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Apostila CiênciaDoBoxe Preparação Técnica: Módulo 2 Temática: Indicadores Metodológicos dos Elementos Técnicos Mais Utilizados por Boxeadores de Curta Distância TAINÃ GRAEFF CAMPOLI 2021 PRÓLOGO Em 2009 quando cheguei a Cuba, precisamente no dia 23 de setembro, com apenas 20 (vinte) anos de idade comecei minha jornada acadêmica como estudante de Educação Física pela: “Escuela Internacional de Educacíon Física y Deporte” onde me formei em Licenciatura e Bacharelado em Educação Física, além de me especializar em Boxe Olímpico em agosto de 2016. Por haver praticado por 4 (quatro) anos Kick Boxing (dos 16 (dezesseis) aos 20 (vinte) anos), optei por me especializar em Boxe Olímpico já que era obrigatório escolher um esporte. Nunca me considerei um atleta de boxe pois nunca participei de uma competição oficial, porém, SIM, posso dizer sem sombra de dúvidas que fui um bom estudante. Sempre perguntando, sempre duvidando, sempre polêmico, participativo, nunca colei, nunca passei cola e me dediquei muito as matérias que me serviriam futuramente. Nestes 7 (sete) longos anos de muitas amizades, estudos e convivência com muitas pessoas de mais de 90 (noventa) países, seria impossível fazer, mesmo que um breve agradecimento da minha passagem acadêmica em Cuba, sem agradecer a 2 (duas) pessoas que foram essenciais não só em minha formação acadêmica, mas também para o ser humano que me ensinaram a ser. Primeiro ao meu professor de biomecânica, o Master em Ciência Luis LeIva, uma pessoa de um carácter inquebrável, de moral e ética profissional exemplar, que muito mais que biomecânica me ensinou muito sobre a vida. Lembro de suas brilhantes histórias sobre seu pai e seu avô, que contava sempre relacionando com os temas de biomecânica, as quais serviram de exemplo para ser o profissional que sou hoje. Segundo ao meu eterno professor de boxe, Dr Michel Alvarez, uma pessoa, com toda certeza, singular no meio desse caos que chamamos de mundo. Ele me ensinou a estudar, a gostar de estudar, a entender a ciência do boxe, a gostar da ciência do boxe. Um professor com uma didática excelente, uma pedagogia de dar inveja. Me lembro que mesmo quando eu e meus colegas não estávamos muito interessados em um determinado tema, ele nos convencia da importância deste e, sem nem perceber, já estávamos fissurados em saber cada vez mais. Um exemplo total de profissional a ser seguido, um verdadeiro “homem novo”. Quero poder um dia render olhares como os que tenho hoje por eles e me dedico a cada dia mais para possuir as qualidades profissionais e pessoais que admiro em profissionais como eles. Minhas mais sinceras GRACIAS! Como consequência desta formação acadêmica e humana criei esta obra, pois esta apostila é o resultado de 10 (dez) anos de estudo dedicado as ciências que envolvem todo o ramo da educação física, do esporte e especificamente do Boxe Olímpico. O objetivo principal desta apostila e das próximas é inovar e revolucionar os meios de ensino e capacitação para auxiliar na formação de novos treinadores de boxe no Brasil através do conteúdo das apostilas, conjuntamente com o apoio e suporte dos vídeos que serão citados aqui do canal no YouTube – CiênciaDoBoxe. MENSAGEM DO AUTOR Antes de começar com o conteúdo desta apostila, é necessário enfatizar sobre a importância de ser um humano íntegro e diferente. É sabido por todos os problemas que o boxe brasileiro enfrenta, não só pela falta de organização, investimento na base, falta de metodólogos e cientistas brasileiros que se dedicam a uma evolução do boxe no Brasil em grande escala, mas também pela corrupção que já existiu, e que talvez ainda exista, ou possa existir. Sempre foi um sonho para este que vos escreve ser um professor. E o papel fundamental de um bom professor é de construir uma formação para que os alunos, no futuro, possam superar seus formadores e para que seus alunos tenham autonomia para seguir evoluindo em suas carreiras. É possível sim, através do boxe e de um bom exemplo com atletas, treinadores e seres humanos íntegros, com moral e ética inquebráveis, ajudar na formação não somente de boxeadores, mas também de seres humanos que possam transformar e influenciar outras pessoas para uma sociedade mais justa. A mudança tem que começar internamente. Não é ético querer qualquer coisa dentro do cenário do boxe nacional e não ter uma postura sempre íntegra mediante qualquer situação. Todos precisam ser exemplos de solução e não exemplo de problemas. Nesta apostila os senhores encontrarão conteúdos não somente técnicos, mas também extremamente científicos, pois o boxe do Japão, o boxe de Cuba, o boxe do Brasil, ou de qualquer outro país não deve ter muitas diferenças já que ele é o mesmo esporte e é estudado pelas mesmas esferas da ciência. A diferença sempre estará em quem aplica mais a ciência e quem está mais atualizado ou não. Muitos acreditam que o boxe cubano tem um padrão por ser cubano. Isto se deve ao fato de Cuba estar sempre nos primeiros lugares no boxe olímpico a décadas. Mas a realidade é que os cubanos estão sempre em constante atualização, investigação, estudo e aplicação da ciência e em toda a complexidade no que diz respeito a todo o treinamento do boxe. Esse deve ser um dos objetivos de todos os que almejam uma vida no boxe, desde os atletas e treinadores, até mesmo os dirigentes: estar sempre em uma busca incansável de aprender mais para poder fazer mais. O resto é arregaçar as mangas e TRABALHAR, pois o resultado não virá sem aplicação na prática. SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ...................................................................................................................................... 7 2 A CURTA DISTÂNCIA NO BOXE ........................................................................................................ 8 3 INDICADORES METODOLÓGICOS DOS ELEMENTOS TÉCNICOS MAIS UTILIZADOS POR BOXEADORES DE CURTA DISTÂNCIA ............................................................................................ 10 3.1 FUNDAMENTOS TÉCNICOS ..................................................................................................... 10 3.1.1 Parada de Combate em Curta Distância ............................................................................. 10 3.1.2 Golpes Curvos ...................................................................................................................... 12 3.1.2.1 Cruzado da Mão Adiantada na Cara ............................................................................. 12 3.1.2.2 Cruzado da Mão Atrasada na Cara .............................................................................. 13 3.1.2.3 Cruzado da Mão Adiantada ao Tronco ......................................................................... 14 3.1.2.4 Cruzado da Mão Atrasada ao Tronco ........................................................................... 15 3.1.2.5 Gancho da Mão Adiantada na Cara .............................................................................. 16 3.1.2.6 Gancho da Mão Atrasada na Cara ............................................................................... 17 3.1.2.7 Gancho da Mão Adiantada ao Tronco .......................................................................... 18 3.1.2.8 Gancho da Mão Atrasada ao Tronco ............................................................................ 19 3.1.2 Defesas ................................................................................................................................ 20 3.1.2.1 Esquiva Diagonal Para o Lado da Mão Atrasada ......................................................... 20 3.1.2.2 Esquiva Diagonal Para o Lado da Mão Adiantada .......................................................21 3.1.2.3 Esquivas circulares ....................................................................................................... 22 3.1.2.3.1 Lado da mão atrasada ........................................................................................... 22 3.1.2.3.2 Lado da mão adiantada.......................................................................................... 23 3.1.2.4 Bloqueios ....................................................................................................................... 23 3.1.2.5 Parada com a palma da mão em defesa do gancho na cara ....................................... 25 BIBLIOGRAFIA .....................................................................................................................................27 7 1 INTRODUÇÃO Em aproximadamente 3.000 a.C., o Boxe surgiu no Egito como peça integrante das festas realizados pelo faraó, onde homens despidos lutavam entre si. O esporte se manteve por milênios, até que chegou nas Olimpíadas durante o século VII, época em que os competidores utilizavam apenas um pedaço de couro para proteger as mãos. Devido a forma violenta como era praticado em seus primórdios, resultando muitas vezes na morte de seus praticantes, o boxe ao longo de sua história passou por intensas mudanças. Foi então que em 1867 na Inglaterra, com a formulação das Regras de Queensberry, que previam rounds de 3 (três) minutos separados por um intervalo de 1 (um) minuto e com o uso obrigatório das luvas, o boxe ficou mais parecido ao boxe que conhecemos hoje. Com a incorporação do boxe como esporte olímpico, o avanço da ciência e a “globalização”, o boxe hoje é praticado pelo mundo inteiro tanto por homens, como por mulheres, sendo sua prática uma forma de contribuir na criação de seres humanos integralmente sãos. Assim como as regras, metodologias, graças ao avanço tecnológico e ao estudo das ciências relacionadas à Educação Física, o boxe teve, tem e sempre terá sua evolução em todas as esferas para se formar um atleta da qual a preparação técnica é de extrema importância. A palavra técnica vem do grego téchne, que se traduz por “arte” ou “ciência”. Uma técnica é um procedimento que tem como objetivo a obtenção de um determinado resultado seja na ciência, na tecnologia, na arte ou em qualquer outra área. 8 No caso específico do esporte, a técnica é o padrão de movimento defendido pelas ciências que o estudam para se atingir um equilíbrio entre melhor rendimento e eficácia da forma mais segura, com menor gasto energético, contribuindo assim para um melhor resultado. Esta Apostila é a continuação da Apostila CiênciaDoBoxe Módulo 1, portanto é de extrema importância manter a ordem e lógica de leitura para uma melhor compreensão dos conteúdos. LEIA PRIMEIRO A ANTERIOR. 2 A CURTA DISTÂNCIA NO BOXE A curta distância é a distância mais próxima de luta. Ela está presente tanto quando os boxeadores estão praticamente cabeça com cabeça, como também um pouco mais afastados, permitindo-lhes trabalhar com melhor efetividade com os golpes curvos (cruzados e ganchos). Na distância curta não há espaço para trabalhar com efetividade com os golpes retos, então podemos dizer que, enquanto o boxeador mantém sua curta distância, ele não tem porque desferir golpes retos. Do ponto de vista biomecânico, a distância mais ideal para o trabalho da curta distância é o ponto em que o boxeador consegue acertar o adversário com seus golpes curvos com um ângulo do braço de aproximadamente 90 graus. Partindo do entendimento de que cada ser humano é Bio-Psico-Socialmente diferente, portanto, diferente do ponto de vista biológico (maior envergadura etc), cada boxeador terá sua distância. Um boxeador com mais envergadura, por exemplo, pra lutar em curta distância precisará de mais distância do contrário, do que um boxeador com menor envergadura. Podemos afirmar que do ponto de vista anatômico, ao contrário da longa distância, na qual falamos na APOSTILA MÓDULO 1, onde prevalecia o somatotipo ectomorfo, aqui prevalece no trabalho de curta distância o somatotipo mesomorfo. 9 Por conta de todas estas questões anteriores citadas, podemos também afirmar que a curta distância é onde existe o maior contato com o contrário e com mais constância do boxe, logo prevalece também um volume de golpes maior que em outras distâncias e além de um intercambio maior de golpes, ou seja, é a famosa distância da “trocação”. Por isso também é importante que o boxeador tenha um nível de massa muscular um pouco maior, pra fechar melhor os ângulos na Parada de Combate e efetuar os Bloqueios com mais efetividade. Outro ponto importante é que apesar de não ser decisivo, ter mais de massa muscular do que normalmente um ectomorfo teria, irá contribuir pra que o boxeador de curta distância resista um pouco mais aos golpes do contrário na região do tronco. Do ponto de vista físico é importante que o boxeador de curta distância tenha uma boa resistência, pois estar em uma distância de muita constância e intercambio de golpes é muito cansativo. Bloquear golpes também desgasta muito. A própria parada de combate em curta distância também obriga o boxeador a ter a musculatura um pouco mais contraída que em outras distâncias, justamente por essa constância. Desde o ponto de vista psicológico é extremamente importante que o boxeador de curta distância, tenha um bom desenvolvimento das suas qualidades volitivas, ou seja, seja extremamente corajoso e confiado (isso deve ser construído a longo prazo e passo a passo). Para tentar impor a sua curta distância, muitas vezes o boxeador é obrigado a estar constantemente indo pra frente, e como consequência é necessário ter essas qualidades. Popularmente dizem que o boxeador de curta tem o “coração de um leão”, justamente por essa coragem. Do ponto de vista tático o ideal é que o boxeador de curta distância esteja constantemente encurralando os adversários contra as cordas, pois dessa forma ele consegue manter e impor melhor sua distância e constância de golpes. Os elementos técnicos fundamentais e necessários para um bom boxeador de curta distância são os domínios dos golpes curvos, passos diagonais, as esquivas e 10 bloqueios. Um bom domínio dos mesmos permitirá ao boxeador cumprir melhor com o ideal dentro da tática de encurralar o adversário contra as cordas e encurtar melhor a distância. O que obviamente não quer dizer que não deva dominar todos os Elementos Técnicos do boxe. Dentro de um programa de ensino a curta distância não deve ser ensinada primeiro, pois a parada de combate gasta mais energia por necessitar de uma musculatura mais contraída, além de haver um volume de golpes muito grande nos combates e o tempo de reação ser menor pela distância. Logo por uma questão pedagógica e metodológica a longa distância deve ser ensinada primeiro em um programa de ensino, como descrito no e-BOOK “IDEIAS PEDAGÓGICAS PARA O ENSINO DO BOXE”. 3 INDICADORES METODOLÓGICOS DOS ELEMENTOS TÉCNICOS MAIS UTILIZADOS POR BOXEADORES DE CURTA DISTÂNCIA Curta Distância: Distância mais próxima de combate, onde podem ser trabalhados com maior efetividade os golpes curvos (cruzados e ganchos). Material extra para buscar no Youtube: “TUTORIAL BOXEADOR DE CURTA DISTÂNCIA”. Clique aqui Playlist: Apostila Módulo 2. Segue a lista dos elementos técnicos a serem ensinados com seus respectivos indicadores metodológicos: Obs.: Todos os deslocamentos estão na Apostila Módulo 1. 3.1 FUNDAMENTOS TÉCNICOS 3.1.1 Parada de Combate em Curta Distância https://www.youtube.com/watch?v=RKZOMm7I30Q&list=PLbm2Z754VKxaSzOTDRW3cBTvs8YCKXeLX&index=1&ab_channel=Ci%C3%AAnciaDoBoxe 11 A parada de combate é o elemento técnico mais importantedo boxe, mas principalmente pra um boxeador de curta distância, por ser a distância de maior “trocação”. Ter tudo no lugar (mãos, cotovelos etc), faz com que o boxeador adote uma postura menos exposta aos golpes do contrário. Lembrando o conteúdo da APOSTILA MÓDULO 1 - “Tudo no boxe deve começar bem e terminar bem” - isso significa partir de uma boa parada de combate e retornar para uma boa parada de combate. Para sua melhor aplicação seguem os seus indicadores metodológicos: ➢ Se for destro pé direito um pouco mais atrasado que o pé adiantado. Caso seja canhoto pé esquerdo um pouco mais atrasado que o pé adiantado. ➢ Pés separados, sem perder o equilíbrio e em diagonal ao adversário. ➢ Pés um pouco mais abertos que a largura dos ombros. ➢ Pé atrasado apoiado no metatarso. ➢ Pé adiantado com apoio total. ➢ Pés apontando de forma diagonal ao adversário. ➢ Ligeira flexão das pernas. ➢ Manter sempre o mesmo peso nas 2 pernas (equilíbrio). ➢ Tronco ligeiramente inclinado pra frente. ➢ Ombros ligeiramente elevados e pra frente, tentando fechar mais os espaços. ➢ Cotovelos próximos ao tronco. ➢ Manter os cotovelos próximos um do outro, fechando os espaços de exposição da região do tronco. ➢ Cabeça ligeiramente inclinada pra baixo, escondendo o queixo. ➢ Tronco um pouco mais frontal que na Parada de Combate em Longa distância. ➢ Mãos próximas ao rosto fechando os espaços, porém possibilitando um campo de visão. Erros comuns: Baixar as mãos, deixar espaço entre os cotovelos. 12 Material extra para buscar no Youtube: “TUTORIAL BOXEADOR DE CURTA DISTÂNCIA”. Clique aqui Playlist: Apostila Módulo 2. 3.1.2 Golpes Curvos Cruzados e os ganchos fazem parte da família dos golpes curvos, pois todos os golpes no boxe se iniciam com a mesma fase de transferência de impulso e arremesso dos golpes através do trabalho da cadeia cinemática. Logo a diferença entre golpes retos e golpes curvos está presente justamente porque os golpes retos tem uma trajetória linear, já os cruzados e ganchos em determinado momento fazem uma curva. Exatamente por isso então são chamados de golpes Curvos. Outra questão muito importante é que do ponto de vista biomecânico os golpes curvos tem maior efetividade quando o boxeador consegue se manter a uma distância do contrário, que lhe permita ter um ângulo de 90 graus na flexão dos braços. Ou seja, não é errado estar um pouco mais distante ou mais próximo do contrário, porém a efetividade golpes neste caso estará delimitada pela distância. 3.1.2.1 Cruzado da Mão Adiantada na Cara Este golpe dificilmente é utilizado como primeiro golpe de uma ação ofensiva, pelo fato da mão adiantada estar um pouco mais a frente. É algo parecido ao Reto da Mão Adiantada (NO QUE DIZ RESPEITO A FORÇA). Por não ter todo o trabalho da cadeia cinemática a seu favor, o cruzado da mão adiantada na cara partindo da parada de combate, normalmente não tem muita força. Porém se utilizado após defesas e movimentos com o tronco, ou com combinações é possível trabalhar com toda a cadeia cinemática e por tanto com a otimização da força no golpe. Para sua melhor aplicação seguem os seus indicadores metodológicos: ➢ Partir de uma boa parada de combate, manter uma boa parada de combate e voltar para uma boa parada de combate. ➢ Trabalhar com a cadeia cinemática. https://www.youtube.com/watch?v=RKZOMm7I30Q&list=PLbm2Z754VKxaSzOTDRW3cBTvs8YCKXeLX&index=1&ab_channel=Ci%C3%AAnciaDoBoxe 13 ➢ Manter o melhor alinhamento possível da mão, cotovelo e ombro. ➢ Golpear com a parte frontal da luva. ➢ Reduzir minimamente a transferência de peso entre as pernas (equilíbrio). ➢ Manter a palma da mão pra baixo no momento do contato, ou virada para si mesmo. ➢ Enquanto uma mão ataca a outra fica sempre fechando o espaço na parada de combate. ➢ O limite da rotação do tronco é no momento em que o mesmo fica em posição lateral. (NÃO PASSAR ALÉM, POIS PERDERÁ TODO EQUILÍBRIO E COORDENAÇÃO) Erros comuns: Baixar a mão que fica defendendo, abrir o cotovelo. Material extra para buscar no Youtube: “O SEGREDO PARA EXECUTAR O CRUZADO CORRETAMENTE”. Clique aqui Playlist Apostila Modulo 2. 3.1.2.2 Cruzado da Mão Atrasada na Cara Este é um golpe muito potente por ser utilizado com a mão forte, por ter na maioria das vezes um melhor aproveitamento da cadeia cinemática e por ser com o lado que o boxeador melhor consegue coordenar. Um dos golpes que mais causam nocautes na curta distância por tudo anteriormente citado e porque acerta muitas vezes a região temporal do cérebro. Para sua melhor aplicação segue os indicadores metodológicos: ➢ Partir de uma boa parada de combate, manter uma boa parada de combate e voltar para uma boa parada de combate. ➢ Trabalhar com a cadeia cinemática. ➢ Manter o melhor alinhamento possível da mão, cotovelo e ombro. ➢ Golpear com a parte frontal da luva. https://www.youtube.com/watch?v=ThsloPxtTyQ&list=PLbm2Z754VKxaSzOTDRW3cBTvs8YCKXeLX&index=2&ab_channel=Ci%C3%AAnciaDoBoxe 14 ➢ Reduzir minimamente a transferência de peso entre as pernas (equilíbrio). ➢ Manter a palma da mão pra baixo no momento do contato, ou virada para si mesmo. ➢ Enquanto uma mão ataca a outra fica sempre fechando o espaço na parada de combate. ➢ O limite da rotação do tronco é no momento em que o mesmo fica em posição lateral. (NÃO PASSAR ALÉM, POIS PERDERÁ TODO EQUILÍBRIO E COORDENAÇÃO) Erros comuns: Baixar a mão que fica defendendo, abrir o cotovelo. Material extra para buscar no Youtube: “CRUZADÃO DA MÃO ATRASADA NA CARA”. Clique aqui Playlist Apostila Modulo 2. 3.1.2.3 Cruzado da Mão Adiantada ao Tronco Este golpe não é tão utilizado como por exemplo os ganchos ao tronco, porém é interessante seu uso em momentos em que o boxeador está se movimentando para os lados, principalmente fazendo defesas com esquivas circulares com passos. Para sua melhor aplicação segue os indicadores metodológicos: ➢ Partir de uma boa parada de combate, manter uma boa parada de combate e voltar para uma boa parada de combate. ➢ Baixar o centro de gravidade flexionando as pernas, para melhor alinhamento das mãos, cotovelo e ombros ➢ Trabalhar com a cadeia cinemática. ➢ Golpear com a parte frontal da luva. ➢ Reduzir minimamente a transferência de peso entre as pernas (equilíbrio). ➢ Manter a palma da mão pra baixo no momento do contato, ou virada para si mesmo. https://www.youtube.com/watch?v=Gg-k1TyAgyI&list=PLbm2Z754VKxaSzOTDRW3cBTvs8YCKXeLX&index=3&ab_channel=Ci%C3%AAnciaDoBoxe 15 ➢ Enquanto uma mão ataca a outra fica sempre fechando o espaço na parada de combate. ➢ O limite da rotação do tronco é no momento em que o mesmo fica em posição lateral. (NÃO PASSAR ALÉM, POIS PERDERÁ TODO EQUILÍBRIO E COORDENAÇÃO) Erros comuns: Baixar a mão que fica defendendo, abrir o cotovelo. Material extra para buscar no Youtube: “CRUZADOS DA MÃO ADIANTADA E ATRASADA AO TRONCO”. Clique aqui Playlist Apostila Modulo 2. 3.1.2.4 Cruzado da Mão Atrasada ao Tronco Assim como o cruzado da mão adiantada ao tronco, este também não é tão utilizado quando os ganchos ao tronco, porém por ser com a mão atrasada é um golpe muito potente porque é com o lado que o boxeador melhor consegue coordenar e otimizar a cadeia cinemática. É interessante seu uso em momentos em que o boxeador está se movimentando para os lados, principalmente fazendo defesas com esquivas circulares com passos. Para sua melhor aplicação segue os indicadores metodológicos: ➢ Partir de uma boa parada de combate, manter uma boa parada de combate e voltar para uma boa parada de combate. ➢ Baixar o centro de gravidade flexionando as pernas, para melhor alinhamento das mãos, cotovelo e ombros ➢ Trabalhar com a cadeia cinemática. ➢ Golpear com a parte frontalda luva. ➢ Reduzir minimamente a transferência de peso entre as pernas (equilíbrio). ➢ Manter a palma da mão pra baixo no momento do contato, ou virada para si mesmo. https://www.youtube.com/watch?v=_an-GJ5owQI&list=PLbm2Z754VKxaSzOTDRW3cBTvs8YCKXeLX&index=4&ab_channel=Ci%C3%AAnciaDoBoxe 16 ➢ Enquanto uma mão ataca a outra fica sempre fechando o espaço na parada de combate. ➢ O limite da rotação do tronco é no momento em que o mesmo fica em posição lateral. (NÃO PASSAR ALÉM, POIS PERDERÁ TODO EQUILÍBRIO E COORDENAÇÃO) Erros comuns: Baixar a mão que fica defendendo, abrir o cotovelo. Material extra para buscar no Youtube: “CRUZADOS DA MÃO ADIANTADA E ATRASADA AO TRONCO”. Clique aqui Playlist Apostila Modulo 2. 3.1.2.5 Gancho da Mão Adiantada na Cara Este golpe é assim como o cruzado a da mão adianta na cara dificilmente é utilizado como primeiro golpe de uma ação ofensiva, pelo fato da mão adiantada estar um pouco mais a frente. É algo parecido ao Reto da Mão Adiantada (NO QUE DIZ RESPEITO A FORÇA). Por não ter todo o trabalho da cadeia cinemática a seu favor, o gancho da mão adiantada na cara partindo da parada de combate, normalmente não tem muita força. Porém se utilizado após defesas e movimentos com o tronco, ou com combinações é possível trabalhar com toda a cadeia cinemática e por tanto com a otimização da força no golpe. Para sua melhor aplicação seguem os seus indicadores metodológicos: ➢ Partir de uma boa parada de combate, manter uma boa parada de combate e voltar para uma boa parada de combate. ➢ Baixar um pouco o centro de gravidade flexionando as pernas, para não precisar baixar tanto as mãos ao desferir o golpe. ➢ Trabalhar com a cadeia cinemática. ➢ Golpear com a parte frontal da luva. ➢ Reduzir minimamente a transferência de peso entre as pernas (equilíbrio). https://www.youtube.com/watch?v=_an-GJ5owQI&list=PLbm2Z754VKxaSzOTDRW3cBTvs8YCKXeLX&index=4&ab_channel=Ci%C3%AAnciaDoBoxe 17 ➢ Estender as pernas harmonicamente na medida em que o golpe é desferido para melhor aproveitamento da cadeia cinemática. ➢ Golpe precisa entrar de baixo para cima. ➢ Enquanto uma mão ataca a outra fica sempre fechando o espaço na parada de combate. ➢ A luva nunca deve passar a altura da cabeça. ➢ O limite da rotação do tronco é no momento em que o mesmo fica em posição lateral. (NÃO PASSAR ALÉM, POIS PERDERÁ TODO EQUILÍBRIO E COORDENAÇÃO) Erros comuns: Baixar a mão que fica defendendo, baixar demais a mão antes de desferir o golpe, passar demais a luva sobre a altura da cabeça. Material extra para buscar no Youtube: “GANCHO ADIANTADO E ATRASADO NA CARA”. Clique aqui Playlist Apostila Modulo 2. 3.1.2.6 Gancho da Mão Atrasada na Cara Este é o golpe mais avassalador da curta distância, na visão deste que vos escreve. Existem golpes retos que podem acertar bem o adversário e as vezes não causar uma contagem ou nocaute, assim como golpes cruzados, porém quando um Gancho da Mão Atrasada na Cara encaixa bem é realmente avassalador. Obviamente por ser com a mão atrasada é um golpe muito potente porque é com o lado que o boxeador melhor consegue coordenar e otimizar a cadeia cinemática. Além do fato de que quando um golpe gancho encaixa bem na cabeça, a sensação de desorientação tende a ser maior. Para sua melhor aplicação segue os indicadores metodológicos: ➢ Partir de uma boa parada de combate, manter uma boa parada de combate e voltar para uma boa parada de combate. ➢ Baixar um pouco o centro de gravidade flexionando as pernas, para não precisar baixar tanto as mãos ao desferir o golpe. ➢ Trabalhar com a cadeia cinemática. https://www.youtube.com/watch?v=MFs-Q3l6EVg&list=PLbm2Z754VKxaSzOTDRW3cBTvs8YCKXeLX&index=5&ab_channel=Ci%C3%AAnciaDoBoxe 18 ➢ Golpear com a parte frontal da luva. ➢ Reduzir minimamente a transferência de peso entre as pernas (equilíbrio). ➢ Estender as pernas harmonicamente na medida em que o golpe é desferido para melhor aproveitamento da cadeia cinemática. ➢ Golpe precisa entrar de baixo para cima. ➢ Enquanto uma mão ataca a outra fica sempre fechando o espaço na parada de combate. ➢ A luva nunca deve passar a altura da cabeça. ➢ O limite da rotação do tronco é no momento em que o mesmo fica em posição lateral. (NÃO PASSAR ALÉM, POIS PERDERÁ TODO EQUILÍBRIO E COORDENAÇÃO) Erros comuns: Baixar a mão que fica defendendo, baixar demais a mão antes de desferir o golpe, passar demais a luva sobre a altura da cabeça. Material extra para buscar no Youtube: “GANCHO ADIANTADO E ATRASADO NA CARA”. Clique aqui Playlist Apostila Modulo 2. 3.1.2.7 Gancho da Mão Adiantada ao Tronco Este golpe dificilmente é utilizado como primeiro golpe de uma ação ofensiva, pelo fato da mão adiantada estar um pouco mais a frente. É algo parecido ao Reto da Mão Adiantada (NO QUE DIZ RESPEITO A FORÇA). Por não ter todo o trabalho da cadeia cinemática a seu favor, o gancho da mão adiantada na ao tronco partindo da parada de combate, normalmente não tem muita força. Porém se utilizado após defesas e movimentos com o tronco, ou com combinações é possível trabalhar com toda a cadeia cinemática e por tanto com a otimização da força no golpe. Para sua melhor aplicação seguem os seus indicadores metodológicos: ➢ Partir de uma boa parada de combate, manter uma boa parada de combate e voltar para uma boa parada de combate. https://www.youtube.com/watch?v=MFs-Q3l6EVg&list=PLbm2Z754VKxaSzOTDRW3cBTvs8YCKXeLX&index=5&ab_channel=Ci%C3%AAnciaDoBoxe 19 ➢ Trabalhar com a cadeia cinemática. ➢ Golpear com a parte frontal da luva. ➢ Baixar um pouco o centro de gravidade flexionando as pernas, para não precisar baixar tanto as mãos ao desferir o golpe. ➢ Reduzir minimamente a transferência de peso entre as pernas (equilíbrio). ➢ Desferir o golpe com ângulo de aproximadamente 90 graus. ➢ Enquanto uma mão ataca a outra fica sempre fechando o espaço na parada de combate. ➢ Palma da mão deve ficar para cima na posição final do golpe. ➢ O limite da rotação do tronco é no momento em que o mesmo fica em posição lateral. (NÃO PASSAR ALÉM, POIS PERDERÁ TODO EQUILÍBRIO E COORDENAÇÃO) Erros comuns: Baixar a mão que fica defendendo, baixar demais a mão antes de desferir o golpe. Material extra para buscar no Youtube: “TUTORIAL DOS GANCHOS AO TRONCO”. Clique aqui Playlist Apostila Modulo 2. 3.1.2.8 Gancho da Mão Atrasada ao Tronco Podemos dizer que os ganchos ao tronco são os golpes mais utilizados em curta distância na região do tronco. Mas este golpe sem dúvida é o mais forte deles por ser com a mão atrasada, obviamente porque é com o lado que o boxeador melhor consegue coordenar e otimizar a cadeia cinemática. Para sua melhor aplicação seguem os seus indicadores metodológicos: ➢ Partir de uma boa parada de combate, manter uma boa parada de combate e voltar para uma boa parada de combate. ➢ Trabalhar com a cadeia cinemática. ➢ Golpear com a parte frontal da luva. https://www.youtube.com/watch?v=wdBiY8KpbAY&list=PLbm2Z754VKxaSzOTDRW3cBTvs8YCKXeLX&index=6&ab_channel=Ci%C3%AAnciaDoBoxe 20 ➢ Baixar um pouco o centro de gravidade flexionando as pernas, para não precisar baixar tanto as mãos ao desferir o golpe. ➢ Reduzir minimamente a transferência de peso entre as pernas (equilíbrio). ➢ Desferir o golpe com ângulo de aproximadamente 90 graus. ➢ Enquanto uma mão ataca a outra fica sempre fechando o espaço na parada de combate. ➢ Palma da mão deve ficar para cima na posição final do golpe. ➢ O limite da rotação do tronco é no momento em que o mesmo fica em posição lateral. (NÃO PASSAR ALÉM, POIS PERDERÁ TODO EQUILÍBRIO E COORDENAÇÃO) Erros comuns: Baixar a mão que fica defendendo, baixar demais a mão antes de desferir o golpe. Material extra para buscar no Youtube: “TUTORIAL DOSGANCHOS AO TRONCO”. Clique aqui Playlist Apostila Modulo 2. 3.1.2 Defesas 3.1.2.1 Esquiva Diagonal Para o Lado da Mão Atrasada As esquivas são defesas com o tronco realizadas de forma evasiva. As diagonais são muito utilizadas pelo boxeador de curta distância que deve estar buscando sempre encurralar o adversário para impor sua distância. Elas devem ser dominadas sempre com passos planos e diagonais, pois isso permitirá ao boxeador ganhar tempo e ser mais efetivo ao impor sua distância. É muito mais difícil impor a curta distância no combate sem um bom domínio das defesas com o tronco e dos deslocamentos, pois quando o boxeador tenta encurtar em linha reta, ele facilita muito a parte tática de um boxeador de meia e principalmente longa distância. https://www.youtube.com/watch?v=wdBiY8KpbAY&list=PLbm2Z754VKxaSzOTDRW3cBTvs8YCKXeLX&index=6&ab_channel=Ci%C3%AAnciaDoBoxe 21 A Esquivas Diagonais principalmente pra quem quer encurtar a distância, devem preferencialmente serem realizadas sempre pra fora da mão do contrário, pois isso facilitará o processo de encurtar melhor pelos lados. Para sua melhor aplicação seguem os seus indicadores metodológicos: ➢ Partir de uma boa parada de combate, manter uma boa parada de combate e voltar para uma boa parada de combate. ➢ Ligeira inclinação do tronco para frente. ➢ Reduzir minimamente a transferência de peso entre as pernas (equilíbrio). ➢ Manter a cabeça e o campo de visão direcionados ao adversário. ➢ Deslocar a distância suficiente para sair do golpe. Erros comuns: Deslocar além do necessário, virar a cabeça. Material extra para buscar no Youtube: “COMO EXECUTAR A ESQUIVA DIAGONAL CORRETAMENTE (PASSOA PASSO)”. Clique aqui Playlist Apostila Modulo 2. 3.1.2.2 Esquiva Diagonal Para o Lado da Mão Adiantada Segue a mesma lógica citada na esquiva pro lado da mão atrasada, porém a diferença é que pra ser mais ideal há uma troca da para de combate. Como se o destro esquivasse e adotasse a parada de combate de um canhoto, porém sem trocar a posição das pernas. Para sua melhor aplicação seguem os seus indicadores metodológicos: ➢ Partir de uma boa parada de combate, manter uma boa parada de combate e voltar para uma boa parada de combate. ➢ Rotar o tronco trocando a posição das mãos e fazer uma ligeira inclinação do tronco para frente, após a rotação. ➢ Girar o pé atrasado. https://www.youtube.com/watch?v=mkJXXXRVsR4&list=PLbm2Z754VKxaSzOTDRW3cBTvs8YCKXeLX&index=7&ab_channel=Ci%C3%AAnciaDoBoxe 22 ➢ Reduzir minimamente a transferência de peso entre as pernas (equilíbrio). ➢ Manter a cabeça e o campo de visão direcionados ao adversário. ➢ Deslocar a distância suficiente para sair do golpe. Erros comuns: Deslocar além do necessário, virar a cabeça. Material extra para buscar no Youtube: “COMO EXECUTAR A ESQUIVA DIAGONAL CORRETAMENTE (PASSOA PASSO)”. Clique aqui Playlist Apostila Modulo 2. 3.1.2.3 Esquivas circulares Assim como as Esquivas Diagonais, as circulares também são muito utilizadas pelo boxeador de curta distância que deve estar buscando sempre encurralar o adversário para impor sua distância. Elas devem ser dominadas sempre com passos planos e diagonais, pois isso permitirá ao boxeador ganhar tempo e ser mais efetivo ao impor sua distância. É muito mais difícil impor a curta distância no combate sem um bom domínio das defesas com o tronco e dos deslocamentos, pois quando o boxeador tenta encurtar em linha reta, ele facilita muito a parte tática de um boxeador de meia e principalmente longa distância. As Esquivas Circulares ser realizadas sempre pra fora do cruzado do contrário, ou seja, ela pode ser utilizada em movimentos de antecipação para encurtar, porém ele é uma defesa utilizada de forma evasiva contra golpes cruzados na cara da mão adiantada e atrasada. Normalmente são muito mais utilizadas quando ambos boxeadores estão em uma distância mais próxima. Para sua melhor aplicação seguem os seus indicadores metodológicos: 3.1.2.3.1 Lado da mão atrasada ➢ Partir de uma boa parada de combate, manter uma boa parada de combate e voltar para uma boa parada de combate. https://www.youtube.com/watch?v=mkJXXXRVsR4&list=PLbm2Z754VKxaSzOTDRW3cBTvs8YCKXeLX&index=7&ab_channel=Ci%C3%AAnciaDoBoxe 23 ➢ Flexionar as pernas baixando o centro de gravidade, caso o boxeador queira otimizar mais o trabalho da cadeia cinemática, pode rotar ligeiramente o tronco pro lado da mão atrasada. ➢ Após o golpe passar estender as pernas subindo para parada de combate. ➢ Reduzir minimamente a transferência de peso entre as pernas (equilíbrio). ➢ Manter a cabeça e o campo de visão direcionados ao adversário. ➢ Deslocar a distância suficiente para sair do golpe. 3.1.2.3.2 Lado da mão adiantada ➢ Partir de uma boa parada de combate, manter uma boa parada de combate e voltar para uma boa parada de combate. ➢ Flexionar as pernas baixando o centro de gravidade. ➢ Rotar o tronco trocando a posição das mãos. ➢ Girar o pé atrasado. ➢ Após o golpe passar estender as pernas subindo para parada de combate. ➢ Reduzir minimamente a transferência de peso entre as pernas (equilíbrio). ➢ Manter a cabeça e o campo de visão direcionados ao adversário. ➢ Deslocar a distância suficiente para sair do golpe. Erros comuns: Não trocar a posição das mãos, virar a cabeça. Material extra para buscar no Youtube: “COMO EXECUTAR A ESQUIVA CIRCULAR CORRETAMENTE”. Clique aqui Playlist Apostila Modulo 2. 3.1.2.4 Bloqueios https://www.youtube.com/watch?v=VaM8bec_iAU&list=PLbm2Z754VKxaSzOTDRW3cBTvs8YCKXeLX&index=8&ab_channel=Ci%C3%AAnciaDoBoxe 24 São as defesas mais antigas do boxe, podem ser utilizados para defender qualquer golpe (Retos ou Curvos, na cara e tronco), é algo quase que instintivo se encolher para bloquear qualquer tipo de golpe, por isso mesmo, alunos mais iniciantes tem costume de bloquear tanto qualquer tipo de golpe. Apesar de muito simples, o ponto fraco dessa defesa é que além de gastar muita energia para aguentar os golpes, limita muito a movimentação do boxeador, atrapalha o equilíbrio, limita mais o campo de visão. Podemos dizer que os bloqueios são muito efetivos contra qualquer golpe, porém não devem ser utilizados a todo tempo contra qualquer golpe. Exemplo: Digamos que um boxeador de curta está lutando contra um de longa. O boxeador de longa se movimenta muito bem desferindo muitos golpes retos a longo do combate, e o boxeador de curta, ao invés de variar as defesas além dos bloqueios, se limita somente a eles. Isso faz com que o boxeador de curta fique muito mais limitado em relação a movimentação para encurtar a distância para tentar encurralar o de longa. Ao longo da história vimos isso em inúmeros combates, como por exemplo na histórica luta entre Sugar Ray Leonard vs Roberto Durán 2. Os bloqueios, como servem pra defender todos os golpes, são mais utilizados quando ambos boxeadores estão em curta distância, ou quando o boxeador não está buscando encurtar e está um pouco mais defensivo estudando o contrário. Observando as lutas de boxe, mesmo com todas as diferenças entre distâncias de combate e formas de se comportar no combate, é possível notar que todos os boxeadores, principalmente quando encurralados, em algum momento de aperto usam os bloqueios. Para sua melhor aplicação seguem os seus indicadores metodológicos: 25 ➢ Partir de uma boa parada de combate, manter uma boa parada de combate e voltar para uma boa parada de combate. ➢ Reduzir minimamente a transferência de peso entre as pernas (equilíbrio). ➢ Tronco ligeiramente inclinado pra frente. ➢ Ombros ligeiramente elevados e pra frente, tentando fechar mais os espaços. ➢ Cotovelos próximos ao tronco. ➢ Manter os cotovelos próximos um do outro,fechando os espaços de exposição da região do tronco. ➢ Cabeça ligeiramente inclinada pra baixo, escondendo o queixo. ➢ Cobrir a altura dos olhos com as luvas. ➢ Tronco um pouco mais frontal. Erros comuns: Não fechar bem os espaços, olhar para baixo. Material extra para buscar no Youtube: “BLOQUEIOS A DEFESA MAIS OLD SCHOOL DO BOXE”. Clique aqui Playlist Apostila Modulo 2. 3.1.2.5 Parada com a palma da mão em defesa do gancho na cara Não são tão utilizadas quanto os bloqueios, porém permitem ao boxeador defender sem limitar tanto sua movimentação como os bloqueios o fazem, além de um gasto energético menor. O ponto fraco das paradas com a palma da mão neste caso é que não são tão efetivas contra combinações e sim contra ganchos na cara mais isolados, por ser mais fácil de serem percebidos e interpretados. Para sua melhor aplicação seguem os seus indicadores metodológicos: ➢ Partir de uma boa parada de combate, manter uma boa parada de combate e voltar para uma boa parada de combate. https://www.youtube.com/watch?v=PZ2wzIAl6-s&list=PLbm2Z754VKxaSzOTDRW3cBTvs8YCKXeLX&index=9&ab_channel=Ci%C3%AAnciaDoBoxe 26 ➢ Reduzir minimamente a transferência de peso entre as pernas (equilíbrio). ➢ Flexionar a mão fechando o espaço do golpe gancho que vem de baixo para cima. ➢ Manter os cotovelos o mais próximo possível do tronco. ➢ Manter um espaço pequeno entre os cotovelos. Erros comuns: Não fechar bem os espaços, separar os cotovelos, buscar a mão do adversário. Material extra para buscar no Youtube: “2 DEFESAS CONTRA GOLPES GANCHOS NA CARA”. Clique aqui Playlist Apostila Modulo 2. Toda e qualquer dúvida sobre qualquer conteúdo desta apostila entre em contato: Instagram: @tainangraef Email: boxenmt@hotmail.com Whats app: 54 996605364 Muito obrigado pela confiança e sigam estudando. Tmj! https://www.youtube.com/watch?v=GFN4d20PPdw&list=PLbm2Z754VKxaSzOTDRW3cBTvs8YCKXeLX&index=10 mailto:boxenmt@hotmail.com 27 BIBLIOGRAFIA CASTRO, Zamora (1995). El Boxeo Con Lo Nuevo y Lo Tradicional. Santiago de Cuba: Oriente. GARCÍA D, Jesus (2007). El Entrenador y La Clase de Boxeo. CienFuegos: Editorial Deportes GARCÍA D, Jesus - Luis Llano, José (1987). La Preparación Básica de los Boxeadores. La Habana: Editorial Científico-Técnico. MOSSTON M. Y Ashworth S.(1993) La enseñanza de la educación física. La reforma de Los estilos de enseñanza. Editorial Hispano Europea, Barcelona. España. Colectivo de autores INDER MINED. Programas y orientaciones metodológicas de Educación Física Secundaria básica. Dirección nacional de Educación Física. Editorial Deportes. La Habana. Cuba. 2001.