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DOENÇAS DOS VASOS SANGUÍNEOS INTRODUÇÃO ANATOMIA Artérias e veias: têm valvas; que são responsáveis pela circulação Veias periféricas e profundas: que ligam as mais perfurantes, artéria é formada pela túnica. (A) túnica íntima; (B) lâmina elástica interna; (C) túnica média; (D) lâmina elástica externa (acima da média) (E) túnica externa (Parte fora dos vasos) -Artéria mais grossa calibrosa, processo de dilatação e maior, por ser elástica ela permite maior fluxo Vaso vasorum: nutrem as veias e as artérias · As alterações patológicas nos vasos sanguíneos estão geralmente associadas a: · Estreitamento ou obstrução da luz do vaso, limitando o fluxo sanguíneo para tecidos/órgãos; · Enfraquecimento da parede dos vasos, com consequente dilatação, dissecção ou ruptura. SISTEMA VENOSO · Superficial, · Profundo, · Perfurantes, · TVP, varizes. SISTEMA ARTERIAL · Túnicas externa, média e interna, · Mais espessa, Pressão decrescente, · Ex.: Arteriosclerose, Tromboangeíte obliterante, Doença de Raynaud. TROMBOSE VENOSA PROFUNDA (TVP) · Doença grave que se caracteriza pela formação de trombo (coágulo sanguíneo) no interior de uma veia profunda, · Trombo X Embolo, · Morbidade e mortalidade pós fraturas e pós operatório Quando há lesão no vaso, a fibrina vem dos fatores de coagulação (vias intrínsecas - organismo ou vias extrínsecas – cortou o dedo, operou, tem que cicatrizar). Pró-trombina é convertida em fibrina. A via intrínseca vai começar a disparar uma série de fatores para disparar a trombina (cascata de coagulação), que tem uma estrutura chamada fibrinogênio, que converte a trombina e fibrina, que é solta no sangue para funcionar como cola na casquinha do machucado. Se ela demora muito, junta muito trombo, fazendo com que faça uma casca muito grande e mole (parece uma gelatina). Quando o fluxo é grande, ele vai batendo nesse trombo, fazendo com que ele se espalhe, ou saia um pedaço, que irá percorrer pelo corpo, podendo causar uma trombose. Pessoas com TVP precisam de repouso profundo, compressas quentes para que haja vasodilatação, e usar anticoagulante. 1. Usar anticoagulante; TVP FATORES PREDISPONENTES: · Idade; · Obesidade; · Traumatismo; · Pós-operatório; · Longos períodos imobilizado: estase venosa; Patogenia: Tríade de Virchow Quadro Clínico: · Dor; · Edema; · Febrícula local; · Impotência funcional; · Marcha claudicante Diagnóstico: · Ultrassonografia; · Flebografia; · Eco-color-Doppler; · Sinais e sintomas; Complicações · Imediata TEP: trombo se desloca (êmbolo) · Tardias: Edema crônico aumentado, sinal da “bota”, alterações tróficas da pele, eczema e úlceras. Prevenção: · Fazer caminhadas regularmente, · Quando permanecer longos períodos imobilizado (sentado, acamado), procure mover os pés, · Não fumar, · Controlar o peso, · Evitar sedentarismo, · Usar meia elástica. (ajuda no retorno venoso) Profilaxia/ Tratamento: · Farmacológica: medicação anticoagulante (heparina, warfarina, aspirina); · Meias elásticas de compressão gradual; · Aparelhos de compressão pneumática. · Fisioterapia: mobilização precoce (risco de embolização do trombo), Tratamento FASE aguda: 0 a 5 dias · Deve-se evitar mobilização devido a risco de embolia pulmonar. · Preconizar o repouso Objetivos · Diminuir dor; · Diminuir edema; · Impedir deslocamento do trombo. · Manter trofismo muscular e ADM. Tratamento após 5 dias · Intervenção Terapêutica · Calor superficial e compressas quentes. · Degravitação, drenagem linfática · Encaminhar ao médico para medicação anticoagulante. · Mobilizar articulações vizinhas. Tratamento FASE crônica a partir de 6 meses - Objetivos: · Diminuir a dor. · Diminuir edema. · Melhorar o retorno venoso. · Normalizar funcionalidade do membro acometido. · Evitar complicações osteomioarticulares. Intervenção Terapêutica · Compressas quentes, infravermelho, turbilhão. · Drenagem linfática, degravitação de MMII. · Uso de meia elástica, bomba de tornozelo. · Cinesioterapia respeitando limite funcional individual. · Ultra Som Pulsado (0,5 w/cm) para aumentar a vascularização e favorecer a recanalização. Obs: não é aconselhável nem crio e nem calor profundo. Varizes · Doença crônica que faz com que as veias fiquem tortuosas e dilatadas com conseqüente insuficiência valvar; · Acomete 20% da população; · Bilaterais em 75,3% dos casos. · Localização: MMII (mais frequente), MMSS, ânus. Fatores de Risco: · Sexo feminino 3:1; · Hereditariedade, · Idade avançada, · Alterações hormonais, · Obesidade, · Longos períodos em pé. Circulação venosa · Superficiais, · Profundas, · Valvas, · Músculos. Quadro Clínico: · Dor, · Veias tortuosas, dilatadas, · Sensação de peso nas pernas, · Alteração de pigmentação, · Cãimbras; Complicações: · Edema, · Hemorragia, · Tromboflebite superficial, · Ulceração. Diagnóstico: · US, · Flebografia, · Eco-Doppler. Tratamento · Laser, · Escleroterapia, · Cirurgia. Fisioterapia: 1. Anamnese (HMA, HMP, HF, problemas associados, sintomas), 2. Inspeção: morfologia, localização, postura, pele (úlceras, manchas, edema), 3. Palpação: elasticidade da pele, temperatura, edema (tipo), fibrose, trajeto varicoso, etc. Objetivos do tratamento: · Manter boa nutrição tecidual, · Aliviar a dor, · Orientar quanto às AVD’s, · Evitar/ retardar complicações, Tratamento Fisioterápico: · Drenagem linfática, · Enfaixamento, · Degravitação, · Meias elásticas, · Calor superficial, · Exercícios, · Alongamento (adutores de coxa), · Exercícios respiratórios (captação linfática). Orientações Gerais: · Evitar uso de cintas abdominais, · Evitar postura ortostática por muito tempo, · Evitar cruzar as pernas, · Controlar ganho de peso, · Usar meias elásticas, · Degravitar MMII, · Orientar quanto a prática de atividade física. Fenômeno de Raynaud Episódios de vasoconstrição das pequenas artérias que levam a alterações da cor da pele nas extremidades (branca, cianótica, hiperemia reacional). FASES 1. As pontas dos dedos tornam-se pálidas com da sensibilidade, parestesia e dor (duração: 30 min); 2. Os dedos tornam-se mais cianóticos, podendo ocorrer hiperemia funcional com dor pulsátil. Formas clínicas: · Fenômeno de Raynaud primário, · Fenômeno de Raynaud secundário. Etiologia: · Desconhecida, · Íntima relação com o frio, · Hereditária: 10% Incidência: · Maior no sexo feminino e jovens, · Predominante em pessoas magras e emotivas, · Relação com pessoas que se mudam de regiões de clima quente para frio, · Evolução de no mínimo 2 anos Quadro clínico: · Edema, · Dor, · Impotência funcional. Tratamento clínico: · Proteção das extremidades contra o frio, · Sedação ou psicoterapia, · Medicamento: vasodilatadores, · Cirúrgico: simpatectomia. Fisioterapia: · Mobilização dos membros afetados, · Calor superficial, · Hidroterapia (37°C a 45°C), turbilhão, · Massagem, · Orientações. Síndrome de Raynaud: · Insuficiência arterial das extremidades, · Fenômeno de Raynaud secundário (a estenose arterial – lúpus, aterosclerose) · Causas: dçs reumatológicas (ex.:LES); compressão nervosa (ex.:Síndrome do túnel do carpo); · Tratamento: de acordo com as causas. Tromboangeíte Obliterante (Doença de Buerger) · Reação inflamatória aguda e crônica trombosante das artérias de pequeno e médio calibres e veias de extremidades Etiologia: · Desconhecida, · Íntima relação com o fumo, · Pode ser agravada pelo frio. Incidência: · Idade: 20 a 40 anos, · Ambos os sexos, · Predomina em MMII. Aspectos Clínicos: Sinais iniciais: · Flebite migratória (Sinal de Trousseau); · Dor e frio no trajeto do vaso; · Parestesias; · Marcha claudicante. Sinais tardios: · Insuficiência vascular e cianose; · Hipotrofia progressiva; · Dor excruciante e gangrena dos membros. Aspectos Clínicos: · Pele: branca – púrpura; · Brilhosa; · Falhas nos pêlos; · Frialgia; · Alterações de sensibilidade; · Infecções secundárias; · Diminuição de pulso. Diagnóstico: · Exames laboratoriais; · US c/ Doppler ou Eco-Doppler; · Arteriografia. Tratamento: · Abstenção total do fumo; · Analgésicos; · Drogas vasodilatadoras; · Simpatectomia; · Amputação. Objetivos do Tratamento Fisioterápico:· Aliviar a dor; · Normalizar sensibilidade; · Manter nutrição tecidual; · Evitar complicações: hipotrofias, diminuição de ADM, gangrena, ulceração, claudicação e amputação Tratamento Fisioterápico: Preventivo: · Exercícios p/ manter a hiperemia funcional · Cinesioterapia; · Hidroterapia; · Pós cirúrgico: ft aplicada à ortopedia e amputação. image4.png image2.png image1.png image3.png image5.png