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PARTE 1 : CITE AS FUNÇÕES RENAIS E EXPLIQUE O PROCESSO DE FILTRAÇÃO GLOMERULAR. A função dos rins é filtrar o sangue, reabsorver íons, água, aminoácidos glicose e manter estável a concentração do Ph, de água e sal no corpo. Portanto, pode-se dizer que o rim contribui para a manutenção do equilíbrio do meio interno. Para desempenhar essa tarefa, são adotadas as seguintes funções renais: • Regulação do volume hídrico do corpo - Através do hormônio ADH, o rim determina a quantidade de água que deve ser reabsorvida ou excretada, isto é, ele regula o volume de fluido extracelular • Regulação da Osmolaridade - Através da perda de sódio irá, também, estar regulando a osmolaridade. • Participa da regulação da pressão arterial média - Ao exercer os papéis na regulação da pressão osmótica e da volemia (volume hídrico), há por consequência um papel significativo do rim também na regulação da pressão arterial. O aumento da osmolaridade gerado pelo aumento da concentração de sódio acarreta em aumento da pressão arterial, uma ação hipertensora, da mesma forma, quando há uma diminuição no nível de sódio causa uma diminuição da pressão, uma ação hipotensora. Analisando pela ótica da volemia, observa-se que quanto maior o valor dela, maior a pressão arterial intrínseca para aquela condição. Portanto, o rim atua também na regulação da pressão arterial • Manutenção do equilíbrio iônico - O rim faz a regulação do balanço hidro-salino através da manutenção dos mais variados íons presentes em si (sódio, potássio magnésio, etc) • Regulação homeostática do pH - Através do controle da perda de H+ e bicarbonato através da ação renal.O pH do sangue deve estar entre 7,34 e 7,45 (levemente alcalino) Por isso o rim age eliminando maior ou menor quantidade de H+ ou bicarbonato dependendo das suas concentrações no sangue, e por este motivo o pH da urina tem uma variação muito grande ( entre 4 e 8) justamente para que o pH do meio interno não varie tanto, pois quando o pH7,45 o resultado é a alcalose (sangue alcalino) • Excreção de resíduos - Eliminação de amônia (NH3 e NH4), ureia, creatinina e substâncias exógenas, via função renal • Produção de Hormônios ou substâncias sinalizadoras - Como eletropoetina, hemácias, e renina através do hormônio supra-renal aldosterona Isto posto, devemos reconhecer que para o desempenho de todas estas funções na estrutura renal se dá através da excreção, reabsorção e secreção de vários íons, metabólitos, substância exógenas, e principalmente, água, produzindo urina ao final. Sendo assim, o rim deve recorrer a uma série de mecanismos para desempenhar corretamente tais funções. São eles: A Filtração Glomerular, Reabsorção Tubular e a Secreção tubular. Nesta seção abordaremos, primeiramente, o processo de filtração Glomerular. O processo de filtração glomerular, como o próprio nome denuncia, acontece na estrutura renal denominada Glomérulo, e é o processo pelo qual o rim faz a filtração de todas as substâncias menores dissolvidas no plasma sanguíneo, retendo quase todas as proteínas e macromoléculas UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA Departamento de Fisiologia e Patologia Discente : Gabriele Lima Serra Curso: Biomedicina Período: 2021.2 Docente: Ideltônio Barbosa Biofísica Básica Biofísica da Função Renal presentes. O néfron é a unidade funcional do rim, e é onde a urina será produzida através do seguinte esquema: Artéria Aferente—Artéria Eferente—Capilares peritubulares—Vasos Retos—Veia renal—Setor de Circulação da Urina—Cápsula de Bowman—Glomérulo—Túbulo proximal—Alça de Henle, ramos descendente e ascendente—Túbulo coletor—Capilar glomerular 1) O sangue vindo da aorta ramifica-se até chegar na artéria renal, a qual entra na estrutura do rim, onde começa a se ramificar até formar a estrutura do glomérulo, dando inicio ao processo da filtração 2) A artéria renal ramifica-se nas arteríolas renal aferentes, elas estendem-se até chegar na cápsula de Bowman, onde irão desembocar nos capilares glomerulares, onde ocorrerá a filtração sob a ação de uma força atuante denominada pressão de filtração. A pressão de filtração é o resultado obtido através da soma da pressão na capsula de Bowman mais a pressão coloidosmótica, as quais sao contrarias á pressão de filtração, subtraindo-se o valor obtido pela pressão sanguínea, a qual é favorável a filtração, obtém-se, portento: Pressão de filtração = Pressão de filtração = pressão do sangue – Pressão de concentração [pressão da cápsula + pressão coloidosmótica]. Ao final, a pressão do sangue supera as outra duas juntas, assim o líquido sai dos capilares glomerulares para a cápsula renal. Essa pressão de filtração, no entanto, é suficiente apenas para expulsar o fluido, e os solutos de pequena massa molecular, que vão constituir o filtrado, pois as frenestas existentes nos capilares glomerulares permitem a passagem apenas água e substâncias dissolvidas, excluindo proteínas e macromoléculas, fator muito importante para a etapa de reabsorção. PARTE 2: EXPLIQUE O MECANISMO DE EQUILÍBRIO ÁCIDO-BASE DO MEIO INTERNO E JUSTIFIQUE A PARTICIPAÇÃO RENAL NESTE MECANISMO A PARTIR DOS PROCESSOS RENAIS DE REABSORÇÃO E SECREÇÃO TUBULAR Como visto anteriormente, o pH do sangue deve estar entre 7,34 e 7,45, pois um aumento do pH sanguíneo acima de 7,45 resultaria em uma alcalose, assim como uma diminuição significativa do pH causaria uma acidose, desta forma o organismo age de forma a manter os valores do pH equilibrados, é o equilíbrio ácido- base. O equilíbrio ácido-base é um evento que depende de um conjunto de fatores regulatórios para funcionar corretamente. A função renal faz a regulação de longo prazo, a função respiratória é responsável pela regulação de curto prazo e o sistema tamponante do sanguíneo com o tampão bicarbonato sendo o principal representante, através do metabolismo vinculado ao bicarbonato, faz a regulação imediata. O tampão carbono/bicarbonato é um sistema tamponante presente nos organismos vivos que consiste na mudança das concentrações de CO2 e HCO3 a partir da seguinte equação: No ambiente sanguíneo, temos a ocorrência desta reação através de um mecanismo compensatório chamado equilíbrio de massas, no qual dióxido de carbono (CO2) associa-se com água (H2O) para formar ácido carbônico (H2CO3), um ácido fraco. O acido carbônico então dissocia-se sobre o efeito da enzima anidrase carbônica, que vai quebrá-lo liberando bicarbonato e próton: HCO3- + H+. Como se trata de uma reação reversível, de forma semelhante porém, no sentido contrário da reação, o bicarbonato (HCO3-) associa-se ao próton (H+) para formar o ácido carbônico, que se quebrará em água e dióxido de carbono (H2O + CO2) A direção para a qual a reação irá se deslocar, é determinada pela concentração de H+ ou CO2, de forma a manter o equilíbrio entre os mesmos caso haja aumento ou diminuição de umas quantidades. Caso haja um aumento na concentração de H+ de forma a diminuir significativamente o pH, a reação se deslocará na direção (do reagente?) contraria para consumir o H+ e aumentar o bicarbonato e formar água e CO2. Já se houver um aumento na concentração de CO2 a reação se deslocará no sentido (do reagente para formar produto?) á consumir o CO2 formando bicarbonato e H+ para que o pH aumente e o sangue fique menos ácido. Esse equilíbrio da reação hora para um lado e hora a para o outro acontece para que o bicarbonato possa se comportar como tampão, isto é, funcione como um agente tamponante. É necessário saber que esta equação nem sempre suportará este pH, pois mesmo o equilíbrio de massas sendo um meio tamponante, ele sempre vai se comportar de forma a manter uma faixa pH variável, com uma maior tendência acidificante do que alcalinizante (É uma reação com tendência para a diminuição do pH). Esta tendência acidificante do pH sanguíneo é um resultadode atos cotidianos, os quais possuem ação acidificante, como a contração muscular que produção de ácido lático ( agente acidificante), a ação hepática que consiste na produção de cetoácidos pelo fígado, o ato alimentar, pelo fato da ingestão de alimentos com ação acidificante ( proteínas que formam aminoácidos, gorduras formadas de ácidos graxos, ácidos nucleicos e etc) entre outros, sendo assim, são necessários mecanismos compensatórios para controlar o equilibrar os níveis de H+ no sangue. A ventilação pulmonar (mecanismo compensatório de curto prazo) utiliza o CO2 como agente de regulação do pH, enquanto que excreção renal (mecanismo compensatório de longo prazo) realiza o controle do pH utilizando-se da manipulação da concentração de bicarbonato a ser excretado na CO2 + H 2O H 2CO3 HCO3− + H+ urina, cada um desses mecanismo compensatórios vai agir com o intuito de diminuir ou aumentar os níveis de H+ para que o pH seja regulado de acordo com a situação sanguíneo, isto é, se este encontra-se em acidose ou alcalose Compensação Homeostática de Curto Prazo: Ventilação Pulmonar É um mecanismo compensatório que ocorre graças aos quimiorreceptores presentes na região bulbar, estes são quimiorreceptores centrais, e determinam a regulação de CO2 através da quantidade que deve ser produzida ou eliminada a mais para a regulação do pH. Existem duas possíveis reações do mecanismo de ventilação, a acidose respiratória e a alcalose respiratória, as duas agirão de forma a aumentar ou diminuir o ato respiratório com intuito de alterar as concentrações de CO2 no sangue, de forma a influenciar a equação de tamponamento carbono/bicarbonato • Acidose respiratória: A ventilação atua eliminando maior quantidade de CO2 do que é produzida, de forma a diminuir a concentração de CO2 para desviar a reação de tamponamento para o consumo de H+ atrelado ao bicarbonato para formar CO2 e água. Isso permite desfazer a tendência acidificante mantendo o pH desejado 1. Quando há uma queda do pH (aumento de H+) de forma que este fique abaixo de 7,35 será observada, então, uma tendência acidificante por parte dos quimiorreceptores presentes no ambiente carotídeo e aórtico 2. Posteriormente á esta percepção um potencial de ação é disparado por neurônios sensoriais aferentes partindo da região dos quimiorreceptores. Eles levarão esta informação ate o centro de controle respiratório bulbar 3. Na região bulbar, o potencial de ação se propagará em neurônios de controle, os neurônios motores somáticos, eles irão transmitir o potencial de ação para os músculos ventilatórios, influindo em um aumento da ação dos mesmos 4. Uma vez que o potencial de ação chega aos músculos ventilatórios, ele provoca tanto o aumento da frequência respiratória (quantidade de movimento respiratórios por minuto) quanto da amplitude respiratória (profundidade da respiração) resultando em um queda na pressão parcial de CO2 (PCO2) 5. Tem-se, portanto, um aumento da resposta á eliminação do CO2, e ao diminuir o teor do mesmo, a equação tamponante irá se deslocar para o lado a consumir H+ pela associação ao bicarbonato, os quais se juntam com o intuito de produzir ácido carbônico 6. O ácido carbônico se dissociará pela atuação da enzima anidrase carbônica, em CO2 e água em uma resposta ao teor acidificante, ou seja, o equilíbrio de massas, uma vez que a queda de dióxido de carbono, também influência a queda de H+ no plasma. A queda do H+, por sua vez, acarreta em um aumento do pH. Este mecanismo, recebe o nome de feedback negativo, ou retroalimentação negativa • Alcalose respiratória (menos frequente): Diminuição da ventilação como solução para diminuir a tendência alcalinizante causada pelo aumento do nível de H+, o qual pode ser influenciação por uma serie de fatores, como aumento da atividade física, por exemplo.. Com a diminuição da eliminação de CO2, há uma aumento da sua concentração no sangue, desta forma a reação de tamponamento desloca-se no sentido de consumir mais CO2 combinando-o com a água para formar maior quantidade de bicarbonato e H+ diminuindo o pH e aumentando acidez do sangue 1. A diminuição do pH sanguíneo será percebida pelos quimiorreceptores bulbares (centrais) 2. Então os interneurônios na região do tronco encefálico propagam o disparo do potencial de ação em neurônios motores, os quais controlam a ação dos músculos respiratórios 3. Os músculos respiratórios são controlados de forma a diminuir sua ação, acarretando na diminuição de frequência e amplitude respiratória, e gerando um aumento do nível de CO2. Este aumento do nível de CO2 não diminui de forma significativa justamente por conta do mecanismo de retroalimentação negativa, o qual responde as concentrações de CO2 4. Este processo acontece continuamente, a cada ciclo respiratório mantendo em equilíbrio as concentrações de CO2 e H+ Compensação Homeostática de Longo Prazo: Excreção renal É um mecanismo compensatório que regula os níveis de H+ através da excreção do bicarbonato pela urina. Pode ocorrer de diferentes formas dependendo do composto que atuara como protagonista • Mecanismo compensatório renal por ação de HPO4- - e NH4 em acidose normal 1. Acido carbônico é quebrado sob ação da anidrase carbônica em H+ e HCO3 2. O HCO3 é transportado para o espaço peritubular, e posteriormente reabsorvido osmóticamente pelo sangue por conta da alta concentração de proteínas (20% maior que em outras regiões do corpo) que criam uma pressão osmótica. 3. Enquanto isso o H+ é transportado pra o espaço da luz do túbulo excretor para ser eliminado na urina, no entanto, chegará um ponto em que a alta concentração de H+ no túbulo irá influenciar o trabalho de concentração a levá-lo de volta para a célula tubulares. Por isso são usadas substâncias tamponantes urinárias, o HPO4- - e NH3 que se associam com ao H+ para que este seja eliminado na urina na forma de H2PO4- e NH4+ ( gerado a partir do metabolismo de aminoácidos). Caracterizando uma ação compensatória renal de longo prazo, pela tendência acidificante normal existente no organismo. Lembrando que a forma de liberar NH4 na urina é a mais comum • Mecanismo compensatório renal pela ação do Sódio 1. Na estrutura do glomérulo de malpigue, adjacente ao túbulo proximal, os capilares glomerulares irão conduzir a filtração, incluindo bicarbonato de sódio 2. Na filtração, o bicarbonato de sódio sofre filtração, se quebrando em sódio + bicarbonato 3. O Na+ será absorvido para a célula tubular, através dos canais vazantes levando carga positiva para célula tubular 4. A célula tubular, age gerando um sistema de antiporte ganhando Na+ e excretando H+ para o túbulo, para equilibrar a entrada de carga positiva 5. O H+ associa-se ao bicarbonato para formar acido carbônico que se quebrará em CO2 + água, os quais serão reabsorvidos para a célula tubular 6. Uma vez na célula tubular, água e dióxido de carbono se associarão por meio da anidrase carbônica, dando origem ao acido carbônico, que novamente se quebrará em H+ e HCO3, os quais serão usados para o antiporte. Observa-se, portanto, um mecanismo no qual o que é perdido, também é recuperado. No entanto, o organismo pode se comportar eliminando oque é perdido em maior grau do que aquilo que é recuperado 7. O sódio entra na célula de forma passiva, e é eliminado de forma ativa através da bomba de sódio e potássio para o espaço peritubular. 8. No processo de saída de sódio há, também, o carregamento de bicarbonato junto a ele 9. Uma vez no espaço peritubular, o sódio e bicarbonato são reabsorvidos osmóticamente para o capilar peritubular • Mecanismo compensatório renal pela ação de amônia através da glutamina 1. A glutamina é metabolizada em amônia a íon amônio e HCO3 - a Glutamina gera em seu metabolismo o ácido αCG (acido alfa-cetoglutárico), este é responsável por gerar HCO3 e NH4 2. Novamente o sódio (Na+) sai da célula por antiporte, mas destavez junto com o NH4, a diferença deste processo para o processo citado anteriormente é que ao invés de H+ ser transportado com o sódio na forma protonada (H+), ele irá sair associado ao NH3 na forma de NH4, secretando, assim H+ e NH4 para a excreção na urina. Já o bicarbonato gerado como produto do αCG, será reabsorvido para o capilar peritubular, novamente, a partir do Na+ e sua bomba de sódio e potássio que o impulsiona para o espaço peritubular, e posteriormente para o capilar peritubular Agora que conhecemos os veículos de associação do H+ na excreção renal poderemos compreender mais claramente os processos de acidose e alcalose metabólicas: • Acidose Metabólica Alto teor de H+, resultando em um pH baixo, portanto a célula está em condição de acidose. Aqui, o H+ é excretado enquanto HCO3 e K+ são reabsorvidos.Este mecanismo compensatório acontece, principalmente, na região final dos túbulos reto-coletores, justamente para que não sobre tempo para que este H+ retorne, isto é, seja recaptado 1. Há uma aumento do nível de H+ no ambiente interno, sendo excretado para o meio intersticial (ambiente peritubular) 2. No ambiente intersticial, esse H+ irá se associar ao bicarbonato para formar ácido carbônico, que se dissociara em agua e CO2 3. H2O+CO2 são transportados para o interior da célula tubular 4. Uma vez no interior celular, ambos são dissociados com o auxílio da anidrase carbônica para formar HCO2 e H+ 5. O bicarbonato é perdido pela célula para o meio intersticial em um processo de antiporte denominado desafios do cloreto, onde o bicarbonato é excretado enquanto que o Cloreto (Cl-) é importado. Já o H+ é eliminado contra o seu próprio gradiente, havendo gasto de energia (ATP) em direção ao lúmen do ducto coletor via bomba de H+ ou pela bomba de H+ e K+, servindo para que não haja tanta perda de caga positiva, ganhando potássio e eliminado H+ em direção ao lúmen para ser excretado na urina 6. Posteriormente o K+ é reabsorvido para o espaço peritubuar, onde será direcionado osmóticamente junto ao bicarbonato para o sangue • Alcalose Metabólica Baixo teor de H+ resultando em um de pH alto, portanto as células estão em alcalose . Aqui, o HCO3 e o K+ são excretados enquanto o H+ é reabsorvido. 1. A anidrase carbônica combina água e CO2 no meio intracelular para formar ácido carbônico 2. O ácido carbônico se dissocia em bicarbonato + H+ 3. O bicarbonato é perdido pelo antiporte, mas desta vez e direção ao lúmen, e o cloreto passa do lúmen para o meio celular, impedindo, assim, a reabsorção do bicarbonato 4. O H+ é eliminado para o meio intersticial pela bomba de H+ e K+, também para as direções contrárias do que iria no caso da acidose, isto é, o H+ vai do meio intracelular para o espaço peritubular, enquanto o K+ vai entra no meio intracelular e é passado para o lúmen do ducto coletor, onde será eliminado na urina