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Promoção e Prevenção em Saúde, Reabilitação e Políticas Públicas Docente: Psic. Esp. Lisa Ramos CRP 06/161852 1986 - Carta de Otawa “Processo de capacitação da comunidade para atuar na melhoria da sua qualidade de vida e saúde, incluindo uma maior participação no controle desse processo” Elaborada na 1ª Conferência Internacional sobre Promoção da Saúde pela OMS; 1986 - Carta de Otawa Vai além do cuidado curativo; Autonomia, participação social e condições dignas de vida; Saúde é influenciada por diversos fatores sociais, econômicos e ambientais; Diálogo direto com o modelo biopsicossocial; Carta de Otawa - Contribuições Redefinição do conceito de saúde; Influencia em políticas públicas no mundo todo; Fundamentação de estratégias como a Atenção Primária à Saúde; Base para políticas de promoção da saúde no Brasil (ex.: SUS, Política Nacional de Promoção da Saúde). Carta de Otawa - Campos de ação Construção de políticas públicas saudáveis; Presente em outras políticas como políticas de saneamento, leis de controle do tabaco, políticas de mobilidade urbana, segurança alimentar... Criação de ambientes favoráveis; Ambientes de trabalho saudáveis, cidades seguras e acessíveis, preservação ambiental... O ambiente pode adoecer ou favorecer. Reforço da ação comunitária (participação social); fortalecimento da comunidade, participação em decisões... População como protagonista. Carta de Otawa - Campos de ação Desenvolvimento de habilidades pessoais (fortalecimento de competências); Educação em saúde, autocuidado, capacidade de lidar com o estresse... Reorientação dos serviços de saúde; Mudança no modelo assistencial De modelo biomédico, curativo e hospitalocêntrico para modelo integral, interdisciplinar e intersetorial. Profissionais de saúde não atuam só tratando doença, mas promovendo saúde e qualidade de vida. Prmoção de saúde x Prevenção de agravos Promoção de Saúde Foco Melhorar e promover saúde Abordagem Positiva e construtiva Objetivo Desenvolver competências e bem-estar Exemplo Educação em hábitos saudáveis Prevenção de Doenças Foco Evitar doenças e riscos Abordagem Proteção e evitação Objetivo Reduzir fatores de risco Exemplo Campanhas de vacinação Modelo Transteórico de Mudança Criado por James Prochaska e Carlo DiClemente entre décadas de 70-80 para compreender como as pessoas modificam comportamentos de risco (prevenção) e adotam hábitos saudáveis (promoção). Cada estágio requer estratégias específicas de intervenção. 1 Pré-contemplação: Sem intenção de mudar 2 Contemplação: Pensando em mudar 3 Preparação: Comprometimento com a mudança 4 Ação: Implementando novos comportamentos 5 Manutenção: Consolidando mudanças 6 Término: Novos comportamentos estáveis Modelo Transteórico de Mudança Criado por James Prochaska e Carlo DiClemente entre décadas de 70-80 para compreender como as pessoas modificam comportamentos de risco (prevenção) e adotam hábitos saudáveis (promoção). Cada estágio requer estratégias específicas de intervenção. Pré-contemplação: Sem intenção de mudar Contemplação: Pensando em mudar Preparação: Comprometimento com a mudança Ação: Implementando novos comportamentos Manutenção: Consolidando mudanças 1 2 3 4 5 6 Término: Novos comportamentos estáveis INTERVENÇÃO VAI DEPENDER DO ESTÁGIO Os Três Níveis de Prevenção Prevenção Primária: Ações que evitam o desenvolvimento de doenças em populações saudáveis. Promoção de comportamentos saudáveis e proteção específica. Prevenção Secundária: Diagnóstico precoce e tratamento imediato. Detecta problemas em estágios iniciais para limitar incapacidades. Prevenção Terciária: Reabilitação e controle de doenças já instaladas. Minimiza sequelas e melhora qualidade de vida. Nota: Existe também a prevenção quaternária — evitar intervenções desnecessárias e medicalização excessiva. O Psicólogo no contexto das Instituições de Saúde Básica A Atenção Básica como porta de entrada Contato Preferencial A AB é a principal porta para a Rede de Atenção à Saúde (RAS). Princípios Norteadores Universalidade, acessibilidade, vínculo, continuidade do cuidado e integralidade. Estratégia Saúde da Família Modelo prioritário que organiza o trabalho no território, focando na família e na comunidade. Novo Papel do Psicólogo Atuação para além do consultório, focada no território e na escuta das coletividades. O Psicólogo na Atenção Básica 2008 = Integração em equipes do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF), fortalecendo a capacidade das equipes de Saúde da Família. 1 Apoio Matricial Suporte especializado às equipes de Saúde da Família 2 Articulação Intersetorial Trabalho colaborativo com outros setores 3 Abordagens Comunitárias Ações coletivas e participativas com comunidades 4 Atendimentos Compartilhados Trabalho integrado com outros profissionais Fortalecimento Normativo Desenvolvimento da capacidade dos trabalhadores 5 O Apoio Matricial Suporte técnico-pedagógico e clínico oferecido por especialistas às equipes de referência (ESF) para ampliar a resolutividade. Dimensões de Atuação Dimensão Assistencial Ações clínicas diretas com o usuário ou família: atendimentos conjuntos, visitas domiciliares e grupos terapêuticos compartilhados. Dimensão Técnico-Pedagógica Ações de apoio à equipe: discussão de casos, educação e suporte às decisões clínicas da equipe. Objetivo: Aumentar a capacidade resolutiva e evitar encaminhamentos desnecessários. O Apoio Matricial Suporte técnico-pedagógico e clínico oferecido por especialistas às equipes de referência (ESF) para ampliar a resolutividade. Dimensões de Atuação Dimensão Assistencial Ações clínicas diretas com o usuário ou família: atendimentos conjuntos, visitas domiciliares e grupos terapêuticos compartilhados. Dimensão Técnico-Pedagógica Ações de apoio à equipe: discussão de casos, educação e suporte às decisões clínicas da equipe. Objetivo: Aumentar a capacidade resolutiva e evitar encaminhamentos desnecessários. Exemplo: Discussão de caso com a ESF para evitar encaminhamento desnecessário. Intervenções Individuais Aconselhamento em Saúde Conversas estruturadas que ajudam o indivíduo a explorar seus valores, barreiras e motivações para mudança de comportamento. O psicólogo entra como facilitador, não como prescritor de soluções. Psicoeducação Fornecimento de informações sobre saúde de forma clara e acessível, conectando conhecimento com situações reais. Não é apenas transmitir informação, mas construir compreensão significativa. Intervenções Individuais Técnica: Modelo Transteórico Usar o Modelo Transteórico para identificar em qual estágio o paciente está e oferecer suporte apropriado para o próximo passo. Abordagem adaptada conforme o estágio de prontidão para mudança (modelo transteórico) Grupos Operativos de Pichon-Rivière Conjuntos de pessoas com um objetivo comum que utilizam a interação grupal para aprender, superar estereótipos e realizar mudanças, integrando o pensar, o sentir e o agir; Espaços estruturados onde um coordenador facilita a discussão e resolução coletiva de problemas relacionados à saúde. Não é terapia de grupo, mas educação e promoção em contexto grupal. Maior impacto ao trabalhar com múltiplas pessoas simultaneamente, criando rede de apoio mútuo Grupos Operativos de Pichon-Rivière Características Principais: Foco em tarefa/objetivo comum; Participação ativa de todos os membros; Construção coletiva de conhecimento; Fortalecimento de vínculos comunitários. Grupo Operativo x Terapia em Grupo Grupos operativos são centrados na tarefa e na aprendizagem (aprender a aprender), visando superar obstáculos na execução de um objetivo comum. Já a terapia de grupo é focada no insight, na cura de conflitos internos e na mudança comportamental/emocional dos integrantes. Práticas Psicológicas na Atenção Básica Clínica Ampliada: Escuta que transcende o sintoma, considerando os determinantes sociais, econômicos e culturais da saúde; Visitasdomiciliares: Inserção no cotidiano do paciente para compreender dinâmicas familiares e o contexto ambiental de vida; Intersetorialidade: Articulação com a rede socioassistencial (CRAS/CREAS), educação e lideranças comunitárias. Educação em Saúde Problematização Apresentar situações reais que desafiam o pensamento e estimulam reflexões. Permite que as pessoas descubram suas próprias soluções através do diálogo. Roda de Conversa Espaço dialógico onde experiências são compartilhadas e o conhecimento é construído coletivamente. Todos têm voz e valor, criando ambiente de confiança e respeito. Oficinas Temáticas Atividades práticas que combinam teoria com ação. Intervenções comunitárias Articulação Intersetorial Trabalho colaborativo com educação, assistência social, cultura e outros setores para criar ambiente promotor de saúde. Mobilização Comunitária Engajamento de líderes e membros da comunidade para identificar problemas e buscar soluções. Ações Coletivas Projetos que envolvem múltiplos atores e buscam transformação estrutural. Desafios Ético-Políticos Precarização do Trabalho: Vínculos empregatícios frágeis, rotatividade de profissionais e sobrecarga de demanda que impactam a continuidade do cuidado. Medicalização da Vida: A pressão por respostas rápidas e farmacológicas para sofrimentos que possuem raízes sociais, econômicas e políticas. Sigilo e Equipe: O desafio ético de compartilhar informações essenciais para o cuidado multiprofissional sem violar a intimidade do usuário. Compromisso Social: A atuação como garantidor de direitos humanos e combatente das desigualdades no território. O Psicólogo como Agente de Mudança Articulador de Redes Atuação conectada com a rede de cuidados e recursos do território. Territorialização Conhecimento profundo das potências, vulnerabilidades e dinâmicas sociais do local de atuação. Educação Permanente Processo contínuo de reflexão sobre a prática. Foco na Autonomia Fortalecimento do protagonismo do sujeito e dos laços comunitários para a produção de saúde."A clínica não se define pelo lugar, mas pela ética do cuidado." Reabilitação nos Contextos de Saúde e Hospitais Compreendendo a reabilitação como processo interdisciplinar e contínuo na promoção da saúde integral O que é Reabilitação na Saúde? Nível específico de ação em saúde, considerada uma das quatro estratégias fundamentais. O conceito baseia-se no modelo biopsicossocial, integrando aspectos médicos, psicológicos e sociais da doença e recuperação. 1. Preventiva 2. Curativa 3. Reabilitativa 4. Paliativa Dimensões da Reabilitação Física Recuperação de funções motoras e mobilidade após lesões ou doenças. Envolve fisioterapia, terapia ocupacional e uso de tecnologias assistivas para restaurar a funcionalidade do corpo. Psicológica Foco no ajustamento emocional e enfrentamento de reações disfuncionais ou catastróficas decorrentes de traumas. Visa a qualidade de vida e a saúde mental do indivíduo. Psicossocial Processo contínuo para reintegração de pessoas com transtornos mentais graves. Envolve a reconstrução da vida familiar, social e ocupacional, promovendo autonomia e cidadania. Reabilitação como Processo Contínuo e Interdisciplinar Processo Contínuo Jornada que se estende ao longo do tempo, exigindo adaptações constantes às necessidades do paciente. Abordagem Interdisciplinar Medicina Psicologia Fisioterapia Terapia Ocupacional Fonoaudiologia Serviço Social Atuação do Psicólogo O psicólogo atua como facilitador do ajustamento e da adesão ao tratamento. Manejo do Sofrimento Ajuste Psicológico Aceitação da condição e adaptação às limitações, visando a retomada do equilíbrio. Intervenções Eficazes Atuação em Contextos de Deficiência Intervenção Clínica e Institucional Contexto: Atuação em Centros de Reabilitação (ex: AACD), acompanhando do diagnóstico à reinserção. Suporte Emocional: Manejo de sentimentos de perda, luto pela função perdida, frustração e ansiedade. Modalidades: Avaliação psicológica, psicoterapia individual/grupal e orientação familiar. Construção de Identidade Facilitar a construção de uma identidade que integre a deficiência sem que esta se torne o único elemento definidor da pessoa. Foco em potencializar capacidades preservadas e promover a autonomia. Contextos de Hospitalização Prolongada e Adoecimento Grave Impactos e Demandas Afastamento do ambiente familiar e ruptura das rotinas cotidianas. Exposição a procedimentos invasivos e ambiente estressor. Incerteza quanto ao prognóstico e medo da morte. Perda de autonomia e identidade pessoal. Intervenção Psicológica Psicoterapia de apoio, escuta qualificada e foco no presente. Técnicas de relaxamento e ressignificação cognitiva. Facilitação da comunicação entre equipe, paciente e família. Suporte à família: manejo da ansiedade e sobrecarga emocional. Reabilitação Neuropsicológica Abordagem destinada a restaurar e compensar déficits cognitivos, emocionais e comportamentais causados por acometimentos ao cérebro. Precedido de uma avaliação neuropsicológica detalhada para identificar o perfil de funcionamento cognitivo (funções preservadas e comprometidas). Reabilitação Neuropsicológica Objetivos e Métodos Linha de Base: Avaliação inicial do repertório comportamental. 2 3 4 5 1 Identificação de Reforçadores: Mapeamento do que motiva o paciente. Seleção de Técnicas: Escolha de procedimentos específicos para cada déficit. Monitoramento: Acompanhamento contínuo dos resultados. Generalização: Transferência do aprendizado para a vida cotidiana. Adoecimento e Novos Projetos de Vida Reconstrução de Identidade Adoecimento impõe a necessidade de reconstruir papeis sociais e perspectivas de futuro. Ajuste Psicológico Aceitação da condição e adaptação às limitações, visando o desenvolvimento de novas perspectivas. Estratégias de Enfrentamento Resgatar o "querer viver" e oferecer segurança ao paciente. Reabilitação Profissional Ações para resgatar capacidades físicas, psicológicas e sociais, identificando novas possibilidades ocupacionais. Família e Rede de Apoio no Processo de Reabilitação Um dos fatores mais significativos para o êxito da reabilitação; Estimula a motivação e oferece segurança emocional para enfrentar as dificuldades; Família estendida amplia a rede de acolhimento e estabilidade. Reabilitação no SUS - Estrutura e Serviços Estruturação através da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência (RCPD), articulando pontos de atenção em níveis crescentes de complexidade. Os Centros Especializados em Reabilitação (CER) são pontos estratégicos de atenção ambulatorial especializada, realizando diagnóstico, avaliação e estimulação precoce. CER II Atende duas modalidades de reabilitação. CER III Atende três modalidades de reabilitação. CER IV Atende quatro modalidades de reabilitação. Reabilitação no SUS - Políticas e Diretrizes Universalidade Acesso garantido a todos os cidadãos, sem discriminação. Integralidade Cuidado em todos os níveis de atenção, considerando o indivíduo como um todo. Equidade Considerar as individualidades e necessidades de cada um, garantindo oportunidades equivalentees. Reabilitação no SUS - Políticas e Diretrizes Manual de Ambiência Estabelece diretrizes para a organização física e funcional dos serviços (CER e Oficinas Ortopédicas). Foco em Acessibilidade, Conforto e Humanização, garantindo espaços que acolham a diversidade. Política Nacional Orienta que os serviços de reabilitação realizem o acompanhamento periódico dos usuários. Perspectiva de Cuidado Longitudinal, articulando Atenção Básica, Especializada e Hospitalar. "Reabilitar é mais do que recuperar funções; é reconstruir sentidos e possibilidades de vida." Políticas Públicas de Saúde no Brasil Da Construção Histórica aos Desafios da Atuação do Psicólogo Construção Histórica do SUS Pré-1988: O Modelo Excludente Saúde vinculada à previdência para trabalhadores formais.Os demais dependiam de caridade ou serviços precários. Anos 70/80: Reforma Sanitária Movimento social e intelectual que lutou pela democratização da saúde e pelo direito universal. 1988: A Constituição Cidadã Art. 196: "A saúde é direito de todos e dever do Estado". Criação formal do SUS. 1990: Leis Orgânicas (8.080 e 8.142) Regulamentação do funcionamento, gestão e participação da comunidade no sistema. Princípios Doutrinários do SUS Princípio Definição e Aplicação Universalidade Saúde como direito de todos; acesso universal a ações e serviços, sem discriminação. Integralidade Atendimento integral ao indivíduo, articulando promoção, prevenção, tratamento e reabilitação. Equidade Atenção diferenciada para reduzir desigualdades, priorizando populações com maior necessidade. Diretrizes Descentralização Redistribuição de poder e responsabilidades entre as três esferas de governo, maior autonomia aos municípios na gestão da saúde local. Hierarquização Estruturação dos serviços em níveis de complexidade crescente. A Atenção Primária atua como o centro ordenador do fluxo assistencial na rede. Diretrizes Regionalização Organização dos serviços em regiões de saúde, visando otimizar recursos e garantir que a população encontre soluções próximas à sua residência. Participação Popular Garantida pela Lei 8.142/90. O Controle Social ocorre através dos Conselhos e Conferências de Saúde, permitindo que a sociedade fiscalize e planeje as políticas. Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS) A saúde vai além da ausência de doenças, sendo influenciada por fatores como moradia, saneamento, lazer, trabalho e educação. Objetivo Central Promover a autonomia dos sujeitos e coletividades, reduzindo vulnerabilidades e riscos à saúde através de escolhas conscientes. Eixos de Ação Estímulo à alimentação saudável, prática de atividade física, combate ao tabagismo e promoção da cultura de paz. Saúde Mental e Reforma Psiquiátrica Reforma Psiquiátrica Brasileira Movimento social iniciado nos anos 70 (Luta Antimanicomial) que denunciou a violência dos hospitais psiquiátricos e propôs a desinstitucionalização. Lei 10.216 / 2001 Marco legal que redireciona o modelo assistencial, garantindo os direitos das pessoas com transtornos mentais e priorizando o tratamento em serviços comunitários. Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) Conjunto de serviços substitutivos ao manicômio: CAPS, Residências Terapêuticas (SRT), Unidades de Acolhimento e leitos em hospitais gerais. Psicologia e Políticas Públicas: Compromisso Ético-Político Superação do Modelo Clínico Tradicional Compromisso Social e Cidadania: Atuação como ferramenta de garantia de direitos. Intersetorialidade e Rede: Articulação entre saúde, assistência social, educação e justiça, visando um cuidado integral e resolutivo. O Psicólogo como Agente de Transformação Social Atuação Crítica Questionar as estruturas que produzem sofrimento psíquico, como o racismo, a pobreza e as diversas formas de violência institucionalizada no território. Empoderamento Estimular a autonomia e a participação dos usuários no cuidado e na gestão das políticas. Escuta Qualificada Valorizar o saber popular e as singularidades territoriais. Desafios Atuais Subfinanciamento Compromete a expansão da rede e a manutenção da qualidade dos serviços, gerando filas de espera e sobrecarga dos profissionais. Medicalização Tendência crescente de tratar problemas de ordem social, econômica e existencial exclusivamente através de psicofármacos, negligenciando as causas estruturais do sofrimento. Retrocessos Riscos de retorno ao modelo asilar ao invés do fortalecimento de comunidades terapêuticas. Precarização Vínculos empregatícios frágeis e rotatividade de profissionais que dificultam a criação de vínculo terapêutico e a continuidade do cuidado longitudinal no território. Leituras recomendadas AMARANTE, P. Saúde mental e atenção psicossocial. Rio de Janeiro: Fiocruz, 2007. BRASIL. Lei nº 8.080, de 19 de setembro de 1990. Dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde. CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA. Referências Técnicas para Atuação de Psicólogas(os) no SUS. Brasília: CFP, 2019. DIMENSTEIN, M. O psicólogo nas Unidades Básicas de Saúde: desafios para a formação e atuação profissional. Estudos de Psicologia, 1998. SILVA, R. B. Psicologia e políticas públicas: impasses e reinvenções. Psicologia & Sociedade, 2016. Revista da Sociedade Brasileira de Psicologia Hospitalar, 10(2), 63-72. ARAUJO, Tereza Cristina Cavalcanti Ferreira de. Psicologia da reabilitação: pesquisa aplicada à intervenção hospitalar. Rev. SBPH, Rio de Janeiro , v. 10, n. 2, p. 63-72, dez. 2007 . RIBEIRO, C. O sistema público de saúde e as ações de reabilitação no Brasil. Rev Panam Salud Publica. 2010;28(1):43–8. CONSELHO FEDERAL DE PSICOLOGIA (CFP). Referências técnicas para atuação de psicólogas(os) na Atenção Básica à Saúde. Brasília: Conselho Federal de Psicologia, 2019. BRASIL. Ministério da Saúde. Diretrizes do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (NASF). Brasília: Ministério da Saúde, 2010. Exercícios de fixação Promoção, prevenção ou ambos? Grupo de gestantes Campanha de vacinação Grupo de tabagismo Grupo de convivência para idosos Grupo de gestantes → Promoção (e também prevenção) Vacinação → Prevenção primária Grupo de tabagismo → Prevenção + promoção Grupo de convivência para idosos → Promoção Na prática do SUS, promoção e prevenção caminham juntas Onde o psicólogo entra? UBS com alta demanda espontânea Equipe em conflito Usuários com baixa adesão ao tratamento O que é papel do psicólogo e o que não é? Escuta qualificada Grupos Apoio matricial Educação em saúde Mediação de conflitos Não fazer psicoterapia de longo prazo Não substituir assistência social ou médica O psicólogo amplia o cuidado, não atua sozinho Reabilitar é fazer o sujeito voltar a ser como antes? Ressignificar a vida Trabalhar autonomia Reconstruir identidade Apoiar família Reconstruir sentidos Linha do cuidado Paciente com sofrimento psíquico grave Por onde ele entra na rede? Para onde pode ser encaminhado? Onde o psicólogo atua? Entrada pela UBS Encaminhamento para CAPS ou CER Articulação com RAPS Retorno para a APS Psicólogo em vários pontos da rede Cuidado acontecendo em rede, não em um único serviço