Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.

Prévia do material em texto

Profª Drª Maria Teresa de Souza Barboza
EXECUÇÃO TRABALHISTA E 
PROCEDIMENTOS ESPECIAIS
Execução Trabalhista e
Defesas em Fase de Execução
▪ Garantida integralmente a execução:
✓ Depósito judicial
✓ Penhorado bem
✓ Exceção: entidades filantrópicas ou diretoria que compõe ou compuseram a diretoria dessas instituições.
▪ Apresentação de defesas, no prazo de 5 dias, a contar do depósito judicial em garantia ou da assinatura do 
auto de penhora:
✓ Embargos à execução pelo executado.
✓ Impugnação aos cálculos de liquidação pelo exequente.
▪ Embargos à execução - Matéria de defesa: 
✓ Restrita ao cumprimento da sentença ou do acordo: cálculos e valores.
✓ Quitação.
✓ Prescrição da dívida.
▪ Impugnação aos cálculos de liquidação – Matéria de defesa: cálculos e valores.
▪ Embargos à execução e impugnação aos cálculos de liquidação, poderão ser apresentadas caso tenham 
as partes impugnados cálculos em fase de liquidação de sentença, quando e se intimados para tanto, no 
prazo comum de 8 dias, sob pena de preclusão (CLT, art. 879, § 2º).
Defesas em fase de execução (CLT, art. 884 e §§)
▪ Considera-se inexigível o título judicial fundado em lei ou ato normativo declarados 
inconstitucionais pelo STF ou em aplicação ou interpretação tidas por incompatíveis com a 
CF. 
▪ Embargos à execução comportam instrução processual, se necessário se fizer, inclusive com 
o arrolamento de testemunhas e a realização de audiência, que deverá ser designada dentro 
de 5 dias, nos termos do artigo 884, §2º, da CLT e, encerrada a audiência, o processo irá à 
conclusão para proferimento de decisão, no prazo de 48 horas (CLT, art. 886).
▪ Não havendo provas a serem produzidas, o juiz proferirá sua decisão dentro de 05 dias 
(CLT, art. 885), devendo as partes dela serem notificadas, por correio (CLT, art. 886, §1º).
▪ Se as partes estiverem representadas por advogados, serão elas intimadas, nas pessoas de 
seus advogados, da sentença de homologação de cálculos.
▪ Sentença de homologação de cálculos: julgamento dos embargos à execução, da 
impugnação aos cálculo de liquidação e impugnação às contribuições previdenciárias.
▪ Contra a sentença de homologação de cálculos cabe a interposição do agravo de petição, no 
prazo de 08 dias (CLT, art. 897, “a” e §§ 1º, 3º, 6º e 8º).
Embargos à execução
▪ Interposto contra
✓Sentença de homologação de cálculos proferida pela Vara do Trabalho.
✓Outras sentenças de fase de execução, como sentença em embargos de terceiro.
▪ Prazo: 8 dias.
▪ Requisitos para o conhecimento: delimitação justificada das matérias e os valores 
impugnados (CLT, art. 897, § 1º).
▪ Efeitos suspensivo da execução quanto à parte controvertida que é objeto do seu conteúdo, 
ficando paralisada a execução quanto a este montante.
▪ Efeito devolutivo quanto à parte incontroversa: permitida a execução imediata da parte 
remanescente até o final (pagamento ao exequente).
▪ Não há preparo exigido para interposição do recurso.
▪ Interposto no juiz que proferiu a decisão recorrida e julgado por uma das turmas do TRT.
▪ Contra o acordão que julgou o AP não cabe RR, exceto em caso de ofensa direta e literal à 
CF (CLT, art. 896, § 2º).
Agravo de Petição (CLT, art. 897, “a” e §§ 1º, 3º, 6º e 8º)
▪ Ação autônoma de natureza incidental que tem por finalidade desconstituir constrição judicial de 
bens pertencentes a terceiros que não tem relação com o processo e nem respondem pela dívida.
▪ Legitimidade ativa: terceiro, estranho à execução, que não esteja incluído no polo passivo e que 
tenha sofrido constrição patrimonial ou ameaça de constrição sobre bens que possua ou sobre os 
quais tenha direito incompatível com o ato constritivo, poderá requerer seu desfazimento ou sua 
inibição.
▪ Considera-se terceiro para ajuizamento dos embargos (CPC, art. 674, § 2º):
✓ o cônjuge ou companheiro, quando defende a posse de bens próprios ou de sua meação, 
ressalvado o disposto no art. 843;
✓ o adquirente de bens cuja constrição decorreu de decisão que declara a ineficácia da alienação 
realizada em fraude à execução;
✓ quem sofre constrição judicial de seus bens por força de desconsideração da personalidade 
jurídica, de cujo incidente não fez parte;
✓ o credor com garantia real para obstar expropriação judicial do objeto de direito real de garantia, 
caso não tenha sido intimado, nos termos legais dos atos expropriatórios respectivos.
▪ Legitimidade passiva: o sujeito a quem o ato de constrição aproveita.
Embargos de Terceiro (CPC, arts. 674 a 681) (1/3)
▪ Com relação aos sócios incluídos na execução por meio de incidente de desconsideração de 
personalidade jurídica, o TST tem entendimento predominante de que eles devem se 
defender por meio dos embargos à execução.
▪ Sócio que se retirou da sociedade há mais de 2 anos, a contar da averbação de sua retirada 
na Junta Comercial, se defende por meio de embargos de terceiro (CC, art. 1.003, § único). 
▪ Prazo para o ajuizamento dos embargos de terceiro (CPC, art. 675): 
✓ opostos a qualquer tempo no processo de conhecimento enquanto não transitada em 
julgado a sentença e, 
✓ fase de execução cabíveis até 5 dias depois da adjudicação, da alienação por iniciativa 
particular ou da arrematação, mas sempre antes da assinatura da respectiva carta.
▪ Competência: juízo da execução, sendo distribuídos por dependência à ação principal.
▪ No caso de expedição de carta precatória para a constrição dos bens de terceiro, os 
embargos de terceiro serão oferecidos e julgados no juízo deprecado, com duas exceções: 
quando o juízo deprecante tiver ordenado a constrição do bem ou quando a carta precatória 
já tiver sido devolvida.
Embargos de Terceiro (CPC, arts. 674 a 681) (2/3)
▪ Contestação no prazo 15 dias (CPC, art. 679). Matéria impugnável:
✓ provar que o bem não pertence ao executado, mas ao terceiro embargante (as discussões 
são limitadas à titularidade do bem penhorado, não se admitindo discussões sobre matéria 
prejudicial à execução ou nulidades processuais).
✓ demonstrar que não tem qualquer responsabilidade na execução que se processa 
(havendo responsabilidade solidária ou subsidiária, por ser tomador de serviços, empresa 
do mesmo grupo econômico ou sócio da empresa, os embargos de terceiros são 
impróprios, pois o embargante é um dos coresponsáveis pelo débito judicial trabalhista).
✓ discussão de fraude contra credores, quando o executado se desfaz de bens e se torna 
insolvente, ainda que o meio próprio para desfazer os atos de alienação fraudulenta seja a 
ação pauliana (ou ação revocatória).
▪ Efeitos: suspensão da execução até decisão dos embargos de terceiro.
▪ É possível a instrução probatória e caso sejam eles acolhidos, a constrição judicial será 
cancelada e o bem retornará para a posse do terceiro.
▪ Contra a sentença de embargos de terceiro opostos em fase de execução cabe agravo de 
petição, no prazo de 08 dias
Embargos de Terceiro (CPC, arts. 674 a 681) (3/3)
▪ Aplicação subsidiária no CPC, arts. 133 a 137.
▪ Espécie de intervenção de terceiro: ocorre quando alguém passa a integrar o processo 
alheio por ter um interesse jurídico vinculado com aquele postulado no processo. Desde que 
o direito de alguém possa ser afetado pela sentença, cabe sua inserção no processo, nele 
passando a atuar, como se parte fosse. 
▪ Ação autônoma de natureza incidental que tem por finalidade desconstituir a personalidade 
jurídica da empresa e declarar que o sócio é responsável patrimonial pela obrigação 
trabalhista (atingir os bens particulares dos sócios).
▪ Cabível na fase de conhecimento e na fase de execução.
▪ Incidente deve ser requerido pelo exequente, uma vez verificado que a sociedade 
empresária não tem bens para satisfazer a obrigação trabalhista.
▪ Distribuída por dependência à ação principal, em qualquer fase do processo, inclusive em 
grau de recurso perante o tribunal, em que caberá ao relator processar o incidente.
▪ Se deferida a desconsideração, o sóciointegra a reclamação trabalhista, podendo em fase 
de execução se defender por meio da embargos à execução.
Incidente de Desconsideração de Personalidade Jurídica (CLT, art. 855-A e 
§§) (1/2)
▪ Petição inicial deve constar os fundamentos:
✓ CC, art. 50: “Em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade ou 
pela confusão patrimonial, pode o juiz, a requerimento da parte, ou do Ministério Público quando lhe 
couber intervir no processo, desconsiderá-la para que os efeitos de certas e determinadas relações 
de obrigações sejam estendidos aos bens particulares de administradores ou de sócios da pessoa 
jurídica beneficiados direta ou indiretamente pelo abuso”. 
✓ CDC, art. 28: “O juiz poderá desconsiderar a personalidade jurídica da sociedade quando, em 
detrimento do consumidor, houver abuso de direito, excesso de poder, infração da lei, fato ou ato 
ilícito ou violação dos estatutos ou contrato social. A desconsideração também será efetivada 
quando houver falência, estado de insolvência, encerramento ou inatividade da pessoa jurídica 
provocados por má administração”.
▪ Ao receber a petição inicial, o juiz suspende o andamento do processo principal até decisão do 
incidente, sem prejuízo de concessão da tutela de urgência de natureza cautelar (CLT, art. 855-A, § 
2º), e determina a citação do sócio, para que se manifeste no prazo de 15 dias.
▪ Da decisão interlocutória que acolher ou rejeitar o incidente (CLT, art. 855-A, § 1º):
✓ na fase de cognição, não cabe recurso de imediato, na forma do § 1º do art. 893 da CLT.
✓ na fase de execução, cabe agravo de petição, independentemente de garantia do juízo.
✓ cabe agravo interno se proferida pelo relator em incidente instaurado originariamente no tribunal.
Incidente de Desconsideração de Personalidade Jurídica (CLT, art. 855-A e 
§§) (2/2)
▪ Esgotados os meios de impugnação da execução ou quedadas as partes inertes quando 
provocadas, segue-se a execução com a expropriação de bens.
▪ Expropriação de bens: consiste nos atos que o Estado pratica, por intermédio do juiz com o 
fim de transferir, para outra pessoa, os bens penhorados do devedor, com o objetivo de 
satisfazer o direito do credor, consubstanciado em um título executivo (CPC, art. 825).
▪ Espécies de expropriação de bens: 
✓Adjudicação: ato processual pelo qual o próprio credor incorpora ao seu patrimônio o bem 
constrito que será submetido a hasta pública.
✓Arrematação: alienação do bem do executado pelo estado, realizado através de hasta 
pública.
✓Alienação por iniciativa particular: venda do bem penhorado por iniciativa do próprio 
exequente ou por intermédio do corretor ou leiloeiro público credenciado perante o órgão 
judiciário, quando não há adjudicação (CPC, art. 880).
▪ A doutrina e a jurisprudência trabalhista têm admitido como forma de expropriação por 
alienação iniciativa particular.
Expropriação de Bens
▪ Aplicação subsidiária no processo do trabalho do CPC, arts. 876 e 878.
▪ Legitimidade para adjudicar: exequente (CLT, art. 888, § 3º).
▪ Direito de preferência na adjudicação: é do credor e mesmo que arrematado o bem, o credor tem 
preferência na adjudicação, desde que formule requerimento até antes da assinatura do auto de 
arrematação (CPC, art. 888, §1º).
▪ Adjudicação será permitida se o valor considerado para o bem não for inferior ao valor da própria 
avaliação (CPC, art. 876).
▪ Se o valor do crédito for inferior ao do bem (bens) adjudicado, o adjudicante depositará de imediato a 
diferença. 
▪ Se o valor do crédito for superior ao da adjudicação, a execução ainda prosseguirá pelo saldo 
remanescente (artigo 876, §4º, do CPC).
▪ Requerida a adjudicação, o executado será intimado do pedido, podendo ser impugnado o 
requerimento por simples petição, a ser apresentada no prazo de 5 dias, contados da data de 
cientificação do devedor quanto ao acolhimento da adjudicação (CPC, art. 877). Após este prazo, será 
expedida carta de adjudicação ou da ordem de entrega.
▪ Transcorrido o prazo de 5 dias, contado da última intimação e decididas pendências, o juiz ordenará a 
lavratura do auto de adjudicação, que será considerada perfeita e acabada com a assinatura do ato 
pelo juiz, pelo adjudicatário, pelo escrivão e pelo executado, se ele estiver presente.
▪ Após o aperfeiçoamento do ato, será expedida a carta e o mandado de imissão na posse, se se tratar 
de bem imóvel ou a carta e a ordem de entrega, se se tratar de bem móvel (CPC, art. 877, §1º).
Adjudicação 
▪ Arrematação: alienação do bem do executado pelo Estado, realizado através de hasta pública. 
Procedimento de alienação (venda) dos bens penhorados (móveis e imóveis) em hasta pública (leilão 
ou praça), para convertê-los em dinheiro, visando o pagamento do exequente. 
▪ Arrematação é o ato público de execução, que o Estado pratica por meio de um juiz, visando a 
transferir ao patrimônio de outrem os bens penhorados do devedor, sem o consentimento deste, e a 
propiciar, com o produto pecuniário dessa transferência, a satisfação do direito do credor.
▪ Arrematação pode ser feita por hasta pública de bens, que é todo o ato concreto por meio do qual se 
torna possível a transferência coativa do patrimônio do devedor, que engloba os tipos “praça” e “leilão” 
(CPC, art. 879): 
✓ Praça: venda de bens imóveis (CLT, art. 888, § 4º).
✓ leilão judicial: venda de bens móveis, que pode ser na forma eletrônica ou presencial, havendo, 
porém, preferência da lei pelo ato praticado eletronicamente (CPC, art. 882).
▪ Na prática atual, o que define praça e leilão é o local onde é praticado o ato, independente do tipo de 
bem, móvel ou imóvel: 
✓ Praça: é presencialmente efetivada no átrio do Fórum Trabalhista, por funcionário da secretaria.
✓ Leilão: é feito por leiloeiro, fora das dependências do fórum.
Arrematação (1/5) 
▪ Legitimados para arrematar: permite a oferta do lance por todo aquele que estiver na livre 
arrematação dos seus bens, com as exceções elencadas (CPC, art. 890): 
✓ dos tutores, dos curadores, dos testamenteiros, dos administradores ou dos liquidantes, 
quanto aos bens confiados à sua guarda e à sua responsabilidade;
✓ dos mandatários, quanto aos bens de cuja administração ou alienação estejam 
encarregados;
✓ do juiz, do membro do Ministério Público e da Defensoria Pública, do escrivão, do chefe de 
secretaria e dos demais servidores e auxiliares da justiça, em relação aos bens e direitos 
objeto de alienação na localidade onde servirem ou a que se estender a sua autoridade;
✓ dos servidores públicos em geral, quanto aos bens ou aos direitos da pessoa jurídica a que 
servirem ou que estejam sob sua administração direta ou indireta;
✓ dos leiloeiros e seus prepostos, quanto aos bens de cuja venda estejam encarregados;
✓ dos advogados de qualquer das partes.
▪ Nomeação do avaliador e concluída a avaliação do bem: após 10 dias, seguir-se-á a 
arrematação, que será anunciada por edital na sede do juízo e publicada em jornal local, 
com a antecedência de 20 dias (CLT, art. 888).
Arrematação (2/5)
▪ Edital de arrematação deve, obrigatoriamente, conter os seguintes requisitos formais:
✓ descrição do bem, valor dos bens, lugar onde estiverem os bens imóveis, autos em que o 
bem foi penhorado, dia, lugar e hora da hasta; 
✓ existência de ônus ou pendência de julgamento de recurso;
✓ comunicação de que, se o bem não alcançar lanço superior à importância da avaliação, o 
dia e hora (nos próximos 10 ou 20 dias), da alienação pelo maior lanço.
▪ Publicidade do ato: afixação de edital na sede do Juízo e publicação em jornal local e 
intimação das partes na pessoa do advogado ou pessoalmente, se não houver patrono 
constituído nos autos.
▪ Intimação do executado da realização da hasta pública, com antecedência mínima de 5 dias, 
para dar-lhe ciência da alienação judicial (CPC, art. 889, I).
Arrematação (3/5)
▪ No dia, hora e local mencionados no edital, os bens a serem expropriados serão anunciados,abrindo-se para os lances dos licitantes.
▪ Arrematante: aquele que oferecer maior lance pelo bem é que arremata, tendo o exequente 
preferência para a adjudicação (CLT, art. 888, § 1º).
▪ Arrematado o bem pelo maior lance, o arrematante deve garantir o lance com um sinal de 
20% do valor (CLT, art. 888, § 2º).
▪ O valor restante da arrematação deve ser pago em 24h, sob pena de perder em benefício do 
exequente o valor sinal e retorno à praça os bens executados (CLT, art. 888, § 4º). 
▪ O bem não poderá ser vendido por preço vil, sendo este considerado como o inferior ao valor 
mínimo definido pelo juiz para a alienação ou valor inferior a 50% do valor da avaliação (nos 
casos em que o juiz não tiver definido parâmetro mínimo) (CPC, art. 891).
▪ Não havendo licitantes e não requerendo o exequente a adjudicação dos bens, eles poderão 
ser vendidos por leiloeiro indicado pelo juiz (CLT, art. 888, § 3º).
▪ A arrematação se perfaz pela assinatura do auto (CPC, art. 903), não se admitindo, no 
entanto, a arrematação por preço vil (CPC, art. 891), ou seja, muito inferior ao valor real do 
bem.
Arrematação (4/5)
▪ A CLT não prevê os meios de impugnação da arrematação, no prazo de 10 dias após o 
aperfeiçoamento da arrematação, pelos motivos (CPC, art. 902, §§ 2º e 3º), a seguir:
✓ invalidada, quando realizada por preço vil ou com outro vício;
✓ considerada ineficaz, se não observado o disposto no art. 804 (bem gravado por penhor, 
hipoteca ou anticrese);
✓ resolvida, se não for pago o preço ou se não for prestada a caução.
▪ Ultrapassado o prazo da impugnação, será expedida a carta de arrematação
 
Arrematação (5/5)
▪ Alienação por iniciativa particular: aquela em que a venda do bem penhorado por ser realizada por 
iniciativa do próprio exequente ou por intermédio do corretor ou leiloeiro público credenciado perante o 
órgão judiciário (CPC, art. 880).
▪ Somente pode ocorrer na ausência de adjudicação e surge como uma forma de dar eficácia à 
alienação dos bens sem os custos e a demora do leilão judicial, não obstante ela seja um ato 
controlado pelo juiz.
▪ Pode ser realizado:
✓ Pelo próprio exequente a alienar o bem, ele se encarrega de oferecer um bem no mercado e 
conseguir um interessado para sua compra. 
✓ Por corretor credenciado, é ele o encarregado de realizar a venda, dentro das condições fixadas 
pelo juiz.
▪ Requerida ou determinada de ofício pelo juízo a alienação por iniciativa particular: o juiz deverá fixar o 
prazo para a alienação ser efetivada, a forma de publicidade, o preço mínimo, as condições de 
pagamento, as garantias e, se for o caso, a comissão de corretagem.
▪ Caso a alienação não seja feita no prazo estipulado pelo juiz, a execução prossegue para a realização 
de leilão judicial.
▪ Realizada a alienação: formalizada por termo nos autos, que deve contar com a assinatura do juiz, do 
exequente, do adquirente do bem e do executado, se este estiver presente.
▪ Será ainda expedida carta de alienação e o respectivo mandado de imissão na posse ou ordem de 
entrega do bem.
Alienação por iniciativa particular
▪ Remição da execução: pagamento da dívida pelo executado, deferida se o executado oferecer preço 
igual ao do valor da condenação, podendo ocorrer a qualquer tempo, desde que antes da adjudicação 
ou da alienação dos bens (CPC, art. 826).
▪ Além do pagamento do valor devido, para a remição, o executado deve também cobrir todas as 
despesas processuais.
▪ Pagamento parcelado do débito (CPC, art. 916; TST IN 39, art. 3º, XXI). Para ter direito, o devedor 
deve, no prazo de embargos à execução, formular o requerimento:
✓ Reconhecer o crédito do exequente, em renúncia ao seu direito de embargar à execução.
✓ Depositar 30% do valor da execução + custas + honorários + contribuições fiscais e previdenciárias
✓ Requerer o pagamento do remanescente em 6 parcelas mensais + juros e correção monetária.
▪ Apresentada a proposta, o exequente deverá ser intimado a se manifestar, devendo o juiz decidir 
sobre a questão em 5 dias.
▪ Enquanto o requerimento não for apreciado, o executado terá que depositar as parcelas vincendas.
▪ Deferido o parcelamento, os valores já depositados serão liberados ao credor, sendo suspensos todos 
os demais atos executivos.
▪ Caso o devedor não pague alguma parcela, as prestações abertas vencerão automaticamente, sendo 
acrescida multa de 10%, e os atos executivos serão retomados.
▪ Indeferido o parcelamento: o depósito será tomado como garantia de juízo e os atos executivos terão 
seguimento.
Remição da Execução e pagamento parcelado do débito
▪ Tipos de responsabilidade patrimonial: 
✓ Ordinária: que cria uma confusão entre o devedor e seu próprio patrimônio, que recai a execução; 
✓ Terceiros ou secundária: lei permite que a execução recaia sobre patrimônio de terceiro, mesmo que eles não 
tenham assumido a posição de devedores ou sequer tenham sido partes na execução (CPC, art. 790).
Hipóteses de responsabilidade patrimonial secundária:
▪ Sucessão de Empregadores: na transferência de titularidade de uma empresa ou estabelecimento com uma 
completa transmissão de crédito e dívidas trabalhistas, caracterizando uma verdadeira substituição de uma 
pessoa por outra na mesma relação jurídica (CLT, arts. 10 e 448).
✓ São requisitos para a caracterização da sucessão a transferência de unidade empresarial econômica de 
produção de um titular para outro e solução de continuidade dos contratos de trabalho, exemplos desta 
situação jurídica:
• Fusão: união de duas ou mais sociedades para formação de uma terceira.
• Incorporação: duas ou mais sociedades são absorvidas por outra.
• Cisão: uma companhia transfere parte do seu patrimônio para outra já existente ou constituída para esse fim.
✓ Na sucessão de empregadores, o sucessor será integralmente responsável pelas dívidas trabalhistas, ainda 
que anteriores a data da ocorrência da sucessão, sendo possível a responsabilização solidária em caso de 
fraude (CLT, 448-A e § único).
✓ Cabe ação de regresso do sucessor em face do sucedido, na esfera cível.
Responsabilidade patrimonial
▪ Formação de grupo econômico quando diversas empresas, cada uma com personalidade 
jurídica própria, estiverem sob a direção, controle ou administração de outra, demonstração 
do interesse integrado, a efetiva comunhão de interesses e a atuação conjunta das 
empresas dele integrantes (CLT, art. 2º, §§2º e 3º). 
✓Empresas integrantes de um grupo econômico serão responsáveis solidariamente pelas 
obrigações decorrentes da relação de emprego, não havendo necessidade de todas elas 
integrarem o polo passivo da demanda trabalhista (CLT, art. 2º, §2º).
✓Não caracteriza grupo econômico, a mera identidade de sócios. 
▪ Sócio retirante (CLT, art. 10-A): O sócio retirante responde subsidiariamente pelas 
obrigações trabalhistas da sociedade relativas ao período em que figurou como sócio, 
somente em ações ajuizadas até dois anos depois de averbada a modificação do contrato, 
observada a seguinte ordem de preferência:
• a empresa devedora;
• os sócios atuais; e
• os sócios retirantes.
✓O sócio retirante responde solidariamente quando comprovada fraude na alteração 
societária decorrente da modificação do contrato (CLT, art. 10-A, § único).
Grupo Econômico e Sócio Retirante
OBRIGADA 
E
ATÉ A PRÓXIMA!
	Slide 1
	Slide 2: Defesas em fase de execução (CLT, art. 884 e §§) 
	Slide 3: Embargos à execução
	Slide 4: Agravo de Petição (CLT, art. 897, “a” e §§ 1º, 3º, 6º e 8º)
	Slide 5: Embargos de Terceiro (CPC, arts. 674 a 681) (1/3)
	Slide 6: Embargos de Terceiro (CPC, arts. 674 a 681) (2/3)
	Slide 7: Embargos de Terceiro (CPC, arts. 674 a 681) (3/3)
	Slide 8: Incidente de Desconsideração de Personalidade Jurídica (CLT, art. 855-A e §§) (1/2)
	Slide 9: Incidente de Desconsideração de Personalidade Jurídica (CLT, art. 855-A e §§) (2/2)
	Slide 10: Expropriação de Bens
	Slide 11: Adjudicação 
	Slide 12: Arrematação (1/5) 
	Slide 13: Arrematação (2/5)
	Slide 14: Arrematação (3/5)Slide 15: Arrematação (4/5)
	Slide 16: Arrematação (5/5)
	Slide 17: Alienação por iniciativa particular
	Slide 18: Remição da Execução e pagamento parcelado do débito
	Slide 19: Responsabilidade patrimonial
	Slide 20: Grupo Econômico e Sócio Retirante 
	Slide 21

Mais conteúdos dessa disciplina