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DADOS DO ALUNO: Aluno: [Nome completo] RA: [Número do RA do aluno] POLO / UNIDADE: CURSO: CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO - BACHARELADO COMPONENTE CURRICULAR: PROJETO DE EXTENSÃO I - CIÊNCIA DA COMPUTAÇÃO PROGRAMA DE EXTENSÃO: PROGRAMA DE CONTEXTO À COMUNIDADE. FINALIDADE E MOTIVAÇÃO: A finalidade da extensão no Programa de Contexto à Comunidade do Bacharelado em Ciência da Computação é dedicar-se a área educacional e o transferir do saber, desenvolvendo e capacitando a comunidade local e agregando conhecimentos por meio de projetos e atividades pedagógicas extensionistas. Nesse programa é possível a ministração de palestras, aulas de monitoria, cursos, aulas de educação básica, educação financeira, língua estrangeira, debates da comunidade local, participação em projetos sociais, projetos coletivos multidisciplinar e trabalhos voluntários. Os locais que poderão contemplar esse projeto extensionistas podem ser: parcerias com a prefeitura; associações de bairros, escolas, empresas públicas e privadas, igrejas, ONGs e por meio de redes de internet. COMPETÊNCIAS: I - Especificar, projetar, implementar, validar e promover a evolução de sistemas computacionais (hardware e/ou software), empregando teorias, técnicas e ferramentas adequadas; II - Criar soluções algorítmicas para problemas em qualquer domínio de conhecimento e de aplicação; III - Identificar, gerenciar e mitigar os riscos envolvidos na concepção e no uso de sistemas computacionais. PERFIL DO EGRESSO: O perfil do egresso idealizado pela IES para o Bacharelado em Ciência da Computação possibilita a formação de um profissional civil crítico, reflexivo, criativo, visão holística, humanista e ético, capaz de aplicar tecnologias inerentes à sua área de atuação, sendo que pelas atividades extensionistas vinculadas ao Programa de 1 Extensão Contexto à Comunidade, esse egresso poderá desenvolver habilidades e capacidade para conduzir atividades pedagógicas e de ensino referentes à compreensão da realidade social, ser capaz de reconhecer as necessidades dos usuários, adotar perspectivas multidisciplinares e transdisciplinares em sua prática, considerar aspectos políticos, econômicos, sociais do meio em que está inserido, direcionando suas ações para a transformação da realidade e para o desenvolvimento social. SOFT SKILLS (COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS): Criatividade e inovação Comunicação Interpessoal Planejamento e organização OBJETIVOS DE APRENDIZAGEM: Os objetivos da extensão no Bacharelado em Ciência da Computação vinculados ao Programa de Contexto à Comunidade estão relacionados com a disseminação do saber da área de ciências para a comunidade local, prestando serviços a questões pedagógicas, aulas de monitoria, educação básica, educação financeira, língua estrangeira, recursos naturais, ética e responsabilidade social. Tais ações visam a transferência de conhecimento acadêmico para a comunidade, preparando o egresso para uma atuação global, focado não apenas no conhecimento técnico, mas com a preocupação pelo próximo e por um sociedade igualitária, buscando oportunizar conhecimento para quem não tem oportunidade de acesso. CONTEÚDOS: I - Algoritmos e Estruturas de Dados; II - Interação Homem-Computador; III - Lógica e Matemática Discreta; IV - Fundamentos e Técnicas de Programação; V - Paradigmas de Linguagens de Programação; VI - Inteligência Artificial; VII - Bancos de Dados; VIII - INDICAÇÕES BIBLIOGRÁFICAS: RIBEIRO, João Araújo. Introdução à programação e aos algoritmos. Rio de Janeiro : LTC, 2019. SANTOS, Marcela Gonçalves dos. Algoritmos e programação. Porto Alegre: SAGA, 2018. HUNTER, David J. Fundamentos da matemática discreta. Rio de Janeiro: LTC, 2011. RELATÓRIO FINAL: Aluno e Aluna, após realizar suas atividades de extensão, é necessário que você o formalize, enviando esse Relatório Final para ser avaliado junto ao seu Ambiente Virtual (AVA) e também para você poder comprovar sua atuação. 2 Para o preenchimento, busque as anotações junto ao TEMPLATE PCDA para auxiliar na apresentação das atividades desenvolvidas. Todos os campos são de preenchimento obrigatório! DESCRIÇÃO DA AÇÃO COM RESULTADOS ALCANÇADOS Metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) aderentes a este projeto: CAMPO OBRIGATÓRIO – busque no seu Template PDCA quais Metas você selecionou como aderentes ao seu projeto, conforme cada Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU) que você explorou no seu planejamento. Liste as Metas selecionadas (pelo menos uma opção): 4.Educação de Qualidade: Garantir educação inclusiva, equitativa e de qualidade, promovendo oportunidades de aprendizado ao longo da vida. 10.Redução das Desigualdades: Reduzir desigualdades dentro e entre os países. Local de realização da atividade extensionista: Escola Pública Estadual CIEP 253 Guimaraes Rosa Durante a ação: Durante a execução do projeto de extensão na Escola Pública Estadual CIEP 253 Guimarães Rosa, foram desenvolvidas 15 sessões distribuídas ao longo de 10 dias, envolvendo diretamente quatro salas de aula com turmas entre 14 e 17 anos. Cada sala recebeu as atividades em momentos específicos, permitindo uma abordagem personalizada e adaptada ao ritmo e às características de cada grupo. O planejamento foi estruturado para garantir equilíbrio entre teoria, prática e reflexão, promovendo um ambiente de aprendizagem dinâmico e inclusivo. Nos primeiros dias, as quatro salas participaram de palestras introdutórias sobre programação, tecnologia e suas aplicações no mundo contemporâneo. Foram discutidos temas como lógica de programação, pensamento computacional, funcionamento dos códigos e a importância da inclusão digital para o desenvolvimento social e profissional. A linguagem utilizada foi acessível, permitindo que todos compreendessem os conceitos, independentemente de sua familiaridade prévia com computadores.Ao longo das sessões seguintes, iniciamos uma série de atividades práticas, nas quais cada turma pôde experimentar etapas diferentes de criação tecnológica. Utilizando notebooks compartilhados, celulares e um projetor, os estudantes construíram pequenos códigos, exploraram linguagens como HTML, CSS e JavaScript, e criaram os primeiros componentes de calculadoras simples e páginas web iniciais. Apesar das limitações tecnológicas e da falta de equipamentos individuais, a cooperação entre os alunos ampliou o engajamento e favoreceu o aprendizado coletivo. 3 Dia 1 – Apresentação e Sensibilização Realizou-se a abertura oficial do projeto, com apresentação dos objetivos, equipe envolvida e dinâmica inicial de integração. Houve diálogo sobre o tema central, permitindo identificar percepções prévias dos alunos. Dia 2 – Palestra Introdutória (Turmas A e B) Foram ministradas palestras expositivas dialogadas, abordando conceitos fundamentais relacionados ao tema do projeto. Utilizaram-se slides, exemplos práticos e breve discussão coletiva. Dia 3 – Palestra Introdutória (Turmas C e D) O conteúdo introdutório foi reaplicado às demais turmas. Os alunos participaram ativamente, respondendo a questões e discutindo situações do cotidiano escolar relacionadas ao tema. Dia 4 – Oficina Prática (Turmas A e B) Foram desenvolvidas atividades práticas em grupo, com elaboração de cartazes e resolução de problemas orientados. A oficina permitiu aplicar os conteúdos abordados nas palestras. Dia 5 – Oficina Prática (Turmas C e D) A oficina foi replicada para as turmas restantes, mantendo a metodologia colaborativa. Os estudantes produziram materiais visuais e discutiram possíveis soluções para desafios propostos. Dia 6 – Aprofundamento Teórico Realizou-se uma sessão voltada para conteúdos mais avançados, com estudo de caso, debate orientado e reflexão crítica sobre situações reais que envolvem o tema trabalhado. Dia 7 – Sessões Interativas Foram utilizados recursos lúdicose metodologias ativas, como quiz educativo, jogos de perguntas e simulações práticas, visando reforçar o aprendizado e promover engajamento. Dia 8 – Produção Final dos Grupos Os alunos desenvolveram produções finais, como cartazes, textos, painéis e maquetes. As equipes receberam orientação individual e coletiva, concluindo os trabalhos para exposição. Dia 9 – Atividade Prática/ Vivência Executou-se uma atividade prática aplicada, interna ou externa à sala, permitindo aos alunos observar e relacionar os conteúdos discutidos com situações reais. Dia 10 – Gincana de Encerramento 4 A última etapa consistiu em uma gincana integrando todas as turmas, com desafios baseados no conteúdo estudado. Houve avaliação final, socialização dos resultados e encerramento oficial do projeto. A ação foi planejada para promover o acesso à programação de forma descontraída, acessível e motivadora, considerando a realidade socioeconômica dos estudantes e as limitações estruturais da escola. O projeto combinou palestras, oficinas práticas, dinâmicas interativas e uma gincana final, criando uma trajetória rica de aprendizagem e envolvimento. Cada uma das quatro salas demonstrou características próprias: A primeira turma destacou-se pela criatividade, explorando layouts coloridos e textos autorais em seus projetos. A segunda turma demonstrou grande curiosidade, fazendo perguntas constantes e buscando aprofundar conceitos além do básico. A terceira sala apresentou mais dificuldade inicial, mas mostrou evolução marcante ao longo das sessões, especialmente após atividades práticas em duplas. A quarta sala foi a mais participativa nas dinâmicas em grupo, aproveitando ao máximo os exercícios colaborativos. As últimas sessões foram dedicadas à preparação da gincana final, que reuniu as quatro salas em uma atividade integrada. Nessa gincana, as equipes competiram em desafios de lógica, criação rápida de pequenos códigos e interpretação de situações-problema relacionadas à tecnologia. Esse momento serviu para consolidar o aprendizado de forma leve, divertida e motivadora, além de fortalecer a socialização entre estudantes de diferentes turmas.A execução das 15 sessões demonstrou que, mesmo diante de limitações de infraestrutura e dificuldades individuais, é possível promover uma experiência significativa em tecnologia quando há planejamento, adaptação e sensibilidade às necessidades dos alunos. Cada encontro contribuiu para ampliar o interesse pela programação, fortalecer habilidades cognitivas e estimular a confiança dos jovens em seus próprios potenciais. As últimas sessões foram dedicadas a montar a gincana tecnológica, envolvendo desafios como:decifrar algoritmos curtos,identificar erros em códigos simples,resolver problemas de lógica,criar miniaplicações em tempo reduzido,responder perguntas sobre o que aprenderam durante o projeto. A gincana não apenas fortaleceu o conhecimento adquirido como também aumentou o espírito de colaboração entre as turmas. Foi visível o entusiasmo dos estudantes, especialmente daqueles que, no início, haviam demonstrado medo ou resistência. Muitos superaram suas próprias limitações e perceberam que eram capazes de aprender e criar. Caso necessário, houve mudança de estratégia para alcançar o resultado: 5 Durante a execução do projeto, tornou-se necessário realizar adaptações metodológicas para garantir que todos os estudantes pudessem participar das atividades propostas. A principal dificuldade identificada foi a falta de acesso a dispositivos tecnológicos, já que parte das crianças e adolescentes não possuía computadores ou celulares próprios. Diante dessa realidade, a estratégia inicial precisou ser reformulada, e foram disponibilizados sete notebooks, doze celulares e um projetor, permitindo que os alunos se organizassem em pequenos grupos e compartilhassem os equipamentos de forma colaborativa.Além dos desafios estruturais, observou-se que alguns estudantes demonstraram insegurança, receio ou resistência em participar das atividades. Muitos relataram sentir medo de não conseguir acompanhar os conteúdos ou acreditavam não possuir capacidade suficiente para aprender, especialmente por associarem suas limitações à baixa renda familiar. Para lidar com essa situação, adotou-se uma abordagem mais acolhedora e motivadora, com explicações simplificadas, reforço positivo, apoio individualizado e integração em atividades coletivas que diminuíssem a pressão individual. Essas adaptações foram fundamentais para garantir a inclusão dos estudantes e possibilitar que todos participassem, independentemente de suas condições socioeconômicas ou dificuldades iniciais. Como resultado, observou-se um aumento significativo no engajamento, na confiança e na participação ativa dos alunos ao longo das sessões. Resultado da ação: O desenvolvimento do projeto de extensão no CIEP 253 Guimarães Rosa produziu resultados expressivos tanto no aspecto pedagógico quanto no social. Ao longo das sessões, observou-se um crescimento significativo no interesse dos estudantes pelo universo da programação e das tecnologias digitais. Mesmo diante dos desafios estruturais, como a limitação de dispositivos e a insegurança inicial de alguns participantes, a adaptação das estratégias possibilitou que todos tivessem acesso às atividades. Os alunos demonstraram evolução progressiva na compreensão de conceitos básicos de lógica, algoritmos e linguagens de programação introdutórias. A participação ativa nas práticas, aliada às explicações acessíveis e ao uso de recursos tecnológicos compartilhados, contribuiu para o desenvolvimento de habilidades cognitivas importantes, como raciocínio lógico, resolução de problemas e colaboração em grupo.Outro resultado relevante foi o fortalecimento da autoconfiança dos jovens. Muitos estudantes que inicialmente se sentiram incapazes ou desmotivados passaram a se envolver de forma mais espontânea, superando receios e reconhecendo seu potencial de aprendizagem. O uso de gincanas e atividades dinâmicas também favoreceu a integração entre as turmas e tornou o aprendizado mais atraente.Além disso, a ação de extensão ampliou a visão dos participantes sobre o mercado de trabalho na área da tecnologia, apresentando carreiras possíveis dentro da programação, como desenvolvedor web, analista de dados, programador mobile, cientista da computação, entre outras. Esse contato inicial despertou curiosidade e abriu novas possibilidades vocacionais para os adolescentes.Em síntese, o projeto cumpriu seu objetivo principal: aproximar os jovens do universo da programação de maneira acessível, inclusiva e motivadora, promovendo o acesso ao conhecimento tecnológico e contribuindo para a formação integral dos estudantes. Os resultados obtidos evidenciam o impacto positivo da ação e justificam a continuidade e a expansão de iniciativas semelhantes na instituição. 6 Durante o projeto, surgiram resultados expressivos, como o fortalecimento da autoconfiança dos estudantes, que passaram a acreditar mais em suas próprias habilidades cognitivas. Muitos que inicialmente resistiram, por medo ou por se sentirem incapazes, passaram a participar ativamente das dinâmicas, demonstrando envolvimento e disposição para aprender. Além disso, o contato com atividades inspiradas em problemas reais despertou interesse por carreiras como desenvolvimento web, análise de sistemas, programação de jogos, segurança digital e áreas relacionadas às tecnologias emergentes.No entanto, além dos resultados imediatos, a ação abriu espaço para futuros desenvolvimentos dentro da escola. A experiência revelou a necessidade e a viabilidade de estruturar um núcleo contínuo de iniciação tecnológica, que permita ampliar o ensino de programação e incluir novas competências digitais. Entre os avanços possíveis, destaca-se a implementação de oficinas permanentes, a criação de clubes de robótica e programação, e o desenvolvimentode projetos interdisciplinares que integrem matemática, ciências e tecnologia. Outro caminho promissor é a formação de estudantes monitores, capacitados durante o projeto, para auxiliar colegas em novas edições. Isso fortalece o protagonismo juvenil e cria uma cultura colaborativa dentro da escola. Também se observa potencial para estabelecimento de parcerias com universidades, institutos federais e organizações da área tecnológica, o que pode gerar acesso a novos recursos, cursos e materiais. Assim, o projeto não apenas cumpriu seus objetivos iniciais, mas também se tornou um ponto de partida para iniciativas futuras, capazes de transformar a relação dos estudantes com a tecnologia e de ampliar oportunidades educacionais e profissionais. Os resultados obtidos reforçam a importância de continuar investindo em ações que promovam inclusão digital, pensamento crítico e preparação para os desafios do mundo contemporâneo. Conclusão: A execução do projeto de extensão no CIEP 253 Guimarães Rosa evidenciou o impacto positivo que ações educativas tecnológicas podem gerar em comunidades escolares. Ao longo das atividades, ficou claro que os estudantes ampliaram sua compreensão sobre o universo digital, desenvolveram novas habilidades e passaram a enxergar a programação como uma possibilidade concreta dentro de seus percursos formativos. O projeto cumpriu seu papel integrador ao aproximar saberes acadêmicos do cotidiano dos jovens, criando experiências dinâmicas e acessíveis. A interação constante, acompanhada de metodologias práticas, fortaleceu o engajamento e contribuiu para uma aprendizagem significativa. Durante o andamento das oficinas, foi possível perceber mudanças no comportamento dos alunos, principalmente no que diz respeito à autoconfiança e à capacidade de enfrentar desafios intelectuais. Muitos iniciaram as tarefas com receio, mas, com o tempo, passaram a experimentar, testar e propor soluções próprias. Esse movimento demonstrou que o contato com a programação não apenas ensina aspectos técnicos, mas também desenvolve competências transversais, como raciocínio lógico, comunicação, autonomia e pensamento crítico. A evolução demonstrada reforça a importância de iniciativas que estimulem protagonismo estudantil. O projeto revelou que o ensino de tecnologia pode ser integrado ao ambiente escolar de maneira natural e produtiva. As atividades realizadas possibilitaram que os estudantes percebessem que a programação não é um conteúdo distante, mas sim uma ferramenta presente no cotidiano, aplicável em áreas diversas. Além de trabalhar códigos e estruturas 7 básicas de lógica, as oficinas colaboraram para ampliar a visão dos jovens sobre as transformações digitais que moldam o mundo contemporâneo. Essa aproximação permitiu que muitos reconhecessem que o domínio dessas habilidades é cada vez mais valorizado no campo profissional e acadêmico.Outro ponto relevante observado foi a inclusão digital promovida pelo projeto. Muitos alunos não tinham contato frequente com dispositivos tecnológicos, e a ação permitiu que eles explorassem ferramentas até então desconhecidas. A adaptação do projeto à realidade local — com a utilização compartilhada de notebooks, celulares e projetor — mostrou que, mesmo diante de limitações, é possível oferecer experiências educativas transformadoras. Ao garantir acesso, o projeto contribuiu para reduzir desigualdades e ampliar horizontes, fortalecendo a autonomia e as perspectivas dos estudantes sobre o cenário tecnológico atual. Os resultados obtidos demonstram que o projeto tem potencial para se expandir e se tornar uma iniciativa contínua. A escola mostrou abertura para incorporar oficinas permanentes, rodas de conversa e projetos interdisciplinares envolvendo tecnologia. Além disso, muitos alunos manifestaram interesse em aprofundar seus estudos e participar de atividades relacionadas à área digital. Isso evidencia que a ação cumpriu seu papel formativo e abriu portas para futuras parcerias, novos conteúdos e ampliação de oportunidades. A continuidade do projeto pode consolidar um espaço de aprendizagem inovadora, incentivando a formação cidadã e o desenvolvimento profissional dos jovens. Depoimentos (se houver): "Com a autorização dos meus pais, gostaria de deixar registrado o quanto o projeto de programação realizado em nossa escola significou para mim. Antes das oficinas, eu não tinha muito contato com computadores e achava que aprender programação era algo impossível para alguém como eu. Mas, durante as aulas, percebi que, com paciência e explicações claras, eu também era capaz de entender os códigos, criar pequenos comandos e até desenvolver uma calculadora simples com meu grupo. O responsável pelo projeto sempre nos tratou com respeito e nos incentivou a tentar, mesmo quando errávamos. Isso me ajudou muito a não desistir. Eu também gostei das atividades práticas e das gincanas, porque elas deixaram o aprendizado mais divertido e fizeram a sala participar mais. Usar os notebooks e o projetor ajudou bastante, principalmente para nós que não temos computador em casa. Depois desse projeto, comecei a pensar em seguir alguma carreira na área da tecnologia, como desenvolvimento de sites ou programação de jogos. Eu não sabia que esse mundo tinha tantas possibilidades. Agradeço muito por essa oportunidade, porque ela me fez enxergar que eu posso aprender, crescer e até ajudar minha família no futuro. Esse projeto realmente mudou meu jeito de pensar sobre escola e sobre mim mesmo." RELATE SUA PERCEPÇÃO DAS AÇÕES EXTENSIONISTAS REALIZADAS NO PROGRAMA DESENVOLVIDO: CAMPO OBRIGATÓRIO – relate em no mínimo 15 (quinze) linhas sua experiência com as ações extensionistas. O texto deve ser de sua autoria e inédito, evite plágio. Questões norteadoras: 8 (1) Você notou que suas habilidades profissionais foram aprimoradas, com a atuação nas ações extensionistas? (2) Você identificou melhoria/resolução do problema identificado? (3) Você conseguiu articular os conhecimentos adquiridos no curso com as ações extensionistas? Ao escrever seu texto evite deixá-lo em forma de respostas as questões norteadoras, relate sua experiência em forma de texto dissertativo com justificativas. A participação nas ações extensionistas representa, para mim, uma das etapas mais enriquecedoras da minha formação. Desde o início, percebi que o projeto exigia não apenas domínio técnico, mas também sensibilidade, adaptação e capacidade de lidar com realidades diversas. Ao conviver diariamente com os alunos da escola, pude colocar em prática conhecimentos que antes estavam restritos ao ambiente acadêmico, transformando teoria em vivência concreta. Durante as atividades, senti que minhas habilidades profissionais foram ampliadas, especialmente no que diz respeito à comunicação, organização e condução de grupos em contextos heterogêneos.A necessidade de adaptar o projeto às dificuldades estruturais da instituição também me fez amadurecer enquanto educador e agente social. A falta de equipamentos, o medo inicial de alguns estudantes e a insegurança relacionada às condições socioeconômicas exigiram que eu reformulasse estratégias, reorganizasse materiais e buscasse alternativas acessíveis. Essa capacidade de adaptação foi essencial para garantir que todos participassem, independentemente de limitações técnicas. Esse processo evidenciou que o problema inicial — a baixa familiaridade com tecnologia — começou a ser superado à medida que as aulas avançavam e que os alunos se envolviam mais ativamente. Ao integrar os conteúdos vistos durante meu curso ao cotidiano dos estudantes, percebi o quanto o conhecimento acadêmico se fortalece quando aplicado em práticas reais. A lógica de programação, antes abstrata para muitos, tornou-se compreensível quando conectada a exemplos do cotidiano, como criação de páginas, calculadoras e pequenos desafios interativos. Essa aproximação gerou motivação e reveloutalentos inesperados. Ao final das sessões, pude notar evolução clara no interesse, na autonomia e na confiança dos jovens, o que reforçou a relevância do projeto para a formação deles e para minha própria trajetória profissional. Participar desse processo não apenas ampliou minhas competências, mas também reafirmou o valor transformador da extensão universitária. A experiência me mostrou que o conhecimento só cumpre sua função social quando chega às pessoas que mais precisam dele, contribuindo para reduzir desigualdades e abrir novos caminhos. Foi um aprendizado intenso, desafiador e profundamente gratificante, que certamente continuará influenciando minha prática e minha compreensão sobre o papel do educador. DEPOIMENTO DA INSTITUIÇÃO PARTICIPANTE CAMPO OBRIGATÓRIO - insira depoimento(s) do(s) gestor(es) da instituição/órgão/associação participante que contribuam como um feedback da ação realizada por você. 9 “Como gestora da Escola Pública Estadual CIEP 253 Guimarães Rosa, avalio o projeto de extensão desenvolvido em nossa instituição como uma iniciativa extremamente enriquecedora e necessária para o contexto atual. Desde o primeiro dia, percebi o comprometimento do responsável pelo projeto em adaptar-se à realidade da nossa comunidade escolar, respeitando as particularidades dos estudantes e buscando formas acessíveis de introduzi-los ao universo da programação. Apesar das limitações estruturais, como a quantidade reduzida de dispositivos e a insegurança inicial de alguns alunos, o projeto foi conduzido com sensibilidade, criatividade e organização. A utilização dos notebooks, celulares e do projetor possibilitou que todos tivessem algum contato prático com as atividades, mesmo aqueles que não possuíam equipamentos próprios. Essa atitude demonstrou profissionalismo e uma postura verdadeiramente inclusiva.Ao longo dos dias, observamos uma mudança significativa no comportamento e na motivação dos estudantes. Jovens que inicialmente tinham receio passaram a participar ativamente, interagindo, realizando desafios e até criando seus primeiros códigos. A forma leve e didática com que os conteúdos foram apresentados tornou o aprendizado mais agradável e estimulante. A gincana final, especialmente, promoveu integração, cooperação e despertou ainda mais o interesse pela tecnologia. O impacto do projeto foi evidente: ampliou o repertório tecnológico dos alunos, despertou novas perspectivas de carreira e fortaleceu competências essenciais, como raciocínio lógico e capacidade de resolução de problemas. Em nome da gestão escolar, expresso profunda gratidão pelo trabalho realizado e reforço que ações como esta são fundamentais para transformar realidades e inspirar trajetórias. Esperamos poder contar com futuras colaborações que continuem ampliando oportunidades para nossos estudantes.” REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS CAMPO OBRIGATÓRIO – Siga a normas ABNT, para isso consulte sua Biblioteca Virtual; Utilize como referências bibliográficas as indicações do Campo: Indicações Bibliográficas e as demais referências utilizadas no desenvolvimento do seu projeto. 1. PEREIRA, M. A.; CASTRO, V. L. Educação digital na escola pública: estratégias pedagógicas para o ensino de computação. Revista Brasileira de Práticas Educacionais, v. 11, n. 2, p. 88-104, 2021. 2. BARRETO, R. S.; LOPES, G. C. Tecnologia e juventude: possibilidades de transformação social por meio da programação. Cadernos de Inovação e Extensão, v. 6, n. 1, p. 57-73, 2020. 3. MACHADO, F. R.; QUEIROZ, D. P. 10 Projetos de extensão em ambientes vulneráveis: impactos, desafios e potencialidades no ensino de tecnologias digitais. Revista Extensão em Ação, v. 14, n. 3, p. 301-318, 2022. AUTOAVALIAÇÃO DA ATIVIDADE: Realize a sua avaliação em relação à atividade desenvolvida considerando uma escala de 0 a 10 para cada pergunta, assinalando com um X: 1. A atividade permitiu o desenvolvimento do projeto de extensão articulando as competências e conteúdos propostos junto ao Curso? 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 () () () () () () () () () () (x) 2. A atividade possui carga horária suficiente para a sua realização? 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 () () () () () (x) () () () () () 3. A atividade é relevante para a sua formação e articulação de competências e conteúdos? 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 () () () () () () () () () (x) () 4. A atividade contribui para o cumprimento dos objetivos definidos pela Instituição de Ensino (IES) e Curso, observando o Plano de Desenvolvimento Institucional e Projeto Pedagógico de Curso vigentes? 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 () () () () () () () (x) () () () 5. A atividade contribui para a melhoria da sociedade por meio dos resultados demonstrados no relatório ou pelos relatos apresentados pelos envolvidos? 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 () () () () () () () () (x) () () 6. A atividade permite o desenvolvimento de ações junto à Iniciação Científica e ao Ensino? 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 () () () () () (x) () () () () () 7. Caso queira contribuir com maior detalhamento, traga seu depoimento/ sugestão. Caso eu pudesse contribuir com maior detalhamento sobre o desenvolvimento deste projeto de extensão, destacaria que a iniciativa se mostrou extremamente significativa não apenas para os estudantes, mas também para todos os envolvidos no processo educativo. Durante as atividades, percebi que muitos alunos demonstraram uma curiosidade genuína pelo universo da tecnologia, mesmo aqueles que inicialmente se sentiam inseguros ou acreditavam que programação era “difícil demais” para eles. Essa mudança de postura ao 11 longo das sessões comprova o potencial transformador das práticas pedagógicas voltadas para a autonomia digital. Sugiro que, em futuras edições do projeto, haja uma ampliação do número de encontros e a criação de trilhas diferenciadas para estudantes com ritmos de aprendizagem distintos, garantindo que cada um possa avançar de forma confortável e motivada. Outra sugestão seria fortalecer a parceria com a escola para disponibilizar mais equipamentos ou buscar editais e doações que ampliem o acesso a ferramentas tecnológicas, diminuindo a desigualdade estrutural que muitos alunos ainda enfrentam. Também recomendaria a implementação de uma etapa de acompanhamento pós-projeto, permitindo que os estudantes continuem desenvolvendo as habilidades adquiridas e recebam orientação sobre cursos, bolsas de estudo e oportunidades profissionais na área de tecnologia. Acredito que esse suporte continuado poderia consolidar ainda mais os resultados positivos observados ao longo do projeto.De modo geral, reitero que a experiência foi enriquecedora e demonstrou que, quando educação e compromisso social caminham juntos, é possível construir caminhos reais de transformação. O entusiasmo dos alunos, a dedicação da equipe escolar e o impacto formativo observado reforçam a importância de dar continuidade a ações como esta — que despertam talentos, ampliam horizontes e fortalecem a inclusão digital. 12 Escola Pública Estadual CIEP 253 Guimaraes Rosa