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S6P2: OSSO FRACO 
• No uso comum, a pelve é a parte do tronco 
posteroinferior ao abdome e é a área de transição 
entre o tronco e os membros inferiores. 
• Anatomicamente, a pelve é a parte do corpo 
circundada pelo cíngulo do membro inferior 
(pelve óssea), parte do esqueleto apendicular do 
membro inferior. 
• Observação:O esqueleto apendicular é 
composto pelos ossos dos membros superiores e 
inferiores, mais os ossos que formam os cíngulos. 
CÍNGULO DO MEMBRO INFERIOR (QUADRIL) 
• O cíngulo do membro inferior é um anel ósseo 
articulado, formado pelo sacro e dois ossos do 
quadril. 
• O cíngulo do membro inferior (quadril) é 
formado pelos dois ossos do quadril, também 
chamados de ossos coxais. 
• Os ossos do quadril se unem anteriormente na 
articulação chamada de sínfise púbica; unem-se 
posteriormente com o sacro nas articulações 
sacroilíacas. 
• O anel completo composto pelos ossos do 
quadril, sínfise púbica, sacro e cóccix forma uma 
estrutura profunda, em forma de bacia, chamada 
de pelve óssea. 
• Do ponto de vista funcional, a pelve óssea é um 
apoio forte e estável para a coluna vertebral, 
órgãos pélvicos e órgãos abdominais inferiores. O 
cíngulo do membro inferior da pelve óssea 
também conecta os ossos dos membros inferiores 
ao esqueleto axial(o esqueleto do tronco, formado 
pela coluna vertebral nesse nível). 
Observação:Cada um dos dois ossos do quadril 
de um recém-nascido é formado por três ossos 
separados por cartilagem: o ílio superior, o púbis 
anteroinferior e o ísquio posteroinferior. 
Por volta dos 23 anos de idade, os três ossos 
separados se fundem. 
Observação:A pelve é subdividida em pelves 
maior e menor. A pelve maior é circundada pela 
parte superior do cíngulo do membro inferior.A 
pelve menor é circundada pela parte inferior do 
cíngulo do membro inferior, que forma o 
arcabouço ósseo da cavidade pélvica e do períneo. 
 
FUNÇÕES DO GIRO DO CÍNGULO INFERIOR(QUADRIL) 
• Sustentação do peso da parte superior do corpo 
nas posições sentada e ortostática. 
• Transferência do peso do esqueleto axial para o 
esqueleto apendicular inferior em posição 
ortostática e durante a deambulação. 
• Conter e proteger as vísceras pélvicas (partes 
inferiores do sistema urinário e dos órgãos genitais 
internos) e as vísceras abdominais inferiores (p. ex., 
intestinos) e, ao mesmo tempo, permitir a passagem 
de suas partes terminais (e, nas mulheres, de um 
feto a termo) via períneo. 
• Proporcionar sustentação para as vísceras 
abdominopélvicas e o útero grávido. 
• Proporcionar fixação para os músculos e 
membranas que auxiliam as funções citadas 
anteriormente, formando o assoalho pélvico e 
preenchendo espaços existentes nele ou ao seu 
redor. 
OSSOS E CARACTERÍSTICAS DO CÍNGULO DO 
MEMBRO INFERIOR 
• No indivíduo maduro, o cíngulo do membro 
inferior é formado por três ossos: 
• Ossos do quadril direito e esquerdo: ossos 
grandes, de formato irregular; cada um deles é 
formado pela fusão de três ossos, ílio, ísquio e 
púbis 
Maria Vitória de Sousa Santos - MED 35
• Sacro: formado pela fusão de cinco vértebras 
sacrais, originalmente separadas(também faz 
parte do esqueleto axial). 
1-ÍLIO 
• O ílio, o maior dos três componentes do osso do 
quadril, é composto por uma asa superior e um 
corpo inferior. 
• O corpo é um dos integrantes do acetábulo, o 
encaixe para a cabeça do fêmur. 
• A margem superior do ílio, a crista ilíaca, termina 
anter ior mente em uma esp inha i l íaca 
anterossuperior romba. 
• Abaixo da espinha ilíaca anterossuperior 
encontramos a espinha ilíaca anteroinferior. 
Posteriormente, a crista ilíaca termina em uma 
crista ilíaca posterossuperior aguda. 
• As espinhas servem de pontos de inserção dos 
tendões dos músculos do tronco, quadril e coxas. 
Abaixo da espinha ilíaca posteroinferior está a 
incisura isquiática maior, pela qual passa o nervo 
isquiático, o nervo mais longo do corpo, 
juntamente com outros nervos e músculos. 
• A face medial do ílio contém a fossa ilíaca, uma 
concavidade onde está fixado o tendão do 
músculo ilíaco. 
• Posteriormente a essa fossa se encontra a 
tuberosidade ilíaca, um ponto de fixação para o 
ligamento sacroilíaco, e a face auricular, que se 
articula com o sacro para formar a articulação 
sacroilíaca. 
• Projetando-se anterior e inferiormente a partir da 
face auricular, há uma crista chamada de linha 
arqueada. 
2-ÍSQUIO 
• O ísquio, a parte posteroinferior do osso do 
quadril, compreende um corpo superior e um 
ramo inferior. O ramo é a parte do ísquio que se 
funde com o púbis. 
• Os acidentes anatômicos do ísquio englobam a 
proeminente espinha isquiática, a incisura 
isquiática menor abaixo da espinha e um túber 
isquiático rugoso e espesso. Uma vez que essa 
tuberosidade proeminente se encontra logo 
abaixo da pele, é comum que comece a doer após 
um tempo relativamente curto na posição sentada 
sobre uma superfície dura. 
• Juntos, o ramo e o púbis circundam o forame 
obturado, o maior forame do esqueleto. O 
forame é assim chamado porque, mesmo que 
vasos sanguíneos e nervos passem por ele, ele é 
quase que completamente fechado pela fibrosa 
membrana obturadora. 
3-PÚBIS 
• O púbis, que significa osso púbico, é a parte 
anteroinferior do osso do quadril. 
• Um ramo superior, um ramo inferior e um corpo 
entre os ramos compõem o púbis. A margem 
anterossuperior do corpo é a crista púbica e em 
sua extremidade lateral há uma projeção 
chamada de tubérculo púbico. 
• Esse tubérculo é o começo de uma linha elevada, 
a linha pectínea, a qual se estende superior e 
lateralmente ao longo do ramo superior para se 
fundir com a linha arqueada do ílio. 
• A sínfise púbica é a articulação entre os dois 
púbis dos ossos do quadril e consiste em um disco 
de fibrocartilagem. 
• Inferiormente a essa articulação, os ramos 
inferiores dos dois ossos púbicos convergem para 
formar o arco púbico. Nos estágios finais da 
gravidez, o hormônio relaxina (produzido pelos 
ovários e pela placenta) aumenta a flexibilidade 
da sínfise púbica a fim de facilitar o parto do 
bebê. 
• O enfraquecimento da articulação, junto com o 
centro de gravidade já alterado decorrente do 
útero aumentado, também altera a marcha da 
mãe durante a gravidez. 
• O acetábulo é uma fossa profunda formada pelo 
ílio, ísquio e púbis. Atua como um soquete que 
acolhe a cabeça redonda do fêmur. Juntos, o 
acetábulo e a cabeça do fêmur formam a 
articulação do quadril. 
• Na parte inferior do acetábulo há um entalhe 
profundo, a incisura do acetábulo, que forma um 
forame pelo qual passam vasos sanguíneos e 
nervos e que serve de ponto de inserção de 
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ligamentos femorais (p. ex., o ligamento da 
cabeça do fêmur). 
PELVE MAIOR (FALSA) E MENOR (VERDADEIRA) 
• A pelve óssea é dividida em porções superior e 
inferior por um marco de delimitação chamado 
linha terminal que forma a abertura para a 
cavidade pélvica a partir do abdome. 
• A parte da pelve óssea superior à linha terminal é 
chamada de pelve maior (falsa), que está rodeada 
pelas vértebras lombares posteriormente, porções 
superiores dos ossos do quadril lateralmente e 
parede abdominal anteriormente. 
• O espaço encerrado pela pelve maior é parte do 
abdome inferior; contém a parte superior da 
bexiga urinária (quando cheia) e o intestino 
grosso nos dois gêneros, e o útero, os ovários e as 
tubas uterinas na mulher. 
• A parte da pelve óssea inferior até a linha 
terminal é a pelve menor (verdadeira), que 
apresenta uma abertura superior, uma abertura 
inferior e uma cavidade e é limitada pelo sacro e 
cóccix posteriormente, pelas porções inferiores do 
ílio e ísquio lateralmente e pelos ossos púbicos 
anteriormente. 
• A pelve menor contém o reto e a bexiga urinária 
nos dois gêneros, a vagina e o colo do útero nas 
mulheres e a próstata nos homens. 
• A abertura superior da pelve, circundada pela 
linha terminal, é a entrada da pelve menor; a 
abertura inferior da pelve é a saída dapelve 
menor, coberta pelos músculos do assoalho 
pélvico. O eixo pélvico é uma linha imaginária 
que segue a curvatura da pelve menor a partir do 
ponto central do plano da abertura superior da 
pelve até o ponto central do plano da abertura 
inferior da pelve. 
• Durante o nascimento da criança, o eixo pélvico 
é a rota seguida pela cabeça do bebê conforme 
ele vai descendo pela pelve. 
• COMPARAÇÃO ENTRE A PELVE FEMININA E 
MASCULINA 
• Em geral, os ossos masculinos são maiores e mais 
pesados e possuem acidentes superficiais maiores 
que os ossos femininos de idade e estrutura física 
comparáveis. 
• A maioria das diferenças estruturais pélvicas são 
adaptações às necessidades da gravidez e do 
parto. A pelve feminina é mais larga e mais rasa 
do que a masculina. 
• Consequentemente, há mais espaço na pelve 
menor da mulher, sobretudo nas aberturas 
superior e inferior da pelve, para acomodar a 
passagem da cabeça do bebê durante o parto. 
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CAVIDADE PÉLVICA 
A cavidade pélvica afunilada – o espaço limitado 
perifericamente pelas paredes e assoalho ósseos, 
ligamentares e musculares da pelve – é a parte 
inferoposterior da cavidade abdominopélvica. A 
cavidade pélvica contém as partes terminais dos 
ureteres, a bexiga urinária, o reto, os órgãos genitais 
pélvicos, os vasos sanguíneos, os vasos linfáticos e os 
nervos. 
DENSIDADE ÓSSEA 
Densidade óssea ou densidade mineral óssea é a 
quantidade de mineral ósseo no tecido ósseo. A 
medição da densidade mineral óssea é usada em 
medicina como indicador indireto de osteoporose e 
risco de fraturas. 
FATORES QUE AFETAM A DENSIDADE ÓSSEA 
São vários os fatores que determinam sua 
densidade óssea, sendo a genética um deles. Mas, 
além desse aspecto, há outros, como: 
• Atividade física regular: 
Pessoas que praticam atividades 
físicas com regularidade – 
especialmente a musculação e o 
pilates – tendem a ter uma 
melhor estrutura óssea do que 
o s s e d e n t á r i o s ( q u a n d o 
submetido à tensão, o tecido ósseo se torna mais 
forte pelo aumento da deposição de sais minerais 
e da produção de fibras de colágeno pelos 
osteoblastos. Sem a tensão mecânica, o osso não 
se remodela normalmente porque a reabsorção 
óssea ocorre de maneira mais rápida que a 
formação óssea). 
• A l i m e n t a ç ã o : O 
consumo adequado de 
c e r t o s a l i m e n t o s e 
nutrientes fazem toda 
diferença na saúde dos 
ossos. Alimentos ricos em 
cálcio, vitamina K e B12, proteínas e fósforo. 
• Nível de vitamina D e hormônios sexuais: 
A vitamina D (aumenta a absorção de cálcio 
proveniente do trato gastrointestinal) e alguns 
hormônios sexuais exercem papel determinante 
para a saúde dos ossos. No caso das mulheres, as 
mudanças hormonais da menopausa estão entre 
as principais razões da osteoporose.  
• Idade: À medida que envelhecemos, nossa 
capacidade de absorver e reter 
certas vitaminas e minerais 
diminui. Com isso, a densidade 
d o s o s s o s d i m i n u i . N a s 
mulheres, esse fenômeno se 
acentua, em geral, a partir dos 
45 anos, nos homens aos 65. 
• Tabagismo: Suas substâncias 
tóxicas prejudicam a capacidade de 
retenção de minerais, como o 
cálc io, fundamental para a 
densidade óssea. 
• Ingestão de álcool: O consumo 
excessivo de álcool contribui para a 
eliminação, pela urina, de parte do 
c á l c i o e o u t r o s m i n e r a i s 
importantes. 
R E G U L A Ç Ã O H O R M O N A L D O 
METABOLISMO DO CÁLCIO E FOSFATO 
• A função do osso na homeostasia do cálcio é 
ajudar a “tamponar” o nível de Ca2+ sanguíneo, 
liberando Ca2+ no plasma sanguíneo (usando os 
osteoclastos) quando o nível diminui e 
absorvendo Ca2+ (usando os osteoblastos) 
quando o nível aumenta. 
• A troca de Ca2+ é regulada por hormônios, 
sendo o paratormônio (PTH), secretado pelas 
glândulas paratireoides o mais importante deles. 
• Esse hormônio aumenta o nível de Ca2+ 
sanguíneo. A secreção de PTH opera via sistema 
de retroalimentação (feedback) negativa. 
• Além disso o PTH estimula a formação de 
calcitriol (a forma ativa da vitamina D), um 
hormônio que promove a absorção de cálcio dos 
alimentos do sistema digestório para o sangue. 
• Quando o Ca2+ do sangue sobe acima do 
normal, células parafoliculares na glândula 
tireoide secretam calcitonina (CT). 
• A CT inibe a atividade dos osteoclastos, 
intensifica a captação de Ca2+ sanguíneo pelo 
osso e acelera a deposição de Ca2+ nos ossos. 
• O resultado final é que a CT promove a 
formação óssea e diminui o nível de Ca2+ do 
sangue. 
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R EG U LAÇÃO E X E RC I DA P E LOS H OR MÔN I OS 
ESTEROIDES GONADAIS E ADRENAIS 
• Na puberdade, a secreção de hormônios 
conhecidos como hormônios sexuais causa um 
efeito profundo sobre o crescimento ósseo e 
produção óssea. 
• Os hormônios sexuais englobam os estrogênios 
(produzidos pelos ovários) e androgênios como a 
testosterona (produzido pelos testículos). 
• Esses hormônios são responsáveis pela 
intensificação da atividade dos osteoblastos, pela 
síntese de matriz extracelular óssea e pelo “estirão 
de crescimento” que ocorre durante a 
adolescência. Os hormônios esteroides gonadais e 
adrenais têm efeitos importantes sobre o 
metabolismo do Ca2+ e do P, e também sobre os 
ossos. 
• O estradiol-17beta possui efeitos anabólicos e 
calciotrópicos sobre os ossos e estimula a 
absorção intestinal de Ca2+. 
• O Estradiol(tipo do hormônio estrogênio) é 
também um dos reguladores mais potentes das 
funções osteoblástica e osteoclástica. 
• O estrógeno promove a sobrevida dos 
osteoblastos e a apoptose dos osteoclastos, 
favorecendo desse modo a formação óssea em 
detrimento da reabsorção. 
• Em mulheres na pós-menopausa, a deficiência de 
estrógeno leva a uma fase inicial de perda óssea 
rápida que dura cerca de 5 anos, seguida por 
uma segunda fase de perda óssea mais lenta que 
provoca hipocalcemia em razão da absorção 
ineficiente de Ca++ e da perda renal desse íon. 
• Esses eventos podem causar hiperparatireoidismo 
secundário, condição que exacerba ainda mais a 
perda óssea. 
• Os andrógenos também têm efeitos anabólicos e 
calciotrópicos ósseos, embora alguns desses 
efeitos sejam resultantes da conversão periférica 
da testosterona. 
Observação:Ao contrário dos esteroides gonadais, 
os glicocorticoides (p. ex., o cortisol) promovem a 
reabsorção óssea e a perda renal de Ca++ e inibem 
a absorção intestinal de Ca++. 
Os pacientes tratados com altas doses de 
glicocorticoide (p. ex., como droga anti-inflamatória 
e imunossupressora) podem apresentar osteoporose 
induzida por glicocorticoide. 
ENVELHECIMENTO E TECIDO ÓSSEO 
• Com o declínio do nível dos hormônios sexuais 
na meia-idade, especialmente depois da 
menopausa, ocorre diminuição da massa óssea 
porque a reabsorção óssea realizada pelos 
osteoclastos ultrapassa a deposição óssea feita 
pelos osteoblastos. 
• Na velhice, a perda óssea por reabsorção ocorre 
mais rápido do que o ganho. 
• Uma vez que os ossos das mulheres geralmente 
são menores e menos compactos do que os dos 
homens, a perda de massa óssea nos idosos 
tipicamente exerce um efeito adverso maior sobre 
as mulheres. Esses fatores contribuem para a 
incidência mais elevada de osteoporose em 
mulheres. 
• O envelhecimento exerce dois grandes efeitos 
sobre o tecido ósseo: perda de massa óssea e 
fragilidade. A perda de massa óssea resulta da 
desmineralização, que consiste na perda de cálcio 
e outros minerais da matriz óssea extracelular. 
• Essa perda normalmente começa depois dos 30 
anos nas mulheres, acelera bastante por volta dos 
45 anos com a diminuição dos níveis de 
estrogênio e persiste, com cerca de 30% do cálcio 
dos ossos perdidos por volta dos 70 anos. 
• Uma vez iniciada a perda óssea na mulher, cerca 
de 8% da massa óssea é perdida a cada 10 anos. 
• Nos homens, em geral, a perda de cálcio não 
começa antes dos 60 anos de idade e cerca de 3% 
de massa óssea é perdida a cada 10 anos. 
• A perda de cálciodos ossos é um dos problemas 
na osteoporose. 
• O segundo grande efeito do envelhecimento 
sobre o sistema esquelético, a fragilidade, decorre 
de uma taxa mais baixa da síntese de proteína. 
• Lembre-se de que a parte orgânica da matriz 
extracelular óssea, sobretudo as fibras de 
colágeno, confere ao osso sua resistência à tração. 
• A perda da resistência à tração faz com que os 
ossos se tornem muito frágeis e suscetíveis à 
fratura. 
• Em algumas pessoas idosas, a síntese de fibras de 
colágeno é mais lenta, em parte devido à 
produção menor do hormônio de crescimento. 
• Além do aumento da suscetibilidade a fraturas, a 
perda de massa óssea também ocasiona 
deformidade, dor, diminuição da altura e perda 
dos dentes. 
OSTEOPOROSE 
• O problema básico está na reabsorção óssea 
(degeneração) maior que a deposição óssea 
(formação). 
• Isso se deve sobretudo à depleção de cálcio do 
corpo – mais cálcio é perdido na urina, fezes e 
suor do que é absorvido da alimentação. 
• A massa óssea é tão depletada que ocorrem 
fraturas, muitas vezes de maneira espontânea, sob 
as tensões mecânicas cotidianas. 
• Por exemplo, uma fratura de quadril pode 
resultar da simples ação de sentar-se muito 
rapidamente. Além das fraturas, a osteoporose 
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causa atrofia das vértebras, diminuição da altura, 
cifose e dor óssea. 
• A osteoporose afeta principalmente pessoas idosas 
e de meia-idade, sendo 80% delas mulheres. 
• As mulheres mais velhas sofrem de osteoporose 
com mais frequência que os homens por dois 
motivos: (1) os ossos das mulheres são menos 
compactos que os dos homens; 
• (2) a produção de estrogênios nas mulheres cai de 
maneira dramática na menopausa, enquanto a 
produção do principal androgênio, testosterona, 
nos homens mais velhos diminui de maneira 
gradativa e apenas discretamente. 
• Os estrogênios e a testosterona estimulam a 
atividade dos osteoblastos e a síntese de matriz 
óssea. 
• Além do sexo, fatores de risco para o 
desenvolvimento de osteoporose incluem história 
familiar da doença, ascendência asiática e 
europeia, estrutura corporal pequena e magra, 
sedentarismo, tabagismo, dieta pobre em cálcio e 
vitamina D, consumo de mais de duas doses de 
etanol por dia e uso de determinados 
medicamentos. 
• As opções de tratamento da osteoporose são 
variadas. Com relação à nutrição, é importante 
uma dieta rica em cálcio para reduzir o risco de 
fraturas. A vitamina D é necessária para o corpo 
conseguir utilizar o cálcio. A prática regular de 
exercícios físicos com sustentação do peso tem se 
mostrado efetiva para a manutenção e formação 
de massa óssea. Esses exercícios incluem 
caminhada, corrida, escalada, subida de degraus, 
jogar tênis e dançar. Exercícios de resistência 
como levantamento de peso também aumentam 
a resistência óssea e a massa muscular. 
OSTEOPENIA 
• A osteopenia é uma condição  pré-clínica que 
sugere a perda gradual de massa óssea, 
comprometendo a resistência dos ossos e 
aumentando o risco de fraturas. 
• Osteopenia não é uma doença. 
• É uma condição pré-clínica que sugere a perda 
gradual de massa óssea que pode levar à 
osteoporose, esta, sim, uma doença, que 
compromete a resistência dos ossos e aumenta o 
risco de fraturas no fêmur, pulsos e coluna 
vertebral. 
• Isso acontece porque, sob a aparência de solidez e 
resistência, dos ossos estão em permanente 
processo de renovação. 
PREVENÇÃO DE QUEDAS EM IDOSOS NO AMBIENTE 
DOMICILIAR 
• As causas mais comuns de acidentes em casa são 
os obstáculos que se encontram pelo caminho, 
sejam estes degraus, tapetes, pisos molhados, 
brinquedos ou animais de estimação soltos. 
• Os armários altos impedem o acesso facilitado 
dos utensílios na cozinha e obrigam o idoso a 
utilizar bancos ou escadas para alcançar estes 
objetos, o que aumenta o risco de queda. Por isso, 
é importante que os utensílios mais utilizados 
pelo idoso fiquem em locais de fácil acesso. 
• Evite que o idoso tenha que se abaixar ou se 
esticar muito para alcançar os objetos, mesas 
baixas são de difícil acesso e podem se tornar um 
obstáculo. 
• É essencial que o idoso tenha fácil acesso a luz de 
cabeceira para que sua movimentação seja 
facilitada. Durante a noite, procure deixar 
sempre uma luz acesa para facilitar o 
deslocamento do idoso até o banheiro. 
• É importante que o domicílio disponha de um 
piso plano para evitar a necessidade de alterações 
na marcha. 
• Para evitar acidentes procurar fixar os móveis ao 
chão ou às paredes e proteja as quinas dos 
móveis. Além disso, evite enfeites que possam 
quebrar e machucar alguém. 
• Os tapetes e carpetes devem ser evitados no 
ambiente doméstico, principalmente nas escadas. 
Se houverem devem ser sem estampas, que 
enganam o olhar, bem fixados e perfeitamente 
esticados. Uma sinalização de cor contrastante na 
ponta do degrau ajuda os idosos que não 
enxergam bem. 
• Deve-se preconizar a utilização de calçados 
fechados, adequados para o tamanho do pé e que 
tenham solado antiderrapante, preferencialmente 
de borracha. 
• Os pisos lisos e escorregadios oferecem maior 
chance do idoso cair. Para tanto deve-se substituir 
este tipo de piso por um piso antiderrapante. 
• Se possível, é recomendado evitar escadas longas 
ou cheias de curvas. 
• As escadas devem ter degraus que permitam o 
apoio do pé reto e altura que não exija uma 
elevação exarcebada do pé.
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