:
• na transferência de conhecimento e na difusão de tecnologias,
• nas ações de bem-estar social e de saúde pública,
• na tomada de crédito rural para a produção de commodities,
• no incentivo à diversificação.
Em alguns momentos dirige o foco para os grandes produtores; em outros, 
tenta resgatar os pequenosou mesmo promover o incremento na renda das 
famílias do campo.
Assim é a Ater! Sempre promovendo o bem-estar e buscando recuperar 
a dignidade do homem do campo. Em todos os momentos, a sua missão 
é aproximar o produtor da pesquisa, ser o elo entre a academia, as em-
presas agroindustriais e o ambiente onde ocorre a produção.
Já a Assistência Técnica e Gerencial vem com uma nova proposta, mais 
abrangente e, ao mesmo tempo, desafiadora: olhar além dos aspectos 
produtivos e tecnológicos.
Ou seja, olhar para os processos de gestão, ignorados por muitas empresas 
no Brasil, tanto rurais como urbanas, o que talvez explique o encurtamento da 
vida e os resultados insatisfatórios alcançados por uma parcela significativa 
delas.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 67
Os serviços públicos e privados de assistência técnica buscam estimular e 
apoiar iniciativas de desenvolvimento rural sustentável, envolvendo as 
atividades agropecuárias, florestais, pesqueiras e de extrativismo.
Seu objetivo é o fortalecimento da produção agropecuária em geral, 
visando o aumento de renda da família no campo e a melhoria da qua-
lidade de vida da população rural. Por consequência, estimula também 
as atividades agroindustriais.
Para que esses serviços sejam realizados, é necessário o apoio de instituições 
e organizações comprometidas a fomentar a assistência técnica, como é 
o caso do Senar.
Resumindo o tópico
Neste primeiro tópico, você:
Entendeu a importância 
da Ater nos caminhos 
do desenvolvimento do 
agronegócio brasileiro.
Compreendeu a amplitude 
da Assistência Técnica e 
Gerencial e sua importância 
no fortalecimento da 
produção agropecuária em 
geral.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 68
Tópico 2: Modelo da Assistência 
Técnica e Gerencial
Qual é a diferença entre a Assistência Técnica Gerencial e 
o modelo de Assistência Tradicional?
No decorrer do tópico, você entenderá a importância do modelo de 
assistência técnica associado à consultoria gerencial que baseia a 
Assistência Técnica e Gerencial.
Após a dissolução da Embrater, o processo de trabalho da Assistência Técnica 
e Extensão Rural começou a sofrer descontinuidade e falta de padronização, 
o que acarretou:
A fragmentação e a 
pulverização da sua atuação 
em nível nacional.
A ausência de políticas públicas 
integradoras e gestoras dos 
processos, criando uma lacuna na 
prestação de serviços.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 69
Como já visto, o Censo Agropecuário de 2006 (IBGE) demonstrou que:
• 4,7 milhões de propriedades rurais não receberam ou receberam ocasionalmente 
algum tipo de assistência técnica.
• 482.452 (9,32%) receberam regularmente algum tipo de Assistência Técnica e 
Extensão Rural.
O mesmo Censo apontou que tanto a produtividade quanto a renda média dos 
produtores rurais brasileiros são muito baixas. O que significa que a assistência 
técnica, especialmente quando combinada com consultoria gerencial, pode ser 
o apoio que esses produtores precisam para elevar sua produtividade 
e sua renda, tornando as empresas rurais lucrativas e sustentáveis.
A Metodologia de ATeG
O Senar, utilizando sua enorme capacidade e acreditando que pode contribuir 
ainda mais para a multiplicação do conhecimento, deu início à criação e à 
implantação da Metodologia de Assistência Técnica e Gerencial em 2013.
Chamando para si a responsabilidade de atender os produtores da classe C e 
de promover a ascensão dos produtores das classes D e E superior, o Senar 
se propôs a seguir o seguinte esquema. Observe!
**Classe D mais estrato da classe E passível de mobilidade para a classe D.
Fonte: Censo Agropecuário de 2006 (IBGE/FGV).
Classes
A e B
301 mil
Classe C – 796 mil
Classes D e E* – 1,46 milhão
Classes D e E – 2,61 milhões
Assistência
Técnica e
Gerencial
Extensão
Rural
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 70
Classe
Valor da Renda Líquida Mensal
Sem correção Corrigido*
A e B Acima de R$ 4.083,00 Acima de R$ 6.848,00
C R$ 947,00 a R$ 4.083,00 R$ 1.588,00 a R$ 6.848,00
D e E Inferior a R$ 947,00 Inferior a R$ 1.588,00
*Dados corrigidos pelo IGP/DI de 06/2015
O principal objetivo da Metodologia de Assistência Técnica e Gerencial (ATeG) é:
Atender produtores rurais de todas as regiões brasileiras, possibilitando o 
acesso a um modelo de assistência técnica associado à consultoria geren-
cial, de acordo com as ações de Formação Profissional Rural.
A Formação Profissional Rural é um processo educativo, sistematizado, que 
se integra aos diferentes níveis e modalidades da educação e às dimensões do 
trabalho, da ciência e da tecnologia.
Ela tem o objetivo de desenvolver conhecimentos, habilidades e atitudes 
para a vida produtiva e social, atendendo as necessidades de efetiva qualificação 
para o trabalho com perspectiva de elevação das condições sociais e profissionais 
do indivíduo.
É possível destacar que:
Por um lado, o 
modelo tradicional 
de assistência 
técnica tem seu foco 
voltado para as 
tecnologias, visando 
à maximização da 
produção.
Por outro lado, a 
Assistência Técnica 
e Gerencial tem 
foco nas pessoas, 
na maximização dos 
lucros e no uso 
eficiente dos 
recursos.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 71
Vale destacar que a ATeG ainda utiliza tecnologia como meio para alcançar 
o fim desejado: a sustentabilidade econômica, ambiental e tecnológica do 
produtor.
Os resultados esperados com a aplicação dessa Metodologia são:
• A capacitação do produtor para assumir uma postura de empresário e 
empreendedor diante de sua propriedade rural.
• Que o produtor utilize os recursos naturais de forma eficiente e consciente 
com bons resultados na atualidade, sem comprometer a possibilidade de 
exploração das próximas gerações.
• Que o produtor saiba escolher as tecnologias mais adequadas à sua realidade, 
de forma a elevar produtividade e renda, tornando a propriedade uma empresa 
sustentável e lucrativa.
Espera-se ainda a formação de profissionais de assistência técnica, a fim 
de que se tornem aptos para a atuação nas diversas áreas do agronegócio 
brasileiro, dando acesso ao mundo do trabalho, desenvolvimento e formação 
continuada.
A realidade do campo
Analisando o cenário rural brasileiro, é certo que 
existe um desafio pela frente: produtores com baixa 
escolaridade, sem preparo suficiente para a gestão 
eficiente do seu negócio, descapitalizados e, o pior, 
desassistidos. Essa é a realidade que você enfrentará 
e, por isso, esta formação é tão essencial.
Mesmo não existindo uma fórmula mágica para equacionar essa situação, 
alguns elementos são básicos e serão detalhados no módulo gerencial. São 
eles:
Equilíbrio 
entre custos
e receitas
Eficiência no 
uso dos 
recursos
Tecnologia a 
serviço do 
retorno 
econômico
Melhoria das 
técnicas de 
produção
Muito 
trabalho!
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 72
Consultoria x Assistência técnica
É comum encontrarmos uma infinidade de conceitos sobre consultoria e 
assistência técnica, por isso, procuramos definir os mais importantes para 
o trabalho e orientação dos profissionais de ATeG. Conheça essas definições 
a seguir.
A assistência técnica é um 
trabalho desenvolvido por meio 
de informações orientadas aos 
produtores rurais e direcionada 
à atividade técnica, tendo como 
objetivo solucionar questões 
relacionadas com a produção.
É a atividade profissional de 
transferência de conhecimentos, 
contratada para formulação de 
diagnósticos ou soluções para 
as necessidades específicas dos 
clientes, não se alinhando jamais 
com ações assistencialistas.
Como a consultoria é um produto ou 
serviço diferenciado, exige que os 
Técnicos de Campo sejam autênticos 
agentes de mudança nas empresas, 
que vivenciem a cultura e conheçam 
profundamente as organizações que 
atendem.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 73
Na prática
Para poderapresentar soluções adequadas ao produtor, 
é necessário que você, técnico, conheça detalhadamente 
o manejo, os indicadores técnicos e os econômicos. 
É importante ter conhecimentos gerenciais e dos 
softwares de gestão rural. Além disso, você precisa 
ter a capacidade de leitura e análise, para que consiga 
elaborar um bom diagnóstico, identificando os gargalos 
da unidade produtiva e planejando suas soluções.
Relação benefício x custo
Sempre que você se coloca como consumidor, com certeza leva em conta 
algumas situações, como preço, qualidade, atendimento, comprometimento, 
pós-venda, honestidade de quem o atendeu, entre outras situações.
O que se espera é que os benefícios oferecidos pelo produto ou serviço 
superem os esforços empreendidos para sua obtenção. Você espera 
poder dizer: valeu a pena comprar tal produto, valeu a pena contratar tal 
serviço, não é mesmo?
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 74
Na proposta de metodologia de assistência técnica associada à consultoria 
gerencial, o raciocínio é o mesmo do conceito de relação benefício x custo.
A expectativa é de que o produtor possa dizer: valeu a pena receber 
esse serviço, participar dos eventos e realizar o que foi orientado.
O produtor fará essa análise constantemente e, para conquistá-lo, é preciso que 
você ofereça um trabalho diferenciado, demonstrado por meio de ações, 
comprometimento, profissionalismo, conhecimento, responsabilidade 
e, acima de tudo, resultado econômico.
Desafios da Assistência Técnica e Gerencial
Toda evolução e melhoria implica mudar a forma como estamos fazendo as 
coisas. A mudança de uma assistência técnica convencional para a Assistência 
Técnica e Gerencial provoca alguns desarranjos, até porque o produtor não 
está habituado a olhar a sua propriedade como uma empresa.
A realidade do campo
Um desafio desse modelo na prática é não ter um 
pacote tecnológico para ser repassado. Por isso, será 
necessário personalizar a assistência e encontrar 
soluções adequadas para cada situação específica.
Outro desafio são as dificuldades financeiras para 
realizar investimentos, casos em que você deverá 
fazer o possível com os recursos de que se dispõe 
no momento.
Você encontrará produtores extremamente 
resistentes a inovações e a mudanças, que vão exigir 
uma boa dose de paciência e habilidade de sua parte. 
Além disso, poderá enfrentar algumas situações 
relacionadas à sucessão familiar no campo, pois, em 
alguns casos, os filhos querem continuar a atividade 
dos pais naquele modelo já estabelecido.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 75
Agora, conheça alguns pontos importantes sobre a ATeG!
Metodologia 
ATeG
Foi um desafio para o Senar desenvolver uma metodologia 
aplicável a qualquer cadeia e em todas as regiões brasileiras, 
tornando possível ações de benchmarking entre propriedades 
diferentes. Essa metodologia se propõe a servir de base para a 
tomada de decisões em relação a ações a serem empreendidas 
pelo Senar, podendo basear políticas públicas para o agronegócio.
Vantagens 
da ATeG
A estrutura da Assistência Técnica e Gerencial do Senar permite 
oferecer ao produtor assistido:
• a elaboração do diagnóstico do seu empreendimento, 
determinando os pontos fortes e fracos da propriedade;
• soluções específicas criadas por meio da elaboração de 
planejamento estratégico, cuja execução é acompanhada pelo 
Técnico de Campo, em visitas personalizadas;
• soluções criadas a partir das necessidades e dos recursos de 
que a propriedade dispõe ou consegue adquirir, sem oferecer 
um pacote tecnológico predeterminado;
• opções de inovações que gerem resultado produtivo e 
principalmente econômico.
Por que 
o Senar?
A estrutura nacional do Senar, por causa da sua capacidade, 
missão, objetivos estratégicos, técnicos e operacionais voltados 
à educação rural, pode prestar um serviço de Assistência 
Técnica e Gerencial em nível nacional com qualidade e eficiência, 
incorporando as ações de Formação Profissional Rural (FPR) e 
Promoção Social (PS).
De forma geral, o maior desafio da assistência técnica (depois da aceitação da 
própria assistência) é contribuir para a sustentabilidade econômica, ambiental 
e tecnológica dos empreendimentos rurais assistidos, maximizando o uso de 
recursos disponíveis nas propriedades.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 76
Resumindo o tópico
Neste segundo tópico, você:
Conheceu o Senar 
e a sua importância 
para a Assistência 
Técnica e Extensão 
Rural.
Entendeu a relação 
benefício x custo 
em que se baseia a 
Metodologia da ATeG.
Entendeu em que se 
baseia a Metodologia 
de Assistência 
Técnica e Gerencial 
(ATeG) do Senar.
Compreendeu a 
definição de Assistência 
Técnica e a de 
Consutoria para a ATeG.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 77
Tópico 3: Aprofundando o modelo 
de Assistência Técnica e Gerencial
Você já refletiu sobre como é o modelo de assistência 
técnica e toda estrutura existente nele?
A partir de agora, você vai entender o que é e como funciona, 
na prática, o modelo de Assistência Técnica e Gerencial, 
compreendendo a importância da sua estrutura para esse 
atendimento ao produtor rural.
O modelo de Assistência Técnica e Gerencial adotado pelo Senar possui 
uma organização cujos agentes são os responsáveis pelo serviço de 
atendimento ao produtor rural e ainda abordam as ações que vão nortear 
as etapas do trabalho realizado no âmbito do campo e da coordenação. 
Observe o organograma a seguir:
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 78
Coordenação
Supervisão
Demanda
Capacitação
Técnico de 
Campo
Adesão do Produtor 
Sensibilização 
Seleção de Prioridades
Formação de grupos 
produtores
Assistência Técnica e 
Gerencial na 
Propriedade
Diagnóstico 
Produtivo 
Individualizado
Capacitação 
Profissional 
Complementar
Planejamento 
Estratégico
Adequação 
Tecnológica
Avaliação 
Sistemática de 
Resultados
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 79
Adesão do produtor à Assistência Técnica e 
Gerencial
A partir de demanda de Assistência 
Técnica e Gerencial identificada pela 
regional, é iniciada a sensibilização 
dos produtores rurais de determinada 
região por meio de eventos (reuniões de 
produtores, dias de campo, palestras, 
entre outros), com o objetivo de 
apresentar a Metodologia de Assistência 
Técnica e Gerencial.
Ao participar da sensibilização, o 
produtor terá a oportunidade de assinar 
uma lista de intenção que o credencia a 
seguir para a próxima etapa.
Fazenda Santa Felicidade
Como exemplo, temos a história do Sr. Ariovaldo, 
da Fazenda Santa Felicidade. Antes de ser assistido 
pela ATeG, ele participou de um encontro, durante 
o qual o técnico Marcelo apresentou o projeto para 
proprietários da região.
Sr. Ariovaldo se identificou com os problemas 
apresentados e queria ajuda para resolvê-
los. Dessa forma, ao final do encontro, ele 
assinou a lista de interesse para adesão.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 80
Seleção das propriedades e dos produtores
Depois de sensibilizar e coletar uma lista de interessados, a próxima fase é 
levantar todas as informações sobre as propriedades e os produtores e, a 
partir de critérios adotados na metodologia Assistência Técnica e Gerencial, 
selecionar quais serão assistidos.
Entenda melhor o tema no quadro Assuntos do Campo! A pauta agora é 
“Seleção das propriedades e dos produtores”.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 81
Assuntos do campo
Vamos tratar d a fase de seleção das propriedades e 
dos produtores que serão atendidos pela ATeG.
Essa é uma fase muito importante, pois é nesse 
momento que você vai levantar todas as informações 
necessárias sobre as propriedades e os produtores, 
de acordo com os critérios adotados na metodologia.
Para realizar essa triagem, é aplicado um questionário.
Nele, você vai coletar dados referentesao produtor 
rural e à atividade desenvolvida, sobre temas 
relacionados à produção, à comercialização, ao 
perfil tecnológico, ao sistema organizacional, à área 
produtiva disponível e aos aspectos socioeconômicos.
Nessa etapa, o número de propriedades avaliadas é 
cerca de 20% a 25% maior do que as que realmente 
serão atendidas. É um número expressivo!
Em seguida, a administração regional do Senar 
indica uma equipe técnica para analisar as respostas 
e selecionar aquelas propriedades com perfil mais 
adequado para receber a assistência.
Então, os produtores selecionados firmam o 
compromisso por meio de um Termo de Adesão, 
documento que consolida a responsabilidade do 
produtor para com o trabalho a ser desenvolvido.
Nesse momento são explicados os direitos e deveres 
das duas partes para alcançarem os resultados 
esperados durante o processo de gestão da 
propriedade.
Agora é seguir para a prática!
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 82
Formação dos grupos de produtores
Na metodologia desenvolvida na ATeG, 
leva-se em consideração:
• o público atendido (produtores rurais),
• o objetivo (educar para que eles se 
tornem capazes de gerenciar suas 
propriedades rurais).
Os trabalhos deverão ser desenvolvidos 
em grupos de produtores a serem 
atendidos, que por sua vez precisam 
apresentar a melhor homogeneidade 
possível. Entenda!
Um dos fatores essenciais para a realização das ações previstas é que o produtor 
rural tenha, como perfil, valores e características que vão contribuir para 
o sucesso do trabalho. São eles:
• Comprometimento.
• Responsabilidade.
• Flexibilidade.
• Humildade.
• Otimismo.
• Iniciativa e proatividade.
• Espírito de colaboração.
Valores
• Possuir disponibilidade de 
tempo.
• Participar dos treinamentos, dos 
eventos técnicos e de outras 
atividades.
• Estar presente na visita do 
Técnico de Campo previamente 
agendada.
• Seguir as orientações técnicas 
e gerenciais conforme o 
planejamento.
• Fornecer os dados sobre a 
propriedade rural.
• Ter interesse por inovações 
tecnológicas.
• Estar aberto a mudanças.
• Ter espírito de equipe.
Características
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 83
A realidade do campo
Quando você for realizar uma formação num grupo 
composto por 25 a 30 produtores, será necessário 
buscar a homogeneidade. Ou seja, considerar 
fatores que alinhem essas pessoas para que possam 
interagir. Entre os fatores a serem considerados para 
esse momento, pode-se destacar:
• Atividade rural trabalhada.
• Formação e escolaridade.
• Localização da propriedade.
• Características regionais e de cultura.
• Índices de produtividade e tamanho das 
propriedades.
• Maturidade gerencial, tecnológica e técnica 
instalada na fazenda.
Isso facilita o trabalho, garante maior envolvimento 
e entendimento de todos.
Etapas da Assistência Técnica e Gerencial na 
propriedade
A Metodologia de Assistência Técnica e Gerencial está fundamentada em cinco 
etapas, que abrangem todo o processo a ser aplicado no desenvolvimento da 
propriedade rural atendida.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 84
ASSISTÊNCIA
CONTÍNUA
02
01
0304
05
DIAGNÓSTICO
PRODUTIVO
INDIVIDUALIZADO
PLANEJAMENTO
ESTRATÉGICO
ADEQUAÇÃO
TECNOLÓGICA
CAPACITAÇÃO
PROFISSIONAL
COMPLEMENTAR
AVALIAÇÃO
SISTEMÁTICA
DE RESULTADOS
Agora, conheça melhor cada etapa!
Primeira etapa: Diagnóstico Produtivo Individualizado
ASSISTÊNCIA
CONTÍNUA
02
01
0304
05
DIAGNÓSTICO
PRODUTIVO
INDIVIDUALIZADO
PLANEJAMENTO
ESTRATÉGICO
ADEQUAÇÃO
TECNOLÓGICA
CAPACITAÇÃO
PROFISSIONAL
COMPLEMENTAR
AVALIAÇÃO
SISTEMÁTICA
DE RESULTADOS
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 85
Esse diagnóstico é realizado a partir de dados coletados e da percepção do 
técnico. Observe!
Dados coletados 
do questionário 
socioeconômico, 
do inventário de 
recursos*, de 
informações
técnicas e
econômicas
Percepção técnica 
que partiu da 
observação 
dos processos 
que envolvem 
a atividade
Diagnóstico 
Produtivo 
Individualizado
 
Inventário de Recursos: Consiste em levantar todos os recursos de que a propriedade 
dispõe: terras, construções e benfeitorias, animais, equipamentos, plantações, recursos 
financeiros e recursos humanos.
Vale destacar que a coleta de informações técnicas e econômicas é realizada 
pelo levantamento de dados junto ao produtor durante o diagnóstico, que 
servirá de base para todas as demais etapas do processo da ATeG.
São coletadas informações de produção e um breve histórico de comercialização 
e de produtividade básica. Essas informações são registradas no perfil da 
propriedade em sistema, inventário de recursos, cadastro das áreas e 
indicador ISA (Indicador de Sustentabilidade) nas propriedades em que for 
utilizada a ferramenta.
Para a elaboração do diagnóstico é utilizada uma ferramenta 
conhecida como Matriz FOFA, ou análise SWOT.
Você conhecerá essa ferramenta em detalhe no módulo 5 deste curso, ok?
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 86
Segunda etapa: Planejamento Estratégico
ASSISTÊNCIA
CONTÍNUA
02
01
0304
05
DIAGNÓSTICO
PRODUTIVO
INDIVIDUALIZADO
PLANEJAMENTO
ESTRATÉGICO
ADEQUAÇÃO
TECNOLÓGICA
CAPACITAÇÃO
PROFISSIONAL
COMPLEMENTAR
AVALIAÇÃO
SISTEMÁTICA
DE RESULTADOS
O planejamento estratégico anual da propriedade é desenvolvido com base 
no diagnóstico da situação atual em conjunto com o produtor, abrangendo os 
aspectos levantados que vão nortear as principais implementações futuras.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 87
A elaboração do planejamento é iniciada pela definição de objetivos e 
metas, depois pelos planos de ações – a descrição do passo a passo para 
alcançar o resultado pretendido (metas).
Vale destacar que deve ser definido um plano para cada meta estabelecida.
Na ATeG, a ferramenta 5W3H é usada para elaborar o plano de 
ação e o método PDCA para fazer a gestão do planejamento.
O PDCA (sigla em inglês cuja tradução significa Planejar, Executar, Verificar, 
Agir) é usado em todas as fases do planejamento, ou seja, na sua 
construção, execução, checagem dos resultados alcançados e tomada de 
decisões para novas ações de melhoria do que não deu certo, ou então de 
padronização do que se considera excelente.
Com o PDCA faz-se o monitoramento e a adequação das estratégias com 
vistas à melhoria contínua dos processos de produção e de gestão e, por 
consequência, dos resultados.
Você conhecerá a ferramenta 5W3H e o método PDCA em detalhes 
também no módulo 5. Aguarde!
Terceira etapa: Adequação Tecnológica
ASSISTÊNCIA
CONTÍNUA
02
01
0304
05
DIAGNÓSTICO
PRODUTIVO
INDIVIDUALIZADO
PLANEJAMENTO
ESTRATÉGICO
ADEQUAÇÃO
TECNOLÓGICA
CAPACITAÇÃO
PROFISSIONAL
COMPLEMENTAR
AVALIAÇÃO
SISTEMÁTICA
DE RESULTADOS
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 88
Nesta etapa ocorrem os controles e o monitoramento do processo produtivo, 
com todos os registros necessários ao acompanhamento da produção, que são 
executados pelo produtor com supervisão e auxílio do técnico. Essa atividade 
poderá ser feita por meio de um software e de cadernos próprios do 
Senar.
Conforme foram determinadas nas metas do planejamento estratégico, as 
intervenções técnicas para a adequação tecnológica são implementadas 
com o intuito de melhorar a eficiência produtiva e a rentabilidade da 
atividade.
São propostas de soluções que se enquadram na capacidade operacional, 
gerencial e econômica do produtor, visando a uma evolução sustentável de 
seus negócios.
O diagrama a seguir demonstra o equilíbrio que o produtor deve buscar em 
relação à gestão técnica e à econômica. Ele mostra que não basta buscar a 
maximização da produção, e que o resultado virá com o retorno econômico. 
Ou seja, nem sempre produzir mais é o melhor negócio.
Observe!
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 89
ÓTIMO PRODUTO X ÓTIMO ECONÔMICO
Gestão Técnica
Intensificação,maximização da 
produção
Tecnologia avançada, 
técnica a serviço do 
resultado econômico
MÁXIMO RETORNO ECONÔMICO
Gestão Técnica
Fonte: Prof. Marcos Jank - Esalq/USP 
Quarta etapa: Capacitação Profissional Complementar
ASSISTÊNCIA
CONTÍNUA
02
01
0304
05
DIAGNÓSTICO
PRODUTIVO
INDIVIDUALIZADO
PLANEJAMENTO
ESTRATÉGICO
ADEQUAÇÃO
TECNOLÓGICA
CAPACITAÇÃO
PROFISSIONAL
COMPLEMENTAR
AVALIAÇÃO
SISTEMÁTICA
DE RESULTADOS
As ações de Formação Profissional Rural tradicionalmente realizadas pelo 
Senar e a Assistência Técnica e Gerencial são complementares no processo 
de atendimento às demandas dos produtores rurais.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 90
O Técnico de Campo deverá contribuir para a identificação das necessidades 
de capacitação dos produtores assistidos.
Dessa forma, ao serem apontadas as principais carências relacionadas 
ao processo produtivo, será possível planejar e executar as ações de 
capacitação direcionadas à maior efetividade das orientações realizadas 
nas visitas da ATeG, as quais poderão ser ofertadas por meio de cursos e 
treinamentos.
Quinta etapa: Avaliação Sistemática de Resultados
ASSISTÊNCIA
CONTÍNUA
02
01
0304
05
DIAGNÓSTICO
PRODUTIVO
INDIVIDUALIZADO
PLANEJAMENTO
ESTRATÉGICO
ADEQUAÇÃO
TECNOLÓGICA
CAPACITAÇÃO
PROFISSIONAL
COMPLEMENTAR
AVALIAÇÃO
SISTEMÁTICA
DE RESULTADOS
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 91
Completado o primeiro ciclo produtivo, os técnicos de ATeG do Senar e o 
produtor, fazem a avaliação do modelo de produção e dos resultados 
alcançados. Com base nos indicadores de desempenho estabelecidos no 
planejamento da propriedade, é identificada a evolução em relação à adoção 
de tecnologias, à produtividade e à rentabilidade.
Os resultados da avaliação de resultados darão condições ao produtor 
e ao técnico para tomar decisões e projetar os próximos passos da em-
presa rural.
O diagrama a seguir demonstra o fluxo das informações e as etapas para 
controlar os custos, receitas e dados de produção. O primeiro passo 
é o lançamento dos dados pelo produtor no caderno do produtor, depois, o 
lançamento dos dados no SISATeG pelo técnico. Após o processamento e a 
geração dos indicadores, técnico e produtor discutem e analisam os resultados.
Observe!
Produtor e Técnico de Campo
ETAPAS PARA CONTROLAR OS CUSTOS
Produtor
Coleta de 
dados
Com auxílio 
do Técnico de 
Campo
Produtor
Registros das 
informações 
diariamente
Caderno do 
Produtor
Técnico de 
Campo
Lançamento 
SISATeG
Foco no trabalho do Técnico e do 
Produtor
Produtor e 
Técnico de 
Campo
Discussão dos 
resultados
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 92
Você sabia?
O SISATeG está disponível para o Técnico de Campo que 
atua com a Metodologia de AteG a partir da primeira 
visita. Nele, são lançados todos os dados referentes ao 
inventário de recursos, ao diagnóstico, aos dados de 
produção e às receitas e as despesas.
A ferramenta executa o processamento dos dados e 
gera os indicadores da propriedade. Os lançamentos são 
realizados mensalmente pelo técnico e os resultados são 
discutidos com o produtor.
Vale destacar que as etapas de AteG apresentadas podem dar uma ideia 
de linearidade, onde uma seguida da outra, porém é preciso compreender 
que algumas podem acontecer simultaneamente. É possível estar no 
momento de elaboração do plano e, ao mesmo tempo, fazendo uma adequação 
tecnológica e recebendo uma formação complementar. A ideia das etapas é 
para que nenhuma delas deixe de ser realizada.
Para concluir, volte ao Ambiente de Estudos e assista 
ao vídeo do Senar em Campo sobre a Metodologia 
de ATeG.
Estrutura institucional e operacional da ATeG
A figura a seguir demonstra como está estruturada a Rede de Assistência 
Técnica e Gerencial do Senar. Observe!
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 93
PA
R
C
E
R
IA
S 
E
ST
R
A
T
É
G
IC
A
S
Gestor Nacional
CNA/ SENAR 
Nacional
Gestor Estadual 
Federação/ SENAR 
AR
Gestor Local
SENAR AR/ 
Sindicato
Central de 
Inteligência
Coordenador 
Regional
Técnicos de 
Campo
Núcleo de 
Projetos
Supervisores
Produtores 
Rurais
1 Supervisor 
para até 15 
Técnicos de 
Campo
1 técnico para 20 
a 30 produtores
Capacitação de 
Equipe Técnica
Norteador da 
Metodologia
Administrativo 
Financeiro
De forma geral, as administrações regionais do Senar localizadas nos estados 
e no Distrito Federal são responsáveis por:
Operacionalizar a Assistência Técnica 
e Gerencial, disponibilizando uma 
Coordenação Regional, Supervisores e 
Técnicos de Campo.
Zelar pelo cumprimento das obrigações 
assumidas na Metodologia de Assistência 
Técnica e Gerencial.
Garantir a frequência, o sigilo e a 
qualidade dos dados coletados pelos 
Técnicos de Campo, via SISATeG.
Indicar o Coordenador, os Supervisores 
e os Técnicos de Campo para serem 
treinados na metodologia, sempre que 
necessário para compor ou recompor 
o quadro da equipe técnica, bem como 
sugerir capacitações complementares que 
se fizerem pertinentes.Atender as demandas por ações de 
Formação Profissional Rural (FPR) 
indicadas pelos técnicos da ATeG.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 94
Coordenação Regional
A Coordenação Regional de cada estado tem a função de operacionalização 
da Assistência Técnica e Gerencial por meio das seguintes ações:
• Dar suporte à equipe técnica.
• Acompanhar a evolução dos resultados.
• Atender as demandas por formação de grupos de produtores.
• Estabelecer as estratégias de ações internas e externas.
Administração Central do Senar
A Administração Central do Senar, com sede em Brasília, assegura suporte 
metodológico em Assistência Técnica e Gerencial às Administrações 
Regionais do Senar.
A Administração Central do Senar tem as seguintes funções:
Desenvolver e disseminar a Metodologia de Assistência Técnica e 
Gerencial do Senar.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 95
Elaborar os recursos instrucionais necessários para divulgação, 
capacitação e execução das ações de Assistência Técnica e Gerencial do 
Senar.
Disponibilizar o software (SISATeG) para coleta e armazenamento dos 
dados técnicos e gerenciais a serem coletados nas propriedades rurais 
atendidas.
Ofertar capacitação na Metodologia de Assistência Técnica e Gerencial 
na modalidade a distância para as equipes técnicas das administrações 
regionais.
Fornecer o suporte técnico e metodológico contínuo às Administrações 
Regionais.
Manter e coordenar a Central de Inteligência.
A Administração Central do Senar também tem a função de estruturar 
a ATeG, propondo sugestões a respeito das prioridades e das principais 
finalidades de cada projeto, de acordo com a região a ser contemplada.
Além disso, também deve apresentar e esclarecer as particularidades da 
metodologia adotada em relação ao desenvolvimento das ações, à condução 
dos programas e à análise dos resultados obtidos com a prestação do serviço.
Central de Inteligência da Assistência Técnica e 
Gerencial do Senar
A Central de Inteligência é a estrutura do Senar Central responsável pela 
compilação dos resultados e pela geração de indicadores de eficiência 
técnica e econômica de cada atividade inserida na Assistência Técnica e 
Gerencial.
Além disso, é responsável por diversas ações. Observe!
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 96
Controle e manutenção 
dos cadastros das equipes 
técnicas nas regionais do 
Senar e os respectivos 
cadastros de usuário.
Criação e disponibilização 
de material para 
capacitação dos 
profissionais das equipes 
técnicas nas regionais 
do Senar.
Capacitação e 
suporte direto aos 
Coordenadores e 
Supervisores de ATeG 
nas regionais do Senar.
Criação e disponibilização de 
ferramentas de Tecnologia 
da Informação (TI)
• Softwares e aplicativos para 
a coleta de questionários 
socioeconômicos que permitam 
selecionar e pré-cadastrar 
propriedades e produtores rurais.• Softwares e aplicativos para 
a coleta dos dados técnicos e 
gerenciais das propriedades 
atendidas.
• Plataformas de bancos de 
dados para armazenamento dos 
dados cadastrais dos projetos, 
equipes técnicas e propriedades/
produtores atendidos nas 
regionais do Senar nos estados.
• Painéis de Business Intelligence 
(BI) para demonstração de 
resultados consolidados, 
indicadores e comparativos gerais.
• Demonstrativos de benchmarking 
nos diversos níveis (atividade 
exploratória, projeto, regional 
etc.).
• Falhas nos sistemas.
• Dúvidas operacionais e 
metodológicas.
• Solicitações de manutenção dos 
cadastros e acessos das equipes 
nas regionais.
• Sugestões de melhorias etc.
Controle e manutenção de 
uma Central de Ajuda, que 
recebe demandas.
Controle dos cadastros 
dos projetos de ATeG por 
regional, propriedades e 
produtores rurais atendidos.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 97
Software e banco de dados
Os Técnicos de Campo utilizam um sistema chamado SISATeG, desenvolvido 
pelo Senar, para atender todas as cadeias assistidas. Ele está disponível 
como aplicativo, podendo ser baixado em tablets, notebooks e smartphones.
Conheça!
O aplicativo funciona 
online e offline, permitindo 
a coleta de dados na 
propriedade mesmo sem 
sinal de internet.
Os dados ficam 
armazenados no 
equipamento dos técnicos 
de ATeG. Após a inserção 
de dados é realizada a 
sincronização quando 
houver acesso à internet 
de qualidade.
Depois da sincronização, 
os dados dos relatórios 
são acessados por meio 
de uma plataforma 
online, estruturada na 
modalidade “em nuvem”, 
o que possibilita o 
acompanhamento e a 
validação das operações 
em tempo real.
A figura a seguir apresenta o fluxo de informações, que tem início com a coleta 
de informações e dos lançamentos do produtor no caderno do produtor, que 
é passado para o técnico. Os dados desse caderno são inseridos no SISATeG 
pelo supervisor, através da plataforma online do SISATeG, e chegam à central 
de inteligência, onde ficarão armazenados em um banco de dados. Observe!
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 98
Fluxo de Informações
Produtor
Rural
Anotações de dados
(Caderno do Produtor)
Análises específicas
de cada cadeia do
agronegócio
Interface WEB
para os fluxos
de dados
Análise de
consistência
CENTRAL DE INTELIGÊNCIA
Banco de dados geral
Coleta dados mensais
(Software ATeG-SENAR)
Analisa dados
(Software ATeG-SENAR)
Técnico(a)
de Campo
Supervisor
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 99
Resumindo o tópico
Neste terceiro tópico, você:
Conheceu melhor 
o modelo de 
Assistência Técnica e 
Gerencial.
Conheceu a estrutura 
institucional e 
operacional da ATeG 
do Senar.
Compreendeu como 
funciona o fluxo das 
ações relacionadas à 
aplicação da ATeG.
Explorou as 5 etapas 
que fundamentam a 
aplicação da ATeG.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 100
Tópico 4: Responsabilidades e papel 
de cada agente
A ATeG possui uma estrutura robusta e que envolve 
diversos agentes. Você imagina o perfil, as atribuições e 
responsabilidades de cada um deles na prática?
A partir de agora, você se aprofundará nos perfis e atribuições 
dos agentes envolvidos nas ações de ATeG, compreendendo as 
vantagens de uma visita técnica e gerencial.
Compreender quem é quem neste processo é fundamental para melhor 
funcionamento dessa estrutura.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 101
Coordenador técnico
Coordenador(a)
Técnico
Supervisor(a)
Técnico
Técnico(a)
de Campo
O coordenador técnico deve preferencialmente ter nível superior com 
experiência na área de assistência técnica. Ele é responsável pela elaboração 
de projetos, prospecção de parceiros e acompanhamento da execução da ATeG, 
apoiando a equipe no cumprimento das metas, assegurando as condições 
adequadas, em consonância com os objetivos de sua região.
Também deve realizar o alinhamento das necessidades de capacitação 
demandadas pelos Técnicos de Campo para os produtores atendidos com as 
ações de FPR realizadas na região.
Conheça o perfil desejado para esse profissional e as suas atribuições.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 102
Perfil
Para exercer a coordenação de ATeG é recomendado que o 
profissional tenha o perfil de acordo com as responsabilidades 
e atribuições inerentes ao agente. É importante, antes de tudo, 
que ele apresente características como:
• liderança e capacidade de incentivar e estimular o aprendizado 
da equipe,
• competências e proatividade para favorecer a implementação 
de ações inovadoras e mudanças estratégicas, estimulando 
a criatividade dos envolvidos no processo,
• bom relacionamento e boa comunicação com diferentes 
níveis, desde os membros da coordenação e da equipe até 
as pessoas do meio rural.
Importante! Deve ter ética e firmeza em suas ações, tomar 
decisões justas e direcionadas ao êxito das ações de ATeG.
Atribuições
• Acompanhar o desenvolvimento da equipe técnica de ATeG, 
sugerindo, corrigindo, orientando e direcionando suas ações.
• Prospectar, estabelecer e fortalecer as parcerias estratégicas 
para condução da ATeG.
• Promover reuniões periódicas para discussão, alinhamento 
e avaliação dos resultados obtidos, compartilhamento das 
linhas de trabalho, lições aprendidas e outras informações 
que possam contribuir e/ou impactar na melhoria contínua 
dos processos de ATeG.
• Monitorar os dados qualitativos e quantitativos, tanto técnicos 
quanto econômicos, inseridos no sistema de monitoramento 
de dados, relacionados à sua coordenação, primando sempre 
pela sua consistência.
• Reunir-se com o grupo de produtores na ocasião da 
implantação da ATeG e sempre que se fizer necessário.
• Conhecer a Metodologia de ATeG, tendo clareza em relação 
aos conceitos aplicados.
• Interagir com os supervisores e técnicos, de modo a garantir 
o suporte técnico e os metodológico necessários à condução 
das suas atividades.
• Incentivar a capacitação da equipe de ATeG para a melhoria 
contínua do seu desempenho.
• Gerenciar as dificuldades encontradas.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 103
Supervisor técnico
Coordenador(a)
Técnico
Supervisor(a)
Técnico
Técnico(a)
de Campo
Supervisor é o agente responsável por acompanhar e avaliar as ações da 
Metodologia de ATeG, com o propósito de contribuir para a melhoria do 
processo de desenvolvimento da metodologia. Esse profissional precisa ter 
formação em Agronomia, Medicina Veterinária, Zootecnia, Técnico Agrícola, 
Técnico Agropecuário ou áreas afins, com experiência em assistência 
técnica. Ele ficará responsável pelo acompanhamento sistemático das ações 
desenvolvidas na ATeG.
Esse profissional precisa estar sempre em sintonia com o Técnico de 
Campo para que, em conjunto, eles se envolvam em ações a serem de-
senvolvidas para os produtores rurais assistidos. A supervisão técnica 
deve assegurar a execução da ação supervisionada de forma eficiente, 
eficaz e efetiva.
Conheça o perfil desejado para esse profissional e as suas atribuições.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 104
Perfil
O perfil desse profissional se baseia em alguém que conheça 
profundamente a Metodologia de ATeG e tenha expressivo 
conhecimento técnico. Além disso, ele também deve ter:
• identificação com o meio rural,
• conhecimento da região onde atuará,
• habilidade para trabalhar em equipe,
• boa comunicação verbal e escrita,
• responsabilidade,
• espírito de colaboração,
• equilíbrio emocional,
• disciplina,
• imparcialidade,
• ética,
• capacidade criativa,
• visão crítica e holística,
• motivado e motivador,
• iniciativa e proatividade,
• otimismo,
• objetividade.
Atribuições
• Analisar as metas estabelecidas de planejamento de cada 
propriedade com a real situação.
• Comparar as descrições registradas no relatório realizado 
pelo Técnico de Campo com o executadona atividade.
• Apoiar no aspecto tecnológico e no metodológico os 
Técnicos de Campo.
• Garantir a execução da metodologia da Assistência Técnica 
e Gerencial.
• Solicitar a adequação, quando necessária, dos dados 
técnicos e econômicos coletados pelos Técnicos de Campo.
• Validar os documentos referentes às visitas realizadas pelos 
Técnicos de Campo.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 105
• Supervisionar a evolução dos técnicos e dos grupos de 
produtores.
• Identificar, em conjunto com a Coordenação, as demandas 
de cursos de FPR para os produtores, de acordo com as 
necessidades apresentadas pelos Técnicos de Campo.
• Colaborar na construção do itinerário formativo das ações a 
serem ofertadas para os grupos de produtores.
• Administrar os conflitos dentro de sua alçada.
• Planejar a supervisão in loco com objetivos e estratégias 
bem definidos.
• Formar um bom relacionamento interpessoal com 
superiores e Técnicos de Campo.
• Utilizar corretamente a técnica de observação durante as 
visitas às propriedades rurais, atentando para não intervir 
diretamente na condução dos trabalhos do Técnico de 
Campo.
• Realizar visitas aos produtores atendidos, sem a presença 
do Técnico de Campo, com o objetivo de avaliar a atuação 
e o cumprimento do serviço executado pelo técnico.
• Subsidiar os Técnicos de Campo, sempre que possível, 
com informações técnicas, por meio de material impresso, 
cursos a distância, palestras e outras formas, para que 
sirvam como base para o crescimento profissional e 
complementação tecnológica.
• Estabelecer as reuniões periódicas com os Técnicos 
de Campo para alinhamento dos serviços prestados e 
atualização tecnológica.
• Ser o responsável por realizar o acompanhamento das 
ações e da operacionalização tanto in loco quanto a 
distância, dependendo da necessidade e da análise da 
coordenação.
Diante desse contexto de acompanhamento in loco ou a distância, é fundamental 
que a supervisão se firme como um ponto de suporte para alcançar os 
objetivos e as metas propostas. Dessa forma, o profissional assume uma 
função essencial no sentido de buscar um desenvolvimento satisfatório das 
ações de ATeG.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 106
Assim sendo, serão realizadas supervisões que poderão acontecer da seguinte 
forma:
Supervisão 
in loco
Visitas às propriedades 
rurais sem a presença do 
técnico para avaliação da 
evolução da propriedade 
atendida.
Análises das 
programações 
planejadas.
Visitas às propriedades 
rurais com a presença do 
técnico.
Relatórios 
disponibilizados no 
sistema.
Reuniões e encontros com 
Técnicos de Campo e 
parceiros.
Prestações de contas e 
outras atividades 
relacionadas.
Observações
das ações.
Supervisão 
a distância
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 107
Cada supervisor acompanha até 15 Técnicos de Campo.
Supervisor
Acompanha até 
15 Técnicos de 
Campo
Técnico de Campo
Coordenador(a)
Técnico
Supervisor(a)
Técnico
Técnico(a)
de Campo
Técnico de Campo é o agente responsável pelo atendimento direto aos 
produtores rurais por meio de visitas às propriedades rurais. Tem como foco a 
transmissão de conhecimentos relacionados à gestão da empresa rural e 
técnicas de manejo relacionadas às atividades desenvolvidas nas propriedades.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 108
Destaca-se a sua função educativa, construtora de conhecimento em 
um processo interativo com os produtores rurais. Deverá trabalhar de 
forma participativa, desempenhando um papel educativo e atuando 
como facilitador de processos de desenvolvimento rural.
Deve ter formação em Agronomia, Medicina Veterinária, Zootecnia, Técnico 
Agrícola, Técnico Agropecuário ou áreas afins, além de domínio técnico na 
área de atuação.
Conheça o perfil desejado para esse profissional e as suas atribuições.
Perfil
Aliadas com a capacidade técnica do profissional, algumas 
características relacionadas ao comportamento dos Técnicos de 
Campo vão ajudar na execução do trabalho em campo. Elas são 
necessárias para garantir sempre a clareza e a transparência 
nas relações interpessoais que poderão ser construídas com a 
atuação na área de assistência técnica a produtores rurais.
Além delas, ainda fazem parte do perfil desejado, ter:
• flexibilidade,
• capacidade analítica
• capacidade de síntese,
• discrição pessoal e institucional,
• pontualidade,
• honestidade,
• compromisso,
• tolerância,
• empatia,
• conhecimento técnico atualizado,
• humildade,
• capacidade de comunicação,
• proatividade,
• habilidade para ouvir,
• equilíbrio emocional,
• motivação e vontade de aprender,
• capacidade de aceitar críticas e de ser autocrítico,
• confiança nas orientações,
• boa comunicação verbal e escrita.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 109
Atribuições
• Transmitir a metodologia com clareza e objetividade.
• Acompanhar a rentabilidade da propriedade rural no aspecto 
técnico e no gerencial, visando gerar recomendações que 
viabilizem maior rentabilidade da propriedade atendida.
• Definir o planejamento de cada propriedade em conjunto com 
o produtor rural.
• Orientar os produtores para atingirem resultados econômicos 
satisfatórios e com sustentabilidade, promovendo o 
aprendizado de técnicas gerenciais.
• Promover a implantação de soluções que contribuam para 
melhoria ou mudanças importantes no cotidiano de trabalho.
• Analisar as situações encontradas de forma holística, 
abrangendo todos os aspectos que podem influenciar na 
mudança do perfil das propriedades assistidas.
• Manter-se atualizado sobre o mercado e as melhores práticas 
na sua área de atuação.
• Tranquilidade e serenidade ao abordar o produtor.
• Adaptar-se às mudanças e necessidades emergentes.
• Inovar em busca de soluções viáveis e adequadas para a 
resolução de situações-problema em conjunto com seu 
supervisor.
• Realizar as metas e atividades nos prazos estabelecidos.
• Manter o diálogo e a comunicação horizontalizada.
• Usar linguagem adequada, mesmo que em assuntos técnicos, 
possibilitando a compreensão por todos.
• Elaborar o relatório, as orientações ou os e-mails com clareza.
• Discrição pessoal e institucional.
• Visão crítica e holística.
• Inserir os dados e as informações no sistema de monitoramento, 
por meio do software.
Ao saber que atuam em sua carreira profissional como formadores de opinião, 
esses profissionais se constituem um elemento essencial no processo de 
Assistência Técnica e Gerencial.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 110
Cada Técnico de Campo pode atender até 30 propriedades, dependendo do 
projeto que está sendo executado.
Técnico de Campo
Atende até 30 
propriedades
Os agentes da ATeG possuem muitas atribuições e responsabilidades, não 
é? Então, o que acha de pensar um pouco sobre isso e verificar se as coisas 
estão claras?
 Pense e decida
Um produtor rural está ansioso para começar as ações de melhoria na 
sua propriedade. Porém, ele precisa de orientações mais específicas 
sobre uma ferramenta que faz parte da solução desenhada para ele. 
Então, ele procura você para receber esse treinamento o mais rápido 
possível. O que você faz?.
 
Você se organiza e prepara esse 
treinamento antes mesmo da 
próxima visita.
Encaminha o mais rápido possível 
essa solicitação ao supervisor 
técnico.
Justifique aqui a sua escolha!
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 111
Feedback
Você se organiza e prepara logo esse treinamento, não é mesmo? Porque, 
embora a supervisão tenha conhecimento e abrangência para realizar um 
treinamento caso seja necessário, a função dela é educativa e construtora 
de conhecimento em um processo interativo com os produtores rurais e 
assegurar a execução da ação supervisionada de forma eficiente, eficaz 
e efetiva. Deve sempre trabalhar de forma participativa e atuar como 
facilitador de processos de desenvolvimentorural.
Você deve verificar a necessidade de treinamento e, caso precise, avisar 
ao supervisor. Depois, avisar ao Senar/Sindicato, para que o produtor 
possa ser inserido em um treinamento do assunto que necessita aprender.
Já a função do Técnico de Campo é educativa e construtora de 
conhecimento em um processo interativo com os produtores rurais. Por 
isso, trabalhe sempre de forma participativa e atue como facilitador de 
processos de desenvolvimento rural.
Você deve verificar a necessidade de treinamento e, caso precise, avisar ao 
supervisor. Depois, avisar ao Senar/Sindicato, para que o produtor possa 
ser inserido em um treinamento do assunto que necessita aprender.
O Senar em Campo também tem um vídeo bem interessante sobre a 
estrutura da ATeG.
Quer conhecer essa estrutura? Vá ao Ambiente de 
Estudos e complemente tudo o que você já viu sobre 
esse assunto!
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 112
Organograma da Assistência Técnica e Gerencial
De forma mais ampla, o organograma da ATeG é o seguinte. Observe!
Coordenador
Regional
Técnico
de Campo
Gestor Nacional 
SENAR Supervisor
Visitas do Técnico do Campo às propriedades rurais
As visitas têm o objetivo de atender os produtores do setor agropecuário para 
transmitir informações e tecnologias, trocar aprendizados e aplicar conceitos 
gerenciais que possam proporcionar a elevação da renda e a melhoria da 
qualidade de vida das pessoas do meio rural.
Uma visita deve ser planejada e proporciona benefícios para o processo da 
assistência. Entenda!
• Assistência personalizada, 
atendendo as demandas e 
necessidades específicas de cada 
produtor.
• Conhecimento dos custos de 
produção e receitas inerentes a 
cada atividade.
• Observação de prováveis 
problemas e apontamento de 
possíveis soluções.
• Auxílio externo para identificação 
de oportunidades.
• Obtenção de parâmetros para 
tomada de decisões.
Benefícios da visita
• Agendamento prévio.
• Presença do produtor ou 
responsável pela propriedade.
• Ocorrência mensal.
• Cumprimento da carga horária 
estabelecida.
• Realização da coleta de dados 
técnicos e econômicos.
• Preenchimento e discussão de 
relatório com o produtor no final 
de cada visita.
Aspectos relevantes para a visita
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 113
Periodicidade e carga horária das visitas
Na Metodologia de ATeG, as visitas às propriedades rurais acontecem 
mensalmente, chegando a uma carga horária total de 2, 4, 6 ou 8 horas, 
conforme o que descreve a metodologia.
É importante considerar que as atividades produtivas possuem suas 
especificidades, apresentando demandas com complexidade e tempo 
variáveis ao longo do período de desenvolvimento. Tudo isso, em decorrência 
de aspectos como:
Nível
tecnológico
Sistema
produtivo
adotado
Ciclo 
produtivo 
e as fases
 que fazem 
parte
Período 
de 
plantio
Safra 
e 
entressafra
Condições 
edafoclimáticas 
da região
Para isso, é importante assistir com máxima eficiência as atividades produtivas, 
possibilitando o acompanhamento técnico e gerencial coordenado conforme o 
desenvolvimento produtivo.
É proposto que as visitas sejam realizadas com periodicidade e carga 
horária parcialmente flexíveis, respeitando as indicações de mínimo e 
máximo. Veja na tabela!
Carga horária e periodicidade de visitas por atividade produtiva
Atividade 
produtiva
Carga 
horária Periodicidade N° de 
visitas/mês
N° de 
visitas/ano
Agricultura anual 2 ou 4 horas Mensal/bimensal 1 a 2 12 a 24
Agricultura orgânica 2 ou 4 horas Mensal/bimensal 1 a 2 12 a 24
Apicultura 2 ou 4 horas Mensal/bimensal 1 a 2 12 a 24
Avicultura 2 ou 4 horas Mensal/bimensal 1 a 2 12 a 24
Agroindústria 2,4,6 ou 8 
horas Mensal/bimensal 1 a 2 12 a 24
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 114
Bovinocultura de 
corte
2, 4 ou 8 
horas
Mensal/bimensal/
bimestral 0 a 2 6 a 24
Bovinocultura de 
leite 2 ou 4 horas Mensal/bimensal 1 a 2 12 a 24
Cafeicultura 2, 4, 6 ou 8 
horas
Mensal/bimensal/
bimestral 0 a 2 6 a 24
Cana de açúcar 2, 4 ou 8 
horas
Mensal/bimensal/
bimestral 0 a 2 6 a 24
Carcinicultura 2 ou 4 horas Mensal/bimensal 1 a 2 12 a 24
Floresta 4, 6 ou 8 
horas
Mensal/bimestral/
trimestral/
semestral
0 a 1 2 a 24
Floricultura 2 ou 4 horas Mensal/bimensal 1 a 2 12 a 24
Fruticultura perene 2 ou 4 horas Mensal/bimensal 1 a 2 12 a 24
Maricultura 2 ou 4 horas Mensal/bimensal 1 a 2 12 a 24
Olericultura 2 ou 4 horas Mensal/bimensal 1 a 2 12 a 24
Ovinocaprinocultura 
de corte
2, 4 ou 8 
horas
Mensal/bimensal/
bimestral 0 a 2 6 a 24
Ovinocaprinocultura 
de leite 2 ou 4 horas Mensal/bimensal 1 a 2 12 a 24
Piscicultura 2 ou 4 horas Mensal/bimensal 1 a 2 12 a 24
Suinocultura 2 ou 4 horas Mensal/bimensal 1 a 2 12 a 24
As visitas ainda podem ser planejadas para os momentos de maior demanda, 
como na formação da lavoura, plantio e tratos culturais, evitando períodos em 
que o produtor está totalmente focado na atividade prática, como na colheita.
• Em atividades agrícolas com ciclo produtivo definido, como a cafeicultura, por 
exemplo, poderá manter o número de horas em 4 horas/dia e aumentar o 
intervalo de visitas. Em vez de mensal, passa a ser bimestral ou até trimestral.
• Em atividades agrícolas com ciclo produtivo definido e longo, como a 
silvicultura, por exemplo, poderá manter o número de horas em 4 horas/dia 
e aumentar o intervalo de visitas. Em vez de mensal, passa a ser bimestral, 
trimestral ou ainda semestral.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 115
Cronograma das visitas
Os produtores assistidos pela ATeG receberão visitas dos Técnicos de Campo. 
Na Metodologia de ATeG, adota-se um cronograma. Antes de iniciarmos, 
conheça alguns elementos que fazem parte das visitas, para melhor 
compreender o que deve ser feito em cada uma delas.
T0 (tempo zero)
Trata-se do marco inicial ou ponto de partida do trabalho de Assistência 
Técnica e Gerencial na propriedade. Momento anterior ao cronograma de 
visitas, essencial para todo o processo.
Caderno do Produtor
É onde o produtor fará o lançamento dos dados de produção, das receitas, 
das despesas e de eventos ocorridos no sistema produtivo.
O caderno é fornecido pelo Senar e facilita o trabalho do produtor, que só 
precisará preencher os campos correspondentes, uma vez que o material 
está organizado por seções.
Exemplo: nascimento de animais, mortes, vendas, contratação de 
serviços, entre outros.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 116
Medidas de Impacto
São medidas simples, de baixo ou nenhum custo, que proporcionam 
resultados imediatos e contribuem para conquistar a confiança quando se 
inicia o trabalho com algum produtor.
Como o planejamento estratégico somente será concluído por volta do 
sexto mês, algumas intervenções precisam ser feitas para quebrar a 
ansiedade do técnico e também do produtor em relação a ver algo prático 
acontecendo. A orientação para realizar medidas de impacto não precisa 
ser feita necessariamente na primeira visita, e sim no momento que o 
técnico julgar mais oportuno.
Exemplos dessa ação na atividade leiteira: formar lotes de vacas para 
suplementar o concentrado conforme a produção de cada lote, formular 
ração, calcular o custo de produção e fazer manutenção adequada das 
máquinas, organizar galpões e pátios mudando o aspecto visual.
Diagnóstico técnico e econômico
Diagnóstico técnico: consiste na identificação das deficiências e 
potencialidades da propriedade, no que se refere às tecnologias utilizadas, 
ao sistema de produção, ao manejo etc.
Diagnóstico econômico: é realizado a partir do resgate, que compreende 
o levantamento de dados de produção, receitas e despesas e o inventário 
de recursos de um período anterior à assistência técnica (período mínimo 
de um ano).
Entendido alguns conceitos, conheça em detalhes o cronograma de visitas e 
a programação proposta para cada uma delas.
Módulo 1
Metodologia de assistênciatécnica e gerencial pg. 117
1ª 
visita
2ª 
visita
3ª 
visita
4ª 
visita
5ª 
visita
6ª a 11ª
visita
12ª 
visita
13ª 
visita
14ª a 13ª 
visita
24ª 
visita
1ª 
visita
• Apresentação do Técnico de Campo ao produtor e sua família.
• Construir o acordo de convivência (técnico e produtor, esclarecimento das 
regras das visitas).
• Repassar as informações sobre os procedimentos relacionados à ATeG.
• Informar ao produtor sobre os seus direitos, deveres e as responsabilidades 
de ambas as partes.
• Realizar o levantamento das informações iniciais para o cadastro da 
propriedade e gerar o QR CODE.
• Iniciar o levantamento das necessidades dos cursos de formação profissional 
e promoção social.
• Iniciar o diagnóstico produtivo individualizado – DPI T0.
• Iniciar o registro dos itens de inventário de recursos.
• Propor as primeiras medidas de impacto que podem conter orientações 
gerenciais, organizacionais e técnicas.
• No check-out, realizar agendamento da próxima visita e informar quais 
ações serão realizadas.
Entregas:
• Entregar o termo de adesão.
• Entregar o caderno do produtor e dar as orientações a respeito da sua 
utilização na coleta e registro dos dados.
• Realizar o registro dos dados do cadastro do produtor e da propriedade no 
sistema de monitoramento.
• Realizar o registro do DPI T0 no sistema de monitoramento.
• Elaborar o relatório de visita no sistema de monitoramento.
• Prestar orientações técnicas e gerenciais para a próxima visita. 
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 118
1ª 
visita
2ª 
visita
3ª 
visita
4ª 
visita
5ª 
visita
6ª a 11ª
visita
12ª 
visita
13ª 
visita
14ª a 13ª 
visita
24ª 
visita
1ª 
visita
• Questionar sobre a experiência de fazer registros e caso tenha havido 
alguma dificuldade, reforçar a importância das anotações.
• Continuar o diagnóstico produtivo individualizado – DPI T0.
• Organizar os dados para elaborar o DPI T0 (custos e indicadores resgatados).
• Coletar e analisar os dados do caderno do produtor.
• Avaliar com o produtor as anotações do fluxo de caixa da atividade referente 
ao primeiro mês de atendimento.
• Acompanhar o andamento das recomendações feitas na visita anterior no 
caderno do produtor e no relatório de visita.
• Intensificar as orientações técnicas e gerenciais.
• Verificar em campo as ações programadas e realizadas.
• Analisar e discutir os dados gerenciais e técnicos, orientando o produtor a 
sempre buscar atingir o maior nível na produção e na redução de custos.
• Registrar o andamento das recomendações feitas na visita anterior no 
caderno do produtor e no relatório de visita.
Entregas:
• Registrar no sistema de monitoramento os dados coletados na visita técnica.
• Realizar o registro dos dados do diagnóstico econômico / inventário de 
recursos (IR) no sistema de monitoramento.
• Elaborar o relatório de visita no sistema de monitoramento. 
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 119
1ª 
visita
2ª 
visita
3ª 
visita
4ª 
visita
5ª 
visita
6ª a 11ª
visita
12ª 
visita
13ª 
visita
14ª a 13ª 
visita
24ª 
visita
1ª 
visita
• Questionar sobre a experiência de fazer registros e caso tenha havido 
alguma dificuldade, reforçar a importância das anotações.
• Continuar e finalizar o DPI T0.
• Discutir o fluxo de caixa.
• Continuar a coleta e análise dos dados do caderno do produtor.
• Observar os resultados das medidas de impacto.
• Finalizar o resgate.
• Prestar orientações técnicas e gerenciais.
• Acompanhar o andamento das recomendações feitas na visita anterior no 
caderno do produtor e no relatório de visita.
• Verificar em campo as ações programadas e realizadas.
• Analisar e discutir os dados gerenciais e técnicos, orientando o produtor a 
sempre buscar atingir o maior nível na produção e na redução de custos 
(maior nível na produção e redução de custo).
Entregas:
• Registrar no sistema de monitoramento os dados coletados na visita técnica.
• Entregar o DPI T0 ao produtor e orientá-lo a se preparar para a elaboração 
do planejamento estratégico (PDCA) T1.
• Entregar o relatório de orientação de medidas de impacto, que pode conter 
orientações gerenciais, organizacionais e técnicas.
• Elaborar o relatório de visita no sistema de monitoramento. 
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 120
1ª 
visita
2ª 
visita
3ª 
visita
4ª 
visita
5ª 
visita
6ª a 11ª
visita
12ª 
visita
13ª 
visita
14ª a 13ª 
visita
24ª 
visita
1ª 
visita
• Coletar e analisar os dados do caderno do produtor.
• Discutir os custos da atividade (custo operacional efetivo, custo operacional 
total, custo total e outros indicadores) e o fluxo caixa da atividade rural.
• Realizar orientações técnicas e gerenciais.
• Analisar e discutir os dados gerenciais e técnicos, orientando o produtor a 
sempre buscar atingir o maior nível na produção e na redução de custos 
(maior nível na produção e redução de custo).
• Concluir a análise do DPI T0 com o produtor e orientá-lo a se preparar para 
a elaboração do planejamento estratégico (PDCA) T1.
• Iniciar o planejamento estratégico (PDCA) T1.
• Verificar em campo as ações programadas e realizadas.
• Acompanhar o andamento das recomendações feitas na visita anterior no 
caderno do produtor / agroindústria e no relatório de visita.
Entregas:
• Registrar no sistema de monitoramento os dados coletados na visita técnica.
• Entregar o DPI T0, caso ainda não tenha sido entregue.
• Elaborar o relatório de visita no sistema de monitoramento. 
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 121
1ª 
visita
2ª 
visita
3ª 
visita
4ª 
visita
5ª 
visita
6ª a 11ª
visita
12ª 
visita
13ª 
visita
14ª a 13ª 
visita
24ª 
visita
1ª 
visita
• Coletar e analisar os dados do caderno do produtor.
• Discutir o fluxo de caixa.
• Analisar e discutir os dados gerenciais e técnicos, orientando o produtor a 
sempre buscar atingir o maior nível na produção e na redução de custos 
(maior nível na produção e redução de custo).
• Realizar orientações técnicas e gerenciais
• Verificar em campo as ações programadas e realizadas.
• Monitorar as ações orientadas, permitindo ajustes conforme as situações 
identificadas.
Entregas:
• Registrar no sistema de monitoramento os dados coletados na visita 
técnica.
• Entregar o planejamento estratégico (PDCA) T1 com registro no sistema 
de monitoramento.
• Elaborar o relatório de visita no sistema de monitoramento.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 122
1ª 
visita
2ª 
visita
3ª 
visita
4ª 
visita
5ª 
visita
6ª a 11ª
visita
12ª 
visita
13ª 
visita
14ª a 13ª 
visita
24ª 
visita
1ª 
visita
• Coletar e analisar os dados do caderno do produtor.
• Discutir o fluxo de caixa.
• Realizar orientações técnicas e gerenciais.
• Acompanhar o andamento das recomendações feitas na visita anterior no 
caderno do produtor / agroindústria.
• Analisar e discutir os dados gerenciais e técnicos, orientando o produtor a 
sempre buscar atingir o maior nível na produção e na redução de custos 
(maior nível na produção e redução de custo).
• Verificar em campo as ações programadas e realizadas.
• Monitorar as ações recomendadas, permitindo ajustes conforme as situações 
identificadas.
Entregas:
• Registrar no sistema de monitoramento os dados coletados na visita técnica.
• Elaborar o relatório de visita no sistema de monitoramento. 
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 123
1ª 
visita
2ª 
visita
3ª 
visita
4ª 
visita
5ª 
visita
6ª a 11ª
visita
12ª 
visita
13ª 
visita
14ª a 13ª 
visita
24ª 
visita
1ª 
visita
• Coletar e analisar os dados do caderno do produtor
• Discutir o fluxo de caixa.
• Realizar orientações técnicas e gerenciais.
• Acompanhar o andamento das recomendações feitas na visita anterior no 
caderno do produtor / agroindústria.
• Analisar e discutir os dados gerenciais e técnicos, orientando o produtor a 
sempre buscar atingir o maior nível na produçãoe na redução de custos 
(maior nível na produção e redução de custo).
• Verificar em campo as ações programadas e realizadas.
• Monitorar as ações orientadas, permitindo ajustes conforme as situações 
identificadas.
Entregas:
• Registrar no sistema de monitoramento os dados coletados na visita técnica.
• Finalizar e apresentar DPI T1 na 12ª visita.
• Elaborar o relatório de visita no sistema de monitoramento. 
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 124
1ª 
visita
2ª 
visita
3ª 
visita
4ª 
visita
5ª 
visita
6ª a 11ª
visita
12ª 
visita
13ª 
visita
14ª a 13ª 
visita
24ª 
visita
1ª 
visita
• Coletar e analisar os dados do caderno do produtor.
• Oferecer orientações técnicas e gerenciais conforme o planejamento.
• Analisar indicadores de benchmarking: renda bruta, taxa de remuneração 
do capital, relação benefício/custo, capital empatado por unidade do produto 
dentro do grupo de produtores, entre regiões e entre estados.
• Destacar as principais recomendações implementadas.
• Discutir as dificuldades encontradas.
• Destacar os resultados alcançados.
• Estabelecer o plano de melhorias.
• Aplicar a gestão à vista.
• Discutir os custos da atividade (COE, COT, CT e outros indicadores) com o 
produtor.
• Analisar e discutir os dados gerenciais e técnicos, orientando o produtor a 
sempre buscar atingir o maior nível na produção e na redução de custos 
(maior nível na produção e redução de custo).
• Elaborar o planejamento estratégico (readequar o PDCA) T2.
Entregas:
• Registrar no sistema de monitoramento os dados coletados na visita técnica.
• Entregar o DPI T1.
• Entregar o 2o caderno do produtor.
• Apresentar o planejamento estratégico (PDCA) T2.
• Elaborar o relatório de visita com os indicadores do benchmarking. 
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 125
1ª 
visita
2ª 
visita
3ª 
visita
4ª 
visita
5ª 
visita
6ª a 11ª
visita
12ª 
visita
13ª 
visita
14ª a 13ª 
visita
24ª 
visita
1ª 
visita
• Coletar e analisar os dados do caderno do produtor.
• Oferecer orientações técnicas e gerenciais conforme o planejamento.
• Apresentar os resultados da atividade (gestão à vista).
Entregas:
• Registrar no sistema de monitoramento os dados coletados na visita técnica.
• Elaborar o relatório de visita no sistema de monitoramento. 
1ª 
visita
2ª 
visita
3ª 
visita
4ª 
visita
5ª 
visita
6ª a 11ª
visita
12ª 
visita
13ª 
visita
14ª a 13ª 
visita
24ª 
visita
1ª 
visita
• Coletar e analisar os dados do caderno do produtor.
• Readequar o planejamento estratégico (PDCA) para o T3.
Entregas:
• Registrar no sistema de monitoramento os dados coletados na visita técnica,
• Entrega final:
 » Elaborar o relatório geral.
 » Atualizar o DPI T2 na 24ª visita.
 » Realizar o comparativo dos diagnósticos DPI T0, T1 e T2.
 » Entregar o planejamento estratégico (PDCA) T3.
 » Entregar o comparativo de indicadores.
 » Prestar as orientações finais.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 126
No decorrer das visitas, caso o técnico e o supervisor se deparem com dúvidas 
sobre manejo e tecnologias, ou tenham necessidade de mais informações 
sobre determinado assunto, podem acionar, por meio de solicitação ao Senar 
Administração Central, o apoio dos especialistas chamados Consultores 
Master. Esses profissionais, com notável conhecimento nas devidas áreas em 
que foram identificados obstáculos no trabalho realizado, podem dar um apoio 
a distância ou in loco, de acordo com a complexidade da situação abordada.
Que tal finalizar este tópico assistindo a um vídeo 
do Senar em Campo sobre o que é a Assistência 
Técnica e Gerencial? Retorne ao seu Ambiente de 
Estudos para assistir ao vídeo!
 
Saiba Mais
Técnicos de Campo e Supervisores discutiram, em uma 
live, as oportunidades e desafios da ATeG em tempos 
de pandemia. Você pode assistir a essa conversa tão 
interessante no Youtube, busque pelo nome: “Live - //
oportunidades e Desafios para atuação da ATeG, na visão 
do Técnico de Campo e Supervisor”.
Resumindo o tópico
Neste quarto tópico, você:
Compreendeu quem 
são os agentes que 
fazem parte da prática 
da ATeG, seus perfis e 
responsabilidades.
Conheceu como 
funcionam as 
visitas, além da sua 
periodicidade e carga 
horária.
Entendeu como realizar 
as visitas a partir de 
um cronograma e da 
programação já proposta.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 127
Tópico 5: A importância da 
formação continuada no processo 
de assistência técnica
Você já parou para pensar na importância da qualificação 
e da formação profissional para o técnico e para o 
produtor rural?
Neste tópico você entenderá a importância da qualificação no 
desempenho das competências exigidas do Técnico de Campo, 
assim como a formação profissional que é fundamental para o 
produtor rural.
No intuito de melhorar o desempenho dos profissionais envolvidos no processo 
da Assistência Técnica e Gerencial do Senar, a qualificação dos agentes 
envolvidos nessa ação é fundamental.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 128
Por isso, a formação não tem foco apenas na área técnica e gerencial, 
mas também no desenvolvimento de competências de liderança, habi-
lidades de relacionamento e capacidade de persuasão.
Dessa forma, existirá maior envolvimento nos conceitos das competências 
essenciais, principalmente nas abordagens de conhecimentos, habilidades 
e atitudes. Nesse contexto, se reforça que a capacitação tem papel importante 
para viabilizar o desenvolvimento da Metodologia de Assistência 
Técnica e Gerencial.
Capacitação dos produtores rurais assistidos 
pela ATeG
No que se refere à capacitação dos produtores rurais atendidos pela Assistência 
Técnica e Gerencial do Senar, é fundamental que esse público participe das 
ações de Formação Profissional Rural (FPR) referentes à atividade desenvolvida. 
Espera-se, com essas qualificações, viabilizar ações direcionadas para maior 
efetividade das orientações realizadas nas visitas técnicas da ATeG.
Entenda melhor…
O Técnico de Campo tem papel 
fundamental no encaminhamento 
dos produtores às ações de FPR, que 
deve ser contínuo.
Ele define o perfil e as necessidades 
das propriedades atendidas.
No início do trabalho, como regra, o 
Técnico de Campo propõe um 
cronograma de participações em 
ações (treinamentos, cursos e 
programas) que fazem parte do 
planejamento da propriedade.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 129
Capacitação dos Técnicos de Campo da ATeG
O técnico que atuará na ATeG precisa ser muito bem capacitado para o 
exercício de suas funções. Ele precisa conhecer profundamente o produtor, 
sua família, seus costumes e suas dificuldades. Assim, será mais fácil 
se aproximar dele e conquistar sua confiança, viabilizando a adoção das 
tecnologias propostas.
Historicamente, as instituições de assistência técnica no Brasil ado-
tam a rotina de capacitar todos os técnicos que entram para o sistema. 
Mesmo assim, os conhecimentos tecnológicos adquiridos nos bancos 
das escolas precisam ser aprimorados. A grande diversidade de escola-
ridade, renda, costumes, crenças, valores e tradições das pessoas que 
vivem no campo requerem do técnico muito preparo para lidar com tan-
tas diferenças.
O técnico que vai trabalhar com o produtor rural, seus empregados e sua 
família necessita se capacitar para trabalhar com a educação de adultos, com 
base nos conceitos e princípios da andragogia,
uma área de estudo cujo objetivo é a educação e o desenvolvimento de adul-
tos e, portanto, tem características específicas diferenciadas da educação de 
crianças e jovens.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 130
Assim, entendemos que a sala de aula não deve ser o local único e preferido 
para capacitar produtores rurais. É sempre melhor que eles tenham atividades e 
treinamentos mais próximos do local onde as suas operações produtivas 
acontecem.
BaseadoAtividade de 
Passagem tem o objetivo de verificar se você teve um 
bom aproveitamento em relação ao conteúdo do tema 
correspondente. É importante responder a atividade para 
poder acessar o tema seguinte.
Estudo de Caso 
Obrigatório e de valor avaliativo, o Estudo de Caso 
consiste em uma questão reflexiva, relacionada aos temas 
estudados. No primeiro módulo, como resposta para 
a questão, você deverá gravar um vídeo atuando como 
protagonista dele, respondendo oralmente a pergunta 
lançada no Estudo de Caso. A partir do segundo módulo a 
resposta será por texto escrito.
Simulado 
Ao finalizar o conteúdo, depois de passar por todos os 
temas do módulo e tiver completado a última atividade, 
você deverá responder o Simulado. Ele é composto por 17 
questões de múltipla escolha, que você pode responder 
até três vezes para se preparar adequadamente para a 
Avaliação.
Avaliação 
A Avaliação é obrigatória e tem como objetivo verificar 
o seu desempenho em cada módulo. Ela é composta por 
17 questões objetivas, assim como o Simulado, e será 
realizada depois de que os três temas de estudo tiverem 
sido concluídos.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 9
Outra atividade importante para realizar no Ambiente de Estudos é a pesquisa 
de satisfação. Com essa pesquisa, poderemos analisar a qualidade do curso 
por meio das suas respostas e, assim, melhorá-lo cada vez mais.
E como tudo isso é somado para garantir o seu certificado?
Composição da nota de cada módulo
A nota do módulo é composta por uma média simples, que pode variar de 0 
a 10.
MÉDIA PARA 
APROVAÇÃO
= 
6 ou mais
2
AVALIAÇÃO
Correção 
automática
ESTUDO 
DE CASO
Nota enviada 
depois com o 
feedback do 
tutor
Certificado
Ao final da sua jornada, com o desempenho esperado, você terá o seu 
certificado de conclusão do curso. Então, para garantir isso, você deve:
percorrer 
o conteúdo 
dos 
módulos e 
seus temas
realizar a 
atividade de 
aprendizagem 
de cada tema
realizar o 
Simulado 
de cada 
módulo
realizar a 
Avaliação 
de cada 
módulo
responder 
o Estudo 
de Caso 
em cada 
módulo
alcançar um 
desempenho 
de 60% na 
média final 
do curso
Fórum 
O Fórum proporciona o debate e a troca de conhecimento 
entre você e o tutor. Existe um Fórum por módulo, que fica 
aberto durante todo o seu período de estudos na respectiva 
fase, permitindo que você faça a postagem de novas 
percepções, enquanto trilha seu processo de aprendizagem.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 10
Vamos começar?
Agora que você já conhece o percurso e as informações necessárias, já pode 
começar a sua jornada de aprendizado.
Conte sempre com a ajuda da tutoria e da monitoria caso tenha alguma dúvida 
sobre o curso ou sobre o Ambiente de Estudos. Aproveite a oportunidade para 
participar das atividades propostas, como os fóruns e as enquetes. Explore 
tudo que temos disponível!
Lembre-se! Você terá sucesso garantido na busca por crescimento pessoal 
e profissional, se mantiver a organização e a dedicação durante o caminho. 
Siga em frente e bons estudos!
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 11
Introdução do módulo
Bem-vindo! A partir de agora você vai participar do módulo Metodologia de 
Assistência Técnica e Gerencial. Observe no infográfico a sua posição no 
curso e atente-se ao seu progresso!
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 12
Você está aqui!
Início da 
jornada Final da 
jornada
Módulo 1
Metodologia da 
Assistência Técnica 
e Gerencial
Aprimorar conhecimentos 
metodológicos para o 
desempenho necessário 
de ações de assistência 
técnica, destacando as 
competências requeridas 
ao exercício da atividade.
Módulo 2
Gerencial I da 
Assistência 
Técnica e 
Gerencial
Reconhecer os 
conceitos gerenciais 
da Metodologia de 
Assistência Técnica 
e Gerencial.
Módulo 4
Gerencial III 
da Assistência 
Técnica e 
Gerencial
Calcular e 
interpretar 
indicadores técnicos 
e econômicos nas 
principais cadeias 
produtivas da 
pecuária ou da 
agricultura.Módulo 3
Gerencial II 
da Assistência 
Técnica e 
Gerencial
Contextualizar os 
conceitos gerenciais 
da Metodologia de 
Assistência Técnica 
e Gerencial.
Módulo 5
Planejamento 
da Propriedade 
Rural
Definir em 
que consiste o 
planejamento 
estratégico da 
propriedade rural 
assistida pela 
Metodologia de 
ATeG, facilitando 
sua compreensão e 
aplicabilidade.
Na prática, este módulo tem o objetivo de prepará-lo para que você possa 
expressar todo o seu potencial de trabalho no campo e tenha plena condição 
de conduzir o processo de formação das pessoas e de transformação dos 
resultados das propriedades atendidas. Para isso, o módulo foi dividido em 
três temas:
Tema 1
Histórico da 
assistência 
técnica no 
Brasil
Tema 2
Assistência 
Técnica e 
Gerencial
Tema 3
Técnicas para 
abordar o 
produtor rural
Nossa expectativa é que, ao final do módulo, você conheça a trajetória da 
assistência técnica no Brasil, tenha condições de discernir sobre os modelos 
tradicionais de assistência técnica e Assistência Técnica e Gerencial, e domine 
algumas técnicas para abordar o produtor.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 13
Tudo isso para que você possa se tornar um autêntico educador agente de 
transformações no campo, capaz de:
• acessar o produtor, transferir conhecimento e melhorar seus resultados 
produtivos e econômicos,
• conduzi-lo por um processo de formação e de desenvolvimento de sua 
autonomia, de forma que os resultados continuem acontecendo mesmo 
quando acabar o período de atendimento.
Praticando…
Agora que você conhece os temas que serão trabalhados no módulo, o que 
acha de ver esses conceitos de forma mais prática?
Volte ao Ambiente de Estudos online e assista a 
um vídeo que vai ajudar você a entender como 
poderá praticar e refletir durante todo o módulo, 
acompanhando a história do Técnico Marcelo e da 
Fazenda Santa Felicidade.
Tome nota
Como você já ficou sabendo qual é o contexto, conseguiria 
responder todas as dúvidas do Marcelo? Você já passou 
por essas situações?
Aproveite este momento e nos responda quais são as 
suas expectativas para este módulo.
Anote suas respostas aqui!
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 14
Tema 1: Histórico da 
assistência técnica no Brasil
Introdução
Você está iniciando o primeiro tema do módulo. O objetivo é que você 
conheça a breve caminhada da assistência técnica no Brasil, bem como 
as fases vivenciadas, as dificuldades, os avanços e, acima de tudo, sua 
contribuição para o desenvolvimento desse tão importante setor de 
nossa economia.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 15
Ao final deste tema, você será capaz de:
• discorrer sobre aspectos relevantes da realidade rural brasileira;
• identificar as classes de produtores rurais, os princípios e as diretrizes da 
Política Nacional de Assistência Técnica;
• compreender os principais conceitos da assistência técnica, os métodos e as 
técnicas de difusão de conhecimentos nas atividades rurais;
• entender a correlação entre a assistência técnica e o processo educativo do 
produtor rural.
Estrutura do tema
Grandes são os desafios enfrentados pelos agentes da assistência técnica, por 
isso é necessário que todos estejam preparados e munidos de informações e 
conhecimentos. Para facilitar o entendimento do conteúdo e garantir o acesso, 
cada tema é dividido em tópicos.
Conheça a seguir o objetivo de cada um.
Tema 1
Tópico 1
Tópico 2Tópico 5
Tópico 4 Tópico 3
Contextualização da realidade rural brasileira
Reconhecer a importância da assistência técnica para o meio rural, destacando 
pontos relevantes da realidade rural brasileira e descrevendo a classe de 
produtores rurais no Brasil.
Origem, evolução e filosofia 
da assistência técnica
Identificar a origem e as fases 
da extensão rural no Brasil, 
discorrer sobre os princípios 
e diretrizes que orientam a 
Política Nacionalnesse conceito, 
o Senar adotou o lema 
“aprender a fazer, fazendo”. 
Isso significa que é 
sempre recomendável 
usar técnicas de 
demonstração de 
métodos ou resultados 
quando se pretende 
introduzir uma tecnologia.
Não basta ao técnico conhecer 
as tecnologias, se não souber 
como “repassá-las” para os 
produtores.
Pode-se dizer que muito do insucesso nos processos educativos e de assistência 
técnica passa pela falta de competências e habilidades dos técnicos. É comum, 
por um “instinto de defesa”, que o técnico justifique a falta de bons resultados 
pelas falhas do produtor. Muitas vezes, no entanto, trata-se de falhas de 
comunicação do próprio técnico.
O papel do Técnico de Campo como agente 
de mudanças
O grande desafio de levar o conhecimento ao homem do campo é o Técnico 
de Campo, o agente de mudanças, promover as mudanças. É dele o desafio 
de estimular o produtor a entender as necessidades de fazer diferente 
para melhorar sua renda e a qualidade de vida da sua família.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 131
Então, siga algumas orientações!
Não perca tempo e 
estude sempre!
Procure se preparar 
continuadamente, 
lendo, estudando e 
fazendo cursos de 
aperfeiçoamento. As 
mudanças são as grandes 
certezas do mundo 
moderno e os técnicos 
que desejam se sustentar 
e crescer, profissional e 
pessoalmente, não podem 
deixar de acompanhá-las.
Comunique-se!
É preciso manter um 
contato frequente com 
as universidades, com 
os centros de pesquisa 
e com as empresas do 
agronegócio. A Embrapa 
e as empresas estaduais 
de pesquisa e extensão 
rural, por meio de suas 
diversas unidades em todo 
o país, reúnem grandes 
conhecimentos que devem 
ser repassados ao setor 
produtivo. Além disso, 
realizam periodicamente 
dias de campo e cursos 
para disseminar o uso das 
tecnologias.
Use e abuse da 
internet!
Obtenha no setor 
público ou no privado 
as informações e os 
conhecimentos que melhor 
atendam aos produtores 
rurais que você assiste. 
Sempre que possível, vá a 
congressos, faça cursos e 
procure ler muito sobre os 
assuntos relacionados ao 
seu trabalho.
Resumindo o tópico
Neste quinto tópico, você:
Entendeu como o Senar 
valoriza a educação 
continuada no processo 
da ATeG.
Compreendeu a 
responsabilidade do Técnico 
de Campo na Formação 
Profissional Rural do 
produtor para promover 
mudanças efetivas.
Recebeu orientações 
expressas de como o 
Técnico de Campo deve 
buscar conhecimento 
contínuo.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 132
Encerramento do tema
De acordo com o conteúdo estudado, a maioria dos produtores rurais brasileiros 
não recebe nenhum tipo de assistência técnica e, quem recebe, é de forma 
eventual e descontinuada. Agora, você será capaz de:
Explorar a 
organização da 
assistência técnica, 
das principais 
organizações que 
prestam esse 
serviço, sua estrutura 
operacional e os cinco 
passos da assistência.
Descrever as 
responsabilidades 
de cada agente 
envolvido, sua 
rotina de visitas e 
a importância da 
formação continuada 
do produtor e do 
técnico durante o 
processo.
Apresentar o modelo 
de ATeG, as etapas 
que compõem 
esse processo e a 
importância que 
esse modelo tem 
quando associado à 
consultoria gerencial.
A segunda etapa deste módulo foi bem intensa e bem relevante para você que 
deseja fazer a diferença no trabalho do campo.
Para encerrar este tema, vá ao Ambiente de Estudos 
e assista ao vídeo para acompanhar o Marcelo e o 
seu trabalho na Fazenda Santa Felicidade!
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 133
Atividade de Passagem
Chegou a hora de colocar em prática o que aprendeu!
Você deve responder uma questão relacionada ao conteúdo 
estudado até aqui para passar para o próximo tema.
Atenção! Se você estiver com alguma dúvida quanto ao 
assunto, retorne ao conteúdo do módulo ou, se preferir, entre 
em contato com o tutor.
Questão
A Metodologia de Assistência Técnica e Gerencial está fundamentada em cinco 
etapas, que abrangem todo o processo a ser aplicado no desenvolvimento da 
propriedade rural atendida.
Nesse contexto, identifique qual das alternativas abaixo mostra todas essas 
etapas, inclusive na ordem em que elas devem acontecer:
a. Planejamento estratégico, diagnóstico produtivo individualizado, adequação 
tecnológica, capacitação profissional complementar e avaliação sistemática 
de resultados.
b. Aproximação do produtor, diagnóstico individualizado, planejamento 
estratégico, avaliação sistemática de resultados e disseminação de novas 
tecnologias.
c. Diagnóstico produtivo individualizado, planejamento estratégico, adequação 
tecnológica, capacitação profissional complementar e geração de confiança.
d. Conquistar a confiança do produtor, diagnóstico produtivo individualizado, 
planejamento estratégico, adequação tecnológica e avaliação sistemática de 
resultados.
e. Diagnóstico produtivo individualizado, planejamento estratégico, adequação 
tecnológica, capacitação profissional complementar e avaliação sistemática 
de resultados.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 134
Tema 3: Técnicas de 
abordagem ao produtor 
rural
Introdução
Este é o início da terceira etapa de construção do seu conhecimento e 
autodesenvolvimento, para se tornar cada dia melhor e mais efetivo em seus 
resultados. Você estudará as técnicas de abordagem ao produtor rural, 
para compreender como fazer uma abordagem efetiva que estabeleça 
uma relação de confiança com o produtor.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 135
Por isso, o objetivo deste tema é que você seja capaz de:
• compreender os aspectos que contribuem para a construção de um ambiente 
favorável para a assistência técnica de qualidade,
• identificar os comportamentos mais adequados,
• reconhecer os circuitos positivos e negativos da comunicação entre técnico 
e produtor,
• compreender aspectos da personalidade humana, a fim de gerar um clima de 
confiança e tranquilidade, mantendo o equilíbrio emocional.
Para que todo esse conteúdo fique mais claro e de fácil entendimento, o tema 
foi dividido em tópicos. Conheça a seguir o objetivo de cada um deles.
Tema 3
Tópico 1
Tópico 2Tópico 5
Tópico 4 Tópico 3
Estabelecendo uma relação de confiança com o produtor
Reconhecer a forma de criar um ambiente favorável à ATeG, destacando o poder 
da Assistência Técnica e Gerencial em estipular regras para maior clareza de 
papéis.
Entendendo o 
comportamento humano
Descrever como o 
comportamento do técnico e 
o do produtor interferem nas 
ações de assistência técnica.
Comunicação assertiva
Identificar os circuitos 
positivos e negativos 
da comunicação e seus 
impactos no relacionamento 
entre técnico e produtor 
rural, utilizando o 
conceito de fluência 
comportamental.
Relacionamento interpessoal e 
autocontrato de mudança
Identificar práticas e comportamentos que 
influenciem de forma positiva o ambiente 
da Assistência Técnica e Gerencial, 
utilizando os conceitos de reconhecimento, 
fluência comportamental e contrato de 
mudança.
Mantendo o equilíbrio emocional
Identificar comportamentos 
favoráveis ao trabalho de 
ATeG utilizando conceitos do 
funcionamento da personalidade 
humana.
Conhecido o objetivo de cada tópico, siga em frente neste tema e ótimos 
estudos!
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 136
Tópico 1: Estabelecendo uma 
relação de confiança com o 
produtor
Já parou para pensar sobre a relação entre o 
comportamento dos técnicos e dos produtores com a 
implementação de tecnologias e o estabelecimento da 
confiança em todo esse processo?
No decorrer deste tópico você verá como os aspectos 
comportamentais dos envolvidos na assistência técnica interferem 
de forma positiva ou negativa no processo de desenvolvimento de 
um negócio rural.
Os aspectos comportamentais, tanto do técnico como do produtor, 
interferem de forma positiva ou negativa no processo de desenvolvimentode um negócio rural.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 137
O sucesso da Assistência Técnica e Gerencial depende de diversos fatores, 
entre eles o comportamento das pessoas envolvidas. Sendo assim, é primordial 
que o técnico identifique como seus comportamentos estão interferindo nos 
resultados da assistência técnica.
Pare para pensar
Diante da afirmação deste começo de tópico, reflita 
sobre algumas questões:
• Como é possível identificar, nas propriedades 
rurais, uma cultura comportamental que favoreça a 
implementação de práticas tecnológicas e gerenciais?
• Como você pode diagnosticar comportamentos 
disfuncionais em uma propriedade rural e intervir de 
forma adequada?
• De que forma o seu comportamento interfere na 
assistência técnica?
Esse é o primeiro passo para mudanças positivas no 
processo!
Estabelecendo a relação de confiança 
com o produtor
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 138
Os resultados de um projeto de assistência técnica serão mais efetivos se 
a transferência de conhecimentos e as orientações ocorrerem em um 
ambiente de harmonia e confiança entre técnico e produtor.
Veja a seguir, no quadro Assuntos do Campo, como estabelecer esse 
ambiente harmônico e, junto com ele, a relação de confiança com o produtor.
Assuntos do campo
Vamos falar sobre confiança? Esse aspecto tão 
importante em nossos relacionamentos também faz 
toda a diferença na ATeG.
Se o produtor rural sentir confiança no técnico 
de campo, ficará mais aberto para receber as 
orientações da assistência.
Para isso, ele precisa sentir que vocês dois têm a 
mesma intenção real de contribuir para os resultados 
da propriedade.
A relação de confiança entre vocês será a base para 
que haja envolvimento de ambos na implementação 
das práticas tecnológicas, operacionais e gerenciais 
na propriedade rural.
Essa confiança é construída por meio das relações 
interpessoais, e consolidada pelas ações e atitudes 
das duas partes.
Neste caso, porém, você, técnico, tem um papel 
fundamental na criação de um ambiente favorável 
para isso acontecer.
Um ambiente positivo, baseado na confiança, pode 
ser conquistado.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 139
Basta estimular com relações interpessoais 
positivas, com o cumprimento de acordos e com a 
prática de valores éticos.
Um ambiente criado nesses moldes permite um 
clima de trabalho saudável e satisfatório, tanto 
para o produtor como para você, gerando melhores 
resultados à propriedade e à família rural.
Então é isso! Conquiste a confiança dos produtores 
e colha os frutos de uma relação positiva.
Além dos conhecimentos técnicos e gerenciais, o profissional da assistência 
técnica também precisa entender os aspectos da personalidade humana 
para atender aos objetivos de seu trabalho. Uma nova prática de gestão 
pode ser recebida com resistência, em virtude das crenças, valores e estado 
emocional do produtor. Entenda!
Este foi o caso do Sr. Ariovaldo! Mesmo aberto a 
mudanças, ele sentiu receio de descobrir o custo 
de produção da propriedade, com medo de tomar 
contato com a realidade de seu negócio.
Fazenda Santa Felicidade
Por isso, também é função do técnico ajudar o produtor a entender a importância 
de conhecer os seus custos de produção para orientá-lo na tomada de decisões, 
garantindo que o produtor compreenda claramente as razões para ele fazer as 
anotações e gerar os indicadores.
Nesse caso, alguma crença do Sr. 
Ariovaldo estava interferindo no 
desenvolvimento do trabalho de Marcelo.
Não demorou muito, mas ele chegou 
a evitar realizar as orientações de 
Marcelo para o levantamento dos 
custos da propriedade.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 140
Outros aspectos relevantes para a confiança
Existem outros aspectos de grande relevância para o estabelecimento da 
confiança entre você e o produtor. Conheça!
A clareza dos objetivos é 
fundamental, pois se define o que será 
feito, quem vai fazer, os procedimentos 
que serão desenvolvidos durante o 
prazo de execução dos trabalhos e os 
resultados esperados.
Cabe a você reservar tempo para 
conversar com o produtor sobre como 
os trabalhos serão desenvolvidos, 
apresentando a Metodologia de 
Assistência Técnica e Gerencial 
e estabelecendo a frequência e o 
horário das visitas, assim como as 
responsabilidades do produtor.
A confiança será criada na medida 
em que os acordos forem cumpridos. 
Nesse caso, enxergar os resultados 
concretos gera um fator motivador 
para a realização das demais etapas 
acordadas.
Objetivos Alcançáveis
Para que haja o envolvimento do 
produtor nos procedimentos e 
atividades propostas, a confiança no 
técnico deve estar presente. Ela só é 
possível com a prática de valores 
baseados na ética.
A construção da confiança tem relação 
direta com a integridade. Integridade 
é honestidade, sinceridade. Uma 
pessoa íntegra é correta, justa e 
não se desvia do caminho, não tem 
duas caras. Uma pessoa sincera não 
disfarça seus erros, e sim os assume.
Prática de Valores
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 141
De forma prática, informar ao produtor, por meio de suas atitudes, que está 
engajado na obtenção dos resultados contratados no serviço de assistência 
técnica, significa:
• tratar o produtor de igual para igual,
• cumprir acordos e contratos,
• respeitar sua cultura,
• apresentar informações adequadas à realidade dele,
• seguir os protocolos operacionais de seu trabalho,
• demonstrar intenção real de contribuir com o desenvolvimento da propriedade 
rural.
Fica evidente que as responsabilidades do técnico da assistência técnica vão 
além das competências tecnológicas.
Poder e assistência técnica
O técnico exerce poder de influência na propriedade rural, uma vez que é 
um provedor de soluções úteis ao seu desenvolvimento. Esse poder pode ser 
duradouro ou não, dependendo da forma como for utilizado.
Um produtor pode seguir as orientações do técnico apenas no período em 
que está sendo visitado, ou incorporá-las na rotina da propriedade, sem 
necessidade de supervisão. Como o poder de influência do técnico pode 
contribuir para ambas as situações?
Através dos conceitos de fontes de poder contextual e pessoal. Veja!
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 142
Poder Contextual
O poder contextual ou 
funcional está ligado à 
função dentro de uma 
estrutura determinada. Ou 
seja, surge do lugar que a 
pessoa ocupa na estrutura 
social, seja uma sociedade, 
seja um grupo ou uma 
empresa produtora de bens 
e serviços.
Poder Pessoal
O poder pessoal independe 
do status e dos papéis 
que o indivíduo representa 
e ocupa no contexto 
social. Ele vem do próprio 
indivíduo, se refere às 
suas características 
de personalidade, 
experiências, vivências, 
conhecimento, energia 
vital, motivações interiores, 
criatividade, capacidade 
de enfrentar desafios, 
maturidade emocional, 
competência técnica, nível 
de assertividade, intuição e 
competência interpessoal.
Poder Contextual
O profissional da assistência técnica possui esse poder, decorrente das 
atribuições de sua função.
O poder contextual pode ser subdividido em:
O profissional da assistência técnica possui esse poder, decorrente das 
atribuições de sua função.
Coerção Posição Recompensa
O poder por meio da 
coerção tem como base 
ameaças e chantagens e 
coloca como perspectiva 
penalizações e punições 
para quem não seguir o 
que foi proposto.
O poder por meio da 
posição é exercido 
fazendo-se valer da 
posição ou cargo ocupado 
em uma hierarquia ou 
posição social.
O poder por recompensa 
se faz gerando uma 
perspectiva de retribuição, 
concessão de benefícios 
ou vantagens a quem 
seguir as recomendações. 
Na falta do equilíbrio e 
do bom senso em sua 
utilização, essa fonte de 
poder pode se tornar 
agressiva e manipuladora.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 143
Opoder contextual pode e deve ser utilizado, porém de forma consciente e 
equilibrada. Ou seja, em raros momentos e situações em que são necessárias 
ações corretivas e de ajuste de conduta e que a utilização do poder pessoal 
se mostrar insuficiente para resolver as situações apresentadas.
Poder Pessoal
É uma fonte interna de poder, individual e intransferível. Quem concede esse 
poder ao profissional da assistência técnica é o produtor rural, ou seja, ele é 
conquistado por meio de comportamentos e atitudes.
Rosa Krausz (1991) afirma que:
“O poder pessoal potencializa as capacidades humanas, desenvolve a auto-
confiança, a iniciativa, o entusiasmo, a inovação e o dinamismo organizacio-
nal necessários ao acompanhamento das transformações que se sucedem 
cada vez mais rapidamente no meio ambiente.”
O poder de conhecimento é composto por um conjunto de conquistas pessoais, como 
habilidades, experiências, informações, observações e conhecimentos acumulados no 
decorrer da vida, resumidos como competência técnica ou profissional. Em essência, trata-
se da credibilidade inspirada pelo saber e pelo fazer.
O poder de conexão é capaz 
de motivar, estimular e envolver 
as pessoas sob o seu âmbito 
de influência em atividades, 
causas e objetivos comuns. Ele 
leva as pessoas a se sentirem 
suficientemente seguras para 
aceitar desafios e correr riscos. 
Cria solidariedade, identificação 
grupal, espírito de equipe e 
corresponsabilidade.
O poder de competência, também interpessoal, 
é entendido como um conjunto de atributos 
pessoais desenvolvido por meio de vivências, 
treinamento, crescimento e desenvolvimento de 
potencialidades humanas. Abrange, por exemplo, a 
capacidade de comunicação, flexibilidade, intuição, 
abertura, capacidade de processar feedback, 
autoconhecimento, sensibilidade, equilíbrio 
emocional e bom senso. Esse tipo de poder flui 
naturalmente e quem o tem é admirado por quem 
o cerca – não por aquilo que tem ou conquistou, 
mas pelo que é, por sua coerência e tranquilidade.
O poder pessoal ainda 
pode ser subdividido em:
Conhecimento
Conexão Competência
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 144
É esperado que o produtor rural adote os procedimentos e tecnologias 
apresentados pelo técnico e os incorpore nas práticas produtivas e gerenciais 
da propriedade. A forma como o técnico utiliza seu poder para influenciar 
essas implementações será decisiva para a continuidade dessas práticas.
Na prática
Se você utilizar o poder pessoal por meio do conhecimento, 
da conexão ou da competência interpessoal, 
conseguirá fazer com que o produtor aceite e execute 
as recomendações de forma livre e espontânea, pelo 
entendimento de que está fazendo o melhor.
Utilizando o poder contextual por meio da coerção, da 
posição ou da recompensa, as recomendações, quando 
seguidas, serão acatadas de maneira forçada, sendo 
abandonadas assim que o técnico deixar de assistir a 
propriedade.
Dessa forma, está claro qual poder você vai usar, não é 
mesmo?
Fica evidente que o poder pessoal do técnico é fundamental para o trabalho 
de Assistência Técnica e Gerencial, elevando sua capacidade de influência 
positiva no ambiente da propriedade rural:
• estimulando a criatividade, a autonomia e a corresponsabilidade por resultados,
• aumentando a possibilidade de que as orientações sugeridas sejam 
incorporadas no sistema de gestão da propriedade.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 145
Contrato e clareza de papéis
Existe um ditado popular que diz: “O que é combinado não é caro”. 
Isso pode ser aplicado nos serviços de Assistência Técnica e Gerencial. 
Essa “combinação” deve estar bem clara no início dos trabalhos, para evitar 
possíveis conflitos ou desentendimentos futuros.
É a clareza contratual que vai gerar confiabilidade aos serviços de as-
sistência técnica, quando técnico e produtor entendem quais são os 
passos que deverão ser seguidos por ambos rumo à obtenção dos ob-
jetivos definidos.
Por isso, sempre mantenha os acordos firmados em dia!
Resumindo o tópico
Neste primeiro tópico, você:
Compreendeu a 
importância de estabelecer 
uma relação de confiança 
com o produtor rural, 
garantindo um processo 
de assistência harmônico e 
positivo.
Conheceu o poder 
contextual e o pessoal, 
entendendo as 
características de cada 
um e a aplicabilidade 
deles na sua rotina.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 146
Tópico 2: Entendendo o 
comportamento humano
Você entende o comportamento humano e o quanto ele 
interfere no seu redor?
Neste tópico você verá como o comportamento do técnico e do 
produtor interferem na assistência técnica e gera consequências 
que podem modificar o rumo do trabalho feito.
O trabalho de assistência técnica não depende apenas do conhecimento 
técnico do profissional. Existem diversos fatores comportamentais que 
interferem diretamente nos resultados.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 147
A realidade do campo
Você poderá se deparar com produtores que dificultam 
o relacionamento e a aceitação das orientações e 
mudanças. Esses contextos exigirão de você um 
entendimento sobre aspectos da personalidade 
humana para saber como intervir. Infelizmente, não 
é raridade.
Quando isso ocorrer, você deverá analisar a situação 
e aplicar os conhecimentos que serão apresentados.
Crenças e suas influências
“A maior descoberta de qualquer geração é a de que os seres humanos só 
podem alterar sua vida se alterarem sua atitude mental.” William James.
Quando criança, o ser humano tem a necessidade de ser aceito pelos pais, 
irmãos, avós, professores, ou seja, por aquelas pessoas que são figuras de 
autoridade em seu meio. Para isso, experimenta comportamentos e atitudes 
que são aceitos por eles e, com o passar do tempo, são incorporados à sua 
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 148
personalidade.
Como a criança está aprendendo a viver, tentando descobrir o que é certo e 
errado ou o que é aceito pelos adultos, ela vive experimentando formas de 
lidar com as situações.
A criança descobre que recebe atenção 
quando fica triste, então, quando quer 
que os adultos a percebam, demonstra 
sentimento de tristeza.
Se os pais achavam graça quando a 
criança fazia alguma arte, existe a 
tendência de continuar fazendo 
travessuras para receber atenção.
Assim acontece a moldagem do comportamento humano, testando padrões 
de comportamento que dão certo para receber atenção e incorporando os que 
dão resultados positivos.
Esse processo começa no nascimento, executado primeiro de forma intuitiva 
e, depois, de forma consciente, com o desenvolvimento da estrutura de sua 
personalidade. Isso faz de cada indivíduo um ser único, com personalidade 
diferente, pois cada um reage do seu jeito diante dos acontecimentos.
Os principais aspectos da personalidade humana são definidos na infân-
cia e têm grande impacto na vida adulta.
Crenças não atualizadas
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 149
Durante a formação da personalidade, vão se definindo alguns padrões de 
comportamento e os valores, como honestidade, integridade e transparência, 
além dos padrões limitantes, como “você não consegue, isso não é pra você, 
nascemos assim e vivemos assim”.
A pessoa se reconhece de uma determinada forma e pensa que não é 
possível mudar; que esse “mudar” depende de algo externo, de alguém 
ou algo que mude o rumo das coisas. Essa pessoa desenvolveu crenças 
limitantes e que podem não ser atualizadas.
Nessa condição, o cérebro não identifica que está no momento atual, muito 
distante do que aconteceu no passado, e que pode pensar de forma diferente. 
Trata-se de uma pessoa adulta, com vários recursos para lidar com o que 
está acontecendo, os quais não estavam disponíveis na infância.
Crenças não atualizadas no meio rural
São as crenças aprendidas e cristalizadas a partir de experiências passadas. 
As crençasnão atualizadas fazem com que as pessoas não tenham senso 
de realidade, tomando como verdade o que foi assimilado algum dia no 
passado, especialmente na infância. Dessa forma, se torna necessária uma 
análise dessas crenças, para ver se ainda fazem sentido no momento presente.
Durante suas experiências com produtores, é possível que você se depare 
com algumas crenças que evidenciam o medo que eles sentem em fazer algo 
diferente do que sempre se fez.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 150
Pode significar que a 
sua família viveu essa 
experiência e não teve os 
resultados que esperava.
Pode ser que ele tenha 
visto seus pais trabalharem 
muito, do amanhecer ao 
anoitecer, entendendo que 
essa é a atitude correta.
Isso pode estar 
relacionado ao medo do 
produtor de conhecer a 
realidade e não saber lidar 
com ela.
A pergunta que cabe nesse momento, relativamente ao produtor rural, é a 
seguinte: quais são as crenças desenvolvidas na infância e que até hoje o 
influenciam? Uma conversa honesta e empática pode ajudar o entendimento!
Na prática
É muito provável que você encontre situações como essa 
no dia a dia do campo. Esse é o momento em que você 
deve entrar em cena como o agente de mudança que 
ajuda o produtor a tomar consciência de sua realidade e 
entender o que está acontecendo.
Além disso, você deve mostrar as consequências, 
apresentando informações atualizadas para fazer algo 
que seja condizente com o “aqui e agora”, sempre de 
acordo com a realidade atual da propriedade e com os 
resultados que se quer alcançar.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 151
Cuidados na comunicação com o produtor rural
Ao perceber que o produtor está tomando por fato informações e crenças não 
atualizadas, sem concordância com a realidade presente, o técnico precisa 
tomar alguns cuidados na comunicação com ele.
Não faça orientações 
nesse momento, pois pode 
ocorrer resistência.
Ouça atentamente 
o produtor e busque 
identificar quais crenças 
estão envolvidas.
Interprete a conversa e 
procure caminhos para 
reverter a situação.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 152
Uma forma de atualizar crenças dessa natureza é apresentar ao produtor 
exemplos de outros produtores que estão fazendo o que está sendo proposto 
e estão obtendo bons resultados.
 
Tome nota
É preciso perceber em que momento o produtor se 
mostra receptivo para receber a nova informação. Isso 
evita desgastes e conflitos e, por consequência, tornará 
o trabalho do técnico mais efetivo, com resultados muito 
superiores.
Caso a situação seja urgente e o técnico deixe para 
passar a orientação na visita seguinte, pode não surtir o 
mesmo efeito.
Quando encontrar o momento certo, a abordagem 
precisa ser consistente e sustentada por argumentos 
sólidos, gerando a percepção de que o produtor terá 
ganhos em segui-la.
Anote que esse é o pulo do gato!
Tenha em mente que é necessário ter uma percepção 
apurada, uma comunicação assertiva, efetiva e, acima de 
tudo, uma postura adequada. Demonstre total convicção 
do que está orientando e seu interesse nos resultados.
Os cuidados na comunicação são decisivos para obter êxito na Assistência 
Técnica e Gerencial, uma vez que as crenças não atualizadas podem manter, 
de forma sutil, o status quo da propriedade.
Status quo é uma expressão do latim que significa estado atual ou situação atual.
Isso justifica a importância de que o técnico faça uso do seu poder pessoal, 
utilizando sua intuição, capacidade de comunicação, empatia, sensibilidade e 
bom senso em todo o processo de Assistência Técnica e Gerencial.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 153
Estados emocionais da personalidade humana
O técnico somente terá condições de realizar um bom trabalho se estiver bem 
emocionalmente, comportando-se de forma condizente com a sua função.
Durante o dia a dia podemos viver dois estados emocionais: sistema 
vencedor e sistema não vencedor. Conheça a seguir:
O sistema 
vencedor, quando 
ativado, nos 
permite conhecer 
o sentido da vida, 
temos atitudes e 
comportamentos 
que trazem 
paz interna 
e felicidade. 
Sentimos que 
nossos objetivos 
estão acontecendo 
a partir de nossas 
ações concretas.
Também nos 
sentimos 
confiantes, 
acreditamos 
em nosso 
potencial, temos 
consciência de 
nossas qualidades 
e limitações, 
aprendemos com 
as experiências, 
estabelecemos 
metas realistas.
O sistema não 
vencedor, 
quando ativado, 
nos faz sentir 
tensão, ansiedade 
e desconforto. 
Não acreditamos 
no potencial 
que temos, 
imaginamos 
que não 
conseguiremos 
mudar a realidade. 
Temos resistência 
para acreditar em 
nós mesmos e nas 
pessoas que estão 
ao nosso redor.
É aquele momento 
em que iniciamos 
várias coisas e não 
as terminamos, 
aplicamos muito 
esforço e obtemos 
pouco resultado 
no trabalho, 
nos envolvemos 
com frequência 
em conflitos 
interpessoais. 
Existe pouco 
ânimo para 
resolver o que 
é necessário ou 
iniciar novos 
projetos.
Podemos mudar de sistema de um momento para o outro, dependendo do 
que nos acontece e, principalmente, pela forma como encaramos o sucedido.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 154
Quando somos convidados ao estresse, ao desapontamento, a sentir culpa, 
raiva, medo e outras emoções, o que vai fazer a diferença é o nosso nível 
de consciência e preparo para lidar com tudo isso. Ou seja, se temos ou 
não a capacidade de respirar fundo e analisar as situações de uma forma mais 
profunda e decidir se aceitamos ou não o convite.
Essa atitude influenciará diretamente os resultados que vamos alcançar, tanto 
na vida pessoal quanto na profissional.
Impacto do estado emocional do Técnico de Campo
O conhecimento dos aspectos tecnológicos e gerenciais de uma propriedade 
rural não garantem a satisfação do técnico com seus serviços. Isso significa 
que os resultados alcançados, mesmo baseados em conhecimento, podem 
influenciar diretamente o estado emocional do Técnico de Campo.
Esse é o assunto do quadro Assuntos do Campo, que por sua vez, é sempre 
atual e muito relevante para a sua saúde emocional. Leia e conheça!
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 155
Assuntos do campo
O assunto agora é profundo e essencial. Vamos 
bater um papo sobre o impacto do estado emocional 
do técnico na Assistência Técnica e Gerencial.
Você já deve saber que trabalhar com estresse 
elevado, não sentir segurança e não acreditar no 
potencial de mudança do produtor dificultam a 
construção uma relação de confiança, não é?
Por isso, é muito importante que você acredite em si 
mesmo, cuide da sua saúde física e mental e tenha 
consciência dos impactos do seu comportamento 
sobre outras pessoas.
Isso fará com que aumentem as chances de criar 
empatia com o produtor rural e de apresentar de 
forma adequada as informações tecnológicas e 
gerenciais necessárias para o desenvolvimento da 
propriedade dele.
Aspectos como um produtor difícil de lidar, contratos 
não cumpridos, metas não atingidas e autocobrança 
por perfeição podem tirar você do sistema vencedor.
Sabendo disso, fica mais fácil perceber quando será 
necessário se esforçar e voltar ao sistema vencedor, 
para não prejudicar seus relacionamentos e não 
comprometer seus resultados.
Entender que somos responsáveis pelo que 
pensamos, sentimos e fazemos é fundamental para 
que sejamos proativos e tenhamos um estado de 
bom humor, confiança e entusiasmo.
Isso tornará a sua presença agradável, seus 
relacionamentos saudáveis e seu poder de influência 
muito maior.
Guarde isso para a vida! Seu estado emocional, 
quando positivo, permite que você transforme seus 
resultados e as propriedades que atende.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 156
Auxiliando o produtor a encontrar soluções para a 
propriedade rural
Os sistemas vencedor e não vencedor influenciam o estilo de gestão do 
produtorrural.
É possível perceber comportamentos proativos 
em empresários rurais que permanecem a maior 
parte do tempo com o sistema vencedor 
ativado.
O empreendedorismo é percebido quando o 
sistema vencedor está ativado, levando o 
produtor a buscar soluções para sua propriedade, 
novos padrões de tecnologia, inovar, aprender com 
seus erros e equacionar seus próprios problemas.
Por outro lado, aqueles com o sistema não 
vencedor ativado mostram comportamentos 
passivos, evitam os problemas, não agem ou sua 
ação é deslocada e são resistentes.
Produtores com o sistema não vencedor ativado 
têm a tendência de desqualificar a realidade, 
ignorando dados de sua propriedade. Não realizam 
nenhum tipo de controle e não buscam encontrar 
formas para mudar a situação, até porque não 
acreditam na sua capacidade e pensam que não 
cabem a eles as decisões de fazer diferente e de 
mudar seus resultados.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 157
Cabe ao técnico identificar essas situações e, com muita paciência, persistência 
e habilidade, convidar essas pessoas a acionarem o sistema vencedor. Tudo 
isso provocado por suas atitudes e comportamentos, servindo de espelho e 
inspiração.
Para poder lidar com produtores que permanecem com o sistema não vencedor 
ativado, é necessário que o técnico esteja com o sistema vencedor ativado, 
mantendo equilíbrio emocional para lidar com as diversas resistências que o 
produtor possa apresentar.
O técnico precisa ter recursos para lidar com o produtor quando perce-
ber que ele está desqualificando a sua realidade. Ou seja, o produtor 
tem um problema a ser resolvido, porém não emprega a energia neces-
sária para a sua resolução.
Uma boa forma para lidar com situações como essa é conduzir a conversa por 
meio de perguntas, mantendo uma sequência lógica, estimulando o raciocínio, 
a reflexão e a autonomia do produtor.
Observe!
Como você controla 
a entrada e a saída 
de dinheiro da 
propriedade?
Como você 
controla o custo 
de alimentação 
dos animais?
Que tipo de 
anotações você faz?
Quais consequências 
podem ocorrer para 
uma propriedade 
que não controla 
seus gastos?
Qual seria a 
importância de 
conhecer o destino 
que se dá ao dinheiro 
da propriedade?
Você sabe me dizer 
quanto custa um 
litro/quilo/arroba/
saca dos produtos 
comercializados aqui 
na propriedade?
Você gostaria de 
receber informações 
sobre como 
controlar os gastos 
da propriedade?
Como você pode 
se organizar para 
fazer as anotações 
desses controles?
Nesse momento, 
você apresenta os 
controles pertinentes à 
propriedade, ensinando 
o produtor a fazê-los e 
esclarecendo todas as 
dúvidas.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 158
Dessa forma, fica evidente que a função do técnico não é apenas repassar 
informações tecnológicas ao produtor, mas também diagnosticar o 
comportamento apresentado pelo produtor no momento da visita. Assim, 
o técnico saberá se o produtor está disponível para receber as informações, 
ou se precisa ouvi-lo primeiro, para evitar que as resistências do sistema não 
vencedor influenciem o projeto de assistência técnica.
Resumindo o tópico
Neste segundo tópico, você:
Conheceu alguns 
conceitos importantes 
a respeito do 
comportamento humano 
e suas crenças.
Compreendeu a 
importância do técnico 
como agente de apoio 
para que o produtor 
rural encontre soluções 
para os seus problemas.
Compreendeu 
como realizar uma 
comunicação efetiva 
e cuidadosa com o 
produtor rural.
Entendeu como 
funcionam os estados da 
personalidade humana e 
sua influência na relação 
entre o técnico e o 
produtor rural.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 159
Tópico 3: Mantendo o equilíbrio 
emocional
Como o técnico pode se manter no sistema vencedor?
No decorrer deste tópico você conhecerá ferramentas eficazes 
para o técnico se manter no sistema vencedor e ampliar seu poder 
de conexão e competência interpessoal.
Um bom caminho para isso é tomar consciência de seu estado emocional, 
comportamentos e atitudes e adotar ações concretas para mudar o que 
está acontecendo.
Acompanhe!
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 160
Ações para manter o equilíbrio emocional
Para começar, conheça um princípio que deve ser reforçado:
Nascemos para sermos felizes, dar certo na vida, sermos leves, ter sen-
timentos de alegria, amor e usar nossas potencialidades de forma ple-
na. Isso é uma crença que deve prevalecer!
Existem momentos 
na vida em que 
percebemos que os 
projetos vão bem, 
sentimos paz interna, 
os relacionamentos são 
agradáveis e surgem 
novas oportunidades. É 
um momento favorável 
em que estamos 
curtindo os benefícios 
de quem está com 
o sistema vencedor 
ativado.
Por outro lado, em 
virtude de alguns 
acontecimentos, 
como doenças na 
família, objetivos não 
alcançados, trabalho 
em excesso, decepção 
amorosa, noites 
mal dormidas, entre 
outros, podemos 
entrar no sistema não 
vencedor sem nos 
darmos conta.
É no sistema não vencedor que o cérebro traz à tona as mensagens 
negativas registradas na mente, nos tirando o equilíbrio e trazendo sintomas 
psicossomáticos e psicológicos, como:
• dor de cabeça,
• problemas de estômago,
• tensão muscular,
• alteração da pressão arterial em conjunto com ansiedade,
• culpa,
• pensamento acelerado.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 161
Pare para pensar
Algumas vezes, saímos do sistema vencedor de forma 
sutil e, quando nos damos conta, estamos no sistema 
não vencedor há algum tempo. Uma noite de sono 
mal dormida pode nos fazer acordar com mal-estar e 
ficarmos o resto do dia dessa forma. Já aconteceu com 
você?
É importante reparar se esse estado emocional é 
frequente e se ocorre sempre ao acordar. Podemos então 
perceber a quantidade de dias que estamos no sistema 
não vencedor sem nos darmos conta.
O que acha de prestar atenção a esse aspecto?
Ações de descongelamento
Ficar atento aos fatores que nos tiram o equilíbrio emocional faz a diferença 
entre estar bem ou não em nossa vida. Alguns são externos e estão fora de 
controle. Outros são internos e podem acontecer de maneira involuntária.
Por exemplo, um dia com temperatura muito elevada ou a lembrança 
de algo desagradável do passado são estímulos que interferem no es-
tado emocional aos quais qualquer ser humano está sujeito. Porém, a 
forma como cada indivíduo lida com as consequências desses fatores é 
de responsabilidade pessoal, uma vez que o ser humano possui recur-
sos internos para retomar o equilíbrio, por meio de ações que ativem o 
sistema vencedor.
Essas ações são chamadas de descongelamento e têm a finalidade de 
colocar em funcionamento as potencialidades que ficaram imobilizadas ou 
congeladas a partir do fator que tirou o equilíbrio emocional.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 162
É uma ação 
consciente para 
fazermos algo que 
nos deixe bem, 
com a certeza de 
que voltaremos 
ao equilíbrio 
emocional e 
sentiremos nossa 
energia vital 
alterar de maneira 
positiva o estado 
de ânimo.
A certeza de que 
podemos ficar 
bem deve estar 
presente em todos 
os momentos, 
mesmo naqueles 
dias difíceis. Nem 
sempre será 
possível ficar bem 
apenas dizendo a si 
mesmo “agora vou 
mudar o que estou 
pensando e me 
sentirei melhor”.
Todos nós 
nascemos para 
sermos felizes 
e utilizarmos de 
forma plena nossas 
potencialidades. 
Nascemos para 
dar certo na 
vida, livres de 
comportamentos 
inadequados ou 
irrelevantes. É bom 
nos lembrarmos 
sempre disso.
Quando não 
estamos nos 
sentindo bem, é 
o momento de 
acreditar que não 
somos assim e 
que esse estado 
pode ser mudado, 
utilizando algumas 
estratégias 
para a ação de 
descongelamento, 
com o intuito de 
ativar o sistema 
vencedor.
Responsabilidade emocional
Também é responsabilidade do técnico 
da assistência técnica ter seus recursos 
para estar bem consigo mesmo,uma vez que seu estado emocional e 
seu comportamento vão influenciar 
a condução de seus trabalhos na 
propriedade rural, ainda mais quando 
atender a um produtor que esteja com 
o sistema não vencedor ativado.
O ser humano não consegue viver sozinho.
Ele precisa da presença do outro para sobreviver. Tanto isso é verdade que, 
na prisão, o principal castigo aos presos não é a violência física, mas sim a 
privação do contato humano, quando colocam um preso na solitária.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 163
Para ficarmos bem, ações de descongelamento do sistema vencedor que 
envolvam outras pessoas tendem a ser muito potentes. Conheça algumas!
Falar com pessoas 
em quem confiamos 
e que estão dispostas 
a ouvir sobre o que 
está acontecendo em 
nosso íntimo. Pode ser 
o marido, a esposa, os 
amigos, ou seja, alguém 
com quem nos sentirmos 
confortáveis. Isso nos 
ajuda a tomar contato 
com o que se passa em 
nossa mente, fortalece 
as relações e altera de 
forma positiva o estado 
de humor.
Fazer alguma coisa 
que ajude alguém, um 
ato de caridade. Isso 
ajuda tanto quem está 
recebendo quanto quem 
está ajudando. Faça algo 
inesperado, que possa 
ajudar de alguma forma 
outra pessoa, e perceba 
como ficará o seu estado 
de humor.
Participe de grupos de 
amigos, grupos na igreja, 
grupos de caridade, ou 
seja, algum grupo com o 
qual você se identifique 
e que não tenha relação 
com o trabalho. Pode 
ser na igreja, numa 
entidade beneficente 
etc. A convivência 
em grupo nos ajuda 
a criar novos laços de 
amizade e a recebermos 
reconhecimento positivo.
Conversar
com amigos
Atos de ajuda ao 
próximo
Participar de 
grupos
Vale destacar que o caminho para entrarmos e ativarmos o sistema vencedor é 
a confiança de que podemos estar bem, a consciência da forma como estamos 
pensando, sentindo e agindo de forma concreta. Isso é responsabilidade de 
cada um. Permita-se experimentar novas formas de pensar, agir e sentir, e 
descubra os ótimos resultados que poderá obter.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 164
Usando sua autonomia
Confiança, consciência e ação são os caminhos que nos levam ao sistema 
vencedor. Esse caminho só pode ser traçado pela pessoa que deseja estar 
bem consigo, independentemente do que outras pessoas estão fazendo e 
dizendo e do que aconteça no ambiente externo, fora de nosso controle.
Estar bem é uma decisão própria. O técnico não deve cair na armadilha 
de culpar outras pessoas ou até o produtor rural pelo que está sentin-
do. Somos responsáveis pelo que estamos pensando e sentindo, e o 
estado emocional que esses pensamentos e sentimentos causam refle-
tem na forma como reagimos diante dos acontecimentos da vida.
E como isso ocorre na prática? Observe o exemplo!
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 165
Cinco pessoas estão em uma viagem de 
carro, já se passaram várias horas e elas 
estão cansadas. De repente, fura um dos 
pneus. Elas têm que tirar todas as malas 
do veículo para trocar o pneu furado. 
Isso vai levar um certo tempo e elas vão 
chegar atrasadas ao seu destino final.
Um pode ficar com raiva, falar palavrões, 
ficar reclamando o tempo todo; outro pode 
culpar o motorista pelo ocorrido.
viagem.
Isso ressalta a forma com que cada um 
lida com os acontecimentos da vida, 
Será que todos vão reagir da mesma 
forma?
Cada um vai lidar com a situação de acordo 
com seu estado emocional.
Também é possível que um dos passageiros 
lide com calma diante da situação, 
resolvendo o que está acontecendo, fazendo 
uma ação concreta para realizar a troca 
do pneu o quanto antes e dar sequência à 
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 166
podendo reagir com defensividade ou proatividade.
O que é defensividade?
Significa não fazer algo para mudar o que é necessário. É uma fuga para 
não lidar de forma consciente com o que está acontecendo. Ela é usada para 
evitar respostas autônomas, muitas vezes até estimulando outras pessoas a 
assumirem o controle da situação criada por esse tipo de comportamento.
Isso gera dependência, ou seja, o indivíduo cria uma expectativa de que 
outras pessoas resolvam o que está acontecendo, ou até mesmo culpa o 
outro por algo que é de sua própria responsabilidade.
Esse ciclo vicioso o mantém no sistema não vencedor, uma vez que ele não 
toma a iniciativa para resolver o que está acontecendo e cria uma expectativa 
de que algo ou alguém possa assumir a ação que é de sua responsabilidade.
 
Tome nota
A defensividade é reforçada quando o indivíduo encontra 
pessoas que estimulam sua dependência e fazem coisas 
ou tomam decisões sem consciência de que essa atitude 
de ajuda no curto prazo não ajuda no longo prazo.
Nem sempre quem tomou a decisão pelo outro 
estará presente em novas oportunidades, deixando o 
indivíduo sozinho e sem experiência para usar suas 
potencialidades. Além da dependência, a defensividade 
gera também insegurança, e o indivíduo não consegue 
ter novas atitudes, assumir novos desafios e tomar 
suas próprias decisões.
Anote isso e se mantenha alerta para esse tipo de 
comportamento!
No meio rural, é comum encontrar produtores com comportamentos de 
defensividade, acreditando que o técnico tenha que fazer ações ou tomar 
decisões que são de responsabilidade do produtor. Entenda!
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 167
Fazenda Santa Felicidade
Sr. Ariovaldo passou por um 
período emocional difícil e 
o técnico Marcelo acabou 
tomando a frente de algumas 
ações. Em curto prazo, a 
propriedade obteve bons 
resultados, a partir das 
diretivas do técnico.
É função do Técnico de Campo identificar situações como essa e 
adotar técnicas comportamentais para estimular a autonomia do 
produtor rural no desenvolvimento da propriedade.
Então, Marcelo verificou o momento adequado, 
chamou o Sr. Ariovaldo para uma conversa e, 
depois de ouvi-lo, mostrou-lhe dados, para que 
ele se empolgasse com seus negócios.
Porém, quando Marcelo se deu 
conta de que já estava numa fase 
avançada do contrato, percebeu 
que se continuasse fazendo tudo 
pelo proprietário, os procedimentos 
implantados na propriedade poderiam 
não se manter por ele não estar lá.
O técnico pode contar com vários recursos para estimular o produtor, como:
• ter clareza no contrato de trabalho,
• usar o poder de conexão e competência interpessoal,
• auxiliar o produtor a tomar consciência de seu estilo de gestão, com suas 
causas e consequências,
• identificar o momento adequado para apresentar informações,
• não impor ações,
• estimular o produtor a planejá-las e implementá-las.
Resumindo o tópico
Neste terceiro tópico, você:
Compreendeu ações 
importantes para 
manter o equilíbrio 
emocional.
Entendeu que 
confiança, consciência 
e ação são efetivas 
para obter o equilíbrio 
emocional e manter o 
sistema vencedor ativo.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 168
Tópico 4: Relacionamento 
interpessoal e autocontrato de 
mudança
Você entende a importância da criação de um ambiente 
favorável para o fortalecimento das relações interpessoais 
com o produtor?
Neste tópico você entenderá como os reconhecimentos e a 
fluência comportamental podem contribuir para a manutenção da 
confiança entre o técnico e o produtor rural.
O profissional da assistência técnica mantém um trabalho de longo prazo com 
o produtor rural, sendo fundamental a criação de um ambiente favorável para 
o fortalecimento das relações interpessoais.
Explore como isso pode acontecer!
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 169
Os reconhecimentos e suas influências na 
propriedade rural
Agora você vai entender o poder do “aqui e agora” nos relacionamentos 
interpessoais. O ser humano tem necessidade de ser reconhecido, pois esse 
aspecto vai além de um elogio. O reconhecimento proporciona o sentimento 
de “estar vivo”, muito necessário para todos e que demonstraa “importância” 
de alguém.
De forma simples, o reconhecimento pode ser um elogio, um cumpri-
mento, um olhar, um aceno com a cabeça, um ouvir atento. Ou seja, 
qualquer sinal de que um reconheça a presença do outro. Nesse caso, o 
“aqui e agora” é fundamental nos reconhecimentos e contribui de for-
ma imensa nos relacionamentos interpessoais.
Então, de acordo com esse conceito, significa que ouvir a outra pessoa com 
atenção e engajamento é um sinal de respeito e demonstração de que ela é 
o que importa no momento. É muito bom perceber quando alguém está nos 
dando atenção.
Todos se 
sentem 
importantes e 
reconhecidos.
Isso faz nos 
sentirmos bem, 
vivos, alertas e 
aceitos.
É um ouvir e interagir 
de ser humano para 
ser humano, sem 
críticas e 
julgamentos.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 170
Em maior profundidade, o reconhecimento aumenta o sentido individual 
de bem-estar, apoia a inteligência e geralmente causa satisfação. Também 
pode dar às pessoas uma informação sobre sua competência e ajudá-las a se 
tornarem mais conscientes de seus recursos e habilidades individuais.
Os reconhecimentos são divididos em dois grupos: condicionais e 
incondicionais.
O almoço que você 
fez ficou ótimo. 
Parabéns!
Reconhecimento Condicional
É um reconhecimento a partir de algo que o outro fez.
Gosto muito da 
companhia de 
vocês!
Reconhecimento incondicional
Está relacionado ao que a pessoa é, ao seu ser, 
independentemente de suas ações.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 171
Segundo Krausz (1991), os reconhecimentos incondicionais são uma 
força poderosa de crescimento ou de destruição, pois expressam acei-
tação ou rejeição total da pessoa a quem são dirigidos.
Eles podem ser subdivididos em positivos e negativos. Os positivos convidam 
quem está recebendo o reconhecimento a se sentir bem. Os negativos levam 
o outro a se sentir mal.
As consequências dessas formas de reconhecimento são as seguintes. Entenda!
Consequência 
Desmotivam, geram 
insegurança e limitam 
certas capacidades.
Exemplo
"Essa propriedade está 
uma bagunça! Vocês são 
muito relaxados."
Consequência 
Desestimulam o 
desenvolvimento das 
potencialidades.
Exemplo 
"Não tenho tempo a 
perder com você."
Consequência
Modelam e reforçam 
comportamentos.
Exemplo
"Os controles gerenciais 
realizados por vocês 
estão ótimos. Parabéns!"
Consequência 
Levam ao crescimento, 
estimulam a autoestima e 
a segurança.
Exemplo
"É um prazer poder 
atender à sua 
propriedade. Sinto-me 
muito bem aqui."
Condicional 
Positivo
Tipos de reconhecimento
Condicional 
Negativo
Incondicional 
Positivo
Incondicional 
Negativo
Vale destacar que os reconhecimentos condicionais negativos, em alguns 
momentos são adequados, no sentido de dar informações ao produtor rural 
sobre aspectos que podem ser melhorados na propriedade.
Nesse caso, cabe o cuidado de não fazer desse momento um estímulo para 
desmotivar, gerar insegurança ou desmerecer a atitude do produtor, mas 
auxiliar no desenvolvimento da propriedade rural.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 172
Reconhecimentos verbais e não verbais
Os reconhecimentos ainda podem se apresentar sob duas formas:
No reconhecimento verbal, são 
usadas palavras para expressá-lo.
Verbais
São enviados por meio de gestos, 
postura, expressão facial e olhar.
Não verbais
A forma não verbal é um meio muito mais potente e sutil do que a linguagem 
verbal no processo de relacionamento interpessoal. Isso acontece porque está 
menos sujeita ao controle consciente das pessoas, pois expressa seus reais 
sentimentos, sensações, opiniões e posicionamentos.
Na prática
No seu dia a dia vão aparecer situações em que você deverá 
se comunicar com o produtor, considerando as formas 
apresentadas até agora. Porém, é importante seguir 
algumas orientações e lembrar que elas vão ajudar você 
a manter uma comunicação e um ambiente harmoniosos.
• Não coloque julgamentos em sua fala, como por exemplo: 
“Vocês não fazem nada direito”, “Vocês são irresponsáveis”.
• Seja descritivo ao invés de avaliativo, para que não contenha 
julgamentos. Nesse caso, o produtor pode ficar na defensiva e 
não ouvir o que você tem para dizer.
• Seja específico ao invés de geral, apresentando os fatos 
e dados da situação na qual você deseja contribuir para o 
desenvolvimento.
• Seja oportuno, perceba se o momento e o ambiente são 
adequados para dar a informação. Para isso, algumas perguntas 
podem ser feitas para checar essa situação:
 » O produtor pode ficar constrangido se eu lhe der um 
reconhecimento condicional negativo perto de outras 
pessoas?
 » É melhor falar de forma particular?
 » O produtor está disposto a me ouvir neste momento?
 » Ele está tranquilo ou nervoso?
 » O momento de falar é agora ou é melhor deixar passar a 
raiva?
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 173
Tenha sempre em mente que o que você tem a dizer é para contribuir com o 
desenvolvimento do produtor rural. A forma como você fala e o momento vão 
ou não contribuir para isso.
 Pense e decida
A semana foi intensa, em vários momentos o seu sistema não vencedor 
foi ativado, mas hoje você acordou bem. Isso é bom, pois é dia de dar o 
reconhecimento a um produtor que precisa urgentemente de mudanças 
na sua propriedade. Ao chegar para o encontro, você sente que há uma 
tensão entre você e o produtor. E agora?
 
Continua a conversa, de forma mais 
branda. Afinal, você está bem para 
esse momento.
Usa o encontro para entender o 
motivo da tensão e se conectar 
com o produtor.
Justifique aqui a sua escolha!
 
Feedback
Entender o motivo da tensão ajuda você a se certificar de que, realmente, 
o seu sistema vencedor está ativado. Ele é essencial para dar esse tipo de 
reconhecimento e não correr o risco de se tornar um incondicional negativo, 
o que poderia interferir de forma negativa nos resultados da Assistência 
Técnica e Gerencial realizada na propriedade.
Por isso, é muito importante entender o motivo da tensão primeiro, pois isso 
ajuda você a se certificar de que, realmente, o seu sistema vencedor está 
ativado. Ele é essencial para dar esse tipo de reconhecimento e não correr 
o risco de se tornar um incondicional negativo, o que poderia interferir de 
forma negativa nos resultados da Assistência Técnica e Gerencial realizada 
na propriedade.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 174
Resumindo o tópico
Neste quarto tópico, você:
Conheceu 
comportamentos que 
influenciam de forma 
positiva o ambiente da 
ATeG.
Entendeu como 
as formas de 
reconhecimento podem 
tornar um ambiente 
positivo ou negativo.
Compreendeu a 
importancia de saber 
como e quando fazer 
reconhecimentos em um 
diálogo com o produtor 
rural.
Tópico 5: Comunicação assertiva
Qual o papel que a comunicação desempenha no processo 
de desenvolvimento rural?
No decorrer deste tópico você verá como os circuitos positivos 
e negativos da comunicação impactam no relacionamento 
entre técnico e produtor rural, utilizando o conceito de fluência 
comportamental.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 175
Para realizar a Assistência Técnica e Gerencial, além de conhecer e aplicar os 
princípios tecnológicos, gerenciais, sociológicos, psicológicos, antropológicos 
e éticos, é necessário conhecer os princípios da comunicação, pois o técnico 
é um comunicador, educador e agente de mudanças. A comunicação é a 
principal ferramenta de trabalho deste profissional.
Você sabia?
Segundo Seaman Knapp, pai da metodologia de extensão 
rural na América do Norte, o técnico tem por missão 
“ajudar os agricultores a se ajudarem”. Ele diz que “um 
homem pode duvidar do que ouve. Pode também duvidar 
do que vê; só não pode, porém, duvidar do que faz”. 
Daí vem o princípio “ensinar a fazer, fazendo”, por meio 
de uma comunicação que motive e induza mudanças de 
comportamento, habilidades e atitudes.a 
produtividade da 
atividade leiteira?
O senhor deve 
trocar seus 
equipamentos, pois 
estão com baixa 
eficiência.
Produtor Técnico de 
Campo
Seria bom, 
mas eu não 
tenho recursos 
financeiros.
Então faça um 
financiamento!
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 183
Produtor Técnico de 
Campo
Mas as taxas de 
juros são altas e 
eu não gosto de 
financiamentos.
Então, venda algo 
que não esteja 
usando.
Produtor
 
Técnico de 
Campo
Não costumo 
vender nada do 
que tenho.
Por que não vê com 
a empresa que vende 
equipamentos? Talvez possa 
parcelar a compra deles.
Produtor Técnico de 
Campo
Veja, vocês dão 
muitas sugestões, 
mas não conhecem 
a realidade.
Apenas queremos 
que sua propriedade 
melhore. Fazemos de 
tudo para ajudar. 
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 184
É importante que o técnico se comunique no circuito positivo. Do contrário, 
gerará a insatisfação do produtor, achando que não foi bem tratado e buscando 
outras pessoas para fazer parte desse circuito negativo da comunicação.
Vale destacar que depois de um desentendimento, é comum o produtor 
relatar sua insatisfação para outros produtores, supervisor ou respon-
sáveis por entidades parceiras, afirmando que o técnico não está reali-
zando um bom trabalho.
Quando existe incidência da comunicação no circuito negativo, a resolução 
do problema real fica em segundo plano, fazendo com que o trabalho de 
Assistência Técnica e Gerencial não evolua. Os dois se isentam de suas 
responsabilidades, colocando a culpa no outro. A consequência disso é a 
ausência de mudanças na propriedade.
Produtor Técnico de 
Campo
Deixa para lá. 
Conversamos 
sobre isso depois.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 185
Exteriorizando comportamentos funcionais
É função do técnico identificar comportamentos disfuncionais no circuito 
negativo da comunicação, entendendo a probabilidade de que o produtor 
não tenha consciência do impacto de seu comportamento na propriedade.
Para isso, é preciso utilizar técnicas comportamentais que convidem a criar 
soluções, mostrando que acredita no potencial do produtor. Assim, busque 
agir da seguinte forma:
• Tenha relacionamentos saudáveis com o produtor rural.
• Apoie, incentive-o a se superar.
• Se necessário, apresente o certo e o errado, compartilhe valores que levem ao 
bem comum.
• Quando oportuno, peça permissão para informar ou solicite informações.
• Não faça prejulgamentos.
• Ouça com atenção e escuta ativa.
• Seja espontâneo, apresente suas ideias de forma isenta e livre de julgamentos.
• Exteriorize suas emoções.
• Reconheça, trabalhe em equipe, discuta ideias, contrate resultados e 
procedimentos.
• Faça acordos e, acima de tudo, cumpra a sua palavra.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 186
Se não estiver confortável com o que está contratando, rediscuta o acordo 
dentro de suas possibilidades e faça com que seja cumprido. Isso gerará 
confiança. Faça o que assumiu com responsabilidade. Eis o principal 
sustento da cooperação!
Resumindo o tópico
Neste quinto tópico, você:
Conheceu os princípios 
da comunicação 
assertiva, ferramenta 
fundamental para o 
trabalho do Técnico de 
Campo.
Compreendeu o 
funcionamento da 
comunicação no 
círculo positivo e 
negativo.
Entendeu a importância 
de manter a comunicação 
no circuito positivo na 
ATeG.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 187
Encerramento do tema
Durante o tema, foi visto que para realizar um bom trabalho como Técnico 
de Campo é preciso bem mais que conhecimento técnico e disposição para o 
trabalho. Você pôde compreender
A necessidade de 
estar bem, ter um 
relacionamento 
saudável com o 
produtor e uma 
comunicação 
eficiente.
A necessidade de 
manter o controle 
emocional para 
ficar em condições 
de auxiliar os 
produtores, que 
então poderão ter 
consciência da 
realidade e encará-la, 
tomar decisões mais 
assertivas e alcançar 
melhores resultados.
Os aspectos do 
comportamento 
humano, 
identificando 
crenças limitantes 
e situações de 
desequilíbrio 
emocional, podendo 
lidar com essas 
adversidades 
e conquistar a 
confiança 
do produtor.
A terceira etapa foi um trabalho de conhecimento emocional e comportamental 
abrangente e importante para o seu trabalho. O interessante é que são lições 
que levamos para a vida e não as deixamos apenas no âmbito profissional, 
não é?
Agora, para finalizar o tema, volte ao Ambiente de 
Estudos e assista ao vídeo para acompanhar o Marcelo 
e o seu trabalho na Fazenda Santa Felicidade!
Siga em frente para encerrar este módulo!
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 188
Atividade de Passagem
Chegou a hora de colocar em prática o que aprendeu!
Você deve responder uma questão relacionada ao conteúdo 
estudado até aqui para finalizar este módulo e seguir para 
a Avaliação.
Atenção! Se você estiver com alguma dúvida quanto ao 
assunto, retorne ao conteúdo do módulo ou, se preferir, entre 
em contato com o tutor.
Questão
Para que tenhamos efetividade na adoção das orientações técnicas, gerando 
melhoria nos resultados da propriedade rural atendida, sabemos que é 
fundamental a criação de um ambiente favorável para a assistência técnica, 
de modo que a confiança seja a base da relação entre Técnico de Campo e 
produtor rural.
De que forma o técnico pode contribuir para a criação desse ambiente? 
Selecione a alternativa correta.
a. Tratando o produtor de igual para igual, cumprindo acordos e contratos, 
respeitando sua cultura, apresentando informações adequadas à realidade, 
seguindo os protocolos operacionais de seu trabalho, demonstrando intenção 
real em contribuir com o desenvolvimento da propriedade e se engajando na 
obtenção dos resultados contratados no serviço de assistência técnica.
b. Passando de forma clara as regras do programa e realizando todas as mudanças 
que ele entender necessárias na propriedade, analisando se a atividade 
assistida necessita de novos investimentos. Se o produtor não dispuser de 
recursos, encaminhá-lo a uma instituição financeira idônea.
c. Priorizando os aspectos tecnológicos, que representam o grande gargalo da 
maioria dos produtores, fazer com que o produtor aumente sua produção e 
esteja mais satisfeito.
d. Aproveitando ao máximo o tempo junto ao produtor, fazendo recomendações 
técnicas e gerenciais para melhorar os resultados da propriedade e tomando 
as decisões necessárias, já que o produtor tem menos conhecimentos.
e. Evitando ouvir palpite dos outros membros da família, o técnico deve se ater 
ao contato com o responsável pela propriedade. Se muitos derem palpite, vira 
bagunça e o ambiente fica conflituoso.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 189
Encerramento do módulo
Durante este módulo, foram abordados temas importantes, como histórico 
da assistência técnica no Brasil, Assistência Técnica e Gerencial e técnicas 
de abordagem ao produtor rural. Dentro de cada tema, foram explorados 
conceitos essenciais. Relembre!
• A realidade rural 
brasileira, a origem, a 
evolução e a filosofia 
da assistência 
técnica.
• A importância da 
Assistência Técnica 
e Gerencial no meio 
rural, meios de 
disseminação dela e 
da Política Nacional 
de Assistência 
Técnica e Extensão 
Rural.
• A organização, as 
responsabilidades 
e o papel de cada 
agente, bem como 
a importância da 
formação continuada 
no processo de 
Assistência Técnica e 
Gerencial.
• O estabelecimento 
de uma relação de 
confiança com o 
produtor, entendendo 
o comportamento 
humano e mantendo 
o equilíbrio emocional, 
o relacionamento 
interpessoal, 
o autocontrato 
de mudança e 
a comunicação 
assertiva.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 190
O objetivo é garantir que você se aproprie de conhecimentos e tenha o 
desenvolvimento de competências que o deixem em condições de transferi-
los de maneira mais eficientee efetiva ao produtor, tornando-se um legítimo 
promotor de mudanças e transformações.
A partir de agora você está preparado para desempenhar um trabalho 
de qualidade nas atividades de assistência técnica e, acima de tudo, 
ajudar o produtor rural a melhorar suas condições de vida no campo.
Antes de finalizar este módulo, retorne ao Ambiente 
de Estudos e assista ao vídeo de encerramento!
Siga para o Ambiente de Estudos e acesse o Estudo de Caso, o Simulado e a 
sua Avaliação.
Sucesso e até o próximo módulo!
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 191
Final de etapa
Parabéns pelo seu percurso até aqui!
Este é mais um momento para você aplicar os seus conhecimentos! Então, 
para finalizar o módulo, você deverá realizar três atividades no Ambiente de 
Estudos do seu curso. Veja o que deve ser feito!
Estudo de Caso
Será apresentada para você, no Ambiente de Estudos, uma 
situação-problema relacionada aos temas estudados no módulo. 
Responda, fazendo uma análise da situação. Aqui no Módulo 01, 
você deverá gravar um vídeo de até 3 minutos respondendo a 
pergunta lançada no Estudo de Caso.
O upload do vídeo deverá ser feito no LMS dentro da atividade 
Estudo de Caso. Essa atividade será corrigida pelo tutor, que 
dará uma nota e um feedback.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 192
Simulado
Também no Ambiente de Estudos você encontrará 17 questões 
objetivas sobre os três temas deste módulo. Você pode realizar 
o Simulado três vezes, permitindo que você se prepare bem 
para a Avaliação.
A realização dessa atividade é obrigatória, porém não vale nota. 
Ela é uma ótima oportunidade para verificar o seu conhecimento, 
estudar e ter uma prévia de como será a Avaliação. Aproveite!
Avaliação
Depois de realizar o Simulado, você terá acesso à Avaliação. 
Ela também é composta por 17 questões objetivas de múltipla 
escolha e é composta por todo o conteúdo estudado no módulo. 
Essa atividade online é obrigatória e vale nota.
O seu desempenho nela será contabilizado na sua média. A 
correção é automática, ou seja, é o LMS que fará a correção da 
atividade.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 193
Onde acessar?
Para acessar essas atividades, clique no menu do seu Ambiente de Estudos e 
depois em Minhas Avaliações.
Início | Ambientação | Conteúdo | Biblioteca | Minhas Avaliações | Turma | Comunicação | 
Importante! A Avaliação estará disponível somente depois 
que você passar pelo Simulado. Comece apenas quando tiver a 
segurança e a confiança necessárias nos seus estudos, pois você 
terá somente uma tentativa de acerto.
Ah! Caso falte energia durante a Avaliação, não se preocupe, pois o sistema 
de avaliações, incluindo o Simulado, são salvos automaticamente. Você não 
perderá nada do que já respondeu!
Para obter informações mais detalhadas sobre o acesso ou se tiver 
qualquer dúvida, por favor, entre em contato pelo Tira-Dúvidas ou pelo 
e-mail faleconoscoead@faculdadecna.com.br ou ainda pelo telefone 
0800 006 4849 de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 14h às 18h, 
no horário de Brasília.
Até o próximo módulo!
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 194
Gabarito das Questões
Tema 1
Alternativa (c)
A alternativa (a) está incorreta por inverter a sequência proposta por Rogers 
(2003), colocando como segundo passo a avaliação e o julgamento como 
terceiro passo, quando o correto seria o inverso.
A alternativa (b) está incorreta por não seguir a ordem proposta por Rogers 
(2003), colocando como primeiro passo a discussão, quando seria tomar 
conhecimento; e como segundo passo o interesse, quando seria o julgamento.
A alternativa (c) está correta por representar a sequência lógica do processo 
mental de tomada de decisão para a adoção de novas tecnologias, segundo 
o esquema proposto por Rogers (2003). Segundo o autor, o primeiro passo 
é a tomada de conhecimento da nova tecnologia pelo produtor, podendo 
interessar-se ou ficar indiferente. O segundo passo, caso tenha se interessado, 
é iniciar um processo de julgamento. Em seguida, fazer uma avaliação mental, 
procurando comparar o novo com o tradicional. Por fim, validar a ideia.
A alternativa (d) está incorreta por trazer como primeiro passo a comparação 
do novo com o tradicional, ao invés de tomar conhecimento. Como quarto 
passo está a adesão da tecnologia, quando seria a validação.
A alternativa (e) está incorreta por apresentar como primeiro passo a validação, 
quando seria a tomada de conhecimento da tecnologia. Como segundo está 
a comparação, ao invés de fazer julgamento. Como terceiro passo apresenta 
o julgamento, quando seria avaliação mental, e como quarto passo traz a 
adesão, quando seria a validação.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 195
Tema 2
Alternativa correta (e)
A alternativa (a) está incorreta por não apresentar as cinco etapas na ordem 
em que elas devem ocorrer. Apresenta o diagnóstico produtivo individualizado 
após o planejamento estratégico, o qual deveria vir antes, até porque o 
diagnóstico seve de base para a realização do planejamento.
A alternativa (b) está incorreta por apresentar como etapas a aproximação 
do produtor e a disseminação de novas tecnologias. Apesar de importantes, 
não são consideradas etapas da Assistência Técnica e Gerencial. Além 
disso, a questão negligencia as etapas adequação tecnológica e capacitação 
profissional complementar.
A alternativa (c) está incorreta por apresentar como etapa a geração de 
confiança e por não contemplar a etapa avaliação sistemática de resultados. 
A geração de confiança é, sem dúvida, fundamental e necessária, porém, não 
figura como uma das cinco etapas previstas na metodologia.
A alternativa (d) está incorreta por não apresentar a etapa formação profissional 
complementar, prevista na metodologia, e por citar como etapa a conquista 
da confiança do produtor.
A alternativa (e) está correta por apresentar as cinco etapas da Assistência 
Técnica e Gerencial, obedecendo a ordem em que elas devem ocorrer.
Tema 3
Alternativa (a)
A alternativa (a) traz algumas questões importantes e apresentadas no 
conteúdo estudado, fundamentais para a geração de um ambiente favorável 
para a assistência técnica. Envolvem questões éticas e a prática de valores 
que irão contribuir para que a confiança entre ambos aconteça - lembrando 
que a confiança é a base de qualquer relacionamento duradouro.
A alternativa (b) está incorreta por insinuar que o Técnico de Campo é 
quem dita as regras em relação a mudanças que ele achar necessárias na 
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 196
propriedade, e também por afirmar que deve encaminhar o produtor a uma 
instituição financeira que achar idônea. Isso fere os princípios da metodologia.
A alternativa (c) está incorreta por dar uma ideia de que o Técnico de Campo 
deve priorizar os aspectos tecnológicos, buscando simplesmente o aumento 
da produção, esquecendo das questões relacionadas ao relacionamento com 
o produtor, além da questão gerencial.
A alternativa (d) está incorreta por usar o tempo de forma eficiente junto 
ao produtor, mas não fazer a devida aproximação para melhor conhecê-lo 
e compreendê-lo. Também por afirmar que o técnico é quem deve tomar as 
decisões na propriedade, fato que confronta a metodologia.
A alternativa (e) está incorreta por afirmar que o Técnico de Campo deve 
ouvir apenas o responsável pela propriedade, evitando maior contato com os 
demais membros da família, situação contrária ao que prega a metodologia.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 197
Referências bibliográficas
ASBRAER. Assistência técnica e extensão rural no Brasil: um debate 
nacional sobre as realidades e novos rumos para o desenvolvimento do país. 
Minas Gerais, 2014. Disponível em: http://goo.gl/TkNzhO. Acesso em: 9 mar. 
2017.
BANCO CENTRAL DO BRASIL (BCB). Manual de crédito rural. Brasília, 2015. 
Disponívelda Assistência 
Técnica e descrever os 
principais conceitos da 
assistência técnica.
Política Nacional de 
Assistência Técnica e 
Extensão Rural
Conhecer a Política Nacional 
de Assistência Técnica e 
Extensão Rural.
Métodos de disseminação da 
assistência técnica
Destacar os métodos e técnicas de difusão 
de conhecimentos nas atividades rurais e 
correlacionar a ação da assistência técnica 
ao processo educativo do produtor rural.
A importância da assistência 
técnica para o meio rural
Identificar a importância 
da assistência técnica 
no desenvolvimento da 
agropecuária brasileira.
Entendido o que esperar de cada tópico? Então, siga em frente e tenha ótimos 
estudos!
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 16
Tópico 1: Contextualização da 
realidade rural brasileira
Você conhece a diversidade da realidade rural brasileira 
na prática?
No decorrer deste tópico você conhecerá pontos relevantes 
da realidade rural brasileira e as classes de produtores rurais 
existentes no país.
Quando se trata do meio rural, o Brasil é um país de muitos contrastes. A 
renda bruta per capita dos produtores é muito variada. Observe no infográfico 
alguns pontos relevantes da realidade rural brasileira que descreve a classe 
de produtores rurais no Brasil.
Atividade Leiteira
Segundo o Censo Agropecuário de 2006, 78,8% dos 
produtores têm renda inferior a R$ 1.588,00/mês.
Apenas 25% dos 
estabelecimentos 
brasileiros a 
realizam – os índices 
de produção e 
produtividade são 
muito baixos.
A produtividade da 
vaca brasileira é muito 
baixa, se comparada 
com a de outros 
países. Observe!
São 1.350.000 
produtores
70 litros em 
média por dia.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 17
Nos tópicos seguintes será abordada a realidade rural brasileira, mostrando 
como estão estruturados os estabelecimentos de produção rural e de que 
forma os produtores estão classificados. Siga em frente!
A realidade rural brasileira
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a 
população brasileira que vivia no campo em 1970 era de 41,6 milhões de 
habitantes (43%). Já em 2010, eram apenas 29,8 milhões de brasileiros 
vivendo na zona rural.
Considerando que, em 2010, a população brasileira era de 160,9 milhões 
de habitantes, a população rural foi reduzida significativamente para apenas 
15,6% dos habitantes do país. Isso quer dizer que muita gente foi viver 
nas cidades. Observe esses dados no gráfico a seguir.
População rural brasileira, e milhões de habitantes, de 1940 a 2010
28,4
33,2
39,0
41,6
39,1
36,0
31,8
29,8
45
40
35
30
25
20
1940 1950 1960 1970 1980 1990 2000 2010
Fonte: IBGE, Censo Demográfico (2010)
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 18
O que explica o êxodo tão elevado?
Condições de infraestrutura, como estradas, comunicação, saúde, lazer 
e educação induzem a migração do homem do campo para as cidades. A 
Assistência Técnica e Extensão Rural pode representar um papel relevante 
para reduzir essa migração, promovendo o desenvolvimento do meio rural 
brasileiro e melhorando as condições socioeconômicas das famílias que ali 
vivem e trabalham.
Por exemplo:
É preciso perceber em 
que momento o produtor 
se mostra receptivo 
para receber a nova 
informação.
Oferecer assistência 
técnica para melhorar a 
renda rural
Levar informação 
sobre crédito rural e 
condições dos mercados 
agropecuários
Na tabela a seguir, é possível verificar que nas regiões Norte e Nordeste, o 
percentual da população rural é mais elevado. Já no Sudeste e no Centro-
Oeste, esse percentual é menor. Observe!
Censo Demográfico 2010 – População urbana e rural
Regiões Urbana Rural % Total Total
Brasil 160.925.804 29.829.995 15,6 190.755.799
Norte 11.664.509 4.199.945 26,5 15.864.454
Nordeste 38.821.258 14.260.692 26,9 53.081.950
Sudeste 74.696.178 5.668.232 7,1 80.364.410
Sul 23.260.896 4.125.995 15,1 27.386.891
Centro-Oeste 12.482.963 1.575.131 11,2 14.058.094
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 19
Até a década de 1960, período considerado como de agricultura tradicional no 
Brasil, o crescimento ocorreu por causa do aumento da área cultivada e pela 
inserção de trabalhadores rurais no processo produtivo.
Da década de 1970 em diante, o crescimento e a sua concentração em poucos 
estabelecimentos são explicados pela adoção da tecnologia. Os fatores terra 
e trabalho ficaram menos importantes em relação aos fatores tecnológicos.
O gráfico a seguir mostra o crescimento da produtividade da terra.
Contribuição da terra e do rendimento para o crescimento do produto
Fonte: Gasques et al. (Apresentação Eliseu Alves, Congresso da FAPEG, em Goiânia, 2016)
É possível perceber que a produção aumenta, mas a área cultivada praticamente 
se mantém inalterada. Já no período de 1975 a 2011, o rendimento da área 
cultivada quase quadruplicou.
Potencial de crescimento
O Brasil é o país que apresenta o potencial mais elevado para crescimento da 
produção de alimentos no mundo. Diferente de muitos países, o Brasil possui 
uma dimensão continental, de 8.500.000 km², e tem poucas restrições 
climáticas e de topografia, reunindo assim as melhores condições para o 
cultivo de plantas e a criação de animais.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 20
No mapa a seguir você poderá conhecer essas características diferentes.
1
2 3
4
5Muitos locais dos Estados 
Unidos da América (EUA) ficam 
impossibilitados de produzir 
durante vários meses do 
ano, por causa das condições 
climáticas. No estado de 
Wisconsin (EUA), para viabilizar 
o manejo das vacas de leite, é 
necessário construir instalações 
muito caras e esse alto 
investimento onera a produção, 
afetando a competitividade 
dessa atividade naquela região.
Em Israel, que também possui 
pouco espaço, o desafio para 
produzir é tão grande que 
uma das formas de se utilizar 
a água doce é por meio da 
dessalinização da água do 
mar, o que custa muito para a 
sociedade.
A Austrália tem um terço 
do seu território muito 
seco, com pouca ou 
nenhuma condição para 
produção.
Existem outros países do mundo cuja capacidade 
produtiva é limitada por disporem de uma área pequena, 
como é o caso da Nova Zelândia, que possui pouco 
espaço para ampliar a produção.
Em vários países da Europa, pouco 
ou quase nada se produz durante seis 
meses do ano, por causa do frio e da 
neve. A Rússia, por exemplo, é outro 
país de grande dimensão e com grande 
restrição climática.
Aqui no Brasil, a natureza favorece a produção. Além de muita área, temos 
clima, chuvas e condições edafoclimáticas* para produzir alimentos para toda 
a população brasileira e com excedente para exportação, o que se traduz em 
uma grande oportunidade para a sustentabilidade do agronegócio.
Condições edafoclimáticas: O termo condições edafoclimáticas se refere a um conjunto de 
características relativas ao solo, ao relevo, ao clima, à intensidade de chuvas e à temperatura 
de uma certa região.
 
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 21
Por essa razão, o mundo todo está de olho no Brasil. Quando se fala nas 
projeções da produção de alimentos para 2050, estima-se que:
Limitadores do crescimento
Dentro desse cenário potencial, existem questões que limitam o crescimento do 
país – entre elas destacamos a baixa escolaridade e a baixa produtividade.
O baixo nível de escolaridade do produtor brasileiro limita, significantemente, 
a ampliação do uso de tecnologia. Ainda são muitos os produtores que 
não sabem ler e escrever, diferentemente da realidade de outros países 
desenvolvidos do mundo.
Você sabia?
Em Israel, onde a produção é feita de forma muito 
técnica e os recursos naturais são muito escassos, a 
maioria dos produtores têm formação superior. Na Nova 
Zelândia, um dos mais eficientes produtores de leite do 
mundo, para que um jovem produtor possa ingressar na 
atividade leiteira ele precisa passar por umaem: http://www3.bcb.gov.br/mcr. Acesso em: 9 mar. 2017.
BORDENAVE, J. E. D. Comunicação rural: discurso e prática. In: XI Congresso 
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Acesso em: 15 mar. 2017.
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L8171.htm. Acesso em: 15 mar. 2017.
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de Assistência Técnica e Extensão Rural para a Agricultura Familiar e Reforma 
Agrária - PNATER e o Programa Nacional de Assistência Técnica e Extensão 
Rural na Agricultura Familiar e na Reforma Agrária - PRONATER, altera a Lei 
no 8.666, de 21 de junho de 1993, e dá outras providências. 2010. Disponível 
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Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 198
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Módulo 1
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para desenvolver sua inteligência emocional. Rio de janeiro: Objetiva, 2001formação 
técnica intensiva. Interessante, não é?
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 22
A baixa produtividade da terra e da 
mão de obra impacta diretamente nos 
custos da produção, impedindo uma 
renda adequada para as famílias que 
vivem no meio rural brasileiro. Nessas 
condições, os mais jovens, que deveriam 
ser os sucessores do trabalho nos 
estabelecimentos rurais, se recusam a 
continuar a atividade dos pais, por falta 
de atratividade econômica.
Essa é uma realidade de todo o Brasil, mas podemos destacar que nos estados 
do Sul o problema sucessório é ainda mais acentuado. Os mais velhos, 
imigrantes italianos e alemães, predominantes no Rio Grande do Sul, Santa 
Catarina e Paraná, hoje já estão muito sozinhos nas propriedades.
É comum ver ranchos caindo, cercas 
remendadas e máquinas envelhecidas. 
Tudo isso é consequência da falta de 
uma boa gestão técnica e econômica 
do sistema de produção, tanto na 
pequena, quanto na média ou na 
grande propriedade.
Pare para pensar
Muitos produtores, como os de hortaliças, mandioca, 
galinha caipira, gado bovino de corte ou de leite, entre 
outras cadeias, não conseguem produzir e guardar 
em sua estrutura orçamentária o valor equivalente à 
depreciação das benfeitorias, máquinas e instalações.
Isso quer dizer que, se a casa envelhece, eles não têm 
dinheiro para reformar ou construir uma nova. Se o trator 
fica obsoleto, falta recurso para trocar. Se a cerca enferruja, 
existe dificuldade financeira para refazer ou consertar.
Então você entende a importância da educação financeira 
para melhorar produtividade?
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 23
A importância da assistência
Diante do que você viu até aqui, podemos dizer que a Assistência Técnica 
e Gerencial (ATeG) nas propriedades é urgente, tanto para preservá-las 
quanto para que soluções mais lucrativas cheguem aos produtores.
Segundo o Censo Agropecuário de 2006, o Brasil tem:
estabelecimentos rurais, 
dos quais.
declaram produção e 
utilizam a terra.
Existe uma grande variação entre os produtores no que se refere ao tamanho 
da propriedade, ao nível de tecnificação empregada, ao nível de 
escolaridade e à sua capacidade de investimento.
Esse cenário apresenta o grande desafio que o profissional do agronegócio 
terá pela frente ao trabalhar na assistência técnica.
Podemos imaginar que cada um desses milhões de estabelecimentos é 
conduzido por pequenos, médios e grandes empresários, com realidades 
completamente diferentes umas das outras.
No que se refere à Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), observe a 
tabela a seguir com os dados do Censo de 2006.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 24
Assistência Técnica e Extensão Rural no Brasil
Quantidade de 
estabelecimentos
Não receberam Receberam 
regularmente
Receberam 
ocasionalmente
Qtd. % Qtd. % Qtd. %
5.175.489 4.030.473 77,88 482.452 9,32 662.564 12,8
Atendimentos de Ater nos estabelecimentos rurais do Brasil.
Fonte: Censo IBGE (2006).
Classe de produtores rurais no Brasil
A classificação econômica norteia o foco das ações de assistência técnica. Mas 
como se classificam os estabelecimentos rurais no Brasil?
O Censo Agropecuário de 2006 (IBGE) permite observar que:
• 23.306 estabelecimentos geraram 51% do Valor Bruto da Produção (VBP),
• 500 mil estabelecimentos geraram 87% do valor da produção,
• 3,9 milhões de estabelecimentos ficaram à margem da modernização e 
geraram 13% do VBP,
• 2,9 milhões de produtores são muito pobres, com meio salário mínimo de VBP 
mensal por estabelecimento.
Nas tabelas a seguir, os produtores foram classificados segundo a renda 
líquida mensal. Observe:
Número de produtores por classes econômicas
Classes Número de produtores %
A e B 301 mil 5,8
C 796 mil 15,4
D e E 4,070 milhões 78,8
Total 5,167 milhões 100
Fonte: Censo Agropecuário IBGE (2006).
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 25
Valor de renda líquida mensal por classes
Classes
Valor da renda líquida mensal
Sem correção Corrigido
A e B Acima de R$ 4.083,00 Acima de R$ 6.847,00
C R$ 947,00 a R$ 4.083,00 R$ 1.588,00 a R$ 6.847,00
D e E Inferior a R$ 947,00 Inferior a R$ 1.588,00
Não informantes - -
Fonte: Censo Agropecuário IBGE (2006) – Dados corrigidos pelo IGP/DI (jun. 15).
Como pode ser observado, o número de produtores com renda inferior 
a R$ 1.588,00 representa quase 80%. Isso significa dizer que a necessi-
dade de intervir no processo de produção desses estabelecimentos é 
uma grande oportunidade.
Resumindo o tópico
Neste primeiro tópico, você:
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 26
Tópico 2: Origem e evolução da 
assistência técnica
Já parou para pensar sobre como e onde a assistência 
técnica foi criada?
Neste tópico você conhecerá a história e as fases da extensão 
rural no Brasil, além dos princípios e diretrizes que orientam a 
Política Nacional de Assistência Técnica.
O Serviço de Extensão Rural foi criado em 6 de dezembro de 1948, com 
a assinatura do convênio entre a Associação Internacional Americana 
(AIA) e o governo do estado de Minas Gerais. Mas os pioneiros da 
assistência técnica atribuem o início do Serviço de Extensão às atividades em 
Santa Rita do Passa Quatro/MG e em São José do Rio Pardo/MG, a partir de 
1947, também com a participação da AIA.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 27
Existem registros de que as primeiras atividades 
extensionistas no Brasil aconteceram em torno de 1910 em 
Lavras/MG, realizadas pelo agrônomo Prof. Benjamim H. 
Hunnicutt, da Universidade Federal de Lavras.
Naquela época, Hunnicutt procurou dar cursos 
e treinamentos para os agricultores usando 
algumas metodologias de extensão, como 
aulas, palestras, demonstrações de resultados e 
distribuição de folhetos ao produtor.
Dizem também que os primeiros passos da 
extensão se deram em Viçosa/MG, em 1929, 
com a criação da “Semana do Fazendeiro”, que 
é realizada até os dias de hoje.
O objetivo era 
difundir técnicas 
relacionadas 
à escolha de 
sementes, plantio, 
espaçamento e 
colheita para as 
culturas de milho, 
arroz e feijão.
As dificuldades no início foram muitas. Entre elas, podemos destacar o 
preconceito em relação a mulheres trabalhando no campo ao lado de homens, 
à falta de pessoal habilitado, às estradas intransitáveis e à falta de meios de 
locomoção e de recursos para implementar o crédito rural brasileiro.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 28
Pare para pensar
Inicialmente, o trabalho de extensão era difícil, pois 
havia a desconfiança dos beneficiários e até mesmo das 
pessoas da cidade.
Enquanto isso, assustados com a grande curiosidade 
alheia sobre seu trabalho dos extensionistas, os 
agricultores tinham receio de que iriam ter de pagar mais 
impostos ou de que o governo fosse lhes tomar alguma 
coisa. Assim, um técnico recém-formado podia enfrentar 
muita resistência para propor as novas tecnologias.
Hoje em dia, essas questões ainda fazem parte dos 
pensamentos de um técnico?
Foi a Associação de Crédito e Assistência Rural (Acar) que introduziu no meio 
rural mineiro os primeiros fertilizantes químicos e defensivos agrícolas, a 
vacina da aftosa e o milho híbrido. Além de difundir a tecnologia, os técnicos 
da Acar inicialmente tiveram que comercializar esses produtos.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 29
Fases da extensão rural no Brasil
A extensão rural teve origem nos Estados Unidos da América e foi trazida para 
o Brasil no século XX. No começo, eram seguidos os modelos, os objetivos 
e as práticas norte-americanas. Até chegar aos dias atuais, a extensão rural 
no Brasil passou por uma evolução, vivendo diferentes momentos no que se 
refere à sua forma de atuação. Entenda!
Primeira fase
Período 
Conhecida como Humanismo Assistencialista, esta primeira 
fase ocorreu de 1948 a 1963.
Começou no estado de Minas Gerais, coma criação da Acar – 
um serviço de cooperação técnica e financeira americana que 
disponibilizava linhas de crédito por meio de assistência técnica, 
de forma a repassar aos produtores os insumos e as práticas 
agrícolas que os enquadrariam na chamada agricultura moderna.
A extensão rural tornou-se um sistema nacional a partir da 
criação da Associação Brasileira de Crédito e Assistência Rural 
(ABCAR), em 1956.
Descrição 
O objetivo da extensão da ABCAR era aumentar a produtividade 
agrícola e proporcionar melhores condições de vida para as 
famílias rurais por meio do aumento da renda. Isso se estendeu 
aos diversos estados da federação, através da Acar.
Nos escritórios locais dessa entidade havia equipes formadas 
por extensionistas da área agrícola e da área de economia 
doméstica, que se preocupavam com as ações de bem-estar 
social das famílias rurais.
A atuação dos técnicos, apesar de levar em consideração o fator 
humano, era marcada por uma relação paternalista. Ou seja, 
eles apenas procuravam induzir mudanças comportamentais 
por meio de métodos preestabelecidos, que não favoreciam 
a construção crítica e participativa dos indivíduos assistidos e 
quase sempre visavam resultados imediatos.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 30
Segunda fase
Público 
O público-alvo era composto preferencialmente pelos pequenos 
produtores, mas não havia distinção clara de quem seria 
atendido.
As unidades eram utilizadas como meios de intervenção em 
grupos e comunidades, lideranças comunitárias, famílias e 
jovens da zona rural organizados em grupos.
Cabia aos extensionistas promover mudanças de comportamento 
e de mentalidade, além de supervisionar a aplicação do crédito 
concedido às famílias.
Metodologia 
As metodologias utilizadas eram campanhas e programas de 
rádio, visitas às propriedades rurais, decisões conjuntas quanto 
à aplicação de recursos do crédito rural, treinamentos, reuniões 
e demonstrações técnicas e de resultados.
Período
Esta fase, chamada de Difusionismo Produtivista, durou de 
1964 a 1980 e foi caracterizada pela abundância de crédito 
rural subsidiado.
Durante essa época, os produtores adquiriram um pacote 
tecnológico modernizante atrelado ao uso de muito capital 
subsidiado, que foi investido em máquinas e outros insumos 
industrializados, como fertilizantes e sementes selecionadas.
A Ater servia para inserir o homem do campo nas regras 
da economia de mercado, com o objetivo de aumentar a 
produtividade e a mudança da mentalidade dos produtores, do 
“tradicional” para o “moderno”.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 31
Descrição
A extensão atuava com o objetivo de convencer os produtores 
a adotar novas tecnologias. Os conhecimentos empíricos 
(baseados na experiência, sem bases científicas) dos 
produtores, assim como as suas necessidades tradicionais, não 
eram considerados. A Ater agia de uma forma protecionista e 
paternalista.
A Empresa Brasileira de Assistência Técnica e Extensão Rural 
(Embrater) foi criada nesse período, quando houve uma grande 
expansão do serviço de extensão rural no país. Em 1960, apenas 
10% dos municípios brasileiros contavam com os serviços de 
Ater. Já em 1980, a extensão rural atingiu aproximadamente 
80% dos municípios do país.
Público
Como o crédito rural era o principal indutor de mudanças, os 
pequenos agricultores familiares ficavam à margem do serviço 
de extensão rural, já que não possuíam uma estrutura produtiva 
compatível com as garantias e exigências bancárias.
Foi também na metade dos anos 1970 que as associações de 
crédito e as Aters foram transformadas em empresas estatais.
Por isso, o público prioritário era composto de médios e grandes 
produtores. Muitos projetos grandes foram realizados.
Metodologia
As metodologias utilizadas para difundir tecnologias eram 
os programas de rádio, as campanhas, os dias de campo, as 
reuniões, as demonstrações de resultados, as palestras e os 
treinamentos, além das visitas técnicas às propriedades.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 32
Terceira fase
Período
Essa fase, chamada de Humanismo Crítico, durou de 1980 a 
1989. Principalmente por causa do esgotamento do modelo de 
crédito rural subsidiado, teve início no país uma nova proposta 
de extensão rural, que previa a construção de uma “consciência 
crítica” nos extensionistas.
Descrição
As mudanças no meio rural contribuíram para a revisão da 
missão extensionista frente às consequências negativas 
(sociais e ambientais) da modernização parcial da agricultura 
brasileira. De acordo com essa nova filosofia, as metodologias 
de intervenção deviam ser fundamentadas nos princípios 
participativos, levando em conta os aspectos culturais dos 
produtores e de suas famílias.
Na segunda metade dos anos 1980 houve redução do 
financiamento externo, crise fiscal e diminuição dos 
investimentos públicos, mas o foco no aumento da produção e 
na especialização produtiva regional era mantido. Diante disso, 
tiveram início mudanças na concepção e na prática da extensão.
Público
Apesar da nova orientação para seguir princípios participativos, 
as empresas de Ater continuavam a atender os pequenos e 
médios agricultores, que haviam sido deixados de lado pelo 
processo seletivo de modernização dos anos 1970, tornando-os 
dependentes dos insumos industrializados e subordinados ao 
capital industrial.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 33
Última fase
Metodologia
O planejamento participativo era um instrumento de ligação 
entre os técnicos de Ater e os produtores, com base na pedagogia 
da libertação desenvolvida por Paulo Freire.
O grande desafio da época para as instituições de ensino, 
pesquisa e movimentos sociais era o de criar meios de colocar 
em prática as metodologias participativas de Ater e envolver os 
produtores, desde a concepção até a adoção das tecnologias, 
tornando-os parte do processo.
Período
Em 1990 começou o período conhecido pela Diversificação 
Institucional, com a extinção Embrater e do Sistema Brasileiro 
de Assistência Técnica e Extensão Rural (Sibrater).
Essa é a fase atual, caracterizada pela criação do Programa 
Nacional da Agricultura Familiar (Pronaf) e pela reestruturação 
institucional da Ater.
Descrição
As mudanças já ocorridas nesse período influenciaram a 
diversificação das organizações, das entidades e das instituições 
prestadoras de Ater (ONGs, prefeituras, sindicatos, cooperativas, 
agroindústrias, lojas agropecuárias etc.), que passaram a buscar 
novas fontes de recursos para a intervenção e a reivindicar 
políticas sociais, levando à criação do Pronaf, em 1996.
Metodologia
É uma fase em que se dá um valor maior aos aspectos gerenciais 
da propriedade. A visão da produção deixa de ser voltada para a 
máxima produção (ótimo produtivo) e busca o melhor resultado 
econômico (ótimo econômico).
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 34
Entenda os termos
Ótimo produtivo é o ponto conhecido como o limite da 
capacidade produtiva da unidade, independentemente dos 
custos necessários para se alcançar esse nível de produção.
Exemplo: uma propriedade que produz leite com 10 
vacas fez todos os ajustes e investimentos necessários e 
conseguiu alcançar a produtividade média de 30 litros por 
vaca por dia e alcançou um montante de 9.000 litros/mês. 
Ou seja, alcançou sua capacidade máxima de produtividade 
e de produção.
Ótimo econômico é o nível de produção que confere o melhor 
resultado econômico. Se produzir menos, o resultado piora 
e a redução da renda é maior do que a redução dos custos. 
Se produzir mais o resultado também piora, pois os custos 
aumentam mais do que a renda.
Isso significa que não basta adotar tecnologias e obter produções 
elevadas com aumento de despesas, sem que haja resultados 
econômicos. Da mesma forma, não se pode olhar apenas para 
o fator custo e limitar a produção por falta de estrutura ou do 
aporte de insumos.
Exemplo:a mesma propriedade de produção de leite 
analisou seus custos e rendas e fez os ajustes necessários. 
Mesmo com a produtividade caindo para 27 litros por vaca 
por dia e sua produção mensal caindo para 8.100 litros, 
conseguiu obter um resultado econômico melhor do que na 
situação anterior.
Isso acontece quando a redução ocorrida nos custos é mais 
significativa do que a redução na renda pela queda do volume 
produzido. Nesse caso usado como exemplo, o produtor sai 
na vantagem se produzir 27 litros por vaca por dia, em vez 
de 30 litros, encontrando assim o ótimo econômico.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 35
Para alcançar seus objetivos, a partir desse novo modelo, a assistência técnica 
passou a realizar intervenções nas propriedades, oferecendo ao produtor uma 
análise econômica voltada à obtenção de resultados e lucratividade. E foi 
com base nessa nova realidade que em 2013 foi desenvolvido o modelo de 
Assistência Técnica e Gerencial (ATeG).
Resumindo o tópico
Neste segundo tópico, você:
Entendeu melhor 
a importância da 
assistência técnica 
para o agronegócio 
brasileiro.
Compreendeu que a 
assistência técnica e 
a extensão rural são 
muito importantes para 
o desenvolvimento 
sustentável do país.
Conheceu as fases 
da extensão rural no 
país e a sua evolução 
até os dias de hoje.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 36
Tópico 3: A importância da 
assistência técnica
Você consegue imaginar a importância e o alcance da 
Assistência Técnica e Extensão Rural?
A partir de agora, você vai compreender a importância da 
assistência técnica no desenvolvimento e na realidade prática da 
agropecuária brasileira.
A assistência técnica e a extensão rural têm uma grande importância no 
processo de educação e desenvolvimento do produtor rural e também 
no crescimento do agronegócio. Isso porque suas ações levam consigo 
as informações sobre novas tecnologias, inovações e pesquisas, entre outros 
conhecimentos fundamentais para o desenvolvimento das atividades do 
agronegócio.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 37
O Brasil tem avançado muito em algumas cadeias produtivas no que 
se refere à introdução de tecnologias e ao aumento da produtividade. 
Bons exemplos desse elevado nível de tecnicismo na integração lavou-
ra-pecuária são as cadeias das frutíferas e olerícolas, da soja, da suino-
cultura e da avicultura.
Esse avanço se tornou mais relevante a partir da criação da Empresa 
Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em 26 de abril de 
1973. No caso da soja, a tabela a seguir revela indicadores de como evoluiu 
a adoção de tecnologias atuais e projetadas para o Brasil. Observe!
Avanço da tecnologia na cultura da soja no Brasil
Período Ciclo (dias) Plantas (ha) Produtividade (kg/ha)
1990/1991 140-150 550 2.400
2011/2012 120-125 250 4.200
2020/2030 110-115 200 8.400
Fonte: Fapeg (2016).
A assistência técnica, por meio da divulgação e do auxílio para implantação de 
tecnologias, pode impactar positivamente no desenvolvimento da agropecuária 
brasileira. Veja o esquema a seguir e entenda!
As tecnologias poupam 
terra e trabalho, que têm 
custos altos, fazendo surgir 
uma nova organização. 
Temos como exemplo 
a produção de leite, 
carne e aves – quando 
movemos os animais 
para o confinamento, 
liberamos a terra para 
outras explorações. A 
mecanização da agricultura 
também serve de exemplo.
A adoção da tecnologia 
reduz o custo de 
produção e aumenta 
a competitividade. 
Isso faz com que o 
mercado estimule ainda 
mais a expansão e o 
desenvolvimento das 
atividades rurais.
O aumento da 
especialização das regiões 
em grãos, hortaliças, 
frutas, gado de corte e 
leite, avicultura e florestas, 
por exemplo, proporciona 
a diminuição do custo de 
produção.
A tecnologia eleva a 
qualidade e o padrão dos 
produtos do agronegócio, 
melhorando também a sua 
sanidade, além de eliminar 
o desperdício até que 
cheguem ao consumidor.
Poupa terra
e trabalho
Aumenta
especialização
Reduz custo
Aumenta
competitividade
Qualidade,
padrão e
desperdício
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 38
Por ser o serviço de maior alcance no meio rural, a assistência técnica exerce 
papel fundamental no desenvolvimento do homem no campo e se firma 
cada vez mais como o principal meio de ligação entre as políticas públicas e 
o agronegócio.
A assistência técnica procura se adaptar ao novo modelo de desenvolvimento 
sustentável, que exige profissionais diferenciados, que tenham conhecimento 
sobre novas tecnologias, mas que também saibam trabalhar com as questões 
econômicas e gerenciais, sociais, institucionais e ambientais.
Pare para pensar
Já parou para pensar no motivo de, muitas vezes, o 
produtor não adotar uma tecnologia? Você consegue 
responder se ele tem o preparo suficiente para lidar com 
situações em que o técnico sugere a implementação de 
mudanças que implicam importância e responsabilidade?
O proprietário pode ter diversos motivos para ter receios 
para implementar mudanças, dentre eles dificuldade de 
entender que implementar melhorias não significa gastar 
dinheiro. Por isso, a Assistência Técnica e Gerencial 
tem um papel muito importante neste contexto, pois 
desenvolve as pessoas da área rural.
Ao verificar quais são os maiores receios do produtor 
que você está atendendo, você conseguirá sugerir 
adotar a melhor forma de dialogar com ele e apresentar 
as melhorias pensadas para atividade dele.
Dessa forma, ele estará mais seguro para receber e 
avaliar as alternativas apresentadas!
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 39
Tópico 4: Métodos de disseminação 
de assistência técnica
Você conhece todas as formas usadas para a disseminação 
dos conhecimentos existentes na assistência técnica?
No decorrer deste tópico, você vai entender a relação entre a 
ação de assistência técnica e o processo educativo do produtor 
rural, conhecendo métodos e técnicas de disseminação de 
conhecimentos nas atividades rurais.
Resumindo o tópico
Neste terceiro tópico, você:
Entendeu que o trabalho de 
um profissional da assistência 
técnica pode proporcionar um 
grande desenvolvimento da 
agropecuária brasileira.
Soube que o Brasil tem 
avançado muito em algumas 
cadeias produtivas, com a 
introdução de tecnologias e o 
aumento da produtividade.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 40
No processo de decisão, desde o primeiro contato com uma tecnologia até a 
sua adoção, o produtor em geral passa por alguns estágios. Rogers (2003) 
propõe um modelo com cinco estágios e explica como ocorre o processo mental 
para a adoção de tecnologias. Conheça como isso acontece, acompanhando 
um exemplo!
1º Estágio
Conhecimento
Exposição à inovação
Neste estágio, o produtor toma conhecimento de uma 
tecnologia e pode ser despertado por ela ou manter-se 
indiferente.
O Técnico de Campo apresentou para o produtor uma 
técnica de plantio de uma nova variedade de milho, 
recém-lançada pela Embrapa, de elevada produtividade. 
Por ser um produtor aberto a mudanças, ele ouviu com 
alegria.
2º Estágio
Interpretação e julgamento
Processo cognitivo
No segundo estágio, depois de ter conhecido e se 
interessado pela tecnologia, o produtor inicia uma etapa 
de julgamento.
Como ele já plantou variedades de pouco rendimento, 
sentiu receio em iniciar essa nova técnica imediatamente.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 41
3º Estágio
Avaliação mental
Vantagem comparativa
Na sequência, o produtor faz uma avaliação mental e 
procura comparar o novo com o tradicional.
Pensando na nova variedade de milho, o produtor inicia a 
etapa de avaliação. Com as informações que o Técnico de 
Campo levou, ele faz comparações entre a nova variedade 
e a variedade que ele conhece.
4º Estágio
Experimentação
Validação
No quarto estágio, o produtor procura validar a ideia e 
este é o momento em que a assistênciatécnica deve 
apresentar o suporte, oferecendo a oportunidade para 
que ele teste e experimente a novidade. Esse estágio é 
chamado de validação.
O Técnico de Campo, percebendo o receio do produtor, 
mesmo desejando a nova técnica, acha melhor apresentar 
uma propriedade já com a nova variedade em ação, para 
deixá-lo mais confiante.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 42
Também é possível que, ao testar uma novidade, a experiência do produtor 
não corresponda à sua expectativa. Nesse caso, cabe ao técnico avaliar os 
motivos da falha – se está relacionada à técnica ou ao produtor – para resgatar 
os benefícios da mudança sugerida.
Alguns fatores são determinantes no processo de adoção de novas tecnologias. 
Exemplos:
• as exigências de mercado;
• a necessidade de aumento da escala e da renda por parte dos produtores;
• a forma como as tecnologias são apresentadas aos produtores.
Você, profissional de Assistência Técnica e Gerencial do Senar, tem a 
missão de conduzir os produtores para a tomada da melhor decisão, da 
escolha da tecnologia mais adequada para a realidade de cada um, ok?
O que acha de ver um exemplo disso? Retorne ao 
Ambiente de Estudos e assista ao vídeo do Senar 
em Campo que mostra a história de sucesso da 
pastagem de uma propriedade no MS.
5º Estágio
Adoção
Uso contínuo
Uma vez obtido êxito com o teste, o produtor tem toda a 
chance de passar para o quinto estágio e adotar a nova 
tecnologia sugerida pela assistência técnica.
Depois de ver um caso de sucesso, o produtor inicia a 
prática dessa nova técnica na sua propriedade.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 43
Métodos e técnicas de assistência técnica
Existem diferentes métodos e técnicas* 
para trabalhar com o produtor durante 
o processo de adoção de tecnologias. 
É preciso conhecê-los bem para saber 
o momento certo de utilizá-los. Para 
serem eficientes, é essencial que esses 
métodos e técnicas sejam adequados 
ao público-alvo.
Métodos e técnicas de assistência técnica são 
os meios ou instrumentos utilizados pelos 
técnicos para difundir conhecimentos sobre as 
atividades rurais e a gestão da empresa rural.
É importante ter em mente que a relação ideal entre o técnico e o produtor 
aconteça com o diálogo de indivíduo para indivíduo. Os métodos devem 
ser utilizados considerando um relacionamento estreito entre você e o produtor.
Ele deve ser o sujeito de seu próprio aprimoramento, sendo estimulado 
a pensar em alternativas de soluções que promovam o desenvolvimento de 
sua realidade.
Na prática
No início, é possível adotar uma estratégia genérica. Ou 
seja, trabalhar com grupos de produtores que levem o 
conhecimento ao maior público possível.
Os produtores que se manifestarem interessados na 
assistência técnica seriam, então, reunidos em grupos, 
o mais homogêneo que o técnico conseguir.
Nesses grupos seriam trabalhadas as ações de forma a 
viabilizar o estreitamento das relações entre eles, para 
facilitar a troca de experiências, difundir conhecimentos 
e tecnologias.
Não existe um método perfeito de assistência técnica para a divulgação de 
tecnologias e processos gerenciais. Mas existem diversos métodos, todos com 
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 44
suas vantagens e desvantagens para cada caso particular de comunicação. 
Por outro lado, existe a possibilidade de combinar vários desses métodos para 
obter determinada evolução tecnológica e gerencial.
Para isso, o técnico deve conhecer todos os métodos de divulgação que 
pode selecionar e que sabe como empregar, sempre de acordo com as suas 
necessidades de comunicação com os produtores.
A seleção e o uso dos métodos de divulgação em assistência técnica dependem:
do tipo de 
público com o 
qual deseja se 
comunicar,
da natureza 
da mensagem 
que se quer 
comunicar,
do objetivo da 
comunicação,
da 
disponibilidade 
de material.
Isso pode ser exemplificado em algumas situações, como as que seguem.
• Divulgar uma variedade de feijão exige métodos diferentes dos necessários 
para introduzir um sistema de poda ou de irrigação.
• O nível de conhecimento do público e a sua capacidade de leitura determinam 
o uso e a importância dos métodos escritos em relação aos falados.
• Comunicar aos produtores uma situação de mercado requer técnicas muito 
diferentes das utilizadas para mudar hábitos alimentares, e uma dessas 
comunicações pode ser mais eficaz se feita por escrito.
• Existe diferença entre os métodos para ensinar uma só pessoa e aqueles 
utilizados para trabalhar com grupos.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 45
Categorias
De acordo com esses aspectos, podemos dividir os métodos em quatro 
categorias: massa, grupal, individual e digital.
Quer conhecer mais sobre o assunto? Acesse o 
Ambiente de Estudos e assista ao vídeo “Métodos de 
massa x grupais x individuais x digitais”.
Entendido como funciona cada categoria, observe o seguinte exemplo prático!
Na prática
Uma universidade acabou de desenvolver uma técnica de 
recuperação de pastagem. Ela pode levar essa novidade 
diretamente ao produtor ou, o que é mais provável e 
eficiente, o faz por meio de uma demonstração para os 
técnicos.
Como o desejo da universidade é divulgar a nova 
descoberta para um grande número de pecuaristas, 
realiza um dia de campo em uma fazenda que já testou 
o novo produto. A partir disso, o técnico da assistência 
técnica procura produtores interessados e organiza 
reuniões técnicas para aprofundar a divulgação da 
tecnologia.
Os oito métodos
Seguindo esse caso prático apresentado, considere que o passo seguinte é 
validar a tecnologia na propriedade de um dos produtores interessados. 
Isso pode ser feito por meio de uma visita do técnico para fazer uma 
demonstração da técnica na propriedade que provavelmente aplicará a nova 
tecnologia.
Esse seria um dos oito tipos de métodos existentes para fazer a divulgação. 
Conheça cada um deles!
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 46
1. Visita técnica
É um método de alcance individual, 
planejado e realizado no campo e que 
envolve relacionamento interpessoal. 
Realizada in loco, ou seja, na 
propriedade do produtor, deve ter uma 
agenda de:
• planejamento,
• análise de dados,
• avaliação de resultados,
• demonstrações de técnicas.
A visita técnica permite verificar o cumprimento de compromissos, correções 
de rotas e discussões sobre resultados alcançados.
2. Dia de campo
É um método planejado para mostrar 
uma tecnologia ou prática a um grupo de 
produtores, podendo envolver também 
líderes, autoridades, agentes financeiros 
e comerciais, além de técnicos de outras 
entidades.
É realizado numa propriedade de 
colaboradores, unidades demonstrativas, 
centros de treinamentos ou estações 
experimentais. Ele não se limita apenas a 
uma atividade, mas sim a um conjunto 
delas, com a finalidade de sensibilizar 
o público para sua adoção. Além 
disso, é bem relevante para demonstrar 
experiências bem-sucedidas ou casos de 
produtores de sucesso em uma ou mais 
tecnologias.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 47
Normalmente, o dia de campo é organizado em estações técnicas*, que variam 
de quatro a cinco, e são estrategicamente localizadas na propriedade. Cada 
momento na estação dura de 20 a 30 minutos e todos os grupos circulam por 
elas até que todos tenham percorrido o circuito completo.
Estações técnicas são unidades “montadas” no dia de campo, nas quais são tratados os 
temas técnicos a serem apresentados para grupos menores de produtores participantes. O 
número de estações varia de um dia de campo para outro, ficando em torno de quatro, com 
apresentações de 25 minutos em cada estação por onde todos os grupos circulam.
Exemplo: se o dia de campo é para apresentar um produtor de leite bem-
sucedido, é possível criar cinco estações, conforme apresentado na imagem.
Estação 4 – 
qualidade do leite 
(na sala de ordenha).Estação 5 – resultados 
econômicos da propriedade 
(na sede da propriedade).
Estação 1 – 
pastejo rotacionado 
(nos piquetes).
Estação 2 – recria 
de fêmeas (no local 
onde as bezerras 
são manejadas).
Estação 3 – 
suplementação 
para o período seco 
(no canavial).
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 48
3. Palestra
É um método de comunicação verbal 
em que um orador fala para um 
grupo de pessoas sobre um assunto 
previamente determinado. 
Geralmente, a palestra é adotada 
para divulgar tecnologias a um grande 
número de interessados.
Na prática
Ao planejar uma palestra, lembre-se de que ela deve ter 
um tempo para a apresentação (em torno de 1 hora) e 
um tempo para os debates (de 15 a 20 minutos). Além 
disso, as palestras podem ser realizadas em locais e 
horários mais adequados a cada região ou público-alvo.
O levantamento das necessidades é uma boa estratégia. 
Sendo assim, antes de iniciar a palestra, você, técnico, 
ou os organizadores devem conhecer as necessidades 
do momento.
Já o palestrante, que na maioria das vezes vem de 
outros ambientes, conhece melhor aquele contexto. O 
número de participantes vai variar, sempre de acordo 
com o local disponível. Porém, é importante reunir a 
maior quantidade possível.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 49
4. Reunião técnica
É um encontro organizado quando 
se pretende abordar um ou mais 
assuntos técnicos em detalhes com 
um grupo de produtores. O tema da 
reunião técnica pode ser tratado pelo 
grupo com a mediação do técnico que 
o assiste ou por algum convidado. Para 
isso acontecer, é importante:
• planejar com antecedência: público-alvo, objetivo, conteúdo e tipo de reunião,
• montar um roteiro ou uma pauta,
• escolher local, época, duração, técnicas, recursos e materiais necessários.
Na prática
Durante a reunião, é essencial ser claro e atribuir papéis. 
O tempo não deve exceder uma hora por assunto e, para 
cada um deles, quem estiver à frente da reunião deve 
apresentar conhecimentos em profundidade.
Por exemplo, caso você assista um grupo de 20 produtores, 
é importante avaliar anualmente as ações de interesse 
coletivo dos produtores beneficiários ou discutir os índices 
econômicos e técnicos apurados no grupo.
5. Demonstração de Método (DM) ou Demonstração de Técnica (DT)
A Demonstração de Método (DM) ou 
Demonstração de Técnica (DT), como 
os próprios nomes dizem, é utilizada 
para se demonstrar uma tecnologia 
para um ou poucos produtores. Esse 
método ajuda a desenvolver destrezas 
e habilidades, levando os beneficiários 
da ação a “aprender a fazer, fazendo”.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 50
Na prática
Geralmente, uma demonstração dessa é realizada em 
dias de visitação técnica, durante um curso ou em um dia 
de campo. Faça também, sempre que a ocasião permitir!
6. Demonstração de Resultado (DR)
Método utilizado para comparar uma 
técnica que se quer introduzir em uma 
propriedade rural com uma prática 
tradicional utilizada (testemunha). 
Deve ser feita com orientação, 
acompanhamento e controle de um 
técnico.
O objetivo é comparar técnicas 
rotineiras e tradicionais com as novas 
recomendações e, assim, comprovar 
a viabilidade e a adequação de novas 
tecnologias às condições locais.
Na prática
No dia a dia, a DR pode ser usada durante a implantação 
de uma tecnologia que deve ser comparada com práticas 
tradicionais adotadas naquela propriedade. Ao longo 
do tempo, elas são comparadas e os resultados são 
demonstrados.
Existem muitos bons exemplos do uso da DR, como a 
introdução de novas variedades de milho ou de pasto, a 
adubação, o sistema de recria de fêmeas com fornecimento 
de concentrados etc.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 51
7. Excursão
É o método em que o técnico reúne um 
grupo de pessoas com interesses comuns 
para se deslocarem a determinado lugar 
onde existam experiências com técnicas 
e práticas passíveis de serem adotadas. 
O objetivo é mostrar a aplicação prática 
de tecnologias implantadas, facilitando 
a compreensão do grupo.
Para realizar a atividade usando esse 
método, é necessário planejar com 
cuidado:
• o público a ser convidado,
• o objetivo,
• o local,
• a duração,
• as etapas,
• o transporte,
• os custos,
• as facilidades para os participantes.
Além disso, o técnico ainda deve se preocupar com o roteiro, escolha de 
conteúdo, definir objetivos em termos educacionais, selecionar métodos e 
técnicas e preparar o material de apoio necessário.
Na prática
Um exemplo da eficácia desse método é quando um 
produtor tem seu interesse despertado ao ver a produção 
satisfatória numa cultura tecnicamente conduzida por 
outro produtor em condições semelhantes às suas, 
contrastando com as menores produções que vem 
alcançando.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 52
8. Conferência web
Trata-se de um método que possibilita o 
encontro virtual entre duas ou mais pessoas, 
que mesmo distantes geograficamente, 
conseguem compartilhar áudio, vídeo, 
textos, imagens, quadro branco e tela de 
seus computadores ou celulares.
Na prática
Por causa da restrição social imposta pela pandemia da 
covid-19, o produtor atendido em projeto de assistência 
técnica não poderá mais receber visita presencial. Então, 
o técnico faz reuniões virtuais com todos os produtores 
do seu grupo por um aplicativo disponibilizado pela 
instituição e coleta dados da produção mensal, receitas 
e despesas.
É possível realizar dois ou mais métodos juntos, sempre considerando as 
características do grupo que está sendo assistido por você.
Benchmarking
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 53
É um processo de comparação de produtos, serviços, indicadores e práticas 
empresariais, ou seja, valores de referência de empresas de produção bem-
sucedidas. Serve para conhecer o que já deu certo, podendo ser um fator 
de estímulo e motivação para que as empresas agropecuárias melhorem 
seus processos de produção.
O benchmarking compara os resultados entre propriedades com a mesma 
realidade de produção ou entre propriedades de uma mesma região. É possível 
comparar os índices econômicos de um grupo de produtores com os 25% 
mais bem-sucedidos, por exemplo.
Resumindo o tópico
Neste quarto tópico, você:
Compreendeu a 
importância do uso de 
métodos de disseminação 
de informação e 
conhecimento para 
assistência técnica.
Explorou os oito tipos 
de métodos disponíveis 
para uso na assistência 
técnica, incluindo 
medidas digitais.
Conheceu os 5 
estágios para adoção 
de novas tecnologias.
Conheceu o processo 
de benchmarking e 
como o usar na sua 
rotina.
Entendeu como 
funcionam as 4 
categorias de métodos.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 54
Tópico 5: Política Nacional de 
Assistência Técnica e Extensão Rural
Você conhece a política que rege todas as ações de 
Assistência Técnica e Extensão Rural aplicadas no país?
Neste tópico você conhecerá a Política Nacional de Assistência 
Técnica e Extensão Rural e toda a sua relevância para o incentivo, 
manutenção e evolução da agricultura no Brasil.
Desde que foi iniciada, a Assistência Técnica e Extensão Rural passou por 
evoluções, incluindo aspectos relativos à política. Estamos falando de quase 
um século de serviços.
Acompanhe, na linha do tempo a seguir, como tudo isso aconteceu.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 55
Os serviços de 
Assistência Técnica e 
Extensão Rural foram 
iniciados na década de 
1940, fundamentados 
em uma diretriz 
de incentivo ao 
desenvolvimento 
no período do pós-
guerra. Eles tinham 
como principal 
objetivo, a promoção 
de melhoria das 
condições de vida da 
população rural e o 
apoio ao processo 
de modernização 
da agricultura. Na 
verdade, isso fazia 
parte das estratégias 
direcionadas à política 
de industrialização 
do Brasil, por meio 
do fornecimento de 
matérias-primaspara a indústria, 
da liberação de 
mão de obra e do 
abastecimento 
alimentar a preços 
compatíveis.
A assistência técnica 
atuava como um 
serviço privado e 
paraestatal, com o 
apoio de entidades 
públicas e privadas. 
Nesse ano foi 
criada a Associação 
Brasileira de Crédito 
e Assistência Rural 
(ABCAR), integrando 
um sistema nacional 
articulado com 
associações de crédito 
e assistência rural nos 
estados.
Paraestatal: 
entidade paraestatal 
ou serviço social 
autônomo é uma 
pessoa jurídica de 
direito privado criada 
por lei, atuando 
sem submissão à 
administração pública, 
para promover 
o atendimento 
de necessidades 
assistenciais e 
educacionais de 
certas atividades 
ou categorias 
profissionais que 
arcam com sua 
manutenção mediante 
contribuições 
compulsórias.
Em meados da 
década de 1970, o 
serviço de Ater foi 
estatizado, surgindo 
o Sistema Brasileiro 
de Assistência Técnica 
e Extensão Rural 
(Sibrater). Ele era 
coordenado pela 
Empresa Brasileira 
de Assistência 
Técnica e Extensão 
Rural (Embrater) 
e executado nos 
estados por uma 
empresa de Ater, a 
chamada Empresa de 
Assistência e Extensão 
Rural (Emater). 
Nessa época, a 
participação do 
governo federal nas 
ações de Ater chegou 
a representar 40% 
do total dos recursos 
orçamentários das 
Ematers, alcançando 
80% em alguns 
estados.
Nesse ano a Embrater 
foi extinta. Assim, 
o Sibrater foi 
esquecido, causando o 
sucateamento de toda 
a sua estrutura. Ainda 
existiu a tentativa de 
gestão da Ater por 
meio da Embrapa 
e, posteriormente, 
pelo Ministério da 
Agricultura. Porém, 
todo esse esforço 
não foi suficiente 
para evitar a 
quase extinção 
das contribuições 
financeiras do governo 
federal.
1940 1970 19901956
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 56
O distanciamento do governo federal desencadeou um forte golpe nos serviços 
de Ater estruturados de maneira centralizada, causando uma crise relevante 
na Ater oficial, principalmente nos estados e municípios mais pobres.
Na tentativa de prosseguir com a política pública de Ater, de extrema 
importância, e não podendo contar mais com o apoio do governo federal, 
alguns estados passaram a fomentar os serviços de Assistência Técnica e 
Extensão Rural com recursos próprios.
A realidade do campo
É possível citar as entidades apoiadas financeiramente 
pelas prefeituras municipais, as organizações não 
governamentais e as organizações de agricultores 
(associações e cooperativas) como exemplos da 
situação da época.
Também vale ressaltar que, ainda hoje, você 
consegue enxergar como a insuficiência dos serviços 
de ATeG pode ser relacionada ao afastamento do 
Estado, gerando a redução da oferta de um serviço 
público aos produtores rurais do Brasil.
A nova Lei de Assistência Técnica e Extensão Rural
A lei no 12.188, de 2010, chamada de Nova Lei da Ater, instituiu a Política 
Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural para a Agricultura Familiar 
e Reforma Agrária (Pnater) e o Programa Nacional de Assistência Técnica e 
Extensão Rural na Agricultura Familiar e na Reforma Agrária (Pronater).
Entenda melhor essa nova lei no quadro Assuntos do Campo! O assunto do 
quadro é “A nova Lei de Assistência Técnica e Extensão Rural”.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 57
Assuntos do campo
Estamos começando mais um episódio do nosso 
quadro Assuntos do Campo!
E o papo é sobre uma lei. Mais especificamente, 
sobre como a assistência técnica e extensão rural é 
descrita por ela.
Nossa legislação atual define a extensão rural 
pública como:
“O serviço de educação não formal, de caráter 
continuado, no meio rural, que promove 
processos de gestão, produção, beneficiamento 
e comercialização das atividades e dos serviços 
agropecuários e não agropecuários, inclusive das 
atividades agroextrativistas, florestais e artesanais.”
Ufa! Esse é o texto oficial. Mas, na prática, para que 
essa política funcione, é necessário que alguém a 
execute.
E é aqui que entra a nova Lei da Ater, estabelecendo 
que as entidades responsáveis por executar o 
Pronater devem preencher determinados requisitos 
e obter o credenciamento como entidade executora 
do programa.
As ações geradas pela Política Nacional de Assistência 
Técnica e Extensão Rural têm contribuído para a 
implementação de diversos programas e políticas, 
alguns exclusivos para o meio rural e outros não.
Nesse contexto, tivemos ainda a criação da Agência 
Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural, 
conhecida como Anater, por meio da Lei nº 12.897, 
de 2013, e regulamentada em 2014 pelo Decreto 
nº 8.252.
A Anater é uma instituição paraestatal que credencia 
entidades públicas e privadas capazes de prestar 
serviços de assistência técnica e extensão rural.
Assuntos do campo
Estamos começando mais um episódio do nosso 
quadro Assuntos do Campo!
E o papo é sobre uma lei. Mais especificamente, 
sobre como a assistência técnica e extensão rural é 
descrita por ela.
Nossa legislação atual define a extensão rural 
pública como:
“O serviço de educação não formal, de caráter 
continuado, no meio rural, que promove 
processos de gestão, produção, beneficiamento 
e comercialização das atividades e dos serviços 
agropecuários e não agropecuários, inclusive das 
atividades agroextrativistas, florestais e artesanais.”
Ufa! Esse é o texto oficial. Mas, na prática, para que 
essa política funcione, é necessário que alguém a 
execute.
E é aqui que entra a nova Lei da Ater, estabelecendo 
que as entidades responsáveis por executar o 
Pronater devem preencher determinados requisitos 
e obter o credenciamento como entidade executora 
do programa.
As ações geradas pela Política Nacional de Assistência 
Técnica e Extensão Rural têm contribuído para a 
implementação de diversos programas e políticas, 
alguns exclusivos para o meio rural e outros não.
Nesse contexto, tivemos ainda a criação da Agência 
Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural, 
conhecida como Anater, por meio da Lei nº 12.897, 
de 2013, e regulamentada em 2014 pelo Decreto 
nº 8.252.
A Anater é uma instituição paraestatal que credencia 
entidades públicas e privadas capazes de prestar 
serviços de assistência técnica e extensão rural.
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 58
Agora observe, na linha do tempo a seguir, como foi a evolução cronológica 
da Assistência Técnica e Extensão Rural no Brasil.
1948 1956 1969 1974 1990 2003 2010 2010
Acar 
 Minas Gerais Abcar
Abcar
Vinculada ao
Ministério
da 
Agricultura
Presente em 
1.025 
municípios
Embrater - 
Sibrater
Presente em 
4.056 
municípios
Extinção da 
Embrater
Ater
no MDA
Lei Geral de 
Assistência 
Técnica e 
Extenção 
Rural Anater
Ela também qualifica os profissionais que prestam 
essas assistências, contrata e disponibiliza serviços, 
transfere tecnologia, faz pesquisas, monitora e 
avalia resultados e, por fim, gerencia as entidades 
quanto à qualidade do serviço prestado.
De forma objetiva, a Anater surgiu para suprir, de 
forma mais eficiente, as demandas de Ater no país.
Para isso, assumiu o papel de coordenar as 
competências e os recursos financeiros existentes 
em nível federal, tendo a participação tanto de 
órgãos federativos – de estados e municípios –, 
quanto da iniciativa privada.
Entender o que a lei define e o objetivo das 
instituições criadas para atender as políticas 
públicas é essencial para saber como elas podem 
ser efetivas para o seu trabalho no campo.
Por isso, mantenha-se sempre atualizado sobre 
essas questões, ok?
Módulo 1
Metodologia de assistência técnica e gerencial pg. 59
A Anater se mantém no desafio de integrar, de forma consolidada, a Assistência 
Técnica e Extensão Rural ao Sistema Brasileiro de Pesquisa Agropecuária, o 
ensino e a organização de um amplo universo de agentes de Assistência 
Técnica e Extensão Rural.
Fazem parte do seu Conselho de Administração integrantes de vários 
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