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Decreto n. 4.104/2000 II
LEI ORGÂNICA DA ADMINISTRAÇÃO TRIBUTÁRIA DO ESTADO DO PARÁ
DECRETO N. 4.104/2000 II
CAPÍTULO III 
DAS VEDAÇÕES
Passa-se a tratar das proibições. No Direito, o termo “vedar” possui o sentido de proibição.
São analisadas as proibições previstas no Código de Ética. Ressalta-se que não se trata das 
únicas proibições existentes, uma vez que há outros documentos que tratam especificamente 
do tema. Assim, no momento da prova, é necessário atentar-se ao enunciado, pois, no caso 
em análise, interessam as proibições que estão previstas no Código de Ética.
O Código de Ética estabelece a seguinte disposição para o contexto analisado.
• DICA 12) É proibido ao servidor:
I – conduzir-se, em sua repartição, de forma incompatível com o exercício do cargo, 
assim considerada, entre outras, a embriaguez, o uso de tóxicos e a incontinência pública 
e escandalosa;
II – concorrer para o desrespeito à lei;
III – recusar fé a documentos públicos;
IV – retirar da repartição sem prévia anuência da autoridade competente, qualquer 
documento ou objeto;
A retirada de serviço ou de documentos para realização fora do ambiente de trabalho, 
sem a devida autorização, pode gerar consequências. Caso essa conduta concorra, por 
exemplo, para o desvio do documento ou qualquer outra irregularidade, ou ainda, se ficar 
comprovado que o ato foi praticado sem autorização, haverá responsabilização. Trata-se 
de ponto que costuma ser frequentemente cobrado em provas.
V – cometer qualquer ato que concorra para o desabono ético de qualquer colega; 
VI – fomentar intriga ou discórdia entre os colegas ou entre estes e a administração fazendária;
Ou seja, contribuir para que se tenha, especificamente, intriga e discórdia, por meio da 
disseminação de conversas que provoquem reações nesse sentido.
VII – promover ou sugerir publicidade de que resulte dano à imagem do fisco estadual;
Ressalta-se que, especialmente em tempos de redes sociais, tal conduta é extremamente 
prejudicial e não é permitida, podendo gerar sérias consequências.
VIII – utilizar pessoal ou recursos materiais da repartição em serviços ou atividades particulares;
Sabe-se que aquilo que é especificamente do serviço não deve ser utilizado em proveito 
próprio. O que é utilizado no serviço deve ser mantido no próprio serviço, sendo empregado 
especificamente no local de trabalho.
IX – permitir atividade mercantil na repartição, dela participar ou com ela transigir;
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Tampouco se admite a realização de trocas. O local de trabalho não se destina ao 
estabelecimento de ponto comercial, não sendo essa a sua finalidade. Muitas vezes há 
confusão nesse sentido, quando o servidor leva ao local de trabalho produtos com a 
finalidade de vendê-los.
X – indicar ou insinuar nome de advogado ou contador, ou de qualquer outro profissional, 
para contribuinte que esteja sendo fiscalizado;
A indicação de profissional não integra as atribuições do cargo. Trata-se de ponto que 
deve ser considerado no momento da prova.
XI – reter abusivamente livros e documentos arrecadados ou processos que lhe tenham 
sido entregues para exame ou informação;
Consiste em manter consigo documento que não necessita permanecer sob sua guarda. 
O uso do documento deve ocorrer apenas pelo tempo exato e para os motivos estritamente 
necessários.
XII – permitir que pessoas desautorizadas preparem ou assinem documentos de sua 
competência;
Consiste em permitir que pessoas não autorizadas preparem ou assinem documentos de 
sua competência. Trata-se da conduta em que o servidor transfere a terceiros atribuições 
que lhe são próprias, o que não é admitido.
XIII – emitir termos de conclusão fiscal especificando procedimento que não tenha realizado;
XIV – praticar autuação por denúncia dolosa;
XV – apor visto dolosamente em livros ou documentos fiscais; 
XVI – utilizar a condição de agente do fisco para alterar indevidamente o curso da ação 
fiscal e do andamento do processo tributário;
XVII – auferir em razão do cargo, qualquer tipo de benefício diverso da remuneração legal;
XVIII – permanecer com a cédula de identificação funcional, nos casos em que estiver 
afastado ou aposentado;
Quando estiver afastado ou aposentado, não é permitida a utilização da cédula. Ela é 
utilizada especificamente quando o servidor estiver em exercício, sendo necessário atentar 
para essa distinção, pois costuma ser cobrada em provas.
XIX – patrocinar, direta ou indiretamente, interesse privado perante a administração 
fazendária, valendo-se da qualidade de autoridade fiscal;
XX – extraviar livro oficial, arquivo magnético, processo ou qualquer documento de que 
tenha a guarda em razão do cargo, sonegá-lo ou inutilizá-lo, total ou parcialmente;
XXI – exigir, solicitar ou receber, para si ou para outrem, direta ou indiretamente, ainda que 
fora da função ou antes de iniciar seu exercício, mas em razão dela, vantagem indevida, ou 
aceitar promessa ou vantagem para deixar de lançar ou cobrar tributo, ou cobrá-lo parcialmente.
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• DICA 13) A não observância do disposto neste artigo ensejará a regular apuração 
administrativa, nos termos da Lei n. 5.810, de 24 de janeiro de 1994.
Há situações que podem ensejar, inclusive, ações de outra natureza. Em geral, quando 
a banca aborda esse tema em prova, costuma concentrar a cobrança nessas proibições.
Supondo que o servidor tenha cometido qualquer uma dessas vedações, haverá a devida 
apuração administrativa. Será instaurado o procedimento administrativo competente para 
apurar a autoria e a materialidade e, se for o caso, aplicar as sanções cabíveis.
CAPÍTULO IV 
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS
• DICA 14) Pelo exercício irregular da função pública, o servidor responde penal, civil 
ou administrativamente.
O servidor poderá responder nas esferas penal, civil e administrativa. A responsabilidade 
penal ocorre quando o ato praticado for caracterizado como crime ou contravenção. 
A responsabilidade civil se configura quando houver prejuízo, entendido como dano causado 
ao Estado ou a terceiro, por culpa ou dolo. A responsabilidade administrativa decorre da 
prática de transgressão disciplinar. Ressalta-se que é possível a responsabilização simultânea 
do servidor, pela mesma conduta, nas três esferas.
• DICA 15) Aos servidores da Secretaria Executiva de Estado da Fazenda aplicam-se 
as disposições do Regime Jurídico dos Servidores.
• DICA 16) É direito de qualquer cidadão que tiver ciência de descumprimento de deveres 
ou de violação às proibições e impedimento constantes destas normas denunciar o 
fato ao órgão competente.
Há referência à utilização do regime jurídico, hipótese em que a banca tende a indicar 
resposta negativa. Destaca-se, ainda, outro ponto relevante: trata-se de direito, e não de 
garantia. A banca costuma substituir o termo “direito” por “garantia” e o termo “cidadão” 
por “contribuinte”. Contudo, não se trata de garantia nem se restringe ao contribuinte.
É direito de qualquer cidadão que tenha ciência do descumprimento de deveres ou de 
violações às proibições e impedimentos previstos nessas normas denunciar o fato ao órgão 
competente. 
Assim, ao tomar conhecimento de conduta contrária às normas mencionadas, o cidadão 
possui o direito de comunicar o ocorrido às autoridades competentes.
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• DICA 17) RESUMO DA AULA
Apresenta-se um resumo específico sobre os assuntos tratados ao longo da aula, com 
a finalidade de facilitar a compreensão. Trata-se do mesmo conteúdo do mapa mental. 
Também são abordadasas vedações. Embora o material esteja apresentado em tamanho 
reduzido, o conteúdo já foi explicado e, ao ampliar o material, é possível identificar essas 
informações na parte correspondente.
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02. (PROF. EDUARDO GALANTE/DECRETO N. 4.104.2000/PA/2026) Com base no Decreto n. 
4.104/2000, analise a conduta ética esperada do servidor da Fazenda Estadual quanto ao 
patrimônio e às obrigações de denúncia:
a) Deteriorar um bem público por descuido é uma infração que atenta apenas contra o 
patrimônio material da repartição.
b) O servidor tem o dever de informar à Corregedoria Fazendária qualquer tentativa de 
tráfico de influência, seja ela proveniente de fontes externas ou de dentro da própria 
administração.
c) No caso de crimes contra a ordem tributária, o servidor deve representar apenas à sua 
chefia imediata, cabendo a esta a decisão de acionar o Ministério Público.
d) O zelo pela imagem da instituição impede que o servidor manifeste qualquer tipo de 
pensamento crítico sobre a gestão fazendária.
e) A cortesia e a boa vontade são consideradas faculdades do servidor, não interferindo na 
caracterização da disciplina funcional.
a) Atenta-se também à disciplina, não se restringindo exclusivamente ao patrimônio material.
Apresenta-se a orientação de que, em provas de legislação, muitos candidatos riscam o 
termo considerado incorreto e escrevem, sobre ele, o termo correto, o que aumenta o 
tempo gasto na prova. Recomenda-se apenas riscar o termo incorreto, sem substituí-lo. 
O tempo é fator relevante no momento da prova. Caso seja necessário retornar à questão, 
o termo riscado já indica que está excluído. Também se ressalta que não é necessário citar 
artigos durante a prova, sendo essa prática indicada apenas no momento do estudo, para 
facilitar a compreensão. Provas de legislação costumam ser extensas.
b) Trata-se de dever funcional.
c) A norma mencionada estabelece a denúncia direta ao Ministério Público em situações que 
envolvam crimes contra a ordem tributária. Quando há referência a crime, a comunicação 
é direcionada ao Ministério Público, não à chefia imediata.
d) Ressalta-se a existência da garantia do pensamento crítico, observados limites e regras 
que devem ser obedecidos.
e) Esses elementos são relacionados ao esforço pela disciplina funcional.
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03. (PROF. EDUARDO GALANTE/DECRETO N. 4.104.2000/PA/2026) Sobre os critérios de 
imparcialidade e impedimentos previstos no Código de Ética, identifique os limites da 
atuação do servidor:
a) O impedimento do servidor ocorre apenas em relação a parentes consanguíneos de 
primeiro grau (pais e filhos). 
b) A amizade íntima ou a inimizade com sócios de entidades fiscalizadas não gera impedimento 
legal, devendo o servidor atuar normalmente para não atrasar o serviço.
c) O servidor deve pautar-se pela solidariedade e urbanidade, o que o obriga a omitir falhas 
técnicas de colegas para preservar a união do grupo.
d) É dever do servidor prestar orientação tanto a autoridades públicas quanto a particulares 
e contribuintes, dentro de sua área de competência.
e) O cumprimento de prazos legais é uma recomendação ética, mas sua inobservância não 
configura descumprimento do Código se houver excesso de demanda.
a) Nesse caso, o impedimento abrange parentes em qualquer grau, não se restringindo 
apenas ao primeiro grau.
b) Essa situação gera impedimento.
c) Afirma-se que não há dever de omissão, havendo o dever de relatar tais falhas.
d) Registra-se que se trata de dever do servidor, sendo a alternativa considerada coerente 
com o conteúdo abordado.
Ressalta-se que a banca não reproduz literalmente artigos, incisos e parágrafos, mas cobra 
a aplicação da ideia contida nas normas, exigindo a aplicação da literalidade do que foi 
aprendido.
04. (PROF. EDUARDO GALANTE/DECRETO N. 4.104.2000/PA/2026) Avalie as proibições 
impostas aos agentes do fisco estadual e as consequências de sua inobservância:
a) É permitido ao servidor indicar nomes de contadores de sua confiança para auxiliar 
contribuintes que estejam sob fiscalização, visando a regularização tributária.
b) A utilização de recursos materiais da repartição em atividades particulares é permitida, 
desde que não haja dano ao patrimônio.
c) A prática de autuação por denúncia dolosa e o extravio de livros oficiais são condutas 
vedadas que podem sujeitar o servidor a responsabilidades nas esferas penal, civil e 
administrativa.
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d) O servidor aposentado tem o direito de permanecer com sua cédula de identificação 
funcional como recordação do tempo de serviço ativo.
e) O patrocínio de interesse privado perante a administração fazendária é permitido, desde 
que o servidor não utilize sua influência direta sobre o colega que analisa o processo.
a) Aponta-se a existência de erro, pois a indicação de profissionais a contribuintes fiscalizados 
constitui vedação expressa, não sendo permitida.
d) Afirma-se que não há esse direito, sendo proibida a posse da cédula funcional por 
aposentados, não podendo o servidor permanecer com ela.
e) Não é permitido, ainda que o servidor não utilize influência direta sobre o colega responsável 
pela análise do processo. 
GABARITO
02. b
03. d
04. c
Este material foi elaborado pela equipe pedagógica do Gran Concursos, de acordo com a aula 
preparada e ministrada pelo professor Eduardo Galante.
A presente degravação tem como objetivo auxiliar no acompanhamento e na revisão do conteúdo 
ministrado na videoaula. Não recomendamos a substituição do estudo em vídeo pela leitura 
exclusiva deste material.
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