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UNIVERSIDADE PAULISTA CURSO SUPERIOR DE TECNOLOGIA EM MARKETING PROJETO INTEGRADO MULTIDISCIPLINAR II PETROBRAS Anildo Fernando Rodrigues da Silva – RA 2359605 Matão – SP 2025 SUMÁRIO 1 INTRODUÇÃO ................................................................................................ 3 2 DESENVOLVIMENTO ................................................................................... 5 2.1 ECONOMIA E MERCADO ...................................................................... 5 2.2 EMPREENDEDORISMO, CRIATIVIDADE E INOVAÇÃO .................. 12 2.3 MATEMÁTICA APLICADA .................................................................. 16 3 DISCUSSÃO .................................................................................................... 19 4 CONCLUSÃO ................................................................................................. 20 REFERÊNCIAS .............................................................................................. 21 3 1 INTRODUÇÃO Este trabalho, intitulado PIM – Projeto Integrado Multidisciplinar II, será apresentado na forma de um relatório fundamentado em pesquisa bibliográfica. Seu objetivo é relacionar os conceitos teóricos adquiridos ao longo do curso de Marketing, com as disciplinas de Economia e Mercado, Empreendedorismo, Criatividade e Inovação, e Matemática Aplicada, por meio da análise de uma organização e seus processos gerenciais. O trabalho adotou o método de estudo de caso, por meio de uma pesquisa de natureza qualitativa, que possibilitou explorar os significados atribuídos por profissionais do mercado e membros da comunidade acadêmica ao fenômeno das organizações e seus processos decisórios. A análise também permitiu compreender como o conteúdo investigado se relaciona com a prática cotidiana de uma empresa selecionada como objeto do estudo. A empresa escolhida como objeto de estudo foi a Petrobras, cujo nome completo é Petróleo Brasileiro S.A., é uma das maiores empresas de energia do Brasil e também figura entre as principais companhias de petróleo do mundo. Sua origem remonta à década de 1950, quando o governo brasileiro decidiu criar uma estatal voltada para a exploração, produção e distribuição de petróleo no país. A empresa foi oficialmente fundada em 3 de outubro de 1953, durante o governo do presidente Getúlio Vargas. Seu principal objetivo era desenvolver a indústria petrolífera nacional, reduzir a dependência brasileira das importações de petróleo e impulsionar o crescimento econômico do país. A trajetória da Petrobras é caracterizada por uma alternância entre períodos de notável êxito e fases de consideráveis desafios. Desde sua criação, em 1953, por meio da Lei nº 2.004, a empresa tem desempenhado um papel estratégico na consolidação do setor energético brasileiro, contribuindo de forma significativa para a industrialização do país e para a segurança energética nacional. Além de sua importância econômica, a Petrobras representa uma relevante fonte de arrecadação para o Estado. Segundo dados do Tesouro Nacional, a companhia foi responsável por repasses de bilhões de reais em dividendos e tributos nos últimos anos, reafirmando seu impacto fiscal e social no Brasil (BRASIL, 2022; PETROBRAS, 2023). Portanto, ao longo deste trabalho, será apresentado um referencial teórico acerca das disciplinas estudadas no bimestre e da empresa pesquisada, dividido em capítulos. Iniciando 4 com o desenvolvimento, onde as disciplinas serão fundamentadas, e concluindo com a seção final, na qual será apresentada a percepção sobre o tema, fazendo a conexão entre a pesquisa realizada e o conteúdo estudado. 5 2 DESENVOLVIMENTO 2.1 Economia e Mercado 2.1.1 Microeconomia A Microeconomia é definida por Samuelson e Nordhaus (2004), como o ramo da economia que analisa o comportamento das entidades individuais: empresas, famílias e mercados. Além disso, pode ser entendida como o estudo do comportamento dos agentes econômicos e das funções básicas relacionadas com a produção, distribuição e consumo de bens e serviços. De acordo com Wessels: Economia é o estudo de como as pessoas tomam decisões em face da escassez e, por sua vez, coordenam suas decisões por meio dos preços. Procura explicar o mistério de como indivíduos que nunca se comunicam diretamente entre si, que podem estar vivendo em lados opostos do mundo e que podem nem mesmo gostar uns dos outros se vierem a se conhecer, ainda são capazes de produzir e trocar os bens que cada um deseja. Ela procura examinar como bilhões e bilhões de decisões são tomadas de forma independente e, no entanto, são reunidas no mercado em uma forma harmoniosa e coordenada. (WESSELS, 2010, p.9) No que diz respeitos aos fatores que interferem na motivação dos indivíduos, o norte- americano Abraham Maslow hierarquizou as necessidades, da base ao topo de uma pirâmide, como mostra a figura 1. Figura 1 – Hierarquia das necessidades de Maslow Fonte – Livro Texto Economia e Mercado, UNIP (2025) 6 Nas necessidades fisiológicas destacam-se o sono, alimentação e abrigo, e uma vez que são atendidas, passa-se para nas necessidades de segurança, como a proteção contra violências, presenvação da saúde, manutenção de emprego como garantia de obtenção de recursos financeiros etc. Temos, a seguir, as sociais, como é o caso de formação e manutenção de amizades, aceitação em novos grupos, intimidade sexual e outros. Como necessidades de status e estima, podemos destacar: autoconfiança, reconhecimento, conquista e respeito dos outros. No topo da pirâmide, estão as necessidades de autorrealização, envolvendo o atendimento de aspectos como a moralidade, a criatividade, a espontaneidade, o autodesenvolvimento e o prestígio. 2.1.2 Agentes econômicos Os agentes econômicos são pessoas físicas ou jurídicas que participam ativamente no funcionamento do sistema econômico, influenciando a oferta e a demanda de bens e serviços. Eles são os principais tomadores de decisão em relação ao uso de recursos económicos, como dinheiro, trabalho, bens e serviços e podem ser divididos em : Famílias – que englobam os agentes consumidores e que detêm a posse dos fatores de produção, necessários às empresas para a criação de bens e serviços; Empresas – que são responsáveis pela geração de bens e serviços, em qualquer segmento de atividade, como por exemplo indústria e comércio; Governo - é representado por todos os seus integrantes, pela sua importância e interferência nas atividades dos agentes empresas e famílias. A economia é direcionada pela lei da oferta e da demanda. Essa, por sua vez, é ancorada em um conceito ainda mais básico, o qual movimenta cada um dos agentes econômicos à sua maneira: as necessidades. 2.1.3 Oferta, Demanda e Equilíbrio de Mercado A teoria econômica diz que, nos sistemas baseados no livre funcionamento dos mercados, a procura por bens e serviços tem o intuito de identificar as alternativas que otimizem a satisfação do consumidor, que visa maximizar sua satisfação consumindo os bens 7 e serviços que julga serem mais úteis, em conformidade com suas próprias preferências e gostos. Naturalmente Naturalmente, há uma série de fatores, além do próprio preço do bem ou serviço, que definem a quantidade que os consumidores pretendem adquirir de cada bem ou serviço, em um determinado período, como o nível e a distribuição dos consumidores, o preço dos produtos substitutos e complementares, os processos de urbanização, as mudanças nos gostose nas preferências dos consumidores, o marketing, a expectativa de variação de preços do produto no futuro, o nível de educação e idade dos consumidores e a a disponibilidade de mercadorias. Na maioria dos casos, porém, o preço é, de fato, a variável mais relevante para explicar o comportamento da quantidade procurada (demandada) de um bem ou serviço pelos consumidores. A demanda representa a disposição ou intenção de comprar, enquanto comprar é o ato efetivo de aquisição do bem ou serviço. Para alguns bens, não essenciais, é possível que ocorra uma relação direta, não inversa entre as quantidades demandadas e os preços dos bens ou serviços. Essa relação inversa é válida tanto para a demanda do consumidor individual como para a do conjunto do mercado. A demanda total para um determinado grupo de consumidores, uma região, cidade, país etc. é obtida a partir da soma das quantidades demandadas pelos consumidores individualmente (com os mesmos preços). A Lei da Oferta indica que as quantidades ofertadas de um bem (X) variam, diretamente, com o seu preço, permanecendo constantes os custos de produção. Tal como ocorre no caso da demanda, essa relação é válida tanto para a oferta do produtor individual como para a do conjunto do mercado. Naturalmente, há uma série de aspectos, além do preço do próprio bem ou serviço, que determinam a quantidade que os fornecedores pretendem produzir e vender de cada bem ou serviço em um determinado período, por exemplo: I. preços/custos dos fatores utilizados na fabricação do produto; II. condições climáticas e ocorrências de externalidades; III. custos de comercialização e de vendas do bem ou serviço e de outros que lhe sejam substitutos ou complementares; IV. tecnologia disponível para a empresa; V. tamanho e nível de concorrência do respectivo mercado. 8 O equilíbrio de mercado diz respeito à comparação entre os desejos e atitudes de ofertantes e demandantes de bens e serviços nesse mercado específico, que conduzem a uma solução que satisfaça a ambas as partes no conjunto das negociações envolvidas na transação. Em uma economia de mercado, a oferta e a demanda de bens e serviços se ajustam, determinando preços e quantidades que são, por um lado, vendidas e, ao mesmo tempo, adquiridas.Então, os recursos escassos são eficientemente alocados para a satisfação das necessidades ilimitadas dos inúmeros agentes econômicos que atuam neste mercado.Nesse particular estado de equilíbrio, os preços e quantidades nem sempre são efetivamente aqueles que se desejaria praticar, indicando o bem-estar econômico, ou seja, aquele estado de satisfação geral pelas transações efetuadas pelos agentes envolvidos no mercado. Entretanto, é fato que tanto produtores como compradores se beneficiam ao participar do mercado, oferecendo e adquirindo produtos e insumos. O ato de venda e compra se estende a um sem- número de operações, que, na média, possibilitam a realização de lucro ou satisfação para todos os envolvidos. Em mercados competitivos, o equilíbrio de mercado repousa na quantidade e preços definidos pelas forças da oferta e da demanda de bens e serviços. 2.1.4 Macroeconomia O objetivo da Macroeconomia é analisar como são determinadas como são determinadas as variáveis econômicas em sua forma agregada. Essa teoria, conhecida como abordagem de equilíbrio geral, procura avaliar se o nível de atividade econômica tem crescido ou diminuído e se os preços das mercadorias, conjuntamente, indicam elevação ou diminuição. Diferentemente da Teoria Microeconômica, a Teoria Macroeconômica observa grandes mercados, como os de bens e serviços, o de trabalho, o mercado monetário – em decorrência da participação da moeda como meio de troca por mercadorias –, o mercado de títulos e, por fim, examina o mercado de divisas internacionais, pois os países mantêm relações entre si, de modo que as moedas, as chamadas divisas, que são reguladas pelo mercado cambial ou pelo governo, também são objeto de investigação dessa teoria. Gregory Mankiw (1995, p.2) revela que os macroeconomistas são cientistas que procuram explicar o funcionamento da economia como um todo e que reúnem dados sobre rendas, preços, desemprego e outras variáveis em diferentes épocas e diferentes países. 9 A teoria Macroeconômica compreende, então, a análise de todos os mercados, envolvendo os preços e quantidades das mercadorias, admitindo que modificações em algum mercado específico ou alterações em qualquer de suas variáveis afetam o comportamento de outros mercados. Ainda, segundo Moraes (1996) : A macroeconomia estuda o comportamento de variáveis que representam a soma (ou a média) de quantidades e preços em mercados em uma escala nacional. O tipo de modelo que se associa à macroeconomia é, por essa razão, chamado de agregativo. Os principais problemas estudados pelo enfoque macroeconômico são o desemprego, a inflação, os efeitos das políticas econômicas sobre essas variáveis, o crescimento econômico e a distribuição de renda. (MORAES, 1996, p.196) Portanto, o estudo da economia pode ser dividido de acordo com a figura 2. Figura 2 – Divisão do estudo da economia: micro e macro Fonte – Livro Texto Econimia e Mercado , UNIP (2025) 2.1.5 Imposto, consumo, poupança e moeda O sistema tributário brasileiro está longe de representar um Ótimo de Pareto, ou seja, está longe da eficiência administrativa e da justiça social. Devido à multiplicidade de impostos e alíquotas e à incidência sobre insumos, o efeito final do sistema brasileiro de impostos indiretos sobre os preços também não é muito transparente. No tocante à tributação direta e indireta, algumas considerações devem ser feitas: 10 Impostos indiretos: são aqueles cobrados de produtores com relação à produção, venda, compra ou uso de bens e serviços. Frequentemente, impostos indiretos são arrecadados em vários estágios do processo de produção e venda, e seus efeitos sobre os preços pagos pelo consumidor final na cadeia de transações não são claros. O efeito final sobre os preços, diante da tributação indireta, depende não apenas da medida em que os impostos são transferidos em cada estágio de produção, mas também da estrutura precisa das transações interindustriais. Impostos diretos: a exemplo do imposto sobre o patrimônio, podem ser cobrados regularmente em razão do simples ato de posse dos ativos durante um determinado período. É o caso do IPTU (imposto predial territorial urbano) e do IPVA (imposto sobre propriedade de veículos automotores), que atendem ao princípio da equidade e da progressividade. Os impostos diretos incidem sobre o indivíduo, mas nem sempre estão associados à capacidade de pagamento de cada contribuinte. O imposto de renda pessoa física é o imposto pessoal por excelência e, assim, é aquele que se adapta aos princípios da equidade e progressividade, à medida que permite, de fato, uma discriminação entre os contribuintes no que diz respeito à sua capacidade de pagamento (JUDENSNAIDER; MANZALLI, 2011). No que diz respeito à inflação, conforme Samuelson (1979), a inflação de demanda, ou de consumo, é causada pelo crescimento do volume de moeda disponível ao público, não necessariamente acompanhado pelo crescimento da produção. Como para a demanda poder se concretizar é necessária a existência de moeda, a inflação de demanda pode ser entendida como o excesso de moeda em circulação, ou seja, quando há expansão de liquidez. Nesse caso, os preços tendem a aumentar devido à grande quantidade de dinheiro em circulação, influenciando o consumo por parte da população. Por seu turno, os empresários, diante a um elevado consumo e percebendo que há grande quantidade de moeda em poder do público, elevam os preços na certeza de que haverá venda. 2.1.6 Política monetária e fiscal Entende-se por política monetária toda açãotomada pelo Banco Central com relação ao padrão monetário de um país. O Banco Central, autoridade monetária em qualquer país, além de atividades rotineiras, tem a função de preservar o valor da moeda ao longo do tempo. 11 É responsável pelo controle direto da liquidez no sistema econômico de determinado país. Para o Banco Central exercer suas funções, pode adotar alguns instrumentos de política monetária. São eles: emissão de moeda; administração da taxa de juros; coeficiente de recolhimento compulsório; operação de redesconto; operação de open market; seleção do crédito. A política fiscal compreende ações do governo relacionadas ao seu orçamento, o orçamento do setor público. Ela definirá quanto o governo irá arrecadar e quanto poderá gastar. O Estado adquire receita via impostos, tributos e taxas, pagas pelo contribuinte, no intuito de manter a ordem e os serviços providos pelo governo. 2.1.7 Economia e Mercado na empresa Em resumo, o mercado se desenvolve por meio da interação entre consumidores e produtores. A economia de mercado da Petrobras é fundamentada nos princípios de livre concorrência, oferta e demanda, com o objetivo de maximizar os lucros através de suas atividades comerciais. Como uma empresa de economia mista, a Petrobras segue diretrizes e regulamentações governamentais, mas também se empenha em operar de maneira eficiente e competitiva no mercado. A companhia é negociada na bolsa de valores e possui acionistas privados, embora o governo brasileiro seja o acionista majoritário. A Petrobras atua em diversas áreas do setor de energia, incluindo exploração, produção, refino, distribuição e comercialização de petróleo, gás natural e seus derivados. A empresa busca otimizar suas operações por meio de investimentos em tecnologia, pesquisa e desenvolvimento, com o objetivo de aumentar a produtividade, reduzir custos e melhorar a eficiência. A economia de mercado da Petrobras é afetada por diversos fatores, como os preços internacionais do petróleo, a demanda global por energia, políticas governamentais, regulamentações ambientais, condições econômicas globais e a concorrência com outras empresas do setor. A companhia procura se ajustar a essas variáveis e tomar decisões estratégicas para otimizar seus resultados financeiros. 12 2.2 Empreendedorismo, Criatividade e Inovação 2.2.1 Empreendedorismo Segundo Dornelas (2005), empreendedorismo é a transformação de idéias em oportunidades através do envolvimento de pessoas e processos que gera a criação de negócios de sucesso. Para o autor “O empreendedor é aquele que detecta uma oportunidade e cria um negócio para capitalizar sobre ela, assumindo riscos calculados.” (DORNELAS, 2005, p.39) Degen (2009, p. 25) diz que as pessoas empreendedoras devem assumir ou administrar as seguintes funções nos seus negócios: empreendedor, empresário, executivo e empregado. O empreendedor exerce a função de transformar a ideia em negócio, bem como lidera o desenvolvimento dele. O empresário exerce a função de tornar o negócio lucrativo para si e para os parceiros que porventura tenha, além de financiar o desenvolvimento do negócio. Já o executivo exerce a função de superar os desafios com os parceiros de negócios, ou seja, levar o time a vencer o campeonato, assim como gerenciar os recursos do negócio e empregado exerce a função de executar o trabalho para desenvolver o negócio, ou seja, gosta de pôr a “mão na massa” e executa o trabalho para desenvolver o negócio. Na sequência, Dornelas (2008, p. 14) enfatiza a importância de desenvolver o seguinte conjunto de habilidades: técnicas, gerenciais e características pessoais. As habilidades técnicas estão associadas aos saberes: escrever, falar, ouvir e captar informações; ser organizado; liderar e motivar equipes; ter conhecimento na área de atuação. As habilidades gerenciais estão relacionadas a: criação, desenvolvimento, bem como ao gerenciamento típico de uma empresa. As características pessoais são: ser disciplinado, assumir riscos, ser inovador, quebrador de paradigmas, resiliente e visionário. Dolabela (2011, p. 72) diz que o empreendedor desenvolve uma série de atividades para alcançar os seus objetivos. Elas estão ligadas às características pessoais e remetem às competências necessárias do empreendedor. A relação entre atividades, características e competências estão relacionadas no quadro 1. A título de exemplo, considere que a tarefa do empreendedor esteja relacionada com a “descoberta de oportunidades”; para que ela seja realizada pelo empreendedor é necessário que ele tenha como especificações pessoais “faro e intuição”, o que remete em ser competente em “usar o bom senso, ser pragmático e ter a capacidade de reconhecer o que é útil e dá resultado” para o empreendimento. 13 Quadro 1 – Atividades, características e competências do empreendedor Fonte – Livro Texto Empreendedorismo, Criatividade e Inovação UNIP (2025) 2.2.2 Inovação Inovação nunca foi fácil, e atualmente a competição pelo mercado é tão intensa que ficou mais difícil inovar no mesmo ritmo. Nem sempre uma criação resulta em uma inovação de que a empresa necessita ou que o mercado quer. As companhias precisam de inovações empreendedoras, incrementais e que podem levar certo tempo para darem bons resultados. Para Degen (2009) : A inovação é o segredo do desenvolvimento econômico de uma empresa, de uma região, ou do próprio país. Com o avanço das tecnologias, diminuem as vendas dos antigos produtos e minguam as antigas indústrias. As invenções e inovações são a base do futuro de qualquer unidade econômica. Thomas Edson dizia que o gênio inovador tem 1% de inspiração e 99% de transpiração (DEGEN, 2009, p. 82). O empreendedor tem inúmeras formas para desenvolver o seu potencial inovador. Existem maneiras mais intuitivas e amplas e outras menos popularizadas. Segundo Hisrich, Peters e Shepherd (2014, p. 88), é possível inovar em produtos sob duas perspectivas: do 14 cliente e da empresa. O profissional deve utilizar ambas as perspectivas para facilitar o desenvolvimento do empreendimento. Sob a perspectiva do cliente, entende-se que é possível identificar as inovações que causam grande mudança de comportamento, isto é, quando é exigido do cliente uma nova aprendizagem para usar o produto. Essa perspectiva não leva em consideração o quanto do produto é novo para a empresa, ou mesmo se foi uma atualização de um produto já existente. O empreendedor pode assumir diversos papéis entre a geração das ideias e a criação de um novo mercado. Em cada etapa, o valor vai sendo agregado. A trajetória típica entre as ideias e a criação de um mercado pode ser observada na figura 3. Figura 3 – Etapas de um empreendedor criativo Fonte – Livro Texto Emprendedorismo, Criatividade e Inovação, UNIP (2025) O empreendedor criativo é quem tem a ideia ou semente, que, se corretamente trabalhada, poderá evoluir e alcançar o sucesso. O empreendedor inventor recebe a ideia e a inventa. É o estágio de concretização da ideia. O inventor trabalha a ideia de forma sistemática. O empreendedor inovador transforma a invenção em inovação. Uma invenção só se torna uma inovação se embutir algum valor real perceptível pelas pessoas, que pode ser traduzido em atender as suas necessidades verdadeiras. O empreendedor administrador tem o perfil típico de quem transforma a inovação em produto. O empreendedor realizador assume o desafio de transformar o produto em negócio – produção, comercialização e distribuição em escala. 2.2.3 Relação entre Inovação, Empreendedorismo e Marketing A inovação é um pilar essencial do empreendedorismo, já que o desenvolvimento de novos negócios e soluções é crucial para alcançar destaque no mercado atual. O marketing, nesse contexto, atua como eloentre a inovação e o consumidor, permitindo que produtos e serviços inovadores sejam apresentados e comercializados de forma eficaz. 15 Empresas que desejam se diferenciar precisam investir em inovação, seja em produtos, serviços, processos ou modelos de negócio. O empreendedorismo representa a habilidade de identificar oportunidades e transformar ideias criativas em empreendimentos sustentáveis. No entanto, a inovação só gera resultados quando comunicada e vendida de maneira estratégica ao público certo. É aí que o marketing entra em cena, utilizando ferramentas de comunicação, distribuição e vendas para aproximar as inovações dos consumidores e assegurar o sucesso no mercado. Além disso, o empreendedorismo estimula a inovação ao promover uma cultura voltada à solução de problemas, incentivando a criatividade e a experimentação. Por outro lado, ele também se fortalece com a capacidade de inovar e se adaptar rapidamente às constantes transformações do ambiente de negócios. 2.2.4 Possibilidades de Inovação na empresa estudada A Petrobras, sendo uma das principais empresas do setor de energia, valoriza o empreendedorismo, a criatividade e a inovação como pilares fundamentais para o seu crescimento e evolução contínuos. No empreendedorismo, a Petrobras fomenta o espírito empreendedor dentro da organização, incentivando seus colaboradores a identificar novas oportunidades de negócios, encontrar soluções inovadoras e tomar iniciativas. A empresa valoriza a autonomia e a proatividade de seus funcionários, criando um ambiente propício para o desenvolvimento de novas ideias e projetos. A criatividade é reconhecida pela empresa como um motor essencial para a inovação, a Petrobras estimula seus funcionários a desenvolver ideias originais e a pensar fora da caixa. A empresa apoia a exploração de novas abordagens, métodos e soluções para os desafios enfrentados, promovendo a cultura da criatividade através de programas, workshops e outras iniciativas que estimulam a geração de ideias inovadoras.Muitas ferramentas e muitos formatos de comunicação são utilizados no intuito de conservar os clientes, além de criar, desenvolver e manter uma excelente imagem das empresas. Elas fazem uso da internet como um canal aberto de comunicação, a qual os clientes podem usar para se comunicar de forma ininterrupta, 24 horas por dia, 7 dias por semana. As companhias realizam campanhas de comunicação que envolvem vários tipos de mídia para encontrar os clientes e prospects, os possíveis consumidores, em todos os lugares e fazer com que, de alguma forma, possam ser 16 sensibilizados para utilizarem os produtos da empresa. Alguns exemplos são os boletins externos para clientes, jornais e revistas. A Petrobras valoriza a inovação como uma estratégia essencial para impulsionar seu crescimento e competitividade. A empresa investe em pesquisa e desenvolvimento, com o objetivo de promover avanços tecnológicos e encontrar soluções criativas para os desafios do setor de energia. Além disso, busca parcerias com universidades, institutos de pesquisa e outras empresas para colaborar no desenvolvimento de novas tecnologias e soluções inovadoras. Reconhecendo a importância da inovação aberta, a Petrobras também colabora com startups, empreendedores e outras organizações do setor, visando acelerar e otimizar o processo de inovação. Para fomentar esse ambiente criativo, a empresa conta com o programa interno InovaPetro, que estimula a inovação por meio de desafios e premiações para ideias e projetos inovadores apresentados por seus colaboradores. 2.3 Matemática Aplicada 2.3.1 Uso Prático de Conhecimentos Matemáticos e Métodos Os números vêm sendo utilizados desde os tempos antigos por nossos antepassados, passando por diversas transformações até se consolidarem na forma como os utilizamos atualmente. Com o desenvolvimento da sociedade, tornaram-se elementos essenciais no cotidiano de pessoas e organizações. No dia a dia, mesmo em atividades simples, como uma compra, recorremos a cálculos básicos relacionados a unidades, preços, porcentagens de descontos, juros e impostos. A matemática, nesse contexto, deixa de ser apenas teórica e assume uma aplicação prática e concreta. Nas organizações, o uso da matemática é ainda mais crucial, pois está diretamente ligado à estrutura da administração. O crescimento e o bom desempenho de uma empresa dependem, em grande parte, do uso adequado da matemática como ferramenta para cálculos de custos, pedidos, margens de lucro, receitas, variáveis, entre outros aspectos. Além disso, o uso de tabelas e gráficos é indispensável para analisar dados e gerir informações sobre produção, qualidade, rendimento e desempenho de colaboradores. 17 A resolução de problemas matemáticos está sempre associada à lógica. Isso quer dizer que você tem que usar raciocínio lógico quando analisa os problemas a serem resolvidos. Para que a matemática possa ajudá-lo a solucioná-los, você deve construir o que chamamos de uma sentença matemática. O primeiro passo para resolver um problema é construir a sentença matemática em que aparece pelo menos um elemento que você desconhece: o resultado. Na linguagem matemática temos uma maneira de escrever por meio de símbolos, o que chamamos de equação. 2.3.2 Equações, Sistema e Gráficos para Análises Empresariais Uma equação pode ser comparada a uma balança de dois pratos, isto é, deve manter o equilíbrio. O conteúdo de cada lado deve ser equivalente. Assim, o símbolo de igualdade “=” é usado para separar os dois lados da equação que se assemelham aos pratos da balança. Outro elemento importante em uma equação é a resposta ao problema representado na equação. Para representar o valor desconhecido usamos uma letra qualquer, por exemplo, x. As equações podem ser: Equações do 1º grau: são mais simples e consistem em separar os números das variáveis, utilizando o sinal de igual como divisor entre as partes da equação. Exemplo: 2x = 14 - 2. Equações do 2º grau: envolvem incógnitas elevadas ao quadrado e podem ser: A. Completas (com todos os termos): Exemplo: 2x² + 2x + 2 = 0; B. Incompletas (com ausência de algum termo):Exemplo: 2x² + 2x = 0. Para resolver equações do 2º grau, utilizamos a fórmula de Bhaskara, que permite encontrar até duas raízes reais. O resultado obtido é chamado de conjunto verdade (V) ou solução (S). 2.3.3 Uso da Matemática Aplicada na empresa A Petrobras utiliza gráficos como uma ferramenta essencial para analisar dados e tomar decisões estratégicas voltadas para a expansão e o aprimoramento da empresa. Esses gráficos são aplicados em diversas áreas, como operações de exploração e produção, refino, distribuição, finanças, recursos humanos e sustentabilidade. 18 Para a análise de produção e desempenho, a Petrobras pode gerar gráficos para monitorar a produção de petróleo e gás, avaliar o desempenho dos campos e medir a eficiência das operações. Esses gráficos permitem acompanhar a produção em períodos diários, mensais ou anuais, identificando tendências, variações sazonais e potenciais áreas de melhoria. No monitoramento de indicadores financeiros, a empresa utiliza gráficos para visualizar e analisar indicadores financeiros essenciais, como faturamento, lucro líquido, margem de lucro e fluxo de caixa. Essas representações gráficas ajudam a identificar padrões, comparar desempenhos ao longo do tempo e subsidiar a tomada de decisões financeiras. Análise de mercado e concorrência: Por meio de gráficos, a Petrobras pode monitorar a evolução do mercado de energia, avaliar tendências de demanda e acompanhar sua participação de mercado em relação aos concorrentes. Gráficos sobre preços de petróleo, variação de participação no mercado e demanda por produtos específicos ajudam a identificar oportunidades de crescimento ea desenvolver estratégias competitivas. Acompanhamento de indicadores de sustentabilidade: A Petrobras também pode utilizar gráficos para acompanhar e avaliar seu desempenho em relação a indicadores de sustentabilidade, como emissões de gases de efeito estufa, consumo de água, gestão de resíduos e investimentos em energias renováveis. Esses gráficos auxiliam a empresa na tomada de decisões relacionadas à sustentabilidade e na comunicação de seu compromisso com a responsabilidade ambiental. Em resumo, a Petrobras usa gráficos como uma ferramenta visual para analisar dados, identificar tendências e padrões, e tomar decisões estratégicas voltadas para a expansão e aprimoramento da empresa em diversas áreas, como operações, finanças, mercado, riscos e sustentabilidade. Os gráficos oferecem uma representação visual clara dos dados, facilitando a compreensão e interpretação das informações, o que contribui para a otimização das operações e o crescimento da empresa. 19 3 DISCUSSÃO Ao concluir este trabalho e após analisar todo o conteúdo apresentado, ficou evidente que as teorias abordadas nas disciplinas de Economia e Mercado, Empreendedorismo, Criatividade e Inovação, e Matemática Aplicada estão aplicadas de maneira prática nas empresas de diversos setores, incluindo a Petrobras, que foi selecionada como objeto de estudo. A Petrobras é uma das principais empresas de energia do Brasil e uma das maiores do setor petrolífero globalmente. Dentro da companhia, o empreendedorismo é incentivado, estimulando os colaboradores a identificar novas oportunidades de negócios e a tomar a dianteira em suas iniciativas. A criatividade é altamente valorizada, favorecendo a criação de ideias inovadoras e o pensamento criativo. A inovação é uma estratégia essencial para impulsionar o crescimento, por meio de investimentos em pesquisa e desenvolvimento e parcerias com outras empresas e instituições. A Petrobras, por exemplo, conta com o programa InovaPetro, que incentiva projetos inovadores na indústria de petróleo e gás, com o objetivo de fortalecer o desenvolvimento de fornecedores brasileiros para essa cadeia produtiva. O programa oferece oportunidades para que empresas nacionais desenvolvam tecnologias inovadoras, promovendo a competitividade e a sustentabilidade do setor. Dentro desse cenário, a matemática aplicada desempenha um papel crucial. Ela oferece as ferramentas e técnicas necessárias para resolver problemas do mundo real, desde a modelagem matemática até o cálculo, álgebra linear, estatística e otimização. A Petrobras utiliza gráficos e outras análises matemáticas como ferramentas chave para examinar dados e embasar suas decisões estratégicas. 20 4 CONCLUSÃO Ao final deste estudo, pode-se concluir que os objetivos estabelecidos para o Projeto Integrado Multidisciplinar II foram plenamente alcançados. Os conhecimentos adquiridos nas disciplinas de Economia e Mercado, Empreendedorismo, Criatividade e Inovação, e Matemática Aplicada são essenciais para qualquer profissional que almeja atuar no setor de negócios. Adicionalmente, por meio do estudo de caso, foi possível entender como a Petrobras opera, como é gerida de maneira eficiente e como suas comunicações são estruturadas para serem claras e objetivas. A pesquisa qualitativa, fundamentada em um referencial teórico, permitiu uma análise detalhada da empresa, possibilitando a compreensão de como a Petrobras se tornou uma das corporações mais valiosas do mundo, com uma cultura organizacional sólida e uma abordagem inovadora. Em síntese, é importante destacar que este trabalho teve grande relevância, contribuindo significativamente para a formação acadêmica de um futuro gestor de marketing. Ele demonstrou como o conteúdo estudado teoricamente se reflete na prática do cotidiano das grandes empresas, como no caso da Petrobras, que, embora tenha começado de forma modesta, hoje é reconhecida mundialmente. 21 REFERÊNCIAS BRASIL. Ministério da Economia. Relatório Anual do Tesouro Nacional – 2022. Brasília: Secretaria do Tesouro Nacional, 2022. Disponível em: https://www.gov.br/tesouronacional. Acesso em: 30 abr. 2025. DEGEN, R. J. O empreendedor: empreender como opção de carreira. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2009. DOLABELA, F. Oficina do empreendedor. São Paulo: Sextante, 2011. DORNELAS, José Carlos Assis. Transformando idéias em negócios. 2ª edição. Rio de Janeiro: Elsevier,2005. 9ª reeimpressão DORNELAS, J. C. Empreendedorismo corporativo. 2. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008. HISRICH, R. D.; PETERS, M. 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