Prévia do material em texto
Artrite Idiopática Juvenil
● Grupo de doenças reumáticas de causas desconhecidas que iniciam, antes dos 16 anos
● É a doença reumática mais comum da infância
● Resulta da interação de fator genético e ambientais
● Manifestação clínica central: Artrite
○ Pode afetar pele, olhos e órgãos internos
Classificação
● Sistêmica (Doença de Still na criança)
○ Artrite e febre (dá o antitérmico baixa, depois sobre novamente, quando baixa a febre fica
bem) ac ompanhada pelo menos por um dos seguintes:
■ rash cutâneo
■ Linfadenomegalia
■ Hepatoesplenomegalia
■ serosite
○ Diagnóstico: de exclusão, descartar infecções inicialmente
○ FR E FAN NEGATIVOS → NÃO TEM UVEÍTE
● Oligoartrite
○ Forma mais comum
○ Clínica → 4 ou menos articulações nos primeiros 6 meses da doença (frequentemente
monoarticular, afetando um joelho
■ Subtipos
● Persistente → Não ultrapassa 4 articulações durante todo o curso da doença
● Estendida: começa ≤ 4 articulações, mas evolui para 5 ou mais após 5 meses
○ Principal complicação: Alto risco de Uveíte Anterior Crônica , frequentemente assintomática
○ Marcadores: FAN positivo, marcador de risco para a uveíte. FR é negativo
● Forma Poliarticular (Poliartrite)
○ Clínica: Acomete 5 ou mais articulações já nos primeiros meses
■ Subtipos (divisão crítica)
● FR negativo : Mais comum, pode ter FAN positivo e também está associada ao risco
de uveíte crônica → BENIGNO
● FR positivo : Menos comum, porém MAIS GRAVE . é considerada equivalente à
artrite reumatoide (AR) do adulto , com maior potencial de deformidade
○ FR positivo em pelo menos dois momentos com um intervalo de 3 mêses
○ Pode começar com dois anos
■ Grave, nessa fase de crescimento, começa a tomar corticoide, dificulta
crescimento, uso de imunossupressor, tem infecção
● Artrite Relacionada à entesite (como se fosse espondiloartrite juvenil)
○ Clínica: Presença de artrite + entesite (ex.: fáscia plantar)
■ A entesite se manifesta como: Inchaço dos calcanhares, dor debaixo do pé
○ Perfil: Comum em meninos , com início tardio (adolescência)
■ > 6 anos
○ Forte ligação com HLA-B27 positivo
○ Evolução
■ acometer o esqueleto axial (sacroileíte, dor lombar inflamatória), sendo considerada uma
espondiloartrite juvenil
■ familiar com doença relacionada ao HLA-B27 - espondilite anquilosante
■ Complicação: Uveíte anterior aguda sintomática (olho vermelho, dor, fotofobia)
● Artrite Psoriásica
○ Clínica: Artrite e psoríase ou artrite e pelo menos dois dos seguintes:
■ Psoríase em parente de primeiro grau
■ Dactilite “dedo em salsicha”
■ Alterações ungueais: pitting ou onicólise
● Distrofia ungueal → Unha quebradiça
○ Complicação: Risco de uveíte crônica
Diagnóstico da AIJ SISTÊMICA
● Pode surgir emn qualquer idade, sem distinção de sexo
● Comportamento imunopatogênico distinto
● Apresenta febre, fadiga, mialgia artralgia e emagrecimento
● Febre vespertina e intermitente com queda do estado geral e acompanhada de rash cutâneo
evanescente (SÓ QUANDO TEM FEBRE). → Doença de still
● Hepatomegalia, esplenomegalia, linfadenopatia, adenopatia cervical (comprometimento de gânglios),,
pericardite (melhora quando o paciente se senta na cama) , dor abdominal e dor pleurítica
● A artrite pode estar ausente nas primeiras semanas
● Elevação de PCR, VHS, ferritina, fibrinogênio, D-dímero, complemento, hipergamaglobulinemia policlonal
- base larga (doenças autoimunes) , leucocitose com neutrofilia sem desvio (sem formas jovens)
● FAN E FR negativos
AIJ poliarticular com FR NEGATIVO
● Comprometimento de cinco ou mais articulações no início da doença
● FR negativo em dois momentos, com intervalo de 3 meses
● 15-20% das AIJs com predominância do sexo feminino
● Fenótipos distintos, um com início tardio como AR do adulto com FR negativo , o segundo se assemelha
a forma pauciarticular , FAN positivo e uveíte (assintomática) e o terceiro com sinovites sem inflamação,
com deformidade e contratura e rigidez simulando doença genética
● FAN é positivo em 50% dos casos → associado a uveíte
AIJ poliarticular com FR POSITIVO
● o FR é positivo em pelo menos duas vezes com intervalo de 3 meses.
● Acomete cinco ou mais articulações
● A ssemelha-se a AR do adulto, predomina em meninas de 9 a 11 anos (pode em crianças mais velhas).
● Acometimento de mãos e pés
● Evolue com deformidade
● Moderada elevação do VHS e PCR, leucocitose leve e anemia normo, normo
● Metade das crianças apresentam FAN
● Diagnóstico diferencial com LÚPUS JUVENIl
○ quadro articular exuberante com deformidade
Artrite relacionada a entesite
● Artrite e entesite assimétrica dos MMII
● Podem apresenta r comprometimento de sacroilíacas
● Forte associação com HLA-B27 em 60-80% dos casos
● Pode evoluir para um quadro semelhante a espondilite
● A lombalgia ausente no iníci o, aparece na adolescência
● Uveíte anterior aguda recorrente → SINTOMÁTICO
Entesite → Extra-articular
Artrite Psoriásica Juvenil
● Artrite e psoríase ou artrite e pelo menos dois dos seguintes
○ Psoríase em parente de 1º grau
○ Dactilite
○ Alterações ungueais (pitting ou onicólise)
● Dois picos 2: 2 aos 4 anos e 9 aos 16 anos.
● Dactilite, comprometimento de mãos e pés e uveíte crônica
● Entesite e acometimento axial nas crianças mais velhas
● Sintomas gerais: anorexia, anemia e redução da velocidade de crescimento
● O FAN é positivo em 60% dos pacientes
● Prejuízo ao desenvolvimento, crescimento, prejuízo no aprendizado
Examinar as unhas mesmo não sabendo qual é a artrite
● Distrofia ungueal (mancha em óleo)
○
● Pitting (furinhos) → caractéristico da psoríase
○
● Psoríase no adulto
○
AIJ oligoarticular
● subtipo mais frequente
● Não ultrapassa 4 articulações
● início precoce
● Acomete os MMII e em 50% monoarticular
● Pode aparecer monoarticular
● A uveíte anterior crônica pode anteceder, ser concomitante ou posterior ao quadro articular. Pode ser
assintomática e insidiosa e levar a perda da visão . Risco aumenta quando o FAN é positivo
● O FR é negativo
● é a causa mais comum de oligoartrite na criança
Complicação CHAVE: Uveíte (inflamação ocular)
● Complicação grave e seu rastreamento é mandatório
● Exame oftalmológico de rotina para prevenção → mesmo sem sintomas (pode ser assintomático)
● Uveíte crônica (assintomática)
○ Associada a: Oligoarticular e poliarticular FR negativo, especialmente com FAN positivio
○ Risco: Cegueira se não rastreada e tratada de forma precoce
● Uveíte aguda (Sintomática)
○ Associada a: Artrite relacionada à entesite (HLA-B27+)
○ SIntomas: Olho vermelho, dor, fotofobia
● Mais comum na forma entesítica
● Pode levar a formação de sinéquias, catarata, glaucoma e perda da visão
AIJ - TTO
● Glicocorticóide intra-articular (monoartrite)→ Triancinolona hexacetonida em grandes e médias
articulações
● Glicocorticóide sistêmico → usado po r via oral ou em forma de pulso , a prednisona ou prednisolona.
Indicado na forma sistêmica
○ forma sistêmica desaparece com gc em dose alta 60mg - desmame após um mês, para
desmamar, precisa começar outra droga → DMARDS
● DMARD
○ Metotrexato 10 a 15mg/m2
○ Sulfassalazina 40 a 50mg/kg/dia
○ Leflunomida (>18 anos) 20mg/dia
○ Ciclosporina 2 a 5 mg/kg/dia
● a espondilite não responde aos DMARDS sintéticos (ir direto para os biológicos)
○ pode usar AINE
● imunobiológico (amplamente usados em todas AIJ)
○ Etanercept
○ Adalimumabe
○ Inflixmabe
○ Tocilizumabe (anti-il6) na AIJ sistÊmica > 2 anos - 12mg/kg 30kg
Esclerose Sistêmica
● Doença autoimune rara, caracterizada não primariamentepor inflamação (como o lúpus), mas por
esclerose ( fibrose /endurecimento)
● Fisiopatologia desconhecida
● Processo central é VASCULAR, caracterizado por uma disfunção endotelial
○ Disfunção → não tem alteração estrutural
● Compromete pele e órgãos internos, como pulmão, coração, intestino e rim.
● Levando alterações inflamatórias, fibróticas e atróficas , endarterite proliferativa e obstrução de
capilares , isquemia e fibrose
○ Começa com a inflamação → fibrose por deposição de fibroblastos→ atrofia e obstrução dos
capilares
Patogênese
● imunodesregulação → ativação do sistema imune → dano vascular → síntese excessiva da matriz
extracelular → depósito de colágeno (Deposição de fibroblasto)→ vasculopatia → isquemia tecidual
Quadro Clínico
● Sintomas iniciais:
○ Fenômeno de Raynaud e refluxo gastro-esofágico
○ Formas clínicas
■ Cutânea limitada - sd. CREST ( Calcionose, Raynaud,
esofagopatia, sclerodactilia, telangiectasia)
● espessamento cutâneo restrito às extremidade dos
membros e face
● Anticorpo anticentrômero -> ATENÇÃO
● Hipertensão arterial pulmonar -> Prognóstico através da avalição do anticorpo
● Pega na pele e ela não pregueia → endurecimento da pele
● doença mais benigna
■ Cutânea difusa
● Espessamento cutâneo ocorre precocemente e se estende à região proximal dos
membros e tronco
● Fibrose pulmonar e a crise renal esclerodérmica são mais frequentes
○ Hipertensão incontrolável
● Anticorpos predominantes: anti-Scl70 (Anti-topoisomerase I) e o anti-RNA
polimerase III
● Doença mais grave, acometimento visceral precoce e difuso .
● Progressão mais rápida
● Laboratório
○ VHS e PCR elevados na atividade da doença
■ Em fase tardias, não estão aumentados, porque só tem fibrose
○ Elevação da CPK na presença da miosite → difusa
○ Elevação do NT-proBNP no envolvimento cardíaco e hipertensão pulmonar
○ FAN padrão nucleolar ≠ do lúpus de padrão homogêneo (pontilhado grosso)
○ Tomografia pulmonar para detectar precocemente o envolvimento pulmonar
■ Caso comprometido, usar droga que trate a pele e o pulmão
○ o ecocardiograma para avaliar a função cardíaca e a hipertensão pulmonar
MICROSTOMIA
→ Paciente não abre a boca direito
Doença que a pessoa não envelhece
Manifestações Clínicas
● Cutâneas
○ Espessamento da pele (esclerodermia) proximal às metacarpofalangeanas (patognomônico)
○ Fase inicial → edematosa → indurativa, após a regressão do edema -- e a atrófica (fáscie
esclerodérmica com microstomia
○ Microstomia e o afilamento do nariz
○ Calcinose
■ calcificações na pele (cotovelos, joelhos)
○ Telangiectasias
■ mais frequente na forma limitada
■ acomete face, lábio e língua, dedos das
mãos e áreas periungueais
■ dilatação de vasos superficiais que
colapsam com a pressão
○ Úlceras digitais
■ devido a isquemia
○ Cicatrizes de úlceras digitais
○ Diagnóstico pela polpa digital
■ Sistêmica é dura (perde o coxim gorduroso devido a isquemia) → dedo fino na ponta (afilamento
digital)
●
○ Pele brilha, esticada, afilada, cianótico (f. de Raynaud -disfunção endotelial) → o
afilamento tai como sua hipotrofia é sugestivo de Raynaud de longa duração
○ F. de Raynaud → Trifásico (1- Branco quando exposto ao frio, cianose e
vasodilatação reflexa - hiperemia)
○
● Fenômeno de Raynaud: Presente em >95% dos casos . É uma isquemia trifásica (Palidez ->
Cianose/Arroxeado -> Hiperemia/Vermelhidão) desencadeada pelo frio ou estresse.
○ Na forma limitada → antecede em anos a manifestação cutânea e sistÊmica
○ Difusa → surge concomitantemente às manifestações viscerais
○
○ não é patognomônico de ES, pode ter bifásico na hanseníase
Manifestações Musculoesqueléticas
● Artralgia
● comprometimento articular que lembra AR
● Erosão anquilose óssea secundária a alteração fibróticas cutÂneas
● Mialgia, fraqueza muscular e elevação da CPK
Afilamento digital - fase atrófica pela isquemia crõnica
Manifestações Cardiopulmonares
● Doença intersticial é a principal complicação pulmonar da ES difusa e com associação com a
antitopoisomerase I
● a hipertensão pulmonar ocorre mais na forma limitada e os anticorpos anticentrômeros estão
presentes em 20 a 40% dos casos
● Isquemia miocárdica
● Fibrose do sistema de condução cardíaco → arritmia, miocardite, pericardite e icc
● Miocardite
● Pericardite
● ICC
Padrão de faveolamento pulmonar pela fibrose → perda do parênquimica pulmonar → insuficiência
respiratória e transplante de pulmão → causa de morte
Quando envolve terço médio e superior → doença avançada → trata e retarda o avanço do acometimento total
avaliar se está acometido → TC → Espirometria
Manifestações RENAIS (mais temidas)
● Crise renal esclerodérmica
● Hipertensão arterial de início súbito de difícil controle
● Encefalopatia hipertensiva (cefaleia, distúrbios visuais e convulsões)
● Edema pulmonar
● Derrame pericárdico
● Rápida perda de função renal —> IR
● Cuidados
○ Vigiar a pressão arterial
○ tratar precocemente
○ usar antihipertensiva → ieca - CAPTOPRIL - 200MG, não ajuda nada o imunossupressor
○ se de corticoide → pode desencadear essa crise esclerodérmica → contraindicado
Manifestações Digestivas
● Presente em 90% dos pacientes com ES devido ao comprometimento da musculatura lisa
● esofagite por refluxo, predispondo a metaplasia de Barret
● Gastroparesia → não esvazia → empachado
● Síndrome disabsortiva e supercrescimento bacteriano.
Diagnóstico e TTO
Diagnóstico
● Clínico (Pele, Raynaud)
● Anticorpos (Anti-centrômero, Anti-Scl-70, Anti-RNA polimerase III)
Tratamento → Foco no órgão acometido, em geral, com poucos recursos eficazes para a fibrose
● Fenômeno de Raynaud: Inibidores da 5 PDE, fluoxetina, losartana, prostanóide venosos*
● úlceras digitais: inibidores da 5 PDE, , prostanóides venosos*, Bosentana
● Hipertensão pulmonar → TTO escalonado, ERA Bosentana inibidores da 5-PDE 3x/dia (sildenafila,
tadalafila)
● Crise renal esclerodérmica: IECA (ex. captopril) em altas doses. Não usar corticoide
● Pele imunossupressor ( metotrexato , micofenolato, ciclofosfamida, rituximabe anti-cd20 ) e antifibrótico
( nintedanibe )
○ destravando a pele → MTX
○ Ciclofosfamida → na forma difusa
● Doença pulmonar intersticial → Ciclofosfamida oral ou venosa, micofenolato, rituximabe , transplante
de célula tronco, nintedanibe
→ Identificar os primeiros sinais. F. de Raynaud pode antecede a forma limitada por anos
saber a existencia 2 formatos
forma difusa → maior mortalidade
recursos terapêutico pouco -poucas situações imunossupressor
vigiar pressão
VASCULITE SISTÊMICAS PRIMÁRIAS
● Primárias: A inflamação é a doença principal, sem uma causa conhecida (ex: Arterite de Takayasu).
● Secundárias: A inflamação é uma consequência de outra condição subjacente, como infecções
(Hepatite B/C, sífilis), outras doenças autoimunes (lúpus, artrite reumatoide), neoplasias ou uso de
drogas (ex: cocaína, propiltiouracil).
🩺 Vasculites: Definição e Conceitos
→ Desenvolvimento de uma inflamação primariamente na parede do vaso sanguíneo o que pode levar a
sua destruição
edema → dor → processo obstrutivo → redução do fluxo sanguíneo para determinada área do corpo
Inflamação → Necrose fibrinóide —> Vasculite necrosante ]
Acomete apenas um órgão → Vasculite órgão único
Acomete diferentes órgãos → Vasculite sistêmica
Vasculites sistêmicas primárias → sem agente etiológico conhecido
Vasculites sistêmicas secundárias → associada a outras doenças: autoimunes (LES, AR, sd de Sjogren),
infecciosas (poliartrise nodosa - hep B), aortite sifilítica, medicamentos - proppiltouracil (hipertireo), neoplasia-
dç. linfoproliferativa
🔬 Manifestações Clínicas da vasculites sistêmicas
Sintomas Gerais ( Constitucionais ) → Se deve
Como é um processo inflamatório sistêmico, sintomas gerais são frequentes e podem simular uma infecção
● Febre
● Inapetência
● Artralgias
● Perda de peso
● Mialgias
Outros sintomas dependem do tipo e tamanho do vaso acometido dos órgãos e sistema
apresentam uma evolução subaguda
Sinais Específicos por Tamanho do Vaso - quadro clínico depende do tamanho do vaso acometido*
Tamanho do Vaso Exemplos de Manifestações
Grandes
Calibres (ex:
Aorta e ramos )
Claudicação (dor ao esforço nos membros),
ausência/redução de pulsos periféricos, pressão arterial
assimétrica entre os membros, hipertensão
renovascular, dor torácica, sopros vasculares,
carotidinia (dor na carótida).
Médios Calibres Livedo reticular, úlceras cutâneas , gangrena de
extremidades, angina mesentérica (dor abdominal
após alimentação - por isquemia) , mononeurite
múltipla.
→ Livedo reticular racemoso,
não desaparece com aquecimento,
Pequenos
Calibres
Glomerulonefrite , hemorragia alveolar, púrpura
palpável (lesão de pele inflamatória, que se diferencia
da púrpura não inflamatória por ter relevo ), vasculite
retiniana (perda de visão), polineuropatia, dor
abdominal, hematoquezia
→ Púrpura palpável
(dado inquestionável que é causado por inflamação do
vaso)
Grandes casos → Arterite de Takayassy, Arterite de células gigantes
Médios vasos → Poliartrite nodosa, Doença de Kawasaki
Pequeno vasos por imunocomplexos → Crioglobulinemia, púrpura de Henoch - Schonlein (IgA), úticária
Pequenos vasos associadas ao ANCA → Poliangeite microscópica, Granulomatose de wegener, Doença de
Chung - Strauss
hipocomplementêmica (anti-C1Q)
cAPILARES → anti-MBG
Diagnóstico
Varia de acordo com o tamanho do vaso predominantemente acometido
● Testes sorológicos (VDLR para sífilis), pesquisa de autoanticorpos (ANCA, FAN, FR). Pacientes com
suspeita de vasculite de vaso de pequeno calibre
● Pesquisa do Anca → vasculite relacionada ao ANCA
● Anticorpo antimembrana basal glomerular → Pequeno calibre
● Pesquisa de crioglobulinas → pequeno calibre
● Exames de imagem vascular → é interessante quando há acometimento de médio e grande calibre
● Exame histopatológico de BIÓPSIA de tecido acometido → Padrão ouro
○ Pele
○ Rim
○ Pulmão
○ Vias aéreas superiores
○ Infiltrado inflamatório na parede do vaso e necrose fibrinóide
Exames de Imagem
● Imagem (Vasos Médios/Grandes ):
○ Arteriografia
○ Angiotomografia computadoriza
○ Angiorressonância magnética
○ USG com doppler colorido
○ Tomografia com emissão de prótons
○ Alterações: Espessamento parietal concêntrico e lesões focais do tipo estenose, oclusão,
dilatação da parede e aneurisma.
■
● A - estenose da artéria renal
● C - Lesão em rosário (dilatação, estenose, dilatação, estenose)
_________________________________________________________________________________________
Nomeclatura das vasculites segundo a Conferência de Chapel Hill - 2012
Vasculites de Grandes Vasos: (aorta e seus ramos)
● Arterite de Takayassu
○ sem pulso
○ rara
● Arterite de Células gigantes
○ cefaleia
○ idosas
○ artéria temporal
Vasculite de Médio vasos
● Poliarterite nodosa
● Doença de Kawasaki
○ Crianças
○ Coronarite
Vasculite de pequenos vasos
● Vasculite associada ao ANCA
● Poliangeíte microscópica (Granulomatose de Wegener)
● Granulomatose com poliangeíte
● Granulomatose eosinofílica com poliangeíte
● Vasculite por imunocomplexo
● Doença antimembrana basal
● Vasculite crioglobulinêmica
● Vasculite por IgA
● Vasculite urticariforme
● hipocomplementêmica
Vasculite de vasos variáveis
● Doença de Behçet
● Sd. de Cogan
Vasculite de órgão único:
● Angeíte leucocitoclástica cutânea
● Arterite cutânea
● Vasculite primária do SNC
● Aortite isolada
Vasculites associadas com doenças sistêmicas
● Vasculite lúpica
● Vasculite reumatóide
● Vasculite sarcóide
Vasculites associadas com etiologia provável
● Vasculite crioglobulinêmica (anticorpos que precipitam ao frio) associada ao vírus da hep. C
● Vasculite associada ao vírus da hep. B
● Aortite associada à sífilis
● Vasculite por imunocomplexos associadas drogas
○ Substâncias levamisol colocadas no preparo da cocaína
● Vasculite associada ao ANCA induzida por drogas
● Vasculite associada ao câncer
________________________________________________________________________________________
🧪 Achados Laboratoriais
● Hemograma com anemia (normo, normo)*
○ por qual motivo ocorre? → Inflamação, ins. renal
● Leucocitose sem desvio à esquerda
○ inflamação ≠ infecção
● VHS e PCR elevado
● Alteração da função renal
● Pesquisa de autoanticorpos positiva
● Trombocitose
● FAN, FR, ANCA
💊 Tratamento .
● Corticosteróides (Prednisona 60mg 4 a 6 semanas): São a base do tratamento para induzir a
remissão rapidamente. Em casos graves (ex: glomerulonefrite, hemorragia alveolar, gangrena,
convulsão ), utiliza-se a "pulsoterapia " (doses muito alta s de 1g EV 3dias .
● Imunossupressores: Usados para manter a remissão e permitir a redução (desmame) do
corticoide . O principal é a Ciclofosfamida .
● Imunobiológicos (Terapia-Alvo): Drogas modernas que bloqueiam alvos específicos da inflamação
(ex: Rituximabe anti-TNF , que ataca o linfócito B anti-CD20 ).
REUMATISMO EXTRA-ARTICULAR
● Definição: Alterações inflamatórias ou disfuncionais das estruturas extrarticulares
○ Tendões
○ Bursa
○ Entese
○ Músculos Raiz nervosa
💡 Dica de Diagnóstico: Articular vs. Extra-articular
● A habilidade de discernir entre dor articular e extra-articular é crucial.
● Dor Articular (ex: Artrite): Dói tanto nos movimentos ativos (paciente faz sozinho) quanto
nos passivos (examinador movimenta o membro).
● Dor Extra-Articular (ex: Tendinite): Dói nos movimentos ativos , mas os movimentos passivos
geralmente não causam dor.
🦾 Dor no Ombro
A causa mais comum é a Tendinopatia do Manguito Rotador .
● Manguito Rotador:
○ Não consegue levantar o braço – não consegue em 90 a 120 graus
○ músculos
■ Supraespinhal - abdução
■ Infraespinhal - rotação externa
■ Redondo menor → Rotação externa e abdução
■ Subescapular → rotação interna e abdução
○ Função: Puxar a cabeça do úmero para a glenoide e abaixá-la , permitindo que o braço levante
(abdução) sem bater no acrômio.
● Síndrome do Impacto: É o que ocorre quando o manguito está inflamado ou rompido e falha em abaixar
a cabeça do úmero. Ao levantar o braço, o úmero "impacta" contra o acrômio , causando dor.
● Sinais Clínicos: Dor anterolateral , que piora com atividades acima dos ombros. A dor pode ser referida
no meio do braço (o paciente aponta para o músculo, mas a dor é do ombro).
● Causas de Dor no Ombro:
○ Tendinopatia do bíceps: Dor na região anterior do ombro, comum em quem levanta peso.
(academia)
○ Capsulite Adesiva ("Ombro Congelado"): Inflamação e aderência da cápsula. Causa redução
significante da mobilidade ativa E passiva (ex: o braço não vai a 30 graus ).
○ Ruptura do Manguito: Causa fraqueza . É comum com o envelhecimento (30% dos idosos > 70
anos podem ter ruptura).
■ JOVEM → opera
■ IDOSO —> 70 ANOS (REABILITAR) → TRABALHOSO E LENTO
○ Bursite: (ex: subacromial ). Dor anterolateral que piora com movimentos rotatórios . Clinicamente,
é muito difícil diferenciar de uma tendinite.
● Tratamento (Ombro):
○ Tendinite/Bursite:
■ AINES 5-7 dias ou corticóide (CE) por 7 a 14 dias, infiltrações periarticulares com CE,
fisioterapia
■ AINES→ aumentaos efeitos colaterais em mulheres > 65 anos
○ Capsulite Adesiva:
■ Infiltração intra-articular
■ analgésicos e fisioterapia.
■ cirurgia em alguns casos
○ Ruptura:
■ Em jovens/atletas, avaliação cirúrgica.
■ Em idosos, tratamento clínico com analgésicos e fisioterapia.
💪 Dor no Cotovelo
● Epicondilite Lateral ("Cotovelo do Tenista "):
○ Dor no epicôndilo lateral (externo).
○ Teste: Piora com a extensão do punho contra resistência (ex:
fazer dorsoflexão).
○ Causa: Esforço repetitivo (academia, torcer roupa – embora tenha diminuído com a máquina de
lavar).
● Epicondilite Medial “do golfista”: Dor na porção medial (interna). É menos comum.
● Tratamento:
○ AINEs, infiltração local com CE -> agulha de insulina.
○ fisioterapia
○ Compressas: Gelo (Fria) para casos agudos (até 48h); Calor para casos crônicos.
✍ Dor na Mão (Punho)
● Tendinite de De Quervain:
○ Inflamação dos tendões do 1º túnel extensor ( abdutor longo e extensor
curto do polegar) .
○ Quadro clínico → Dor e edema na porção do dorso radial do punho
○ Causa: Esforço repetitivo (trabalho manual, "vixe, celular!" ).
○ Sinal (Manobra de Finkelstein )
● Tratamento:
○ AINEs
○ imobilização (tala) em spica
○ fisioterapia
○ infiltração.
🏃 Dor no Quadril (Extra-articular)
Bursites (palpação são dolorosas)
● Bursite Trocantérica: Dor na face lateral da coxa.
○ Sinal Clássico: Dor piora ao deitar sobre o lado
afetado ("Ih, doutor, eu não posso deitar desse
lado").
○ Diagnóstico: Palpação do trocânter é dolorosa,
mas os movimentos do quadril (flexão, rotação)
são livres e indolores.
○ Causa: Comum em academia ou pilates feitos
com técnica incorreta.
● Bursite Isquiática: Dor na nádega, piora ao sentar-se .
● Bursite Iliopectínea: Dor na região inguinal.
● TTO:
○ Repouso
○ AINES por curto período ou infiltração com CE
Síndromes
● Síndrome do Piriforme :
○ Dor no glúteo que irradia para a coxa posterior ("pseudociatalgia"). O músculo piriforme contraído
comprime o nervo ciático.
○ Tratamento: Principalmente alongamento .
● Síndrome da Banda Iliotibial:
○ Atrito da banda no epicôndilo lateral do fêmur. Sensação de " perna amarrada" .
○ Tratamento: Alongamento e fortalecimento.
🦵 Dor no Joelho (Extra-articular)
● Bursite Anserina / Tendinite da Pata de Ganso:
○ ⚠ Dica: Frequentemente confundida com artrose de joelho.
○ Local: Dor no aspecto medial (interno) do joelho, abaixo da
interlinha articular.
○ Músculos (Pata de Ganso): Sartório , Grácil , Semitendíneo.
○ Fatores de Risco: Genu valgo, obesidade, osteoartrite.
○ Diagnóstico: Dor à dígito-pressão local.
● Tratamento: Repouso temporário, AINEs, infiltração de CE.
○ metilprednisolona - não atrofiante
○ Corticoide
■ atrofiante → para o joelho
■ não atrofiante → metilprednisolona → bursites, tendinites
🦶 Dor no Pé e Tornozelo
● Fascite Plantar:
○ Sintoma Clássico: Dor no calcâneo plantar (sola) , pior após um período de repouso (ex: ao
levantar da cama de manhã).
○ Fatores de Risco: Obesidade , prática de esportes.
○ Tratamento: O principal é o ALONGAMENTO (ex: puxar a ponta do pé com faixa elástica).
■ Antes de dormir e ao levantar
○ AINEs e palmilhas são coadjuvantes. (Infiltração está caindo em desuso).
● Tendinopatia do Aquiles:
○ Dor na projeção do tendão . Fatores de risco: obesidade, esportes, diabetes.
○ pode ser insercional ou não insercional
○ Tratamento: AINEs, repouso, alongamentos.
■ fortalecimento excêntrico do tendão
■ não pode infiltrar pq pode romper o tendão
● Tenossinovite do Tibial Posterior : Dor e edema atrás do maléolo medial.
○ TTO: AINES, REPOUSO, REABILITAÇÃO
○
● Tendinopatia do Tibial Anterior : Dor e edema no dorso do pé. Comum em
caminhadas longas (" romeiros ").
○ TTO: REPOUSO, AINES E CALÇADOS ADEQUADOS
LOMBALGIAS
.
Caso Clínico de Referência
● Paciente: Homem, 30 anos.
● História: Dor lombar súbita e de forte intensidade após se abaixar para pegar uma caixa, impedindo a
flexão e extensão da coluna.
● Evolução: Nos dias seguintes, a dor passou a irradiar para a perna esquerda, com sensação de
fraqueza.
● Exame Físico:
○ Afebril, eupneico, abdômen não doloroso, pulsos periféricos palpáveis.
○ Teste de Lasègue positivo na perna esquerda.
○ Leve dificuldade para andar sobre o calcâneo esquerdo. (A marcha sobre o calcâneo testa as
raízes L4-L5).
○ Reflexos patelar e aquileu presentes e ativos.
Conceito e Epidemiologia
● Definição: Dor localizada abaixo da margem das últimas costelas e acima das linhas glúteas
inferiore s.
● Epidemiologia:
○ É a comorbidade musculoesquelética mais comum na população adulta.
■ pode levar e ser incapacitante
○ De 8 a 10 pessoas já tiveram, estão tendo ou terão dor lombar.
○ Prevalência de 14,7% em indivíduos de 40-50 anos e 25% em idosos.
○ A dor lombar crônica pode levar à incapacitação.
Classificação
● Quanto à Duração:
○ Aguda: Menos de 6 semanas.
○ Subaguda: 6 a 12 semanas.
○ Crônica: Mais de 12 semanas
● Quanto à Etiologia:
○ Mecânicas: Inclui contraturas.
○ Discopatias e Artropatias .
○ Inflamatórias: Ex: Espondiloartrites.
○ Metabólica .
○ Infecciosa: Ex: Tuberculose, discite.
○ Miofascial .
○ Neoplásicas: Ex: Metástases.
○ Psíquicas: Ex: Depressão, Fibromialgia.
AVALIAÇÃO CLÍNICA
Anamnese
● Investigar duração
● padrão (relação com esforço ou repouso),
● fatores de melhora/piora
● e irradiação ( raquidiana ou não).
SINAIS DE ALERTA (BANDEIRAS VERMELHAS)
Indicam a necessidade de maior investigação:
● Idade > 50 anos (risco de neoplasia) ou 40 anos) ou
com fatores de risco (cardiopata) , sempre palpar os pulsos periféricos.
● Causas Gastrointestinais/Pélvicas: Colecistite, Endometriose (diagnóstico difícil), Pancreatite
(PACIENTE CHEGA FORMIGANDO), DIP crônica, Processos expansivos retroperitoneais.
○ Alerta clínico: Nunca deixe de examinar o abdômen do paciente.
Exame físico
→ Avaliar curvatura e deformidade posturais e palpar:
● Processos espinhosos e sacro - atrás de lesões ósseas ou fraturas
● tuberosidade isquiática e trocanter
● Musculatura paravertebral
● Avaliar se há discrepância entre os MMII
● Amplitude da flexão, extensão, inclinação lateral da coluna lombossacra
Síndromes Clínicas Específicas
SÍNDROME DA CAUDA EQUINA (DOENÇA GRAVE
● Quadro Clínico: Considerada uma emergência.
● Anestesia em sela (dormência nas nádegas).
● Disfunção vesical (incontinência/retenção urinária) e/ou fecal.
● Déficit neurológico grave ou progressivonos membros inferiores.(perda de força)
● Claudicação neurogênica
○ estenose do canal medular por osteoartrose da coluna
■ Conceito: Estreitamento do canal vertebral, comum em idosos (> 60 anos) por artrose.
■ Quadro Clínico (Claudicação Neurogênica): Paciente anda uma certa distância e
apresenta cansaço ou fadiga nas pernas.
■ Sinal Característico: A dor melhora ao sentar ou usar bengala (pois flete o tronco e "abre"
o canal) e piora ao ficar de pé ou andar (aumenta a lordose e "fecha" o canal).
○ IDOSOS > 60 ANOS
○ DOR DO PACIENTE QUANDO ESTAR DE PÉ → AUMENTA A LORDOSE (MAIOR
COMPRESSÃO
CONTRATURA MUSCULAR
● Principal causa de dor lombar aguda.
● Dor de início súbito, sem irradiação , desencadeada por esforço físico e alterações posturais.
● dor de uma lesão muscular ou da fáscia e estruturas ligamentares
● Geralmente melhora "com ou apesar do médico".
LOMBALGIA MECÂNICA COMUM
● Dor lombar uni ou bilateral com irradiação para as nádegas e sacro, insidiosa.
● É a forma mais comum de lombalgia
● O desafio é diferenciar de outras causas
● causa: dor crônica, acompanhada por uma disfunção da dor dor a nível do sistema nervoso central
● RM : sem alterações que justifique
○ não pedir pra todo mundo, impedir achados incidentais que não tem nada com o quadro clínico
● TTO
○ Atv. física
○ Miorrelaxantes
○ Antidepressivos
○ anticonvulsivante
HÉRNIA DISCAL COM RADICULOPATIA
● Conceito: Deslocamento do núcleo pulposo para além do anel fibroso . É mais comum em jovens (3ª a
4ª década), pois em idosos o disco tende a estar desidratad o.
● Localização Comum: Raízes L4-L5 e L5-S1.
○ andar no calcanhar → L4-L5
○ andar na ponta dos pés → L5-S1
● Quadro Clínico: Dor lombar aguda após esforço (flexão) com irradiação para o membro, até o pé.
● o diagnóstico de hérnia de disco pode ser feito sem fazer RM
● Exame Físico: Contratura lombar, piora da dor com a flexão, Sinal de Lasègue positivo.
○ Teste de Lasègue: A elevação da perna esticada e ntre 35° e 70° causa dor radicular (até o pé),
sugerindo comprometimento discal.
Tratamento (Hérnia Discal)
● Conservador (Inicial):
○ Repouso: 7 a 10 dias . O repouso é relativo ; o paciente não deve ficar acamado, podendo andar
em casa. O papel do médico é evitar a imobilização total (Bandeira Amarela).
○ Atividade: Evitar l evantamento de peso ou flexão da coluna por 8 a 12 semanas.
○ Medicamentos: Corticosteroides orais, analgésicos (comuns ou opioides) e AINEs em dose
plena.
● Exames de Imagem (Ex: Ressonância):
○ Não são obrigatórios "a priori" em uma dor lombar aguda ou ciática típica sem sinais de alarme.
● Cirurgia (Discectomia):
○ Indicada em apenas cerca de 5% dos casos.
○ Indicação principal: Evolução com déficit motor , como pé caído ou incapacidade de andar
nos calcanhares.
○ A cirurgia leva a uma melhora clínica mais rápida, mas o tratamento conservador é preferível
quando não há déficit motor.
ESPONDILOARTRITES
Caso Clínico de Referência
● Paciente: Homem, 32 anos, funcionário público.
● História Principal: Dor lombar baixa há 2 anos, de caráter inflamatório.
● Características da Dor Inflamatória (Aula):
○ Não melhora com repouso
○ Melhora com movimento (embora a dor mecânica também possa).
○ Rigidez matinal superior a 30 minutos.
● Sintomas Sistêmicos: Fadiga e perda de peso , ambos relacionados à inflamação (produção de TNF )
○ Fadiga → Inflamação
○ Perda de peso → inflamação .--> TNF
● Sintomas Periféricos: Dor em calcâneos (sugestivo de entesite).
● Resposta Terapêutica: Melhora com AINEs (anti-inflamatórios não esteroidais).
● Exame Físico:
○ Ausência de artrite.
○ Entesite: Dor à palpação da fáscia plantar e do tendão de Aquiles.
○ Sacroileíte: Dor à palpação das sacroilíacas.
○ Restrição Axial: Manobra de Schober = 13. (O professor explica que o normal seria >15,
indicando que a coluna está ficando rígida e não flexiona adequadamente).
■
● a partir da cova de vênus
○ tem que dar pelo menos um aumento de 5cm na flexão
● na inflamação → diminui a distância (coluna ficando rígida)
Êntese e Entesite
● Êntese: É a estrutura que serve como ponto de inserção de ligamentos , tendões e cápsula articular
diretamente no osso.
● Características da Êntese:
○ Avascular.
○ Bem inervada.
○ Bastante dolorosa quando inflamada.
● Entesite: É a inflamação da êntese. É a característica principal das espondiloartrites .
○ Exemplo clínico: Fascite plantar ou tendinite do Aquileu .
Espondiloartrites (EpA):
● É um grupo de doenças inflamatórias que compartilham características, principalmente o acometimento
das ênfeses (entesite).
○ Espondilite anquilosante
○ Artrite psoriásica
○ Artrite Reativa
○ Espondilite associada a doença inflamatória intestinal
○ Espondiloartrite indiferenciada
● Classificação por Localização:
○ Axial: Acomete a coluna vertebral , caixa torácica e pelve ( sacroilíacas ). As EpA são
principalmente axiais.
■ dor lombar crônica >3 meses
○ Periférica: Acomete articulações periféricas (ex: joelhos, tornozelos).
○ Axial → Dor lombar crônica > 3 meses
○ Artrite periférica → Entesite, dactilite
○ Psoríase, DII → Uveíte
● Classificação por Imagem:
○ Radiográfica: alteração estrutural ( sacroilíaca ) visível na radiografia . (sso pode levar > 5
anos para aparecer).
Figura 2 → Esclerose, irregularidade da borda
○ Não Radiográfica: presença do marcador genético HLA-B27.
Tipos de Espondiloartrite (EpA)
A. Espondilite Anquilosante (EA)
● Epidemiologia: Pico de incidência na 3ª década (paciente do caso tem 32 anos). Formas radiográficas
são mais comuns em homens.
● Fisiopatologia: Forte associação com o marcador genético HLA-B27 e genes não MHC - ERAP ,
alterações da microbiota intestinal (disbiose) e cutânea (psoríase) e gatilhos ambientais (infecção,
estresse). A inflamação é mediada por citocinas ( TNF-alfa, IL-17, IL-23 ). → alvo-terapeutico
○ Th1 e Th17
● Quadro Clínico:
○ Dor lombar ou glútea alternante, inflamatória.
■ Dor pela manhã e no repouso
○ Rigidez matinal > 30 MIN.
○ Artrite assimétrica de membros inferiores.
○ Entesites e Uveíte (inflamação ocular).
○ dactilite → rara
○ Fadiga
○ Sequela tardia: Inflamação dos ligamentos da coluna leva à formação de pontes ósseas
(sindesmófitos → calcificação do ligamento ou do ânulo fibroso), causando a rigidez conhecida
como " coluna em bambu ".
■
■ Pontes entre duas vértebras → sindesmófitos
■ doença incapacitante
● Diagnóstico → Clínico + laboratorial
● TTO
○ exercício físico
○ Reabilitação motora
○ Dieta equilibrada
○ AINE → devem ser usados de como sintomáticos e por curto
○ Glicocorticóides → NÃO TEM INDICAÇÃO
■ casos que pode ser usado
● artrite periférica via intrarticular
● contraindicação de aines
○ DRC
○ úlcera péptica
○ hipertensão
○ > 65 anos mulheres
○ cardíacos (ICC)
○ DMARDS (MTX, leflunomida, SSZ) → Artrite periférica e na psoríase
○ Anti-TNF → indicados quando não há resposta aos DMARDS e na AXIAL
○ Anti-IL17 → QUANDO falha com TNF
Artrite Psoriásica (AP)
● Conceito: Doença sistêmica que acomete pele (psoríase), unhas, ênteses , articulações (axiais e
periféricas) e olhos (uveíte) e grande impacto psicossocial.
● Epidemiologia: Acomete até 30% dos pacientes com psoríase.(a maioria não vai ter espondilite)
○ O quadro articular geralmente surge 10 anos após a doença de pele . Apenas 15% dos casos
começam com a artrite antes da pele.
○ Fisiopatologia → Caracteriza-se pela erosão articular e neoformação óssea (osteófitos), sobre
influência de citocinas TNFa, IL-17 e IL-23. influência microbiana● Quadro Clínico (Diverso): A AP é uma doença de múltiplas apresentações
○ Uveíte (dor, vermelhidão, fotofobia)
■
○ Lesões psoríasicas
■
○ Oligoarticular: 5 articulações, simétrica (lembra Artrite Reumatoide).
○ Distal: Acomete as articulações interfalangianas distais (IFDs). (Frequentemente associada a
lesões nas unhas ).
○ Artrite mutilante - artrite grave, fortemente destrutiva
○ Axial: Acomete a coluna.
○ Dactilite: Inflamação de todo o dedo ("dedo em salsicha").
■
■ acometimento IFD (osteoartrite e psoríase)
○ Entesite: Presente em 30-50% dos casos.
■
○ Critérios classificatórios da artrite psoriásica
■ ≥ 3 pontos
Psoríase atual 2
Histórico de psoríase (na ausência de psor,
atual)
1
Histórico familar de psoríase 1
Dactilite 1
Neoformação óssea justiarticular 1
FR negativo 1
Distrofia ungueal 1
○ TTO
■ AINES
■ infiltração com GC
■ DMARDs → mtx , leflunomida, sulfassalazinam ciclosporina (psoríase e artrite)
■ Anti-TNF,etanercepte, infliximabe, adalimumabe, certolizumabe, golimumabe
■ inibidor de IL 17 → secuquinumabe
■ Anti- IL 12,23 → ustequinumabe (lesão de pele)
Artrite Enteropática (AE)
● Conceito: EpA associada à Doença Inflamatória Intestinal (DII), com o Doença de Crohn ou Retocolite
Ulcerativa.
● Fisiopatologia: Ocorre um aumento da permeabilidade intestinal , permitindo que bactérias do
microbioma ativam o sistema imune . Linfócitos ativados migram do intestino para as enteses.
● Quadro Clínico: Paciente apresenta sintomas intestinais ( diarreia, dor abdominal, sangue nas fezes)
associados a:
○ 50% dos pacientes com DII apresentam ao menos uma manifestação extraintestinal
○ mais comum articular → Oligoartrite de grandes articulações mmii
○ Acometimento axial assintomático ou semelhante a espondilite
○ Entesite, Dactilite, Uveíte.
○ Manifestações de pele: Eritema Nodoso (paniculite), Pioderma Gangrenoso.
● Lab
○ VHS e PCR
○ Anemia de doença crônico
○ HLA-B27 positivo em 34-75
○ RM de sacroilíacas com sacroilíete
○ Radiografia de articulação periférica com aumento de partes moles, osteopenia e erosões nas
fases mais tardias
● Tratamento (Importante): Deve-se EVITAR o uso de AINEs , pois podem piorar a colite (doença
intestinal).
○ os GC podem ser orais ou intrarticular
○ SSZ 2 a 3g/dia, porém sem efeito em pacientes com envolvimento axial
○ MTX, leflunomida, Azatioprina
○ Anti-TNF - infliximabe, etanercepte, adalimumabe, certolizumabe e golimumabe
○ inibidor de IL-12/23 - ustequinumabe
Artrite Reativa
● Conceito: Artrite " estéril " (agente infeccioso não está na articulação ) que s urge após uma infecção .
● Gatilhos (Infecção prévia):
○ Urinária/Urogenital: Chlamydia trachomatis (mais comum).
○ Gastrointestinal: Enterobactérias (Salmonella, Shigella, Campylobacter).
● Fisiopatologia: Ocorre uma hipersensibilidade (reação cruzada) a um agente bacteriano. O HLA-B27
positivo predispõe à doença e à cronificação .
● Quadro Clínico:
○ Início da artrite de 1 a 6 semanas após a infecção ( diarreia ou uretrite ).
○ Oligoartrite assimétrica de membros inferiores.
○ Pode ter entesite , dactilite e lombalgia inflamatória.
○ dor alternante em nádegas
○ Manifestações Extra-articulares:
■ Febre e perda de peso → inflamação
■ Conjuntivite/Uveíte
■ Uretrite/Cervicite
■ Balanite Circinada,
●
■ Ceratodermia Blenorrágica (lesões na pele dos pés).
●
■ Cardíaca: Doença valvar, insuficiência aórtica
■ Quadro autolimitado que dura 6 meses a 1 anos, salvo pacientes com HLA-B27 (cronificar)
● Diagnóstico diferencial[
○ Artrites infecciosas (gonocócica)
○ Artrite microcristalina
○ Pós-traumática
○ Artrite enteropática
○ Febre reumática
Laboratoriais
● VHS e PCR podem estar elevados.
● HLA-B27 positivo (prevalência varia, 30-50% dependendo da doença).
● Coprocultura
● Urocultura
● Cultura do swab uretral
● análise do líquido sinovial → elevação de neutrófilos
● Tratamento:
○ Trata-se da infecção gatilho (ex: Doxiciclina para Clamídia e azitromicina).
○ TGI → diarréia → Fluorquinolona CIPRO
○ Não se usa antibiótico para tratar a artrite, pois a bactéria não está na articulação.
○ A artrite é tratada com
■ AINEs , ou DMARDs/Biológicos se cronificam
■ Anti-TNF → Intercepte, inflimabem adalimumabe, golimumabe, certolizumabe → na
cronificação
■ Aguarda-se 3 a 6 meses de remissão para retirada .
Resolução do Caso Clínico
● Exames: VHS 55 e PCR 3.2 (ambos elevados), confirmando o processo inflamatório.
● Marcador: HLA-B27 positivo.
● Imagem: Raio-X da bacia normal. Ressonância Magnética (RM) mostrou sacroileíte bilateral (edema
ósseo).
○
● Diagnóstico: Espondiloartrite Axial Não Radiográfica (pois o RX foi normal, mas a RM foi positiva).
● Tratamento: Iniciado AINEs (melhora temporária). Devido aos achados (sacroileíte na RM, PCR
elevado, B27+), o paciente tem indicação de terapia biológica (Anti-TNF).
● Cuidado: Antes de iniciar Anti-TNF, é obrigatório descartar Tuberculose (TB) latente.
Artrite Infecciosa
Invasão do espaço articular por microorganismo (bactérias, fungos, micobactérias e vírus)
*Bacteriana é a mais grave e comum na urgência
São consideradas emergências clínicas pela evolução aguda. O diagnóstico deve ser precoce, por um alto
risco de disseminação da infecção e destruição da articulação
*na dúvida → começar ATB
● "Tempo é cartilagem". O atraso no diagnóstico e tratamento leva à destruição irreversível da articulação
(artrose secundária) devido a enzimas proteolíticas.
● Fisiopatologia: A membrana sinovial é muito vascularizada e desprovida de membrana basal,
facilitando a entrada de patógenos.
Artrite Séptica Não Gonocócica)
● Fatores de risco: Idade avançada, doença articular presente, protese, alcoolismo, úlceras ou
infecções, DRC dialítica, uso de de drogas IV, imunossupressores, DM, neoplasias, HIV,
quimioterápicos, GC
● Mecanismos:
● Via hematogênica: mais comum, ocorrem a partir de um foco distante (pele, pulmão) e
chega até a articulação
● Foco adjantece (osteomielite)
● Inoculação direta de bactérias → artroscopia ou trauma penetrante
● Quadro clínico
○ MONOARTICULAR —> Instalação súbita → volumoso derrame articular e limitação
dos movimentos → febre alta e calafrios, comprometimento do estado geral →
joelhos , quadris (USG), tornozelos, cotovelos, ombros e punhos
● Bactérias
○ *quais sãos as bactérias mais comumente associadas a artrite séptica não gonocócica →
GRAM-POSITIVAS
○ S. aureus (60% dos casos)
○ Estreptococo beta-hemolítico
○ Bacilos gram-negativos (klebsiella pneumoniae) em grupo de risco
○ Pseudomonas aeruginosa → Usuário de droga IV (difícil de ser tratada)
○ bactérias anaeróbicas após mordedura de animais ou paciente com úlcera por
pressão
● Diagnóstico
○ Artrocentese ( contagem de células totais e diferencial, cultura e pesquisa de cristais)
■ coletar antes do ATB
■ Características
● Líquido purulento , opaco entre 50.000 a 150.000 células , cultura positiva
em 60% dos casos - nem sempre positiva, hemoculturas → hemograma com
leucocitose com desvio , VHS, PCR
○ exames de imagem (radiografia, RM) → avaliar a integridade e pesquisar osteomielite
■ não tem valor, RM só se trauma prévio
● Diagnóstico diferencial
■ Artrite inflamatória associada a febre e alteração do estado geral
● artrites infecciosas por mico, fungos, espiroquetas e vírus
● Artropatias por cristais → Gota e doença de pirofosfato de cálcio →
alcoolismo, crustáceo, hiperuricemia
● Artrite traumática
● Artrite relacionadaàs espondiloartrites: reativa, psoriásica, espondilite
anquilosante e DII
● Artrite associada a doenças autoimunes como AR, LES, doença de Behçet
vasculites
● TTO:
○ ATB EV por 4 semanas EV de acordo com a sensibilidade
○ Alternativo: 2 semanas EV e 2 orais
○ Gram negativo e S. aureus → 4 semanas EV
○ Gram positivo → Vancomicina
○ S. aureus MSSA → Oxacilina e a Cefazolina
○ S. aureus MRSA → vancomicina
○ Opções: Linezolida 600mg, via oral 12/12h ou clindamicina 600mg oral ou EV 8/8h
○ GRAM NEGATIVOS → Paciente idoso, paciente diabético, paciente com imunossupressor
■ cefalosporina de 3º geração
● Ceftriaxona 2g, EV 24h/24h
● P. aerouginosas → Ceftazidima + aminoglicosídeo (gentamicina)
■ em dúvida: terapia empírica → Vancomicina e cefalosporina de 3º
○ MRSA
■ 4 semanas de TTO
■ Prótese → ATB dirigido à bactérias produtoras de biofilme e retirada da prótese
■ Osteomielite vias
● hematogênica
● invasão por foco contíguo
● Inoculação direta Trauma ou cirurgia
Quadro Específico (Artrite Gonocócica):
● Ocorre em jovens sexualmente ativos; predomínio em mulheres (período menstrual/pós-menstrual).
● Disseminação hematogênica na N. gonorrhoea e sexualmente transmissível
○ 0.3 a 3% dos pacientes infectados com diplococo Gram-negativo
○ Portas de entrada: uretra, cérvice, faringe e mucosa ocular no RN
● Principal causa de artrite séptica em j ovens saudáveis bom estado geral → artralgia migratória
● Fatores de riscos: mulher no período menstrual, gravidez e pós-parto, diversos parceiros sexuais,
baixo nível socioeconômico, deficiência do complemento, LES
● Quadro Clínico:
○
Fase bacterêmica Poliartrite aditiva e migratória , tenossinovite (dorso
da mão) e dermatite com lesões papulares e
vesiculare s. Febre alta. Melhora após 48 a 72
(mas nem sempre há febre)
→ pápulas (halo necrótico no centro)
Fase da
monoartrite
Grande articulações (joelhos, punhos, ombros e
cotovelos.
Complicações raras - endocardite, bloqueios de
condução, osteomielite e meningite
Artrocentese e análise do líquido sinovial
● celularidade mais baixa do que a N-gonococíca 10 a 100mil as custas de polimorfonucleares, cultura,
pesquisa de cristais e coloração de gram, culturas de amostras mucosas uretrais, endocérvice, faringe,
sangue e pele.
● Todas as culturas negativas + Quadro clínico compatível e rápida melhora após ATB → Considerar o
diagnóstico de artrite gonocócica
● parceiros sexuais, mesmo assintomáticos devem ser investigados
Diagnóstico diferencial
● Artrite reativa, artrite virais, espondiloartrites, meningocócica, endocardite (emboliza → embolo séptico
pode ir para articulação)
TTO
● Ceftriaxona 1g IV ou IM 7 dias. se melhora → diminuir a dose para 250mg
● Artrite purulenta Ceftriaxona IV por 10 a 14 días
● TTo da Chlamydia, copatógenos com azitromicina 1g
Macetes de Prova e Alertas
● ⚠ Alerta Raio-X: Não espere alteração no RX para diagnosticar. No início é normal!
● ⚠ Gram Negativo: Gram do líquido negativo NÃO exclui artrite séptica. Trate se o líquido for purulento.
● ⚠ Corticoide: Evitar em adultos na fase aguda (pode atrapalhar resposta imune). Usado às vezes em
crianças para reduzir sequela (dexa).
● ⚠ Diferencial Pediátrico (Quadril):
○ Sinovite Transitória: Benigna, pós-viral.
○ Critérios de Kocher para Séptica: Febre >38,5º, Não apoia peso, VHS >40, Leucócitos >12.000.
(3 ou 4 critérios = alta chance de séptica $\rightarrow$ puncionar).
● ⚠ Tríade Gonocócica (Fase 1): Poliartrite migratória + Tenossinovite + Dermatite (pústulas).
● ⚠ Artrite Reativa (Reiter): Artrite + Uretrite + Conjuntivite. Líquido estéril (cultura negativa). Não é
infecção ativa na articulação.
FEBRE REUMÁTICA
Conceito
● Predisposição genética + resposta imune tardia
● sequela que ocorre 2 a 4 semanas após a faringite pelo estreptococo beta-hemolítico do grupo A
(EBGA)
● relação com baixo nível socioeconômico
Epidemiologia
● Principal causa de morte cardiovascular nas primeiras 5 décadas de vida
● mais frequente entre os 5 e 15a
● somente faringoamigdalite está associada a febre reumática
Etiopatogenia
meio ambiente + indivíduo → pequena parcela de crianças com faringoamigdalite e não tratadas → ⅓ das
crianças com FR desenvolvem cardite reumática crônica → s uscetibilidade a CRC está ligada ao HLA classe
II DRB1 DRB3 , genes não HLA envolvidos com a resposta inflamatória e defesa do hospedeiro contra o
Streptococcus pyogenes → infecção leva a ativação do sistema imune inato → ativa células T e B em
seguida → produção de anticorpos e reação cruzada mediada por mimetismo molecular
Manifestações clínicas
○ Manifestações cardinais
■ cardite (50 a 70%)
■ poliartrite migratória (artrite 35 a 66%)
■ coreia de Sydenham→ com predomínio do sexo femino 10 a 30%
■ nódulos subcutâneos 1 a 10%
■ eritema marginado 38
○ hiperemia e edema de orofaringe
○ pétequias e exsudato purulento
○ linfonodos cervicais palpáveis e dolroos
○ cultura positiva entre 90 a 95%
○ elevaçao dos títulos de ASLO a partir do 7º dias, pico entre a 4º a 6 semana
TRATAMENTO DA FEBRE REUMÁTICA
● Profilaxia primária para erradicação —> Penicilina G benzatina 20 1.2 M 21/21 dias
● Artrite → AAS e naproxeno (10 a 20/kg/dia) por 4 semanas● Cardite →: PREDNISONA 1 a 2mg/kg;dia por 2 a 3 semanas, com subsequente redução → 4 a 8
semanas na cardite leve e 12 semanas e tto da IC quando presente
● Coreia → Haloperidol
Profilaxia
● FR sem cardite → até 21 anos de idade ou 5 anos do último surto → o que for maior
● FR com cardite prévia, Insuf. mitral leve residual ou resolução da lesão valvar → 25 anos ou 10 anos do
último surto → o que for maior
● FR COM LESÃO VALVAR RESIDUAL MODERADA A GRAVE → ATÉ OS 40 ANOS DE IDADE OU POR
TODA A VIDA
● APÓS CIRURGIA VALVAR → POR TODA A VIDA
GOTA
Artrite inflamatória causada pelo acúmulo de cristais de monourato de sódio → nível elevado de ácido
úrico no sangue (hiperuricemia) → que podem se cristalizar e se depositar nas articulações provocando
intensa dor, vermelhidão, calor e inchaço → GERALMENTE NO DEDÃO DO PÉ , mas também em outras
articulações
Epidemiologia
● Incidência anaul → 2,68/1000 indivíduos
● prevalência entre 1 a 4% da população
● mais frequente no sexo masculino
● pacientes com > 80 anos há um aumento de casos em mulheres
Fatores de risco
● Obesidade → aumenta produção de purinas e diminui a excreção de ácido úrico
● Maior ingestão de purinas e bebida alcoólicas
● Medicamentos: ciclosporina, tacrolimo, tiazídico, furosemida, ácido nicotínico, AAS, pirazinamida,
etambutol
Fisiopatologia
● Hiperuricemia sem evidência de deposição de cristais MUS
● Deposição de cristais sem gota sintomática
● Deposição de cristais com crise de gota
● gota avançada com tufos, artrite gotosa e erosões radiográficas
Hiperuricemia
● Para níveis saudáveis → equilibrado entre ingestão de purinas e síntese de uraro e sua secreção para
evitar uricemia
○ superprodução 10%
○ excreção insuficiente 90%
○ uma combição dos dois
● Dieta → pouca relevância da uricemia
○ evitar fontes ricas em purinas as de de origem animal ou de frutos do mar
○ alimentos ricos em purinas de origem vegetal não apresentam riscos
○ Vitamin. C, bebidas lácteas, óleos vegetaism óleos de girassol, oliva e soja reduzem o ácido úrico
○ Álcool → fator de risco e seu consumo está diretamente relacionado a frequência e
intensidade das crises
● Produção endógena
○ Doenças com turnover celular → neoplasia
○ doenças inflamatórias
○ perda de peso e exercícios úteis na r edução de ácido úrico
● Redução na excreção de ácido úrico
○ ⅔ da excreção de urato ocorre no rim e o restante pelo TGI
○ 10% do urato filtrado é excretado na urina, o restante é reabsorvido
○ a redução da excreção renal de urato está associado a alterações autossômicas dominantes
○ medicações uricosúricas como a probenecida , benzbromarona e sulfinpirazona inibem a
reabsorção de urato a nível renal
Patogêneses
Resposta inflamatória aguda do MUS intra articular interagindo com macrófagos sinoviais → amplificada
pela ativação de neutrófilos e mastócitos com a liberação de citocinas pro-inflamatória s → os mastócitos
tem um papel importante no desencadeamento da crise de gota
A resolução: DEPENDE DA remoção e da fagocitose dos cristais por macrófagos
Quadro clínico
● hiperuricemia assintomática → maior risco de HAS, INSUF. renal e doença cardiovascular
● Acontece na uricemia mantida entre 9-10mg/ml
● artrites intermitentes das articulações dos MMII, principalmente a primeira MTF - podagra
● dor intensa, eritema local e grande hipersensibilidade ao toqu
○
○ podagra
● segue-se por um período assintomático que pode durar meses
● crises mais frequentes e prolongadas se não for tratado adequadamente
● Tofos
○ depósitos de urato e podem se depositar em qualquer parte, porém mais comumente em torno
das articulações e bursas
■
● Exames subsidiários
○ VHS e PCR aumento e leucocitose
○ Hiperuricemia questionável no diagnóstico da gota aguda
■ 40% dos pacientes em crise tem o ácido úrico normal
○ Diagnóstico → Exame a fresco do líquido sinovial
■ achado → cristal em forma de agulha com birrefringência negativa , que pode vir
fagocitado por neutrófilo
●
○ Exame de imagem
■ Radiografia
● na gota crônica → Cistos subcondrais, erosões com bordas escleróticas (lesões em
saca-bocado) e tofos interósseos.
○
■ TC de dupla energia
● Identifica depósitos incipientes de cristais
○ diferencia os cristais de urato dos de cálcio
Tratamento
● Crise aguda
○ AINES
○ GC sistêmicos e intra
○ Colchicina (inibe a função dos neutrófilos)
● Orientações gerais
○ começar precoce o tratamento
○ usar dose plena da medicação
○ reduzir a dose paulatinamente com a melhora
○ cessação completa do TTO 2 a 3 dias após a resolução do quadro
○ GC → retirada mais lenta
● Profilaxia
○ Terapia anti-inflamatória
■ primeiros meses do hipouricemiante → uso de colchicina em doses baixas para
controlar crise
● Terapia redutora de urato
○ não suspender o hipouricemiante em caso de crise de gota e nem tampouco iniciá-lo
durante a crise
○ cuidado com: disfunção renal, insuficiência cardíaca congestiva, hipertensão DUP, DM
descompensado
● GOTA CRÕNICA
○ terapia redutora de urato
■ Indicações
● surtos recorrentes
● tofos
● artropatia de urato e cálculos renais
● ácido úrico >8mg/dl (alvo Inicia-se com 100mg, com incrementos de 100mg a cada 2 a 4 semanas,
mais de 300mg/ dia
■ em caso de falha, indica-se o febuxostato → inibidor da xantina oxidase
■ na contra indicalçao do alopurinol e febuxostato → indica-se os uricosúricos →
benzbromarona