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Sistema de 
Segurança 
Pública e Crime 
Organizado
PROF. Artemilson Lago
Poder de Polícia
Trata-se da faculdade de que dispõe a Administração Pública para 
condicionar e restringir o uso e gozo de bens, atividades e direitos 
individuais, em benefício da coletividade ou do próprio Estado.
Pode-se afirmar, contudo, que o poder de polícia é o mecanismo de 
frenagem de que dispõe a Administração Pública para conter os 
abusos do direito individual.
Entretanto, se os representantes da Administração Pública 
extrapolarem os limites da legalidade deverão, observados o 
contraditório e a ampla defesa, sem prejuízo de outras sanções 
previstas em lei, serem punidos pelo crime de abuso de poder ou 
de autoridade
Art. 37, § 6º, da CF: “As pessoas jurídicas de direito público e as 
de direito privado prestadoras de serviços públicos responderão 
pelos danos que seus agentes, nessa qualidade, causarem a 
terceiros, assegurado o direito de regresso contra o responsável 
nos casos de dolo ou culpa”.
 
SEGURANÇA PÚBLICA NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL
Art. 144 - A segurança pública, dever do Estado, direito e 
responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem 
pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, através dos 
seguintes órgãos:
I - polícia federal;
II - polícia rodoviária federal;
III - polícia ferroviária federal;
IV - polícias civis;
V - polícias militares e corpos de bombeiros militares.
VI - polícias penais federal, estaduais e distrital. 
Conforme o Art. 144,§8º,CRFB/88: os municípios poderão 
constituir guardas municipais destinadas à proteção de bens, 
serviços e instalações, conforme dispuser a lei.
* POLÍCIA FEDERAL:
1. apurar infrações penais contra a ordem política e social ou em 
detrimento de bens, serviços e interesses da União ou de suas 
entidades autárquicas e empresas públicas, assim como outras 
infrações cuja prática tenha repercussão interestadual ou 
internacional e exija repressão uniforme, segundo se dispuser em lei.
2. prevenir e reprimir o tráfico ilícito de entorpecentes e drogas afins, 
o contrabando e o descaminho, sem prejuízo da ação fazendária e 
de outros órgãos públicos nas respectivas áreas de competência.
 
 
3. exercer as funções de polícia marítima, aeroportuária e de 
fronteiras.
4. exercer, com exclusividade, as funções de polícia judiciária da 
União 
 * POLÍCIA RODOVIÁRIA FEDERAL E POLÍCIA FERROVIÁRIA 
FEDERAL
Os dois órgãos são permanentes, estruturados em carreira e 
organizados e mantidos pela União.
Polícia Rodoviária Federal: é destinada, na forma da lei, ao 
patrulhamento ostensivo das rodovias federais.
Polícia Ferroviária Federal: é destinada ao patrulhamento ostensivo 
das ferrovias federais
POLÍCIAS CIVIS
Às policias civis, dirigidas por delegados de polícia de carreira, 
incubem, ressalvada a competência da União, as funções de 
polícia judiciária e a apuração de infrações penais, exceto as 
militares.
POLÍCIAS MILITARES 
Às polícias militares cabem a polícia ostensiva e a preservação da 
ordem pública.
 
CORPOS DE BOMBEIROS MILITARES
aos corpos de bombeiros militares, além das atribuições 
definidas em lei, incumbe a execução de atividades de defesa 
civil.
 
 
POLÍCIAS PENAIS
 vinculadas ao órgão administrador do sistema penal da unidade 
federativa a que pertencem, cabe a segurança dos 
estabelecimentos penais. Lembre-se: a polícia penal pode ser 
federal, estadual ou distrital. De acordo com a sua origem.
 
 
* GUARDAS MUNICIPAIS - Artigo 144, parágrafo 8º, CRFB/88
Os Municípios poderão constituir guardas municipais destinadas à 
proteção de seus bens, serviços e instalações, conforme dispuser a lei.
 
“É constitucional, no âmbito dos municípios, o exercício de ações de 
segurança urbana pelas guardas municipais, inclusive o policiamento 
ostensivo comunitário, respeitadas as atribuições dos demais órgãos de 
segurança pública previstas no artigo 144 da Constituição Federal e 
excluída qualquer atividade de polícia judiciária, sendo submetidas ao 
controle externo da atividade policial pelo Ministério Público, nos 
termos do artigo 129, inciso 7º, da Constituição Federal.
 
 FORÇAS ARMADAS – Art. 142, Constituição 
Federal
“As Forças Armadas, constituídas pela 
Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são 
instituições nacionais permanentes e 
regulares, organizadas com base na hierarquia 
e na disciplina, sob a autoridade suprema do 
Presidente da República, e destinam-se à 
defesa da Pátria, à garantia dos poderes 
constitucionais e, por iniciativa de qualquer 
destes, da lei e da ordem”
 
. 
 Ressalva-se que o serviço militar é obrigatório 
para todos nos termos da Lei. 
 As mulheres e os eclesiásticos, em tempo de 
paz, ficam isentos do serviço militar obrigatório, 
podendo se sujeitar a outros encargos que a lei 
lhes atribuir.
 
 
. - Às Forças Armadas compete atribuir serviço 
alternativo aos que, em tempo de paz, depois 
de alistados, alegarem imperativo de 
consciência, entendendo-se como tal o 
decorrente de crença religiosa e de convicção 
filosófica ou política, para se eximirem de 
atividades de caráter essencialmente militar.
- Entende-se por serviço alternativo o exercício 
de atividade de caráter administrativo, 
assistencial ou filantrópico ou mesmo 
produtivo.
- O emprego das Forças Armadas na defesa da Pátria e na 
garantia dos poderes constitucionais, da lei e da ordem, e na 
participação em operações de paz, é de responsabilidade do 
Presidente da República, que determinará ao Ministro de 
Estado da Defesa a ativação de órgãos operacionais.
- Em resumo, as Forças Armadas têm por missão essencial a 
defesa da Pátria e a garantia dos poderes constitucionais, o 
que vale dizer defesa, por um lado, contra agressões 
estrangeiras em caso de guerra externa e, por outro lado, 
defesa das instituições democráticas, pois a isso corresponde 
à garantia dos poderes constitucionais, que, nos termos da 
Constituição, emanam do povo.
Só subsidiária e eventualmente lhes incumbe à defesa da lei e da 
ordem, porque essa defesa é de competência primária das forças de 
segurança pública, que compreendem a polícia federal e as polícias 
civis e militares dos Estados e do Distrito Federal.
Há também a Força Nacional formada por integrantes das 
polícias militares, dos corpos de bombeiros militares, das 
polícias civis e da polícia rodoviária federal podendo intervir, 
em caráter excepcional, nos Estados Membros da Federação 
sob questão relacionada à segurança pública. 
CRIME ORGANIZADO
Conceito: “é o grupo que detém a estrutura hierárquico 
piramidal para a prática de infrações penais, contando com 
uma divisão de tarefas entre membros restritos, 
envolvimento direto ou indireto de agentes públicos, voltado 
para a obtenção de dinheiro e poder, com domínio territorial 
determinado”.
Lei 12.850/13 – Lei de Organizações Criminosas
Art. 1º, § 1º, Considera-se organização criminosa a associação 
de 4 (quatro) ou mais pessoas estruturalmente ordenada e 
caracterizada pela divisão de tarefas, ainda que informalmente, 
com objetivo de obter, direta ou indiretamente, vantagem de 
qualquer natureza, mediante a prática de infrações penais cujas 
penas máximas sejam superiores a 4 (quatro) anos, ou que 
sejam de caráter transnacional.
Potencial ofensivo:
Existe por trás do crime organizado diversas organizações 
criminosas que se comunicam mutuamente e que se 
vinculam, na clandestinidade, a outras manifestações de 
crime organizado, formando uma imensa rede de ilegalidade, 
que se aproveita da banalização dos considerados pequenos 
delitos, da omissão e tolerância do Estado, justificada muitas 
vezes pelo problema social do desemprego, da corrupção de 
agentes públicos, de brechas na legislação e da impunidade.
Principais características:
- Acumulação de poder econômico:
Geralmente as organizações criminosas atuam no vácuo de alguma 
proibição estatal, o que lhes possibilita auferir extraordinários lucros.Estima-se que o mercado envolvendo todas as modalidades de 
criminalidade organizada seja responsável por mais de ¼ (um quarto) do 
dinheiro em circulação em todo o mundo.
- Alto poder de corrupção: O alto poder de corrupção de que dispõem 
essas organizações criminosas é uma das consequências diretas da 
acumulação de riqueza, que é direcionada a várias autoridades de todos os 
poderes do Estado como, por exemplo, Polícia Judiciária, Ministério 
Público, Poder Judiciário, Poder Executivo e Poder Legislativo (corrupção 
política)
Necessidade de “legalizar” o lucro obtido ilicitamente:
- Em que pese existirem variadas e criativas formas de “lavagem” de 
dinheiro, para que possa retornar licitamente ao mercado financeiro. 
Considerada o ponto mais vulnerável das organizações criminosas, a 
necessidade de tornar lícitos os lucros fabulosos obtidos com as práticas 
delituosas representa um problema delicado para as organizações, pois os 
mecanismos de reciclagem são aqueles mais perceptíveis pelas autoridades 
para combatê-las.
Alto poder de intimidação:
A prevalência da “lei do silêncio”, imposta aos seus membros e a pessoas 
estranhas à organização, é mantida com o emprego dos mais cruéis e 
variados meios de violência contra aqueles que ousam violá-la ou contra 
seus familiares, com a finalidade de intimidar outras iniciativas da mesma 
natureza.
 Conexões locais e internacionais:
Após o desenvolvimento do processo de globalização da economia, que 
contribuiu para a aproximação das nações, possibilitando aos grupos que 
ainda operavam paralelamente um novo impulso em suas relações, com 
maiores perspectivas de expandirem seus mercados ilícitos.
Em suma, hoje em dia o crime organizado tem logrado um status 
claramente internacional, especialmente no que se refere ao 
contrabando de drogas.
- A estrutura piramidal das organizações criminosas e sua relação com a 
comunidade:
a divisão de tarefas nesses grupos segue a estrutura empresarial, pois em 
sua base há elevado número de “soldados”, responsáveis pelas mais 
variadas atividades, os quais são gerenciados regionalmente por 
integrantes de média importância que, por sua vez, são comandados e 
financiados por um boss, que não raras vezes utiliza-se de sofisticados 
meios tecnológicos para integrar todos os seus membros.
 Outrossim, quando necessário, para ganhar a simpatia da 
comunidade em que atuam e facilitar o recrutamento de seus 
integrantes, realizam ampla oferta de prestações sociais, 
aproveitando-se da omissão do aparelho do Estado e criando na 
prática um verdadeiro Estado paralelo.
 Modalidades de crime organizado
Dentre as modalidades cita-se, exemplificativamente: roubo a bancos, 
espionagem industrial, roubo de cargas, transporte de valores, 
contrabando, falsificação de produtos, tráfico ilícito de entorpecentes, 
desvio de dinheiro público, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, 
extorsão mediante sequestro.
Obrigado!
Artemilson Lago
@forbac 
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