Prévia do material em texto
Noções de criminalística e técnicas de entrevista prévia PROF. Artemilson Lago Introdução Duas ciências se dedicam ao estudo do crime, que existe desde o início da humanidade, são eles: CRIMINOLOGIA e a CRIMINALÍSTICA. A criminologia se dedica a estudar as razões que levaram o indivíduo a cometer um crime ou a viver no crime por toda sua vida. Essas razões podem ser pessoais ou sócio-econômicas. Criminalística - Estudo da investigação criminal. Ciência que objetiva o esclarecimento dos casos criminais. Entre suas atribuições, contam-se o levantamento do local o delito, a colheita de provas e as perícias respectivas. Estuda o crime depois de praticado, visando o levantamento de provas com o objetivo de identificar o criminoso ou criminosos para colaborar com a investigação. Local de crime Sempre que ocorre um crime, o policial e o vigilante devem tomar providências. Se o policial assumiu a ocorrência, o vigilante não atua, podendo apenas auxiliar a pedido daquele. O vigilante atua imediatamente, até a chegada da polícia, vez que a segurança privada é atividade complementar à segurança pública. Importante: a atividade do vigilante deve ser somente no local vigilado e ficar adstrita ao conceito “intramuros”, ou seja, na vigilância patrimonial é dentro do prédio e/ou do terreno vigiados, nas atividades em deslocamento em via pública ou espaços públicos (transporte de valores, escolta armada e segurança pessoal) é o perímetro de cada modalidade verificado ao caso concreto. Local de crime Local de crime : É todo local onde tenha ocorrido um crime previsto pelo Código Penal. O local onde ocorre um crime deve ser preservado pelo vigilante, de forma a possibilitar à Polícia a coleta das provas materiais para a ação penal. Finalidade Proteger todos os vestígios que possam ser relacionados com a ocorrência: o suspeito instrumento da ocorrência, a forma de atuação, etc., para que o perito possa fazer a perícia Classificação dos locais de crime Internos – São aqueles confinados por paredes e coberturas; são protegidos das intempéries (sol, ventos, chuva, etc.) Externos – São os que se encontram a céu aberto, expostos à intempéries . Ambiente Imediato – Trata-se do local da ocorrência. Ambiente Mediato – Local próximo ao ambiente e que tenha vestígios que possam ser considerados na investigação. O local de crime pode ser alterado de três formas: Por Adição – Quando alguém, inclusive a autoridade policial, introduz suas impressões digitais em objetos encontrados no local do crime. Por Subtração – É muito comum; muitas vezes, de forma dolosa ou culposa, o próprio agente pode retirar do local objetos que interessem à investigação. Por Substituição – A subtração de um objeto, substituindo-o por outro, altera gravemente os indícios. Providências a serem tomadas após um crime: 1. Salvar vidas. 2. Deter as partes envolvidas. 3. Acionar a polícia. 4. Comunicar ao Supervisor imediato (Empresa). 5. Proteger os vestígios que poderão desaparecer. 6. Não deixar que pessoas não autorizadas entrem no local. 7. Não mexer nos instrumentos do crime, principalmente armas. Providências a serem tomadas após um crime: 8. Isolar o local do crime. 9. Arrolar testemunhas. 10. Coletar provas que estão fora do perímetro de isolamento e que podem desaparecer antes da chegada da polícia técnica. 11. Observar e descrever pessoas, armas, veículos, coisas, área, locais específicos, bem como reconstituir mentalmente a ocorrência. 12. Elaborar o relatório. Dentre os problemas mais graves para os peritos criminais em realizar a perícia em local de crime é o mau isolamento e preservação adequada do cenário, o que não garante as condições para a realização do exame pericial. A curiosidade das pessoas, o despreparo do vigilante, do policial e da autoridade policial, são outros fatores que contribuem muito para o desaparecimento de vestígios e provas, inviabilizando a boa perícia. A preservação das peças a serem submetidas a exame pericial consiste em não tocar em armas, objetos, vítimas, móveis ou roupas existentes no local em que ocorreu o crime, bem como em manchas de sangue, impressões em geral etc… nem permitir que outra pessoa o faça até a chegada da polícia e a passagem da ocorrência. A área a ser isolada parte do ponto onde estiver a maior concentração de vestígios até além do limite onde se encontre o último detalhe visualizado numa primeira observação. Essa área, possivelmente, terá formato irregular, não se podendo estabelecer tamanho ou espaços prévios. É mais prudente proceder ao isolamento tomando-se um pequeno espaço além do limite dos últimos vestígios visualizados, os chamados locais mediatos. Obs: Às vezes alguns vestígios podem desaparecer antes do isolamento do local ou da chegada da polícia, por ação de pessoas curiosas ou por eventos da natureza (chuva, fogo, vento, calor, frio), nesse caso, o vestígio deverá ser recolhido imediatamente e entregue à polícia tão logo ocorra a sua chegada, bem como um relato de como aquele objeto foi arrecadado. O que são vestígios? Marca ou sinal deixado, pegada, elemento material encontrado no local do crime (corpo, casaco, bolsa), instrumento do crime que pode vir a provar a autoria ou a culpabilidade do acusado. Vestígios se diferenciam de evidências, de indícios e de provas. Evidências: é a certeza obtida pela observação e raciocínio. Qualidade daquilo que é evidente, daquilo que todos podem verificar, que não se pode duvidar de sua verdade, que é clara e manifesta por si mesma, não podendo ser contestada ou refutada. Indício: é o vestígio, evidência, circunstância conhecida, formalmente trazidos aos autos do inquérito policial para se constituir em prova a fim de se chegar ao conhecimento do fato delituoso e apuração da autoria. Comprova o fato e indica o autor do crime. Prova: é a demonstração da existência da verdade real. Prova material: quando há elemento físico, vestígio provado em relação ao fato e autoria; Prova documental: quando há documento escrito, fotografia, formulário; Prova pericial: quando produzida por peritos criminais, consubstanciada em laudo pericial; Prova testemunhal: quando resultante de depoimentos, declarações e interrogatórios; Prova confissão: quando o criminoso confessa o crime e esta circunstância é condizente com as demais provas dos autos do processo; MÉTODOS DE OBSERVAÇÃO, MEMORIZAÇÃO E DESCRIÇÃO É de grande importância que o homem de segurança aplique regras de observação e descrição de pessoas, coisas e fatos em seu local de trabalho. O caráter preventivo do trabalho do vigilante é feito, basicamente, a partir dessa observação que, além disso, serve para ajudar a elucidar qualquer crime que venha a ocorrer em seu setor. MÉTODOS DE OBSERVAÇÃO, MEMORIZAÇÃO E DESCRIÇÃO O vigilante que exercer suas atividades numa portaria, deve saber identificar. Pessoas, Materiais e Veículos- a)Documentos oficiais, b)Documentos emitidos pela própria empresa para a identificação de seus funcionários(crachás) e visitantes, c)Identificação de Materiais: o vigilante deve controlar a entrada e saída de materiais, através de formulários ou esquemas montados pelas empresas; d)Identificação de Veículos: Princípios Básicos de Observação Quando se observa uma pessoa com o objetivo de posterior identificação, deve-se partir da observação geral, passando para aspectos pormenorizados e sinais particulares. *Características Gerais: são características gerais do indivíduo, sem muitos detalhes. Exemplo: sexo, cor, altura, idade, porte físico, voz Princípios Básicos de Observação * Aspectos pormenorizados: são características mais detalhadas, que estão aparentes e podem ser descritas se bem observadas. Exemplo: tipo de cabelo, cor dosolhos, tipo de nariz, tipo de bigode * Sinais particulares: são verdadeiros detalhes que diferenciam uma pessoa da demais e que são de fundamental importância para sua identificação. Exemplo: uso de óculos, cicatriz, manchas sinais de nascença, defeitos físicos, tatuagens. TÉCNICAS DE ENTREVISTA “Entrevista é uma conversação relativamente formal com o propósito de obter informação”. A entrevista investigativa é, portanto, uma conversação mais ou menos formal, que tem por finalidade Recolher dados (obter informes); Informar (fornecer conhecimento); Influir sobre a conduta do entrevistado (motivar, orientar, aconselhar, persuadir, etc.). TÉCNICAS DE ENTREVISTA A entrevista é um método de investigação aplicada em conjunto com a observação e a participação, com o fim de coletar dados, informações e ajudar na apuração dos fatos e autoria de um evento criminoso. * observação: se dá sobre o comportamento da pessoa do entrevistado, para notar como reage às perguntas. Se a suspeita recai em um pessoa e ao ser entrevistada fica nervosa e começa a dar respostas evasivas. São circunstâncias que devem ser descritas no relatório do entrevistador. TÉCNICAS DE ENTREVISTA * participação: resulta da coleta de informações e dados quando duas ou mais pessoas trocam ideias e formam um convencimento sobre a realidade dos fatos. Exemplo: o vigilante troca ideias com o colega e com funcionários da agência bancária que acabou de ser assaltada. Importante: na abordagem o vigilante deve se ater a perguntas lógicas e diretas. Por não ser investido do poder de polícia não deve “apertar” o entrevistado, nem fazer jogo psicológico, sob pena de constrangê-lo. DROGAS As drogas são utilizadas pelo homem, há séculos, para o tratamento de enfermidades ou para alterar o estado da mente. Inicialmente, eram retiradas da natureza, e as folhas secas eram o principal recurso no tratamento de doenças. Atualmente, muitas dessas drogas são sintetizadas em laboratórios. De acordo com o ponto de vista legal Legal: quando sua venda e consumo são liberados. No entanto, podem ocorrer algumas restrições para venda. É o caso, por exemplo, da venda de medicamentos apenas com receitas médicas. Ilegal: quando a sua venda e seu consumo são proibidos, assim, tanto o consumidor quanto quem comercializa a droga estão sujeitos a sanções penais. É o caso da maconha, cocaína, entre outras. De acordo com a origem: Naturais: são extraídas da natureza, como a maconha e o tabaco Sintéticas: quando são produzidas em laboratório, não apresentando substâncias naturais em sua composição. É o caso do ecstasy, também conhecido como “bala”. Semissintéticas: são produzidas em laboratório, mas contêm substâncias naturais em sua constituição.Um exemplo é a heroína, produzida a partir do ópio, proveniente da papoula. De acordo com os efeitos produzidos no sistema nervoso central: Depressivas: diminuem as atividades no cérebro, com isso o indivíduo sente sono, diminuição da atenção, perda de reflexo, entre outros efeitos. Exemplos de drogas depressivas são os medicamentos anestésicos, antipsicóticos, anticonvulsivantes, analgésicos, álcool, solventes, ansiolíticos, entre outros. De acordo com os efeitos produzidos no sistema nervoso central: Estimulantes: agem aumentando as atividades cerebrais, deixando o indivíduo em estado de alerta e agitado. São exemplos dessas drogas a anfetamina, a cocaína, entre outras. Perturbadoras: afetam o funcionamento do sistema nervoso central e têm efeitos diversos, como a perda dos sentidos, alucinações, entre outros. São exemplos dessas drogas a maconha, as drogas sintéticas (como o ecstasy e o LSD), entre outras. Efeitos do uso da maconha Efeitos do uso da cocaína A CURTO PRAZO. Perda de apetite, aumento da pressão arterial, náuseas ansiedade e paranoia, depressão, alta fissura por mais droga, apresentando comportamento violento, euforia, alucinações... A LONGO PRAZO. Danos ao cérebro, Problemas sexuais, Danos renais e nos pulmões, Desgaste dos dentes, Hemorragia cerebral e insuficiência cardíaca Crack O crack é um subproduto da cocaína, um produto derivado da pasta base da droga. O que seria a sobra do processo da cocaína é combinado com outros materiais até formar o Crack. Principais efeitos: Ansiedade, irritabilidade, agitação, insônia, perda de apetite, antes x depois Consequências do uso de drogas na família A dependência química faz com que o indivíduo esteja sempre em busca do consumo da droga, o que pode afetar suas relações profissionais, afetivas e familiares. O dependente químico, muitas vezes, não consegue mais trabalhar, relacionar- se, o que faz com que muitas famílias acabem sendo desestruturadas. É importante destacar que o dependente químico não deve ser marginalizado, ele deve ser tratado como um indivíduo que precisa de ajuda para que, com tratamento adequado, possa retomar a sua qualidade de vida. Obrigado! Artemilson Lago @forbac Slide 1 Slide 2 Slide 3 Slide 4 Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8 Slide 9 Slide 10 Slide 11 Slide 12 Slide 13 Slide 14 Slide 15 Slide 16 Slide 17 Slide 18 Slide 19 Slide 20 Slide 21 Slide 22 Slide 23 Slide 24 Slide 25 Slide 26 Slide 27 Slide 28 Slide 29 Slide 30 Slide 31 Slide 32 Slide 33 Slide 34 Slide 35 Slide 36