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Relacionamento profissional interdisciplinar em saúde Você vai conhecer como desenvolver habilidades sociais e sua relevância na construção de relações profissionais eficazes e socialmente competentes. Profa. Adriana Bonneterre Pimentel de Oliveira1. Itens iniciais Propósito Compreender conceito de habilidades sociais e sua função nas relações interpessoais que possam promover a construção de estratégias, as quais conduzam à excelência nos relacionamentos com gestores, pares e clientes. Objetivos Reconhecer os conceitos gerais referentes às habilidades sociais. Identificar os padrões do trabalho em equipe. Reconhecer as diferenças entre a multi e a interdisciplinaridade na área de saúde. Introdução Abordaremos desenvolvimento das habilidades sociais, um assunto complexo que envolve questões humanas e de relacionamentos. Porém, daremos ênfase às relações profissionais para entendermos como a competência social pode aumentar a produtividade. Apresentaremos também como trabalhar em equipe, destacando de que forma pessoas com diferentes perspectivas podem ser produtivas. Estudaremos os desafios da multi e da transdisciplinaridade, explorando as suas diferenças e a complexidade dessa interface de saberes, principalmente os relacionamentos interprofissionais em saúde.1. Habilidades sociais processo de desenvolvimento humano Acontece a partir de três dimensões: Dimensão física: refere-se ao nosso corpo. Dimensão cognitiva: relaciona-se à nossa capacidade de aprendizagem. Dimensão psicossocial: diz respeito ao nosso comportamento e ao nosso estado emocional e à nossa capacidade de nos relacionarmos. Quando nascemos, cada um de nós vive em um contexto de vida diferente, e isso influencia o nosso desenvolvimento. A infância marca o início do desenvolvimento e é um momento de grande importância no ciclo de vida. Nossas primeiras experiências possuem grande força, que impacta as próximas fases do nosso ciclo de vida, ou seja, a adolescência, a fase adulta e a velhice. Exemplo Imagine uma criança que viveu sua infância em um contexto de guerra. Ela terá uma visão de mundo diferente daquela que nunca esteve em uma situação como essa. Nesse caso, estamos falando de uma influência histórica, de um tempo, e isso nos ajuda a entender as diferentes formas de percepção de cada indivíduo. Analise outra situação: existem crianças que vivem em lares acolhedores, ao passo que outras não tiveram essa oportunidade. Suas percepções com relação à estrutura familiar serão diferentes. Essas informações são importantes, pois nos ajudam a compreender como construímos nossa realidade psíquica e nossas habilidades sociais. Por que pensamos diferente um dos outros? Nossa visão de mundo organiza-se a partir dos estímulos captados por nossos sentidos: visão, olfato, paladar, tato e audição. Eles conectam nosso mundo interior ao exterior e são algo semelhante para todos durante processo sensoperceptivo. Vejamos como é composto processo sensoperceptivo!Estímulo Processo fisiológico comum a todos, por exemplo, o meio ambiente. Sentidos Processo fisiológico comum a todos, envolvendo a visão, o olfato, o tato, o paladar e a audição. Funções cognitivas Processos de significação individual, como a atenção, o pensamento, a percepção, a linguagem, a emoção, a motivação, a memória e a cognição. Significação Processo de significação individual que ocorre na realidade psíquica de cada indivíduo, tornando-nos únicos em nossa própria experiência. Quando as informações apreendidas são processadas pelas funções cognitivas, cada um cria sua realidade interna, tendo uma percepção de si, do outro e do mundo. Expressamos nossos pensamentos e nossas emoções de forma única e selecionamos e memorizamos fatos diferentes da mesma experiência de acordo com aquilo a que damos mais atenção. Até quando falamos de gêmeos idênticos podemos perceber que as formas de aprendizagem diferenciam-se. Esse processamento ocorre em um piscar de olhos. Nosso desenvolvimento biopsicossocial é influenciado pelo nosso temperamento (biológico), isto é, por características inatas, que são potencializadas, ou não, pelo meio em que estamos inseridos. meio é composto por estruturas como a família, a escola, a cultura, as regras e os valores de uma sociedade. Fatores associados ao desenvolvimento Veja, neste vídeo, os fatores que influenciam nossa concepção de mundo e nossa realidade psíquica ao longo de nosso desenvolvimento. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Atividade conceitual Os pais de Maria tinham um relacionamento afetivo e respeitoso, valorizando a comunicação aberta, apoio mútuo e a resolução pacífica de conflitos. Ela sempre observou esses comportamentos. Em sua comunidade, que celebrava a diversidade, ela interagia com crianças de diferentes etnias, culturas e realidades socioeconômicas. Ela se comunicava de forma eficaz, construtiva e empática. Essa base se manteve durante a adolescência, e Maria continuou a desenvolver suas habilidades sociais. No entanto, nem todas as crianças têm mesmo privilégio.Considere outra criança. João foi criado em um ambiente familiar disfuncional, marcado por conflitos constantes e falta de apoio emocional. Sua comunidade era muito fechada, com pouco contato com a diversidade e outras culturas. Sua visão de mundo e sua capacidade de interagir com pessoas diferentes eram limitadas. Atualmente, João tem grande dificuldade de conviver com pessoas em geral, especialmente com aquelas que têm perspectivas e costumes diversos. Ele tende a ser muito agressivo e reativo, sem conseguir se adaptar às demandas do seu dia a dia. exemplo de Maria destaca como as experiências da infância, influenciadas pelo ambiente cultural, familiar e social, moldam a visão de mundo e as habilidades sociais ao longo da vida. ambiente em que uma criança cresce desempenha significativo papel no seu desenvolvimento biopsicossocial e afeta sua capacidade de relacionar-se com os outros, resolver conflitos e adaptar-se a diferentes situações sociais. Analise qual alternativa representa melhor que podemos compreender a partir do caso do João. A A forma como as experiências da infância moldam a visão de mundo e as habilidades sociais ao longo da vida, destacando a importância do ambiente cultural, familiar e social no desenvolvimento biopsicossocial. A influência dos estímulos sensoriais na formação da realidade psíquica individual, enfatizando a importância das funções cognitivas na percepção do mundo. c A diferença na percepção de indivíduos que vivenciaram contextos de exclusão em comparação àqueles que cresceram em lares tolerantes, enfatizando como essas experiências moldam nosso comportamento. D A formação da personalidade a partir do temperamento biológico, entendendo que o ambiente em que estamos inseridos pode potencializar ou não essas características inatas. E A importância da infância como fase não crucial no ciclo de vida, enfatizando como as primeiras experiências impactam as fases subsequentes, como a adolescência, a fase adulta e a velhice. A alternativa A está correta. caso evidencia a importância das experiências da infância na formação de visão de mundo e habilidades sociais ao longo da vida, destacando a influência do ambiente familiar, cultural e social no desenvolvimento biopsicossocial. Habilidades e competências sociais As informações adquiridas do meio externo têm relevância na construção de quem somos, pois o desenvolvimento (ou a potencialização) de nossas habilidades sociais está diretamente ligado a esses dados(ou estímulos). Vamos considerar a importância dessa influência nas relações profissionais e no alcance da competência social. Almir e Zilda Del Prette são pesquisadores e referências no estudo das habilidades sociais (HS). Assim, utilizaremos seu conceito de HS para compreendermos sua importância nas relações humanas, principalmente, no meio profissional. As habilidades sociais constituem classes específicas de comportamento presentes no repertório de um indivíduo que lhe permitem lidar de forma competente com as demandas de situações interpessoais, favorecendo um relacionamento saudável e produtivo com outras pessoas. (DEL PRETTE, 2005) É durante as nossas interações sociais que temos a oportunidade de desenvolver nossas habilidades sociais. Confira, a seguir, mais detalhes! Exemplo Os pais, às vezes, dizem: "não pegue o brinquedo do seu amigo sem pedir", "espere a sua vez, ele está falando" ou "você é capaz, tente, estou aqui!". Essas orientações são formas de ajudar a construir repertório mencionado por Almir e Zilda Del Prette. Falas como essas causam impacto na formação da autoestima, da segurança, da tolerância, da empatia e de tantas outras habilidades necessárias para que nossas relações possam ser saudáveis e produtivas. A qualidade de nossas primeiras relações com o ambiente afetará a formação das habilidades necessárias para que possamos nos relacionar de maneira saudável e produtiva. Porém, essa não é uma posição determinista; afinal, temos nosso temperamento, que é inato. Portanto, mesmo que início da vida de alguém seja difícil, a mudança de percurso é possível. Exemplo Duas crianças de uma mesma família são criadas em situações adversas. Uma delas consegue ressignificar sua história e construir relações saudáveis e produtivas; a outra, não. Na prática, a habilidade necessária para uma vida funcional e saudável desenvolve-se a partir do processo educacional e da qualidade das relações que estabelecemos desde que nascemos. Se somos nutridos psicológica e emocionalmente, conseguimos construir relações produtivas que trazem qualidade de vida e desenvolvimento pessoal. Quantos de nós não ouviram alguém dizer "minha infância foi difícil, mas meus pais souberam nos educar. Faltava comida, mas amor não". Não são as faltas materiais que causam mais danos, mas, sim, as afetivas.Amor, no exemplo citado, também se refere a limites, que são necessários para que a capacidade de tolerância muito útil na fase adulta seja exercitada. No dia a dia, temos a todo instante demandas ou situações que exigem escolhas e posicionamentos. A qualidade das repostas que damos e seus resultados são que define nossa competência social. Para responder a uma determinada demanda, o primeiro passo é compreender o que é solicitado. Para isso, é preciso estar atento e disponível à auto-observação e à análise do que está ao nosso redor. Uma leitura equivocada da demanda pode transformar o indivíduo em um incompetente social. Veja a seguir os pontos que podem atrapalhar a boa interpretação do ambiente! Ansiedade. Crenças errôneas, ou seja, aquilo que pensamos de nós mesmos, do outro e do mundo e que está desajustado da realidade, além de o contexto e emocional. Com esse esclarecimento e com um bom repertório de habilidades sociais, você terá muitas possibilidades de responder adequadamente à demanda solicitada, atingindo seus objetivos e estabelecendo relações interpessoais saudáveis e produtivas. Isso levará você a um patamar diferenciado, já que, atualmente, cada vez mais são requeridas habilidades de trabalhar em grupo e sob pressão, além de liderança e assertividade, entre outras. Se ao longo de sua vida você não teve a oportunidade de desenvolver essas habilidades, por diversos motivos, isso ainda é possível a qualquer momento. Somos seres dinâmicos e em constante aperfeiçoamento. Acompanhe o que é necessário para desenvolver essas habilidades! Conhecer suas fragilidades e trabalhar para superá-las. Desenvolver suas potencialidades para fazer bom uso delas. Partindo para universo organizacional, vamos considerar a abordagem de Idalberto Chiavenato, reconhecido por suas contribuições na área da administração e dos recursos humanos. Uma organização é definida como sistema de atividades conscientemente coordenadas entre dois ou mais indivíduos. A cooperação entre eles é essencial para a existência da organização (Chiavenato, 1998). Em uma organização, lidamos com diversas realidades psíquicas. Isto é, várias pessoas que cresceram construindo suas percepções de acordo com seu temperamento e segundo o meio em que viveram. Todos os funcionários de uma instituição chegaram ao mundo adulto e do trabalho com fraquezas e potencialidades, e há óbvias diferenças entre elas. Isso exige de nós, seres sociais, um conjunto de comportamentos que nos permitem atingir a competência social, que é responder de maneira adequada à demanda que nos foi solicitada. A dificuldade na leitura do ambiente pode prejudicar a utilização de boas estratégias, tornando-nos incompetentes socialmente. Para entendermos melhor, vamos analisar uma situação hipotética. funcionário chega atrasado para a reunião. Entra fazendo barulho, interrompe as pessoas para participar e utiliza palavrões em sua comunicação. Quando uma colega lhe dá um feedback, ele se espanta e diz: "Que isso! Não vejo nada demais no meu comportamento". Feedback entre colegas no ambiente de trabalho. Agora vamos analisar essa situação! Chegar atrasado, a princípio, não seria um problema, mas se for recorrente não é um bom sinal.Atrasar-se é algo que pode acontecer, embora devamos sempre evitar. Se acontecer, a melhor estratégia é manter-se discreto. Interromper a fala de alguém, sem ser um caso extremo, demonstra ansiedade e falta de tempo (ou habilidade) de escuta. Utilizar palavrão em um ambiente de trabalho demonstra que o funcionário não tem capacidade de decodificar o contexto. Em um jogo de futebol, não há problemas nesse tipo de linguajar, mas é inadequado em uma reunião profissional. Não reconhecer suas ações durante um momento de feedback porque dentro de suas crenças tudo é normal é um perfeito exemplo de crenças errôneas. Habilidades sociais na comunicação profissional Assista, neste vídeo, a alguns comportamentos que fazem parte do repertório de habilidades sociais de um indivíduo. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Atividade conceitual Assinale a opção que melhor descreve como as habilidades sociais se formam na infância. A As habilidades sociais na infância são determinadas, de maneira predominante, pelo temperamento biológico da criança, independentemente do ambiente em que ela está inserida. A formação de habilidades sociais na infância é influenciada principalmente pela genética, com pouca contribuição do ambiente social e familiar. c A formação de habilidades sociais na infância é um processo complexo, pois envolve interações entre fatores ambientais, biológicos e sociais e inclui a modelagem de comportamentos observados em pais e cuidadores. D As habilidades sociais na infância são exclusivamente moldadas pela educação formal, tendo pouca influência das interações com os pares e da experiência de vida. E A formação de habilidades sociais na infância é determinada principalmente pela exposição a programas educacionais estruturados. A influência do ambiente familiar é mínima. A alternativa c está correta.A formação de habilidades sociais na infância é um processo complexo. Enquanto temperamento biológico pode fornecer uma base, o ambiente social e familiar desempenha importante papel na modelagem dessas habilidades. Através da observação e do convívio com pais, cuidadores e pares, as crianças aprendem e desenvolvem habilidades sociais essenciais para interagirem eficazmente com os outros ao longo da vida. Classes específicas de habilidades sociais Ao longo de nossas experiências iniciadas na infância, construímos nosso repertório de habilidades sociais, que se organizam em classes específicas de comportamentos à medida que surgem demandas ou situações que precisam de uma resposta. Quando as habilidades sociais são acionadas, é indispensável ter um repertório vasto para não se tornar uma pessoa socialmente incompetente. Vamos entender melhor! Repertório variado de possibilidades Repertório limitado de possibilidades Proporciona variedade de estratégias para X É um fator de risco, pois pode compreender adequadamente e enfrentar, comprometer o entendimento amplo e, de maneira competente, problema ou a consequentemente, a resolução eficaz situação. da situação ou do problema. Atualmente, mercado de trabalho necessita de profissionais que agreguem capacidade técnica e habilidades humanas. Tendo isso, é estabelecida a relação de proximidade, de confiança e de vínculo com o cliente, o gestor, os fornecedores e os pares. motivo da valorização das habilidades humanas provavelmente se deve à quebra na barreira da comunicação em um mundo globalizado, no qual o nível de competitividade aumentou, assim como a possibilidade de preparação técnica. Diante desse cenário, todos nós nos perguntamos: como fazer a diferença? A resposta estaria relacionada à busca de potencialidades humanas. A seguir, acompanhe algumas dessas habilidades sociais e confira orientações importantes. Vamos lá! Comunicação Refere-se à capacidade de expressar pensamentos e emoções de forma clara e objetiva, mas também envolve estar disponível para ouvir o que o outro tem a dizer. A nossa comunicação pode ser não verbal, quando manifestamos pensamentos e sentimentos por meio da linguagem corporal, especialmente mediante expressões faciais. Imagine você diante do cliente, vendendo um produto ou realizando um atendimento. Você controla a sua fala, mas suas expressões faciais dizem tudo que pensa dele, e isso não é coisa boa! A chance de essa relação interpessoal ter êxito é comprometida. Assertividade Relaciona-se à dificuldade de expressarmos nossas opiniões e nosso conhecimento no trabalho e, consequentemente, assumimos uma atitude passiva. Assim, perdemos uma oportunidade de venda (por exemplo) ou de troca de saberes com os nossos pares. A postura inapropriada e agressiva também não favorece as relações. ideal é posicionamento claro, expressando exatamente que se deseja com foco, de forma calma, objetiva e assertiva.Empatia Trata-se da disponibilidade para estar com o outro em sua experiência, por meio da escuta. Devido ao individualismo presente no contexto capitalista, quando encontramos alguém com HS empática, isso normalmente produz um diferencial. Resiliência Refere-se à capacidade de compreender e adaptar-se a situações que saem do controle. Quem é resiliente não desanima diante dos obstáculos. Receber críticas Relaciona-se à crença errônea de que a crítica é algo que desqualifica, quando, na verdade, ela é importante para o nosso crescimento. Pessoas que se desenvolvem com crenças errôneas têm muita dificuldade de receber crítica. Na maioria dos casos, o problema não é o conteúdo, mas a maneira como é passado. Receber elogios Diz respeito à crença errônea de que o elogio é desnecessário, uma vez que "não fez mais que a obrigação". No entanto, dar e receber elogios não nos torna melhores nem piores do que ninguém, porque somos únicos. Comparação Refere-se à relação nada saudável de um indivíduo com as habilidades que julga frágeis e que podem comprometer seus relacionamentos e, consequentemente, atrapalhar sua caminhada profissional. Pense em você e nas suas potencialidades e use-as a seu favor! Reconhecendo algumas habilidades sociais Veja, neste vídeo, algumas habilidades sociais a partir de exemplos do cotidiano, os quais ilustram melhor sua importância. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Atividade conceitual Assinale a opção que melhor descreve por que é importante desenvolver habilidades sociais no campo das relações profissionais. A Habilidades sociais são irrelevantes no ambiente profissional, pois desempenho técnico é único aspecto relevante para sucesso.desenvolvimento de habilidades sociais é importante apenas para cargos de liderança, não sendo necessário para colaboradores em funções técnicas. c desenvolvimento de habilidades técnicas é suficiente para alcançar o sucesso no campo profissional. As habilidades sociais são secundárias e de menor importância. D Habilidades sociais são cruciais no ambiente profissional, pois contribuem para a comunicação eficaz, o trabalho em equipe, a resolução de conflitos e a construção de relacionamentos interpessoais positivos. E desenvolvimento de habilidades sociais no ambiente profissional é útil apenas para construir uma imagem pessoal positiva, uma vez que elas não têm impacto significativo no desempenho ou na progressão da carreira. A alternativa D está correta. No campo das relações profissionais, as habilidades sociais desempenham papel fundamental, porque favorecem significativamente os elementos importantes para sucesso e avanço na carreira. Profissionais com habilidades sociais bem desenvolvidas tendem a ser mais eficazes ao lidarem com diferentes situações e pessoas, aumentando sua adaptabilidade e sua influência no ambiente de trabalho. Verificando aprendizado Questão 1 Estudamos sobre a construção de nossa realidade psíquica e como ela contribui para nos tornarmos seres únicos, com maneiras diferentes de perceber e de agir com o outro e o mundo. Assinale a alternativa que contém os elementos envolvidos nessa construção. A Processo educacional e qualidade das relações. Crenças errôneas e contexto. c Processo sensoperceptivo (fisiológico e funções cognitivas). D Competências e habilidades sociais.E Questões psicológicas e emocionais. A alternativa c está correta. A partir da captação dos estímulos do meio externo mediante os sentidos, as funções cognitivas dão significado às informações, criando nossa realidade psíquica. Questão 2 Dois elementos são necessários para que possamos responder socialmente e com eficácia à determinada demanda ou situação. Qual alternativa menciona os elementos? A Leitura do ambiente e habilidades sociais. Contexto e crenças incorretas. c Questões psicológicas e emocionais. D Habilidades e competências sociais. E Processo sensoperceptivo (fisiológico e funções cognitivas). A alternativa A está correta. Para que sejamos competentes socialmente, é necessária a boa identificação da demanda, ou seja, daquilo que foi solicitado. Desse modo, indivíduo poderá, a partir do seu repertório de habilidades sociais, dispor da melhor estratégia de resposta ao que foi solicitado pela situação.2. Paradigmas do trabalho em equipe Trabalho em equipe: surgimento, conceito e estrutura No final da década de 1970, houve aumento significativo no reconhecimento e na ênfase no trabalho em equipe em resposta ao avanço irreversível da globalização e do mercado tecnológico, que impuseram nova forma de gestão. As organizações precisaram ganhar mais efetividade, tendo maior rapidez e autonomia em seus processos. Acompanhe a breve distinção entre grupos e equipes de trabalho, que, em um primeiro momento, parecem a mesma coisa, mas não são! Equipes de trabalho Grupos de trabalho São indivíduos que trabalham juntos e São pessoas que trabalham juntas, com o olhar direcionado para o coletivo. compartilham informações e tomam X Cada integrante leva sua expertise para decisões de forma colaborativa, mas têm a equipe, mas não se limita a essa diferentes dinâmicas de interações. Não é entrega, pois seu engajamento é para preciso engajamento com todo, apenas atingir objetivos individuais e com a parte referente à sua responsabilidade. coletivos. Outra diferença entre grupos e equipes de trabalho é que, no primeiro, não há a preocupação prévia em selecionar participantes com o objetivo de reunir pessoas com habilidades complementares. Nas equipes de trabalho, esse tema é relevante. Além disso, normalmente a equipe é composta por cinco ou até nove participantes. cuidado com a quantidade de pessoas é muito importante, pois, se a equipe ficar muito reduzida, seus integrantes podem sofrer sobrecarga. Quando há muitas pessoas, gerenciamento da equipe pode ser dificultado. número adequado dependerá do objetivo a ser alcançado, mas é importante não fugir dos parâmetros recomendados. Portanto, planejamento é essencial! Os profissionais de uma equipe precisam estar engajados, e para isso, é fundamental que todos integrantes estejam motivados a assumir riscos e responsabilidades individuais e coletivas. objetivo do trabalho em equipe é alcançar a agilidade e a autonomia necessárias em um universo organizacional altamente competitivo. A liderança da equipe deve assumir sua função com responsabilidade, prestando atenção às potencialidades individuais, promovendo a produção harmoniosa e contribuindo tanto para desenvolvimento individual como para o coletivo. Os desafios do trabalho em equipe Acompanhe, neste vídeo, como as estratégias para promover a colaboração eficaz no trabalho em equipe são importantes, desde a gestão de conflitos até a harmonização de diferentes perspectivas. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Atividade conceitualMarque a opção que melhor descreve a importância do desenvolvimento de habilidades sociais no campo das relações profissionais, destacando as diferenças entre grupo e equipe de trabalho. A As habilidades sociais são igualmente importantes para grupos e equipes de trabalho, já que as duas estruturas operam de maneira semelhante no ambiente profissional. No contexto profissional, o desenvolvimento de habilidades sociais é mais importante para grupos de trabalho do que para equipes, pois essas são compostas por membros altamente qualificados, que não necessitam de interação social. c Habilidades sociais são essenciais para equipes de trabalho, pois a colaboração, o diálogo eficaz e a cooperação são fundamentais para atingir objetivos comuns. Grupos de trabalho podem operar eficientemente sem interação social significativa. D No ambiente profissional, desenvolver habilidades sociais é mais importante para líderes de equipe do que para membros individuais, já que a liderança é a principal responsável por facilitar o diálogo e a colaboração entre os membros. E As habilidades sociais são irrelevantes tanto para grupos de trabalho como para equipes, já que o desempenho individual é o único fator determinante para sucesso no ambiente profissional. A alternativa c está correta. Grupos de trabalho costumam realizar tarefas independentes, por isso operam com eficiência sem interação social significativa. Desenvolver habilidades sociais é mais importante para equipes, nas quais a interdependência e a necessidade de coordenação são mais pronunciadas. Estágios da formação de equipes As pessoas se reúnem para fazer parte de uma equipe e estruturam-se a partir de um processo composto por cinco estágios. Vamos conhecer cada um deles!Formação Refere-se ao momento de integração, no qual membros estão se conhecendo. Ainda há insegurança, distanciamento e pouco domínio do projeto. Além disso, os integrantes estão se reconhecendo dentro do novo espaço, visualizando os desafios e analisando as relações interpessoais. A liderança pode ajudar criando atividades que aproximem e apresentando, de forma mais detalhada, próprio projeto. Outra maneira de contribuir é criar oportunidades para que cada um possa trazer sua contribuição e ser valorizado por isso. Essa etapa estará concluída quando os indivíduos se reconhecerem como parte da equipe. Tormenta Relaciona-se a um momento de conflito, que pode ocorrer quando as pessoas já se conhecem, mas ainda há resistência com relação aos limites individuais impostos. A liderança assume um papel extremamente importante à medida que define as funções e o que se espera delas, buscando manter as pessoas focadas no projeto. Normatização Diz respeito ao momento em que os papéis já estão definidos e a insegurança dá lugar à autoconfiança desejada (e que também é esperada). Nessa fase, os membros estão próximos e já possuem identidade coletiva. Trata-se da consolidação dessa conquista. É importante que a liderança se mantenha atenta à manutenção das relações profissionais, pois somos seres humanos, e vários sentimentos podem surgir e precisar ser muito bem administrados. Por isso, é fundamental abrir espaço para conversas individuais, ou em grupo, sobre projeto e a necessidade de não perder foco, desempenho tampouco a saúde mental dos membros. Desempenho Relaciona-se à alta produtividade. É um momento relevante do desenvolvimento da equipe diante do projeto, porque a estrutura está aceita, e seus membros estão empenhados, compartilhando suas potencialidades para a conquista coletiva. Interrupção Significa fim do projeto e será vivenciado somente por algumas equipes, como uma força tarefa. Para alguns membros, a interrupção será motivo de comemoração, para outros, pode não ser tão fácil se afastar da rotina, das pessoas e do próprio projeto. gestor deverá estar atento para evitar intercorrências antes da total finalização do projeto. A teoria dos cinco estágios é a mais utilizada pelas instituições para entender como se organiza a equipe. Porém, os estágios podem não ocorrer nessa ordem, de acordo com contexto organizacional, e os resultados podem variar. Outro fator que chama a atenção é papel da liderança. Não basta a área de recursos humanos captar profissionais talentosos no mercado, os quais têm capacidade técnica e humana incontestável. Se esses talentos reunidos não conseguirem pensar coletivamente, não haverá chance de alcançarem bons resultados. Liderança é uma habilidade social importante para quem realiza a gestão de equipes. Afinal, liderar é conduzir um grupo de pessoas a atingir um propósito (Robbins; Judge; Sobral, 2011, p. 359). Conheça alguns estilos de lideranças. Vamos lá!Autoritária Utiliza a posição de poder como forma de persuasão, gerando resultados pelo medo, e não pelo comprometimento. Democrática Proporciona espaços para o diálogo e a troca de saberes. Os papéis estão devidamente definidos, o que traz bons resultados. Essa liderança é muito parecida com a laissez-faire (ou "deixe fazer" ou "deixe acontecer", em português) e são os estilos mais adequados à atualidade e às novas gerações e os que melhor retêm talentos. Contudo, esses modelos de liderança também enfrentam desafios, como a possibilidade de liderança passiva e transmissão de insegurança para os colaboradores. Orientada para a tarefa Define os papéis e as tarefas tanto da liderança como dos colaboradores, com prazos e metas estabelecidos. Orientada para as pessoas Enfatiza as relações interpessoais e a aceitação das diferenças. Atualmente, a tendência predominante nas relações entre líderes e colaboradores é a confiança, substituindo os antigos modelos baseados estritamente na hierarquia e no respeito. Hoje, uma liderança vista como carismática e autêntica tende a produzir melhores resultados para as organizações. A formação das equipes e tipos de liderança Veja, neste vídeo, exemplos de estágios de formação de uma equipe e os tipos de liderança que podem acontecer, bem como seus impactos. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Atividade conceitual Selecione a alternativa que melhor descreve a principal diferença entre liderança democrática e autoritária na área da saúde. A Na liderança democrática, as decisões são tomadas de forma centralizada pelo líder, enquanto na liderança autoritária as decisões são discutidas e decididas em conjunto pela equipe de saúde. A liderança democrática na saúde valoriza a participação e o envolvimento dos membros da equipe nas tomadas de decisão, enquanto a liderança autoritária impõe decisões sem considerar a opinião dos demais.Líderes democráticos na área da saúde geralmente são menos experientes e menos capacitados do que líderes autoritários, o que influencia significativamente a eficácia da gestão. D A liderança autoritária na saúde prioriza o bem-estar e os interesses individuais dos membros da equipe, enquanto a liderança democrática enfatiza a eficiência operacional e os resultados financeiros. E Na liderança democrática em saúde, as responsabilidades são distribuídas de forma equitativa entre os membros da equipe, enquanto na liderança autoritária as tarefas são atribuídas apenas aos subordinados. A alternativa está correta. Na área da saúde, a principal diferença entre a liderança democrática e a autoritária está na forma como as decisões são tomadas. Na liderança democrática, valoriza-se a participação e o envolvimento dos membros nas tomadas de decisão, que promove um ambiente de colaboração e de respeito. Na liderança autoritária, as decisões são impostas pelo líder, sem considerar os demais. Isso leva a um ambiente desmotivado e à falta de engajamento. Essa diferença tem impacto significativo na eficácia do cuidado ao paciente e no bem-estar da equipe de saúde. Equipes de trabalho e suas características A estruturação de uma equipe de trabalho será de acordo com a demanda ou problema a ser resolvido. As equipes são classificadas em seis categorias. Confira mais detalhes a seguir! Equipes multifuncionais São caracterizadas por profissionais de diversas áreas, mas no mesmo nível hierárquico, que se reúnem para atingir um objetivo específico. Uma organização é dinâmica, viva e, como tudo que se movimenta, muitas vezes precisa rever sua forma de funcionar. Equipes de melhoria de processos Têm como principal desafio reavaliar os sistemas e modo de a organização funcionar. São reunidos os melhores funcionários de diversas áreas para focar e compreender que atrapalha o crescimento ou as perdas da companhia. Equipes de solução de problemas Têm o objetivo de resolver uma situação específica, normalmente relacionada a algum processo da instituição. A equipe investiga a demanda e busca soluções. Quando as melhores formas de resolver a situação são apresentadas, a função da equipe termina, pois sua meta foi alcançada. Implementar a intervenção não é responsabilidade dessa equipe.Equipes autogerenciadas São caracterizadas não só pela busca pela solução, mas também por executar a ideia por meio de planejamento e cronograma de trabalho. Nesse caso, a necessidade de um superior imediato é eliminada, o que pode gerar elevado nível de conflitos entre os membros. Aém disso, nesse tipo de equipe, a alta rotatividade e a abstenção são observadas. Por outro lado, há quem se identifique mais com esse modelo. Equipes de força tarefa Têm o objetivo de resolver um problema de forma imediata. Metaforicamente, poderia ser chamada de equipe "bombeiro". Quando a questão é resolvida, a equipe é dissolvida, porque o objetivo de sua integração era resolver aquele problema específico. Equipes virtuais São caracterizadas por utilizarem as plataformas como espaço de interação da equipe. Nos últimos anos, as empresas têm investido nesse tipo de tecnologia, melhorando cada vez mais para controlarem variáveis externas, a fim de que as interações e as trocas aconteçam naturalmente. Equipes eficazes são as que alcançam resultados, apresentam alto desempenho e produtividade e são compostas por um grupo de pessoas com capacidade para administrar recursos. Essas equipes possuem algumas características em comum. Vamos conferir! Administração dos recursos apropriados, como materiais e humanos. Liderança capaz de gerenciar as diferenças e usá-las a favor do crescimento da equipe. Desenvolvimento do trabalho com confiança entre os membros e a gestão. Modelo de avaliação que permita sistema de recompensa, para que as pessoas possam se sentir valorizadas pela sua produção. Com relação ao perfil estrutural, equipes eficazes não podem ser grandes, tendo, no máximo, até 10 pessoas. Normalmente, seus integrantes estão comprometidos com um único propósito e possuem profundo conhecimento, pois são especialistas em suas áreas e possuem habilidades sociais para: Solução de problemas. Tomada de decisões. Relacionamentos interpessoais. Empresas nacionais de grande porte têm investido em treinamento, buscando capacitar cada vez mais seus funcionários para o trabalho em equipe com resultados eficazes. A ideia é realizar treinamentos dentro de um novo formato, por exemplo, utilizar espaços ao ar livre para caminhadas e atividades criativas, com objetivo de estimular: A integração. espírito criativo. planejamento. A convivência. Outro modelo de treinamento está relacionado ao engajamento dos funcionários em trabalhos voluntários, ou seja, a construção de equipes com a finalidade de ajudar próximo.Nesses casos, o resultado costuma ir além do esperado. Ações como essa tendem a trazer ganhos psicológicos e emocionais para os envolvidos, estabelecendo relação de respeito entre funcionário e empresa, e o olhar colaborativo torna-se presente no dia a dia das relações. Porém, há situações em que o trabalho em equipe pode não ser a melhor opção. Como analisar e escolher entre o coletivo e individual? Para entender e nortear essa reflexão, veja alguns desafios presentes no trabalho com equipes. Vamos lá! Demanda por maior tempo da gestão e mais recursos, sejam humanos ou materiais. Comunicação clara e objetiva, a fim de evitar que ruídos prejudiquem cronograma e interfiram no planejamento do projeto. Surge a necessidade de lidar com mais pessoas, gerenciar mais conflitos e realizar mais reuniões. trabalho em equipe se justifica pela necessidade de reunir pessoas com diferentes especialidades para projetos que envolvam suas áreas, produzindo interdependência no diálogo. Antes de definir entre coletivo e o individual, é fundamental avaliar custo-benefício da estruturação. É preciso verificar se, de fato, o projeto demanda a formação de uma equipe e se as tarefas envolvem complexidade que justifique tal investimento. Os tipos de equipe e as equipes eficazes Acompanhe, neste vídeo, as particularidades dos diferentes tipos de equipe e seus exemplos, considerando as vantagens e as desvantagens do trabalho em equipe. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Atividade conceitual De acordo com o texto estudado, assinale a alternativa que melhor descreve conceito de equipes eficazes. A Equipes de alta produtividade e desempenho, independentemente dos recursos disponíveis ou da presença de liderança. Não exigem confiança entre os membros ou sistema de recompensa. Equipes que alcançam resultados excepcionais sem a necessidade de recursos apropriados ou de liderança capaz de administrar as diferenças entre os membros. Equipes caracterizadas por recursos apropriados, incluindo materiais e humanos. A liderança é competente e administra as diferenças entre os membros para promover crescimento da equipe e um ambiente de confiança e de gestão eficaz. D Equipes que se baseiam apenas na confiança mútua entre os membros, independentemente da disponibilidade de recursos ou da presença de liderança. EEquipes definidas principalmente pela presença de um sistema de recompensa que valoriza a produção individual dos membros, independentemente de outros fatores, como recursos ou liderança. A alternativa c está correta. Equipes eficazes têm recursos materiais e humanos apropriados, e uma liderança é capaz de administrar as diferenças entre os membros para promover seu crescimento. Além disso, é importante um ambiente de trabalho, em que haja confiança entre os membros e uma gestão eficaz, bem como um sistema de recompensa, a fim de valorizar a produção individual. Verificando aprendizado Questão 1 A reunião de pessoas para a construção de uma equipe passa por cinco estágios, transformando olhar individual no coletivo. Assinale a alternativa que contenha os estágios envolvidos nessa construção. A Recrutamento, seleção, treinamento, prática e avaliação. B Ansiedade, agressividade, equilíbrio, produtividade e meta. c Formação, tormenta, normatização, desempenho e interrupção. D Competência, habilidade, atitude, crença e contexto. E Biológico, psicológico, social, técnico e emocional. A alternativa c está correta. As pessoas se reúnem para fazer parte de uma equipe e estruturam-se a partir de um processo de cinco estágios: formação, tormenta, normatização, desempenho e interrupção. Reconhecer cada uma dessas etapas ajuda na tomada de decisão mais adequada na formatação de uma equipe de trabalho. Questão 2As equipes de trabalho são classificadas em seis categorias (ou tipologias). Observe a seguinte descrição: "Para a resolução de um problema imediato, algumas equipes se formam, mas são dispersadas assim que a questão é resolvida.". A qual categoria de equipe esse conceito se refere? A Equipe força-tarefa. Equipe virtual. c Equipe de melhoria de processos. D Equipe autogerenciada. E Equipe multifuncional. A alternativa A está correta. Essas equipes duram enquanto seus membros procuram resolver um problema que exige rápida solução. Assim que cumprem sua função, elas são dissolvidas.3. Multidisciplinaridade e interdisciplinaridade na saúde Estrutura da área da saúde Dá-se a partir do Sistema Único de Saúde (SUS), que possui princípios fundamentais. Acompanhe, a seguir, quais são. Integralidade Equidade A compreensão do sujeito em todas as suas A garantia de que, perante o SUS, todas as dimensões: física, cognitiva e psicossocial. pessoas são iguais. Universalidade A certeza de que toda a população tem direito a todos os serviços públicos de saúde. Dentro desse contexto, a rede de saúde se estrutura em três níveis: 1. Atendimento de baixa complexidade: é considerado a porta de entrada da população ao serviço de saúde, por exemplo, as clínicas da família. Nesse nível, os profissionais estão preparados para realizar procedimentos ambulatoriais. 2. Atendimento de média complexidade: são as clínicas especializadas, onde os pacientes são encaminhados para realizarem exames e consultas mais específicos. 3. Atendimento de alta complexidade: enquadra os hospitais. Para produzir diálogo entre os três níveis, a estratégia da saúde da família implantou prontuário eletrônico, que tem como objetivo propiciar a comunicação entre os níveis. Assim, a história clínica e a rede de apoio do paciente são compartilhadas, ampliando a visão do atendimento. A complexidade no adoecer Por muito tempo, mente e corpo estiveram dissociados. Assim, quando experimentamos algo diferente em nós, nossa primeira associação é adoecimento físico ignorando, muitas vezes, adoecimento mental -, e buscamos um diagnóstico imediato. Exemplo Quando ouvimos alguém dizer que, se um médico não solicitar exames ou prescrever medicamentos, não está fazendo um bom trabalho. processo de adoecimento pode ser mais complexo do que parece, pois envolve múltiplos fatores, como cada vez mais estudos apontam.Diante desse cenário, o cuidado da saúde tem sido reavaliado, pois, para que o diagnóstico e o tratamento, de fato, atendam à demanda, precisa-se levar em conta que a pessoa é mais que um corpo físico. Apesar de ao longo da História, uma hierarquia ter sido estabelecida no campo da saúde e médico ser a figura soberana, hoje, interesse amplia-se para as diversas áreas da vida do paciente, e o diálogo entre os diferentes saberes e setores será necessário para o êxito no cuidado. Atualmente, modelo que norteia as ações é o biopsicossocial, que entende homem segundo três dimensões. Confira! Física: corpo. Psicológica: mente. Social: relações, vínculos, rede etc. No diagnóstico, esse olhar irá ajudar a compreender a pessoa que necessita de cuidado, que ela sente e como vive, ou seja, questões que vão muito além de um exame físico e da prescrição de um remédio. Interfaces e comunicação entre diferentes níveis de atenção do SUS Assista, neste vídeo, aos diferentes níveis de atenção no SUS e à importância de um prontuário único transmitir adequadamente as informações necessárias. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Atividade conceitual Qual das seguintes opções melhor descreve a relação entre os diferentes níveis de atenção em saúde e a complexidade no adoecer? A Os diferentes níveis de atenção em saúde não estão relacionados à complexidade no adoecer, pois todos os pacientes recebem o mesmo tipo de cuidado, independentemente da gravidade de sua condição de saúde. A complexidade no adoecer está inversamente relacionada ao nível de atenção em saúde. Pacientes com condições menos graves são atendidos em níveis secundários ou terciários, e vítimas com condições mais complexas exigem cuidados em níveis primários. c A complexidade no adoecer não influencia os diferentes níveis de atenção em saúde, pois todos os pacientes são encaminhados para os mesmos serviços de atendimento, independentemente da gravidade de sua condição. D Os diferentes níveis de atenção em saúde são determinados pela complexidade do adoecer, pois condições menos complexas são tratadas em níveis primários e condições mais graves requerem cuidados em níveis secundários ou terciários. EOs diferentes níveis de atenção em saúde são responsáveis pela complexidade no adoecer, pois cada nível oferece um conjunto específico de serviços e recursos para lidar com as diferentes gravidades das condições de saúde. A alternativa D está correta. A complexidade no adoecer influencia os diferentes níveis de atenção, direcionando os pacientes para os serviços mais apropriados. As demais alternativas apresentam visões simplificadas ou incorretas sobre essa relação entre os níveis de atenção em saúde e a complexidade no adoecer. Conceituando a multidisciplinaridade Trata-se da reunião de diversos saberes em prol de um objetivo comum. Não há comunicação entre eles, pois todos sabem a importância do trabalho de cada um, mas desenvolvem suas atividades de maneira isolada. avanço é a compreensão de que uma única especialidade não daria conta do cuidado. Os encaminhamentos são realizados com maior naturalidade e sem receios de perda de espaço de atuação. Para entendermos melhor, vamos analisar uma situação hipotética dentro da estruturação do SUS. Um senhor de 80 anos chega à clínica da família com queixa de dificuldade na visão. A enfermeira realiza a triagem e percebe que tudo está bem. A médica atende e clinicamente também não encontra nada que justifique suas queixas. Mas, ao escutar um pouco do seu dia, ela percebe que ele não recebe visitas e tem poucos amigos. A médica, que é generalista, encaminha-o para uma clínica especializada, onde poderá realizar uma avaliação mais precisa. Médica atendendo paciente idoso. A profissional também o encaminha para profissionais em psicologia e em assistência social com objetivo de verificarem as condições psicológicas e sociais daquele paciente. Essa médica possui uma visão multidisciplinar, porque: Entende que somos constituídos por diversas dimensões. Sabe que nosso adoecimento é multifatorial, e nada deve ser desconsiderado. Caso contrário, tratamento pode não ter a eficácia esperada. Há alguns anos movimento descrito no caso era muito difícil de ser observado, pois a soberania no cuidado da saúde estava com médico e não se entendia a importância da união dos conhecimentos técnicos. Hoje, já podemos verificar no nível terciário ou seja, nos hospitais -, o movimento automático da multidisciplinaridade. Quando há internação, por exemplo, diversos profissionais de saúde visitam a vítima para colher informações para traçarem estratégias de cuidado de acordo com a demanda. Cada um dentro da sua especialidade cuida dos diversos fatores que levaram ao adoecimento. Dependendo do caso, os profissionais envolvidos podem ser: Da enfermagem.Da psicologia. Da fisioterapia. Da nutrição. Do serviço social. A graduação é um dos desafios para a construção do olhar multidisciplinar. De um modo geral, os cursos não contemplam essa discussão, e, consequentemente, as trocas entre saberes ficam empobrecidas. Além disso, há outras questões que precisam ser vistas. Por exemplo, a questão relacionada à construção de um olhar multidisciplinar para a avaliação e a que diz respeito aos encaminhamentos. Assim, ao avaliar a necessidade de outros profissionais se envolverem nos cuidados, converse com a pessoa, explique seu ponto de vista e realize o encaminhamento. Exemplo Na psicologia clínica, podemos vivenciar situações em que o paciente relata tristeza e falta de motivação. Podem ser questões de saúde mental? Sim, mas também pode ser anemia ou alimentação inadequada. Portanto, é preciso ampliar olhar e contextualizar a questão trazida pelo paciente. Por último, precisamos de um novo olhar para o poder dado ao profissional de medicina, já que, para algumas instituições, esse profissional ainda ocupa um lugar de soberania. A multidisciplinaridade nas equipes de saúde Confira, neste vídeo, as vantagens e as oportunidades da multidisciplinaridade nas equipes de saúde a partir de exemplos. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Atividade conceitual Como o conceito de multidisciplinaridade na saúde pode ser descrito? A Colaboração entre profissionais médicos de diferentes especialidades no tratamento de um único paciente. Prática de envolver apenas médicos de diferentes especialidades no diagnóstico e no tratamento de condições de saúde complexas. c Colaboração entre profissionais de diferentes áreas, como médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos e assistentes sociais, para fornecer cuidados abrangentes e holísticos aos pacientes.D Cooperação entre médicos e pacientes na tomada de decisões relacionadas ao tratamento de doenças crônicas. E Diálogo entre médicos e pacientes de diferentes culturas, garantindo compreensão mútua no processo de cuidados de saúde. A alternativa c está correta. Essa abordagem reconhece que as necessidades de saúde, muitas vezes, exigem especialidades e perspectivas para serem abordadas de forma eficaz, promovendo a visão integral do estado do paciente e tratamento mais completo. Interdisciplinaridade que muda? conceito de interdisciplinaridade mantém a ideia do olhar multidisciplinar, que busca entender o processo de adoecimento a partir do modelo biopsicossocial, que vê o ser humano em suas diversas dimensões. Além disso, elas consideraram as influências advindas de seu habitat. que muda é diálogo entre os saberes. Se antes não havia comunicação direta, agora há essa possibilidade. ganho, inicialmente, parece ser somente do paciente, mas, na verdade, é de todos, uma vez que os profissionais se reúnem para a avaliação de determinado caso. Cada um coloca seu entendimento acerca do caso, e os profissionais envolvidos trazem seu olhar a partir do seu saber. Dessa forma, paciente recebe cuidado de modo integral, um dos pressupostos do modelo de saúde do SUS. Teoricamente, esse modelo é possível e lógico, mas sua aplicabilidade requer disponibilidade entre os profissionais, logística e comprometimento institucional para que o modelo possa, de fato, funcionar. A interdisciplinaridade fica mais complexa quando não intermediada por uma instituição, quando paciente recebe alta e retorna à atenção primária. Exemplo Um atleta amador que praticava Triathlon sofreu uma lesão e foi diagnosticado. Após cirurgia, ele foi informado de que não poderia mais correr. Durante sua estadia no hospital, ele recebeu atendimento interdisciplinar, com profissionais discutindo seu caso em conjunto. Após a alta, o paciente foi orientado sobre como dar continuidade ao tratamento. Ele iniciou sessões de fisioterapia para recuperar a mobilidade, foi às consultas com nutricionista para ajustar sua alimentação e fez terapia com psicólogo para lidar com a perda da atividade a que tanto se dedicava. O êxito na interdisciplinaridade irá depender do preparo dos profissionais para entenderem que as fronteiras de cada saber devem ser respeitadas. que ocorrerá é a troca de informações no cuidado de pacientes, a fim de que planejamento integrado, que beneficie a vítima, possa ser realizado.Contudo, estado psicológico e o emocional dos envolvidos podem ser desafios à interdisciplinaridade. Além disso, alguns sentimentos podem atrapalhar o processo de integração e o preparo da equipe. Confira alguns: Medo Ansiedade Insegurança Orgulho Necessidade de poder Muitas das vezes, a forma que alguém encontra de proteger-se é manifestando resistência à abordagem interdisciplinar. Também há aqueles que não farão parte porque acreditam que seu saber dará conta do cuidado, mas é sempre bom lembrar que o protagonista de todo o processo de cuidado é paciente! Atualmente, o grande desafio é formar e consolidar a abordagem interdisciplinar entre os profissionais, com objetivo de que essa prática possa se tornar natural e que seja entendida como parte da nossa formação. A interdisciplinaridade e as suas opções de atuação Acompanhe, neste vídeo, as diversas possibilidades do trabalho interdisciplinar na saúde, em que exemplos concretos que mostram como diferentes especialidades colaboram entre si serão explorados. Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Atividade conceitual Qual das seguintes opções melhor descreve a diferença entre os conceitos de multidisciplinaridade e interdisciplinaridade na saúde? A A multidisciplinaridade na saúde envolve a colaboração entre profissionais de diferentes áreas, enquanto a interdisciplinaridade refere-se à integração de conhecimentos para abordar um problema de saúde específico. A multidisciplinaridade na saúde é a prática de profissionais de diferentes áreas trabalharem juntos, enquanto a interdisciplinaridade envolve a comunicação entre profissionais dentro da mesma área de especialidade. c A multidisciplinaridade na saúde se concentra na integração de diferentes disciplinas para resolver problemas de saúde, enquanto a interdisciplinaridade refere-se à abordagem holística de um problema de saúde por profissionais de uma única área. D A multidisciplinaridade na saúde e a interdisciplinaridade são conceitos intercambiáveis que descrevem a mesma prática de colaboração entre profissionais de saúde. EA multidisciplinaridade na saúde refere-se à comunicação entre profissionais de diferentes áreas, enquanto a interdisciplinaridade envolve a colaboração entre profissionais de uma única área para abordar problemas de saúde complexos. A alternativa A está correta. A principal diferença entre multidisciplinaridade e interdisciplinaridade na saúde está na abrangência da colaboração entre os profissionais. As demais alternativas apresentam definições incorretas ou confusas sobre as diferenças entre multidisciplinaridade e interdisciplinaridade na saúde. Multidisciplinaridade ou interdisciplinaridade importante é a preparação para atuar na profissão com um olhar que vai além do próprio saber, compreendendo que, com o compartilhamento, o ganho é muito maior. Para isso, é preciso preparação, pois estamos lidando com pessoas, sejam elas pacientes ou profissionais de saúde. Nossa estrutura de vida apresenta não apenas questões físicas, mas também medos, traumas e dificuldades que emergem nas relações interpessoais, que também acontece no nosso trabalho. É fundamental compreender que ser questionado ou contrariado em nossas opiniões não deve ser interpretado como uma crítica pessoal ou uma desqualificação pelo menos, não deveria ser assim. objetivo da multidisciplinaridade e da interdisciplinaridade é garantir o atendimento integral ao paciente e promover o desenvolvimento profissional da equipe de saúde. Atualmente, a transdisciplinaridade também é considerada. Assim como a multidisciplinaridade e a interdisciplinaridade, ela reúne diversas áreas do saber para o cuidado. Sua diferença é que as barreiras são rompidas a partir do encontro entre saberes. Esse olhar ainda está incipiente, há muito a ser estudado e discutido, mas vamos exemplificar a ideia. A abordagem transdisciplinar apresenta visão holística, quebra barreiras entre as disciplinas e torna-se um todo, construindo um novo saber a partir do que é compartilhado e aprendido entre eles. Exemplo Um paciente com transtorno de ansiedade social, é atendido por psiquiatra, psicólogo, terapeuta ocupacional e educador físico. Todos os profissionais conhecem o diagnóstico do outro, discutem sobre caso e constroem um saber que não é de nenhuma área específica. Essa descoberta é considerada uma nova disciplina, porque transcende as disciplinas específicas e torna-se algo novo. Vale a pena dar atenção a essas abordagens, que podem fazer a diferença na sua atuação profissional à medida que os pacientes e suas famílias se sentem apoiados com esse tipo de prática. Multidisciplinaridade, interdisciplinaridade e transdisciplinaridade Acompanhe, neste vídeo, a importância das abordagens colaborativas e como elas promovem uma assistência mais completa e integrada aos pacientes.Conteúdo interativo Acesse a versão digital para assistir ao vídeo. Atividade conceitual Assinale a alternativa que melhor descreve as possibilidades do atendimento transdisciplinar em saúde no Brasil. A atendimento transdisciplinar em saúde no Brasil é limitado, devido à falta de profissionais qualificados em diferentes áreas e à estrutura fragmentada do sistema de saúde. atendimento transdisciplinar em saúde no Brasil é uma prática comum em todas as instituições de saúde, pois todos os profissionais de saúde são treinados para colaborar entre si. c As possibilidades do atendimento transdisciplinar em saúde no Brasil são promissoras, mas ainda enfrentam desafios, como a necessidade de mudança cultural na forma como os profissionais de saúde colaboram e a integração eficaz dos serviços de saúde. D atendimento transdisciplinar em saúde no Brasil é exclusivo dos grandes centros médicos e hospitais de referência, não estando disponível para a maioria da população. E atendimento transdisciplinar em saúde no Brasil é inexistente devido à falta de reconhecimento e apoio governamental para iniciativas que promovam a colaboração entre diferentes disciplinas. A alternativa c está correta. Ainda é necessário promover mudanças em como os profissionais cooperam e englobam efetivamente serviços de saúde para uma abordagem, de fato, transdisciplinar em saúde no país. Porém, existem iniciativas e programas que visam promover essas mudanças, especialmente em áreas como atenção primária à saúde e cuidados paliativos. Verificando aprendizado Questão 1 conceito no qual os profissionais trabalham por meio da reunião de saberes em benefício de um objetivo em comum, mas sem necessidade de troca entre eles, é chamado de:A interdisciplinaridade. B clínica da família. c multidisciplinaridade. D clínica especializada. E transdisciplinaridade A alternativa c está correta. Trata-se da reunião de saberes em benefício de um objetivo em comum. Questão 2 A interdisciplinaridade busca entender o processo de adoecimento a partir do modelo biopsicossocial, que entende o homem em suas diversas dimensões, que são: A física, cognitiva e psicossocial. B pensamento, linguagem e motivação. percepção, emoção e motivação. D biológica, linguagem, relacional. E atenção, percepção e pensamento.A alternativa A está correta. conceito de interdisciplinaridade mantém a ideia do olhar multidisciplinar, ou seja, busca entender processo de adoecimento a partir do modelo biopsicossocial, que entende o homem em suas diversas dimensões.4. Conclusão Considerações finais Apresentamos assuntos que embasam a discussão a respeito da importância da construção de relacionamentos saudáveis e produtivos no campo da saúde. Iniciamos abordando assuntos relativos ao desenvolvimento humano como caminho para entender a formação de nossas habilidades sociais, as quais são relevantes para criar vínculos e comportamentos socialmente competentes, além da proteção de nossa saúde mental. Estudamos também a conceituação, os tipos e as formas do trabalho em equipes. Falamos o quanto ele é desafiador para todos os envolvidos e que nem ele sempre será a melhor opção, pois em muitos projetos, o trabalho individual pode ser mais produtivo. Por isso, é preciso planejamento para chegar à melhor escolha! Por último, falamos dos conceitos e dos desafios da multidisciplinaridade e da interdisciplinaridade, que irão demandar dos profissionais a intenção de compartilhar saberes, entendendo que seus pacientes terão ganhos significativos com essa escolha. No entanto, para isso acontecer, algumas questões precisam ser trabalhadas desde a formação profissional, passando pelas instituições de trabalho e chegando às questões pessoais de cada profissional. Grandes desafios estarão à sua frente! Vale a pena se preparar para cada um deles! Explore + Leia o artigo Trabalho em equipe: um desafio para a consolidação da estratégia de saúde da família, dos pesquisadores Marize Barros de Souza Araújo e Paulo de Medeiros Rocha. Eles abordam temáticas como trabalho em equipe, multidisciplinaridade e interdisciplinaridade, que são apresentadas dentro de um contexto prático. Assista também ao vídeo Meu segredo para manter foco sob pressão, do palestrante Russell Wilson, que ilustra uma história sobre a importância das habilidades sociais para o atingimento de nossos objetivos. Referências CHIAVENATO, I. Teoria geral da administração: abordagens descritivas e explicativas. 5. ed. São Paulo: Makron Books, 1998. DEL PRETTE, z. P.; DEL PRETTE, Psicologia das habilidades sociais na infância: teoria e prática. Petrópolis, RJ: Vozes, 2005. DEL PRETTE, P.; DEL PRETTE, A. Um sistema de categorias de habilidades sociais educativas. Ribeirão Preto, SP: Paideia, 2008. DEL PRETTE, P.; DEL PRETTE, A. Habilidades sociais e análise do comportamento: poximidade histórica e atualidades. São Paulo: Perspectivas, 2010. MANOLIO, C. L.; FERREIRA, C. campo das habilidades sociais no Brasil: entrevista com Almir e Zilda Del Prette. Estudo e pesquisa em psicologia, Rio de Janeiro, V. 11, n. 2, 2011. SOARES, B.; PRETTE, P Del. Habilidades sociais e adaptação à universidade: convergências e divergências dos construtos. Lisboa: Aná. Psicológica, 2015.