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Instruções: 1. Leitura do Caso: Leia atentamente os estudos de caso apresentados, analisando os dados da anamnese, exame físico, exames complementares e a hipótese diagnóstica. 2. Identificação dos Diagnósticos de Enfermagem (NANDA): Selecione pelo menos três diagnósticos de enfermagem para cada caso, justificando sua escolha com base nos dados fornecidos. 3. Definição dos Resultados Esperados (NOC): Para cada diagnóstico identificado, escolha dois resultados esperados utilizando a taxonomia NOC, descrevendo os indicadores e a meta desejada para o paciente. 4. Planejamento das Intervenções (NIC): Para cada diagnóstico, selecione três intervenções de enfermagem com suas respectivas atividades, fundamentadas na taxonomia NIC, considerando as necessidades individuais do paciente. 5. Discussão e Justificativa: Explique como as intervenções planejadas contribuem para a melhoria do estado de saúde do paciente, incluindo aspectos clínicos, sociais e emocionais. Caso 1: Paciente com Diabetes Mellitus e Pé Diabético Local de Assistência: Unidade de Internação em Hospital Geral Anamnese e Condição Social/Emocional João da Silva, 58 anos, sexo masculino, casado, pedreiro aposentado. Mora em uma casa simples com a esposa e um filho de 22 anos, que trabalha como ajudante de obra e tem pouco tempo disponível para auxiliá-lo. A renda familiar é limitada ao benefício de aposentadoria e ao salário mínimo do filho, o que dificulta o acesso a consultas e medicamentos. João nunca teve acompanhamento regular para o diabetes e só procura o serviço de saúde quando a situação se agrava. Do ponto de vista emocional, ele se mostra angustiado e apreensivo com a possibilidade de amputação do pé. Expressa sentimentos de culpa por não ter cuidado da ferida desde o início, dizendo frases como: "Eu achei que ia melhorar sozinho. Se eu tivesse vindo antes, talvez não estivesse assim." Além disso, demonstra preocupação com o impacto da doença na família, pois sempre foi o provedor principal. Tem dificuldades para aceitar sua condição e a necessidade de mudanças no estilo de vida. Exame Físico ● Geral: Alerta, orientado, sinais vitais estáveis, índice de massa corporal (IMC) 30 kg/m². ● Pele: Úlcera de 4 cm no pé direito, com bordas irregulares, necrose central, exsudato amarelado, odor fétido. ● Membros inferiores: Pulsos pediosos reduzidos bilateralmente, extremidades frias, sensibilidade tátil diminuída. ● Cardiovascular: FC 88 bpm, PA 140/90 mmHg. ● Respiratório: MV presente sem alterações. ● Neurológico: Sensação de formigamento e perda de sensibilidade em pés e tornozelos. Exames Laboratoriais ● Glicemia de jejum: 250 mg/dL ● Hemoglobina glicada (HbA1c): 9,2% ● Leucócitos: 12.500/mm³ ● PCR: 15 mg/dL ● Cultura da ferida: Staphylococcus aureus resistente à meticilina Hipótese Diagnóstica Pé diabético infectado com risco de osteomielite Caso 2: Paciente com Insuficiência Cardíaca Descompensada Local de Assistência: Pronto Atendimento de Unidade Básica de Saúde Anamnese e Condição Social/Emocional Maria Aparecida, 72 anos, viúva há 10 anos, aposentada, mãe de três filhos adultos, mas mora sozinha. Os filhos visitam ocasionalmente, e a paciente depende de vizinhos para pequenas compras e para acompanhamento às consultas. Relata dificuldade em seguir corretamente o tratamento para hipertensão por esquecer os horários da medicação e por achar que “quando está bem, não precisa tomar remédio.” Nos últimos dias, tem sentido muito cansaço e dormido mal, precisando dormir sentada devido à falta de ar. Além dos sintomas físicos, expressa preocupação por sentir-se um fardo para os filhos, dizendo frases como: "Eu sei que eles têm suas vidas, não quero incomodar." Relata momentos de tristeza e isolamento, mencionando que sente saudades do marido e que desde sua morte tem se sentido mais solitária. Exame Físico ● Geral: Paciente dispneica, ortopneica, corada, hidratada, FR 26 irpm, FC 110 bpm, PA 160/100 mmHg. ● Cardiovascular: Presença de B3, ritmo cardíaco irregular, turgência jugular aumentada. ● Respiratório: Estertores crepitantes em bases pulmonares. ● Abdome: Ascite leve, fígado palpável a 3 cm do rebordo costal direito. ● Membros inferiores: Edema ++/4+ bilateral, cacifo positivo. Exames Laboratoriais e Complementares ● Peptídeo natriurético tipo B (BNP): 950 pg/mL (elevado) ● Raio-X de tórax: Cardiomegalia, congestão pulmonar ● Eletrocardiograma: Fibrilação atrial ● Hemograma: Hemoglobina 12,2 g/dL, leucócitos normais, sem alterações importantes Hipótese Diagnóstica Insuficiência Cardíaca Congestiva (ICC) descompensada Caso 3: Paciente com Acidente Vascular Cerebral (AVC) Isquêmico Local de Assistência: Unidade de Internação em Hospital Geral Anamnese e Condição Social/Emocional Carlos Eduardo, 66 anos, aposentado, ex-motorista de ônibus. Mora com a esposa, que é sua principal cuidadora, e um neto adolescente. Sempre foi um homem ativo, mas há quatro anos, após a morte do filho mais velho, entrou em depressão e passou a negligenciar sua saúde. Relata ser hipertenso e diabético, mas não segue corretamente a medicação, afirmando: "Já vivi o suficiente. O que tiver que ser, será." Na manhã de hoje, sua esposa percebeu que ele acordou com dificuldade para falar e mover o lado direito do corpo. Foi levado ao pronto-socorro, onde foi diagnosticado com AVC isquêmico. No hospital, apresenta-se ansioso e frustrado, expressando medo de ficar dependente da família. Exame Físico ● Geral: Paciente consciente, porém com afasia de expressão e hemiparesia direita. ● Neurológico: Déficit motor 2/5 em membro superior e inferior direitos, desvio da rima labial para esquerda. Reflexos tendinosos exaltados à direita. ● Cardiovascular: PA 180/100 mmHg, FC 95 bpm. ● Respiratório: MV presente, sem ruídos adventícios. ● Gastrointestinal: Sem queixas no momento. Exames Laboratoriais e Complementares ● Tomografia de crânio: Área hipodensa compatível com AVC isquêmico na região frontoparietal esquerda. ● Glicemia: 210 mg/dL ● Hemograma: Sem alterações significativas. ● Eletrocardiograma: Fibrilação atrial. Hipótese Diagnóstica Acidente Vascular Cerebral Isquêmico hemisfério esquerdo Caso 4: Paciente com Depressão Pós-Parto e Dificuldade no Aleitamento Materno Local de Assistência: Unidade Básica de Saúde Anamnese e Condição Social/Emocional Ana Luiza, 27 anos, mãe de primeira viagem, deu à luz há 20 dias a um bebê saudável de parto normal. Mora com o marido, que trabalha como motorista e passa grande parte do dia fora. Não tem apoio familiar próximo, pois sua mãe faleceu há cinco anos e seu pai mora em outro estado. Desde o nascimento do bebê, relata exaustão, tristeza e dificuldade para criar vínculo com o filho. Sente-se incapaz de cuidar da criança e, nos últimos dias, tem chorado frequentemente sem motivo aparente. Além disso, está com dificuldades na amamentação, relatando dor intensa nos mamilos e pouca produção de leite. Diz que o bebê chora muito e que se sente uma péssima mãe. No momento da consulta, apresenta-se desmotivada, com olhar distante e fala baixa. Quando questionada sobre apoio emocional, responde: "Eu deveria estar feliz, mas não estou. Acho que meu filho merecia uma mãe melhor." Exame Físico ● Geral: Paciente alerta, mas com fácies triste e postura retraída. ● Pele e mamas: Mamilos fissurados e avermelhados. Pequeno ingurgitamento mamário. ● Cardiovascular: FC 88 bpm, PA 110/70 mmHg. ● Neurológico: Sem alterações motoras ou sensitivas. Exames Laboratoriais e Complementares ● Sem exames laboratoriais solicitados no momento. ● Aplicação da Escala de Edimburgo para depressão pós-parto com pontuação de 17 (indicativo de depressão moderada). Hipótese Diagnóstica Depressão pós-parto associada a dificuldades na amamentação _________________________________________________________________________Caso 5: Paciente com Demência em Clínica de Idosos Local de Assistência: Clínica de Longa Permanência para Idosos Anamnese e Condição Social/Emocional Antônio Ferreira, 82 anos, viúvo, aposentado, ex-comerciante. Foi internado na clínica há seis meses por decisão dos filhos, que alegam não conseguir oferecer os cuidados necessários em casa. Antes da internação, Antônio morava sozinho, com visitas ocasionais dos filhos. Desde a mudança para a clínica, apresenta-se mais retraído, raramente interage com outros idosos e se recusa a participar das atividades oferecidas. Relata saudades de sua casa e do cachorro que teve que deixar para trás. Durante as refeições, come pouco e frequentemente precisa de estímulo da equipe para se alimentar. A equipe da clínica notou episódios de desorientação, em que Antônio esquece onde está e pergunta pelo falecido irmão. Nos últimos dias, tem apresentado episódios de agressividade verbal, recusando-se a tomar banho e trocar de roupa. Durante a consulta de enfermagem, diz frases como: "Me trouxeram para cá e me esqueceram. Não sei por que estou aqui." Exame Físico ● Geral: Estado geral regular, emagrecido, apático. ● Neurológico: Desorientação em tempo e espaço, dificuldade para lembrar fatos recentes, discurso fragmentado. ● Pele: Ressecada, com sinais de desidratação leve. ● Músculo-esquelético: Marcha instável, necessidade de auxílio para caminhar. ● Cardiovascular: PA 135/80 mmHg, FC 78 bpm. Exames Laboratoriais e Complementares ● Mini Exame do Estado Mental (MEEM): 18/30 (comprometimento cognitivo moderado). ● Hemograma: discreta anemia (Hb 11,2 g/dL). ● Eletrocardiograma: ritmo sinusal sem alterações significativas. Hipótese Diagnóstica Demência senil com alteração comportamental associada Caso 6: Paciente com Hipertensão Arterial e Falta de Adesão ao Tratamento Local de Assistência: Unidade Básica de Saúde Anamnese e Condição Social/Emocional Dona Rosa, 60 anos, moradora da zona rural, trabalha como cozinheira em uma escola pública. É hipertensa há dez anos, mas não faz uso regular da medicação. Relata que só toma os comprimidos quando sente dor de cabeça ou tontura, pois acredita que “tomar remédio todo dia faz mal para o fígado”. Vive com o marido, que é agricultor, e um neto de 9 anos que cria desde bebê. Relata que precisa acordar muito cedo para cozinhar e que frequentemente esquece de tomar a medicação. Além disso, diz que o posto de saúde fica longe e que nem sempre consegue ir buscar os remédios na data certa. Durante a consulta, refere sentir cansaço e palpitações frequentes. Quando questionada sobre sua rotina de alimentação, relata consumo excessivo de sal e frituras, justificando: "Sempre comi assim e nunca tive problema." Expressa ceticismo sobre a importância do tratamento contínuo e demonstra resistência às orientações de mudança de hábitos. Exame Físico ● Geral: Estado geral bom, sobrepeso, sinais de fadiga. ● Cardiovascular: PA 170/100 mmHg, FC 92 bpm, ritmo cardíaco regular. ● Respiratório: MV presente, sem alterações. ● Neurológico: Sem déficits motores aparentes. Exames Laboratoriais e Complementares ● Colesterol total: 240 mg/dL (elevado). ● LDL: 160 mg/dL (elevado). ● Glicemia de jejum: 115 mg/dL (pré-diabetes). Hipótese Diagnóstica Hipertensão arterial não controlada associada a fatores de risco cardiovascular Questão 1: Explique o conceito de Processo de Enfermagem e suas etapas fundamentais. Como essa metodologia contribui para a qualidade da assistência prestada ao paciente? Questão 2: Quais são os aspectos legais que fundamentam a obrigatoriedade da aplicação do Processo de Enfermagem no Brasil? Cite e explique os principais documentos normativos que regulamentam essa prática. Questão 3: Explique a importância do Processo de Enfermagem para a tomada de decisão clínica do enfermeiro. Como essa metodologia contribui para a autonomia do profissional e para a segurança do paciente? Questão 4: Com base na Teoria do Autocuidado de Orem, explique como o raciocínio clínico do enfermeiro deve ser desenvolvido para avaliar a capacidade do paciente de realizar seu autocuidado. Quais aspectos devem ser considerados na tomada de decisão para determinar a necessidade de intervenção de enfermagem? Questão 5: A Teoria Ambientalista de Florence Nightingale destaca a influência do ambiente na recuperação dos pacientes. Como o enfermeiro pode aplicar essa teoria no raciocínio clínico para melhorar a saúde dos pacientes hospitalizados? Questão 6: A Teoria do Cuidado Transcultural de Leininger destaca a importância da cultura na prática da enfermagem. Como o raciocínio clínico do enfermeiro pode ser orientado para oferecer um cuidado culturalmente sensível e respeitoso? Questão 7: A Teoria da Adaptação de Roy descreve que os seres humanos reagem a estímulos internos e externos por meio de mecanismos adaptativos. Como o enfermeiro pode usar essa teoria no raciocínio clínico para planejar intervenções eficazes em um paciente recém-diagnosticado com diabetes mellitus tipo 2? Questão 8: A Teoria das Necessidades Humanas Básicas de Horta fundamenta a Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE). Como o enfermeiro pode usar essa teoria para desenvolver um raciocínio clínico eficaz na priorização de cuidados a um paciente crítico em unidade de terapia intensiva (UTI)? Questão 9: A Sistematização da Assistência de Enfermagem (SAE) é obrigatória em todas as instituições de saúde que possuem assistência de enfermagem, conforme estabelecido pelo Conselho Federal de Enfermagem (COFEN). Explique a importância da SAE para a prática profissional e cite os principais documentos normativos que regulamentam sua aplicação no Brasil. Questão 10: O registro da assistência de enfermagem é uma obrigação ética e legal do profissional e deve ser realizado de forma clara, objetiva e completa. Com base na legislação vigente, quais são os requisitos para um registro de enfermagem adequado e quais podem ser as implicações legais de uma documentação incompleta ou inadequada? Instruções: 1.Leitura do Caso: Leia atentamente os estudos de caso apresentados, analisando os dados da anamnese, exame físico, exames complementares e a hipótese diagnóstica. 2.Identificação dos Diagnósticos de Enfermagem (NANDA): Selecione pelo menos três diagnósticos de enfermagem para cada caso, justificando sua escolha com base nos dados fornecidos. 3.Definição dos Resultados Esperados (NOC): Para cada diagnóstico identificado, escolha dois resultados esperados utilizando a taxonomia NOC, descrevendo os indicadores e a meta desejada para o paciente. 4.Planejamento das Intervenções (NIC): Para cada diagnóstico, selecione três intervenções de enfermagem com suas respectivas atividades, fundamentadas na taxonomia NIC, considerando as necessidades individuais do paciente. 5.Discussão e Justificativa: Explique como as intervenções planejadas contribuem para a melhoria do estado de saúde do paciente, incluindo aspectos clínicos, sociais e emocionais. Caso 1: Paciente com Diabetes Mellitus e Pé Diabético Anamnese e Condição Social/Emocional Exame Físico Exames Laboratoriais Hipótese Diagnóstica Caso 2: Paciente com Insuficiência Cardíaca Descompensada Anamnese e Condição Social/Emocional Exame Físico Exames Laboratoriais e Complementares Hipótese Diagnóstica Caso 3: Paciente com Acidente Vascular Cerebral (AVC) Isquêmico Anamnese e Condição Social/Emocional Exame Físico Exames Laboratoriais e Complementares Hipótese Diagnóstica Caso 4: Paciente com Depressão Pós-Parto e Dificuldade no Aleitamento Materno Anamnese e Condição Social/Emocional Exame Físico Exames Laboratoriais e Complementares Hipótese Diagnóstica Caso 5: Paciente com Demência em Clínica de Idosos Anamnese e Condição Social/Emocional Exame Físico ExamesLaboratoriais e Complementares Hipótese Diagnóstica Caso 6: Paciente com Hipertensão Arterial e Falta de Adesão ao Tratamento Anamnese e Condição Social/Emocional Exame Físico Exames Laboratoriais e Complementares Hipótese Diagnóstica Questão 1: Questão 2: Questão 3: Questão 4: Questão 5: Questão 6: Questão 7: Questão 8: Questão 9: Questão 10: