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1 de 10gran.com.br Decreto nº 4.104/2000 LEI ORGÂNICA DA ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA DO ESTADO DO PARÁ DECRETO Nº 4.104/2000 DECRETO N. 4.104/2000DECRETO N. 4.104/2000 DECRETO N. 4.104/2000DECRETO N. 4.104/2000 CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL E CRIA O CONSELHO DE ÉTICA, NO ÂMBITO CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL E CRIA O CONSELHO DE ÉTICA, NO ÂMBITO DA SECRETARIA EXECUTIVA DA FAZENDADA SECRETARIA EXECUTIVA DA FAZENDA Quando esse assunto é cobrado em prova, normalmente a banca não utiliza conceitos emprestados, nem exige interpretação ou explicações. Em regra, o que a banca faz é cobrar a literalidade do texto legal. Ela retira exatamente a informação que consta na norma e a reproduz na prova, substituindo uma palavra ou um termo, ou fazendo alteração. DECRETO N. 4.104, DE 14 DE JUNHO DE 2000DECRETO N. 4.104, DE 14 DE JUNHO DE 2000 TÍTULO I - DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES • Dica 01: Fica instituído o Código de Ética profissional a ser cumprido pelos servidores da Secretaria Executiva de Estado da Fazenda, na forma do anexo que com este baixa. • Dica 02) Fica criado o Conselho de Ética, vinculado diretamente ao Secretário Executivo de Estado da Fazenda, com as seguintes competências: Em uma prova anterior, a banca apresentou a seguinte assertiva: “O Conselho de Ética é subordinado diretamente ao Secretário Executivo de Estado da Fazenda.” Essa afirmação está incorreta, uma vez que o Conselho de Ética não possui relação de subordinação, mas sim de vinculação. I – apreciar cabimento de reexame ou revisão de decisões de julgamentos proferidos em processos disciplinares em que servidores se sintam prejudicados; II – baixar normas sobre ética profissional aos servidores fazendários no tratamento com pessoas ou com o patrimônio público. Obs.: competências devem ser compreendidas no sentido de atribuições. • Dica 03) O Conselho de Ética terá a seguinte composição: A banca costuma cobrar a composição do Conselho de Ética. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 2 de 10gran.com.br Decreto nº 4.104/2000 LEI ORGÂNICA DA ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA DO ESTADO DO PARÁ I – representante do secretário Executivo de Estado da Fazenda; II – titular da Corregedoria Fazendária da Secretaria Executiva de Estado da Fazenda; III – representante dos servidores da Secretaria Executiva de Estado da Fazenda; IV – representante da Procuradoria Geral do Estado; V – representante do Ministério Público Estadual. Deve-se ter cuidado com a composição do Conselho de Ética. Quando esse tema é cobrado em provas, a banca costuma alterar ou retirar uma das autoridades previstas e substituí-la por outra. Já houve prova em que a banca indicou a participação de um representante da Ordem dos Advogados do Brasil no referido Conselho de Ética. Contudo, não há previsão de participação de representante da OAB em sua composição, conforme se verifica no texto normativo. • Dica 04) Os membros do Conselho de Ética serão designados pelo Chefe do Poder Executivo, por indicação dos titulares das entidades representadas. Caso a banca afirme que os membros serão designados pelo Secretário Executivo da Fazenda Estadual, a assertiva estará incorreta. A competência para a designação, nesse caso específico, é do Chefe do Poder Executivo Estadual, ou seja, do Governador. Obs.: ressalta-se que isso ocorrerá após as respectivas indicações. Para fins de prova, a ideia central que deve ser considerada é a de que os membros do Conselho de Ética serão designados pelo Chefe do Poder Executivo. • Dica 05) O Secretário Executivo de Estado da Fazenda, indicará o presidente do Conselho de Ética, escolhido entre os membros mencionados no caput deste artigo. A banca costuma afirmar, nas provas, que a indicação do presidente do Conselho de Ética é atribuição do Chefe do Poder Executivo. Essa afirmação está incorreta. A indicação do presidente do Conselho de Ética é atribuição do Secretário Executivo de Estado da Fazenda. • Dica 06) A participação no Conselho de Ética não será remunerada. • Dica 07) O mandato dos membros será de um ano, permitida a recondução por uma única vez, exceto o do titular da Corregedoria Fazendária, que é membro nato. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 3 de 10gran.com.br Decreto nº 4.104/2000 LEI ORGÂNICA DA ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA DO ESTADO DO PARÁ É necessário ter atenção especial ao prazo estabelecido, que é de um ano. A banca costuma tentar induzir ao erro ao substituir esse prazo por dois anos ou por qualquer outro período diverso do previsto. O membro referido corresponde ao titular da Corregedoria Fazendária, uma vez que se trata de membro nato. Assim, a substituição ocorre apenas quando há mudança no titular da Corregedoria Fazendária. Enquanto permanecer no cargo, o titular integrará o Conselho de Ética. Dessa forma, caso permaneça por quatro anos no exercício da função de corregedor fazendário, integrará o Conselho de Ética durante todo esse período. • Dica 08) As deliberações do Conselho de Ética serão tomadas por maioria absoluta de votos de seus membros. Deliberar corresponde à realização de votações e à tomada de decisões. Assim, as deliberações consistem nas discussões e votações realizadas no âmbito do Conselho de Ética. Considerando que o Conselho é composto por cinco membros, suas decisões, para terem validade, exigem o voto favorável de, no mínimo, três de seus integrantes. • Dica 09) Ao presidente do Conselho de Ética caberá apenas o voto de desempate. Se a votação atingir um contexto em que não haja possibilidade de empate, o presidente não votará. Em síntese, sua participação ocorre apenas nas hipóteses em que seja necessário o voto de desempate. Isso acontece, por exemplo, quando o placar estiver em um a um, hipótese em que o voto do presidente é indispensável para o desempate, bem como quando se exige o mínimo de três votos, considerando que o colegiado é composto por cinco membros. CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONALCÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL CAPÍTULO I - DAS REGRAS DEONTOLÓGICASCAPÍTULO I - DAS REGRAS DEONTOLÓGICAS • Dica 10) São regras deontológicas: ◦ Regras deontológicas são conjuntos de deveres, normas e princípios éticos que guiam a conduta profissional, focando na correção das intenções e ações dentro de uma profissão específica, como no serviço público ou no direito, indo além da simples legalidade para abranger o honesto e o bom para a sociedade, baseando-se em valores como dignidade, decoro, zelo e probidade. I – A moralidade, o decoro, o zelo, a eficácia e a consciência dos princípios ético morais são cânones que devem nortear o servidor público da Fazenda Pública estadual; https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 4 de 10gran.com.br Decreto nº 4.104/2000 LEI ORGÂNICA DA ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA DO ESTADO DO PARÁ Obs.: cânones são pilares fundamentais ou bases. II – O servidor da Fazenda Estadual não poderá desprezar o elemento ético de sua conduta, à luz do Art.37, 4º da Constituição Federal; III – A cortesia, a boa-vontade, o cuidado e o tempo dedicados ao serviço público caracterizam o esforço pela disciplina. Causar dano a qualquer bem pertencente ao patrimônio público, deteriorando-o, por descuido ou má vontade, não constitui apenas uma ofensa ao equipamento e às instalações, mas ao próprio servidor, que é usuário dos serviços públicos. A disciplina deverá nortear, de forma específica, toda a trajetória do agente público. Isso ocorre porque, caso esse agente cause dano a qualquer bem pertencente ao patrimônio público, como, por exemplo, por meio de deterioração ou conduta semelhante, não se estará diante apenas de um dano material. Trata-se, também, de um prejuízo que afeta todo o contexto de funcionamento do serviço público. CAPÍTULO II - DOS PRINCIPAIS DEVERES Quando a banca cobra os deveres em prova, normalmente apresenta um determinado contexto e questiona se aquela situação configura ou não um dever. • Dica 11) Sãodeveres do Servidor: I – exercer as atividades do cargo com zelo, diligência e honestidade, com observância da legislação vigente; II – aplicar a legislação em vigor, sem deixar-se intimidar por tráfico de influência de qualquer ordem; III – evitar críticas à legislação tributária ou a procedimentos fiscais, quando em presença de contribuinte; IV – prestar orientação em matéria de sua competência, mormente aos contribuintes e às autoridades públicas e particulares; Os quatro primeiros deveres do servidor são os mais frequentemente cobrados em provas. V – Zelar pela boa imagem da instituição, sem prejuízo da dignidade do seu pensamento crítico; Obs.: observa-se que tudo isso ocorre sem prejuízo da dignidade do pensamento crítico. VI – relacionar-se, com cordialidade e presteza, com as autoridades superiores e com os contribuintes, mantendo a dignidade e a independência profissional, zelando pelas prerrogativas a que tem direito; https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 5 de 10gran.com.br Decreto nº 4.104/2000 LEI ORGÂNICA DA ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA DO ESTADO DO PARÁ VII – assessorar, orientar e prestar apoio aos colegas, quando solicitado ou quando presenciar qualquer forma de embaraço ao desempenho das funções do fisco; Obs.: observa-se que isso ocorre, evidentemente, quando for solicitado ou quando houver a presença de qualquer embaraço. Trata-se do que se denomina proatividade. VIII – pautar-se, no exercício funcional, pelos princípios da moral, bons costumes, respeito, consideração, urbanidade e solidariedade; IX – julgar-se impedido quando suas tarefas envolverem estabelecimentos ou entidades cujos sócios titulares, acionistas majoritários, administradores, presidentes ou diretores sejam seus parentes, consanguíneos ou afins, ascendentes ou descendentes, em qualquer grau, ou ainda amigos íntimos, ou inimigos; Nesse ponto, o que a banca costuma explorar é a expressão “em qualquer grau”. A banca tende a tentar atribuir um grau específico de parentesco, o que pode induzir ao erro. X – cumprir os prazos legais a que esteja subordinado; XI – respeitar a autoria de iniciativas, trabalhos ou soluções de problemas apresentados por colegas; XII – zelar pelo patrimônio público, especialmente pelo que estiver sob sua responsabilidade direta, denunciando à autoridade competente qualquer dano causado por servidores e terceiros; XIII – informar à Corregedoria Fazendária a ocorrência de ingerência externa ou interna em suas atividades, em virtude de tráfico de influência ou tentativa criminosa; Obs.: sempre que alguém tentar, de alguma maneira, interferir no trabalho que esteja sendo realizado sem possuir qualquer competência para tanto, tal situação deve, evidentemente, ser levada ao conhecimento das autoridades competentes. XIV – comunicar à Corregedoria Fazendária a prática, por parte de servidores, de qualquer proibição ou descumprimento dos deveres funcionais de que venha a tomar conhecimento; Obs.: assim, caso tenha tomado conhecimento da situação, deve comunicá-la, pois, do contrário, inclusive, corre o risco de responder por omissão. XV – informar ao órgão fiscalizador competente a ocorrência de qualquer irregularidade que venha a conhecer em razão do desempenho de suas atribuições, relativamente ao meio ambiente, ao patrimônio histórico, artístico e cultural, à saúde pública e ao Código de Postura e Edificações; Normalmente, a banca costuma cobrar os termos previstos no inciso XV. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 6 de 10gran.com.br Decreto nº 4.104/2000 LEI ORGÂNICA DA ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA DO ESTADO DO PARÁ XVI – informar as demais instituições fazendárias ou não a ocorrência de infração à legislação vigente, especialmente contra a economia popular, no âmbito de suas respectivas especialidade e atribuições; XVII – denunciar ao Ministério Público ocorrência de atos ou práticas de quaisquer crimes contra a ordem tributária de que tenha conhecimento; XVIII – representar junto à autoridade competente, contra a ocorrência da atos ou práticas que concorram para a evasão fiscal, quando incompetente, impedido ou impossibilitado de proceder ação fiscal; XIX - exibir célula de identificação funcional quando no exercício da função. A banca costuma cobrar o que está disposto ao final do inciso XIX. • Dica 12) Resumo da aula: https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 7 de 10gran.com.br Decreto nº 4.104/2000 LEI ORGÂNICA DA ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA DO ESTADO DO PARÁ https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 8 de 1gran.com.br https://www.gran.com.br 9 de 10gran.com.br Decreto nº 4.104/2000 LEI ORGÂNICA DA ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA DO ESTADO DO PARÁ 01. (PROF. EDUARDO GALANTE /DECRETO N. 4.104/2000/PA/2026) No que concerne ao Código de Ética Profissional do Servidor da Fazenda Pública Estadual do Pará, analise as proposições abaixo e assinale a alternativa correta: a) Segundo as regras deontológicas, causar dano a bem pertencente ao patrimônio público por descuido constitui ofensa exclusiva ao equipamento e às instalações, não sendo considerada ofensa à dignidade do servidor ou à disciplina. b) É dever do servidor fazendário julgar-se impedido quando suas tarefas envolverem estabelecimentos cujos sócios sejam seus parentes consanguíneos ou afins, em qualquer grau, excluindo-se deste dever os casos de amizade íntima ou inimizade, que devem ser tratados como mera suspeição. c) No exercício de suas atribuições, o servidor tem o dever de zelar pela boa imagem da instituição, o que implica, por força do princípio da hierarquia, a renúncia ou supressão da dignidade do seu pensamento crítico frente à administração. d) Dentre as vedações impostas ao servidor, inclui-se a de indicar ou insinuar nome de advogado ou contador para contribuinte que esteja sendo fiscalizado, bem como a de permanecer com a cédula de identificação funcional em casos de afastamento ou aposentadoria. e) O Código de Ética estabelece que a não observância das vedações nele previstas ensejará a imediata demissão do servidor, independentemente da abertura de processo administrativo nos termos da Lei n. 5.810/1994, devido à gravidade do desabono ético. a) Isso fere o que está previsto nos artigos 1º e 6º, pois também é considerado uma ofensa à dignidade do servidor e à disciplina. Assim, tem-se que a disciplina deve ser observada ao longo de toda a carreira. b) Também se enquadram nessa regra os casos de amizade íntima ou de intimidade. c) A expressão “sem prejuízo da dignidade do pensamento crítico” não se confunde com denúncia ou com a supressão dessa dignidade. d) Ambas as situações são proibidas, nos termos do artigo 3º, incisos X e XVIII. e) Deve ser observada a obediência ao princípio da ampla defesa. Assim, é necessária a instauração de apuração administrativa adequada, não havendo previsão de demissão sem a abertura do respectivo processo. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br 10 de 10gran.com.br Decreto nº 4.104/2000 LEI ORGÂNICA DA ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA DO ESTADO DO PARÁ GABARITO 01. d � �Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Concursos, de acordo com a aula preparada e ministrada pelo professor Eduardo Galante. A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura exclusiva deste material. https://www.gran.com.br https://www.gran.com.br