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ABREU
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prepara você para CERTIFICAÇÕES
CEA
Certificação Especialista em
Investimento ANBIMA
Edição: Janeiro/2016
Professor Edgar Abreu
edgarabreu@edgarabreu.com.br
www.edgarabreu.com.br
Projeto Gráfico
Maurício Paulini
Professor Edgar Abreu é mestrando em Economia pela UNISINOS –
RS, graduado em Matemática Licenciatura pela PUC-RS, com especia-
lização em Educação a Distância pelo SENAC-RS e especialização em
Finanças pela UFRGS. Possui as certificações da Anbima CPA-10 e CPA-
20 e também a certificação de Agente Autônomo de Investimento,
concedida pela ANCORD.
Ministra cursos preparatórios para certificações e concursos públicos
em Porto Alegre e em diversas cidades do Brasil.
Ex-funcionário do Banco do Estado do Rio Grande do Sul, atualmente
trabalha como consultor de finanças pessoais e leciona nos cursos de
preparação para certificações da Anbima e cursos para concurso na
empresa A Casa do Concurseiro.
Você pode entrar em contato com o Professor Edgar Abreu por e-mail e
seguir as novidades e atualizações no Facebook, no Orkut e no Twitter.
Sobre o autor
• Essa apostila foi elaborada pelo professor Edgar Abreu.
• A instituição ANBIMA não possui nenhum envolvimento ou responsabilidade na elaboração e
publicação deste material.
• Esse material é o mesmo utilizado em nossos cursos preparatórios para certificação CEA.
• Essa apostila foi elaborada com auxílio de alguns profissionais que prestaram a prova do CEA.
• É o material mais focado para prova de Certificação da CEA e o ÚNICO material de qualidade
disponibilizado GRATUITAMENTE no Brasil.
Por que um material tão bom assim de graça?
1. Quem estuda por uma apostila possui tempo e disciplina para estudo, assim não necessita fa-
zer um curso presencial.
2. Essa é a minha forma de ajudar as pessoas para contribuir com um mundo melhor.
• O custo deste material é o pedido que faço para você profissional do mercado em ajudar o pró-
ximo com o que estiver ao seu alcance. Assim, certamente viveremos em um mundo melhor.
• Ao realizar sua prova e encontrar qualquer assunto ou questão que não esteja abordado de
forma clara nesse material, por favor, envie um e-mail para o autor e ajude a manter nossa
apostila sempre atualizada e focada na prova.
• Qualquer dúvida que tenham pode tirar direto com o autor pelo e-mail
edgarabreu@edgarabreu.com.br
Muito sucesso em seus estudos!
Sobre o material
1. Sistema Financeiro Nacional e Regulação dos Mercados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .9
1.1 Composição do SFN. Órgãos de Regulação e Fiscalização. Demais Participantes do Mercado . .9
1.2 Códigos ANBIMA de Regulação e Melhores Práticas. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21
1.3 Acordo de Basiléia – Conceito Internacional e suas Aplicações no Brasil . . . . . . . . . . . . . . . .24
1.4 Prevenção e Combate a Lavagem de Dinheiro ou Ocultação de Bens, Direitos e Valores . . . .25
2. Fundamentos de Economia, Finanças e Estatística. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31
2.1 Fundamentos de Estatística . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31
2.2 Fundamentos de Economia . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 40
2.3 Fundamentos de Finanças . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .45
3 Produtos de Renda Variável, Renda Fixa e Contratos Derivativos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .57
3.1 Renda Fixa . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .57
3.2 Renda Variável . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 86
3.3 Renda Variável . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .97
3.4 Tributação para Pessoas Físicas e Pessoas Jurídicas Residentes no Brasil . . . . . . . . . . . . . . .111
4 Fundos de Investimento e Produtos de Previdência. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 117
4.1 Fundos de Investimento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 117
4.2 Carteira Administrada. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 137
4.3 Gestão de Riscos em Fundos de Investimento e Carteiras Administradas . . . . . . . . . . . . . . 138
4.4 Produtos de Previdência Complementar . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 142
4.5 Tributação em Fundos de Investimentos, Planos de Previdência e Carteira Administrada . . . 150
Sumário
5 Gestão de Carteiras e Riscos. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 157
5.1 Risco, Retorno e Mercado. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 157
5.2 Seleção de Carteiras e Modelo de Markowitz . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 159
5.3 Modelo de Precificação de Ativos – CAPM . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 164
5.4 Alocação de Ativos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 169
6 Planejamento de Investimento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 171
6.1 Investimento Pessoal. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 171
6.2 Decisões do Investidor na Perspectiva de Finanças Comportamentais . . . . . . . . . . . . . . . . 174
6.3 Entrevista e Processo de Análise do Perfil do Investidor. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 179
6.4 O Processo de Decisão do Cliente. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 183
6.5 Normas e Padrões Éticos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 186
Caderno de Exercícios . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 193
Módulo 1 Sistema Financeiro Nacional e Regulação dos Mercados . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 193
Módulo 2 Fundamentos de Economia, Finanças e Estatística . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 199
Módulo 3 Produtos de Renda Variável, Renda Fixa e Contratos Derivativos . . . . . . . . . . . . . . . 211
Módulo 4 Fundos de Investimento e Produtos de Previdência. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .237
Módulo 5 Gestão de Carteiras e Riscos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .253
Módulo 6 Planejamento de Investimento . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .263
Simulado . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .273
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Módulo I
O que esperar do Módulo 1?
• Neste capítulo teremos no mínimo 4 questões de prova e no máximo 10 questões
de prova.
• Esse capítulo foi incluído na última atualização do edital do CEA e conta com
assuntos de fácilcompreensão, como órgãos do Sistema Financeiro Nacional e
Lavagem de Dinheiro. Os assuntos aqui abordados exigem do candidato uma
pequena compreensão e muita “decoreba”.
1. Sistema Financeiro Nacional e Regulação dos Mercados
Proporção: de 5% a 15%.
1.1 Composição do SFN. Órgãos de Regulação e Fiscalização. Demais
Participantes do Mercado
Sistema Financeiro Nacional (SFN)
Conjunto de instituições e instrumentos financeiros que possibilita a transferência de recursos
dos doadores finais para os tomadores finais e cria condições para que títulos e valores mobiliá-
rios tenham liquidez no mercado financeiro.
Tomadores finais de recursos (agentes Deficitários) são aqueles que se encontram em posição
de déficit financeiro: gastam mais do que a sua renda em consumo e/ou investimento. Precisam
do complemento de poupança de terceiros para executar seus planos e atividades, dispondo-se a
pagar juros pelo capital que conseguirem.
Doadores finais de recursos (Agentes Superavitários) são aqueles que se encontram em posição
de superávit financeiro: gastam menos do que a sua renda.
As instituições do SFN intermedeiam as relações entre essas pessoas, administrando a oferta dos
recursos dos doadores finais para os tomadores finais.
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Comentário!
A instituição financeira capta recursos dos agentes superavitários e empresta para os agentes
deficitários.
Organogramas do SFN
Sistema
Financeiro
Nacional
Subsistema
Normativo
Banco Central do Brasil
Comissão de Valores Mobiliários
Superintendência de Seguros Privados - SUSEP
Secretaria de Previdência Complementar
Conselho Monetário Nacional
Constituição:
- Ministro da Fazenda
- Ministro do Planejamento
- Presidente do Banco Central
Conselho de Recursos do
Sistema Financeiro Nacional
- Banco do Brasil
- Banco Nacional de Desenvolvimento
- Caixa Econômica Federal
Econôminco e Social
- Bancos Múltiplos
- Bancos Comerciais Públicos e Privados
- Bancos de Desenvolvimento
- Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo
- Sociedade de Crédito de Financiamento e Investimento
- Bolsas de Valores e outras Instituições Auxiliares
- Outras Instituições
Agentes
Especiais
Demais
Instituições
Bancárias,
não Bancárias
e Auxiliares
Subsistema de
Intermediação
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Orgão Normativo
1. Conselho Monetário Nacional – CMN
Conselho Monetário Nacional – CMN
• Órgão Máximo do Sistema Financeiro Nacional (IMPORTANTE)
• Composição: Ministro da Fazenda (Presidente do conselho); Ministro do Orçamento, Pla-
nejamento e Gestão e o Presidente do Banco Central;
Responsabilidade do CMN: Formular a política da moeda e do crédito, objetivando a estabilidade
da moeda e o desenvolvimento econômico e social do País
• Reuniões uma vez por mês (ordinariamente);
• Resoluções aprovadas devem ser publicadas no D.O.U e na página do BACEN;
• Em todas as reuniões devem ser lavradas atas e publicado extrato no D.O.U
Principais competências da CMN
• É o responsável pela determinação da meta de inflação;
• Adaptar o volume dos meios de pagamento às reais necessidades da economia nacional e
seu processo de desenvolvimento;
• Regular o valor interno e externo da moeda;
• Zelar pela liquidez e solvência das instituições financeiras;
• Autorizar as emissões de Papel-moeda;
• Coordenar as políticas monetária, creditícia, orçamentária, fiscal e da dívida pública, inter-
na e externa;
• Fixar as diretrizes e normas política cambial, inclusive quanto à compra e venda de ouro;
• Disciplinar o Crédito em todas as modalidades;
• Limitar, sempre que necessário, taxas de juros, descontos, comissões, entre outras;
• Determinar a percentagem máxima dos recursos que as instituições financeiras poderão
emprestar a um mesmo cliente ou grupo de empresas;
• Regulamentar as operações de redesconto;
• Regular a constituição, o funcionamento e a fiscalização de todas as instituições financei-
ras que operam no País.
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Comentário!
Tente gravar as palavras-chaves como: Autorizar, Fixar, Disciplinar, Limitar, Regular. Lembre-
-se de que o CMN é um órgão NORMATIVO, assim, não executa tarefas.
Observações:
• Cuidado com os verbos AUTORIZAR e REGULAMENTAR que também podem ser utiliza-
dos para funções do Banco Central do Brasil.
• Cuide que o CMN é responsável por coordenar a política monetária, enquanto o BACEN é
responsável por formular essas políticas de acordo com as diretrizes do CMN.
Comissões Consultivas
Entidades Supervisoras
1. Banco Central do Brasil – Bacen
2. Comissão de Valores Mobiliários – CVM
3. Superintendência de Seguros Privados – Susep
4. Superintendência Nacional de Previdência Complementar - PREVIC
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Banco Central do Brasil – Bacen
• Autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda;
• A Diretoria Colegiada é composta por até nove membros, um dos quais o Presidente, todos
nomeados pelo Presidente da República, entre brasileiros de ilibada reputação e notória capa-
cidade em assuntos econômico e financeiro, após aprovação pelo Senado Federal;
• Principal órgão executivo do sistema financeiro. Faz cumprir todas as determinações do CMN;
• É por meio do BC que o Governo intervém diretamente no sistema financeiro.
Principais atribuições e competências do Bacen
• Formular as políticas monetárias e cambiais, de acordo com as diretrizes do Governo Federal;
• Regular e administrar o Sistema Financeiro Nacional;
• Administrar o Sistema de Pagamentos Brasileiro (SPB) e o meio circulante;
• Emitir papel-moeda;
• Receber os recolhimentos compulsórios dos bancos;
• Autorizar e fiscalizar o funcionamento das instituições financeiras, punindo-as, se for o caso;
• Controlar o fluxo de capitais estrangeiros;
• Exercer o controle do crédito.
• Determinar o recolhimento de até cem por cento do total dos depósitos à vista, podendo
adotar percentagens diferentes em função das regiões geoeconômicas, das prioridades
que atribuir às aplicações, da natureza das instituições financeiras.
Importante!
• O Banco Central do Brasil não pode mais emitir títulos públicos por conta própria desde 2002.
Compete apenas ao Tesouro Nacional a emissão de Títulos Públicos Federais.
• Quando se tratar de Instituição Financeira estrangeira, a autorização para funcionamento será
dada por meio de Decreto do Poder Executivo e não autorização do BACEN. (Artigo 18, Lei
4.595)
Comentário!
Tente memorizar as palavras-chaves: formular, regular, administrar, emitir, receber, autori-
zar, fiscalizar, controlar e exercer. Lembre-se de que o BACEN é que faz cumprir todas as
determinações do CMN.
Comissão de Valores Mobiliários – CVM
• Entidade autárquica, vinculada ao governo por meio do Ministério da Fazenda.
• Administrada por 1 Presidente e 4 Diretores, nomeados pelo Presidente da República;
• Órgão normativo voltado para o desenvolvimento do mercado de títulos e valores mobiliários;
• Títulos e Valores Mobiliários: ações, debêntures, bônus de subscrição, e opções de compra e
venda de mercadorias.
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Objetivos da CVM
• Estimular investimentos no mercado acionário;
• Assegurar o funcionamento das Bolsas de Valores;
• Proteger os titulares contra emissão fraudulenta, manipulação de preços e outros atos
ilegais;
• Fiscalizar a emissão, o registro, a distribuição e a negociação dos títulos emitidos pelas
sociedades anônimas de capital aberto;
• Fortalecer o Mercado de Ações.
Cabe à CVM disciplinar as seguintes matérias:
• Registro de companhias abertas;• Registro de distribuições de valores mobiliários;
• Credenciamento de auditores independentes e administradores de carteiras de valores
mobiliários;
• Organização, funcionamento e operações das bolsas de valores e de mercadorias e de
futuros;
• Negociação e intermediação no mercado de valores mobiliários;
• Suspensão ou cancelamento de registros, credenciamentos ou autorizações;
• Suspensão de emissão, distribuição ou negociação de determinado valor mobiliário ou de-
cretar recesso de bolsa de valores;
• A CVM tem poderes para disciplinar, normatizar e fiscalizar a atuação dos diversos inte-
grantes do mercado;
• A Lei atribui à CVM competência para apurar, julgar e punir irregularidades eventualmente
cometidas no mercado;
• O Colegiado tem poderes para julgar e punir o faltoso, que vão desde a simples advertên-
cia até a inabilitação para o exercício de atividades no mercado.
Comentário!
A CVM é o Bacen do mercado mobiliário (ações, debêntures, fundos de investimento entre
outros).
Relação CVM, BACEN e Clientes
CVM
Acionista
Fiscaliza
ProtegeSAAberta
BACEN
Clientes
Fiscaliza
ProtegeBancos
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Dicas do Professor
Muitas questões de prova cobram dos alunos competência de cada uma
das autoridades monetárias. O problema é que às vezes é muito confuso e
no final não sabemos quem autoriza emissão de papel-moeda, quem fisca-
liza fundos de investimento, etc.
Para ajudar na resolução dessas questões, procure as palavras-chaves de
cada assunto abaixo. Com isso iremos facilitar nosso estudo.
Palavras-chave:
• CVM: Valores Mobiliários, Fundos de Investimento, Ações, Mercado de
Capitais, Bolsas de Valores, Derivativos.
• Bacen: Executar, Fiscalizar, Punir, Administrar, Emitir (apenas papel-
-moeda), Realizar, Receber.
• CMN: Fixar diretrizes, Zelar, Regulamentar, Determinar, Autorizar
(emissão papel-moeda), Disciplinar, Estabelecer, Limitar.
Tome cuidado com as exceções, exemplo:
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Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) – Supervisor
• Autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda;
• Órgão executivo, encarregado da fiscalização do funcionamento das seguradoras, corretoras
de seguros, empresas de capitalização e de previdência privada aberta.
• A SUSEP é considerada o BACEN do Sistema Nacional de Seguros Privados, capitalização e
previdência complementar aberta.
Superintendência Nacional de Previdência Complementar – PREVIC (Supervisor)
• Criada pelo decreto 7.075 (Substitui a SPC)
• Autarquia de natureza especial, dotada de autonomia administrativa e financeira e patrimô-
nio próprio, vinculada ao Ministério da Previdência Social
• Fiscalização e supervisão das atividades das entidades fechadas de previdência complemen-
tar e de execução das políticas para o regime de previdência complementar operado pelas
referidas entidades.
• Diretoria Colegiada composta por um Diretor-Superintendente e quatro Diretores, escolhi-
dos entre pessoas de ilibada reputação e de notória competência, a serem indicados pelo Mi-
nistro de Estado da Previdência Social e nomeados pelo Presidente da República
O PREVIC é o BACEN do Mercado de Previdência complementar fechada. “Fundos de Pensão”
Bancos Comerciais
• São a base do sistema monetário;
• São intermediários financeiros que recebem recursos de quem tem (captação) e os distribuem
através do crédito seletivo a quem necessita de recursos (aplicação), criando moeda median-
te o efeito multiplicador do crédito. (Instituição Monetária);
• O objetivo é fornecer crédito de curto e médio prazos para pessoas físicas, comércio, indústria
e empresas prestadoras de serviços.
Captação de Recursos
• Depósitos à vista: conta corrente;
• Depósitos a prazo: CDB, RDB;
• Recursos de Instituições financeiras oficiais;
• Recursos externos;
• Prestação de serviços: cobrança bancária, arrecadação e tarifas e tributos públicos, etc.
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Aplicação de Recursos (Operações Ativas):
• Desconto de Títulos;
• Abertura de Crédito Simples em Conta Corrente: Cheques Especiais;
• Operações de Crédito Rural, Câmbio e Comércio internacional.
Comentário!
Para diminuir a criação de moedas feita pelos bancos comerciais, o BACEN utiliza o Depósito
Compulsório.
Bancos Múltiplos
Os bancos múltiplos surgiram a fim de racionalizar a administração das instituições financeiras.
Carteiras de um banco múltiplo:
• Comercial (MONETÁRIA);
• De Investimentos;
• De Crédito Imobiliário;
• De Aceite (financeiras);
• De Desenvolvimento (PÚBLICO);
• Leasing.
Para configurar a existência do banco múltiplo, ele deve possuir pelo menos duas das carteiras
mencionadas, sendo uma delas comercial ou de investimentos.
Um banco múltiplo deve ser constituído com um CNPJ para cada carteira, podendo publicar um
único balanço.
Comentário!
Os bancos múltiplos com carteira comercial são considerados instituições monetárias.
Bancos de Investimento
• São instituições criadas para conceder créditos de médio e longo prazos para as empresas.
• Instituições de natureza privada, reguladas e fiscalizadas pelo BACEN e CVM
• Tipos de Crédito:
a. Podem manter contas correntes, desde que essas contas não sejam remuneradas e não
movimentáveis por cheques; resolução 2.624
b. Administração de fundos de investimentos;
c. Abertura de capital e subscrição de novas ações de uma empresa (IPO e underwriting).
d. Capital de Giro;
e. Capital Fixo (investimentos): sempre acompanhadas de projeto;
f. Captam recursos através de CDB/RDB ou venda de cotas de fundos.
g. Também podem captar recursos via emissão de Letra Financeira
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Comentário!
Com o crescimento do Mercado de Capitais, cada vez mais torna-se importante a presença
dos bancos de investimento.
Sociedades Corretoras de Títulos e Valores Mobiliários (SCTVM)
Sua principal função é a de promover a aproximação entre compradores e vendedores de títulos,
valores mobiliários e ativos financeiros, dando a estes a negociabilidade adequada por meio de
operações no sistema eletrônico da bolsa.
• Constituídas sob a forma de S.A., dependem da autorização do CVM e do BACEN para
funcionar;
• Típicas do mercado acionário, operando na compra, venda e distribuição de títulos e valo-
res mobiliários;
• Operam nas bolsas de valores e de mercadorias;
• Os investidores não operam diretamente nas bolsas. O investidor abre uma conta corren-
te na corretora, que atua nas bolsas a seu pedido, mediante cobrança de comissão (tam-
bém chamada de corretagem, de onde obtém seus ganhos).
• Uma corretora pode atuar também por conta própria;
• Têm a função de dar maior liquidez e segurança ao mercado acionário.
• Podem administrar fundos e clubes de investimento.
• Podem Intermediar operações de câmbio
Comentário!
Graças aos limites operacionais estabelecidos pelas corretoras e regulamentados pela CVM,
os riscos de falta de solvência e de liquidez são minimizados, pois se não existissem esses limi-
tes poderiam “quebrar” o sistema mobiliário, haja vista que a liquidação financeira no merca-
do acionário se dá sempre em D+3.
Sociedades Distribuidoras de Títulos de Valores Mobiliários (DTVM)
As DTVMs têm as mesmas funções que as CTVMs.
NOVIDADE → Não existe mais diferença na área de atuação entre as CTVMs e as DTVMs desde a
decisão conjunta abaixo.
Decisão Conjunta (BACEN E CVM N°17) – 02/03/2009:
“As sociedades distribuidoras de títulos e valores mobiliários ficam autorizadas a operar direta-
mente nos ambientes e sistemas de negociação dos mercados organizados de bolsa de valores.”
19Módulo I
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O que faz uma Distribuidora?
Como instituição auxiliar do Sistema Financeiro Nacional, tem como objetivo intermediar opera-
ções com Títulos e valores mobiliários. Por exemplo: papéis de Renda Fixa, Ações, Debêntures,
certificados de incentivos fiscais e, ainda, atuar no mercado de Commodities, na compra e venda
de Ouro e intermediação em Bolsa de Mercadorias.
BM&F BOVESPA S.A.- Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros
Empresa criada pelos acionistas da Bovespa Holding S.A. e da Bolsa de Mercadorias & Futuros-
BM&F S.A., é listada no Novo Mercado depois de obtido o seu registro de companhia aberta na
Comissão de Valores Mobiliários (CVM), criada dia 12 de agosto de 2008.
• A negociação das ações de sua emissão em bolsa iniciou-se no dia 20 de agosto do mesmo ano;
• A bolsa opera um elenco completo de negócios com ações, derivativos, commodities, balcão
e operações estruturadas;
• As negociações se dão em pregão eletrônico e via internet, com facilidades de homebroker;
• A nova companhia é líder na América Latina nos segmentos de ações e derivativos, com par-
ticipação de aproximadamente 80% do volume médio diário negociado com ações e mais de
US$ 67 bilhões de negócios diários no mercado futuro.
Deveres e Obrigações:
• Manter equilíbrio entre seus interesses próprios e o interesse público a que deve atender,
como responsável pela preservação e autorregulação dos mercados por ela administrados;
• Cabe à entidade administradora aprovar regras de organização e funcionamento dos merca-
dos e as normas de conduta necessárias ao seu bom funcionamento e à manutenção de eleva-
dos padrões éticos de negociação nos mercados por ela administrados
As Regras de Negociação da Bolsa devem:
• Evitar ou coibir modalidades de fraude ou manipulação destinadas a criar condições artificiais
de demanda, oferta ou preço dos valores mobiliários negociados em seus ambientes;
• Assegurar igualdade de tratamento às pessoas autorizadas a operar em seus ambientes;
• Evitar ou coibir práticas não equitativas em seus ambientes.
Fixar as variações de preços e quantidades ofertadas, em seu ambiente de negociação que for
caracterizado como centralizado e multilateral, que exige a adoção de procedimentos especiais
de negociação, bem como os procedimentos operacionais necessários para quando tais variações
forem alcançadas, respeitadas as condições mínimas que forem estabelecidas pela CVM em regu-
lamentação específica.
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Investidores Qualificados
Investidores Qualificados são aqueles que, segundo o órgão regulador, têm mais condições do
que o investidor comum de entender o mercado financeiro.
São considerados INVESTIDORES QUALIFICADO:
• Investidores Profissionais.
• Pessoas físicas ou jurídicas que possuam investimentos financeiros em valor superior a R$
1.000.000,00 e que, adicionalmente, atestem por escrito sua condição de investidor qualifica-
do mediante termo próprio;
• As pessoas naturais que tenham sido aprovadas em exames de qualificação técnica ou possu-
am certificações aprovadas pela CVM como requisitos para o registro de agentes autônomos
de investimento, administradores de carteira, analistas e consultores de valores mobiliários,
em relação a seus recursos próprios.
São considerados INVESTIDORES PROFISSIONAIS:
• Instituições financeiras;
• Companhias seguradoras e sociedades de capitalização;
• Fundos de Investimento;
• Entidades abertas e fechadas de previdência complementar;
• Pessoas físicas ou jurídicas que possuam investimentos financeiros em valor superior a R$
10.000.000,00 e que, adicionalmente, atestem por escrito sua condição de investidor qualificado
mediante termo próprio;
• Administradores de carteira e consultores de valores mobiliários autorizados pela CVM em re-
lação a seus recursos próprios.
Investidor não-residente
É a pessoa física ou jurídica, os fundos e as outras entidades de investimentos individuais ou cole-
tivas, com residência, sede ou domicílio no exterior, que investem os seus recursos no país.
Entidades Fechadas de Previdência Complementar (EFPC)
Sociedade limitada ou fundação, sem fins lucrativos, com objeto social de instituir planos priva-
dos de concessão de pecúlios ou de rendas, de benefícios complementares ou assemelhados aos
da previdência social, mediante contribuição de seus participantes, dos respectivos empregado-
res ou de ambos.
São acessíveis exclusivamente aos empregados de uma só empresa ou de um grupo de empresas,
as quais são denominadas patrocinadoras.
A constituição, a organização e o funcionamento dependem de prévia autorização do Governo
Federal, através da Secretaria de Previdência Complementar (SPC).
Os recursos garantidores dos planos de benefícios da entidade fechada de previdência comple-
mentar devem ser alocados em quaisquer destes segmentos de aplicação:
I - segmento de renda fixa;
II - segmento de renda variável;
III - segmento de imóveis; ou
IV - segmento de empréstimos e financiamentos.
21
Módulo I
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As informações contidas na política de investimento de cada plano devem ser encaminhadas à Previc
no prazo de 30 (trinta) dias contados da data da respectiva aprovação pelo Conselho Deliberativo.
A política de investimento de cada plano deve conter, no mínimo, os seguintes itens:
I. a alocação de recursos e os limites por segmento de aplicação;
II. os limites por modalidade de investimento, se estes forem mais restritivos que os estabeleci-
dos nesta Resolução;
III. a utilização de instrumentos derivativos;
IV. a taxa mínima atuarial ou os índices de referência, observado o regulamento de cada plano
de benefícios;
V. a meta de rentabilidade para cada segmento de aplicação;
VI. a metodologia ou as fontes de referência adotadas para apreçamento dos ativos financeiros;
VII. a metodologia e os critérios para avaliação dos riscos de crédito, de mercado, de liquidez,
operacional, legal e sistêmico; e
VIII. a observância ou não de princípios de responsabilidade socioambiental
É um exemplo de Investidor qualificado
• Podem cobrar taxa de Performance
• Os índices de referência admitidos para as carteiras de renda fixa são a taxa Selic, a taxa DI-Ce-
tip.
Os índices de referência admitidos para as carteiras de renda variável são o Ibovespa, o IBrX, o
IBrX-50, o FGV-100, o IGC, o ITAG, o ISE ou outros índices aprovados por decisão conjunta da Secre-
taria de Previdência Complementar do Ministério da Previdência Social e da Comissão de Valores
Mobiliários
1.2 Códigos ANBIMA de Regulação e Melhores Práticas
ANBIMA
A Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA) é a repre-
sentante das instituições que atuam nos mercados financeiro e de capitais. A Associação represen-
ta mais de 340 instituições, entre bancos comerciais, múltiplos e de investimento, asset manage-
ments, corretoras, distribuidoras de valores mobiliários e consultores de investimento.
Atuando como agente regulador privado, a ANBIMA criou e supervisiona o cumprimento das re-
gras de sete Códigos de Regulação e Melhores Práticas, atuando conjunta e construtivamente
com as instituições públicas brasileiras para regular as atividades das entidades que atuam nos
mercados financeiro e de capitais.
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Códigos de Regulação e Melhores Práticas:
• Ofertas Públicas de Distribuição e Aquisição de Valores Mobiliários
Estabelece as melhores práticas a serem adotadas pelo mercado (coordenadores de ofertas),
quando de uma oferta pública de valores mobiliários. Os principais documentos a serem ana-
lisados são os prospectos da oferta; anúncios legais e publicidadee carta de conforto (audito-
ria independente).
• Programa de Certificação Continuada
Determina os princípios e as regras que devem ser observados pelas instituições participantes
e pelos profissionais que atuam no mercado financeiro, no que diz respeito à sua conduta no
desempenho das atividades.
• Serviços Qualificados ao Mercado de Capitais
Define e regulamenta as atividades relacionadas ao serviço de custódia, contabilidade e con-
troladoria de ativos e passivos, determinando que as instituições observem um conjunto de
exigências mínimas superiores às exigidas pela legislação.
• Private Banking ao Mercado Doméstico
Define as atividades que caracterizam a prestação do serviço de private banking no mercado
brasileiro e estabelece requisitos mínimos a serem respeitados pelas instituições participantes
que atuam neste segmento.
• Regulação e Melhores Práticas para Novo Mercado de Renda Fixa
Estabelece os princípios e as normas que devem ser adotados nas emissões de ofertas de títu-
los e valores mobiliários no ambiente do Novo Mercado de Renda Fixa. O Objetivo deste códi-
go é assegurar ao mercado de renda fixa privada menores custos de transação, mais transpa-
rência e liquidez e, consequentemente, a emissão de ativos com prazos mais longos.
• Regulação e Melhores Práticas para o Mercado Aberto
Contém os princípios e as regras que devem ser observados pelas instituições associadas e
aderentes no exercício de suas atividades de estruturação e negociação de ativos e instrumen-
tos financeiros nos mercados de renda fixa e derivativos de balcão. O objetivo é estabelecer
parâmetros pelos quais as atividades das instituições participantes, relacionadas à negociação
de produtos financeiros, devem se orientar, com a finalidade de: propiciar a transparência no
desempenho de tais atividades; promover a padronização de práticas e processos; promover
credibilidade e adequado funcionamento; e manter os mais elevados padrões éticos e consa-
grar a institucionalização de práticas equitativas.
• Regulação e Melhores Práticas para Gestão de Patrimônio Financeiro no Mercado Doméstico
Define e regulamenta a Atividade de Gestão de Patrimônio Financeiro, estabelecendo os re-
quisitos mínimos a serem respeitados pelas instituições participantes que atuam neste seg-
mento. O objetivo deste Código é estabelecer, para as Instituições Participantes, os parâme-
tros relativos à Atividade de Gestão de Patrimônio Financeiro, com as seguintes finalidades:
manter os mais elevados padrões éticos e de qualidade no desenvolvimento e prática da Ati-
vidade de Gestão de Patrimônio Financeiro; manter a transparência no relacionamento com
os Investidores; e exigir dos profissionais envolvidos na Atividade de Gestão de Patrimônio Fi-
nanceiro qualificação mínima necessária para o exercício da referida atividade de acordo com
os padrões estabelecidos pelo Código.
23
Módulo I
CEA - ANBIMA
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• Fundos de Investimento
Delimita os princípios que a indústria de fundos de investimento (administradores e gestores)
deve adotar, visando a aumentar a qualidade e a disponibilidade de informações e a elevar os
padrões fiduciários.
OBJETIVO: Estabelecer parâmetros pelos quais as atividades das Instituições Participantes, rela-
cionadas à constituição e ao funcionamento de fundos de investimento (“Fundos de Investimen-
to”), devem se orientar, visando, principalmente, a estabelecer:
I. a concorrência leal;
II. a padronização de seus procedimentos;
III. a maior qualidade e disponibilidade de informações sobre Fundos de Investimento, especial-
mente por meio do envio de dados pelas Instituições Participantes à ANBIMA;
IV. a elevação dos padrões fiduciários e a promoção das melhores práticas do mercado.
O presente Código não se sobrepõe à legislação e regulamentação vigentes, ainda que venham a
ser editadas normas, após o início de sua vigência, que sejam contrárias às disposições ora trazi-
das. Caso haja contradição entre regras estabelecidas neste Código e normas legais ou regulamen-
tares, a respectiva disposição deste Código deverá ser desconsiderada, sem prejuízo das demais
regras neste contidas.
Para o registro dos Fundos de Investimento na ANBIMA, deve ser encaminhado pedido específico
acompanhado dos seguintes documentos:
I. prospecto do Fundo de Investimento, quando for o caso (“Prospecto”);
II. regulamento do Fundo de Investimento (“Regulamento”);
III. comprovante de pagamento da taxa de registro;
IV. formulário de cadastro.
Marcação a Mercado
A MaM consiste em registrar todos os ativos, para efeito de valorização e cálculo de cotas dos Fun-
dos de Investimento, pelos respectivos preços negociados no mercado em casos de ativos líqui-
dos ou, quando este preço não é observável, por uma estimativa adequada de preço que o ativo
teria em uma eventual negociação feita no mercado.
A MaM tem como principal objetivo evitar a transferência de riqueza entre os cotistas dos Fun-
dos de Investimento, além de dar maior transparência aos riscos embutidos nas posições, uma vez
que as oscilações de mercado dos preços dos ativos, ou dos fatores determinantes destes, estarão
refletidas nas cotas, melhorando assim a comparabilidade entre suas performances.
É expressamente vedada:
• divulgação, em qualquer meio, de qualificação, premiação, título ou análise que utilize dados
de menos de 12 meses;
• divulgação de rentabilidade do fundo com menos de 6 meses de registro na CVM;
• divulgação de comparação entre Fundos que tenham classificação ANBIMA diferentes, sem
qualificá-los e sem apresentar justificativa consistente para a comparação.
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1.3 Acordo de Basiléia – Conceito Internacional e suas Aplicações no Brasil
Em 1930, foi criado o BIS (Bank for International Settlements), o Banco de Compensações Interna-
cionais (www.bis.org). O BIS é uma organização internacional que fomenta a cooperação entre os
bancos centrais e outras agências, em busca da estabilidade monetária e financeira.
Em 1975, foi estabelecido o Comitê de Supervisão Bancária da Basiléia (Basel Committee on
Banking Supervision – BCBS), ligado ao BIS.
Em 1988, o BCBS divulgou o primeiro Acordo de Capital da Basiléia, oficialmente denominado Inter-
national Convergence of Capital Measurement and Capital Standards, com o objetivo criar exigên-
cias mínimas de capital para instituições financeiras como forma de fazer face ao risco de crédito.
No Brasil, o Acordo de 88 foi implementado por meio da Resolução 2.099, de 17 de agosto de
1994. Essa resolução introduziu exigência de capital mínimo para as instituições financeiras, em
função do grau de risco de suas operações ativas.
Em 1996, o Comitê publicou uma emenda ao Acordo de 88, incorporando ao capital exigido parce-
la para cobertura dos riscos de mercado (Emenda de 96).
O Novo Acordo de Capital da Basiléia
Em 2004, o BCBS divulgou revisão do Acordo de Capital da Basiléia, conhecida como Basiléia II,
com o objetivo de buscar uma medida mais precisa dos riscos incorridos pelos bancos internacio-
nalmente ativos.
O novo acordo é direcionado aos grandes bancos tendo como base, além dos Princípios Essen-
ciais para uma Supervisão Bancária Eficaz (Princípios da Basiléia), três pilares mutuamente com-
plementares:
I. Pilar 1: requerimentos de capital;
II. Pilar 2: revisão pela supervisão do processo de avaliação da adequação de capital dos bancos; e
III. Pilar 3: disciplina de mercado.
A implementação do Novo Acordo de Capital da Basiléia no Brasil está sendo feita de forma gradu-
al. A primeira manifestação formal do Banco Central do Brasil para sua adoção se deu por meio do
Comunicado 12.746, de 9 de dezembro de 2004, em que foi estabelecido cronograma simplificado
com as principais fases a ser seguidas para a adequadaimplementação da nova estrutura de capital.
Convênios com Organismos e Instituições
Para o aperfeiçoamento dos processos de supervisão de instituições e conglomerados financei-
ros, cujos negócios englobam entidades coligadas em outros países, são adotados diversos proce-
dimentos, tais como:
a) elaboração de convênios de supervisão com autoridades estrangeiras;
b) acompanhamento das atividades dos organismos internacionais em assuntos relaciona-
dos à supervisão;
25
Módulo I
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c) intercâmbio de informações com autoridades supervisoras estrangeiras;
d) coordenação, suporte e acompanhamento das missões de supervisores estrangeiros no
país; e
e) divulgação da supervisão brasileira em âmbito internacional.
De acordo com as recomendações do Comitê de Supervisão da Basiléia constantes do documento
The Supervision of Cross-Border Banking, de outubro de 1996, o Banco Central do Brasil tem reali-
zado convênios de cooperação com órgãos de supervisão bancária de outros países. Esses docu-
mentos englobam, de modo geral, os seguintes pontos:
a) intercâmbio de informações relacionadas à supervisão de organizações bancárias autori-
zadas em um país e que possuem estabelecimentos transfronteiriços no outro país;
b) inspeções diretas nas dependências transfronteiriças;
c) confidencialidade da informação, ressaltando-se as restrições existentes na legislação de
cada país e o uso das informações compartilhadas com base no convênio unicamente para
fins de supervisão; e
d) outros itens relacionados com contatos, reuniões, prazo de vigência, modificações.
1.4 Prevenção e Combate a Lavagem de Dinheiro ou Ocultação de Bens, Direitos
e Valores
Lavagem de dinheiro é o processo pelo qual o criminoso transforma recursos obtidos através de
atividades ilegais em ativos com uma origem aparentemente legal.
Para disfarçar os lucros ilícitos sem comprometer os envolvidos, a lavagem de dinheiro realiza-se
por meio de um processo dinâmico que requer: primeiro, o distanciamento dos fundos de sua
origem, evitando uma associação direta deles com o crime; segundo, o disfarce de suas várias
movimentações para dificultar o rastreamento desses recursos; e terceiro, a disponibilização do
dinheiro novamente para os criminosos depois de ter sido suficientemente movimentado no ciclo
de lavagem e poder ser considerado "limpo".
Há mais de 20 anos percebeu-se a necessidade da adoção de um esforço internacional conjunto
para combater a lavagem de dinheiro, envolvendo não só os Governos dos diversos países, mas
também o setor privado, especialmente o sistema financeiro. Mais recentemente, os atentados
terroristas em diversas partes do mundo revigoraram a necessidade desse esforço global com o
objetivo de buscar a eliminação das fontes de financiamento ao terrorismo.
Os mecanismos mais utilizados no processo de lavagem de dinheiro envolvem teoricamente essas
três etapas independentes que, com frequência, ocorrem simultaneamente.
Pena
• reclusão de três a dez anos e multa
Incorre na mesma pena quem, para ocultar ou dissimular a utilização de bens, direitos ou valo-
res provenientes de qualquer dos crimes antecedentes referidos neste artigo:
I - os converte em ativos lícitos;
II - os adquire, recebe, troca, negocia, dá ou recebe em garantia, guarda, tem em depósito,
movimenta ou transfere;
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III - importa ou exporta bens com valores não correspondentes aos verdadeiros.
Importante!
A Pena será reduzida de um a dois terços e começará a ser cumprida em regime aberto, poden-
do o juiz deixar de aplicá-la ou substituí-la por pena restritiva de direitos, se o autor, coautor
ou partícipe colaborar espontaneamente com as autoridades, prestando esclarecimentos que
conduzam à apuração das infrações penais e de sua autoria ou à localização dos bens, direitos
ou valores objeto do crime.
A pena será aumentada de um a dois terços se os crimes definidos na lei forem cometidos de
forma reiterada ou por intermédio de organização criminosa.
A multa pecuniária, aplicada pelo COAF, será variável não superior:
a) ao dobro do valor da operação;
b) ao dobro do lucro real obtido ou que presumivelmente seria obtido pela realização da
operação; ou
c) ao valor de R$ 20.000.000,00 (vinte milhões de reais);
Principais operações que são indícios de crimes de lavagem de dinheiro
I. aumentos substanciais no volume de depósitos de qualquer pessoa física ou jurídica, sem
causa aparente, em especial se tais depósitos são posteriormente transferidos, dentro de
curto período de tempo, a destino anteriormente não relacionado com o cliente;
II. troca de grandes quantidades de notas de pequeno valor por notas de grande valor;
III. proposta de troca de grandes quantias em moeda nacional por moeda estrangeira e vice-ver-
sa;
IV. compras de cheques de viagem e cheques administrativos, ordens de pagamento ou outros
instrumentos em grande quantidade - isoladamente ou em conjunto -, independentemente
dos valores envolvidos, sem evidências de propósito claro;
V. movimentação de recursos em praças localizadas em fronteiras;
VI. movimentação de recursos incompatível com o patrimônio, a atividade econômica ou a ocu-
pação profissional e a capacidade financeira presumida do cliente;
VII. numerosas contas com vistas ao acolhimento de depósitos em nome de um mesmo cliente,
cujos valores, somados,resultem em quantia significativa;
VIII. abertura de conta em agência bancária localizada em estação de passageiros - aeroporto,
rodoviária ou porto - internacional ou pontos de atração turística, salvo se por proprietário,
sócio ou empregado de empresa regularmente instalada nesses locais;
IX. utilização de cartão de crédito em valor não compatível com a capacidade financeira do usuário.
Fases da Lavagem do Dinheiro
1. Colocação – a primeira etapa do processo é a colocação do dinheiro no sistema econômico.
Objetivando ocultar sua origem, o criminoso procura movimentar o dinheiro em países com
regras mais permissivas e naqueles que possuem um sistema financeiro liberal.
27
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A colocação se efetua por meio de:
• depósitos,
• compra de instrumentos negociáveis;
• compra de bens.
Para dificultar a identificação da procedência do dinheiro, os criminosos aplicam técnicas sofis-
ticadas e cada vez mais dinâmicas, tais como:
2. Ocultação – a segunda etapa do processo consiste em dificultar o rastreamento contábil dos
recursos ilícitos. O objetivo é quebrar a cadeia de evidências ante a possibilidade da realização
de investigações sobre a origem do dinheiro. Os criminosos buscam movimentá-lo de forma
eletrônica, transferindo os ativos para contas anônimas – preferencialmente, em países ampa-
rados por lei de sigilo bancário – ou realizando depósitos em contas "fantasmas";
3. Integração – nessa última etapa, os ativos são incorporados formalmente ao sistema econô-
mico. As organizações criminosas buscam investir em empreendimentos que facilitem suas
atividades – podendo tais sociedades prestarem serviços entre si. Uma vez formada a cadeia,
torna-se cada vez mais fácil legitimar o dinheiro ilegal;
PARAÍSO
Fase 2: OcultaçãoFase 1: Colocação
Fase 3: Integração
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Exemplo Real
“O caso de Franklin Jurado (EUA, 1990-1996) ilustra o que seria um ciclo clássico de lavagem
de dinheiro. Economista colombiano formado em Harvard, Jurado coordenou a lavagem de
cerca de US$ 36 milhões em lucros obtidos por José Santacruz Londono com o comércio ilegal
de drogas.
O depósito inicial (colocação) - o estágio mais arriscado, pois o dinheiro ainda está próximo de
suas origens- foi feito no Panamá. Durante um período de três anos, Jurado transferiu dóla-
res de bancos panamenhos para mais de 100 contas diferentes em 68 bancos de nove países,
mantendo os saldos abaixo de US$10 mil para evitar investigações.
Os fundos foram novamente transferidos, dessa vez para contas na Europa, de maneira a obs-
curecer a nacionalidade dos correntistas originais, e, então, transferidos para empresas de
fachada (ocultação).
Finalmente, os fundos votaram à Colômbia por meio de investimentos feitos por companhias
europeias em negócios legítimos, como restaurantes, construtoras e laboratórios farmacêuti-
cos, que não levantariam suspeitas (integração).
O esquema foi interrompido com a falência de um banco em Mônaco, quando várias contas
ligadas a Jurado foram expostas. Fortalecida por leis anti-lavagem, a polícia começou a inves-
tigar o caso e Jurado foi preso.
Além do comércio ilegal de drogas, a lavagem de dinheiro pode servir para a legalização de
bens oriundos de outros crimes antecedentes, como sequestro e corrupção, entre outros".
Etapa da Colocação Etapa da Camuflagem Etapa da Integração
Dinheiro depositado em
banco (às vezes com a
cumplicidade de funcionários
ou misturado a dinheiro
lícito)
Transferência eletrônica mo
exterior (frequentemente
usando companhias escudo
ou fundos mascarados como
se fossem de origem lícita).
Devolução de um falso
empréstimo ou notas
forjadas usadas para encobrir
dinheiro lavado.
Dinheiro exportado. Dinheiro depositado no sistema bancário no exterior.
Teia complexa de
transferências (nacionais e
internacionais) fazem com
que seguir a origem dos
fundos seja virtualmente
impossível.
Dinheiro usado para
comprar bens de alto
valor, propriedades ou
participações em negócios.
Revenda dos bens/
patrimônios.
Entrada pela venda de
imóveis, propriedades ou
negócios legítimos aparece
"limpa".
29
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Identificação dos Clientes
A lei sobre crimes de “lavagem” de dinheiro exige que as instituições financeiras, entre outros:
• identifiquem seus clientes mantendo cadastro atualizado; inclusive dos proprietários e repre-
sentantes das empresas clientes;
• mantenham registro das transações em moeda nacional ou estrangeira, títulos e valores mo-
biliários, títulos de crédito, metais, ou qualquer ativo passível de ser convertido em dinheiro,
que ultrapassar limite fixado pela autoridade competente e nos termos de instruções por esta
expedidas;
• atendam no prazo fixado pelo órgão judicial competente, as requisições formuladas pelo
COAF, que se processarão em segredo de justiça.
Arquivem por cinco anos os cadastros e os registros das transações.
Comunicação ao COAF
De acordo com a Circular 2852/98, Carta-Circular 2826/98 e a complementação da Carta-Circular
3098/03, as instituições financeiras deverão comunicar ao Banco Central:
• as operações suspeitas envolvendo moeda nacional ou estrangeira, títulos e valores mobiliá-
rios, metais ou qualquer outro ativo passível de ser convertido em dinheiro de valor acima de
R$ 10.000,00;
• as operações suspeitas que, realizadas com uma mesma pessoa, conglomerado ou grupo, em
um mesmo mês calendário, superem, por instituição ou entidade, em seu conjunto, o valor de
R$ 10.000,00;
• depósito em espécie, retirada em espécie ou pedido de provisionamento para saque, de valor
igual ou superior a R$100.000,00, independentemente de serem suspeitas ou não.
Toda a operação realizada por uma instituição financeira acima de R$ 10 mil deve ficar registrada
no banco. A operação que for igual ou acima de R$ 10 mil e SUSPEITA deve ser reportada ao Bacen,
através do SICOAF.
COAF - Conselho de Controle de Atividades Financeiras
O COAF está vinculado ao Ministério da Fazenda e tem como finalidade disciplinar aplicar penas
administrativas, receber, examinar e identificar as ocorrências suspeitas de atividades ilícitas
previstas na Lei, sem prejuízo da competência de outros órgãos e entidades.
Porém, para que as atividades do COAF sejam bem sucedidas, é importante que todas as institui-
ções visadas, no que diz respeito à lavagem de dinheiro, proveniente do crime, mantenham em
registro todas as informações de relevância sobre seus clientes e suas operações.
Além dos bancos, devem combater a lavagem de dinheiro empresas e instituições que trabalham
com a comercialização de joias, metais preciosos e obras de arte.
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Convenção de Viena
Convenção contra o tráfico ilícito de entorpecentes e de substâncias psicotrópicas.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, usando da atribuição que lhe confere o art. 84, inciso IV da Cons-
tituição, e Considerando que a Convenção Contra o Tráfico Ilícito de Entorpecentes e Substâncias
Psicotrópicas, foi concluída em Viena, a 20 de dezembro de 1988.
Considerando que a referida Convenção foi aprovada pelo Congresso Nacional, pelo Decreto Le-
gislativo n° 162, de 14 de junho de 1991.
Conhecimento do Cliente e suas necessidades
A coleta de informações sobre o cliente é necessária para possibilitar a análise apropriada da situ-
ação financeira, experiência e objetivos de investimentos do cliente.
As informações necessárias devem ser obtidas através do seguinte processo e devem estar for-
malizadas no Manual de Suitability que todas as instituições devem possuir:
Informações sobre o investidor:
Para a definição do perfil do investidor, deverão ser abordados, no mínimo, os seguintes aspectos:
1. Experiência em matéria de investimentos;
2. Horizonte de tempo;
3. Objetivos de investimentos;
4. Tolerância ao risco.
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Módulo II
2. Fundamentos de Economia, Finanças e Estatística
Proporção: de 5% a 10%.
2.1 Fundamentos de Estatística
Média
A principal vantagem do cálculo da média é o cálculo do retorno médio de um investimento.
Considerando que uma ação teve as seguintes oscilações nos primeiros 5 dias de um determinado
mês:
1º → + 3%
2º → + 4%
3º → − 2%
4º → − 1%
5º → + 1%
Assim, podemos calcular o “retorno médio” desse ativo, calculando a média desses valores.
3 4 +
x = −+
+ − +
= =
2 1 1
5
5
5
1
( ) ( )
%
O que acontece com a média se somou “X” em cada um dos retornos? Vamos somar 3% em cada
um dos retornos acima e tentar identificar o que vai acontecer com a média.
1º → + 3% + 3% = 6%
2º → + 4% + 3% = 7%
3º → − 2% + 3% = 1%
4º → − 1% + 3% = 2%
5º → + 1% + 3% = 4%
O que esperar do Módulo 2?
• Neste capítulo teremos no mínimo 4 questões de prova e no máximo 7 questões
de prova.
• Podem ser exigidos em prova alguns cálculos, mas nada muito complexo.
• Não se mate estudando este capítulo nem fique nervoso se encontrar dificuldades
em entendimento, pois a importância deste módulo no seu resultado final é muito
pequena.
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Assim, podemos calcular o novo “retorno médio” desse ativo, calculando a nova média:
x =
+ + + +
= =
6 7 1 2 4
5
20
5
4%
Ou seja, notamos que a média é de 4%, exatamente 3% maior que a média anterior. Coincidência?
Não, como somamos o mesmo valor em TODOS os retornos, é de se esperar que a média sofra o
mesmo ajuste.
Moda
É o valor que ocorre com maior frequência em uma série de valores.
Exemplo:
Considerando que uma ação teve as seguintes oscilações nos primeiros 5 dias de um determinado
mês:
1º → + 3%
2º → + 4%
3º → − 2%
4º → − 2%
5º → + 1%
A Moda é −2%.
Um conjunto de resultado pode apresentar uma moda ou mais, sendo classificado como:
1. moda = unimodal
2. modas = bimodal
3. ou mais =multimodal
Mediana
É o valor que divide o conjunto em dois subconjuntos, os quais terãoexatamente a mesma quan-
tidade de elementos.
Exemplo para amostra Ímpar
Considerando que uma ação teve as seguintes oscilações nos primeiros 5 dias de um determina-
do mês:
1º → + 3%
2º → + 4%
3º → − 2%
4º → − 3%
5º → + 1%
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Módulo II
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Observação! Para encontrar a mediana, é necessário colocar as oscilações em ordem:
−3%; −2%; +1%; 3%; 4%
Assim a Mediana = +1%
Exemplo para amostra Par
Considerando que uma ação teve as seguintes oscilações nos primeiros 5 dias de um determina-
do mês:
1º → + 3%
2º → + 4%
3º → + 2%
4º → + 6%
Colocando as oscilações em ordem:
+2%; +3%; +4%; +6%
Mediana será a média entre os valores centrais:
mediana , %=
+
=
3 4
2
3 5
Variância
Mede o grau de dispersão de um conjunto de dados é dado pelos desvios em relação à média des-
se conjunto.
Cálculo da variância:
Considerando que uma ação teve as seguintes oscilações nos primeiros 5 dias de um determina-
do mês:
1º → + 3%
2º → + 5%
3º → + 7%
4º → −2%
5º → + 2%
Primeiro efetuar o cálculo da média:
X = 3+5+ 7 + (−2)+ 2
5
= 15
5
= 3%
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Calcular agora a variância:
i
n
x x
n
=1
1
2
1
-
-
( )
( )
σ X2 =
(3− 3)2 + (5− 3)2 + (7 − 3)2 + (−2− 3)2 + (2− 3)2
4
σ X2 =
0+ 4+16+ 25+1
4
= 46
4
= 11,5%
Assim, a Variância é de 11,5%.
Desvio Padrão
A variância possui um problema de construção como medida de dispersão de dados: ela apresen-
ta uma unidade de medida igual ao quadrado da unidade de medida dos dados originais. Esse pro-
blema é resolvido extraindo-se a raiz quadrada da variância, o que chamamos de desvio padrão.
No mercado financeiro, em geral é esse o valor que é chamado de VOLATILIDADE de um ativo e
utilizado como principal medida de risco de se investir em determinado ativo.
Quais dos dois ativos abaixo possuem maior risco?
Data PETR4 VALE5 Cálculo da média para PETR4:
XPETR4
5 5
=
(- 4) + (-3) + 1 + 6 (- 5)
=
- 5
= - 1%
Cálculo da média para VALE5:
XVALE5
5 5
=
(- 2) + (- 1) + 1 + (- 2) + (- 1)
=
- 5
= - 1%
07/07 − 4% − 2%
08/07 − 3% − 1%
09/07 + 1% +1%
10/07 + 6% − 2%
11/07 − 5% − 1%
Ou seja, o retorno esperado nas duas carteiras são os mesmos. Qual ação escolher então?
Um investidor racional, diante de dois ativos similares com mesmo retorno, irá escolher o de me-
nor risco. Para isso, devemos calcular o Desvio Padrão de cada ativo.
Cálculo do Desvio padrão para PETR4
σ X2 =
(−4− (−1))2 + (−3− (−1))2 + (1− (−1))2 + (6− (−1))2 + (−5− (−1))2
4
σ X2 =
9+ 4+ 4+ 49+16
4
= 82
4
= 20,5 = 4,52%
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Módulo II
CEA - ANBIMA
Cálculo do Desvio padrão para VALE5
σ X2 =
(−2− (−1))2 + (−1− (−1))2 + (1− (−1))2 + (−2− (−1))2 + (−1− (−1))2
4
σ X2 =
1+ 0+ 4+1+ 0
4
= 6
4
= 1,5% = 1,22%
Assim podemos afirmar que a ação da PETR4 possui um RISCO MAIOR para o investidor, por apre-
sentar um desvio padrão maior.
Nesse caso, o investidor racional irá optar em comprar ações da VALE5.
Covariância
Em geral, observa-se que, quando os juros sobem, os preços das ações caem. Esse comportamen-
to sugere que há uma covariância negativa entre as variáveis taxa de juros e preços de ações.
A covariância é uma medida que avalia como as variáveis X e Y se inter-relacionam de forma linear,
ou seja, como Y varia em relação a uma determinada variação de X.
Quando a covariância é positiva, duas variáveis tendem a variar na mesma direção; isto é, se uma
sobe, a outra tende a subir e vice-versa. Quando a covariância é negativa, duas variáveis tendem
a variar em direções opostas; isto é, se uma sobe a outra tende a cair e vice-versa. Quanto mais
próxima de zero for a covariância, menor a possibilidade de se identificar um comportamento in-
terdependente entre as variáveis.
Correlação
A covariância busca mostrar se há um comportamento de interdependência linear entre duas va-
riáveis. Porém, a covariância é uma medida dimensional, sendo afetada pelas unidades de medida
das séries X e Y. Para corrigir esse problema da covariância, chegou-se à medida de correlação que
é um número adimensional que varia entre -1 e 1 (inclusive).
A correlação (ou coeficiente de correlação linear de Pearson) é dada pela fórmula.
ρX ,Y =
COVXY
σ X ×σ Y
O coeficiente de correlação mostra se há relação linear entre duas séries de dados X e Y. Se o co-
eficiente de correlação for igual a 1, significa que existe relação linear perfeita entre X e Y, de tal
forma que se X aumenta, Y aumenta na mesma proporção também.
Se o coeficiente de correlação for igual a -1 significa que existe relação linear perfeita entre X e Y,
de tal forma que se X aumenta, Y diminui na mesma proporção também.
Quando a correlação é zero, não existe relação de linearidade entre as variáveis X e Y.
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Diagramas de dispersão que mostram correlação
positiva entre as variáveis
Correlação fraca Correlação forte Correlação perfeita
Diagramas de dispersão que mostram correlação
negativa entre as variáveis
Correlação fraca Correlação forte Correlação perfeita
Exemplo de Correlação entre dois ativos
Correlação = 0 Correlação = - 1 Correlação = 1
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Distribuição Normal
A Distribuição Normal explica a probabilidade de um evento ocorrer.
A importância de se saber a média e o desvio padrão está em conhecer a probabilidade de os
eventos ocorrerem. As probabilidades de se afastar da média certa quantidade de desvios-padrão
já estão calculadas pelos estatísticos.
68,28% 95,44%
x - 1σ x x + 1σ x - 2σ x x + 2σ
Aplicação da distribuição normal em um investimento:
Considere que um fundo de investimento em ações tenha média dos retornos igual a 4% e um risco
(desvio padrão) de 3%, então é de se esperar que os futuros retornos desses ativos estejam entre:
Cálculo para um Desvio Padrão
• 4% (média) – 3% (um desvio padrão) = 1%
• 4% (média) + 3% (um desvio padrão) = 7%
Assim, é de se esperar que os retornos desse fundo estejam entre:
1% a 7% → Com aproximado 68% de confiança.
Cálculo para dois Desvios Padrão
• 4% (média) – 6% (dois desvio padrão) = – 2%
• 4% (média) + 6% (dois desvio padrão) = 10%
Assim, é de se esperar que os retornos desse fundo estejam entre:
– 2% a 10% → Com aproximado 95% de confiança.
Cálculo para três Desvios Padrão
• 4% (média) – 9% (três desvio padrão) = – 5%
• 4% (média) + 9% (três desvio padrão) = 13%
Assim, é de se esperar que os retornos desse fundo estejam entre:
– 5% a 13% → Com aproximado 99% de confiança.
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Exemplo de questões de prova utilizando o conceito de Desvio Padrão
Um título, no valor de R$60,00, possui um desvio padrão de 10 reais. A amostra possui 95% de
probabilidade. Quais são os valores máximos e mínimos que a probabilidade aponta para o título?
Como a amostra possui probabilidade de 95%, logo estamos falando de um intervalo compreendi-
do entre a média menos 2 desvios padrão até a média somada com 2 desvios padrão.
60 – 2 x 10 = 40,00
60 + 2 x 10 = 80,00
Resposta: 40,00 até 80,00
Calculando a média a o Desvio Padrão de uma amostra simples com HP-12C
EXEMPLO 1.1
Considerando que uma ação teve as seguintes oscilações nos primeiros 5 dias de um determina-
do mês:
1º → + 3%
2º → + 5%
3º → + 7%
4º → − 2%
5º → + 2%
Como calcular a média e o desvio Padrão:
Pressionar Objetivo Visor
F REG Limpa memória do registrador 0,00
3 Σ+ Introduz o valor de 3% 1,00
5 Σ+ Introduzo valor de 5% 2,00
7 Σ+ Introduz o valor de 7% 3,00
2 (CHS) Σ+ Introduz o valor de -2% 4,00
2 Σ+ Introduz o valor de 2% 5,00
G 0 Calcular a média 3,00
G . Calcular o Desvio Padrão 3,39
Logo a média e o desvio padrão são respectivamente 3 e 3,39.
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Calculando a Média e a Mediana de uma Amostra Ponderada com HP-12 C
Neste exemplo, vamos considerar uma amostra ponderada e calcular a média e a mediana com a
utilização da Calculadora HP.
EXEMPLO 1.2
Considerando que, em determinada empresa, os salários são distribuídos conforme a tabela abaixo:
Quant. Funcionários Salário
10 R$ 1.000,00
15 R$ 1.500,00
15 R$ 2.000,00
30 R$ 2.500,00
20 R$ 3.000,00
a) Qual é a média salarial dessa empresa?
Tome cuidado, pois, como o interesse é em calcular a média de Salário ponderado e não de fun-
cionários, devemos informar à Calculadora primeiro o valor dos salários e depois a quantidade de
funcionários que recebem aquele salário. A ordem trocada altera o resultado.
Pressionar Objetivo Visor
F REG Limpa memória do registrador 0,00
1000 enter 10 Σ+ Informa que 10 pessoas recebem 1.000,00 cada 1,00
1500 enter 15 Σ+ Informa que 15 pessoas recebem 1.500,00 cada 2,00
2000 enter 15 Σ+ Informa que 15 pessoas recebem 2.000,00 cada 3,00
2500 enter 30 Σ+ Informa que 30 pessoas recebem 2.500,00 cada 4,00
3000 enter 20 Σ+ Informa que 30 pessoas recebem 3.000,00 cada 5,00
G 6 Calcular a média ponderada 2.194,44
Logo a média ponderada é de R$ 2.194,44.
b) Qual é o salário mediano dessa empresa?
Primeiro temos que ver quantos funcionários tem e se este número é par ou ímpar. Neste caso,
são 10+15+15+30+20 = 90 funcionários, que é PAR.
Agora sabemos que a mediana será a média dos termos centrais de ordem 45 e 46.
Colocando os funcionários em ordem crescente de salário, encontramos que os funcionários que
ocupam as ordens 45 e 46 possuem salários de 2.500,00 cada.
Calculando a média, temos = (2.500 + 2.500) / 2 = 2.500,00.
Logo, o salário mediano é de 2.500,00.
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Dicas do Professor
• Não confunda Variância com Covariância;
• Para calcular a Variância e o Desvio Padrão, precisamos apenas dos da-
dos históricos de um único ativo;
• Conhecendo a Variância de um ativo é possível determinar o Desvio
Padrão, apenas extraindo a Raiz Quadrada;
• Para calcular a Covariância e a Correlação são necessários os dados his-
tóricos de dois ativos, já que essa medida mensura o comportamento
entre duas variáveis;
• Conhecendo a Covariância entre dois ativos é possível determinar a
Correlação entre eles.
2.2 Fundamentos de Economia
PIB (Produto Interno Bruto)
O PIB (Produto Interno Bruto) é a soma de todos os bens e serviços produzidos em um país duran-
te certo período. Isso inclui do pãozinho até um avião produzido pela Embraer, por exemplo.
O índice só considera os bens e serviços finais, de modo a não calcular a mesma coisa duas vezes.
A matéria-prima usada na fabricação não é levada em conta. No caso de um pão, a farinha de trigo
usada não entra na contabilidade.
O PIB é obtido pela equação:
PIB = Consumo + Investimentos + Gastos do Governo + Saldo da Balança Comercial (Exportação –
Importação).
O cálculo do PIB deve considerar apenas o valor agregado, descontando sempre o valor dos in-
sumos, ou seja, imaginamos que uma indústria tem um custo de matéria prima de 1.000,00, para
produzir determinado produto e o vende, 1800,00, concluímos que essa indústria contribui com
R$ 800,00 para o PIB de cada produto vendido. (R$ 1.800,00 – R$ 1.000,00).
SELIC Meta X SELIC Over
A taxa Selic Over é a taxa apurada no Selic, obtida mediante o cálculo da taxa média ponderada
e ajustada das operações de financiamento por um dia, lastreadas em títulos públicos federais e
cursadas no referido Sistema na forma de operações compromissadas.
A taxa Selic Meta é Definida pelo Copom, com base na Meta de Inflação. É a Selic – Meta que regu-
la a taxa Selic Over assim como todas as outras taxas do Brasil.
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Comentário!
A selic over pode ser alterada diariamente (dias úteis), pois se trata de uma média das taxas
de negociação dos TPF, enquanto a Selic Meta só é alterada pelo Copom, através de reuniões
ordinárias ou extraordinárias.
CDI (Certificado de Depósito Interfinanceiro)
Os Certificados de Depósito Interbancário são os títulos de emissão das instituições financeiras, que
lastreiam as operações do mercado interbancário. Suas características são idênticas às de um CDB,
mas sua negociação é restrita ao mercado interbancário. Sua função é, portanto, transferir recur-
sos de uma instituição financeira para outra. Em outras palavras, para que o sistema seja mais flui-
do, quem tem dinheiro sobrando empresta para quem não tem.
A taxa média diária do CDI é utilizada como parâmetro para avaliar a rentabilidade de fundos,
como os DI, por exemplo. O CDI é utilizado para avaliar o custo do dinheiro negociado entre os
bancos, no setor privado e, como o CDB (Certificado de Depósito Bancário), essa modalidade de
aplicação pode render taxa de prefixada ou pós-fixada.
CDI X SELIC
Títulos Privados (CDI)
Títulos Públicos Federais
Taxa Selic Over
Taxa CDI
IF = Instituição Financeira
Taxa Selic
Meta
COPOM
IF IF
IF
TR (Taxa Referêncial)
A TR representa a Taxa Básica Financeira (TBF), que é calculada em função da taxa média dos
CDB, deduzida de um redutor (R), da seguinte forma:
( )1
1
TBF
TR
R
+
= −
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A TR é utilizada na remuneração dos títulos da divida agrária (TDA), dos recursos das cadernetas
de poupança e do FGTS.
É competência do BACEN calcular e divulgar a TR.
Taxa de Câmbio
Taxa de câmbio é o preço de uma unidade monetária de uma moeda em unidades monetárias de
outra moeda.
PTAX é a taxa que expressa à média das taxas de câmbio prática no mercado interbancário. Divul-
gada pelo BACEN.
TODAS as operações devem ter registro OBRIGATÓRIO no SISBACEN pelas instituições autoriza-
das por ele a atuar.
IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo)
A ponderação das despesas das pessoas para
se verificar a variação dos custos foi definida
do seguinte modo
• Índice Oficial de inflação do Brasil
• Calculado pelo IBGE.
• Divulgado mensalmente
• Utilizado como referência para META de inflação
definida pelo CMN para o COPOM
• População-objetivo do IPCA abrange as famílias
com rendimentos mensais compreendidos
entre 1 (um) e 40 (quarenta) salários-mínimos,
qualquer que seja a fonte de rendimentos,
e residentes nas áreas urbanas das regiões
metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife,
Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro,
São Paulo, Curitiba e Porto Alegre, Brasília e
município de Goiânia.
Tipo de Gasto Peso % do Gasto
Alimentação 25,21
Transportes e comunicação 18,77
Despesas pessoais 15,68
Vestuário 12,49
Habitação 10,91
Saúde e cuidados pessoais 8,85
Artigos de residência 8,09
Total 100,00
IGP-M (Índice Geral de Preços do Mercado)
• Calculado pela FGV;
• Divulgado mensalmente.
IGP-M/FGV é composto pelos índices:
• 60% do Índice de Preços por Atacado (IPA);
• 30% do Índice de Preços ao Consumidor (IPC);
• 10% do Índice Nacional de Custo de Construção (INCC).
O índice que mais afeta o IGP-M é o IPA.
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Uma alta no Dólar (PTAX) influência pode significar um aumento no INCC, pois muitos itens utiliza-
dos na Construção Civil são importados, o que consequentemente também afeta o IGP-M, já que o
mesmo é composto por 10% do INCC.Comentário!
O que difere o IGP-M/FGV e o IGP-DI/FGV é que as variações de preços consideradas pelo IGP-
-M/FGV referem-se ao período do dia 21 do mês anterior ao dia 20 do mês de referência e o
IGP-DI/FGV refere-se a período do dia um ao dia trinta do mês em referência.
Política Fiscal
Conjunto de medidas adotadas pelo Governo, dentro do orçamento do Estado, que visam obter as
rendas indispensáveis à satisfação das despesas públicas.
Chamamos de política fiscal as decisões do governo sobre como e quanto irá arrecadar de tributos
(impostos, taxas e contribuições) e sobre quanto e de que forma irá gastar os recursos disponíveis.
Contas do Setor Público:
Receita
Impostos
Despesas
não
financeiras
Superávit/
Déficit
Primário
Pagamento de
juros sobre a
dívida pública
Superávit
Déficit Nominal
Política Cambial
Política federal que orienta o comportamento do mercado de câmbio e da taxa de câmbio.
• O Brasil adota um regime de Política Cambial Flutuante SUJA sem Banda Cambial;
• Em um regime de taxas perfeitamente flutuantes, o Bacen não intervém no mercado, per-
manecendo inalteradas as reservas internacionais.
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Reservas Internacionais
As Reservas Internacionais de um país são formadas por ativos em moedas estrangeiras, como
títulos, depósitos bancários, ouro, etc., que podem ser usados para pagamentos de dívidas inter-
nacionais.
Contas Externas e Balanço de Pagamentos
É o registro das transações de um país com o resto do mundo. No Brasil, os valores são expressos
em dólares americanos, mesmo quando são efetuados com outros países que não os EUA. Duas
grandes contas formam o balanço de pagamentos de um país:
a) Conta Corrente:
• engloba os registros de três outras contas: a balança comercial, a conta de serviços e ren-
das e as transferências unilaterais.
Balança comercial: Registra o comércio de bens, na forma de exportações e importações. Quando
as exportações são maiores que as importações temos um superávit na Balança Comercial. Um
déficit ocorre quando as importações são maiores que as exportações.
Conta de Serviços e Rendas: inclui os pagamentos/recebimentos relacionados com o comércio de
bens, como fretes e seguros, as receitas/despesas com viagens internacionais, o aluguel de equi-
pamentos, os serviços governamentais, a exportação e importação de serviços e o pagamento/
recebimento de juros e de lucros e dividendos.
Transferências Unilaterais: contabilizam o saldo líquido das remessas de recursos ou doações fei-
tos entre residentes no Brasil e residentes em outros países.
b) Conta de Capitais: registra o saldo líquido entre as compras de ativos estrangeiros por resi-
dentes no Brasil e a venda de ativos brasileiros a estrangeiros.
Balança
Comercial
Balança de
Pagamentos
Conta
Corrente
Contas de
Capitais
Exportação
Conta
Corrente
Balança
Comercial
Contas de
Serviços e Rendas
Transferências
unilaterais
Importação
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2.3 Fundamentos de Finanças
Taxa Equivalente na HP 12C
Podem-se utilizar as funções financeiras para descobrir taxas equivalentes, mas ensinarei uma ma-
neira de programar a HP 12c a fim de facilitar as transformações de taxas. É importante salientar
que o que faremos aqui será traduzir a mesma fórmula de taxas equivalentes para a linguagem da
máquina.
Pressionar Objetivo Visor
F P/R entrar no modo de programação 00-
F PRGM limpar memória de programas anteriores 00-
STO 0 guardar o prazo desejado na memória “0” 01- 44 0
RCL i busca o valor digitado na taxa 02- 45 12
1 % divide a taxa por 100 04- 25
1 + soma 1 com a taxa unitária 06- 40
RCL 0 busca o valor do prazo que quero 07- 45 0
RCL n busca o valor do prazo que tenho 08- 45 11
÷ divide os dois prazos 09- 10
YX eleva a taxa unitária somado 1, a razão das taxas 10- 21
1 - subtrai 1 do resultado obtido 12- 30
1
multiplica o resultado por 100, a fim de transformar a taxa
unitária em percentual.
13- 1
0 14- 0
0 15- 0
X 16- 20
G GTO Retorna a primeira linha de programação.
Observação! usar “00” para HP (dourada) e “000” para
HP Platium.
17- 43,33 00
00 ou 000
F P/R Finaliza o modo de programação 0,00000000
Após programar sua HP 12c, vamos ver como irá funcionar a transformação de taxas.
Armazenamento na HP:
i : Taxa que tenho;
n: Prazo que corresponde a essa taxa;
Digitar o prazo desejado e logo após digitar R/S.
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EXEMPLO 1.3
Qual é a taxa anual equivalente a taxa de 4% ao mês?
Pressionar Objetivo Visor
4 i Introduz a taxa que tenho em i 4,0000
30 n Introduz o prazo que tenho, correspondente à taxa 30,000
360 Prazo desejado 360
R/S Executa o programa 60,10
Resposta 60,10% ao ano.
Observação! O prazo não necessariamente precisa ser em dias, poderia utilizar 1 para a variável
“n” digitar 12 e executar o programa. Deve apenas manter a proporcionalidade.
EXEMPLO 1.4
Uma empresa tomou recursos emprestados de uma Instituição Financeira, a uma taxa de 3,1% ao
mês. Qual é a taxa de juros total cobrada, sabendo que o empréstimo foi pago após 182 dias?
Pressionar Objetivo Visor
3,1 i Introduz a taxa que tenho em i 3,1000
30 n Introduz o prazo que tenho, correspondente à taxa 30,000
182 Prazo desejado 182
R/S Executa o programa 20,35
Resposta 20,35% ao período.
Taxa Aparente X Taxa Real
Se considerarmos que um valor aplicado em certo fundo de investimento obteve 15% de lucro no
ano de 2007 e que a inflação acumulada no ano de 2007 foi de 4,5%, assim o ganho REAL desse
cliente foi inferior ao lucro APARENTE.
Taxa aparente: 15%
Inflação: 4,5%
Para o cálculo da taxa Real, não podemos apenas subtrair a inflação, e sim utilizar a fórmula de Fisher.
Taxa REAL
Taxa
Inflação
=
( +
( + )
- 1
1
1
Nominal
x 100
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Logo:
Taxa real : = 1,1004 = 10,04%
1 15
1 045
,
,
Pergunta: Em uma aplicação financeira, o ganho nominal pode ser igual ao ganho real?
Resposta: Sim, quando a inflação for igual a zero.
Pergunta: Em uma aplicação financeira o ganho real pode ser superior ao ganho nominal?
Resposta: Sim, quando a inflação for inferior a zero, ou seja, houver deflação.
Taxa Conjunta
O bom exemplo de utilização de taxa conjunta é o caso da remuneração das cadernetas de pou-
pança.
Sabemos que a poupança é remunerada pela taxa fixa de 0,5% ao mês mais a variação da TR (Taxa
Referencial, divulgada diariamente pelo Banco Central).
Seguindo esse raciocínio, se a T.R do dia de hoje é de 0,25%, podemos concluir que os recursos apli-
cados em poupança no dia de hoje estarão remunerando uma taxa de 0,50% + 0,25% = 0,75%.
Pensar dessa maneira é a mesma coisa que concluir no exemplo de taxa real que em um aumento
de salário de 6% atrelado a uma inflação de 5% me sobrará 1% de aumento líquido, pois 6% - 5% =
1%. Relembrando o conteúdo anterior, notamos que para calcular a taxa real, nós dividíamos as
taxas ao invés de subtraí-las. Seguindo esse processo lógico, concluímos que, para calcular a taxa
conjunta, não somamos, mas multiplicamos as taxas unitárias acrescido de uma unidade, logo á
fórmula matemática a ser utilizada é:
ic = [(1 + i) x (1 + I) - 1] x 100
Onde:
Ic = Taxa conjunta;
i = Taxa a ser corrigida;
I = Taxa de correção.
EXEMPLO 1.5
Quanto vai ganhar um cliente que aplicar em uma caderneta de poupança hoje, sabendo que a TR
do dia é de 0,30%?
Poupança (taxa a ser corrigida)= 0,5% + TR
TR (taxa de correção) = 0,30% (TR)
ic = [(1 + 0,005) x (1 + 0,003) - 1] x 100 ic = 0,8015%
Resposta: 0,8015%. Note que o valor obtido é um pouco maior que o valor da soma das duas taxas.
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Dicas do Professor
Como calcular uma taxa conjunta com vários retornos acumulados com a
calculadora HP-12C.
Considere que um fundo de investimento teve os retornos conforme tabe-
la abaixo:
JAN FEV MAR ABR MAIO JUN JUL
5% 8% 6% -4% -3% 9% 12%
Qual é o retorno acumulado aproximado, no período do investidor?
EXEMPLO 1.6
a) Resolvendo de forma matemática:
1,05 x 1,08 x 1,06 x 0,96 x 0,97 x 1,09 x 1,12 = 36,65%
b) Resolvendo com a utilização da HP-12C
Pressionar Objetivo Visor
F REG Limpa memória do registrador 0,00
1 Enter Introduz o valor 1 1,00
5 % + Introduz o valor de 5% 1,05
8 % + Introduz o valor de 8% 1,134
6 % + Introduz o valor de 6% 1,202
4 % – Introduz o valor de - 4% 1,1539
3 % – Introduz o valor de - 3% 1,1193
9 % + Introduz o valor de 9% 1,2200
12 % + Introduz o valor de 12% 1,3664
Logo rentabilidade acumulada é de 36,64%
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Taxa Bruta e Taxa Líquida
Essas taxas são muito especuladas em aplicações financeiras. A grande diferença entre as duas é
que na taxa bruta estão inclusas tributações e encargos, e a líquida já está com esses descontos.
Por este motivo muitas vezes necessitamos da taxa líquida para podermos comparar aplicações
financeiras distintas.
Exemplo:
Supondo que você tem um recurso para aplicar e está em dúvida entre aplicar em um fundo cuja
taxa média de rendimento é de 0,75% ao mês e aplicar na poupança que está rendendo 0,52% ao
mês. Considerando que essa sua aplicação seja pelo prazo de um mês e que a alíquota de imposto
de renda para este fundo, nesse prazo, seja de 22,5%. Qual aplicação lhe garantirá um melhor lucro
líquido?
Fundo: 0,75% − 22,5% = 0,5812%
Poupança: 0,52%
Neste caso, a melhor alternativa é aplicar no fundo de investimento.
Lembre-se que pessoa física é isenta de IR a aplicações na caderneta de Poupança.
Juros Compostos com uso da HP 12C
Assim como o Excel, a HP 12c diferencia dados de entrada de dados de saída, através do sinal.
Caso o leitor tente resolver algum problema, onde ele utilize PV e FV e ao buscar a resposta encon-
trar Erro 5, significa que utilizou o mesmo sinal nas duas variáveis. Nesse caso é necessário alternar
o sinal de uma das variáveis.
Teclas que serão utilizadas:
Tecla Significado
N Prazo
I Taxa
PV Valor Presente
FV Valor Futuro
CHS Trocar o sinal
F FIN Limpa a memória financeira
F REG Limpa a memória de todos registradores
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Antes de começar qualquer cálculo, verifique se em sua calculadora consta a letra “c” no visor.
Caso não possua, ative através do comando STO EEX (aperte uma tecla e depois a outra).
Quando a HP 12C estiver a tela a letra “c” significa que ela está preparada para utilizar a Convenção
Exponencial, que é a que utilizamos no Brasil.
Vejamos como calcular juros compostos com utilização da HP 12c.
EXEMPLO 1.7
a) Qual é o montante que renderá uma aplicação de R$ 1.500,00, durante 6 meses, em um Fundo
de investimento, cuja taxa bruta mensal é de 1,4% ao mês?
Pressionar Objetivo Visor
F REG Limpa memória do registrador 0,00
1500 PV Introduz o valor aplicado 1.500,00
6 N Introduz o prazo da aplicação 6,00
1.4 I Introduz a taxa bruta 1,40
FV Solicita o valor do montante −1.630,49
Não se esqueça que o resultado obtido não é negativo! O sinal serve apenas
para diferenciar dado de entrada (aplicação) de dado de saída (resgate).
b) Qual é o montante líquido que o cliente resgatou, considerando uma alíquota de Imposto de
Renda de 20%?
Neste caso a resposta será:
R$ 130,49 (lucro) – 20% = R$ 104,55 (lucro líquido) + R$ 1.500,00 (valor da aplicação) = 1.604,55
(Resgate Líquido ou Montante Líquido).
Cuidados com Erro 5.
EXEMPLO 1.8
Um cliente aplicou em um CDB (Certificado de Depósito Bancário) R$ 2.500,00 pelo prazo de 135
dias. Sabendo que resgatou um valor de R$ 2.673,24, determine a taxa mensal dessa operação.
Lembre-se de que nesse caso está trabalhando com dados de entrada (PV) e dados de Saída (FV),
portanto se faz necessário o uso de sinal negativo em uma das variáveis!
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Módulo II
CEA - ANBIMA
Pressionar Objetivo Visor
F REG Limpa memória do registrador 0,00
2500 CHS Muda o sinal do valor e introduz o valor -2.500,00 na
variável PV
-1.500,
PV -1.500,00
135 enter
Transforma o prazo de dias para mensal (pois o
exercício solicita taxa mensal) e introduz na variável n
135,00
30 ÷ 4,50
n 4,50
2.673,24
Introduz o valor 2.673,24
FV
i Solicita a taxa mensal desta operação 1,50
Resposta, 1,50% ao mês.
Análise de Investimento
Taxa Interna de Retorno (TIR): yield to maturity
Define-se como a taxa de desconto em que o Valor Presente do fluxo de caixa futuro de um inves-
timento se iguala ao custo do investimento.
É calculada mediante um processo de tentativa e erro.
Quando os valores presentes líquidos do custo e dos retornos se igualam a zero, a taxa de descon-
to utilizada é a TIR.
Se essa taxa excede o retorno exigido - chamada taxa de atratividade - o investimento é aceitável.
Pode haver mais de uma TIR para determinado conjunto de fluxos de caixa.
A Taxa Mínima de Atratividade (TMA)
É uma taxa de juros que representa o mínimo que um investidor se propõe a ganhar quando faz
um investimento, ou o máximo que um tomador de dinheiro se propõe a pagar quando faz um
financiamento.
O valor presente líquido (VPL)
Também conhecido como valor atual líquido (VAL) ou método do valor atual, é a fórmula matemá-
tico-financeira de se determinar o valor presente de pagamentos futuros descontados a uma taxa
de juros apropriada, menos o custo do investimento inicial. Basicamente, é o cálculo de quanto os
futuros pagamentos somados a um custo inicial estariam valendo atualmente. Temos que conside-
rar o conceito de valor do dinheiro no tempo, pois, exemplificando, R$ 1 milhão hoje não valeria R$
1 milhão daqui a um ano, devido ao custo de oportunidade de se colocar, por exemplo, tal montan-
te de dinheiro na poupança para render juros.
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Current yield: O termo Current Yield pode ser traduzido como rendimento corrente de um título
de renda fixa, ou seja, o rendimento não levando em consideração o prazo do título em questão. É
calculado dividindo a taxa de juros do cupom pelo preço do título. Por exemplo, se um título está
sendo vendido a um preço de 100,00 com um cupom de 10,00% ele oferece um current yield de
10,00%. Caso esse título estivesse cotado a 80,00, o seu current yield seria de 12,50%.
Cálculo Valor da Prestação com HP-12C
EXEMPLO 1.9
Um cliente deseja adquirir um veículo no valor de R$ 50.000. Dá uma entrada no valor de R$ 15.000
e deseja financiar o resto em 9 parcelas, pagando juros de 1,5% a.m. De quanto será o valor da par-
cela que o cliente pagará?
Considerando a entrada, temos que o valor financiado será de 50.000 – 15.000 = 35.000,00.
Pressionar Objetivo Visor
F REG Limpa memória do registrador 0,00
35.000 CHS
Muda o sinal do valor e introduz o valor -35.000,00 na variável PV -35.000,00
PV
9 N Introduz o valor de 9 parcelas 9,00
1,5 i Introduz a taxa de 1,5% ao mês 1,5
PMT Pergunta qual o valor da prestação R$ 4.186,34
Resposta, R$ 4.186,34 por mês.
Observação! Como o valor dado como entrada é diferente das demais prestações, a série de
pagamento é postecipada enão antecipada. Assim a sua calculadora HP-12c NÃO pode estar
com o “Begin” ativado na tela. Para ativar e desativar o Begin utilize G7 e G8 respectivamente.
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Módulo II
CEA - ANBIMA
Cálculo Taxa Interna de Retorno com HP-12C
EXEMPLO 1.10
Uma empresa fez uma captação no valor de 50.000,00 e se comprometeu em fazer o pagamento
em 3 vezes, com pagamento sequenciais de 25.000,00, 20.000,00 e 15.000,00. Para cada mês se-
guinte ao da captação, qual foi a taxa de juros paga por essa empresa?
Devemos criar um fluxo de pagamento e colocar as informações na calculadora HP.
Fluxo de caixa:
TEMPO VALOR
0 − R$ 50.000,00
1 R$ 25.000,00
2 R$ 20.000,00
3 R$ 15.000,00
Agora utilizando a Calculadora HP 12C
Pressionar Objetivo Visor
F REG Limpa memória do registrador 0,00
50.000 CHS G CF0 Introduz o valor do investimento no momento 0 -50.000,00
25.000 G CFJ Introduz retorno do primeiro mês 25.000,00
20.000 G CFJ Introduz retorno do segundo mês 20.000,00
15.000 G CFJ Introduz retorno do terceiro mês 15.000,00
F IRR Solicita a Taxa Interna de Retorno 10,65%
Resposta, 10,65% ao mês.
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EXEMPLO 1.11
Um imóvel no valor de R$ 280.000,00 para compra à vista pode ser adquirido direto com a cons-
trutora na seguinte condição:
I. Entrada de R$ 50.000,00 no ato
II. 24 parcelas mensais de R$ 5.000,00 a vencer a primeira 1 mês após compra.
III. 4 parcelas semestrais como reforço no valor de R$ 10 mil reais, vencendo a primeira 1 semestre
após a data da compra.
IV. 2 parcelas anuais de 10 mil reais cada, vencendo a primeira 1 ano após a compra.
Calcule a taxa de retorno deste investimento.
Colocando tudo em um único fluxo de caixa, temos:
Mês Parcela Mensal Semestral Anual Total
0 R$ 280.000,00 – R$ 50.000,00 = R$ 230.000,00 (saldo devedor)
1 R$ 5.000,00 R$ 0,00 R$ 0,00 R$ 5.000,00
2 R$ 5.000,00 R$ 0,00 R$ 0,00 R$ 5.000,00
3 R$ 5.000,00 R$ 0,00 R$ 0,00 R$ 5.000,00
4 R$ 5.000,00 R$ 0,00 R$ 0,00 R$ 5.000,00
5 R$ 5.000,00 R$ 0,00 R$ 0,00 R$ 5.000,00
6 R$ 5.000,00 R$ 10.000,00 R$ 0,00 R$ 15.000,00
2 R$ 5.000,00 R$ 0,00 R$ 0,00 R$ 5.000,00
.
12 R$ 5.000,00 R$ 10.000,00 R$ 10.000,00 R$ 25.000,00
Repetir todo o processo por mais um ano.
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Módulo II
CEA - ANBIMA
Agora vamos informar esse fluxo para a Calculadora HP 12c.
Pressionar Objetivo Visor
F REG Limpa memória do registrador 0,00
230.000 CHS G CF0 Introduz o valor do imóvel no momento 0 (à vista) -230.000,00
5.000 G CFJ Introduz valor da parcela mensal 5.000,00
5 G NJ Introduz quantas parcelas seguidas teremos do valor anterior 5,00
15.000 G CFJ Introduz valor da parcela mensal somado parcela semestral 15.000,00
5.000 G CFJ Introduz valor da parcela mensal 5.000,00
5 G NJ Introduz quantas parcelas seguidas teremos do valor anterior 5,00
25.000 G CFJ Introduz valor da parcela mensal somado parcela semestral e com parcela anual 25.000,00
5.000 G CFJ Introduz valor da parcela mensal 5.000,00
5 G NJ Introduz quantas parcelas seguidas teremos do valor anterior 5,00
15.000 G CFJ Introduz valor da parcela mensal somado parcela semestral 15.000,00
5.000 G CFJ Introduz valor da parcela mensal 5.000,00
5 G NJ Introduz quantas parcelas seguidas teremos do valor anterior 5,00
25.000 G CFJ Introduz valor da parcela mensal somado parcela semestral e somado com parcela anual 25.000,00
F IRR Solicita a Taxa Interna de Retorno 1,72%
Resposta, 1,72% ao mês.
Observação! Quando temos uma parcela que não se repete em sequência, não
é necessário informar o valor de NJ, automaticamente a HP preenche o valor da
memória com 1. Quando esta sequência de parcela for superior a 1, usar o NJ nos
dar maior agilidade e evita ter que digitar uma a uma as parcelas.
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Módulo III
3 Produtos de Renda Variável, Renda Fixa e Contratos
Derivativos
Proporção: de 15% a 25%.
3.1 Renda Fixa
Política Monetária
Política governamental que define o controle da oferta de moeda e do crédito.
Instrumentos:
• Depósito compulsório;
• Operações de Redesconto;
• Open market (operações de mercado aberto);
• Mais ágil: OPEN MARKET (mercado aberto).
Depósito Compulsório
• Representa uma parcela dos recursos depositados nos bancos que não pode ser aplicada,
devendo ser depositada no banco central;
• Limita a criação de moedas feita pelas instituições monetárias;
• Atualmente existem 3 tipos de compulsórios: Compulsório sobre depósito à vista, depósi-
to à prazo e poupança.
O que esperar do Módulo 3?
• Este capítulo teremos no mínimo 11 questões de prova e no máximo 18 questões
de prova;
• Agora sim começamos a falar sobre assuntos importantes para prova. É um
capítulo muito extenso, mas com exceção de “derivativos” os assuntos não são
difíceis. Estude bem os conceitos dos principais ativos de Renda Fixa e Renda
Variável.
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Importante!
• O CMN determina as taxas de recolhimento compulsório das instituições financeiras;
• O BACEN recebe os depósitos compulsórios das instituições financeiras.
Taxa de Redesconto
É a taxa de juros cobrada pelo Banco Central pelos empréstimos concedidos aos bancos.
Importante!
• O CMN Regulamenta as operações de redesconto;
• O BACEN Realiza operações de redesconto às instituições financeiras.
Open Market (Mercado Aberto)
• É a compra e ou venda de T.P.F (Título Público Federal) executada pelo BACEN;
• É o instrumento mais ágil e eficaz que o governo dispõe para fazer política monetária.
Importante!
• O CMN Estabelece Normas (Normatiza) para a compra e venda de T.P.F;
• O BACEN efetua a compra e venda de T.P.F.
Comentário!
É sem dúvida o melhor e mais eficaz instrumento para fazer política monetária do BACEN, por
ter um resultado imediato e confiável.
Impactos de Alterações das Taxas de Juros
Elevação nas taxas de juros (Selic, Compulsório ou Redesconto) pode ocasionar:
• Controle da Inflação;
• Desaceleração da Economia;
• Desemprego (pela consequência na redução da Atividade Econômica);
• Queda no PIB.
Redução nas taxas de juros (Selic, Compulsório ou Redesconto) pode ocasionar:
• Aumento na inflação;
• Aceleração da Economia;
• Redução do nível de desemprego (aumento da atividade econômica);
• Aumento no PIB.
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Módulo III
CEA - ANBIMA
COPOM – Comitê de Política Monetária
• Em Junho de 1999, o Brasil passou a adotar as “Metas de Inflação” (definida pelo C.M.N).
• Índice utilizado na meta: IPCA.
• É composto atualmente pela diretoria colegiada do BACEN.
• É o Copom quem define a taxa de juros “Selic – Meta” e também a existência ou não do Viés.
• Uma vez definido o viés, compete ao presidente do BACEN a tarefa de executar.
• Reunião em dois dias (terças e quartas), sendo o primeiro dia reservado para apresentação de
dados e discussões, no segundo dia acontece a votação e definição da taxa de juros.
• Calendário de reuniões (8 vezes ao ano) divulgado em até o fim de junho, podendo reunir-se
extraordinariamente, desde que convocado pelo Presidente do Banco Central.
• Divulgação da ATA de reunião em 6 dias úteis em português e 7 em inglês.
As decisões emanadas do Copom devem ser publicadas por meio de Comunicado do Diretor de
Política Monetária, divulgado na data da segunda sessão da reunião ordinária, após o fechamento
dos mercados e identificando o voto de cada um dos membros.
A taxa Selic é a taxa de juros média que incide sobre os financiamentos diários com prazo de um
dia útil (overnight).
O COPOM estabelecea meta para a taxa Selic, e é função da mesa de operações do mercado aber-
to do BACEN manter a taxa Selic diária próxima a meta.
Taxa Selic: "custo primário do dinheiro" e "taxa básica de juros da economia".
Caso a inflação (medida pelo IPCA) ultrapasse a meta estipulada pelo C.M.N (somado o intervalo
de tolerância), o Presidente do Banco Central deve explicar os motivos do não cumprimento da
meta através de uma Carta Aberta ao Ministro da Fazenda;
Caderneta de Poupança
• É a aplicação mais popular;
• Possui total liquidez, porém com perda de rentabilidade. Remunera sobre o menor saldo do
período.
Rentabilidade:
APLICAÇÕES ATÉ 04 DE MAIO DE 2012: 6% ao ano + TR.
• Mensal (pessoas físicas): TR + 0,5%;
• Trimestral (pessoas jurídicas): TR + 1,5%.
Nova rentabilidade das aplicações realizadas posterior ao dia 04 de Maio de 2012.
A poupança passa a render 70% da Selic mais a TR, sempre que essa taxa básica de juros estiver em
8,5% ao ano ou menos.
Aplicações realizadas nos dias 29, 30 e 31 de cada mês, terão como data de aniversário o dia 01 do
mês subsequente.
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Aplicação em cadernetas de poupança realizada através de depósito em cheque tem como data
de aniversário o dia do DEPÓSITO e não o dia da compensação.
Garantias: Aplicações em cadernetas de poupança estão cobertas pelo Fundo Garantidor de Cré-
dito – FGC até o limite vigente que atualmente é de R$ 250.000,00.
Títulos de Renda Fixa – Conceito
• CUPOM: Fração destacável de um título, impresso com valor a pagar periodicamente, utiliza-
do por alguns tipos de títulos de investimento, para pagamento de rendimentos, exercício de
direitos etc. Alguns títulos fazem pagamentos periódicos, que são definidos no momento da
sua emissão;
• Eles são pagos com base em um percentual fixo sobre o valor do principal no vencimento.
Para os papéis pós-fixados, como os valores do fluxo (inclusive o valor do principal) são corri-
gidos pelo indexador, o pagamento de cupom também é.
• Exemplo: O Tesouro Prefixado com Juros Semestrais (NTN-F) que teve vencimento em
01/01/2008 pagou 4,88% ao semestre (10,00% ao ano ) e o seu principal será de R$1.000,00
no vencimento. Assim, o cupom semestral será de R$48,81.
• SEM CUPOM: Obrigação sem cupom de juros. Negociada com deságio em relação ao valor de
face.
• Os títulos que não possuem pagamento de cupom são conhecidos como bullet.
• VALOR DE FACE: Valor principal de uma obrigação. Valor impresso no título. Valor certo de
resgate de um título de crédito;
• AO PAR: Negociação ou cotação de um ativo, título ou valor mobiliário, pelo mesmo preço do
valor nominal;
• ÁGIO: Prêmio obtido na troca de um valor por outro. Diferença a mais, entre o valor venal e o
valor nominal de títulos e valores mobiliários;
• DESÁGIO: Diferença a menos entre o valor venal e o valor nominal de títulos e valores mobiliá-
rios. Diferença entre o valor de mercado de um título valor e seu valor como garantia;
• PREÇO DE MERCADO: é o preço que equilibra a demanda e a oferta por um título específico.
Reflete com mais fidedignidade o real preço de um título. É também conhecido como “preço
MTM”, pois é utilizado nos procedimentos de marcação a mercado;
• PREÇO DA CURVA: é aquele alcançado por intermédio de uma operação de desconto, segun-
do o critério exponencial de descapitalização do fluxo de caixa do título em questão. A taxa de
desconto, em cada saída ou entrada do fluxo, deve ser equivalente à taxa calculada a partir da
estrutura a termo em relação à data do vencimento do papel;
• PREÇO DE CARREGAMENTO: é aquele obtido por meio da atualização do valor efetivamente
pago no ato da compra do título. O fator de atualização deve ser igual ao custo de financia-
mento da compra do título no mercado de reservas bancárias. Em geral, o custo do carrega-
mento é medido pela taxa Selic. O preço de carregamento equivale ao conceito de custo de
oportunidade.
Renda Fixa
Renda fixa é uma obrigação cujo rendimento (taxa de juros) é determinado no momento da com-
pra do título. Esse rendimento pode ter sua remuneração prefixada ou pós-fixada.
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Módulo III
CEA - ANBIMA
Definições
Rentabilidades:
• Préfixada: Um título é prefixado quando o valor dos rendimentos é conhecido no início da
operação;
• Pós Fixada: Um título é pós-fixado quando o valor dos juros somente é conhecido no mo-
mento do resgate;
PU: preço unitário do título, ou seja, o preço de negociação calculado em uma determinada data.
O cálculo do PU é o valor presente dos fluxos futuros de pagamento do título.
O valor do PU de um título pré fixado é INVERSAMENTE proporcional a taxa de juros, ou seja,
quanto maior a taxa de juros menor será o PU do título.
Quanto maior o PU de um título, menor será a sua rentabilidade (seu retorno).
Titulos Púbicos Federal
O Poder Executivo está autorizado a emitir títulos da dívida pública, de responsabilidade do Te-
souro Nacional, com a finalidade de prover o Governo de recursos necessários para a cobertura de
seus déficits explicitados nos orçamentos ou para realização de operações de crédito por anteci-
pação de receita, respeitados a autorização concedida e os limites fixados na Lei Orçamentária, ou
em seus créditos adicionais.
Os Títulos Públicos federais são emitidos com exclusividade pelo Tesouro Nacional, ficando o BA-
CEN PROIBIDO DE EMITIR T.P.F DESDE 2002 (Lei Complementar 101/2000).
NOVIDADES
A Secretaria do Tesouro Nacional (STN) aperfeiçoou o Programa Tesouro Direto para deixá-lo mais
atraente, simples e acessível aos investidores. Entre as mudanças, está a recompra diária.
Com a recompra diária, os investidores poderão vender seus títulos ao Tesouro Nacional todos os
dias, ampliando a liquidez e a flexibilidade da aplicação. Antes, a recompra só ocorria às quartas-
-feiras.
Uma das mudanças está na nomenclatura dos títulos públicos que antes eram definidos por suas
siglas, passaram a ser mais simples, conforme tabela abaixo:
TÍTULOS PÚBLICOS FEDERAIS
Nome Anterior Nome Atual Rentabilidade
Títulos sem
CUPOM, ou seja,
com pagamento
de juros somente
no vencimento.
LTN Tesouro Prefixado Deságio sobre o valor nominal (prefixado)
LFT Tesouro Selic SELIC (pós-fixado)
Títulos com
CUPOM
NTN – B (Principal) Tesouro IPCA Juros + IPCA
NTN-B Tesouro IPCA com Juros Semestrais Juros + IPCA
NTN-F Tesouro Prefixado com Juros Semestrais
Deságio sobre o valor
nominal (prefixado)
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Os títulos da dívida pública serão emitidos adotando-se uma das seguintes formas, a ser definida
pelo Ministro de Estado da Fazenda através de oferta pública, com a realização de leilões, poden-
do ser ao par, com ágio ou deságio.
Importante!
• Quando uma Tesouro Selic (LFT) é negociada com deságio terá rendimento SUPERIOR à
taxa Selic e inferior a Selic se for negociada com ágio;
• TODOS os Títulos Públicos Federais são liquidados e custodiados no SELIC (Sistema Espe-
cial de Liquidação e Custódia).
Entendendo como funciona o Cálculo do Preço Unitário - PU de uma Tesouro Prefixado
(LTN):
Fluxo:
Investidor realiza a compra e
transfere os recursos
Investidor recebe o retorno
de seu investimento
Preço
Unitário
Data da Compra
Taxa de Juros
efetiva no período Data do Vencimento
Principal
Principal
Juros
Valor
Nominal
• Quantidade adquirida: 1,0 título;
• Preço do título na data da compra: R$ 788,11;
• Data de vencimento: 01/01/2009;
• Dias úteis entre a data da liquidação (inclusive) e a data de vencimento (exclusive): 511.
Aplicando o esquema do fluxo de pagamentos ao exemplo, temos:
Preço de Compra:
R$ 788,11
Data da Compra:
19/12/2006
Taxade Juros
efetiva no período
Dias úteis entre a data
de liquidação (inclusive)
e a data de vencimento
(exclusive): 511
Data do Vencimento:
01/01/2009
Valor Nominal de Resgate:
R$ 1.000,00
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Módulo III
CEA - ANBIMA
Para calcular a rentabilidade bruta da aplicação, basta usar a seguinte fórmula, válida para todos
os títulos que não fazem pagamento de cupom de juros:
Rentabilidade
preço de compra
preço de venda
Ren
=
- 1
ttabilidade
.
,
= - 1 = 26,88% (no período)
1 000
788 11
Logo, a taxa efetiva que indica a rentabilidade bruta do investidor foi de 26,88% para todo o perío-
do em que o investidor ficou com o título, 511 dias úteis. Essa taxa equivale a 12,46% ao ano1.
Um aumento na taxa de juros de mercado em relação à taxa que foi comprada pelo investidor
provocará uma queda no preço do título. Já uma diminuição na taxa de juros proporciona o efeito
contrário.
Vamos agora analisar o caso de um investidor que decida vender o mesmo título acima antecipa-
damente, ou seja, antes de sua data de vencimento, nas seguintes condições:
• Título: Tesouro Prefixado (LTN);
• Data da venda: 18/02/2008 (liquidação em 19/02/2008);
• Preço do título na data da venda: R$ 906,05;
• Data de vencimento: 01/01/2009;
• Dias úteis entre a data da liquidação (inclusive) e a data de vencimento (exclusive): 289.
Para calcular a rentabilidade obtida no caso de venda antecipada, basta efetuar o seguinte cálculo,
de acordo com a fórmula apresentada anteriormente:
Rentabilidade
,
,
= - 1 = 14,96% (no períod
906 05
788 11
oo)
Equivalente a 12,93% ao ano.
Nesse exemplo, o título foi negociado com ÁGIO, mas poderia também ter sido negociado com
DESÁGIO, depende do comportamento da taxa de juros.
Outra maneira de visualizar a diferença da rentabilidade obtida com o título no caso de venda an-
tecipada ou na data de vencimento nos exemplos acima é graficamente.
1 Para obter mais informações sobre transformações de taxas de juros, ver página 45 desta apostila.
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Gráfico 1 - Evolução do Preço na Curva e de Mercado da LTN 01/01/2009
A linha azul apresenta o comportamento do preço do papel supondo que a taxa contratada no
momento da compra, 12,46% a.a., se mantenha inalterada até o vencimento do papel. Em termos
técnicos, ela representa a evolução do preço do título na curva, ou seja, a apropriação natural
de juros até a data de vencimento. A linha vermelha, por sua vez, mostra o preço de mercado do
título. Nos momentos em que a linha vermelha está acima da linha azul, o investidor obteria ren-
tabilidade maior à contratada caso vendesse antecipadamente. Nas datas em que a linha azul está
acima da vermelha, a rentabilidade do investidor seria menor que a contratada no caso de venda
antecipada.
Caso um fundo de investimento adquira este papel, terá que marcar a mercado diariamente este
papel.
A marcação a mercado deve ser feita pelo preço de mercado (curva em vermelho) e não pela cur-
va do papel (em azul), a fim de evitar distribuição de riquezas entre cotistas.
Cálculo do PU de um título Prefixado
O Preço Unitário é o resultado da multiplicação da cotação vezes o Valor de Face. Assim, o preço
unitário do título é:
PU
F
= x
Cotação
Valor de ace
100
Na maioria dos títulos públicos federais, o Valor de Face (Valor Nominal) é igual a R$ 1.000,00.
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Cotação:
É o valor presente do fluxo do título, descontado pela taxa de juros informada ou pelo prêmio de
deságio. A cotação é o valor presente do fluxo do título, descontado pela taxa de juros ou pelo
prêmio de deságio.
Para títulos sem cupom (zero cupom) como LTN e LFT, basta trazer a valor presente o valor do
vencimento.
Cotação
TAXA)
D.U =
(1 +
100
252
Qual é o P.U de uma Tesouro Prefixado (LTN) (010107) que tem seu Valor de Face igual a R$
1.000,00 que foi resgatada antecipadamente em 31-03-05 a LTN há 440 dias úteis do vencimento e
com 19,00% de taxa de juros ao ano?
P U. =
(1 + 0,19)
= 738,06
1000
440
252
NA HP – 12 C
Pressionar Objetivo Visor
F REG Limpa memória do registrador 0,00
1000 FV Introduz o valor de face, vencimento do título. 1.000,00
440 Enter
Introduz o prazo da liquidação do título até o seu vencimento
(em dias úteis) dividido por 252 (um ano, dias úteis) 1,7460252 Divide
Teclar “N”
19 I Introduz a taxa 19,00
PV Solicita o valor do montante − 738,06
Não se esqueça que o resultado obtido não é negativo! O sinal serve apenas para diferenciar
dado de entrada (aplicação) de dado de saída (resgate).
Observação: Caso tenha obtido como resultado 736,00, você deve ativar o modo de
convenção exponencial em sua calculadora, com as teclas STO seguida de EEX.
Após isto, refazer o calcula.
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Negociação com Títulos de Renda Fixa
Conceitos
• Dealer: credenciado em títulos federais é uma instituição financeira especializada na negocia-
ção desses títulos. A lista dos “dealers” está publicada no site do BC;
• Dalers PRIMÁRIOS – Até 12 instituições, direcionadas para as colocações primárias de títulos
públicos federais;
• Dalers ESPECIALISTAS – Até 10 instituições, direcionadas para a negociação no mercado se-
cundário de títulos públicos federais;
• Operações compromissadas: são operações de empréstimo de recursos (reservas bancárias)
com garantia em títulos. Nessas operações existe um compromisso de recompra com venci-
mento em data futura, anterior ou igual à do vencimento do título objeto.
Mercado Primário
As colocações primárias serão feitas por intermédio de ofertas públicas, pela STN (ou Banco Cen-
tral), que divulgará, com antecedência mínima de 1 (um) dia útil, os editais (portarias/comunica-
dos) contendo as condições específicas de cada Leilão, com acesso direto exclusivo para as ins-
tituições financeiras integrantes do SELIC e o respectivo crédito à conta do Tesouro Nacional.
Antes de cada Leilão, o Banco Central poderá divulgar a intenção do volume a ser colocado junto
ao mercado, reservando-se a parcela restante, quando houver.
Tipos de ofertas públicas no mercado primário de Títulos Públicos Federais:
• Participantes: bancos, corretoras e distribuidoras;
• Fundos: não podem participar;
• Frequência: uma vez por semana (3ª feira, em geral).
Mercado Secundário
• Títulos: Os títulos constantes da carteira do Banco Central (ou das instituições participantes)
são oferecidos para venda (ou compra);
• Oferta: a oferta ocorre por meio de leilão informal (go-around);
• Participantes: somente dealers credenciados.
Índice de Mercado ANBIMA
• IMA (Índice de Mercado ANBIMA): O IMA representa uma família de índices de renda fixa,
composto pelos títulos públicos que são precificados pela Associação.
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CEA - ANBIMA
• IDkA (Índice de Duração Constante ANBIMA): O IDKA representa uma série de índices de ren-
da fixa que reflete o comportamento de ativos sintéticos com prazos fixos oriundos das cur-
vas de juros de títulos públicos prefixados e indexados ao IPCA;
• IHFA (Índice de Hedge Fundos ANBIMA): Índice representativo da indústria de hedge funds,
integrado por uma carteira teórica de fundos da classe multimercados representativos do
segmento;
• IDA (Índice de Debêntures ANBIMA): O IDA é um conjunto de índices, composto pelas debên-
tures que são precificadas pela Associação.
Certificado de Depósito Bancário (CDB)
O CDB É um título privado para a captação de recursos de investidores pessoas físicas ou jurídicas,por parte dos bancos.
O CDB pode ser emitido por bancos comerciais, bancos de investimento e bancos múltiplos, com
pelo menos uma destas carteiras descritas.
Rentabilidade
• Prefixada;
• Pós-Fixada;
• Flutuante (CDI e Taxa Selic).
Atenção!
Tanto o CDB Pré Fixado como o Pós Fixado são exemplo de títulos privados de RENDA FIXA e
não de RENDA VARIÁVEL.
Prazos mínimos e indexadores:
• 1 dia: CDBs prefixados ou com taxa flutuante (taxa DI e taxa Selic);
• 1 mês: indexados a TR ou TJLP;
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• 2 meses: indexado a TBF;
• 1 ano: indexado a índice de preços (IGPM e IPCA);
Os CDBs NÃO podem ser indexados à variação cambial. Para atrelar a rentabilidade de um CDB à
variação cambial é, necessário fazer um swap.
Liquidez:
O CDB pode ser negociado no mercado secundário. O CDB também pode ser resgatado antes do
prazo final, caso o banco emissor concorde em resgatá-lo. No caso de resgate antes do prazo fi-
nal, devem ser respeitados os prazos mínimos.
Garantias:
Os CDBS estão cobertos pelo Fundo Garantidor de Crédito até o limite de R$ 250.000,00 por CPF e
conglomerado financeiro.
Notas Promissóras (Commercial Paper)
• Quem pode emitir: S.A Aberta e S.A Fechada.
São vedadas as ofertas públicas de notas promissórias por instituições financeiras, sociedades
corretoras e distribuidoras de títulos e valores mobiliários e sociedades de arrendamento mer-
cantil. Dessa forma, as Notas Promissórias dessas instituições não são valores mobiliários.
A venda de nota promissória comercial necessita obrigatoriamente de uma instituição financeira
atuando como agente colocador, podendo ser uma distribuidora ou corretora. Pode ser resga-
tada antecipadamente (o que implica na extinção do título) caso o prazo mínimo de 30 dias seja
cumprido e o titular (investidor) da NP concorde.
A nota promissória comercial não possui garantia real, por isso é um instrumento para empresas
com bom conceito de crédito.
Prazo
• O prazo mínimo da NP é de 30 dias;
• O prazo máximo da NP é de 180 dias para S.A. de capital fechado e 360 dias para S.A. de capi-
tal aberto;
• A NP possui uma data certa de vencimento.
Rentabilidade
• Prefixada;
• Pós-Fixada.
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CEA - ANBIMA
A nota promissória não pode ser remunerada por:
Índice de Preços: Como o prazo máximo de uma NP é de 360 dias e a remuneração de ativos por
índice de preços exige prazo mínimo de um ano, uma NP não pode ser remunerada por índice de
preços. Ou seja, uma NP emitida com prazo de 1 ano teria um pouco mais de 360 dias, pois teria
365 ou 366 dias.
Debêntures
Objetivo
Captação de recursos de médio e longo prazo para sociedades anônimas (S.A.) não financeiras de
capital aberto.
Obsrvação!
As sociedades de arrendamento mercantil e as companhias hipotecárias estão também auto-
rizadas a emitir debêntures.
Importante!
• Não existe padronização das características desse título. Ou seja, a debênture pode incluir:
• Qualquer prazo de vencimento;
• Amortização (pagamento do valor nominal) programada na forma anual, semestral, trimes-
tral, mensal ou esporádica, no percentual que a emissora decidir;
• Remunerações através de correção monetária ou de juros;
• Remunerações através do prêmio (podendo ser vinculado à receita ou ao lucro da emissora).
Direito dos debenturistas: além das três formas de remuneração, o debenturista pode gozar de
outros direitos/atrativos, desde que estejam na escritura, com o propósito de tornar mais atrativo
o investimento neste ativo:
• Conversão da debênture em ações da companhia;
• Garantias contra o inadimplemento da emissora.
Como regra geral, o valor total das emissões de debêntures de uma empresa não poderá ultrapas-
sar o seu capital social.
Agente Fiduciário:
A função do agente fiduciário é proteger o interesse dos debenturistas exercendo uma fiscaliza-
ção permanente e atenta, verificando se as condições estabelecidas na escritura da debênture
estão sendo cumpridas.
A emissão pública de debêntures exige a nomeação de um agente fiduciário. Esse agente deve
ser ou uma pessoa natural capacitada ou uma instituição financeira autorizada pelo Banco Central
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para o exercício dessa função e que tenha como objeto social a administração ou a custódia de
bens de terceiros (ex.: corretora de valores).
O agente fiduciário não tem a função de avalista ou garantidor da emissão.
O Agente Fiduciário poderá usar de qualquer ação para proteger direitos ou defender interesses
dos debenturistas, sendo-lhe especialmente facultado, no caso de inadimplemento da emitente:
• executar garantias reais, receber o produto da cobrança e aplicá-lo no pagamento, inte-
gral ou proporcional dos debenturistas;
• requerer falência da emitente, se não existirem garantias reais;
• representar os debenturistas em processos de falência, concordata, intervenção ou liqui-
dação extrajudicial da emitente, salvo deliberação em contrário da assembleia dos de-
benturistas;
• tomar qualquer providência necessária para que os debenturistas realizem os seus créditos.
Tipos de Debêntures:
A debênture poderá, conforme dispuser a escritura de emissão, ter garantia real, garantia flutuan-
te, garantia sem preferência (quirografária), ou ter garantia subordinada aos demais credores da
empresa.
1. Garantia real: fornecida pela emissora pressupõe a obrigação de não alienar ou onerar o bem
registrado em garantia, tem preferência sobre outros credores, desde que averbada no regis-
tro. É uma garantia forte;
2. Garantia flutuante: assegura à debênture privilégio geral sobre o ativo da companhia, mas
não impede a negociação dos bens que compõem esse ativo. Ela marca lugar na fila dos cre-
dores, e está na preferência, após as garantias reais, dos encargos trabalhistas e dos impostos.
É uma garantia fraca, e sua execução privilegiada é de difícil realização pois caso a emissora
esteja em situação financeira delicada, dificilmente haverá um ativo não comprometido pela
companhia;
3. Garantia quirografária: ou sem preferência, não oferece privilégio algum sobre o ativo da
emissora, concorrendo em igualdade de condições com os demais credores quirografários
(sem preferência), em caso de falência da companhia;
4. Garantia subordinada: na hipótese de liquidação da companhia, oferece preferência de paga-
mento tão somente sobre o crédito de seus acionistas.
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Nota Promissória X Debêntures
DEBÊNTURES NOTA PROMISSÓRIA
O que é Títulos de Dívidas
Objetivo captar recursos para financiar Capital Fixo Capital de Giro
Prazo Longo Prazo Curto Prazo
Quem pode emitir S.A Abertas1 S.A Abertas e Fechadas
Prazo Mínimo para resgate 1 ano 30 dias
Prazo máximo de vencimento
Não tem S.A Aberta: 360 diasS.A Fechada: 180 dias
Observação: Pode ser conversível em
ações -------------------
1 Além de S.A Abertas, pode emitir debêntures Sociedade de Arrendamento Mercantil, Companhias Hipotecárias e o BNDES
Participações.
Securitização de Recebíveis
Securitização nada mais é do que um processo através do qual uma variedade de ativos financei-
ros ou não financeiros, os ativos base, é “empacotada” na forma de títulos que podem ser vendi-
dos aos investidores.
Exemplo de uma Securitização – Emissão de CRI
credor
CRI
1
6
2 5
643
devedor
securitizadora
investidores
1. A empresa Credora possui direitos de
crédito imobiliário contra o Devedor,
que gera um fluxo financeiro futuro;
2. A credora cede os direitos de crédito, e
portanto, o fluxo financeiro, para a Se-
curitizadora;
3. A Securitizadora emite CRIs lastreados
nos direitos de créditoimobiliário cedi-
dos e os coloca no mercado;
4. A colocação dos CRIs capta recursos dos
investidores para a Securitizadora;
5. A Securitizadora utiliza os recursos cap-
tados para pagar à empresa credora
pela cessão dos direitos de crédito;
6. Ao longo da operação o fluxo financeiro
dos direitos de crédito são pagos dire-
tamente à Securitizadora, que utiliza os
recursos para remunerar os investidores
de acordo com o estabelecido no Termo
de Securitização.
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Os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios são também um exemplo de Securitização de
Recebíveis.
Letras Hipotecárias - LH
As Letras Hipotecárias são instrumentos de captação de recursos emitidos por Instituições Finan-
ceiras autorizadas a conceder créditos hipotecários, ou seja, Caixa Econômica Federal, Sociedade
de Crédito Imobiliário, Sociedade de Poupança e Empréstimo, Banco Múltiplo com Carteira de Cré-
dito Imobiliário.
Lastro
As Letras Hipotecárias são garantidas, ou seja, são lastreadas em créditos hipotecários já conce-
didos pela Instituição Financeira. Uma mesma letra poderá ser garantida por um ou mais créditos
hipotecários. A soma do principal das letras hipotecárias emitidas pela instituição financeira não
deverá exceder, em hipótese alguma, o valor total dos créditos hipotecários de titularidade da
instituição.
Rentabilidade
O investidor de Letras Hipotecárias tem o direito de receber o valor nominal aplicado, corrigido
por um índice previamente definido acrescido da taxa de juros estipulada.
A taxa de juros e a atualização monetária podem ser livremente negociadas, sendo no mínimo a
mesma da caderneta de poupança.
A atualização monetária pode ser fixada de acordo com um dos seguintes índices:
• Índice de Remuneração da Poupança;
• Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), divulgado pela Fundação Getúlio Vargas;
• Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), divulgado pela Fundação Instituto Brasi-
leiro de Geografia e Estatística - IBGE;
• Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI), divulgado pela Fundação Getúlio
Vargas.
As instituições financeiras deverão determinar no ato da emissão da Letra Hipotecária um único
índice de atualização.
Garantias:
• Possuem garantia real e contam também com cobertura do FGC.
Importante!
Os rendimentos auferidos em aplicações em LH feito por pessoa física são ISENTOS de IMPOS-
TO DE RENDA.
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Prazo
Mínimo de 180 dias, sendo que o prazo máximo não poderá ser superior ao prazo dos créditos
hipotecários que lhe servem de garantia. As letras hipotecárias emitidas com base em índice de
preços devem ter prazo mínimo de sessenta meses.
Letra de Crédito Imobiliário - LCI
• Emissão: Título emitido por bancos comerciais, bancos múltiplos com carteira de crédito imo-
biliário, a Caixa Econômica Federal, sociedades de crédito imobiliário, associações de poupan-
ça e empréstimo, companhias hipotecárias e demais espécies de instituições que venham a ser
expressamente autorizadas pelo Banco Central;
• Lastro: É lastreado por créditos imobiliários garantidos por hipoteca ou por alienação fiduciá-
ria de coisa imóvel, conferindo aos seus tomadores direito de crédito pelo valor nominal, juros
e, se for o caso, atualização monetária nelas estipulados;
• Obrigações: A letra conterá o nome da instituição emitente e as assinaturas de seus repre-
sentantes; número de ordem, o local e a data de emissão; a denominação “Letra de Crédito
Imobiliário”; o valor nominal e a data de vencimento; a forma, a periodicidade e o local de
pagamento do principal, dos juros e, se for o caso, da atualização monetária; os juros, fixos ou
flutuantes, que poderão ser renegociáveis, a critério das partes; a identificação dos créditos
caucionados e seu valor; o nome do titular; e a cláusula à ordem, se endossável;
• Garantias: Além de possuir garantia real, as LCI estão cobertas pelo Fundo Garantidor de Crédito;
• A LCI poderá ser garantida por um ou mais créditos imobiliários, mas a soma do principal das
LCI emitidas não poderá exceder o valor total dos créditos imobiliários em poder da instituição
emitente;
• A LCI poderá ser atualizada mensalmente por índice de preços, desde que emitida com prazo
mínimo de trinta e seis meses;
• É vedado o pagamento dos valores relativos à atualização monetária apropriados desde a
emissão, quando ocorrer o resgate antecipado, total ou parcial, em prazo inferior ao estabele-
cido na lei, da LCI emitida com previsão de atualização mensal por índice de preços;
• A LCI não poderá ter prazo de vencimento superior ao prazo de quaisquer dos créditos imobi-
liários que lhe servem de lastro.
Importante!
Os rendimentos auferidos em aplicações em LCI feito por pessoa física são ISENTOS de IMPOS-
TO DE RENDA.
Certificados de Recebíveis Imobiliário (CRI)
São títulos de renda fixa de longo prazo emitidos exclusivamente por uma companhia securitiza-
dora, com lastro em um empreendimento imobiliário que pagam juros ao investidor.
Os lastros mais comuns de um CRI são os créditos decorrentes de contratos de compra e venda
com alienação fiduciária do Sistema de Financiamento Imobiliário (SFI).
Os CRIs representam uma ótima opção de investimento para pessoas físicas, bancos, fundações e
fundos de investimento.
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Importante!
Somente CRI com valor nominal mínimo de R$ 1.000.000,00 (Um Milhão de Reais) pode ser
objeto de distribuição pública.
Algumas das vantagens de se investir em CRIs:
• Investimento de longo prazo com rentabilidade acima dos títulos públicos;
• Isenção de Imposto de Renda para pessoas físicas;
• Substitui os investimentos imobiliários, reduzindo os custos administrativos de vacância e re-
formas.
Importante!
Investimentos em CRI não estão cobertos pelo FGC.
Cédula de Crédito Bancário - CCB
• Título de crédito emitido por pessoa física ou jurídica em favor de instituição financeira ou de
entidade a esta equiparada, credora original da CCB, representando promessa de pagamento
em dinheiro, decorrente de operação de crédito, de qualquer modalidade;
• A instituição credora deve integrar o SFN - Sistema Financeiro Nacional, sendo admitida a
emissão da CCB em favor de instituição domiciliada no exterior, desde que a obrigação esteja
sujeita exclusivamente à lei e ao foro brasileiros;
• A CCB em favor de instituição domiciliada no exterior pode ser emitida em moeda estrangei-
ra;
• Pode ser emitida com ou sem garantia, real ou fidejussória, especificada no corpo do título.
Como funciona a emissão:
Garantias
Amortização
e resgate
Emissor CCB
Investidores
(Credores)
Instituição
Registradora
Instituição
Colocadora
2
2 2
3
3
54
6
1
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1. A Cédula é estruturada com todas as garantias reais e/ou fidejussórias estabelecidas;
2. A Cédula é emitida da favor a Instituição registradora com as garantias constituídas na própria
cédula;
3. Após a emissão, a Instituição Colocadora atua para distribuir as cédulas junto a investidores do
Mercado Financeiro ou do Mercado de Capitais;
4. O pagamento dos investidores pela cédula é repassado para o emissor;
5. O emissor se responsabiliza pelo pagamento da amortização e pelo resgate da cédula junto
aos investidores conforme o estabelecido na própria cédula;
6. As garantias são utilizadas como um reforço de crédito para os investidores. Há casos em que
as garantias geram um fluxo de caixa que é utilizado para o pagamento da amortização e res-
gate das cédulas.
Cédula de Produto Rural - CPR
• Título no qual o emitente, produtor rural (pessoafísica ou jurídica) ou cooperativa de produ-
ção, vende antecipadamente certa quantidade de mercadoria, recebendo o valor negociado
(ou insumos) no ato da venda e comprometendo-se a entregá-la na qualidade e no local acor-
dado em uma data futura;
• O emitente deve procurar uma instituição (banco ou seguradora) que dê garantia à CPR, pois
aumenta o universo de compradores interessados em adquiri-la. Essa instituição, após análise
do cadastro e garantias que o emitente oferecer, acrescenta seu aval ou agrega um seguro;
• Garantias: Dentre os tipos de garantia real admitidos para a CPR, o penhor rural tem sido
apontado como o mais utilizado. São destacados entre os fatores responsáveis pela pouca
utilização da hipoteca e da alienação fiduciária, respectivamente, a maior dificuldade de exe-
cução da garantia e a falta de prática na utilização do instrumento pelos emissores;
• De posse da CPR avalizada ou segurada, o emitente pode negociá-la no mercado;
• A CPR pode ser negociada por intermédio do mercado de balcão ou - por meio do leilão eletrô-
nico do Banco do Brasil, em bolsas de mercadorias.
Fluxo:
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Tributação
A Lei nº 8.929, que regulamenta a Cédula de Produto Rural, definiu em seu artigo 19, § 2º, que, nas
negociações em mercados de bolsa e de balcão, a CPR, considerada ativo financeiro, não estará
sujeita à incidência do IOF - Imposto sobre Operações de Crédito, Câmbio e Seguro, ou Relativas a
Títulos ou Valores Mobiliários.
Isenção de Imposto de Renda para pessoa física
A Lei nº 11.033/04, em seu artigo 3º, inciso V, após alteração efetuada pela Lei nº 11.311, de 13/6/06,
tornou isenta do Imposto de Renda, na fonte e na declaração de ajuste anual das pessoas físicas, a
remuneração produzida pela CPR financeira, desde que negociada no mercado financeiro.
Letra de Crédito do Agronegócio - LCA
• São títulos de crédito representativos de promessa de pagamento em dinheiro, de execução
extrajudicial, emitidos com base em lastro de recebíveis originados de negócios realizados
com produtores rurais e cooperativas, relacionados com produção, comercialização, benefi-
ciamento ou industrialização de produtos ou insumos agropecuários ou de máquinas e imple-
mentos utilizados na atividade agropecuária;
• Título de crédito representativo de uma promessa de pagamento em dinheiro, este título só
pode ser emitido por bancos e por cooperativas de crédito (instituição financeira pública ou
privada);
• Os recebíveis vinculados ao LCA deverão ser registrados em sistemas de registro e liquidação
financeira de ativos e custodiados em instituição autorizada.
Tributação
• IOF: alíquota zero aplicável sobre as operações realizadas com LCA;
• IR: os rendimentos são isentos de IR, quando a LCA for emitida em favor de pessoa física e
mantidos em aplicação até o vencimento do título;
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Nota de Crédito do Agronegócio – NCA (Agrinote)
Espécie das Notas Comerciais (Commercial Papers), as NCAs são notas promissórias comerciais
para distribuição pública voltadas exclusivamente para o agronegócio.
Por meio da NCA, a empresa emissora se compromete a efetuar o pagamento em dinheiro ao seu
titular (credor) da quantia a ser apurada de acordo com os termos contidos no título, em data fu-
tura predeterminada.
Além das sociedades anônimas abertas e fechadas, poderão também emitir NCAs as sociedades
limitadas e as cooperativas, desde que tenham por atividade produção, comercialização, benefi-
ciamento ou industrialização de produtos ou insumos agropecuários ou de máquinas e implemen-
tos utilizados na atividade agropecuária.
Para emitir uma NCA, a emissora deverá, em regra, ser registrada na CVM como companhia aberta
ou como emissora de NCA. As companhias fechadas, as sociedades limitadas e as cooperativas
poderão solicitar somente registro de emissoras de NCA, juntamente com o pedido de registro
de oferta pública, desde que: a NCA emitida tenha valor nominal unitário igual ou superior a R$
1.000.000,00, garantidas por seguro de crédito ou tenha valor nominal unitário igual ou superior
a R$ 1.000.000,00, sem seguro.
Caso as ofertas públicas de distribuição de NCA tenham prazo igual ou inferior a 270 dias, o regis-
tro da empresa emissora mencionado acima pode ser dispensado, o que vem a ser uma exceção à
regra geral acima mencionada.
Prazo máximo de até 360 dias a contar da sua efetiva integralização.
A empresa emissora poderá resgatar antecipadamente a NCA, desde que obtenha anuência do
titular (credor), mas o resgate antecipado implica na extinção do título, não havendo possibilidade
de sua manutenção em tesouraria até o vencimento.
É facultado adicionar garantias à NCA, tais como bens ou títulos de crédito originário ou decorren-
te da produção rural; ou garantia fiduciária de instituição financeira. Para formar sua decisão de
investimento, é obrigatório que o investidor receba um prospecto da NCA contendo informações
completas acerca do referido título, admitindo-se seu envio ou obtenção por meio eletrônico.
Letras Financeiras
Quem pode emitir:
• Bancos Comerciais, Investimento e Múltiplo;
• Sociedades de crédito, financiamento e investimento;
• Caixas econômicas;
• Companhias hipotecárias;
• Sociedades de crédito imobiliário;
• BNDES.
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A LF terá prazo mínimo de 24 meses para o vencimento, vedado o resgate, total ou parcial,
antes do vencimento pactuado.
A LF não pode ser emitida com valor nominal unitário inferior a R$ 1.000.000,00 (Um Milhão de
Reais)
Remuneração:
• Prefixada;
• Pós fixada;
• Flutuantes;
Comentário:
• É vedada a emissão com cláusula de variação cambial;
• É admitido o pagamento periódico de rendimentos em intervalos de, no mínimo, 180 dias.
Importante!
LF não está coberta pelo FGC.
Letra de Câmbio
MUITO Importante!
A Letra de Câmbio não possui NADA em comum
com o câmbio, moeda estrangeira.
A palavra “Câmbio” refere-se a possibilidade de “trocar” a nota e não ao comércio internacional.
A letra de câmbio é uma ordem de pagamento à vista ou a prazo e é criada pelo chamado de sa-
que.
Conceito:
É uma ordem dada por escrito a uma pessoa para que se pague a um beneficiário ou à sua ordem
determinada quantia em dinheiro.
Remuneração:
• Prefixada;
• Pós-Fixada.
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Títulos do Tesouro Americano - Treasuries
O QUE SÃO: Obrigações de dívida negociáveis do governo norte-americano que são emitidas com
vários prazos. Podemos dividir os Tresuries em três grupos, de acordo com o prazo:
Treasury Bills (até um ano), Treasury Notes (de um a dez anos) e Treasury Bonds (dez anos ou de
prazo mais longo). Os Treasuries são considerados entre os investimentos mais seguros do mun-
do e são constantemente usados como referência para outros investimentos.
Treasury Bill
Obrigações de dívida do governo americano de curto prazo, com prazo de um ano, ou menos, e
emitidas com desconto sobre o seu valor de face (não paga cupom, ou seja, é do tipo zero cupom).
A compra e venda de Treasury Bills é o principal instrumento que o Fed, banco central norte-ame-
ricano, usa para regular a oferta de moeda da economia. Muitos empréstimos de juros variáveis e
hipotecas têm as suas taxas de juros em linha com essas obrigações.
Treasury Bond
Obrigações de dívida de longo prazo do governo norte-americano (pelo menos 10 anos), que são
emitidas através do sistema de leilão em datas determinadas, e que normalmente efetuam paga-
mento de cupom semestral e têm preço de emissão próximo ao par (100). O prazo mais comum é
o de 10 anos.
Treasury Bond de 30 anos
Obrigaçõesde dívida de longo prazo (30 anos), emitidas pelo governo norte-americano. Também
conhecido no mercado internacional como “Long Bond”.
Treasury Note
Obrigações de dívida do governo norte-americano com prazo entre um e dez anos, que são emiti-
das através do sistema de leilão em datas determinadas normalmente com pagamento de cupom
semestral e preço de emissão próximo ao par (100). Os prazos mais comuns são 2 e 5 anos.
Títulos da Dívida Externa do Brasil
Eurobônus (eurobonds)
Títulos de renda fixa que são emitidos no Euromercado, com prazo mínimo de um ano, podendo
também ser denominados em diversas moedas, como dólar, euro, etc. Instrumento inicialmen-
te utilizado por emissores de perfil de crédito privilegiado (governos, entidades supranacionais,
grandes empresas e bancos), com o objetivo de obter custos de captação inferiores a seus respec-
tivos mercados domésticos.
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Global Bonus (Global Bond)
São títulos do tesouro brasileiro que o governo emite fora do país, ou seja, o governo lança os glo-
bal bonds, os investidores compram e os resgatam em um período predeterminado (4, 9, 30 ou 40
anos, por exemplo).
Selic
• O Selic é um sistema informatizado que se destina à custódia de títulos escriturais de emissão
do Tesouro Nacional, bem como ao registro e à liquidação de operações com os referidos
títulos;
• Liquidadas Brutos em Tempo Real – LBTR (Online);
• Participantes do Selic: Bancos, caixas econômicas, SCTVM, SDTVM, BACEN; fundos; entidades
abertas e fechadas de previdência complementar, sociedades seguradoras, resseguradores
locais, operadoras de planos de assistência à saúde e sociedades de capitalização e outras en-
tidades, a critério do administrador do Selic;
• Administrado pelo Banco Central do Brasil operado em parceria com a Anbima;
• Seus centros operacionais (centro principal e centro de contingência) localizados na cidade do
Rio de Janeiro;
• Das 6h30 às 18h30, todos os dias úteis;
• Se a conta de custódia do vendedor não apresentar saldo suficiente de títulos, a operação é
mantida em pendência pelo prazo máximo de 60 minutos ou até 18h30, o que ocorrer primeiro.
Cetip
• Cetip S.A. Balcão Organizado de Ativos e Derivativos;
• Depositária principalmente de títulos de renda fixa privados, títulos públicos estaduais e mu-
nicipais;
• Com poucas exceções, os títulos são emitidos escrituralmente (eletrônicos);
• As operações de compra e venda são realizadas no mercado de balcão;
• Conforme o tipo de operação e o horário em que realizada, a liquidação é em D ou D+1;
• Alguns títulos liquidados e custodiados no CETIP:
• CDB;
• RDB;
• Debêntures;
• DI;
• LH, LC e LI;
• SWAP.
BM&FBOVESPA – CÂMARA DE AÇÕES (Antiga CBLC)
Bm&FBovespa – Câmara de Ações = CBLC
A BM&FBovespa – Câmara de Ações tem por objeto compensar, liquidar e controlar o risco das
obrigações decorrentes de operações à vista e de liquidação futura com qualquer espécie de va-
lores mobiliários, títulos, direitos e ativos realizadas na Bolsa de Valores de São Paulo S.A. (BM&-
FBOVESPA), em outras bolsas ou outros mercados.
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Módulo III
CEA - ANBIMA
Mercado Tipo de Operação Dia da Liquidação
Título de renda fixa privada À vista D+0*D+1
Ações
À vista D+3
A termo D+n, o dia do vencimento
Futuro D+3 do dia do vencimento
Opções**
e futuros*** D+1
* Para ser liquidada em D+0, a operação deve ser especificada até as 13h.
** Liquidação dos prêmios negociados.
*** Liquidação dos valores referentes ao ajuste diário de posições.
Clearing House
Principal objetivo de uma clearing house: Mitigar o risco de liquidação.
Principais clearing house:
• SELIC: Títulos Públicos Federal (LFT, LTN e NTN-B, NTN-C, NTN-D e NTN-F);
• CETIP: Títulos Privados (CDB, LH, CRI, CPR e SWAP);
• BM&FBovespa – Câmara de Ações: Ações e Derivativos (Opções, Futuro e Termo).
Sistema de Pagamentos Brasileiro – SPB
• Sistema de Pagamentos é o conjunto de regras, sistemas e mecanismos utilizados para trans-
ferir recursos e liquidar operações financeiras entre empresas, governos e pessoas físicas;
• Anteriormente (até abril/2002): alto risco SISTÊMICO, devido a:
• Não existência de tratamento diferenciado para transferência de valores elevados;
• O acerto das contas dos bancos só se procedia no dia seguinte;
• Para evitar o colapso do sistema de pagamentos, o BACEN era obrigado a intervir no sis-
tema, sempre que um fato acontecia;
• Surgimento da TED (Transferência Eletrônica Disponível), como alternativa para a transfe-
rência, com liquidação no mesmo dia, de valores iguais ou superiores a R$ 1.000,00;
• Proibição da emissão de DOC’s de valores iguais ou superiores a R$ 4.999,99.
A criação do SPB trouxe ao sistema financeiro mais segurança, mais agilidade e uma redução do
risco sistêmico.
Risco
Risco pode ser definido como a probabilidade de perda ou ganho numa decisão de investimento.
Grau de incerteza do retorno de um investimento. Normalmente, o risco tem relação direta com o
nível de renda do investimento: quanto maior o risco, maior o potencial de renda do investimento.
Risco versus Retorno
Considerando que os investidores são racionais, concluímos que só estarão dispostos a correrem
maior risco em uma aplicação financeira para ir em busca de maiores retorno.
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Segundo o princípio da dominância, entre dois investimento de mesmo retorno, o investidor pre-
fere o de menor risco e, entre dois investimento de mesmo risco, o investidor prefere o de maior
rentabilidade.
PRAZO MÉDIO RISCO (VOLATILIDADE) RETORNO
Diversificação: Vantagens e Limites de Redução do Risco Incorrido
• Risco sistemático: é a parte da volatilidade do ativo que tem sua origem em fatores comuns
a todos os ativos do mercado.
• Por exemplo, determinado resultado das eleições presidenciais afeta, em maior ou menor
grau, todos os ativos do mercado.
• Risco não sistemático ou específico: é a parte da volatilidade do ativo que tem sua origem
em características específicas do ativo.
• Por exemplo, se uma plataforma da Petrobras sofre um acidente, a princípio somente as
ações dessa empresa recebem um impacto negativo.
Grau de
Risco (σ)
Risco Não-
Sistemático
Risco Sistemático
1 2 3...
10 - 15
No de Ações
na Carteira
A diversificação, no mundo dos investimentos, é como o investidor divide sua poupança nos di-
versos ativos financeiros e reais, como: colocar 10% de seu dinheiro na poupança, 50% em fundos
de renda fixa, 20% em fundo imobiliário e 20% em ações.
A diversificação ajuda a reduzir os riscos de perdas. É o velho ditado: “não coloque todos os ovos
numa única cesta”. Dessa forma, quando um investimento não estiver indo muito bem, os outros
podem compensar, de forma que, na média, não se tenha perdas mais expressivas.
A diversificação consegue reduzir APENAS o risco NÃO SISTEMÁTICO (específico). O risco siste-
mático não pode ser reduzido, nem mesmo com uma excelente diversificação.
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Módulo III
CEA - ANBIMA
Escala de ratings globais das agências
Moodys Fitch Ratings Standard & Poor's Significado
Aaa AAA AAA Mais alta qualidade
Aa AA AA Alta qualidade
A A A Qualidade média (alta)
Baa BBB BBB Qualidade média
Ba BB BB Predominantemente especulativo
B B B Especulativo, baixa classificação
Caa CCC CCC Inadimplemento próximo
C C C Mais baixa qualidade, sem interesse
DDD DDD Inadimplente, em atraso, questionável
DD DD Inadimplente, em atraso, questionável
D D Inadimplente, em atraso, questionável
Fonte: Standard & Poor's, Moody's e Fitch Ratings
Risco de Liquidez
Trata-se da impossibilidade de venderum determinado ativo pelo preço e no momento desejado.
A realização da operação, se ela for possível, implica numa alteração substancial nos preços do
mercado.
Caracteriza-se quando o ativo possui muitos vendedores e poucos compradores.
Investimento em imóveis é um exemplo de uma aplicação com alto risco de liquidez.
Risco de Crédito
Risco de crédito está associado a possíveis perdas que um credor possa ter pelo não pagamento
por parte do devedor dos compromissos assumidos em uma data acertada, seja esse compromis-
so os juros (cupons) ou o principal. Há vários tipos de risco de crédito: um investidor, ao comprar
um título, sempre estará incorrendo em um ou mais desses tipos de risco de crédito.
As empresas contratam as agências especializadas, como Standard & Poor’s e Moody’s para que
elas classifiquem o risco de crédito referente às obrigações que vão lançar no mercado (e que serão
adquiridas por investidores), como debêntures (bonds), commercial papers, securitizações, etc.
O rating depende da probabilidade de inadimplência da empresa devedora, assim como das carac-
terísticas da dívida emitida.
Quando uma empresa emite debêntures e não consegue honrar seus pagamentos, seus investido-
res estão sujeitos a terem perdas financeiras devidas ao risco de crédito existente.
Importante!
Aplicação em ações NÃO possuem RISCO DE CRÉDITO.
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Risco País
O risco país tem sua origem na possibilidade de um país não honrar seus compromissos, ou seja,
não ter capacidade de gerar recursos para o pagamento de suas obrigações com credores externos.
O risco país também pode ser gerado pelo risco político ou soberano quando se criam restrições
ao livre fluxo de capitais, impondo controles cambiais que impossibilitam a remuneração dos in-
vestidores externos.
Golpes militares, políticas econômicas, resultado de novas eleições, entre outros, podem trazer
este tipo de restrição.
Duration de Macaulay
A duration de Macaulay é o prazo médio ponderado do título de renda fixa.
O prazo médio calculado pela duration de Macaulay permite supor um título sintético que possua
apenas um cash flow no futuro com prazo de vencimento igual à própria duration.
Em geral, quanto maior a duration, mais cairá o preço do título, se a taxa de juros aumentar.
Duration Modificada
Pode-se interpretar de maneira simplificada a duration modificada como o quanto o preço do títu-
lo vai subir ou cair se o juros subir ou cair.
Como CALCULAR o duration de um título
Como exemplo, vamos considerar um título com prazo de seis anos, preço de $1.000 e cupom anu-
al de 10%.
Tempo (N) Fluxo (VF) VP VR N x VR
1 100,00 90,90 0,0909 0,090
2 100,00 82,64 0,0826 0,165
3 100,00 75,13 0,0751 0,225
4 100,00 68,30 0,0683 0,273
5 100,00 62,09 0,0620 0,310
6 1.100,00 620,92 0,6209 3,725
TOTAL 1.000,00 1 4,788
VP: Valor presente, descontado na calculadora HP – 12C a taxa de 10%
VR: Valor obtido dividindo a coluna “VP” pelo valor do investimento, nesse caso, 1.000
T x VR: Multiplicando a coluna Tempo pelo VR. O somatório desta coluna é o duration do título em questão.
Assim o valor da Duration desse título é de 4,788 anos.
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Módulo III
CEA - ANBIMA
Resumo Títulos de Renda Fixa
TÍTULO QUEM EMITE PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS OBSERVAÇÃO
Treasury Bill Tesouro Americano Principal Título Americano. Desconto sobre valor de face. Curto Prazo. Zero cupom
Treasury
Bond Tesouro Americano
Título de longo prazo (mínimo de 10
anos).
Pagam cupom
semestralmente
Treasury
Note Tesouro Americano Prazo de 1 a 10 anos. Pagam cupom
NTN Tesouro Nacional Rentabilidades: B-IPCA, F-PRÉ FIXADA Títulos pagam cupom
LTN E LFT Tesouro Nacional LFT: SELIC LTN: Prefixado Zero cupom
CDB Bancos Principal meio de captação dos bancos. Conhecido como depósito a prazo
CCB Pessoa Física ou Pessoa Jurídica
Lastreada em créditos a receber de uma
Instituição Financeira integrante do SFN
ou domiciliada no exterior.
LH
Quem pode
emprestar Crédito
Imobiliário
Garantia Hipoteca do imóvel. Prazo
mínimo de 180 dias. Coberta pelo FGC.
Pessoa Física
está ISENTA
da cobrança
de Imposto de
Renda
CRI
Companhias
securitizadoras de
crédito imobiliário
Em geral adquire créditos imobiliários
com garantia de Alienação Fiduciária.
Necessário registro na CVM. Oferta
mínima de R$ 300 mil. Não está coberto
pelo FGC.
LCI
Quem pode
emprestar Crédito
Imobiliário
Pode ter garantia hipoteca ou alienação
fiduciária. Prazo mínimo de 60 dias.
CPR Produtor Rural (PF, PJ ou Cooperativas)
Principais garantias são dadas por
seguradoras ou penhor rural. Podem ser
negociadas e Mercado de Balcão e Bolsa.
LCA
Bancos ou
Cooperativas de
Crédito
Lastro em empréstimos destinados a
produtores rurais e cooperativas.
Debêntures S.A Aberta não financeira
Financiamento de Capital Fixo. Possuem
garantias. Classificação de rating. Título
de logo prazo. Prazo mínimo de 1 ano.
Não tem prazo máximo.
Necessária
autorização
da CVM. Não
contam FGC
Nota
Promissória
(commercial
papper)
S.A Aberta ou
Fechada não
financeira
Financiamento de Capital de Giro. Curto
Prazo, mínimo 30 dias e máximo de 180
(fechada) e 360 (aberta). Não possuem
garantias reais.
Necessária
autorização
da CVM. Não
contam FGC
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3.2 Renda Variável
Ações
Definição:
Ação representa a menor “fração” do capital social de uma empresa, ou seja, a unidade do capital
nas sociedades anônimas. Quem adquire essas “frações” é chamado de acionista, que vai ter cer-
ta participação na empresa, correspondente a quantas dessas “frações” ele detiver.
Operação de Underwriting
Mercado
primário
IPO
Decide captar
recursos via
emissão de
ações
Emite as ações
no mercado
primário
(underwriting)
Ações passam a
ser negociadas
no mercado
secundárioBolsa de
Valores
B.I
Agentes Underwriter
Bancos de Investimento, Bancos Múltiplos com carteira de Investimento, Sociedade Distribuidora
de Títulos e Valores Mobiliários (SDTVM) e Sociedade Corretora de Títulos e Valores Mobiliários.
Underwriting Garantia Firme (Straight)
Subscrição em que a instituição financeira subscreve integralmente a emissão para revendê-la
posteriormente ao público.
Selecionando essa opção, a empresa assegura a entrada de recursos.
O risco de mercado é do intermediário financeiro.
Underwriting de Melhores Esforços (Best Efforts)
Subscrição em que a instituição financeira se compromete a realizar os melhores esforços para a
colocação junto ao mercado das sobras do lançamento.
Não há comprometimento por parte do intermediário para a colocação efetiva de todas as ações.
A empresa assume os riscos da aceitação ou não das ações lançadas por parte do mercado.
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Módulo III
CEA - ANBIMA
Underwriting Residual (Standby)
Subscrição em que a instituição financeira se compromete a colocar as sobras junto ao público em
determinado espaço de tempo, após o qual ela mesmo subscreve o total das ações não colocadas.
Decorrido o prazo, o risco de mercado é do intermediário financeiro.
BOOKBUILDING: Mecanismo de consulta prévia para definição de remuneração de debênture ou
de eventuais variações (ágio ou deságio) no preço de subscrição. Baseia-se na quantidade que
investidores têm disposição para adquirir, em diferentes faixas de remuneração. Processo de for-
mação de preços, normalmente através de um leilão de oferta, que auxilia na definição da remu-
neração e, outras características de títulos e valores mobiliários, de forma a refletir as condições
de mercado por ocasião de sua efetiva colocaçãoà venda. De maneira bem simplificada, bookbuil-
ding é a operação na qual o coordenador da oferta avalia, junto aos investidores, a demanda pelos
papéis que estão sendo ofertados. Baseado na avaliação da empresa e das condições de mercado,
o coordenador da oferta determina um intervalo inicial para o preço de lançamento desses papéis.
O próximo passo do coordenador é entrar em contato com investidores institucionais (como ges-
tores de recursos, fundos de pensão, seguradoras e outros) e verificar se estes estão interessados
na oferta e quanto estão dispostos a pagar por cada papel. Cada investidor indica, formal ou in-
formalmente, quantos papéis deseja comprar e qual preço está disposto a pagar. O coordenador
tabula essas informações por ordem crescente de preço, de forma a obter qual seria a quantidade
acumulada a determinado preço ao atingir o número de papéis que estão sendo ofertados.
MERCADO PRIMÁRIO: Colocação de títulos resultantes de novas emissões. Empresas utilizam o
mercado primário para captar os recursos necessários ao financiamento de suas atividades.
MERCADO SECUNDÁRIO: Negociação de ativos, títulos e valores mobiliários em mercados organi-
zados, em que investidores compram e vendem em busca de lucratividade e liquidez, transferin-
do, entre si, os títulos anteriormente adquiridos no mercado primário.
LOTE SUPLEMENTAR: O ofertante poderá outorgar à instituição intermediária opção de distribui-
ção de lote suplementar, que preveja a possibilidade de, caso a procura dos valores mobiliários
objeto de oferta pública de distribuição assim justifique, ser aumentada a quantidade de valores
a distribuir junto ao público, nas mesmas condições e preço dos valores mobiliários inicialmente
ofertados, até um montante predeterminado que conste obrigatoriamente do prospecto e que
não poderá ultrapassar a 15% da quantidade inicialmente ofertada.
PREÇO FIXO: Preço definido em AGE (Assembleia Geral Extraordinária) ou RCA (Reunião do Con-
selho de Administração) da empresa Emissora.
BANCO COORDENADOR: É a instituição financeira contratada pelas empresas para fazer a inter-
mediação, nas ofertas públicas de ações, debêntures, notas promissórias comerciais e demais va-
lores mobiliários. Podem ser: Corretoras ou Distribuidoras de Títulos e Valores Mobiliários e Banco
de Investimento.
Nota: Pode ter mais de um Banco coordenador, porém um será denominado coordenador líder.
BANCO MANDATÁRIO: Tem a função de processar as liquidações físicas e financeiras entre sua te-
souraria e a instituição custodiante. Além disso, o banco mandatário verifica a existência, autenti-
cidade, validade e regularidade da emissão de valores imobiliários, bem como quantidade emitida,
série e emissão destes.
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Prospecto, Folheto ou Folder de Oferta Pública
O prospecto deverá, de maneira que não omita fatos de relevo nem contenha informações que
possam induzir em erro os investidores, conter dados e informações sobre:
• Perspectivas e planos da companhia;
• Situação do mercado em que ela atua;
• Os riscos do negócio;
• O quadro administrativo da empresa;
• e muitas outras informações importantes na hora de decidir se tornar sócio desta ou da-
quela companhia.
É obrigatória a entrega de exemplar do Prospecto Definitivo ou Preliminar ao investidor, admi-
tindo-se seu envio ou obtenção por meio eletrônico.
O Prospecto Preliminar deverá estar disponível nos mesmos locais do Prospecto Definitivo para os
investidores pelo menos 5 (cinco) dias úteis antes do prazo inicial para o recebimento de reserva.
Na hipótese de confecção de lâmina, é obrigatório constar a recomendação de leitura do prospec-
to antes da decisão de investimento.
Mercado de Balcão
Mercado de balcão: É dito organizado quando as instituições que o administram criam um am-
biente informatizado e transparente de registro ou de negociação e têm mecanismos de autorre-
gulamentação.
Nos mercados de negociação - nos quais também essas instituições são autorizadas a funcionar
pela CVM e por ela são supervisionadas - cria-se um ambiente de menor risco e transparência para
os investidores se comparado ao mercado de balcão não organizado.
Mercado de balcão não organizado: é o mercado de títulos e valores mobiliários cujos negócios
não são supervisionados por entidade autorreguladora.
No mercado de balcão, os valores mobiliários são negociados entre as instituições financeiras sem
local físico definido, por meios eletrônicos ou por telefone. São negociados valores mobiliários
de empresas que são companhias registradas na CVM e prestam informações ao mercado, não
registradas nas bolsas de valores.
Mercado de Bolsa de Valores: é um local em que se negociam ações de empresas de capital aber-
to (públicas ou privadas) e outros instrumentos financeiros como opções e debêntures.
Tradicionalmente os negócios aconteciam fisicamente no próprio recinto da bolsa: pregão viva-
-voz. Porém, atualmente, as transações são cada vez mais realizadas por meios eletrônicos em
tempo real, onde são colocadas às ordens pelos compradores e vendedores: pregão ou sistema
eletrônico.
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Módulo III
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Os movimentos dos preços no mercado ou em uma seção do mercado são capturados através de
índices chamados Índices de Bolsa de Valores.
Mercado de Balcão Bolsa de Valores
Não Organizado Organizado
Sem local físico
determinado
Sistema eletrônico de
negociação Pregão eletrônico
Qualquer título pode
ser negociado
Supervisão da
liquidação
Registra, supervisiona e divulga a
execução dos negócios e a liquidação
SUBSCRIÇÃO PÚBLICA (quando dependerá de prévio registro da emissão na Comissão de Valores
Mobiliários e haverá a intermediação obrigatória de instituição financeira – art. 82 da Lei 6.404/76).
SUBSCRIÇÃO PARTICULAR (quando poderá fazer-se por deliberação dos subscritores em assem-
bleia geral ou por escritura pública – art. 88 da Lei 6.404/76).
Negociação de Ações (Mercado Secundário)
Comentário!
A liquidação na compra e venda de ações acontecem em D+3.
S.A Aberta X S.A Fechada
Abertas:
• Negociação em bolsas de valores;
• Divisão do capital entre muitos sócios (pulverização);
• Cumprimento de várias normas exigidas pelo agente regulador (Bolsas de Valores e CVM).
Fechadas:
• Negociação no balcão das empresas, sem garantia;
• Concentração do capital na mão de poucos acionistas.
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Comentário!
Uma empresa quando abre o capital está também abrindo a sua contabilidade para o merca-
do, devendo possuir uma gestão transparente publicando balanços periódicos entre outras
exigências feitas pela CVM.
Tipo de Ações
• Ordinárias (ON): Garante o direito a voto nas assembleias aos acionistas;
• Preferenciais (PN):
• Tem preferência no recebimento de dividendos em relação as ordinárias;
• Não tem direito a voto;
• Recebem 10% a mais de dividendos em relação a ordinárias;
• Caso a companhia fique 3 anos sem distribuir dividendos, passa a ter direito a voto.
Observação
Empresas que abrem seu capital deverão ter no mínimo 50% de suas ações sendo do tipo ordi-
nária.
Comentário!
As ações preferenciais (PN) apesar de não terem direito a voto, podem adquiri-lo caso a em-
presa não pague dividendos (lucro) em 3 anos consecutivos.
Custo da Operação
Corretagem: Custo pago para corretoras pelas operações executada.
Emolumentos: Os emolumentos são cobrados pelas Bolsas por pregão em que tenham ocorrido
negócios por ordem do investidor. A taxa cobrada pela Bolsa é de 0,035% do valor financeiro da
operação.
Custódia: Uma espécie de tarifa de manutenção de conta, cobrada por algumas corretoras.
Direitos e Proventos de uma Ação
Dividendos:Distribuição de parte do lucro aos seus acionistas. Por lei, as empresas devem dividir
no mínimo 25% do seu lucro líquido. (Importante! caso a empresa opte por distribuir dividendos
sobre o lucro líquido, o investidor que receber esses dividendos estará livre da incidência de IR na
fonte).
• Importante! O valor distribuído em forma de dividendos é descontado do preço da ação.
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Juros sobre o Capital Próprio: São proventos pagos em dinheiro como os dividendos, sendo, po-
rém, dedutíveis do lucro tributável da empresa.
Bonificações: Correspondem à distribuição de novas ações para os atuais acionistas, em função
do aumento do capital. Excepcionalmente pode ocorrer a distribuição de bonificação em dinheiro.
Subscrição: Direito aos acionistas de aquisição de ações por aumento de capital, com preço e pra-
zos determinados. Garante a possibilidade de o acionista manter a mesma participação no capital
total.
Observação!
O direito de subscrição assemelha-se ao direito de um titular de uma opção de compra (call),
ou seja, ambos possuem o direito de comprar determinada quantidade de ações com prazos
e condições preestabelecidos.
Grupamento (Inplit): Reduzir a quantidade de ações aumentando o valor de cada ação; (Objetivo:
Menor risco).
Desdobramento (Split): Aumenta a quantidade de ações reduzindo o valor da ação; (Objetivo:
Maior liquidez).
Importante! Tanto no processo de split como o de inplit, o capital do investidor não se altera.
Outras Definições
Day trade: Combinação de operação de compra e de venda realizadas por um investidor com o
mesmo título em um mesmo dia.
Circuit breaker: Sempre que acionado, interrompe o pregão. Na Bovespa, é acionado sempre que
o Índice Ibovespa atinge uma queda de 10% (30 minutos de paralisação) e, persistindo a queda, 15%
(1 hora de paralisação).
Blue chip : Em geral, ações de empresas tradicionais e de grande porte, com grande liquidez e pro-
cura no mercado de ações.
Home broker: É um moderno canal de relacionamento entre os investidores e as sociedades cor-
retoras, que torna ainda mais ágil e simples as negociações no mercado acionário, permitindo o
envio de ordens de compra e venda de ações pela Internet, e possibilitando o acesso às cotações,
o acompanhamento de carteiras de ações, entre vários outros recursos.
Mega Bolsa: Sistema de negociação eletrônica da BOVESPA, que engloba terminais remotos e visa
ampliar a capacidade de registro de ofertas e realização de negócios em um ambiente tecnologi-
camente avançado.
Liquidez : Maior ou menor facilidade de se negociar um título, convertendo-o em dinheiro.
Lote-padrão: Lote de títulos de características idênticas e em quantidade prefixada pelas Bolsas
de Valores.
Pregão : O ambiente reservado para negociações de compra e venda de ações. Atualmente quase
as totalidades das transações ocorrem no pregão eletrônico, ampliando o antigo conceito de es-
paço físico.
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Acionista Controlador
Pessoa natural ou jurídica, ou grupo de pessoas vinculadas por acordo de acionistas, que possui a
maioria dos votos (Ações Ordinárias) nas deliberações da assembleia geral e o poder de eleger a
maioria dos administradores da companhia e usa efetivamente seu poder para dirigir as atividades
sociais e orientar o funcionamento da companhia.
Exemplo: Na Petrobras (PETR3 e PETR4) acionista controlador é a União Federal, que detém a
maioria das ações ONs.
“TAG ALONG”
Quando há mudança de controle de companhia aberta, os demais acionistas detentores de ações
com direito a voto devem receber uma oferta pública de compra de suas ações pelo mesmo valor
pago pelas ações do controlador e os acionistas preferenciais, quando for o caso, deverão receber
uma oferta de, no mínimo, 80% do valor pago por ação com direito a voto, integrante do bloco de
controle.
Análise Técnica (Gráfica)
A Análise Técnica, ou gráfica estabelece projeções para os preços das ações baseadas na observa-
ção do comportamento passado: sua demanda e oferta e a evolução passada dos volumes nego-
ciados e os preços das ações.
Em resumo, a análise técnica estuda as movimentações nos preços passados e, a partir daí, expli-
ca a sua evolução futura.
Os instrumentos utilizados para esta análise são gráficos de acompanhamento, gráficos ponto-fi-
gura e gráficos de barras.
Nos movimentos de alta dos ativos, a barreira é conhecida como resistência.
Nos movimentos de baixa dos ativos, a barreira é conhecida como suporte.
Análise Fundamentalista
Afirma que há um valor para cada ação baseado no desempenho econômico-financeiro da empre-
sa, comparando empresas do mesmo setor, setores diferentes e análises conjunturais, conside-
rando variáveis internas e externas à empresa e suas influências sobre o valor da ação.
Portanto, a análise Fundamentalista utiliza-se de informações quanto à empresa, ao setor a que
ela pertence, ao mercado de ações e à conjuntura econômica.
Cálculo do Índice de Lucro por Ação – LPA
O índice ilustra o benefício auferido por ação emitida pela empresa, ou seja, o resultado líquido
obtido em determinado período. A quantidade de ações emitida pode ser determinada pelo nú-
mero de ações que compõem o capital social da companhia ao final do exercício social, ou em
função de sua quantidade média calculada no período. O índice LPA representa a parcela do lucro
líquido pertencente a cada ação, sendo que sua distribuição aos acionistas é definida pela política
de dividendos adotada pela companhia.
LPA = Lucro Líquido / Número de Ações Emitidas.
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Cálculo do Índice Preço/Lucro de uma Empresa – (P/A)
O índice Preço/Lucro de uma ação (também conhecido por múltiplo de lucros ou P/LPA) é um ín-
dice usado para medir quão baratos ou caros os preços das ações estão. É provavelmente o mais
consistente indicador de ressalva quanto ao otimismo excessivo no mercado. Serve também como
um marcador de problemas e de oportunidades de negócio. Relacionando o preço e os lucros por
ação de uma companhia, pode-se analisar a avaliação de mercado das ações de companhias relati-
va à riqueza que a companhia está criando realmente. O índice P/L é calculado da seguinte forma:
Índice P /L =
Preço p /ação
Lucro p /ação
É uma indicação do número de anos que se levaria para se reaver o capital aplicado na compra de
uma ação, por meio da distribuição de dividendos.
Governança Corporativa da Empresa
Governança corporativa é o conjunto de práticas que têm por finalidade alinhar os objetivos da
administração da companhia aos interesses dos acionistas.
Para tanto, estabelece um sistema pelo qual as sociedades são dirigidas e monitoradas, envolven-
do os relacionamentos entre investidores (acionistas/cotistas), Conselho de Administração, Dire-
toria, Auditoria Independente e Conselho Fiscal. A análise das práticas de governança corporativa
aplicada ao mercado de capitais envolve, principalmente: transparência, equidade de tratamento
dos acionistas, prestação de contas e responsabilidade corporativa. Boas práticas de governança
corporativa logram aumentar o valor de uma companhia, facilitar seu acesso ao capital e contri-
buir para sua perenidade.
Governança corporativa é o conjunto de mecanismos de incentivo e controle que visam assegurar
que as decisões sejam tomadas em linha com os objetivos de longo prazo das organizações. Entre
os mecanismos de governança, destaca-se a existência de:
• Conselho de administração ativo e que atue com independência;
• Maioria obrigatória de conselheiros independentes, todos com excelente reputação no
mercado, experiência e firme compromisso de dedicação ao Conselho;
• Comitê de Auditoria composto exclusivamente por membros independentes.Segmentos de Governança Corporativa
Nível 1:
• Realização de reuniões públicas com analistas e investidores, ao menos uma vez por ano.
• Manutenção em circulação de uma parcela mínima de ações, representando 25% (vinte e cinco
por cento) do capital social da companhia
• Extensão para todos os acionistas detentores de ações ordinárias das mesmas condições ob-
tidas pelos controladores quando da venda do controle da companhia e de, no mínimo, 80%
(tag along)
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Nível 2:
• Divulgação de demonstrações financeiras de acordo com padrões internacionais IFRS ou US
GAAP.
• Conselho de Administração com mínimo de 5 (cinco) membros e mandato unificado de até 2
(dois) anos, permitida a reeleição. No mínimo, 20% (vinte por cento) dos membros deverão ser
conselheiros independentes.
• Extensão para todos os acionistas detentores de ações ordinárias e preferenciais das mes-
mas condições obtidas pelos controladores quando da venda do controle da companhia e de,
no mínimo, 100% (tag along).
Novo Mercado:
• Transparência maior na gestão e na publicação;
• 100% das ações devem ser ordinárias;
• 100% tag along;
• IPO de no mínimo 10 milhões;
• Manter no mínimo 25% das ações em circulação.
Comentário!
Nem todas as empresas de capitais abertos que operam na Bovespa encaixam em um dos ní-
veis de governança coorporativa citados acima.
Resumo Níveis de Governança
TRADICIONAL NÍVEL 1 NÍVEL 2 NOVO MERCADO
Percentual mínimo
de ações em
circulação (free float)
Não há 25% 25% 25%
Tipo de ações
Ordinárias (ON)
e Preferenciais
(PN)
Ordinárias (ON)
e Preferenciais
(PN)
Ordinárias (ON) e
Preferenciais (PN)
SOMENTE
ORDINÁRIAS (ON)
Conselho de
Administração
Mínimo 3
membros.
Mínimo de 3
membros
Mínimo 5
membros, onde
pelo menos 20%
são membros
independentes
Mínimo 5
membros, onde
pelo menos 20%
são membros
independentes
Padrão de
Demonstrações
Financeiras
Facultativo Facultativo US GAAP ou IFRS US GAAP ou IFRS
Tag Along Facultativo Facultativo 100% para ON e para PN 100%
Adoção de Câmara
de Arbitragem Facultativo Facultativo Obrigatório Obrigatório
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Módulo III
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Principais Índices de Mercado
Ibovespa:
• Mais utilizado e mais importante índice brasileiro;
• Composto pelas ações de maior liquidez da bolsa de valores dos últimos 12 meses;
• A carteira é revista ao final de cada quadrimestre; (jan – abril; maio – ago; set – dez);
• As ações para participarem do Ibovespa devem obrigatoriamente:
• apresentar, em termos de volume, participação superior a 0,1% do total;
• ter sido negociada em mais de 80% do total de pregões do período.
IBrX:
Assim como o Ibovespa, é composto pelas 100 empresas com o maior número de operações e vo-
lume negociado na Bovespa nos últimos 12 meses.
O que o diferencia do Ibovespa é o fato do IBrX considerar apenas as ações disponíveis no merca-
do, desconsiderando as ações em posse dos controladores.
IBrX - 50:
Adota os mesmo critérios do Índice IBrX, mas é composto apenas pelas 50 ações de maior liquidez.
ISE - Índice de Sustentabilidade Empresarial
Ferramenta para análise comparativa de performance das empresas listadas na BM&FBovespa
sob o aspecto da sustentabilidade corporativa, baseada na eficiência econômica, no equilíbrio am-
biental, na justiça social e na governança corporativa.
A Metodologia do índice foi desenvolvida pela Escola de Administração de Empresas de São Paulo
da Fundação Getúlio Vargas (FGV-EAESP, e reuniu inicialmente 28 empresas.
IGC - Índice de Ações com Governança Corporativa
Índice que mede o desempenho de um carteira teórica composta por ações de empresas compro-
metidas com programas de governança corporativa. Calculado pela Bolsa de Valores de São Paulo.
Índice Mid-Large Cap – MLCX e Índice Small Cap - SMLL
Criados pela BM&FBOVESPA, o Índice BM&FBOVESPA Mid Large Cap (MLCX) e o Índice BM&FBO-
VESPA Small Cap (SMLL) têm por objetivo medir o comportamento das empresas listadas na Bol-
sa de modo segmentado. O índice Mid Large medirá o retorno de uma carteira composta pelas
empresas listadas de maior capitalização, e o índice Small Cap medirá o retorno de uma carteira
composta por empresas de menor capitalização. As ações componentes serão selecionadas por
sua liquidez e serão ponderadas nas carteiras pelo valor de mercado das ações disponíveis à nego-
ciação.
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Índice de Energia Elétrica - IEE
Primeiro índice setorial da BM&FBOVESPA, o Índice de Energia Elétrica (IEE) foi lançado em agos-
to de 1996 com o objetivo de medir o desempenho do setor de energia elétrica. Dessa forma,
constitui-se em um instrumento que permite a avaliação da performance de carteiras especializa-
das nesse setor.
Clube de Investimento
O Clube de Investimento é um condomínio constituído por no mínimo 3 pessoas e no máximo 50
pessoas físicas, para aplicação de recursos em títulos e valores mobiliários, sendo administrado
por corretoras, distribuidoras e bancos de investimento. Quando se tratar de empregados de
uma mesma empresa, o número de condôminos pode ser maior.
A carteira é composta por 67% no mínimo em ações, sendo o restante em renda fixa e derivativo.
O máximo que um único investidor pode ter de um clube de investimento é de 40% sobre o patri-
mônio do clube.
Depositary Receipts (DR’s)
São títulos negociados em um país que têm como lastro ações de uma empresa que está instalada
fora deste país.
Do ponto de vista do Brasil, DRs são recibos de depósitos lançados por empresas brasileiras que
desejam (e podem) colocar ações no mercado internacional. Esses recibos têm como lastro as
ações destas mesmas empresas.
ADR’s - AMERICAN DEPOSITARY RECEIPTS
São DR’s lançadas no Estados Unidos da América.
Nível 1:
• ADR - American Depositary Receipt negociado apenas no mercado de balcão norte-ame-
ricano;
• Não pode haver oferta pública nos Estados Unido.
Nível 2:
• ADR - American Depositary Receipt negociado na Bolsa Nasdaq - National Association of Se-
curities Dealers Automated Quotation. Não pode haver oferta pública nos Estados Unidos;
• As demonstrações financeiras devem estar de acordo com os US GAAP - United States
Generally.
Nível 3:
• ADR - American Depositary Receipt negociado numa bolsa de âmbito nacional dos Esta-
dos Unidos ou na Nasdaq, vinculados a uma oferta pública nos Estados Unidos das ações
depositadas. Emitido com base em ações novas emitidas pela companhia;
• As demonstrações financeiras devem estar de acordo com os US GAAP - United States
Generally.
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Módulo III
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BDR’S (Brazilian Depositary RECEIPTS)
A exemplo dos ADRs, os BDRs são títulos negociados em um país (no caso, o Brasil) que têm como
lastro ações de uma empresa que está instalada fora deste país.
O investidor brasileiro, por sua vez, tem a possibilidade de aplicar seus recursos em ações de em-
presas estrangeiras, dentro das regras e práticas de seu próprio mercado.
GDR’s (Global Depositary Receipts)
Os GDRs funcionam de maneira semelhante aos ADR´s, porém são negociados em outros países
que não os Estados Unidos. Nos GDRs o banco depositário é deste país e as cotações são expres-
sas na moeda corrente deste país.
Ações
DR’s
Negociadas: EUA
Emitidas: empresas
não americanas
Negociadas: Brasil
Emitidas: empresas
não brasileiras
ADR
American
Depositary Receipts
BDR
Brazilian
Depositary Receipts
3.3 Renda Variável
Derivativos
• O que são os derivativos: Ativos financeiros cujos valores e características de negociação es-
tão amarrados aos ativos que lhes servemde referência. A palavra derivativo vem do fato de
que o preço do ativo é derivado de outro ativo. Ex.: Opção de Telebrás, o preço desta opção é
derivado do ativo “ação da Telebrás”.
• Como surgiu: Da necessidade do produtor rural garantir um preço mínimo para sua safra.
• Derivativos agropecuários: têm como ativo-objeto commodities agrícolas, como café, boi,
milho, soja e outros;
• Derivativos financeiros: têm seu valor de mercado referenciado em alguma taxa ou índice
financeiro, como taxa de juro, taxa de inflação, taxa de câmbio, índice de ações e outros;
• Derivativos de energia e climáticos: têm como objeto de negociação energia elétrica, gás
natural, créditos de carbono e outros.
Tipos de transações no Mercado Futuro:
• Mercado de Opções; (negociado na Bovespa e na BM&F);
• Mercado Futuro;
• Mercado a Termo;
• Mercado de Swap.
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Participantes:
• Hedger: opera nesse mercado buscando proteção contra oscilações de preços dos ativos;
• Possui o determinado bem ou ativo financeiro.
• Especulador: assumem o risco da operação com o objetivo de auferir ganhos com a osci-
lação dos preços;
• Entra e sai rapidamente no mercado fazendo “apostas”.
• Arbitrador: obtém vantagens financeiras em função de distorções nos preços do ativo
nos mercados diferentes;
• Monitora todos os mercados em busca de distorções a fim de lucrar sem correr riscos.
Comentário!
Os três agentes citados acima são de suma importância para o mercado, pois são eles os res-
ponsáveis por garantir liquidez e evitar distorções.
Mercado de Opções
O que é um Mercado de Opções?
• Mercado em que são negociados direitos de compra ou venda de um lote de ações, com
preços e prazos de exercício preestabelecidos;
• Lançador: Aquele que vende uma opção, assumindo a obrigação de, se o titular exercer,
vender ou comprar o lote de ações - objeto a que se refere;
• Titular de opção: Aquele que tem o direito de exercer ou negociar uma opção;
• Prêmio: Preço de negociação, por ação-objeto, de uma opção de compra ou venda pago
pelo comprador de uma opção;
• Exercício de opções: Operação pela qual o titular de uma operação exerce seu direito de
comprar o lote de ações-objeto, ao preço de exercício;
• Pó (Virar Pó): Gíria utilizada pelos profissionais do mercado financeiro, significando título
e/ou investimento que perdeu totalmente o seu valor no mercado. Ex.: “meu investimen-
to naquela ação virou pó".
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Módulo III
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Formas de exercer o direito de opção:
• Americana: durante a vigência do contrato, a qualquer momento;
• Europeia: apenas na data de vencimento do contrato de opções.
Opção de Compra: CALL Opção de Venda: PUT
Comentário!
Os contratos de opções podem ser negociados tanto na Bovespa, como na BM&F (contrato
de opções de índices).
A relação do preço do ativo com o preço da opção determina se a opção é dita como In-The-Mo-
ney (dentro do dinheiro); At-The-Money (no dinheiro), ou Out-of-The-Money (fora do dinheiro).
• Opção de Compra (call) In-The-Money (ITM): Preço do ativo subjacente é superior ao preço de
exercício da opção;
• Opção de Compra (call) Out-of-The-Money (OTM): Preço do ativo adjacente é inferior ao pre-
ço de exercício da opção;
• Opção de Venda (put) In-The-Money (ITM): Preço do ativo adjacente é inferior ao preço de
exercício da opção;
• Opção de Venda (put) Out-of-The-Money (OTM): Preço do ativo adjacente é superior ao preço
de exercício da opção;
• Opção de Compra (call) ou Opção de Venda (put) At-The-Money (ATM): Preço do ativo subja-
cente é igual ao preço de exercício da opção.
Observação!
Se uma ação-objeto, durante o período de vigência da opção, distribuir dividendos, juros so-
bre o capital próprio ou qualquer outro provento em dinheiro, o valor líquido recebido será
deduzido do preço de exercício da série, a partir do primeiro dia de negociação ex-direito.
Exemplo: se o preço de exercício é de $ 200,00 e ocorre a distribuição de juros sobre o capital
próprio no montante líquido de $ 20,00, o preço de exercício será ajustado para $ 180,00.
Valor Intrínseco de uma Call:
• Valor Intrínseco = Preço corrente (à vista) - Preço de Exercício;
• Prêmio = Valor Intrínseco + Valor Tempo.
O valor intrínseco de uma opção não pode ser menor que zero.
Valor Intrínseco de uma Put:
• Valor Intrínseco = Preço de Exercício - Preço corrente
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Garantias
Para o titular de Opções: O titular no Mercado de Opções está isento de prestar garantias, pois o
risco máximo que pode correr é ele não exercer sua posição e perder o prêmio pago.
Para o Lançador de Opções: Somente das posições lançadoras é exigida a prestação de garantias,
e a finalidade da garantia é assegurar o cumprimento da obrigação assumida.
• Lançador Coberto: Deposita os títulos relativos à opção;
• Lançador Descoberto: Deposita margem em dinheiro ou os mesmos ativos aceitos no
mercado a termo, conforme cálculo efetuado pela Clearing. A margem depositada é o re-
sultado da soma dos seguintes componentes: margem de prêmio (prêmio de fechamento
do dia) e margem de risco (maior prejuízo potencial projetado para o dia seguinte).
Operação de Financiamento
Também conhecido como lançamento coberto. É uma operação realizada em duas etapas:
O investidor compra uma quantidade de ações de uma determinada empresa no mercado à vista
e, simultaneamente, vende o equivalente no mercado de opções. Ao fechar essa transação, o
investidor está comparando a diferença entre o desembolsado hoje com o que irá receber no ven-
cimento das opções.
Com isso, o titular da ação ou lançador da opção se compromete a vender o ativo objeto da op-
ção pelo preço de exercício da opção (strike) até a data limite da série lançada (sempre a terceira
segunda feira do mês – salvo exceções definidas pela Bovespa). Para clarificar, segue exemplo
abaixo.
• Compra: 1000 VALE5 a R$ 50,00 = R$ 50.000,00;
• Venda: 1000 VALED52 a R$ 0,50 = R$ 500,00;
• Custo para montagem do trade: R$ 49.500,00;
Ao fazer isso, me comprometo com o comprador das opções a vender as 1000 VALE5 até a data do
vencimento da série D por R$ 52,00 / ação que da um total de R$ 52.000,00.
Lucro apurado caso a opção seja exercida: R$ 52.000,00 - R$ 49.500,00 = R$ R$ 2.500,00 ou 5,05%.
Operação de Box 4 Pontas
Estratégia envolvendo 4 posições no mercado de opções (uma titular de opção de compra e lan-
çadora de opção de venda com o mesmo preço de exercício; uma lançadora de opção de compra
e titular de opção de venda com o mesmo preço de exercício), sobre o mesmo ativo-objeto, mes-
ma quantidade e mesma data de vencimento. As séries de opções devem apresentar sempre o
mesmo lote-padrão.
Exemplo:
C 1 PETRF98 + V 1 PETRR98 + C 1 PETRR96 + V 1 PETRF96
Compra 1 Lote PETRE PN 19,91 + Venda 1 Lote PETRE PN 19,91 + Compra 1 Lote PETRE PN 37,91 +
Venda 1 Lote PETRE PN 37,91
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Straddle
Estratégia envolvendo a compra ou venda simultânea de duas séries do mesmo número de opções
de compra e de venda sobre o mesmo ativo-objeto, com o mesmo preço de exercício e mesma data
de vencimento. O straddle comprador é a combinação de posições titulares em opções de compra
e de venda, enquanto que a straddle vendedor é a combinação de posições lançadoras em opções
de compra e de venda. As séries de opções devem apresentar sempre o mesmo lote-padrão.
Exemplos:
• Compra de Straddle
C 1 PETRF77 + C 1 PETRR77
Compra 1 Lote PETRE PN 38,50 + Compra 1 Lote PETRE PN 38,50
• Venda de Straddle
V 1 PETRE74 + V 1 PETRQ74
Venda 1 Lote PETRE PN 38,50 + Venda 1 Lote PETRE PN 38,50
Strangle
Estratégiaenvolvendo a compra ou venda simultânea de duas séries do mesmo número de opções
de compra e de venda sobre o mesmo ativo-objeto, com preços de exercício diferentes e mesma
data de vencimento. O strangle comprador é a combinação de posições titulares em opções de
compra e de venda, enquanto que strangle vendedor é a combinação de posições lançadoras em
opções de compra e de venda. As séries de opções devem apresentar sempre o mesmo lote-pa-
drão.
Exemplos:
• Compra de Strangle
C 1 PETRF44 + C 1 PETRR46
Compra 1 Lote PETR PN 44,00 e Compra 1 Lote PETRE 46,00
• Venda de Strangle
C 1 PETRF44 + C 1 PETRR46
Venda 1 Lote PETR PN 44,00 e Venda 1 Lote PETRE 46,00
CAP’s
Funciona como uma espécie de seguro. A empresa paga um prêmio ao banco (vendedor) para limi-
tar um teto para a flutuação da taxa de juros a da dívida contratada. A empresa, então, desfruta de
todas as quedas das taxas de juros internacionais que ocorrem e, caso haja alta, estará protegida
pela taxa mínima fixada (strike rate ou taxa de exercício). A diferença para maior entre essa taxa e a
flutuante de mercado serão pagas pelo banco. O cap pode ser estabelecido usando-se um contrato
de opção, sendo normalmente utilizadas as opções europeias (não podem ser exercidas antes de
seu vencimento, ao contrário das americanas, que podem ser exercidas a qualquer tempo).
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Assim, em resumo, o cap garantiria o pagamento, pelo banco, da diferença entre o valor da taxa
estabelecida como máxima e o valor da taxa que ocorrer acima desse limite, calculado sobre o
valor do empréstimo.
Floor
É o mecanismo mais utilizado por investidores que possuem papéis vinculados a taxas flutuantes
de juros. O investidor fixa, então um patamar mínimo para a rentabilidade de seus papéis.
Um floor de taxas de juros é o oposto de um cap, já que é um produto que oferece proteção con-
tra baixas nas taxas de juros. Nele, o banco (vendedor), mediante o recebimento de um prêmio,
se compromete a pagar à empresa (comprador, investidor) o diferencial de taxas a menor entre
uma taxa mínima pré-acordada (strike rate do floor) e uma taxa flutuante do mercado. É um pro-
duto que pode ser considerado um seguro contra baixa na taxas de juros.
Opções Exóticas
Opções que representam variações sobre os tipos básicos. Dão ao portador o direito, após deter-
minado período de tempo, escolher se ela será uma put (venda) ou uma call (compra).
Precificação de Opções – Modelo Binomial
O Modelo Binomial parte do pressuposto de que, no último instante para exercício, o valor tempo
da opção é zero, como não poderia deixar de ser. Considera-se que, naquele momento, a opção
está dentro ou fora-do-dinheiro, tem valor intrínseco ou não vale nada, ou seja, o prêmio de risco
do último instante na vida de uma opção é zero.
A formulação matemática será:
C = Max {0,S} − E ou P = Max {0, E – S}
onde: max = o maior dentre,
C = valor da opção de compra (call)
S = valor do objeto no último instante para o exercício da opção;
E = preço de exercício da opção
P = valor da opção de venda (put)
Tem-se que fazer algumas considerações:
1. o modelo pressupõe que o mercado não tem tendência;
2. ignoraram-se os custos de transação;
3. desconsidera-se a inflação;
4. considera-se que o mercado é eficiente,
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Uma das desvantagens do modelo na prática é a lentidão no processamento das fórmulas, devido
ao número de períodos a serem considerados para um resultado confiável, porém com os equipa-
mentos de informática modernos, isso tende a ser solucionado,
Precificação de Opções – Black-Scholes
O modelo de Black-Scholes do mercado para um ativo faz as seguintes suposições explícitas:
• É possível emprestar e tomar emprestado a uma taxa de juros livre de risco constante e
conhecida.
• O preço segue um movimento Browniano geométrico com tendência (drift) e volatilida-
de constantes.
• Não há custos de transação.
• A ação não paga dividendos (veja abaixo para extensões que aceitem pagamento de divi-
dendos).
• Não há restrições para a venda a descoberto.
• O modelo trata apenas opções europeias.
A partir dessas condições ideais no mercado para um ativo (e para a opção sobre o ativo), os auto-
res mostram que o valor de uma opção (a fórmula de Black-Scholes) varia apenas com o preço da
ação e com o tempo até o vencimento.
Assim, é possível criar uma posição protegida, consistindo em uma posição comprada na ação e uma
posição vendida nas opções de compra da mesma ação, cujo valor não depende do preço da ação.
Vencimentos de uma Opção
As opções têm seus vencimentos uma vez por mês, sempre na terceira segunda feira de cada mês.
Opção
Vencimento
Compra Venda
A M Janeiro
B N Fevereiro
C O Março
D P Abril
E Q Maio
F R Junho
G S Julho
H T Agosto
I U Setembro
J V Outubro
K W Novembro
L X Dezembro
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Gráficos de uma Opção:
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Ao comprar uma opção a expectativa do titular é:
• Opção de compra (call) : Que o valor da Ação suba.
• Opção de venda (put) : Que o valor da Ação caia.
Mercado a Termo
Compra-se ou vende-se um ativo com vencimento em determinada data futura (mínimo: 16 e má-
ximo: 999 dias corridos), por um preço previamente estabelecido em mercado, resultando em um
acordo/contrato entre as partes.
O preço a termo, que é fixado na abertura do negócio, é formado pelo preço à vista mais uma taxa
de juros, que varia conforme o prazo da transação.
Formas de Liquidação
1. Por decurso de prazo;
2. Antes do decurso: os compradores podem solicitar o encerramento antes do decurso, mas
isso não alterará o valor do preço;
DIREITOS E PROVENTOS: Os direitos e proventos distribuídos às ações-objeto do contrato a ter-
mo pertencem ao comprador e serão recebidos, juntamente com as ações objeto, na data de liqui-
dação ou segundo normas específicas da BM&FBovespa – Câmara de Ações.
Os direitos a recebimento de dividendo, bonificação em dinheiro ou qualquer outro provento em
dinheiro e à subscrição de valores mobiliários não alterarão o respectivo preço do contrato. Con-
tudo, o vendedor repassará o valor equivalente ao provento devido em dinheiro, na data da efeti-
va distribuição.
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Garantias:
São exigidas de ambos os participantes:
• Vendedor: Cobertura, que é o depósito da totalidade dos títulos objeto da operação;
• Comprador: Margem, que é o depósito de numerário e/ou ativos autorizados, em um va-
lor estabelecido pela Bovespa e BM&FBovespa – Câmara de Ações. A liquidação de uma
operação a termo, no vencimento do contrato ou antecipadamente, se assim o compra-
dor o desejar, implica a entrega dos títulos pelo vendedor e o pagamento do preço estipu-
lado no contrato pelo comprador.
Comentário!
Os contratos NÃO são padronizados.
Mercado Futuro
• Além de mercadorias, são negociados ativos financeiros;
• A liquidação dos contratos pode ser física ou financeira. Predomina a liquidação financeira
(apenas 2% dos contratos são liquidados com a entrega física do ativo negociado);
• Os contratos são PADRONIZADOS (quantidade, peso, vencimento, local de entrega). Por isso,
são menos flexíveis que os contratos no mercado a termo;
• Ajustes diários: agregam maior garantia às operações;
• Exige uma “Margem de Garantia”;
• Negociação em Bolsa de Valores;
• Possibilidade de liquidação antes do prazo de vencimento;
• Risco da Contra parte é da BOLSA DE VALORES.
Ajuste Diário
AJUSTE DIÁRIO
Preço de ajuste de hoje 3,55
Preço de ajustede ontem 3,75
Diferença -0,20
Investidores “comprados” pagam 0,20 por unidade de contrato
Investidores “vendidos” recebem 0,20 por unidade de contrato
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Exemplo: Contrato de venda de 100 sacas de milho a R$ 50,00 cada, no dia 19/11/07 com liquidação
prevista em 19/11/08. Investimento de R$ 5.000,00.
Dia Cotação Diferença Vendedor Comprador
19.11.07 52,00 2,00 x 100 = R$ 200,00 (R$ 200,00) R$ 200,00
20.11.07 54,00 2,00 x 100 = R$ 200,00 (R$ 400,00) R$ 400,00
21.11.07 51,50 - 2,50 x 100 = (R$ 250,00) (R$ 150,00) R$ 150,00
19.11.08 40,00 - 10,00 x 100 = (R$ 1.000,00) R$ 1.000,00 (R$ 1.000,00)
Comprador paga R$ 5.000 + R$ 1.000,00 Ajustes Feitos em D+1.
Comentário!
Lembre-se que no mercado a termo, pode haver a entrega física do objeto negociado em al-
guns casos. Apesar de esse tipo de negócio pouco acontecer, é PERMITIDO.
Principais Contratos Futuros Negociados:
Boi Gordo
• Tipo: bovinos machos, castrados, bem acabados (carcaça convexa), em pasto ou confina-
mento;
• Peso: vivo individual entre o mínimo de 450 quilos e o máximo de 550 quilos, verificado na
balança do local de entrega;
• Idade máxima: 42 meses;
• Unidade de negociação: 330 arrobas líquidas;
• Meses de vencimento: Todos os meses.
Açúcar Cristal Especial
• Objeto de negociação: Açúcar cristal especial, com mínimo de 99,7 graus de polarização,
máximo de 0,08% de umidade;
• Cotação: Dólares dos Estados Unidos da América por saca de 50 quilos líquidos, com duas
casas decimais, livres de quaisquer encargos, tributários ou não;
• Unidade de negociação: 270 sacas de 50 quilos líquidos.
• Meses de vencimento: Fevereiro, abril, julho, setembro e novembro.
• Número de vencimentos em aberto: No mínimo sete, conforme autorização da Bolsa.
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Café arábica
• Objeto de negociação: Café cru, em grão, de produção brasileira, coffea arábica, tipo 4-25
(4/5) ou melhor, bebida dura ou melhor, para entrega no Município de São Paulo, SP, Brasil;
• Cotação: Dólares dos Estados Unidos da América por saca de 60 quilos líquidos, com duas
casas decimais. Variação mínima de apregoação US$0,05 (cinco centavos de dólar dos Es-
tados Unidos da América) por saca de 60 quilos líquidos;
• Unidade de negociação: 100 sacas de 60 quilos líquidos ou 6.000 quilos líquidos;
• Meses de vencimento: Março, maio, julho, setembro e dezembro.
Milho
• Objeto de negociação: Milho em grão a granel, amarelo, de odor e aspectos normais, em
bom estado de conservação, livre de bagas de mamona, bem como de outras sementes pre-
judiciais, e de insetos vivos, duro ou semiduro, proveniente da última safra e de produção
brasileira, em condições adequadas de comercialização e próprio para consumo animal;
• Cotação: Reais por saca de 60 quilos líquidos, com duas casas decimais, livres de ICMS;
• Unidade de negociação: 450 sacas de 60 quilos líquidos cada, correspondentes a 27 tone-
ladas métricas de milho em grão a granel;
• Meses de vencimento: Janeiro, março, maio, julho, agosto, setembro e novembro.
Soja
• Objeto de negociação: Soja brasileira, tipo exportação. A metodologia para classificação e
análise dos grãos atenderá às estipulações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abas-
tecimento;
• Cotação: Dólares dos Estados Unidos da América por saca de 60 quilos, com duas casas
decimais. A cotação é livre de quaisquer encargos, tributários ou não tributários;
• Unidade de negociação: 27 toneladas métricas ou 450 sacas de 60 quilos de soja em grão
a granel;
• Meses de vencimento: Março, abril, maio, junho, julho, agosto, setembro e novembro.
Etanol
• Objeto de negociação: Álcool anidro carburante (etanol);
• Cotação: Dólares dos Estados Unidos da América por metro cúbico (1.000 litros) de eta-
nol, conforme as especificações definidas no item 2, com duas casas decimais, livres de
quaisquer encargos, tributários ou não-tributários;
• Unidade de negociação: 30 metros cúbicos (30.000 litros) a 20°C (Celsius);
• Meses de vencimento: Todos os meses.
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Módulo III
CEA - ANBIMA
Índice – IBOVESPA
• Objeto de negociação: O Ibovespa;
• Cotação: Pontos de índice, sendo cada ponto equivalente ao valor em reais estabelecido
pela BM&F;
• Unidade de negociação (tamanho do contrato): Ibovespa futuro multiplicado pelo valor
em reais de cada ponto, estabelecido pela BM&F;
• Meses de vencimento: Meses pares. A BM&F poderá, a seu critério, quando as condições
de mercado assim exigirem, autorizar a negociação de vencimentos em meses ímpares.
Câmbio
• Objeto de negociação: Taxa de câmbio de reais por dólar dos Estados Unidos da América,
para entrega pronta, contratada nos termos da Resolução 3265/2005, do Conselho Mone-
tário Nacional;
• Cotação: Reais por US$1.000,00, com até três casas decimais;
• Tamanho do contrato: US$50.000,00;
• Meses de vencimento: Todos os meses;
Taxa de Juros - CDI
• Objeto de negociação: A taxa de juro efetiva até o vencimento do contrato, definida para
esse efeito pela acumulação das taxas diárias de DI no período compreendido entre a data
de negociação, inclusive, e o último dia de negociação do contrato, inclusive;
• Cotação: Taxa de juro efetiva anual, base 252 dias úteis, com até três casas decimais;
• Unidade de negociação (tamanho do contrato): PU multiplicado pelo valor em reais de
cada ponto, estabelecido pela BM&F;
• Meses de vencimento: Os quatro primeiros meses subsequentes ao mês em que a opera-
ção for realizada e, a partir daí, os meses que se caracterizarem como de início de trimestre.
Webtrading
Sistema de negociação de minicontratos pela internet, operado pela Bolsa de Mercadorias e Futu-
ros - BM&F S.A., em que mercados futuros poderão ser negociados diretamente por investidores
pessoas físicas e jurídicas não financeiras.
O minicontrato refere-se a produtos cujo tamanho não ultrapassa um décimo dos contratos-pa-
drão. Inicialmente, são autorizadas operações com futuros de Ibovespa e de boi gordo.
No primeiro, cada ponto custa R$0,30 contra R$3,00 do Ibovespa futuro-padrão.
No caso do minicontrato de boi gordo, o contrato é de 33 arrobas (no padrão, são 330 arrobas).
As ordens são colocadas diretamente pelo cliente, por meio de site na internet da corretora por
ele escolhida.
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O sistema conta:
a) com a pré-margem, ou depósito prévio de recursos para cobrir as margens de garantia e os
ajustes diários;
b) com o arbitrador, participante que deverá dar liquidez aos produtos, operando tanto nos mi-
nicontratos quanto nos contratos futuros-padrão.
Mercado a Termo X Mercado Futuro
Diferenças entre Mercado a termo e Mercado futuro
Mercado a termo Mercado futuro
Pode ser nogociado mediante um contrato particular Precisa ser negociado em bolsa de futuros
Não precisa ser um contrato padronizado Precisa ser um contrato padronizado
Tem uma data de entrega fixada no contrato É negociado com diferentes datas de entregas
Diferenças de preço são ajustadas no vencimento Diferenças de preço são ajustadas diariamente
SWAP
• SWAP = troca, ferramenta de hedge;
• Consiste em operações que envolvem a troca de:
• Moedas;
• Índices;
• Taxas de Juros;
• Exemplo 1: Aplicação em CDB com rendimentos atrelados ao dólar ou a variação do índice
da poupança. Na verdade, o cliente adquiriu um CDB Prefixado e trocou o índice de remu-
neração.
• Os contratos de Swap são registrados na CETIP;
• Os contratos de swap são liquidados em D+1;
• A melhor data para renovar um contrato de Swap, para que o investidor não fique nenhum dia
desprotegido é um dia antes do seu vencimento (D-1).Comentário!
Quem faz uma operação de swap está procurando se proteger contra surpresas do mercado
financeiro.
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Módulo III
CEA - ANBIMA
Resumo Derivativos
3.4 Tributação para Pessoas Físicas e Pessoas Jurídicas Residentes no Brasil
Nota!
Além de saber como funciona a tributação, é necessário saber calcular o imposto devido em
cada aplicação.
Importante!
Neste item NÃO está inclusa a tributação sobre fundos de investimento.
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Imposto de Renda Ativos de Renda Fixa
Alíquota:
• 22,5% è aplicações de até 180 dias;
• 20,0% è aplicações de 181 a 360 dias;
• 17,5% è aplicações de 361 até 720 dias;
• 15,0% è aplicações acima de 720 dias.
Cobrança: no resgate.
É responsável pela retenção do imposto:
I. a pessoa jurídica que efetuar o pagamento dos rendimentos;
II. a pessoa jurídica mutuante quando o mutuário for pessoa física;
III. a pessoa jurídica que receber os recursos do cedente, nas operações de transferência de dívi-
das;
IV. a instituição ou entidade que, embora não seja fonte pagadora original, faça o pagamento dos
rendimentos ao beneficiário final.
São também tributados como aplicações financeiras de renda fixa os rendimentos
auferidos:
I. nas operações conjugadas que permitam a obtenção de rendimentos predeterminados, tais
como as realizadas:
a) nos mercados de opções de compra e de venda em bolsas de valores, de mercadorias e de
futuros (box);
b) no mercado a termo nas bolsas de que trata a alínea “a”, em operações de venda coberta
e sem ajustes diários;
c) no mercado de balcão;
II. pela entrega de recursos a pessoa jurídica, sob qualquer forma e a qualquer título, indepen-
dentemente de a fonte pagadora ser ou não instituição autorizada a funcionar pelo Banco
Central do Brasil;
III. nas operações de mútuo de recursos financeiros entre pessoas jurídicas ou entre pessoa jurí-
dica e pessoa física;
IV. no reembolso ou na devolução dos valores retidos referentes ao IOF incidente nas operações
com títulos ou valores mobiliários;
V. nas operações de transferência de dívidas realizadas com instituição financeira e demais insti-
tuições autorizadas a funcionar pelo Banco Central do Brasil.
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Módulo III
CEA - ANBIMA
São Isentos do Imposto Sobre a Renda
I - os rendimentos auferidos por pessoa física e pelos condomínios de edifícios residenciais ou
comerciais em contas de depósitos de poupança;
II - na fonte e na declaração de ajuste anual das pessoas físicas, a remuneração produzida por le-
tras hipotecárias, certificados de recebíveis imobiliários e letras de crédito imobiliário;
III - na fonte e na declaração de ajuste anual das pessoas físicas, a remuneração produzida por Cer-
tificado de Depósito Agropecuário (CDA), Warrant Agropecuário (WA), Certificado de Direitos
Creditórios do Agronegócio (CDCA), Letra de Crédito do Agronegócio (LCA) e Certificado de
Recebíveis do Agronegócio (CRA), instituídos pelos arts. 1º e 23 da Lei nº 11.076, de 30 de de-
zembro de 2004; e
IV - na fonte e na declaração de ajuste anual das pessoas físicas, a remuneração produzida pela
Cédula de Produto Rural (CPR), com liquidação financeira, instituída pela Lei nº 8.929, de 22 de
agosto de 1994, com a redação dada pela Lei nº 10.200, de 14 de fevereiro de 2001, desde que
negociada no mercado financeiro.
Parágrafo único. O disposto neste artigo não se aplica a pessoas jurídicas.
Imposto de Renda Ativos Renda Variável
Considera-se como renda variável os ganhos obtidos relativos:
a) na alienação de Brazilian Depositary Receipts (BDR), em bolsa;
b) na alienação de ouro, ativo financeiro;
c) em operação realizada em mercado de liquidação futura, fora de bolsa, inclusive com op-
ções flexíveis; e
d) em operações de day-trade realizadas em bolsa; e
• Ações e DR´s: 15%;
• Day Trade : 20%;
• As operações normais de venda passarão a ter incidência de IR na fonte, na alíquota de
0,005%. Ficam isentas vendas cujo valor do IR na fonte seja igual ou inferior a R$ 1,00
• As operações de day-trade tem recolhimento de IR na fonte, na alíquota de 1%.
• Cobrança: no resgate.
• Responsável pelo Recolhimento: O investidor deverá pagar o Imposto de Renda devido, reco-
lhendo através de um Documento de Arrecadação da Receita Federal (DARF) até o último dia
útil do mês subsequente ao da alienação de suas ações. (Banco, Corretora, Agente Fiduciário...).
ISENÇÕES: Vendas de ações no mercado à vista de bolsas de valores em um mês com um valor
igual ou inferior a R$ 20.000,00 não incorrerão em recolhimento de IR.
ADR’S: Investidor está isento de IR sobre o ganho de capital, porém deve recolher 15% sobre os
dividendos recebidos.
A isenção acima NÃO se aplica:
I. às operações de day trade;
II. às negociações de cotas dos fundos de investimento em índice de ações;
III. aos resgates de cotas de fundos ou clubes de investimento em ações; e
IV. à alienação de ações efetivada em operações de exercício de opções e no vencimento ou liqui-
dação antecipada de contratos a termo.
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Compensação de Perdas
Para fins de apuração e pagamento do imposto mensal sobre os ganhos líquidos, as perdas incorri-
das nas operações em renda variável poderão ser compensadas com os ganhos líquidos auferidos,
no próprio mês ou nos meses subsequentes, inclusive nos anos calendário seguintes, em outras
operações realizadas em qualquer das modalidades operacionais previstas naqueles artigos, exce-
to no caso de perdas em operações de day-trade, que somente serão compensadas com ganhos
auferidos em operações da mesma espécie.
FAQ – Tributação Renda Variável
1. É permitida a compensação de perdas com ganhos em operações de renda variável?
Sim. Para fins de apuração e pagamento do imposto mensal sobre os ganhos líquidos, as per-
das incorridas nas operações de renda variável nos mercados à vista, de opções, futuros, a ter-
mos e assemelhados, poderão ser compensadas com os ganhos líquidos auferidos, no próprio
mês ou nos meses subsequentes, em outras operações realizadas em qualquer das modalida-
des operacionais previstas naqueles mercados, operações comuns.
2. O resultado negativo ou a perda apurada em um mês pode ser compensado com ganho aufe-
rido em meses anteriores?
Não se pode compensar resultados negativos de um mês com ganhos auferidos em meses
anteriores, pois a base de cálculo do imposto é apurada mensalmente.
Tributação Operações de SWAP
ALÍQUOTA: 20% (vinte por cento) sobre o resultado positivo auferido na liquidação do contrato de
swap. (Para valores aplicados até 31/12/2004).
Contratos realizados após essa data são tributados como ativos de Renda Fixa, ou seja, conforme
o prazo de permanência. (22,5%, 20%, 17,5% ou 15%).
RESPONSABILIDADE/RECOLHIMENTO: O imposto será retido pela pessoa jurídica que efetuar o
pagamento do rendimento, na data da liquidação ou cessão do respectivo contrato.
PRAZO DE RECOLHIMENTO: Até o terceiro dia útil da semana subsequente ao da ocorrência do
fato gerador.
Não é permitida a de compensação de perdas incorridas em operações de swap com os ganhos
líquidos obtidos em outras operações de renda variável.
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Módulo III
CEA - ANBIMA
Imposto Sobre Operações Financeiras (I.O.F)
Renda Fixa:
Número de dias % do limite do rendimento
01 96
02 96
03 90
04 86
26 13
27 10
28 06
29 03
30 00
DICA: A alíquota de cobrança é regressiva e reduz na ordem de 4-3-3 percentuais.
• 100 − 4 = 96
• 96 – 3 = 93
• 93 – 3 = 90
• 90 – 4 = 86
• 86 – 3 = 83
• 83 – 3 = 80
Exemplos de Operações com Isenção de I.O.F:
• Ações, Fundo de ações.
Comentário:
IOF incide sempreANTES do Imposto de Renda.
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Imposto de Renda em Clubes de Investimento
• Fato Gerador: Auferir rendimentos no resgate de quotas;
• Base de Cálculo: Diferença positiva entre o valor de resgate e valor de aquisição da cota;
• Alíquota: 15%;
• Regime: Tributação definitiva;
• Retenção: Retido na Fonte na data do resgate;
• Responsabilidade pelo Recolhimento: Do administrador do fundo ou clube;
• Compensação: Os prejuízos havidos nos resgates poderão ser compensados com rendimen-
tos auferidos em resgates posteriores, no mesmo ou em outro fundo da mesma natureza, des-
de que administrado pela mesma pessoa jurídica. A instituição administradora deverá manter
sistema de controle e registro em meio magnético que permita a identificação, em relação a
cada cotista, dos valores compensáveis;
• Isenção: Não há.
Observação!
Serão equiparados às ações, para efeito da composição do limite de 67% em ações, os recibos
de subscrição de ações, os certificados de depósitos de ações, os Brazilian Depositary Receipts
(BDR), as cotas dos fundos de ações e as cotas dos fundos de índice de ações negociadas em
bolsa de valores ou mercado de balcão organizado.
Importante!
Caso a carteira do fundo ou clube de investimento não atingir o percentual mínimo de 67% em
ações negociadas no mercado à vista, aplica-se tributação idêntica aos de renda fixa.
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Módulo IV
O que esperar do Módulo 4?
• Neste capítulo teremos no mínimo 14 questões de prova e no máximo 24 questões
de prova. É um módulo com mais questões que o módulo anterior, menos denso e
mais fácil.
• É preciso apenas decorar. Não dá para perder uma questão deste módulo. Leia
atentamente as definições e características de cada um dos fundos abaixo.
• Este módulo já está atualizado com as alterações da instrução CVM 555/14.
4 Fundos de Investimento e Produtos de Previdência
Proporção: de 25% a 35%.
4.1 FUNDOS DE INVESTIMENTO
FUNDO DE INVESTIMENTO E FUNDO DE INVESTIMENTO EM COTAS
A principal diferença entre fundos de investimento e fundos de investimento em cotas está na
política de investimento.
Fundos de Investimento: compram ativos como títulos públicos, CDB’s, ações, debêntures e etc.
Fundos de Investimento em cotas: compram cotas de fundos. São uma espécie de investidor (co-
tista) de fundos de investimento.
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CONDOMÍNIO
Fundo de Investimento = Condomínio
Comunhão de recursos sob a forma de condomínio onde os cotistas têm o mesmo interesse e ob-
jetivos ao investir no mercado financeiro e de capitais
A base legal dos fundos de investimento é o condomínio, e é desta base que emerge o seu suces-
so, pois o capital investido por cada um dos investidores cotistas é somado aos recursos de outros
cotistas para, em conjunto, ser investido no mercado, com todos os benefícios dos ganhos de es-
cala, da diversificação de risco e da liquidez das aplicações.
COTA
As cotas do fundo correspondem a frações ideais de seu patrimônio e sempre são escriturais e
nominativas. A cota, portanto, é a menor fração do Patrimônio Líquido do fundo.
Como é calculado o valor da cota?
Valor da cota = Patrimônio Líquido/Número de cotas
PROPRIEDADE DOS ATIVOS DE FUNDOS DE INVESTIMENTOS – EXCLUINDO FUNDOS
IMOBILIÁRIOS
A propriedade dos ativos de um fundo de investimento é do condomínio e a cada um cabe a fra-
ção ideal representada pelas cotas.
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Módulo IV
CEA - ANBIMA
REGISTRO DOS FUNDOS
O pedido de registro deve ser instruído com os seguintes documentos e informações:
I – regulamento do fundo, elaborado de acordo com as disposições da Instrução CVM 555;
II – declaração do administrador do fundo de que o regulamento do fundo está plenamente ade-
rente à legislação vigente;
III – os dados relativos ao registro do regulamento em cartório de títulos e documentos;
IV – nome do auditor independente;
V – inscrição do fundo no CNPJ; e
VI – lâmina de informações essenciais, elaborada de acordo com a exigência da instrução CVM
555, no caso de fundo aberto que não seja destinado exclusivamente a investidores qualificados.
SEGREGAÇÃO ENTRE GESTÃO DE RECURSOS PRÓPRIOS E DE TERCEIROS
(CHINESE WALL) – Barreira de Informação
As instituições financeiras devem ter suas atividades de administração de recursos próprios e re-
cursos de terceiros (Fundos), totalmente separadas e independentes, de forma a prevenir poten-
ciais conflitos de interesses.
As aplicações ou resgates realizados nos fundos de investimento por meio de distribuidores que
estejam atuando por conta e ordem de clientes devem ser efetuadas de forma segregada, de
modo que os bens e direitos integrantes do patrimônio de cada um dos clientes, bem como seus
frutos e rendimentos, não se comuniquem com o patrimônio do distribuidor.
ASSEMBLEIA GERAL DE COTISTAS (COMPETÊNCIAS E DELIBERAÇÕES)
É a reunião dos cotistas para deliberarem sobre certos assuntos referentes ao Fundo.
Compete privativamente à Assembleia Geral de cotistas deliberar sobre:
I – as demonstrações contábeis apresentadas pelo administrador;
II – a substituição do administrador, gestor ou custodiante do fundo;
III – a fusão, a incorporação, a cisão, a transformação ou a liquidação do fundo;
IV – o aumento da taxa de administração, da taxa de performance ou das taxas máximas de cus-
tódia;
V – a alteração da política de investimento do fundo;
VI – a emissão de novas cotas, no fundo fechado;
VII – a amortização e o resgate compulsório de cotas, caso não estejam previstos no regulamento;
e
VIII – a alteração do regulamento, exceto quando:
a) decorrer exclusivamente da necessidade de atendimento a exigências expressas da CVM ou
de adequação a normas legais ou regulamentares;
b) for necessária em virtude da atualização dos dados cadastrais do administrador ou dos pres-
tadores de serviços do fundo, tais como alteração na razão social, endereço, página na rede
mundial de computadores e telefone;
c) envolver redução da taxa de administração ou da taxa de performance.
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• Convocação
A convocação da Assembleia Geral deve ser feita por correspondência encaminhada a cada cotis-
ta, com pelo menos 10 dias de antecedência em relação à data de realização.
A presença da totalidade dos cotistas supre a falta de convocação.
Além da assembleia geral, o administrador, o gestor, o custodiante ou o cotista ou grupo de co-
tistas que detenha, no mínimo, 5% (cinco por cento) do total de cotas emitidas, podem convocar
a qualquer tempo assembleia geral de cotistas, para deliberar sobre ordem do dia de interesse do
fundo ou dos cotistas.
A Assembleia Geral é instalada com a presença de qualquer número de cotistas.
• Assembleia geral ordinária (ago) e assembleia geral extraordinária (age)
AGO é a Assembleia convocada anualmente para deliberar sobre as demonstrações contábeis do
Fundo. Deve ocorrer em até 120 dias após o término do exercício social. Essa Assembleia Geral
somente pode ser realizada no mínimo 30 dias após estarem disponíveis aos cotistas as demons-
trações contábeis auditadas relativas ao exercício encerrado. Quaisquer outras Assembleias são
chamadas de AGE.
DIREITOS E OBRIGAÇÕES DOS CONDÔMINOS
• O cotista deve ser informado:
• Do objetivo do fundo.
• Da política de investimento do fundo e dos riscos associados a essa política de investi-
mentos.
• Das taxas de administração e de desempenho cobradas, ou critérios para sua fixação,
bem como das demais taxas e despesas cobradas.
• Das condições de emissão e resgate de cotas do fundo e quando for o caso, da referênciade prazo de carência ou de atualização da cota.
• Dos critérios de divulgação de informação e em qual jornal são divulgadas as informações
do fundo.
• Quando for o caso, da referência a contratação de terceiros como gestor dos recursos.
Sempre que o material de divulgação apresentar informações referentes à rentabilidade ocorrida
em períodos anteriores, deve ser incluída advertência, com destaque, de que:
• Os investimentos em fundos não são garantidos pelo administrador ou por qualquer me-
canismo de seguro ou, ainda, pelo fundo garantidor de crédito .
• A rentabilidade obtida no passado não representa garantia de rentabilidade futura.
Para avaliação da performance do fundo de investimento, é recomendável uma análise de perío-
do de, no mínimo, 12 meses.
• O cotista deve ter acesso:
• Ao Regulamento e ao Formulário de Informação Complementar.
• Ao valor do patrimônio líquido, ao valor da cota e à rentabilidade no mês e no ano civil.
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Módulo IV
CEA - ANBIMA
• À composição da carteira do fundo (o administrador deve colocá-la à disposição dos cotis-
tas).
• O cotista deve receber:
• Mensalmente extrato dos investimentos.
• Anualmente demonstrativo para Imposto de Renda com os rendimentos obtidos no ano
civil, número de cotas possuídas e o valor da cota.
• Obrigações dos cotistas
O cotista deve ser informado e estar ciente de suas obrigações, tais como:
• O cotista poderá ser chamado a aportar recursos ao fundo nas situações em que o PL do
fundo se tornar negativo.
• O cotista pagará taxa de administração, de acordo com o percentual e critério do fundo.
• Observar as recomendações de prazo mínimo de investimento e os riscos que o fundo
pode incorrer.
• Comparecer nas assembleias gerais.
• Manter seus dados cadastrais atualizados para que o administrador possa lhe enviar os
documentos.
INFORMAÇÕES RELEVANTES (DISCLAIMERS)
Divulgar, diariamente, o valor do patrimônio líquido e da cota.
Mensalmente, remeter aos cotistas um extrato com as seguintes informações:
• nome do fundo e o número de seu registro no CNPJ;
• nome, endereço e número de registro do administrador no CNPJ;
• nome do cotista;
• saldo e valor das cotas no início e no final do período e a movimentação ocorrida ao longo do
mesmo;
• rentabilidade do Fundo auferida entre o último dia útil do mês anterior e o último dia útil do
mês de referência do extrato;
• data de emissão do extrato da conta; e
• o telefone, o correio eletrônico e o site,
Anualmente, colocar as demonstrações financeiras do fundo, incluindo o balanço, à disposição
de qualquer interessado que as solicitar.
Obrigações do administrador
• remeter aos cotistas dos fundos não destinados exclusivamente a investidores qualificados a
demonstração de desempenho do fundo, até o último dia útil de fevereiro de cada ano;
• divulgar, em lugar de destaque na sua página na rede mundial de computadores e sem prote-
ção de senha, o item 3 da demonstração de desempenho do fundo relativo:
a) aos 12 (doze) meses findos em 31 de dezembro, até o último dia útil de fevereiro de cada
ano; e
b) aos 12 (doze) meses findos em 30 de junho, até o último dia útil de agosto de cada ano.
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REGRAS GERAIS SOBRE DIVULGAÇÃO DE INFORMAÇÃO
A. As informações divulgadas pelo administrador relativas ao fundo devem ser verdadeiras,
completas, consistentes e não induzir o investidor a erro.
B. Todas as informações relativas ao fundo devem ser escritas em linguagem simples, clara, ob-
jetiva e concisa.
C. A divulgação de informações sobre o fundo deve ser abrangente, equitativa e simultânea
para todos os cotistas.
D. As informações fornecidas devem ser úteis à avaliação do investimento.
E. As informações relativas ao fundo não podem assegurar ou sugerir a existência de garantia
de resultados futuros ou isenção de risco para o investidor.
F. Informações factuais devem ser diferenciadas de interpretações, opiniões, projeções e esti-
mativas.
• Informações factuais devem vir acompanhadas da indicação de suas fontes.
G. As regras se aplicam ao Formulário de Informações Complementares – FIC, à lâmina e a qual-
quer outro material de divulgação do fundo.
H. Caso as informações divulgadas apresentem incorreções ou impropriedades que possam in-
duzir o investidor a erros de avaliação, a CVM pode exigir:
• a cessação da divulgação da informação; e
• a veiculação, com igual destaque e por meio do veículo usado para divulgar a informação
original, de retificações e esclarecimentos, devendo constar, de forma expressa, que a
informação está sendo republicada por determinação da CVM.
SEGREGAÇÃO DE FUNÇÕES E RESPONSABILIDADES:
• ADMINISTRADOR: Responsável legal pelo funcionamento do fundo. Controla todos os pres-
tadores de serviço, e defende os interesses dos cotistas. Responsável pela comunicação com
o cotista.
• CUSTODIANTE: Responsável pela “guarda” dos ativos do fundo. Responde pelos dados e en-
vio de informações dos fundos para os gestores e administradores.
• DISTRIBUIDOR: Responsável pela venda das cotas do fundo. Pode ser o próprio administrador
ou terceiros contratados por ele.
• GESTOR: Responsável pela compra e venda dos ativos do fundo (gestão) segundo política de
investimento estabelecida em regulamento. Quando há aplicação no fundo, cabe ao gestor
comprar ativos para a carteira. Quando houver resgate o gestor terá que vender ativos da
carteira.
• AUDITOR INDEPENDENTE: Todo Fundo deve contratar um auditor independente que audite
as contas do Fundo pelo menos uma vez por ano.
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TIPOS DE FUNDOS
• OS FUNDOS ABERTOS:
Nesses, os cotistas podem solicitar o resgate de suas cotas a qualquer tempo. O número de cotas
do Fundo é variável, ou seja: quando um cotista aplica, novas cotas são geradas e o administrador
compra ativos para o Fundo; quando um cotista resgata, suas cotas desaparecem, e o adminis-
trador é obrigado a vender ativos para pagar o resgate. Por esse motivo, os Fundos abertos são
recomendados para abrigar ativos com liquidez mais alta.
• FUNDOS FECHADOS
O cotista só pode resgatar suas cotas ao término do prazo de duração do Fundo ou em virtude
de sua eventual liquidação. Ainda há a possibilidade de resgate dessas cotas caso haja deliberação
nesse sentido por parte da assembleia geral dos cotistas ou haja essa previsão no regulamento do
Fundo.
Estes Fundos têm um prazo de vida predefinido e o cotista, somente, recebe sua aplicação de
volta após haver decorrido este prazo, quando então o Fundo é liquidado. Se o cotista quiser seus
recursos antes, ele deverá vender suas cotas para algum outro investidor interessado em ingres-
sar no Fundo.
O material de divulgação de distribuição de cotas do fundo fechado deve conter pelo menos as
seguintes informações:
I. nome do fundo;
II. nome e endereço do administrador e gestor, se houver;
III. nome e endereço das instituições responsáveis pela distribuição;
IV. política de investimento, público alvo e principais características do fundo;
V. mercado onde as cotas do fundo são negociadas;
VI. condições de subscrição e integralização;
VII. data do início e encerramento da distribuição;
VIII. os dizeres, de forma destacada: "A concessão do registro da presente distribuição não impli-
ca, por parte da CVM, garantia de veracidade das informações prestadas ou julgamento sobre
a qualidade do fundo, de seu administrador ou das cotas a serem distribuídas".
• FUNDOS RESTRITOS
Já os Fundos classificados como “Restritos” são aqueles constituídos para receber investimentos
de um grupo restrito de cotistas, normalmente os membros de uma única família, ou empresas de
um mesmo grupo econômico.
• INVESTIDORESQUALIFICADOS
Investidores Qualificados são aqueles que, segundo o órgão regulador, têm mais condições do
que o investidor comum de entender o mercado financeiro.
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São considerados INVESTIDOR QUALIFICADO:
• Investidores Profissionais.
• Pessoas físicas ou jurídicas que possuam investimentos financeiros em valor superior a R$
1.000.000,00 e que, adicionalmente, atestem por escrito sua condição de investidor quali-
ficado mediante termo próprio;
• As pessoas naturais que tenham sido aprovadas em exames de qualificação técnica ou
possuam certificações aprovadas pela CVM como requisitos para o registro de agentes au-
tônomos de investimento, administradores de carteira, analistas e consultores de valores
mobiliários, em relação a seus recursos próprios.
São considerados INVESTIDORES PROFISSIONAIS:
• Instituições financeiras;
• Companhias seguradoras e sociedades de capitalização;
• Fundos de Investimento;
• Entidades abertas e fechadas de previdência complementar;
• Pessoas físicas ou jurídicas que possuam investimentos financeiros em valor superior a R$
10.000.000,00 e que, adicionalmente, atestem por escrito sua condição de investidor qua-
lificado mediante termo próprio;
• Administradores de carteira e consultores de valores mobiliários autorizados pela CVM
em relação a seus recursos próprios.
• FUNDOS EXCLUSIVOS
Os Fundos classificados como "Exclusivos" são aqueles constituídos para receber aplicações ex-
clusivamente de um único cotista. Somente investidores profissionais podem ser cotistas de Fun-
dos Exclusivos.
Marcação a mercado é facultativa.
• FUNDOS DE INVESTIMENTO COM CARÊNCIA
O regulamento do fundo pode estabelecer prazo de carência para resgate, com ou sem rendimen-
to. Os Fundos com Carência têm resgate após o término da carência.
OBS: Resgate de cotas em Fundos com Carência, antes do término da carência estabelecida no
Formulário de Informações Complementares – FIC, terá incidência de cobrança de IOF à alíquota
de 0,5% ao dia.
• FUNDOS DE INVESTIMENTO SEM CARÊNCIA
Resgates a qualquer momento, isto é, liquidez diária.
DOCUMENTOS DOS FUNDOS
Regulamento: Documento que estabelece as regras de funcionamento e operacionalização de um
fundo de investimento, segundo legislação vigente.
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Módulo IV
CEA - ANBIMA
O regulamento deve dispor sobre a taxa de administração, que remunerará todos os serviços do
fundo, podendo haver remuneração baseada no resultado do fundo (taxa de performance), bem
como taxa de ingresso e saída.
Formulário de Informações Complementares – FIC: Divulgar a atual Política de Divulgação Infor-
mações do fundo e fornecer informações complementares, tais como descrição da tributação,
taxas riscos e etc. O FIC é um documento de natureza virtual e deve ser disponibilizado no site do
administrador e do distribuidor.
Lâmina: A lâmina do fundo reúne, de maneira concisa, em uma única página, as principais carac-
terísticas operacionais da aplicação, além dos principais indicadores de desempenho da carteira.
No documento você encontra o resumo dos objetivos e da política de investimento, os horários
de aplicação e resgate, os valores de mínimos de movimentação e as taxas de administração e
performance.
Todo cotista ao ingressar no fundo deve atestar, mediante formalização de termo de adesão e
ciência de risco, que:
I – teve acesso ao inteiro teor:
a) do regulamento;
b) da lâmina, se houver; e
c) do formulário de informações complementares;
II – tem ciência:
a) dos fatores de risco relativos ao fundo;
b) de que não há qualquer garantia contra eventuais perdas patrimoniais que possam ser incorri-
das pelo fundo;
c) de que a concessão de registro para a venda de cotas do fundo não implica, por parte da CVM,
garantia de veracidade das informações prestadas ou de adequação do regulamento do fun-
do à legislação vigente ou julgamento sobre a qualidade do fundo ou de seu administrador,
gestor e demais prestadores de serviços; e
d) de que as estratégias de investimento do fundo podem resultar em perdas superiores ao capi-
tal aplicado e a consequente obrigação do cotista de aportar recursos adicionais para cobrir o
prejuízo do Fundo.
LÂMINA DE INFORMAÇÕES ESSENCIAIS
O administrador de Fundo Aberto que não seja destinado exclusivamente a investidores qualifica-
dos deve elaborar uma lâmina de informações essenciais. É facultado ao administrador de fundo
formatar a lâmina livremente desde que:
I. a ordem das informações seja mantida;
II. o conteúdo seja igual ao anexo da instrução CVM 555;
III. os logotipos e formatação não dificultem o entendimento das informações; e
IV. quaisquer informações adicionais:
a) sejam acrescentadas ao final do documento;
b) não dificultem o entendimento das informações contidas na lâmina; e
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c) sejam consistentes com o conteúdo da lâmina e do Formulário de Informações Complementa-
res – FIC.
A lâmina deve ser atualizada mensalmente até o dia 10 (dez) de cada mês com os dados relativos
ao mês imediatamente anterior.
O administrador do Fundo deve enviar a lâmina à CVM, por meio de sistema eletrônico disponível
na página da CVM na rede mundial de computadores, sempre que esta for atualizada, na mesma
data de sua atualização.
O administrador deve:
I – entregar a lâmina para o futuro cotista antes de seu ingresso no fundo; e
II – divulgar, em lugar de destaque na sua página na rede mundial de computadores e sem prote-
ção de senha, a lâmina atualizada.
DINÂMICA DE APLICAÇÃO E RESGATE
APLICAÇÃO DE RECURSOS
Quando o cotista aplica recursos em um Fundo (compra de cotas), o gestor deverá comprar ativos
para a carteira do Fundo (com o recurso que o cotista aplicou).
RESGATE DE RECURSOS
Quando o cotista resgata recursos de um fundo (venda de cotas), cabe ao gestor do Fundo ven-
der ativos para conseguir recursos para honrar o resgate e pagar o cotista.
Na emissão das cotas do Fundo, deve ser utilizado o valor da cota do dia ou do dia seguinte ao da
data da aplicação, segundo o disposto no regulamento.
Em casos excepcionais de iliquidez dos ativos componentes da carteira do Fundo, inclusive em
decorrência de pedidos de resgates incompatíveis com a liquidez existente, ou que possam impli-
car alteração do tratamento tributário do fundo ou do conjunto dos cotistas, em prejuízo destes
últimos, o administrador poderá declarar o fechamento do fundo para a realização de resgates,
e, caso o fundo permaneça fechado por período superior a 5 (cinco) dias consecutivos será obri-
gatória a convocação de Assembleia Geral Extraordinária, no prazo máximo de 1 (um) dia, para
deliberar, no prazo de 15 (quinze) dias, a contar da data do fechamento para resgate, sobre as
seguintes possibilidades:
I. substituição do administrador, do gestor ou de ambos;
II. reabertura ou manutenção do fechamento do fundo para resgate;
III. possibilidade do pagamento de resgate em títulos e valores mobiliários;
IV. cisão do fundo; e
V. liquidação do fundo.
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CEA - ANBIMA
PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS
As grandes vantagens para o investidor de fundos de investimento em relação aos investimentos
feitos de forma individual são:
• Possibilidade de diversificação da carteira, mesmo dispondo de pouco recurso financeiro.
• Acesso a papéis disponíveis no mercado financeiro, mas que exigem maior volume para apli-
cação.
• Alta liquidez.
POLÍTICA DE INVESTIMENTO
FUNDOS PASSIVOS (FUNDO INDEXADO)
Os Fundos Passivos são aqueles que buscam acompanhar um determinado “benchmark” e por
essa razão seus gestores têm menos liberdade na seleção de Ativos.
FUNDOS ATIVOS
São consideradosativos aqueles em que o gestor atua buscando obter melhor desempenho, as-
sumindo posições que julgue propícias para superar o seu “benchmark”.
FUNDO ALAVANCADO
Um Fundo é considerado alavancado sempre que existir possibilidade (diferente de zero) de per-
da superior ao patrimônio do fundo, desconsiderando-se casos de default nos ativos do fundo.
CARTEIRA DE INVESTIMENTOS
MARCAÇÃO A MERCADO: esse conceito diz que o Fundo deve reconhecer, todos os dias, o valor
de mercado de seus ativos. A marcação a mercado faz com que o valor das cotas de cada Fundo
reflita, de forma atualizada, a que preço o administrador dos recursos venderia cada ativo a cada
momento (mesmo que ele o mantenha na carteira). Ainda de acordo com a legislação, devem ser
observados os preços do fim do dia, após o fechamento dos mercados. Já para a renda variável, a
legislação determina que se observe o preço médio dos ativos durante o dia.
O Objetivo de marcar a mercado é evitar transferência de riqueza entre cotistas.
Os ativos que fazem parte da carteira de responsabilidade do administrador devem ter um preço
único.
O administrador deve divulgar no mínimo uma versão simplificada da marcação a mercado.
Marcação a mercado x Marcação pela curva de juros (curva do papel)
Na MaM, os preços dos papéis que compõem a carteira do Fundo e que, portanto, irão definir o
valor da cota, são estipulados com base no valor a mercado desses títulos a cada instante. Essa
avaliação diária é importante mesmo para os títulos de renda fixa prefixada, ou seja, aqueles que
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têm a taxa predeterminada no momento da aplicação, pois esses títulos também sofrem oscila-
ções de preço até a sua data de vencimento.
Porém, no passado, muitas instituições costumavam estabelecer os preços dos títulos de acordo
com os juros que seriam pagos, a chamada marcação pela curva de juros do papel. Essa alterna-
tiva geralmente conferia maiores ganhos aos cotistas, porém, não refletia o real patrimônio do
fundo. Isso ocorre porque, caso houvesse uma corrida aos bancos e muitos investidores quises-
sem resgatar seus recursos, os gestores não conseguiriam vender os títulos de acordo com os
juros prometidos, acabando por prejudicar os cotistas.
TAXAS DE ADMINISTRAÇÃO E OUTRAS
TAXA DE ADMINISTRAÇÃO
Percentual pago pelos cotistas de um fundo para remunerar todos os prestadores de serviço. É
uma taxa expressa ao ano calculada e deduzida diariamente.
A cobrança de taxa de administração afeta o valor da cota.
A rentabilidade divulgada pelos Fundos de Investimento é sempre liquida de taxa de administra-
ção.
TAXA DE PERFORMANCE
Percentual cobrado do cotista quando a rentabilidade do Fundo supera a de um indicador de re-
ferência. Nem todos os fundos cobram taxa de performance.
Cobrança após a dedução de todas as despesas, inclusive da taxa de administração.
Linha d’agua: Metodologia utilizada para cobrança de taxa de performance.
Periodicidade: Semestral.
TAXA DE INGRESSO OU DE SAÍDA
As taxas de ingresso e saída não são tão comuns, mas também podem ser cobradas dependendo
do Fundo de investimento que você escolher. Elas são cobradas na aquisição de cotas do Fundo
ou quando o investidor solicita o resgate de suas cotas.
A taxa de saída normalmente é cobrada quando existe um prazo para resgate das cotas, mas o
investidor não quer (ou não pode) esperar esse tempo para receber o dinheiro.
DESPESAS
São encargos do Fundo de Investimento, além da Taxa de Administração, os impostos e as contri-
buições que incidem sobre os bens, direitos e obrigações do fundo, as despesas com impressão
expedição e publicação de relatórios, formulários e informações periódicas, previstas no regula-
mento, as despesas de comunicação aos condôminos, os honorários e as despesas do auditor, os
emolumentos e as comissões nas operações do fundo, despesas de fechamento de câmbio vincu-
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ladas as suas operações, os honorários de advogados e as despesas feitas em defesa dos interes-
ses do fundo, quaisquer despesas inerentes à constituição ou liquidação do fundo ou à realização
de assembleia geral de condôminos, e as taxas de custódia de valores do fundo.
CLASSIFICAÇÃO CVM
1. Fundos Renda Fixa
a. de Curto Prazo
b. Referenciado
c. Simples
d. Dívida Externa
2. Fundos de Ações
3. Fundos Cambiais
4. Fundos Multimercado
FUNDOS DE RENDA FIXA
Investem no mínimo 80% de seu Patrimônio Líquido em ativos de renda fixa expostos à variação
da taxa de juros ou a um índice de preços, ou ambos.
Sua carteira é composta por títulos que rendem uma taxa previamente acordada. Esses Fundos
se beneficiam em um cenário de queda de juros, mas têm risco de taxa de juros e eventualmente
crédito.
Estes Fundos podem ser adicionalmente classificados como “Longo Prazo”, quando o prazo mé-
dio de sua carteira superar 365 dias. Nesse caso, não poderá ser utilizada a “Cota de Abertura”.
É vedada a cobrança de taxa de performance, salvo quando se tratar de Fundo destinado a inves-
tidor qualificado.
FUNDO DE RENDA FIXA DE CURTO PRAZO
São Fundos que têm por objetivo proporcionar a menor volatilidade possível dentre os Fundos
disponíveis no mercado brasileiro.
O fundo classificado como "Renda Fixa” que aplique seus recursos exclusivamente em títulos pú-
blicos federais ou privados (de baixo risco de crédito), prefixados ou indexados à taxa SELIC ou a
outra taxa de juros, ou títulos indexados a índices de preços, com prazo máximo a decorrer de 375
(trezentos e setenta e cinco) dias, e prazo médio da carteira do fundo inferior a 60 (sessenta) dias
devem incluir, à sua denominação, o sufixo “Curto Prazo”.
Podem utilizar-se de estratégia com derivativos somente para proteção da carteira
É vedada a cobrança de taxa de performance, salvo quando se tratar de Fundo destinado a inves-
tidor qualificado.
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FUNDOS DE RENDA FIXA REFERENCIADOS
O fundo classificado como "Renda Fixa” cuja política de investimento assegura que ao menos 95%
(noventa e cinco por cento) do seu patrimônio líquido esteja investido em ativos que acompa-
nham, direta ou indiretamente, determinado índice de referência deve incluir, à sua denomina-
ção, o sufixo “Referenciado” seguido da denominação de tal índice.
Além disso, esses fundos devem ter 80% (oitenta por cento), no mínimo, de seu patrimônio líqui-
do representado, isolada ou cumulativamente, por títulos da dívida pública federal ou por ativos
financeiros de renda fixa considerados de baixo risco de crédito pelo gestor.
Esses fundos têm a sua atuação restrita à respectiva atuação nos mercados de derivativos à reali-
zação de operações com o objetivo de proteger posições detidas à vista (hedge).
É vedada a cobrança de taxa de performance, salvo quando se tratar de Fundo destinado a inves-
tidor qualificado.
FUNDOS DE RENDA FIXA SIMPLES
O Fundo classificado como “Renda Fixa” que tenha 95% (noventa e cinco por cento), no mínimo,
de seu patrimônio líquido representado, isolada ou cumulativamente, por títulos da dívida pú-
blica federal ou títulos de renda fixa de emissão ou coobrigação de instituições financeiras que
possuam classificação de risco atribuída pelo gestor, no mínimo, equivalente àqueles atribuídos
aos títulos da dívida pública federal, esses fundos devem incluir em sua denominação, o sufixo
“Simples”.
É vedado ao fundo simples a:
1. cobrança de taxa de performance.
2. realização de investimentos no exterior.
3. concentração em créditos privados.
4. transformação do fundo em fundo fechado.
A lâmina de informações essenciais do fundo de que trata o caput deve comparar a performance
do Fundo com a performance da taxa SELIC.
Dispensado termo de adesão e ciência de risco.
FUNDOS DE RENDA FIXA DE DIVIDA EXTERNA
O fundo classificado como “Renda Fixa” que tenha 80% (oitenta por cento), no mínimo, de seu
patrimônio líquido representado por títulos representativos da dívida externa de responsabilida-
de da União, deve incluir, à sua denominação, o sufixo “Dívida Externa”.
É a forma mais fácil de investir em papéis brasileiros negociados no mercado internacional.
Somente Fundos de Dívida Externa podem adquirir títulos representativos da dívida externa de
responsabilidade da União.
Podem cobrar taxa de performance.
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FUNDO CAMBIAL
Os fundos classificado como “Cambiais” devem ter como principal fator de risco de carteira a va-
riação de preços de moeda estrangeira ou a variação do cupom cambial. No mínimo 80% (oitenta
por cento) da carteira deve ser composta por ativos relacionados diretamente, ou sintetizados via
derivativos, ao fator de risco que dá nome à classe.
Os Fundos Cambiais Dólar são os mais conhecidos. A aplicação é feita em R$ (reais), e sua carteira
é composta por papéis que buscam acompanhar a variação da moeda norte-americana.
Comentário: ATENÇÃO, ele não acompanha a cotação do dólar. Podem cobrar taxa de performance.
FUNDO DE AÇÕES
Investe no mínimo 67% do seu Patrimônio Líquido em ações negociadas no mercado à vista de
Bolsa de Valores.
A performance destes fundos está sujeita à variação de preço das ações que compõem sua cartei-
ra. Por isso, são mais indicados para quem tem objetivos de investimento de longo prazo.
Fundos de ações cuja política de investimento preveja que, no mínimo, 2/3 (dois terços) do seu
patrimônio líquido seja investido em ações de companhias listadas em segmento de negociação
de valores mobiliários, voltado ao mercado de acesso, instituído por bolsa de valores ou por en-
tidade do mercado de balcão organizado, que assegure, por meio de vínculo contratual, práticas
diferenciadas de governança corporativa devem usar, em seu nome, a designação “Ações – Mer-
cado de Acesso”.
ESTRATÉGIA DE ALOCAÇÃO DE RECURSOS EM FUNDOS DE AÇÕES
• Market timing: alguns Fundos de ações permitem o aumento ou a diminuição da exposição
à bolsa. Esse movimento, quando acertado, é um poderoso instrumento para bater o ben-
chmark. Assim, se o gestor avaliar que a bolsa tem perspectivas ruins, ele pode expor o Fundo
em, por exemplo, 80% do seu PL à variação da bolsa.
• Stock picking: aposta em ações com maior potencial de retorno. Essa aposta se dá, geralmen-
te, em relação às ações que fazem parte do benchmark. Por exemplo, se Petrobras representa
20% da carteira do Ibovespa e o administrador acredita que seja uma boa alternativa de inves-
timento, pode comprar 25% para a carteira do Fundo. Se o administrador estiver correto, estes
5% extras ajudarão a ultrapassar o benchmark.
• Arbitragem: comprar e vender o mesmo ativo, com características ligeiramente diferentes,
ganhando o diferencial do preço. Por exemplo, compra de uma ação ON e venda de uma ação
PN do mesmo emissor. Nesse caso, o administrador não está fazendo aposta com relação à
direção da bolsa, mas apenas com relação ao diferencial de preços entre esses dois ativos.
Podem cobrar taxa de performance.
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CLASSIFICAÇÃO ANBIMA FUNDOS DE AÇÕES
Ações Ibovespa Indexado: Fundos cujo objetivo de investimento é acompanhar o comportamen-
to do Ibovespa. Não admitem alavancagem.
Ações Ibovespa Ativo: Fundos que utilizam o Índice Bovespa como referência, tendo objetivo ex-
plícito de superar este índice. Admitem alavancagem.
Ações IBrX Indexado: Fundos cujo objetivo de investimento é acompanhar o comportamento do
IBrX ou do IBrX 50. Não admitem alavancagem.
Ações IBrX Ativo: Fundos que utilizam o IBrX ou o IBrX 50 como referência, tendo objetivo explíci-
to de superar o respectivo índice. Admitem alavancagem.
Fundos de Ações Setoriais: Fundos que investem em empresas pertencentes a um mesmo setor
ou conjunto de setores afins da economia. Esses Fundos devem explicitar em suas políticas de
investimento os setores, subsetores ou segmentos 4 elegíveis para aplicação, conforme classifica-
ção setorial definida pela Bovespa. Não admitem alavancagem.
Ações Setoriais Telecomunicações: Fundos cuja estratégia é investir em ações do setor de teleco-
municações. Os recursos remanescentes em caixa devem ficar investidos em operações permiti-
das ao tipo Referenciado DI.
Ações Setoriais Energia: Fundos cuja estratégia é investir em ações do setor de energia. Os recur-
sos remanescentes em caixa devem ficar investidos em operações permitidas ao tipo Referencia-
do DI.
Ações Setoriais Livre: Classificam-se neste subsegmento os Fundos de Ações Setoriais que não se
enquadram em nenhum dos subsegmentos anteriores. Os recursos remanescentes em caixa de-
vem ficar investidos em operações permitidas ao tipo Referenciado DI.
Ações Setoriais Privatização Petrobrás – FGTS: Fundos regulamentados pelas Instruções CVM
141/1991, 157/1991, 266/1997, 279/1998 e suas modificações.
Ações Setoriais Privatização Petrobrás – Recursos Próprios: Fundos que atendem aos requisitos
estabelecidos em ofertas de valores mobiliários no âmbito do Programa Nacional de Desestatiza-
ção e dos Programas Estaduais de Desestatização.
Ações Setoriais Privatização Vale – FGTS: Fundos regulamentados pelas Instruções CVM 141/1991,
157/1991, 266/1997, 279/1998 e suas modificações.
Ações Setoriais Privatização Vale – Recursos Próprios: Fundos que atendem aos requisitos esta-
belecidos em ofertas de valores mobiliários no âmbito do Programa Nacional de Desestatização e
dos Programas Estaduais de Desestatização.
Fundos de Ações Privatização FGTS – Livre: Fundos regulamentados pelas Instruções CVM
141/1991, 157/1991, 266/1997, 279/1998 e suas modificações. Esses Fundos podem aplicar em outros
valores mobiliários que não aqueles objeto da privatização e suas cotas são integralizadas exclu-
sivamente com recursos resultantes da transferência de recursos dos Fundos de Ações Setoriais
Privatização - FGTS.
Fundos de Ações Small Caps: Fundos cuja carteira investe, no mínimo, 90% em ações de empresas
que não estejam incluídas entre as 25 maiores participações do IBrX - Índice Brasil, ou seja, ações
de empresas com relativamente baixa e média capitalização de mercado. Os 10% remanescentes
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podem ser investidos em ações de maior liquidez ou capitalização de mercado, desde que não es-
tejam incluídas entre as 10 maiores participações do IBrX – Índice Brasil, ou em caixa. Os recursos
remanescentes em caixa devem ficar investidos em operações permitidas ao tipo Referenciado
DI. Não admitem alavancagem.
Fundos de Ações Dividendos: Fundos cuja carteira investe somente em ações de empresas com
histórico de dividend yield (renda gerada por dividendos) consistente ou que, na visão do gestor,
apresentem essas perspectivas. Os recursos remanescentes em caixa devem ficar investidos em
operações permitidas ao tipo Referenciado DI. Não admitem alavancagem³.
Fundos de Ações Sustentabilidade/Governança: Fundos que investem somente em empresas que
apresentam bons níveis de governança corporativa, ou que se destacam em responsabilidade so-
cial e sustentabilidade empresarial no longo prazo, conforme critérios estabelecidos por entida-
des reconhecidas no mercado ou supervisionados por conselho não vinculado à gestão do Fundo.
Os recursos remanescentes em caixa devem ficar investidos em operações permitidas ao tipo Re-
ferenciado DI. Não admitem alavancagem.
Fundos de Ações Livre: Classificam-se neste segmento os Fundos de ações abertos que não se
enquadram em nenhum dos segmentos anteriores (7.1. a 7.7., e seus subsegmentos). Admitemalavancagem.
Fundos Fechados de Ações: Fundos de condomínio fechado.
FUNDOS MULTIMERCADOS
Os Fundos classificados como "Multimercado" devem possuir políticas de investimento que en-
volvam vários fatores de risco, sem o compromisso de concentração em nenhum fator em es-
pecial ou em fatores diferentes das demais classes previstas na instrução. Ou seja, este tipo de
Fundo pode aplicar em DI/SELIC, índices de preços, taxas de juros, câmbio, dívida externa e ações.
Podem usar derivativos para alavancagem.
Podem aplicar até 20% de seu patrimônio em ativos no exterior.
Podem cobrar taxa de performance.
FUNDOS MULTIMERCADOS – CLASSIFICAÇÃO ANBIMA:
A classificação dos Fundos Multimercados baseia-se nas estratégias adotadas pelos gestores para
atingir os objetivos dos fundos, que devem prevalecer sobre os instrumentos utilizados.
Multimercados Macro: Fundos que realizam operações em diversas classes de ativos (renda fixa,
renda variável, câmbio, etc.) definindo as estratégias de investimento baseadas em cenários ma-
croeconômicos de médio e longo prazo, atuando de forma direcional. Admitem alavancagem.
Multimercados Trading: Fundos que concentram as estratégias de investimento em diferentes
mercados ou classes de ativos, explorando oportunidades de ganhos originados por movimentos
de curto prazo nos preços dos ativos. Admitem alavancagem.
Multimercados Multiestratégia: Fundos que podem adotar mais de uma estratégia de investimen-
to, sem o compromisso declarado de se dedicarem a uma em particular. Admitem alavancagem.
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Multimercados Multigestor: Fundos que têm por objetivo investir em mais de um fundo geridos
por gestores distintos. A principal competência envolvida consiste no processo de seleção de ges-
tores. Admitem alavancagem.
Multimercados Juros e Moedas: Fundos que buscam retorno no longo prazo através de inves-
timentos em ativos de renda fixa, admitindo-se estratégias que impliquem em risco de juros do
mercado doméstico, risco de índice de preço e risco de moeda estrangeira. Excluem-se estraté-
gias que impliquem em risco de renda variável (ações, etc.). Admitem alavancagem.
Multimercados Estratégia Específica: Fundos que adotam estratégia de investimento que impli-
que em riscos específicos, tais como commodities, futuro de índice. Admitem alavancagem.
Long and Short – Neutro: Fundos que fazem operações de ativos e derivativos ligados ao merca-
do de renda variável, montando posições compradas e vendidas, com o objetivo de manterem
a exposição neutra ao risco do mercado acionário. Os recursos remanescentes em caixa devem
ficar investidos em operações permitidas ao tipo Referenciado DI. Admitem alavancagem.
Long and Short – Direcional: Fundos que fazem operações de ativos e derivativos ligados ao mer-
cado de renda variável, montando posições compradas e vendidas. O resultado deve ser prove-
niente, preponderantemente, da diferença entre essas posições. Os recursos remanescentes em
caixa devem ficar investidos em operações permitidas ao tipo Referenciado DI. Admitem alavan-
cagem³.
Balanceados: Fundos que buscam retorno no longo prazo através de investimento em diversas
classes de ativos (renda fixa, ações, câmbio, etc.). Esses fundos utilizam uma estratégia de inves-
timento diversificada e deslocamentos táticos entre as classes de ativos ou estratégia explícita de
rebalanceamento de curto prazo. Devem ter explicitado o mix de ativos (percentual de cada clas-
se de ativo) com o qual devem ser comparados (asset allocation benchmark). Sendo assim, esses
fundos não podem ser comparados a indicador de desempenho que reflita apenas uma classe de
ativos (por exemplo: 100% CDI). Não admitem alavancagem.
Capital Protegido: Fundos que buscam retornos em mercados de risco procurando proteger par-
cial ou totalmente o principal investido.
NORMAS RELATIVAS À CONCENTRAÇÃO EM CRÉDITOS PRIVADOS
O Fundo de Investimento que realizar aplicações em quaisquer ativos ou modalidades operacio-
nais de responsabilidade de pessoas físicas ou jurídicas de direito privado ou de emissores públi-
cos outros que não a União Federal que, em seu conjunto, exceda o percentual de 50% (cinquen-
ta por cento) de seu patrimônio líquido, deverá observar as seguintes regras, cumulativamente
àquelas previstas para sua classe:
I – na denominação do fundo deverá constar a expressão “Crédito Privado”;
II – o regulamento, o Formulário de Informações Complementares – FIC e o material de venda
do fundo deverão conter, com destaque, alerta de que o fundo está sujeito a risco de perda
substancial de seu patrimônio líquido em caso de eventos que acarretem o não pagamento
dos ativos integrantes de sua carteira, inclusive por força de intervenção, liquidação, regime
de administração temporária, falência, recuperação judicial ou extrajudicial dos emissores res-
ponsáveis pelos ativos do fundo.
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FUNDO DE INVESTIMENTO EM COTAS DE FUNDOS DE INVESTIMENTO
O fundo de investimento em cotas de fundos de investimento deverá manter, no mínimo, 95%
(noventa e cinco por cento) de seu patrimônio investido em cotas de fundos de investimento de
uma mesma classe, exceto os Fundos de Investimento em cotas classificados como "Multimerca-
do", que podem investir em cotas de fundos de classes distintas.
Os restantes 5% (cinco por cento) do patrimônio do fundo poderão ser mantidos em depósitos à
vista ou aplicados em:
I. títulos públicos federais;
II. títulos de renda fixa de emissão de instituição financeira;
III. operações compromissadas (Operação envolvendo títulos de renda fixa.) , de acordo com a
regulação específica do Conselho Monetário Nacional - CMN.
Deverá constar da denominação do Fundo a expressão "Fundo de Investimento em Cotas de Fun-
dos de Investimento" acrescida da classe dos fundos investidos de acordo com regulamentação
específica.
OUTROS FUNDOS:
FUNDOS DE INVESTIMENTO EM ÍNDICE DE MERCADO - FUNDOS DE ÍNDICE
O Fundo é uma comunhão de recursos destinado à aplicação em carteira de títulos e valores mo-
biliários que visa refletir as variações e rentabilidade de um índice de referência, por prazo inde-
terminado.
Da denominação do fundo deve constar a expressão “Fundo de Índice” e a identificação do índice
de referência
O Fundo é regido por esta Instrução e pelas disposições constantes do seu regulamento, sendo
seu principal meio de divulgação de informações a sua página na rede mundial de computadores.
Fundo deve manter 95% (noventa e cinco por cento), no mínimo, de seu patrimônio aplicado em
valores mobiliários ou outros ativos de renda variável autorizados pela CVM, na proporção em que
estes integram o índice de referência, ou em posições compradas no mercado futuro do índice de
referência, de forma a refletir a variação e rentabilidade de tal índice.
FUNDOS DE INVESTIMENTO IMOBILIÁRIO (FII)
Os Fundos de Investimento Imobiliário (FII) destinam-se ao desenvolvimento de empreendimen-
tos imobiliários, tais como construção de imóveis, aquisição de imóveis prontos, ou investimentos
em projetos visando viabilizar o acesso à habitação e serviços urbanos, inclusive em áreas rurais,
para posterior alienação, locação ou arrendamento.
Esses Fundos destinam-se a investidores que procuram imóveis como uma forma de diversifica-
ção de sua carteira de investimentos e esperam ganho de capital moderado e rendimentos em
forma de aluguel.
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Os Fundos imobiliários são comercializados na forma de Fundos Fechados, que podem ter dura-
ção determinada ou indeterminada
Esses Fundos devem distribuir, no mínimo, 95% do lucro auferido, apurados segundo o regime de
caixa.
Uma vez constituído e autorizado o funcionamentodo Fundo, admite-se que 25% de seu patrimô-
nio, no máximo e temporariamente, seja investida em cotas de FI e/ou em Títulos de Renda Fixa.
Essa parcela pode ser maior se expressamente autorizado pela CVM, mediante justificativa do ad-
ministrador do Fundo.
É vedado ao Fundo operar em mercados futuros ou de opções.
Fundos Off-Shore
É considerado fundo off-shore aquele constituído fora do território brasileiro, mas que aplica em
ativos dentro do país.
Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDC E FIC-FIDC)
São Fundos constituídos por títulos de crédito originários de operações realizadas nas instituições
financeiras, na indústria, arrendamento mercantil, hipotecas, prestação de serviços e outros títu-
los que possam ser admitidos como direito de crédito pela CVM.
Dessa forma, as operações de crédito originalmente feitas podem ser cedidas aos Fundos que
assumem esses direitos creditórios. Essa operação permite aos bancos, por exemplo, que cedam
(vendam) seus empréstimos aos FIDC, liberando espaço para novas operações, e aumentando a
liquidez deste mercado.
Esses Fundos podem ser:
• Abertos: quando os cotistas podem solicitar resgate das cotas, de acordo com o estatuto
do Fundo;
• Fechados: quando as cotas podem ser resgatadas somente ao término do prazo de dura-
ção do Fundo, ou no caso de sua liquidação.
Benefícios dos FIDC:
• Para quem cede os direitos creditórios: diminuição dos riscos de crédito e “liberação de espa-
ço no balanço”;
• Para as empresas: mais liquidez no mercado de crédito;
• Para os investidores: uma alternativa de investimento que tende a oferecer uma rentabilidade
maior do que a renda fixa tradicional.
Riscos:
O principal risco para o investidor em FIDC é o crédito da carteira de recebíveis. Ou seja, o retorno
está diretamente ligado ao nível de inadimplência dos recebíveis que formam o lastro da carteira.
O FIDC deve ter, no mínimo, 50% de seu patrimônio em direitos creditórios.
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Módulo IV
CEA - ANBIMA
Os FIDC podem operar no mercado de derivativos (bolsas e balcão com sistema de registro) so-
mente para proteger suas posições à vista.
O valor mínimo para aplicação deve ser de R$25.000.
No caso de Fundo aberto, o Fundo será liquidado ou incorporado a outro se mantiver PL médio
inferior a R$500.000 durante 3 meses consecutivos, ou 3 meses após a autorização da CVM.
Fundos de Investimento Capital Protegido
São fundos que têm por objetivo proteger o valor do capital investido pelos seus cotistas, propor-
cionando uma parcela da rentabilidade da bolsa, quando ela for positiva, ao final certo intervalo
de tempo.
4.2 Carteira Administrada
O que é: A administração de carteira de valores mobiliários consiste na gestão profissional de re-
cursos ou valores mobiliários, sujeitos à fiscalização da Comissão de Valores Mobiliários, entre-
gues ao administrador, com autorização para que este compre ou venda títulos e valores mobili-
ários por conta do investidor.
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Gestão discricionária: Permite-lhe delegar a gestão da totalidade ou de parte dos seus ativo numa
equipa profissional e experiente.
Gestão Não Discricionária: Mesmo que um fundo ou recursos de uma carteira seja administrado
por terceiros, o investidor é o gestor dos recursos, tomando todas as decisões de acordo com sua
vontade.
Carteira Administrada X Fundo de Investimento
Carteira Administrada: Para quem tem maior volume de recursos e menos tempo disponível. Se
você é um investidor com um volume considerável de recursos para investir, mas não possui tem-
po hábil para monitorar seus investimentos no mercado de forma regular, uma boa opção são as
carteiras administradas. O investimento varia de corretora para corretora e de banco para banco,
mas, em geral, o mínimo vai de R$ 300 mil a R$ 1 milhão.
Outro ponto positivo das carteiras administradas é que, por conta da grande quantia envolvida
na operação, existe uma liberdade maior de diversificação dos investimentos, o que aumenta as
possibilidades de ganhos.
Fundos de Investimento: Para quem tem menos recursos e mais familiaridade com o mercado.
Se você é um investidor que possui um volume de recursos mais reduzido, mas que tem maior
familiaridade com o mercado financeiro, então, a opção mais indicada é o Fundo de Investimento.
Atualmente existem diversas de opções de fundos para investir, atraentes para aqueles investido-
res que já investem individualmente, mas desejam ampliar seus ganhos no médio e longo prazos.
4.3 Gestão de Riscos em Fundos de Investimento e Carteiras Administradas
Índice de Sharpe Original
Mede quanto de prêmio é recebido por risco assumido:
IS =
E R
risco( )−Rsem risco
σ
risco
Onde,
E(Risco) : rentabilidade esperada de um investimento com risco maior que zero.
R: sem risco: rentabilidade de um investimento sem risco.
σ: risco: volatilidade ou desvio padrão do investimento com risco.
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Módulo IV
CEA - ANBIMA
Quanto maior o valor do Índice Sharpe melhor o Investimento.
O valor do Índice Sharpe não pode ser negativo.
Analisando os ativos listados no gráfico abaixo, notamos que:
Retorno
Risco
AB
C
• A e B possuem o mesmo retorno, porém B possui menor risco que A, logo:
Índice Sharpe de B é maior que o Índice Sharpe de A;
• A e C possuem o mesmo risco, porém A possui maior retorno que C, logo:
Índice Sharpe de A é maior que o Índice Sharpe de C.
Índice de Sharpe Modificado
Para alguns fundos, principalmente os fundos de ações, o investidor pode ter como referência o
benchmark, e não o ativo livre de risco. O índice de Sharpe modificado considera o retorno acima
do benchmark como o prêmio pelo risco, e a volatilidade das diferenças dos retornos do fundo e
do benchmark como medida de risco.
Índice de Treynor
O Índice de Treynor é uma medida similar ao Índice de Sharpe, com a diferença de, em vez de usar
como medida de risco o desvio-padrão ou semi-desvio, usa o coeficiente Beta. Além disso, ela é
uma medida de excesso de retorno em relação ao risco sistemático. O risco de ativos individuais
ou de um pequeno grupo de ativos pode ser melhor descrito pelo seu co-movimento com o mer-
cado (Beta). Assim, o Índice de Treynor parece ser particularmente útil para essa tarefa, quando a
carteira do investidor é uma de muitas carteiras incluídas num grande fundo.
Índice de Modigliani
O índice de Modigliani é uma medida de retorno ajustado pelo risco usado na análise de carteiras
de investimento, no qual o retorno do fundo é ajustado para sua volatilidade. Ao contrário do índi-
ce de Sharpe, ele utiliza o retorno absoluto do fundo e não o retorno relativo à taxa livre de risco.
O índice é calculado da seguinte forma: Índice Modigliani = (Retorno do Fundo/Desvio padrão do
Retorno do Fundo).
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Value At risk
O cálculo do Valor em Risco (ou VAR) é um método de se obter o valor esperado da máxima perda
(ou pior perda) dentro de um horizonte de tempo com um intervalo de confiança.
Exemplo: Um fundo possui em seu Formulário de Informações Complementares a informação que
seu VaR é de 30% com 95% de confiança para um período de 21 dias uteis.
Isso significa que existe uma probabilidade de 95%, que a perda máxima deste fundo seja de 30%
em 21 dias úteis corridos, em outras palavras, a chance desse fundo ter perda superior a 30% em 21
dias úteis seguidos é de 5%.
Stop Loss
O Stop Loss é a ferramenta utilizada quando os limites de VAR são ultrapassados. Por exemplo,
seja um Fundo que tenha um limite, definido em estatuto, de VAR de 1% em um dia, com 95% de
confiança. Ou seja, o gestor desse Fundo não pode posicionar sua carteira de modo quepossa
perder mais que 1% do seu valor em um dia, com 95% de chances.
Digamos que, em determinado momento, a volatilidade dos mercados aumente de maneira gene-
ralizada. Utilizando essa nova volatilidade, o gerente de risco descobre que o Fundo está correndo
o risco de perder 2% em um dia, com 95% de chances.
Nesse momento, o gestor é obrigado a se desfazer de posições, de modo que o risco de perdas
diminua para 1% em um dia, com 95% de chances. A esse movimento de reversão de posições para
diminuição do risco chamamos Stop Loss.
Portanto, no contexto do VAR, o stop loss não necessariamente “corta” um prejuízo, mas apenas
diminui posições de risco.
Stress Test
O VAR estará correto 95% do tempo, e errado 5% das vezes (outros graus de confiança são possí-
veis). Como podemos avaliar qual é a perda máxima que uma Instituição Financeira ou um Fundo
de Investimento pode sofrer?
O VAR não fornece a informação de quanto pode chegar a perda máxima. Por exemplo, quando
dizemos que o VAR é de 1%, não conseguimos imaginar se a perda máxima, que pode acontecer
com probabilidade menor do que de 5%, será 2%, 10% ou 50%.
Para saber até onde a perda de valor de uma carteira pode chegar temos que usar a técnica cha-
mada de stress test.
O stress test mede quanto um Portfólio pode perder em uma situação hipotética de Stress macro
econômico, chamado Cenário de Stress.
O Stress Test normalmente é utilizado como um complemento do VAR, com o objetivo de medir as
perdas quando o grau de confiança (normalmente 95%) é ultrapassado. São, em geral, situações
de stress de mercado, conhecidas como fat tail (cauda grossa), que é uma referência à “ponta” da
distribuição normal dos retornos, e que pode assumir valores muito altos imprevisíveis se apenas
o VAR for utilizado.
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Back Testing
Qualquer modelo de VAR deve ser testado para aferir a sua precisão. O Back Testing é uma ferra-
menta utilizada para esse teste. Ou seja, o modelo é alimentado com dados históricos, e o número
de violações (ocorridas no passado) do limite de VAR é medido, de modo a verificar se estão den-
tro do nível de confiança estabelecido.
Normalmente o Back Testing é utilizado para testar modelos derivados através de simulações.
Resumo de Gestão de Risco de uma Carteira
VaR: Perda máxima de uma carteira dentro de um intervalo de confiança.
Back Testing: Testa a veracidade do modelo de VaR com dados históricos.
Stop Loss: Movimento feito pelo gestor para reduzir as perdas e restabelecer os parâmetros do
VaR.
Stress Test: Simula cenário de estresse no mercado financeiro a fim de mensurar o risco da cartei-
ra em casos extremos.
Tracking Error
O Tracking Error é dado pela seguinte equação.
TE =σ (Rfundo - Rbench).
Ou seja, o tracking error é dado pelo desvio padrão das diferenças entre os retornos de um fundo
e os retornos do seu benchmark em um determinado período. Quanto mais “volátil” forem estas
diferenças, maior será o tracking error.
Erro Quadrático
O Erro Quadrático Médio, por sua vez, é dado pela seguinte equação:
EQM
n
i
n
=
(r - r )fundoj benchj
2
1=
Σ
Ou seja, é calculado pela média das diferenças ao quadrado entre os retornos de um fundo e os
retornos de seu benchmark.
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Tracking Error X Erro Quadrático Médio
Tracking Error e Erro Quadrático Médio são duas medidas do descolamento dos retornos de um
fundo em relação a um benchmark ou parâmetro de performance.
Mensuram o comportamento de um fundo, por exemplo, em relação a um índice de referência
(benchmark).
Quanto menor o índice, maior aderência do fundo em relação ao seu benchmark.
Fundos passivos tendem a apresentar menor tracking error e erro quadrático médio em relação
aos Fundos ativos.
4.4 Produtos de Previdência Complementar
CNSP
CRSNSP
SUSEP
MINISTÉRIO DA FAZENDA MINISTÉRIO DA PREVIDÊNCIA
SEGUROS
PREVIDÊNCIA ABERTA
CAPITALIZAÇÃO
CNSP
CRPC
PREVIC
PREVIDÊNCIA
FECHADA
(FUNDOS DE PENSÃO)
Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP) – Normatizador
Atribuições:
• Fixar as diretrizes e normas da política de seguros privados;
• Fixar as características gerais dos contratos de seguros, previdência privada aberta e ca-
pitalização;
• Estabelecer as diretrizes gerais das operações de resseguro;
• Prescrever os critérios de constituição das Sociedades Seguradoras, de Previdência Pri-
vada Aberta e de Capitalização, com fixação dos limites legais e técnicos das respectivas
operações;
• Disciplinar a corretagem do mercado e a profissão de corretor.
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CEA - ANBIMA
Composição
• Ministro de Estado da Fazenda ou seu representante, na qualidade de Presidente;
• Superintendente da Superintendência de Seguros Privados- SUSEP, na qualidade de Vice-
-Presidente;
• Representante do Ministério da Justiça;
• Representante do Banco Central do Brasil;
• Representante do Ministério da Previdência e Assistência Social.
Representante da Comissão de Valores Mobiliários .
Comentário!
O CNSP é um órgão NORMATIVO.
Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) – Supervisor
• Autarquia vinculada ao Ministério da Fazenda;
• Órgão executivo, encarregado da fiscalização do funcionamento das seguradoras, corretoras
de seguros, empresas de capitalização e de previdência privada aberta;
• A SUSEP é considerada o BACEN do Sistema Nacional de Seguros Privados, capitalização e
previdência complementar aberta.
Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC)
• Substitui o antigo CGPC;
• É o CMN da previdência complementar fechada (fundos de pensão);
• Órgão colegiado integrante da estrutura básica do Ministério da Previdência Social, ao qual
exercer a função de órgão regulador do regime de previdência complementar operado pelas
entidades fechadas de previdência complementar;
• Sede em Brasília;
• Presidente do Conselho: Ministro da Previdência;
• Demais Representantes do Governo: Previc; Ministério da Previdência Social; Casa Civil da Pre-
sidência da República; Ministério da Fazenda; Ministério do Planejamento, Orçamento e Ges-
tão; entidades fechadas de previdência complementar;
• Mandato de dois anos, permitida uma única recondução;
• Reuniões ordinária, trimestralmente.
Superintendência Nacional de Previdência Complementar – PREVIC (Supervisor)
• Criada pelo decreto 7.075 (Substitui a SPC);
• Autarquia de natureza especial, dotada de autonomia administrativa e financeira e patrimônio
próprio, vinculada ao Ministério da Previdência Social;
• Fiscalização e supervisão das atividades das entidades fechadas de previdência complemen-
tar e de execução das políticas para o regime de previdência complementar operado pelas
referidas entidades;
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• Diretoria Colegiada composta por um Diretor-Superintendente e quatro Diretores, escolhi-
dos entre pessoas de ilibada reputação e de notória competência, a serem indicados pelo Mi-
nistro de Estado da Previdência Social e nomeados pelo Presidente da República.
O PREVIC é o BACEN do Mercado de Previdência complementar fechada. “Fundos de Pensão”.
Taxa de Carregamento
Corresponde às despesas administrativas das instituições financeiras com pessoal, emissão de do-
cumentos e lucro. É cobrada logo na entrada do plano e a cada depósito ou contribuição que você
faz. Isso quer dizer que, se esse custo for de 5%, a cada R$ 100,00 investidos, só R$ 95,00 vão ser
creditados efetivamente no seu plano. Em outras palavras, quanto maior o percentual, menor a
fatia da contribuição ou depósito feita por você que vai “engordar” o seu capital.
As instituições financeiras têm liberdadede cobrar taxas de até 10% nos planos VGBL e PGBL, com
aprovação da Susep, mas a concorrência forte impede a imposição desse limite. No Fapi, por sua
vez, a taxa de carregamento não é cobrada.
Em geral, essa taxa varia entre 5% e 1,5%, podendo ser zerada quando o participante faz um depó-
sito expressivo e permanece por prazo superior a dois anos. Depósitos esporádicos de alto valor
têm mais peso na argumentação. Seu poder de barganha será maior antes de assinar o contrato.
O resultado da negociação – percentuais para depósitos independentes da contribuição e para
prazo de permanência – tem que constar, por escrito, na sua proposta de adesão ao plano.
A taxa de carregamento costuma ter percentuais decrescentes, a partir da entrada no plano,
sendo um recurso das EAPC e seguradoras para motivar a permanência no plano e evitar que o
participante transfira suas aplicações para outra instituição financeira.
O percentual máximo de carregamento permitido pela legislação vigente é de 10% para os planos
estruturados na modalidade de contribuição variável e de 30% para aqueles na modalidade de
benefício definido.
Taxa de Administração
Refere-se às despesas com a gestão financeira do fundo, contratada a uma empresa especializa-
da. A cobrança ocorre durante toda a fase de contribuição e incide sobre o capital total, incluindo
o rendimento. Esse custo é regulamentado pelo Banco Central e pela Comissão de Valores Mobili-
ários (quando o fundo tiver aplicações em renda variável).
O percentual da taxa tem que ser aprovado pela Susep e constar do contrato. Nos planos VGBL
e PGBL, o custo varia de 2% a 5%, em geral sendo cobrada diariamente. Já no Fapi, costuma ser
maior, entre 3% e 6% ao ano, podendo ser cobrada a cada mês ou ano.
Taxa de Saída
Era destinada ao pagamento da CPMF – imposto sobre transações financeiras ou “imposto do
cheque”. Com a extinção da CPMF, essa taxa deixou de ser cobrada em janeiro de 2008. A partir
dessa data, a Susep não aprova mais contratos de VGBL e PGBL que preveem a cobrança da taxa
de saída, que era aplicada também para a transferência do capital acumulado por um participante
para plano semelhante de outra instituição financeira.
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Taxa de Performance
A Susep não exige que o custo dessa taxa conste do contrato, o que facilita às empresas de pre-
vidência privada aberta não divulgarem seu percentual. Essa taxa é descontada do rendimento
conseguido além do mínimo garantido, também conhecido como excedente financeiro. O parti-
cipante dos planos dessa modalidade não recebe essa informação. Com a falta de transparência,
o participante pode ser penalizado com o aumento da taxa de performance sem ser consultado,
mas sentindo o efeito na menor rentabilidade de seus investimentos.
Resgate
É a restituição ao participante do montante acumulado na Provisão Matemática de Benefícios a
Conceder relativa ao seu benefício.
O Resgate é obrigatório nos planos de benefício por sobrevivência (aposentadoria), sendo con-
cedido ao participante que desistir do plano, no valor correspondente ao montante acumulado
em sua provisão matemática de benefícios a conceder. Nos demais planos, deverá ser observado
o contrato (Regulamento).
Os planos estruturados no regime financeiro de repartição, devido à natureza do regime não per-
mitem concessão de resgate, saldamento ou devolução de quaisquer contribuições pagas, uma
vez que cada contribuição é destinada a custear o risco de pagamento de benefício no período.
Para planos de benefício por sobrevivência (aposentadoria) com capitalização financeira durante
o período de diferimento, no caso de morte do participante, será devido o resgate aos beneficiá-
rios indicados.
Tipos de Planos / Benefícios
Os planos previdenciários podem ser contratados de forma individual ou coletiva (averbados ou
instituídos); e podem oferecer, juntos ou separadamente, os seguintes tipos básicos de benefício:
RENDA POR SOBREVIVÊNCIA: renda a ser paga ao participante do plano que sobreviver ao prazo
de deferimento contratado, geralmente denominada de aposentadoria.
RENDA POR INVALIDEZ: renda a ser paga ao participante, em decorrência de sua invalidez total e
permanente ocorrida durante o período de cobertura e depois de cumprido o período de carência
estabelecido no Plano.
PENSÃO POR MORTE: renda a ser paga ao(s) beneficiário(s) indicado(s) na proposta de inscrição,
em decorrência da morte do Participante ocorrida durante o período de cobertura e depois de
cumprido o período de carência estabelecido no Plano.
PECÚLIO POR MORTE: importância em dinheiro, pagável de uma só vez ao(s) beneficiário(s)
indicado(s) na proposta de inscrição, em decorrência da morte do participante ocorrida durante o
período de cobertura e depois de cumprido o período de carência estabelecido no Plano.
PECÚLIO POR INVALIDEZ: importância em dinheiro, pagável de uma só vez ao próprio participan-
te, em decorrência de sua invalidez total e permanente ocorrida durante o período de cobertura e
após cumprido o período de carência estabelecido no Plano.
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Perfil do Investidor
No caso dos PGBL, VGBL e sucedâneos, o investidor pode escolher o perfil de risco do Fundo de
Investimento no qual a seguradora ou a EAPC vai aplicar os seus recursos. De acordo com a Susep,
os perfis são os seguintes:
• Soberano: como o nome sugere, o Fundo investe apenas em títulos do governo, ou seja,
títulos ou Crédito Securitizados do Tesouro Nacional, ou Títulos do Banco Central;
• Renda Fixa: além das aplicações acima, também permite o investimento em outros tipos
de títulos de renda fixa, como CDBs, debêntures, etc.;
• Composto: também permite aplicações em renda variável, como, por exemplo, ações ou
fundos de ações, commodities, desde que não ultrapassem 49% do patrimônio do fundo.
PGBL
O PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) é mais vantajoso para aqueles que fazem a declaração
do imposto de renda pelo formulário completo. É uma aplicação em que incide risco, já que não
há garantia de rentabilidade, que inclusive pode ser negativa. Ainda assim, em caso de ganho, ele
é repassado integralmente ao participante.
O resgate pode ser feito no prazo de 60 dias de duas formas: de uma única vez, ou transforma-
do em parcelas mensais. Também pode ser abatido até 12% da renda bruta anual do Imposto de
Renda e tem taxa de carregamento. É comercializado por seguradoras. Com o PGBL, o dinheiro é
colocado em um fundo de investimento exclusivo, administrado por uma empresa especializada
na gestão de recursos de terceiros e é fiscalizado pelo Banco Central.
VGBL
O VGBL, ou Vida Gerador de Benefício Livre, é aconselhável para aqueles que não têm renda tribu-
tável, já que não é dedutível do Imposto de Renda, ainda que seja necessário o pagamento de IR
sobre o ganho de capital.
Nesse tipo de produto, também não existe uma garantia de rentabilidade mínima, ainda que todo
o rendimento seja repassado ao integrante. O primeiro resgate pode ser feito em prazo que varia
de dois meses a dois anos. A partir do segundo ano, também pode ser feita a cada dois meses.
Possui taxa de carregamento.
Resumo
PGBL VGBL
Ideal para quem utiliza o formulário completo no ato da declaração
do Imposto de Renda
Ideal para quem utiliza o formulário simples no ato da
declaração do Imposto de Renda ou é isento
Os recursos são investidos integralmente no FIF (Fundo de
Investimento Financeiro)
Os recursos são investidos integralmente no FIE (Fundo de
Investimento Especialmente Constituído)
Não há garantia mínima de rentabilidade, e sim o repasse de 100%
do rendimento obtido
Não há garantia mínima de rentabilidade, e sim o repasse de
100% do rendimento obtido
É possível optar pelo investimento em apenas1 tipo de fundo
mais adequado a seu perfil de investidor: Soberano, Renda Fixa,
Composto, Multimercado RV 25 e Multimercado R45 ou ainda optar
pelo investimento em até 4 fundos simultaneamente: Renda Fixa,
Composto, Multimercado RV 25 e Multimercado RV 45 (Multifundos)
É possível optar pelo investimento em apenas 1 tipo de fundo
mais adequado a seu perfil de investidor: Soberano, Renda Fixa,
Composto, Multimercado RV 25 e Multimercado R 45 ou ainda
optar pelo investimento em até 4 fundos simultaneamente:
Renda Fixa, Composto, Multimercado RV 25 e e Multimercado
RV 45 (Multifundos)Incentivo fiscal no período de acumulação: você pode deduzir do
Imposto de Renda até 12% de sua renda bruta anual
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CEA - ANBIMA
Benefícios de Renda
Renda Vitalícia Pagamento de uma renda mensal por toda a vida ao participante.
Renda Vitalícia com Prazo
Mínimo Garantido
Pagamento de uma renda mensal por toda a vida ao participante.
Caso ocorra o seu falecimento, a renda é revertida ao beneficiário
indicado até o cumprimento do prazo garantido.
Renda Vitalícia Reversível ao
Beneficiário
Pagamento de uma renda mensal por toda a vida ao participante.
Após o seu falecimento, um percentual da renda, será revertida ao
beneficiário indicado.
Renda Temporária Pagamento de uma renda mensal ao participante, durante o prazo definido.
Proteção Adicional
Pensão Prazo Certo Pagamento mensal ao beneficiário indicado durante o prazo definido.
Pensão ao Cônjuge Pagamento de uma renda mensal por toda a vida, ao beneficiário indicado pelo participante, caso ocorra o seu falecimento.
Pensão aos Menores Pagamento de uma renda mensal ao beneficiário menor indicado (até que complete 21 anos), caso ocorra o falecimento do participante.
Renda por Invalidez com
Prazo Mínimo Garantido
Pagamento de uma renda mensal por toda a vida ao participante, no
caso de invalidez total e permanente. Caso ocorra o seu falecimento,
a renda é revertida ao beneficiário indicado até o cumprimento do
prazo garantido.
Pecúlio por Morte Pagamento único ao beneficiário indicado, em decorrência da morte do segurado.
Glossário Previdência
Apólice: é o documento legal que formaliza a aceitação, pelo HSBC Vida e Previdência, da cobertu-
ra proposta por você.
Aporte: são as contribuições esporádicas que você realiza para o seu plano de Previdência, que
irão compor o mesmo fundo resultante das contribuições mensais. O aporte também pode ser
único, no início da contratação.
Assistido: você será um assistido, quando estiver recebendo o seu benefício de renda. Base de
cálculo de performance financeira: é a diferença, ao final do último dia útil do mês, entre a parcela
do patrimônio líquido do FIE correspondente à Provisão Matemática de Benefícios Concedidos e o
valor da remuneração pela gestão financeira acumulado do mês.
Beneficiário: são as pessoas que você escolhe para receber os benefícios de morte no caso do seu
falecimento ou você mesmo, em evento de invalidez total e permanente ou no momento do rece-
bimento da aposentadoria.
Benefício de Renda: é o pagamento da aposentaria feito a você em valor e data definidos na con-
tratação ou alterados durante o período de diferimento.
Carência: prazo que o fundo fica reservado e não pode ser resgatado.
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Contribuição: valor correspondente a cada um dos aportes (esporádicos ou contribuições men-
sais) destinados ao custeio da cobertura contratada. Nos planos VGBL, a contribuição recebe o
nome de Prêmio Mensal.
Encargo de Saída: valor cobrado sobre os valores resgatados ou portados.
Fundo Acumulado: Reserva acumulada, de acordo com as contribuições efetuadas.
Indenização: Pagamento a ser efetuado ao participante por ocasião de sua sobrevivência ao perí-
odo de diferimento.
Instituidora: é a pessoa jurídica que propõe a contratação de plano coletivo, definindo as normas
e participando das contribuições.
Participante: Pessoa física que contrata o plano.
Período de Diferimento: Período entre a data de início de vigência da cobertura por sobrevivência
e a data contratada para início de pagamento do benefício.
PGBL: Plano Gerador de Benefício Livre. Ideal para quem opta por fazer a declaração de ajuste do
Imposto de Renda completa, pois pode ser deduzido no limite de 12% da renda bruta anual.
Portabilidade: Instituto que, durante o período de diferimento, permite a movimentação de re-
cursos da provisão matemática de benefícios a conceder.
Prazo de carência: Período em que não serão aceitos pedidos de resgate ou de portabilidade.
Prêmio Mensal: Valor correspondente a cada um dos aportes destinados aos planos VGBL ao cus-
teio da cobertura contratada.
Previdência Complementar: Previdência Complementar significa você pensar no seu futuro, ga-
rantindo o conforto de uma aposentadoria tranquila para você e sua família, ou ainda, a realização
daquele sonho antigo, como a abertura de um negócio próprio, ou a certeza da educação dos
seus filhos.
Proponente: Pessoa física interessada em contratar o plano.
Renda: Série de pagamentos periódicos a que tem direito o assistido (ou assistidos). Tipos de Ren-
da que podem ser escolhidos: Renda vitalícia, Renda vitalícia com prazo mínimo, Renda vitalícia
reversível ao beneficiário indicado, Renda vitalícia reversível ao cônjuge e com continuidade aos
menores, Renda temporária.
Resgate: Instituto que, durante o período de diferimento, permite o resgate dos recursos da Pro-
visão Matemática de Benefícios a Conceder.
Tábuas biométricas: Utilizadas para analisar a perspectiva de sobrevivência, morte ou invalidez
dos participantes de um plano de Previdência Complementar.
Taxa de administração: É a taxa paga à Administradora dos Planos de Previdência para adminis-
trar os fundos provenientes das aplicações feitas em um plano de Previdência.
Taxa de carregamento: Valor resultante da aplicação de percentual sobre o valor das contribuições
pagas, destinadas a atender às despesas administrativas, de corretagem e de colocação do plano.
Tributação regressiva progressiva: Formas de tributação que poderão ser escolhidas para o plano
de Previdência contratado.
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Módulo IV
CEA - ANBIMA
VGBL: Vida Gerador de Benefício Livre. Plano de previdência mais indicado para quem faz a de-
claração simplificada do Imposto de Renda e quer diversificar seus investimentos ou para quem
deseja aplicar mais de 12% de sua renda bruta em Previdência.
Mais um Resumo – PGBL X VGBL
PGBL VGBL
O que é
É um plano de previdência complementar que
permite a acumulação de recursos e a contratação
de rendas para recebimento a partir de uma data
escolhida pelo participante.
Um plano com possibilidade de
acumulação de recursos para o futuro, os
quais podem ser resgatados na forma de
renda mensal ou pagamento único a partir
de uma data escolhida pelo participante.
Para quem é
mais indicado
Mais atraente para quem declara imposto de renda
completo, podendo aproveitar o abatimento da
renda bruta anual na fase de contribuição.
Para quem é isento, declara imposto de
renda simplificado ou tem previdência
complementar e já abate o limite máximo
de 12% da renda bruta anual.
Tratamento
fiscal
Abatimento das contribuições no imposto de
renda (até o limite de 12% da renda bruta anual)
durante o período de acumulação. Sobre os
valores de resgate e rendas haverá a incidência de
tributação conforme alíquota da tabela do imposto
de renda da pessoa física em vigor.
Durante o período de acumulação, os
recursos aplicados estão isentos de
tributação sobre os rendimentos. Somente
no momento do recebimento de renda ou
resgate haverá a incidência de imposto
de renda, apenas sobre os rendimentos
auferidos.Principais
vantagens
• Participação em 100% da rentabilidade líquida;
• obtida na gestão do Fundo de Investimento
especialmente constituído - FIE;
• Possibilidade de resgates a partir de 180 dias
para o 1º resgate e intervalo de 60 dias entre
resgates;
• O cliente pode gerenciar seu plano, fazendo
contribuições adicionais ou mudando a
composição do fundo de investimento;
• A rentabilidade do fundo pode ser acompanhada
pelos jornais;
• Em caso de falecimento do participante, o
saldo acumulado no PGBL será devolvido aos
beneficiários indicados;
• São cinco opções de fundos: 100% renda fixa, até
15% em renda variável, até 30% em renda variável,
até 40% em renda variável e até 49% em renda
variável;
• Possibilidades de contribuições
adicionais a qualquer momento;
• Participação em 100% da rentabilidade
líquida obtida na gestão do Fundo de
Investimento em cotas de Fundo de
Investimento especialmente constituído
- FIE;
• Possibilidade de resgates a partir de 180
dias para o 1º resgate e intervalo de 60
dias entre resgates;
• Em caso de falecimento do participante,
o saldo acumulado no VGBL poderá ser
resgatado pelos beneficiários;
• São cinco opções de fundos: 100% renda
fixa, até 15% em renda variável;
• até 30% em renda variável, até 40%
em renda variável e até 49% em renda
variável.
Tipos de
contribuição
• Mensal (a partir de R$ 50,00)
• Única (a partir de R$ 1.000,00)
• Mensal (a partir de R$ 50,00);
• Única (a partir de R$ 1.000,00).
Opções de
Benefícios
• Renda vitalícia;
• Renda temporária;
• Renda vitalícia com prazo mínimo garantido;
• Renda vitalícia ao beneficiário indicado;
• Renda vitalícia reversível ao cônjuge com
continuidade aos menores;
• Renda certa.
• Renda vitalícia;
• Renda temporária;
• Renda vitalícia com prazo mínimo
garantido;
• Renda vitalícia ao beneficiário indicado;
• Renda vitalícia reversível ao cônjuge com
continuidade aos menores;
• Renda certa.
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4.5 Tributação em Fundos de Investimentos, Planos de Previdência e Carteira
Administrada
NOTA: Poderá ser cobrado cálculos de imposto de renda devido, inclusive sobre o funcionamento
do “come-cotas”.
Imposto de Renda sobre Fundos de Investimentos
Fundos de Curto Prazo
• São fundos cujo prazo médio da carteira é igual ou inferior a 365 dias;
• Fator gerador do imposto: Resgate ou Semestral;
• Semestre: último dia útil dos meses de MAIO e NOVEMBRO;
• Responsável pelo recolhimento: Administrador do fundo;
• Alíquota semestral: 20%.
Alíquota no Resgate
• 22,5% è aplicações de até 180 dias;
• 20,0% è aplicações com prazos igual ou superior a 181 dias.
Fundos de Longo Prazo
• São fundos cujo prazo médio da carteira é superior a 365 dias;
• Fator gerador do imposto: Resgate ou Semestral;
• Semestre: último dia útil dos meses de MAIO e NOVEMBRO;
• Responsável pelo recolhimento: Administrador do fundo;
• Alíquota semestral: 15%.
Alíquota no Resgate
• 22,5% è aplicações de até 180 dias;
• 20,0% è aplicações de 181 a 360 dias;
• 17,5% è aplicações de 361 até 720 dias;
• 15,0% è aplicações acima de 720 dias.
Observação!
A cobrança de imposto de renda em Fundos (come-cotas) reduz a QUANTIDADE de cotas, e
não o VALOR da cota.
Fundos de Ações
• Carteiras com no mínimo 67% aplicado no Mercado de Ações;
• Fator Gerador do imposto: Resgate;
• Responsável pelo recolhimento: Administrador do fundo;
• Alíquota única de: 15% (resgate, não tem come-cotas).
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Módulo IV
CEA - ANBIMA
Observação!
Nos fundos de ações não há recolhimento de Imposto de Renda semestralmente, somente no
resgate.
Imposto de Renda sobre Aplicações Financeiras em Fundos de Investimento Imobiliário
ALÍQUOTA: Inclusive pessoa jurídica isenta sujeita-se à incidência do imposto sobre a renda na
fonte à alíquota de 20% (vinte por cento).
RECOLHIMENTO: Até o último dia útil do mês subsequente ao do encerramento do período de
apuração.
INCIDÊNCIA: Os ganhos de capital e Rendimentos.
COMPENSAÇÃO DE PERDAS: Perdas incorridas na alienação de cotas de fundo de investimento
imobiliário só podem ser compensadas com ganhos auferidos na alienação de cotas de fundo da
mesma espécie.
RESPONSÁVEL PELO RECOLHIMENTO: Administrador do Fundo.
ISENÇÃO: Ficam isentos do imposto sobre a renda na fonte e na declaração de ajuste anual das
pessoas físicas, os rendimentos distribuídos pelos fundos de investimento imobiliário cujas cotas
sejam admitidas à negociação exclusivamente em bolsas de valores ou no mercado de balcão
organizado.
I - será concedido somente nos casos em que o fundo de investimento imobiliário possua, no
mínimo, 50 (cinquenta) cotistas;
II - não será concedido ao cotista pessoa física titular de cotas que representem 10% (dez por cen-
to) ou mais da totalidade das cotas emitidas pelo fundo de investimento imobiliário ou cujas
cotas lhe derem direito ao recebimento de rendimento superior a 10% (dez por cento) do total
de rendimentos auferidos pelo fundo.
IOF em Resgate Antecipado em Fundos de Renda Fixa com Carência
Os fundos de investimento de renda fixa estão sujeitos à cobrança de IOF pela tabela regressiva,
que é zerado com resgate de prazo igual ou superior a 30 dias.
• Quando se tratar de um fundo de investimento com resgate, no resgate de suas cotas,
antes de completado o prazo de carência para crédito de rendimentos, a alíquota aplicada
é de 0,5% ao dia, sempre limitado ao rendimento do investidor.
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Resumo Imposto de Renda Fundos de Investimento
Tipo de fundo Responsável Fator gerador
Aliquota
semestral
(come cotas)
Aliquota resgate
Renda fixa curto prazo
(prazo médio até 365
dias)
Administrador
do fundo
Resgate ou
semestral (maio
e novembro)
20% 1 – 180 Dias = 22,5%181 Ou mais = 20%
Renda fixa longo prazo
(prazo médio superior a
365 dias)
Administrador
do fundo
Resgate ou
semestral (maio
e novembro)
15%
1 – 180 Dias = 22,5%
181 – 360 Dias = 20%
361 – 720 Dias = 17,5%
721 Dias ou mais = 15%
Renda variável ações
(mais de 67% em ações)
Administrador
do fundo Somente resgate Não tem 15%
Imobiliário Administrador do fundo
Ganhos de capital
e rendimentos Não tem 20%
Tributação em Planos de Previdência
Regime de Tributação Regressivo
É facultada aos participantes que ingressarem a partir de 1º de janeiro de 2005 em planos de be-
nefícios de caráter previdenciário, estruturados nas modalidades de contribuição definida ou con-
tribuição variável, das entidades de previdência complementar e das sociedades seguradoras, a
opção por regime de tributação no qual os valores pagos aos próprios participantes ou aos assisti-
dos, a título de benefícios ou resgates de valores acumulados, sujeitam-se à incidência de imposto
de renda na fonte às seguintes alíquotas:
Período de aportes Alíquota de IR
Até 2 anos 35%
de 2 a 4 anos 30%
de 4 a 6 anos 25%
de 6 a 8 anos 20%
de 8 a 10 anos 15%
Mais de 10 anos 10%
Regime de Tributação Progressivo
Do mesmo modo que o anterior: é sobre os lucros, no caso do VGBL, e sobre o valor total acumu-
lado, no caso do PGBL.
A seguir a tabela progressiva do Imposto de Renda:
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Módulo IV
CEA - ANBIMA
Base de Cálculo (R$) Alíquota (%) Parcela a deduzir do Imposto (R$)
Até 1903,98 0 0,00
De 1.903,99 a 2.826,65 7,5 142,80
De 2.826,66 a 3.751,05 15 354,80
De 3.751,06 a 4.664,68 22,5 636,13
Acima de 4.664,68 27,5 869,36
Ao escolher entre a tributação regressiva ou progressiva você não pode alterar mais o tipo de
tributação.
Pode-se dizer que oregime de tributação regressiva é indicado para quem planeja poupar em pla-
no de previdência por mais tempo, ou seja, cultivando a visão do longo prazo. Afinal, quanto maior
o período em que o dinheiro ficar aplicado no plano, menor a alíquota do Imposto de Renda.
Exemplo de Cobrança de Come-Cotas
O cliente aplica R$5.000,00 no dia 20/3. Em 31/5 o cliente possui uma posição de R$5.500,00. Então
há a cobrança de 15% sobre o ganho (em caso de fundos de investimento em renda fixa longo prazo).
15% de R$500,00 é R$75,00. Esse valor é dividido pelo valor da cota do dia e há um débito sobre a
posição de cotas do cliente.
20/03 Aplicação R$5.000,00
31/05 Posição R$5.500,00
Supondo que em 31/05 o valor da cota seja de R$ 5,00.
Assim, o cliente possui na data 1.100 cotas. (1.100 x 5,00 = 5.500,00).
Dedução do IR
31/05 IR Come cotas - R$75,00
Cálculo da quantidade de cotas:
75,00 (valor do imposto devido)/5,00 (valor da cota do dia) = 15 cotas
Saldo do cotista
Quantidade de cotas:
1.100 – 15 (come cotas) = 1.085
1.085 x 5,00 = R$ 5.425,00
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Exemplo de Cobrança de Imposto de Renda em Planos de Previdência
EXEMPLO 1
Valor do Benefício = 1.000,00
Prazo de Acumulação = 5 anos
Tabela Regressiva:
Alíquota: 25% (ver tabela )
0,25 x 1.000,00 = 250,00
Renda será de R$ 750,00 por mês (1.000 – 750)
Tabela Progressiva
Isento, pois a renda é inferior a R$ 1.903,98.
EXEMPLO 2
Valor do Benefício = 3.000,00
Prazo de Acumulação = 7 anos
Tabela Regressiva:
Alíquota: 20% (ver tabela )
0,20 x 3.000,00 = 600,00
Renda será de R$ 2.400,00 por mês (3.000 – 600)
Tabela Progressiva
15% com dedução de 354,80. (ver tabela)
0,150 x 3.000 = 450,00
450,00 – 354,80 = R$ 95,20
Renda será de R$ 2.904,80 por mês (3.000 – 95,20)
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Módulo IV
CEA - ANBIMA
EXEMPLO 3
Valor do Benefício = 8.000,00
Prazo de Acumulação = 13 anos
Tabela Regressiva
Alíquota: 10% (ver tabela )
0,10 x 8.000,00 = 800,00
Renda será de R$ 7.200,00 por mês (8.000 – 800)
Tabela Progressiva
27,5% com dedução de 869,36. (ver tabela)
0,275 x 8.000 = 2.200,00
2.200,00 – 869,36 = R$ 1.330,64
Renda será de R$ 6.669,36 por mês (8.000 – 1.330,64)
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Módulo V
O que esperar do Módulo 5?
• Neste capítulo teremos no mínimo 7 questões de prova e no máximo 14 questões
de prova;
• Este capitulo pode parecer complicado, já que existem muitos índices, modelos,
fórmulas matemáticas e cálculos;
• É importante focar nos conceitos. Esqueça os cálculos: quando for cobrado o
cálculo de algum indicador ou aplicação de algum modelo, a fórmula será fornecida
na questão, assim, não perca o seu tempo decorando fórmulas. CONCEITO.
5 Gestão de Carteiras e Riscos
Proporção: de 10% a 20%.
5.1 Risco, Retorno e Mercado
Mercado Eficiente
Um mercado eficiente de capitais é aquele no qual os preços dos títulos refletem completamente
as informações disponíveis. Sem saber coisa especial alguma sobre uma ação, um investidor num
mercado eficiente deve esperar apenas o retorno exigido de equilíbrio num investimento qual-
quer, e uma empresa deve esperar pagar um custo de capital de equilíbrio.
O conceito de mercado eficiente é utilizado com hipótese para construção de diversos modelos
de precificação de ativos, por exemplo, a precificação de opções proposta por Black-Sholes.
Em um mercado eficiente, então, o preço de uma opção teria que ser o custo da replicação do por-
tfólio (taxa de mercado). Se seus preços divergissem, existiria uma oportunidade de arbitragem,
em outras palavras, haveria um lucro sem risco, que pode ser feito comprando o mais barato e
vendendo o mais valorizado dos dois. Como os arbitradores fazem isso, suas compras aumenta-
riam o preço mais baixo e suas vendas abaixariam o preço mais alto, eliminando qualquer diferen-
ça entre o preço de uma opção e o custo de replicação do portfólio.
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Hipóteses para um mercado eficiente:
• Nenhum participante tem a capacidade de influenciar o preço das negociações;
• O mercado é constituído de investidores racionais;
• As informações são instantâneas e gratuitas aos participantes;
• O mercado trabalha com a inexistência de racionamento de capital;
• Os ativos são divisíveis e negociados sem restrições;
• As expectativas dos investidores são homogêneas.
Retorno Esperado
O que se espera que uma ação possa proporcionar no próximo período. É apenas uma expectati-
va, já que o retorno efetivo poderá ser maior ou menor que o esperado. É a média ponderada dos
retornos esperados dos ativos que compõem o portfólio.
Consultar Módulo 2.
Desvio padrão
O risco de que o preço de mercado de um investimento varie no correr do tempo é conhecido como
volatilidade. A volatilidade mede o grau em que um título ou valor mobiliário pode variar para cima
ou para baixo. Quanto maior a volatilidade de um investimento, maior será o seu grau de risco.
Consultar Módulo 2.
Como calcular a Média e o Desvio Padrão com a utilização da HP 12C
Considere que a ação preferencial da Petrobras (PETR4) obteve os seguintes rendimentos:
Mês Retorno
Janeiro 8%
Fevereiro 3%
Março - 4%
Abril 1%
Maio - 2%
Junho 2%
Julho 6%
RETORNO
OBSERVADO
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Módulo V
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Pressionar Objetivo Visor
F SST (Σ) Limpa registrador do somatório 0,000
8 Σ+ Introduz a rentabilidade observada de 8% 1,000
3 Σ+ Introduz a rentabilidade observada de 3% 2,000
4 CHS Σ+ Introduz a rentabilidade observada de - 4% 3,000
1 Σ+ Introduz a rentabilidade observada de 1% 4,000
2 CHS Σ+ Introduz a rentabilidade observada de - 2% 5,000
2 Σ+ Introduz a rentabilidade observada de 2% 6,000
6 Σ+ Introduz a rentabilidade observada de 6% 7,000
G O Retorna a Média dos retornos (retorno esperado da ação) 2,000
G . (ponto) Retorna o desvio padrão dos retornos (risco do ação) 4,20
5.2 Seleção de Carteiras e Modelo de Markowitz
Cálculo do Retorno Esperado de uma Carteira
Vamos considerar que o investidor tenha optado em alocar os seus recursos na proporção abaixo
e que os retornos esperados são os especificados em dois cenários distintos, um otimista e outro
pessimista.
Tipo de ativo Percentual da Carteira
Retorno esperado
Cenário otimista / Cenário Pessimista
Ações da empresa X 30% 15% ao ano / 5% ao ano
Ações da empresa Y 30% 25% ao ano / - 5% ao ano
Fundo de investimento
em ações setorial 40% 30% ao ano / - 10% ao ano
Vamos calcular o retorno esperado da carteira nos dois cenários.
Cenário pessimista:
Tipo de Ativo % Carteira Retorno Esperado Retorno ponderado
Ações da Empresa X 30% 5% 0,30 x 0,05 = 0,015
Ações da empresa Y 30% - 5% 0,30 x (− 0,05) = − 0,015
Fundos de investimento
em ações setorial 40% - 10% 0,40 x (− 0,10) = − 0,04
0,015 + (−0,015) + (−0,04) = −0,04
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Ou seja, o retorno esperado dessa carteira no cenário pessimista será de - 4% ao ano.
Observação!
O cálculo do cenário otimista é análogo ao anterior. O resultado pode ser encontrado substi-
tuindo a coluna “retorno esperado” pelos retornos do cenário otimista encontrados na tabela
anterior. O resultado será de 24% ao ano.
Esses cálculos podem ser feitos também com facilidade pela calculadora HP 12C. Vamos aprender?
Dados:
Tipo de Ativo % Carteira Retorno Esperado
Ações da Empresa X 30% 5%
Ações da empresa Y 30% − 5%
Fundos de investimento em ações setorial 40% − 10%
A regra para informar os dados para HP é: “Retorno ENTER; peso Σ+”.
PressionarObjetivo Visor
F SST (Σ) Limpa registrador do somatório 0,000
5 ENTER Introduz o retorno esperado da ação da empresa X 5,000
30 Σ + Introduz o peso de 30% da ação da empresa X na carteira. 1,000
5 CHS ENTER Introduz o retorno esperado da ação da empresa Y − 5,000
30 Σ + Introduz o peso de 30% da ação da empresa Y na carteira 2,000
10 CHS ENTER Introduz o retorno esperado do fundo − 10,00
40 Σ + Introduz o peso de 30% do fundo de investimento em ações
setorial sobre a carteira
3,000
G 6 (WX) Retorna a Média dos retornos (retorno esperado da ação) − 4,000
Covariância
Em geral, observa-se que quando os juros sobem, os preços das ações caem. Esse comportamen-
to sugere que há uma covariância negativa entre as variáveis taxa de juros e preços de ações.
A covariância é uma medida que avalia como as variáveis X e Y se inter-relacionam de forma linear,
ou seja, como Y varia em relação a uma determinada variação de X.
Quando a covariância é positiva, duas variáveis tendem a variar na mesma direção; isto é, se uma
sobe, a outra tende a subir e vice-versa. Quando a covariância é negativa, duas variáveis tendem
a variar em direções opostas; isto é, se uma sobe, a outra tende a cair e vice-versa. Quanto mais
próxima de zero for a covariância, menor a possibilidade de se identificar um comportamento in-
terdependente entre as variáveis.
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Módulo V
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Fórmula:
COVxy = Média (X x Y) - Média (X) x Média (Y)
Considere o retorno de duas ações conforme o quadro abaixo:
Meses Petrobrás Gol
Janeiro 5% 2%
Fevereiro 3% 6%
Março 4% 1%
Para efetuar o cálculo da covariância desses ativos, temos primeiro que calcular a média de cada
um. Ver página 1 para cálculo da média.
Assim, encontraremos as seguintes médias:
Petro: 4% ao mês.
Gol: 3% ao mês.
Vamos calcular a covariância entre os ativos abaixo, aplicando a fórmula:
Meses Petrobrás Gol Petr x Gol
Janeiro 5% 2% 0,05 x 0,02 = 0,001 = 0,10%
Fevereiro 3% 6% 0,03 x 0,06 = 0,0018 = 0,18%
Março 4% 1% 0,04 x 0,01 = 0,0004 = 0,04%
Média 4% 3% 0,11%
COVP,T =[(0,0011))] - [(0,04) x (0,03)]
COVP,T =[0,0011] x [0,0012]
COVP,T = - 0,00013
Assim, a Covariância entre essas essas duas variáveis é de -0,00013.
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Covariância Positiva Covariância Negativa
Retorno
Tempo
Ação A
Ação B
Retorno
Tempo
Ação A
Ação B
Risco de uma Carteira
A medida de risco de uma carteira seria mais complexa que a simples soma dos riscos dos ativos
individualmente, uma vez que deveria considerar as inter-relações entre os ativos nessa carteira
(representada pela covariância entre eles).
Isso porque se dois ativos têm alta correlação positiva entre si (e, portanto, alta covariância),
quando um ativo tiver um mau desempenho, o outro provavelmente o seguirá; mas se ambos se
moverem em direções opostas, um investidor que aplique nos dois estará se protegendo de situa-
ções adversas quando o cenário econômico estiver desfavorável para qualquer um dos lados. Este
é o princípio da Diversificação de Carteiras. Ver mais na próxima página.
Segundo Markowitz, a variância (ou desvio padrão) de uma carteira é determinada:
• pela variância (ou desvio padrão) de cada ativo do portfólio;
• pela correlação entre cada par de ativos, e
• pelo montante investido em cada ativo.
Risco Sistemático e Risco não Sistemático
Existem dois tipos de risco que afetam uma carteira de ações: risco sistemático, ou não diversificá-
vel, e risco não sistemático, ou diversificável.
O risco sistemático é o risco que é afetado por diversos fatores macroeconômicos, como taxa de
juros, câmbio ou qualquer outra variável que afete a economia como um todo, portanto afeta to-
das as ações do mercado.
O risco não sistemático é a parcela do risco total que não depende das variáveis econômicas, e sim
de fatores específicos que afetam uma empresa. Somando-se o risco sistemático com o não siste-
mático, encontra-se o risco total da carteira. Portanto:
Risco Total da Carteira = Risco Sistemático + Risco Não Sistemático.
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Efeito Diversificação
O objetivo da diversificação é a combinação de diferentes ativos de modo que a carteira formada
por eles tenha menor risco do que os respectivos ativos considerados individualmente. Com a di-
versificação consegue-se a diminuição apenas do risco não sistemático.
A figura abaixo ilustra o efeito da diversificação, demonstrando que com maior número de títulos
consegue-se uma redução no risco não sistemático da carteira.
10 - 151 2 3...
Grau de
Risco (σ)
No de Ações
na Carteira
Risco Sistemático
Risco Não-
Sistemático
Principio da Dominância
O princípio da dominância diz que, para investimentos de mesmo retorno potencial, o investidor
racional escolherá aquele que apresentar menor risco.
Em caso de investimentos com mesmo risco, o investidor racional irá optar pelo investimento de
maior retorno.
Nesse exemplo, o investidor racional irá
optar pelo investimento A em relação a B e C
em relação a B;
Justificativa:
A e B possuem o mesmo retorno, porém A
possui menor risco em relação a B.
B e C possuem o mesmo risco, porém C
possui retorno superior em relação a B.
Retorno
Risco (σ)
x
x
x
A B
C
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Fronteira Eficiente
A fronteira eficiente poderia ser obtida, representando-se, num gráfico de retorno esperado
“versus” desvio padrão, todas as combinações de ativos e reconhecendo que os investidores são
racionais, ou seja, sempre preferirá mais riqueza a menos riqueza, para o mesmo nível de risco.
x
x
x
x x
x x x
xx
x x
x
Retorno Retorno
Fronteira
E�ciente
Linha do
Mercado de
Capitais
Carteira de Mercado
Risco (σ) Risco (σ)
Taxa Livre de Risco
Os diversos ativos onde o investidor pode aplicar seu dinheiro possuem risco. Isso significa que o
preço e as taxas de todos os ativos possuem volatilidade.
Alguns ativos possuem alta volatilidade outros possuem baixa volatilidade, portanto são de alto
risco ou de baixo risco, respectivamente.
No Brasil, os participantes do mercado utilizam a taxa DI ou a taxa SELIC como sendo a taxa livre
de riscos, apesar de sua volatilidade não ser desprezível.
A taxa livre de risco é muito importante para tomada de decisão do investidor. O investidor so-
mente irá aplicar recursos em títulos de maior risco quando lhe for oferecido remuneração supe-
rior à taxa livre de risco.
5.3 Modelo de Precificação de Ativos – CAPM
Capital Asset Pricing Model (CAPM)
O modelo CAPM é um modelo de formação de preços de ativos que equaciona a relação básica
entre risco e retorno, presente em todos os tipos de decisões financeiras.
O modelo CAPM equaciona a relação entre risco não diversificável e o retorno exigido para o con-
junto de ativos.
Uma vez que o risco diversificável não interessa para o investidor, pois é passível de eliminação,
será utilizada uma nova medida de mensuração do risco não diversificável.
Segundo o CAPM, o custo de capital corresponde à taxa de rentabilidade exigida pelos investidores
como compensação pelo risco de mercado ao qual estão expostos. O CAPM considera que, num mer-
cado competitivo, o prêmio de risco varia proporcionalmente ao β. Na sua forma simples, o modelo
prevê que o prêmio de risco esperado, dado pelo retorno esperado acima da taxa isenta de risco, é
proporcional ao risco não diversificável, o qual é medido pela covariância do retorno do ativo com o
retorno do portfólio composto por todos os ativo no mercado ou pelo β, que mede a contribuição
do ativo para a variância dos retornos do portfólio de mercado. Todos os investidorestêm idênticas
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Módulo V
CEA - ANBIMA
expectativas quanto às médias, variâncias e covariâncias dos retornos dos diferentes ativos no fim do
período, isto é, têm expectativas homogêneas quanto à distribuição conjunta dos retornos.
As premissas do modelo CAPM são:
• os investidores são indivíduos com aversão ao risco e que maximizam a utilidade esperada
da sua riqueza;
• os investidores são tomadores de preço e têm expectativas homogêneas sobre o retorno
dos ativos, os quais possuem uma distribuição normal conjunta;
• existe uma taxa livre de risco na qual os investidores podem captar e aplicar quantidades
ilimitadas de recursos;
• as quantidades de ativos são fixas;
• todos os ativos são comercializáveis e perfeitamente divisíveis;
• os mercados não têm fricção e a informação é gratuita e simultaneamente disponível a
todos os investidores;
• não existem imperfeições de mercado como impostos, regulamentações e restrições a
vendas a descoberto.
Preocupações quanto ao CAPM: Questionamentos dos pressupostos
• As restrições ao ato de tomar emprestado na taxa livre de risco;
• A impossibilidade da medição do verdadeiro portfólio de mercado;
• Considerações sobre expectativas heterogêneas;
• Considerações sobre custos de transação;
• Considerações sobre impostos;
• Considerações sobre a liquidez dos ativos negociados.
Capital Market Line – CML
A Capital Market Line é a carteira eficiente, composta pela combinação de ativos com risco e um
ativo livre de risco, que maximiza a relação de risco e retorno do investidor. A Capital Market Line
tem seu intercepto na taxa livre de risco e sua inclinação representando o coeficiente de recom-
pensa para variabilidade: quanto maior for a inclinação, melhor a relação de risco e retorno da car-
teira. A carteira de risco ótima é a melhor combinação de ativos de risco para serem combinados
com ativos seguros para formar uma carteira completa. Esse coeficiente de recompensa (inclina-
ção da CML) é aquele que tangência a fronteira eficiente, como demonstrando no gráfico abaixo:
Linha de Mercado
de Capitais
Fronteira eficiente
Taxa livre de risco
Portfólio de mercado
Risco (desvio-padrão)
Re
to
rn
o
es
pe
ra
do
Q
T
S
M
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CML ≠ SML
N
M
B
R1
E(Rp)
σ (Rp)
C
o
A
D
A CML especifica a relação entre risco e retorno para
carteiras diversificadas, onde o risco da carteira é medido
pelo desvio padrão da Carteira.
M
RF
RM
Beta
Ex
pe
ct
ed
re
tu
rn
1.0
A SML mostra a relação Risco Retorno de uma ação
individual, sendo seu risco de mercado seu β
Alfa de Jensen
Analisando o parâmetro Alfa (a) da regressão do Modelo CAPM, conhecido como a de Jensen,
tem-se a seguinte interpretação: quando o desempenho da carteira de ativos está em equilíbrio
com o desempenho da carteira de mercado, a = 0. Quando a carteira de ativos tem um desempe-
nho superior à carteira de mercado, a > 0. Caso contrário, a < 0.
Considerações sobre o CAPM
• em equilíbrio o retorno dos ativos recai sobre a SML;
• risco total = risco sistemático + risco assistemático:
• investidores diversificam o risco assistemático;
• investidores pagam um prêmio para evitar o risco sistemático.
167www.edgarabreu.com.br
Módulo V
CEA - ANBIMA
Beta (β)
Em relação ao coeficiente Beta (β), este tornou-se uma medida popular de risco, pois simplifica
o problema quando relaciona a variabilidade do retorno da carteira à do retorno da carteira de
mercado. Beta é a volatilidade da performance média relativa ao mercado. Alguns clientes com
perspectivas de investimento de longo prazo acreditam que uma volatilidade alta não é necessa-
riamente ruim, já que pode ser recompensada, no tempo, com um excesso de retorno. A maioria
concorda, no entanto, que dados dois conjuntos de taxas de retorno idênticas, é preferível aquele
que atingiu seu objetivo de forma mais consistente. O Beta pode assumir vários valores, como:
Se b > 1, a carteira de ativos oscila mais que a carteira de mercado, ou seja, tem um risco maior se
comparada ao risco do mercado. Então, se o mercado está em alta, o retorno da carteira de ativos
é maior do que o retorno da carteira de mercado. Se o mercado está em baixa, o retorno da car-
teira de ativos é menor do que o retorno da carteira de mercado. Em outras palavras, ou o ativo
“sobe mais” ou “cai mais”. O ativo também se caracteriza por ser agressivo.
Se b = 1, a carteira de ativos tem o mesmo risco que a carteira de mercado.
Se b < 1, a carteira de ativos é menos arriscada do que a carteira de mercado e o ativo se caracteri-
za por ser defensivo.
O coeficiente β é usado para medir o risco não diversificável.
MUITO IMPORTANTE:
A prova cobra que o aluno tenha conhecimento da fórmula abaixo e consiga calcular o retor-
no esperado de uma carteira.
Utilizando o coeficiente Beta para medir o risco não diversificável, o modelo CAPM relaciona o
risco com o retorno na equação final:
ki = RF + [bi x (km – RF)]
onde
ki = retorno esperado ou exigido de um ativo;
RF = taxa de retorno livre de risco;
bi = beta de um ativo ou carteira;
km = retorno esperado da carteira de mercado.
Observação! Se o Beta é igual a zero, o retorno da carteira será igual à Taxa Livre de Risco.
Exemplo de Cálculo com CAPM
Calcule o retorno exigido da Google, supondo que tenha beta igual a 1,95, a taxa de letras do Te-
souro dos Estados Unidos seja de 5% e o retorno esperado do índice Bovespa seja igual a 15%.
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ki%
bi
1 1,25
RF = 5%
SML
Prêmio por
risco do ativo
(19,5%)
Prêmio por
risco do
mercado
(10%)
24,5%
15%
ki = 5% + 1,95 x[15% – 5%]
ki = 24,5%
O CAPM se apoia em dados históricos, o que significa que os betas podem refletir ou não a variabi-
lidade futura dos retornos.
Portanto, os retornos exigidos indicados pelo modelo devem ser usados somente como aproxi-
mações.
O CAPM também supõe que os mercados são eficientes.
Arbitrage Princing Theory – ATP
O modelo APT surgiu como uma alternativa ao CAPM, representando uma generalização deste na
medida em que possibilita a relação do retorno de um ativo com múltiplos fatores de riscos e não
apenas ao retorno do portfólio de mercado.
APT parte da hipótese de não existência de oportunidades de arbitragem (mercados competitivos
e sem fricção) e estabelece uma relação aproximada dos retornos esperados com um número de
fatores não identificados. O processo gerador dos retornos é considerado como sendo
R = a + Bf + ε
Sistema de equações em que: R e a são vetores (Nx1), sendo R o vetor de retornos dos ativos em
análise e a o vetor de constantes; f é um vetor de fatores (Kx1); B é uma matriz (NxK) de cargas
fatoriais; e ε um vetor de termos aleatórios não correlacionados entre ativos. Esse é o modelo cha-
mado irrestrito.
APT X CAPM
Três suposições específicas do APT e ausentes no CAPM:
• Os investidores concordam sobre fatores importantes;
• Não há oportunidades de ganhos de arbitragem sem risco;
• APT é mais amplo por considerar mais fatores de riscos em seus cálculos.
169www.edgarabreu.com.br
Módulo V
CEA - ANBIMA
5.4 Alocação de Ativos
Asset Allocation
Expressão utilizada pelos profissionais do mercado para referência à escolha dos ativos que com-
porão as carteiras. Trata-se justamente da seleção dos ativos que serão parte integrante de uma
carteira de investimentos e em que quantidade.-
Estabelecer um “mix” de ativos é um processo dinâmico e um dos mais importantes para conhe-
cermos a relação risco e retorno de nossas carteiras. Seus objetivos como investidor devem estarbem representados no “mix” de ativos da sua carteira.
Alocação Estratégica de Ativos
O asset allocation estratégico emprega aquilo que poderíamos chamar de “política básica de mix
de ativos”. Essa mistura proporcional de ativos é baseada nos rendimentos esperados para cada
classe de ativos no longo-prazo. Por exemplo, se as ações têm conseguido obter um rendimento
de 10% ao ano no longo prazo e a Renda Fixa 5%, para uma carteira com 50% de Renda Fixa e 50% de
ações é razoável supor no longo prazo um retorno esperado de 7,5% ao ano.
Alocação de Ativos com pesos constantes
Uma Alocação de Ativos estratégica normalmente se limita a comprar e guardar, mesmo saben-
do que inevitavelmente haverá uma variação nos preço dos ativos da carteira que fará com que
nos desviemos da política básica de “mix” que estabelecemos originalmente. Por esse motivo,
os investidores podem preferir optar por uma alocação de ativos com pesos constantes aonde o
percentual de cada ativo é rebalanceado constantemente para manter nossa política original de
alocação. Por exemplo, se uma classe de ativos tiver caído de preço, o investidor poderia comprar
um pouco mais dela por avaliar que esteja relativamente “barata”, e, se essa classe de ativo subir
de preço, poderia ser vendida por ter se tornado “cara”.
Não existem regras rígidas para ajustarmos nossas carteiras dentro das orientações estratégicas e
de pesos constantes. Talvez uma boa ideia muito empregada seja rebalancear o “mix” original quan-
do uma das classes de ativo se desviar mais de 5% do percentual originalmente estabelecido.
Alocação Tática de Ativos
No longo prazo, adotar uma alocação estratégica de ativos pode se tornar muito rígida. Ocasional-
mente, um investidor pode achar interessante adotar uma visão de curto prazo dentro do “mix”
originalmente estabelecido, de maneira a conseguir tirar proveito de oportunidades de investimen-
to difíceis de ocorrer ou de oportunidades excepcionais. Situações como essas acrescentam uma
componente de market timing à nossa carteira, permitindo que tiremos proveito de determinadas
condições econômicas que são mais favoráveis a uma determinada classe de ativos do que a outras.
A alocação tática de ativos pode ser considerada uma estratégia moderadamente ativa, uma vez
que o “mix” estratégico deve ser restabelecido logo que se obtenha os resultados de curto-prazo
desejados. Esta estratégia requer bastante disciplina do investidor ou administrador de carteira,
porque ele deve ser o primeiro a perceber que seus objetivos de curto-prazo foram atingidos para
poder restabelecer sua alocação de ativos de longo prazo.
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Alocação Dinâmica de Ativos
É a forma de alocação de ativos, em que o “mix” de ativos é ajustado dinamicamente de acordo
com a subida ou descida da Bolsa ou com o fortalecimento ou enfraquecimento da economia.
Essa é uma estratégia completamente oposta à estratégia do peso constante, exatamente por-
que ela vende os ativos que estão caindo e compra os que estão subindo. Por exemplo, em uma
estratégia dinâmica, se a Bolsa está aparentando fraqueza, as ações são vendidas rapidamente
ou fazemos uma diminuição de nossa alocação em ações. Por outro lado, se o mercado torna-se
forte, as ações são imediatamente recompradas em antecipação aos ganhos futuros do mercado.
Alocação de Ativos Garantida
Numa alocação de ativos garantida, não permitimos que a carteira caísse abaixo de um valor pre-
determinado. Quando a carteira atingir um resultado acima de uma base pré-estabelecida, empre-
gamos a administração ativa buscando obter o maior retorno possível. Porém, se a carteira cair
abaixo de determinado valor, todos os ativos são investidos em ativos livres de risco de forma a
não se perder o valor base. Nesse ponto, o investidor deveria conversar com seu consultor sobre
sua alocação de ativos e, talvez, mudar toda a estratégia de investimentos.
Uma estratégia de alocação de ativos garantida pode ser implementada tanto por fórmulas de
investimento como pelo seguro de carteira. As fórmulas de investimento são de implementação
gradual: quando a carteira for caindo, irão sendo adicionados mais ativos livres de risco de forma
que, quando ela atingir o valor base, só existirão ativos livre de risco na carteira. O seguro de car-
teira emprega opções de venda e/ou contratos futuros para preservar o capital base. Ambas são
consideradas estratégias de administração ativas. Quando o valor base é atingido é adotado en-
tão uma sistemática passiva.
A estratégia de alocações de ativos garantida pode ser adequada a investidores avessos ao risco,
investidores que desejam um determinado grau de administração ativa nas suas carteiras, mas
que gostam também da segurança de poder estabelecer um piso mínimo abaixo do qual não é
permitido a carteira cair. Por exemplo, um investidor que deseja conseguir um determinado pa-
drão mínimo de vida depois de se aposentar pode achar ideal a estratégia de alocação de ativos
garantida para seus objetivos de investimento.
Alocação Integrada de Ativos
A Alocação integrada de ativos garante que ambas as expectativas, tanto econômicas como de
aversão ao risco sejam consideradas ao se estabelecer um “mix” de ativos. Embora todas as estra-
tégias citadas acima levem em consideração as expectativas de retorno futuras dos investidores,
nem todas levam em consideração a aversão ao risco. Na alocação de ativos integrada, são leva-
das em consideração tanto as perspectivas de resultados, como as possibilidades de alterações
no Mercado, como a tolerância ao risco do investidor. A Alocação de ativos integrada é uma estra-
tégia mais ampla, embora só possa ser aplicada para um caso: ou para estratégia de pesos cons-
tantes ou para a dinâmica – É claro que um investidor não pode querer adotar em conjunto duas
estratégias que estão competindo claramente uma com a outra.
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Módulo VI
O que esperar do Módulo 6?
• Este capítulo é o mais importante para prova. Para sua compreensão, é necessário
ler e entender todos os capítulos anteriores;
• Espere no mínimo 14 questões e no máximo 21.
Bons estudos!
6 Planejamento de Investimento
Proporção: de 20% a 30%.
6.1 Investimento Pessoal
Orçamento Familiar
Como montar um Orçamento Pessoal Adequado
• Identifique onde vai parar seu salário todo o mês. Para isso, faça uma lista com todas as suas
despesas, das maiores até as mais corriqueiras;
• Faça uma fotografia detalhada de todas as suas receitas, despesas, dívidas e seus investimentos;
• Junte a família e juntos avaliem os gastos. É fundamental que toda a família participe dos seus
planos financeiros. Dessa forma, todos ficarão comprometidos com um mesmo objetivo;
• Faça um orçamento. Ele deve ser simples, incluindo suas receitas e todas suas despesas. Um
orçamento lhe dará a exata dimensão de quanto ganha, e, principalmente, de quanto precisa
para realizar seus sonhos;
• Agora você tem um panorama perfeito da sua vida financeira. O próximo passo é escolher o
caminho de seus investimentos.
Controle de Orçamento
A ideia de ter um orçamento não é para nos deixar tristes porque vamos ver a situação real de nos-
sa saúde financeira. Ao contrário, a ideia de ter um orçamento é para nos deixar confiantes de que
estamos ficando cada vez mais perto de realizar nossos sonhos.
Nossos sonhos é que devem animar a rotina do planejamento financeiro de toda a família. Esse é
um começo para manter o controle de nossos orçamentos.
Para organizar suas contas, é preciso separar as receitas das despesas. Faça uma lista dos ganhos
e das despesas que você tem.
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Minhas Despesas
A maioria acaba tendo muitas despesase poucas receitas. Água, luz, telefone, condomínio, escola
dos filhos, supermercado, entre outras. E as receitas, muitas vezes, resumem-se a apenas uma: o
salário no fim do mês.
Por isso, é importante que você tenha listado todas as suas despesas e saiba exatamente quanto
elas representam na sua renda. Esse exercício, apesar de parecer um desafio, permitirá que você
assuma o controle de sua vida financeira.
Lembre-se de que há dois caminhos para você aumentar seu fluxo de caixa: o primeiro é aumentar
sua renda, o que nem sempre é fácil. E o segundo, que pode ser mais simples e depende basica-
mente de disciplina, é reduzir suas despesas.
Fluxo de Caixa
Fluxo de caixa é uma avaliação (geralmente uma previsão) do comportamento das receitas e des-
pesas. Por exemplo, para um assalariado existe apenas uma entrada mensal e dezenas de saídas.
A diferença entre estes dois fluxos gera um resultado no final de mês, que pode ser investido
(quando há sobras) ou financiado (quando falta dinheiro para cobrir as despesas).
Como o extrato bancário que você recebe em casa, o fluxo de caixa informa quanto dinheiro você
tinha disponível no início do mês (quando seu salário foi depositado na conta) e quais foram todas
as saídas da sua conta e depósitos feitos ao longo do período e, por fim, o saldo atual.
Atenção!
Há despesas (ou receitas), no entanto, que não são registradas mês a mês. Um planejamento
financeiro um pouco mais completo deve também levar em conta, além do fluxo de caixa, a
expectativa de despesas.
Por exemplo, pagar o IPVA, o IPTU ou a matrícula da escola pode gerar um furo no orçamento em
determinado mês.
Se fizer, porém, uma reserva (provisionamento) para cobrir essas despesas você pode diluir o im-
pacto dessas despesas no orçamento. Essa provisão deve estar registrada à razão de 1/12 por mês.
Assim, tem-se uma ideia melhor da real situação financeira. Pense no caso de um motorista de
táxi. Se ele pensa apenas em termos de fluxo de caixa e não provisiona para “pagar” a deprecia-
ção do seu carro, mais cedo ou mais tarde terá dificuldades para comprar um novo carro, já que
não terá recursos para substituir o anterior. Simples, não?
Por que ele é importante
Ter um fluxo de caixa positivo é fundamental para construir um patrimônio. Observe que se você
conseguir investir uma parcela de sua sobra de caixa todo mês já está formando uma carteira de
investimento que poderá se transformar num belo patrimônio ao longo dos anos.
Se você não controla seu fluxo de caixa corre sério risco. Isso porque um fluxo de caixa constante-
mente negativo poderá corroer todo o seu patrimônio, por maior que ele seja. Assim, é fundamen-
tal que você se certifique de que seu fluxo de caixa estará sempre em equilíbrio e, principalmente,
que ele tenha sobras quando há objetivos a serem perseguidos.
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Módulo VI
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Meu Patrimônio
Construir um patrimônio não é uma tarefa simples. Há muitas pessoas que chegam à aposentado-
ria sem um tostão sequer e precisam viver à custa de favores de filhos e parentes. Esse é seu maior
estímulo para você construir um patrimônio e poder chegar à aposentadoria, tendo conquistado
sua independência financeira.
A primeira preocupação é formar um patrimônio que esteja a salvo da inflação. Não adianta nada
passar a vida economizando se você deixar que a inflação destrua seu patrimônio.
Patrimônio Líquido = totalidade de seus bens - compromissos financeiros.
Um processo de construção de patrimônio envolve os seguintes passos:
• Ser realista;
• Estabelecer metas;
• Criar uma estratégia;
• Ser flexível - seus objetivos podem mudar.
Aprendendo a Investir - Como Escolher?
Sua principal preocupação hoje é acumular patrimônio? Ou seu objetivo atual é proteger o patri-
mônio que você já acumulou? É importante entender que não existe a melhor opção, e sim a mais
adequada às suas necessidades e expectativas.
Há várias formas de você investir seu dinheiro: comprar um imóvel, aplicar em títulos de renda fixa
ou em ações são alguns exemplos. Um aspecto importante é definir qual a meta de rentabilidade
para a aplicação.
Se sua meta é acumular patrimônio, você terá, necessariamente, de buscar aplicações mais arroja-
das. Esses investimentos têm maior potencial de ganho ao longo do tempo e, consequentemente,
um maior grau de risco.
Mas, se você quer apenas proteger seu patrimônio, opte por aplicações mais conservadoras, mas
com uma taxa de retorno acima da inflação.
Ao escolher um investimento arrojado, é importante que sua decisão seja baseada em seus objeti-
vos e tempo de aplicação e sua tolerância ao risco de perda.
Acompanhar e Revisar os Investimentos
Há várias formas de você acompanhar o desempenho de seus investimentos. Todos os dias é pos-
sível encontrar, nos principais jornais do país, informações sobre os fundos da indústria. Valor da
cota, rentabilidade diária e mensal, patrimônio líquido, entre outras, são informações facilmente
acessáveis por todos os investidores.
Além dessas informações comuns a todo investidor, é preciso acompanhar sempre o desempenho
de seus investimentos especificamente e avaliar periodicamente se ainda estão de acordo com
seus objetivos, estabelecidos na época da sua aplicação inicial.
Assim como tudo na vida, seus objetivos estão em constante evolução, seja por uma mudança
repentina de planos, ocorrida por uma doença na família ou a perda do emprego, por exemplo,
como também uma mudança em seus projetos pessoais (o carro novo do passado pode ter se
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transformado na viagem de volta ao mundo do próximo ano). Com os investimentos a coisa não é
diferente.
Desse modo, fique sempre de olho nas suas economias. Não é necessário, é claro, tomar decisões
baseadas em movimentos pontuais de mercado, mas não deixe de fazer sistematicamente uma
avaliação de seus investimentos e adequá-los à fase da vida em que se encontra e ao que pretende
para seu futuro.
6.2 Decisões do Investidor na Perspectiva de Finanças Comportamentais
As Finanças Comportamentais tem como principal objetivo identificar e compreender as ilusões
cognitivas que fazem com que pessoas cometam erros sistemáticos de avaliação de valores, pro-
babilidades e riscos. Consideram que os indivíduos nem sempre agem racionalmente, pois estão
propensos aos efeitos das ilusões cognitivas.
As Finanças Comportamentais não negam que a maioria das decisões econômicas é tomada de
forma racional e deliberada, mas consideram que, se não forem levadas em conta também as de-
cisões emocionais e automáticas, os modelos econômicos serão falhos para explicar o funciona-
mento dos mercados.
Principais heurísticas (regras práticas que orientam o julgamento e avaliação dos
investidores)
Heurística da Representatividade
É o julgamento por estereótipos ou por modelos mentais de aproximação. Os tomadores de de-
cisão avaliam a probabilidade de ocorrência de um evento através da similaridade com aconteci-
mentos passados.
Se um incidente histórico está muito saliente na memória, ou parece representativo de uma situa-
ção corrente, pode exercer uma maior influência na decisão corrente do que seria desejável. Isso
pode levar os negociadores a esquecer outros acontecimentos, possivelmente mais adequados.
• FALTA DE SENSIBILIDADE À PROPORÇÕES DA BASE: Os indivíduos tendem a ignorar as
proporções da base na avaliação da probabilidade de eventos, quando é fornecida qual-
quer outra informação descritiva, mesmo se essa for irrelevante;
• FALTA DE SENSIBILIDADE AO TAMANHO DA AMOSTRA: Os indivíduos, frequentemente,
não são capazes de apreciar o papel do tamanho da amostra na avaliação da confiabilida-
de das suas informações;
• CONCEPÇÕES ERRÔNEAS SOBRE O ACASO: Os indivíduos esperam que uma sequênciade dados gerados por um processo aleatório pareça ser “aleatória”, mesmo quando for
demasiado curta para que aquelas expectativas sejam estatisticamente válidas;
• REGRESSÃO À MÉDIA: Os indivíduos tendem a ignorar o fato de que eventos extremos
tendem a regredir à média nas tentativas subsequentes;
• A FALÁCIA DA CONJUNÇÃO: Os indivíduos julgam erradamente que as conjunções (dois
eventos que ocorrem em conjunto) são mais prováveis do que um conjunto mais global de
ocorrências do qual a conjunção é um subconjunto;
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EXEMPLO 1:
Qual é a probabilidade de obter-se cara ao lançar uma moeda não viciada para cima?
A resposta correta é 50%.
Se essa mesma pergunta é feita ao investidor, porém com acréscimo de uma informação passada,
a resposta pode não ser a mesma.
EXEMPLO 2:
Uma moeda não viciada é lançada 3 vezes consecutivas e obtém como resultado 3 caras. Ao lançar
essa mesma moeda pela quarta vez, qual será o resultado: cara ou coroa?
Alguns irão pensar que, como já “saiu” 3 caras, agora irá obter coroa. Outros irão achar que como
já saíram 3 caras, o próximo lançamento irá ter como retorno coroa. Todos esses pensamentos
estão sendo impactados pela representatividade. Como a moeda não é viciada, sabemos que a
probabilidade é a mesma, 50%, independentemente dos eventos passados.
A Heurística da Disponibilidade
Os indivíduos tendem a julgar como mais prováveis os acontecimentos que recordam melhor, por
serem mais salientes ou mais recentes, do que acontecimentos de igual frequência mas cujas ins-
tâncias não são tão facilmente recordadas: heurística da disponibilidade.
• FACILIDADE DE LEMBRANÇA: Os indivíduos julgam que os eventos mais facilmente recor-
dados na memória, com base em sua vividez ou ocorrência recente, são mais numerosos
do que aqueles de igual frequência cujos casos são menos facilmente lembrados;
• CAPACIDADE DE RECUPERAÇÃO: Os indivíduos são enviesados em suas avaliações da fre-
quência de eventos, dependendo de como suas estruturas de memória afetam o processo
de busca.
Exemplo:
Qual capital brasileira você acha que é mais violenta?
Muitos irão pensar em Rio de Janeiro, pelo fato das notícias lidas em jornais, televisão e etc.
Números divulgados pela Secretaria Nacional de Segurança Pública colocam a cidade do Rio de Ja-
neiro ocupando apenas a 8ª colocação, atrás de cidades como: Recife, Vitória, Porto Velho, entre
outras.
A Heurística da Ancoragem e Ajuste
A ancoragem e o ajustamento insuficiente são estratégias de simplificação que se traduzem na es-
colha de um ponto de referência relativamente arbitrário (âncora) que vai influenciar demasiado o
julgamento. Isso é, os indivíduos fazem estimativas baseadas num valor inicial (derivado de acon-
tecimentos anteriores, atribuição aleatória ou qualquer outra informação disponível) e, em segui-
da, procedem a ajustamentos insuficientes, a partir dessa âncora, para estabelecer um valor final.
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• INSUFICIENTE AJUSTAMENTO DA ÂNCORA: Os indivíduos fazem estimativas para valo-
res com base em um valor inicial (derivado de eventos passados, atribuição aleatória ou
qualquer outra informação que esteja disponível) e, em geral, fazem ajustes insuficientes
daquela âncora quando do estabelecimento de um valor final;
• VIÉS DE EVENTOS CONJUNTIVOS E DISJUNTIVOS: Os indivíduos exibem um viés tendendo
para a superestimação da probabilidade de eventos conjuntivos e para a subestimação da
probabilidade de ventos disjuntivos;
• EXCESSO DE CONFIANÇA: Os indivíduos tendem a ser excessivamente confiantes quanto
à infalibilidade de seus julgamentos ao responderem a perguntas de dificuldade variando
de moderada a extrema.
Exemplo:
Esta pesquisa foi realizada poro por Tversky e Kahneman (1974): é pedido aos sujeitos para esti-
mar o produto de 8x7x6x5x4x3x2x1 ou de 1x2x3x4x5x6x7x8.
Os que tiveram que estimar o produto de 8x7x6x5x4x3x2x1 retornaram como média dos retornos
2.250.
Já os que receberam a ordem de estimar o produto de 1x2x3x4x5x6x7x8 retornaram 512 como
média.
O valor correto do produto é 40.320. O que se questiona é o fato de que as pessoas que recebe-
ram a primeira multiplicação, ou seja, tiveram como base o número 8x7x6x..., retornaram uma
média bem maior do que aqueles que receberam a segunda multiplicação, ou seja, que se basea-
ram no número 1x2x3...
Armadilha da Confirmação
Os indivíduos tendem a buscar informações de confirmação para o que consideram ser verdadeiro
e negligenciam a busca de indícios de não confirmação.
Aversão ao Risco
Anteriormente à teoria das perspectivas, o mercado financeiro conhecia apenas a teoria da utili-
dade esperada que afirmava que os ganhos e as perdas possuem o mesmo peso no processo de
decisão do investidor.
Na teoria do prospecto, ficou demonstrado por Kahneman que as perdas possuem um peso maior
na decisão de investimento, conforme relacionado abaixo:
• Teoria da Utilidade Esperada è Perda = Ganho
• Teoria das Perspectivas è Perda = 2,25 x Ganho
Essa conclusão foi tomada com base em pesquisas qualitativas e questionários similares ao apre-
sentado a seguir:
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Módulo VI
CEA - ANBIMA
Questão 1
Você possui $ 1.000,00 para investir. Existem duas opções de investimento e você deverá escolher
uma delas:
OPÇÃO 1 OPÇÃO 2
RETORNO DO INVESTIMENTO $ 500,00 $ 1.000,00
PROBABILIDADE DE RECEBER O RETORNO ACIMA 100% 50%
Apesar das duas opções possuírem o mesmo valor esperado ($ 500,00), a maioria dos investidores
optará pela opção 1, revelando assim uma aversão ao risco.
Após o resultado acima, foi proposto uma questão similar, mas dessa vez o investidor possui duas
opções de aplicações que irão lhe proporcionar perdas financeiras e ele deve escolher uma das
opções abaixo.
Questão 2
Você possui $ 2.000,00 para investir. Existem duas opções de investimento e você deverá escolher
uma delas:
OPÇÃO 1 OPÇÃO 2
RETORNO DO INVESTIMENTO $ - 500,00 $ - 1.000,00
PROBABILIDADE DE RECEBER O RETORNO ACIMA 100% 50%
Apesar das duas opções possuírem o mesmo valor esperado ( - $ 500,00), a maioria dos investido-
res optará pela opção 2, revelando assim uma propensão ao risco em busca de minimizar as suas
perdas.
O gráfico da págiona seguinte ilustra a aversão do investidor em relação à perda, revelando uma
curva côncava para os ganhos e convexa para as perdas.
Otimismo
Não raro o investidor pode ser tomado por um otimismo irrealista. Muitas vezes, é essa avaliação
ilusória que leva um pequeno empreendedor a assumir o risco de abrir um negócio, sem fazer uma
avaliação detalhada dos cenários. Ele acredita que avaliou muito bem e foi capaz de analisar todas
as possibilidades.
É por essa suscetibilidade que, na maioria das vezes, os investidores individuais do mercado acio-
nário se saem pior do que as instituições financeiras.
Os investidores são mais facilmente levados pelos fatores emocionais. Em função do otimismo do
mercado compram na alta e, por medo, vendem na baixa.
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Além disso, os investidores independentes costumam ser bastante influenciados pela mídia, a
qual não é a melhor fonte de informação sobre as ações mais promissoras para investimentos de
longo prazo.
Para o Nobel da Economia, uma das estratégias para não deixar os sentimentos de medo e otimis-
mo exagerados atrapalhar as finanças é deixar a gestão da aplicação na mão de um profissional
devidamente certificado. Os gestores de fundos de investimento também estão sujeitos às arma-
dilhas psicológicas, mas, com a estrutura de uma instituição, têm mais chances de evitar os erros
emocionais.
Armadilha da Confirmação
Muitasdecisões estão baseadas em evidências não confirmadas, mas assumidas de forma que as
pessoas só enxergam fatos que as confirmam. Consiste na busca de informações que evitem con-
flito com aquilo que já se tem em mente.
É fundamental buscar evidências contraditórias ao invés de evidências confirmatórias, pois certa-
mente trarão mais benefícios para o processo de resolução de problema.
Ilusão do Controle
Pessoas pensam que tem poder sobre o que ocorre no mundo (algo como vestir “aquela” camisa da
sorte e o Brasil não irá perder para a França. Deu sorte na última copa). Os executivos tem ilusão do
controle pois acreditam que sua decisão terá influência sobre o mercado de cinema. É uma “ilusão”.
Especificamente, muitos gestores experimentam a ilusão do controle superestimando sua capaci-
dade de influenciar a performance do negócio e, ao mesmo tempo, confiam excessivamente em
suas próprias habilidades gerenciais, o que os torna injustificadamente otimistas quanto às pers-
pectivas do empreendimento.
Pessoas com esse perfil tendem a minimizar os riscos e a superestimar o potencial de retorno das
ações da sua empresa. Tal enviesamento, por sua vez, poderia explicar o elevado e aparentemen-
te subótimo investimento pessoal de muitos gestores em ações da própria empresa. O gráfico
abaixo ilustra esse comportamento.
Utilidade
Valores
Utilidade na
Região dos
Ganhos
Utilidade na
Região das
Perdas
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Módulo VI
CEA - ANBIMA
6.3 Entrevista e Processo de Análise do Perfil do Investidor
API – Análise do Perfil do Investidor
1. O que é a API?
É uma metodologia desenvolvida para obter o perfil de investidor do cliente pessoa física e verifi-
car a adequação dos investimentos pretendidos a esse perfil.
2. Como será obtido o perfil do investidor?
Será utilizado um questionário, cujas respostas apresentadas darão subsídios para obtenção do
perfil do investidor, tais como objetivo de investimento e tolerância a riscos.
3. Qual é o objetivo da API?
Auxiliar o cliente na tomada de decisão de investimentos e proporcionar mais transparência no
momento do investimento.
4. Em que situação será solicitado o preenchimento do questionário?
Quando o cliente desejar aplicar em fundos de ações, renda fixa crédito privado ou multimerca-
dos. As respostas apresentadas no questionário terão validade de 360 dias, sendo necessário
novo preenchimento quando ocorrer nova aplicação, subsequente a esse prazo.
5. O cliente poderá recusar-se a preencher o questionário?
Sim, mas deverá declarar por escrito ou eletronicamente que optou por não responder o ques-
tionário.
6. Quais são os perfis definidos na API?
Perfil Conservador: Cliente que busca segurança acima de tudo em seus investimentos. Perfil vol-
tado para aplicações em renda fixa.
Perfil Moderado: Cliente disposto a correr um pouco de risco para obter ganhos maiores que a
inflação. Esse perfil sugere aplicações em fundos de renda fixa, multimercados, podendo aplicar
uma pequena parte em fundos de ações.
Perfil Agressivo: Cliente disposto a correr risco para obter ganhos no médio e longo prazo. Esse
perfil sugere que o cliente pode disponibilizar a maior parte de seus recursos em fundos multimer-
cados e fundos de ações.
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7. Como será utilizada a informação do perfil do investidor, após preenchido o
questionário?
Será sugerida, ao cliente, uma carteira de investimentos adequada ao seu perfil de investidor. Des-
sa forma, o Banco estará verificando a coerência entre o perfil do investidor e a sua carteira de
investimentos.
8. Que tratamento será dado ao cliente com Perfil Conservador e que deseja aplicar em
fundo de ações?
O cliente será alertado pelo Banco das implicações de sua decisão, através de notificação por es-
crito, a fim de possibilitar ao investidor uma melhor avaliação da composição de sua carteira de
aplicações mantida no Banco face ao seu perfil indicado.
9. De que maneira o cliente poderá preencher o questionário?
O questionário estará disponível para preenchimento nas agências bancárias e nos meios eletrôni-
co (Internet Banking), quando da solicitação de aplicação em um dos fundos considerados na API
(fundos de ações, renda fixa crédito privado ou multimercados).
10. Que providência será tomada em relação ao cliente que possui saldo aplicado, antes
da vigência da API, em um dos fundos contemplados pela API?
O Banco realizará a convocação dos clientes nessa situação para preenchimento do questionário
em uma de suas agências ou por meio eletrônico (Internet Banking).
Exemplo de Perguntas que Auxiliam a Definir o Perfil do Investidor:
1 - Qual é a sua idade?
a) Menos de 25 anos
b) Entre 25 e 35 anos
c) Entre 35 e 50 anos
d) Acima de 50 anos
2 - Em seus investimentos, seu objetivo é:
a) Preservar o meu capital
b) Obter ganhos modestos, proporcionais a um baixo nível de risco
c) Obter ganhos significativos, mesmo sabendo que poderei perder boa parte do meu capital
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3 - Qual é o prazo estimado para o resgate de seus investimentos?
a) O resgate deve ocorrer em menos de um ano
b) Desejo resgatar dentro dos próximos três anos
c) Acima de 3 anos, pois quero rentabilizar o meu capital no longo prazo
4 - Sobre sua expectativa para seus investimentos na Geração Futuro, você:
a) É avesso a risco, mas pode alocar até 10% do capital em investimentos mais arriscados
b) Aceita arriscar até 30% do meu capital visando obter um retorno maior
c) Aceita arriscar até 60% do meu capital, mesmo sabendo do risco de incorrer em prejuízo
d) Dá mais importância à alta rentabilidade, assumindo alocações mais agressivas
5 - Qual é o percentual de sua renda mensal você poupa e investe regularmente?
a) Menos de 10%
b) Entre 10% e 20%
c) Entre 20% e 40%
d) Acima de 40%
6 - Quanto é o seu montante total disponível para investir?
a) Até R$ 250 mil
b) De R$ 250 mil a R$ 1 milhão
c) De R$ 1 milhão a R$ 5 milhões
d) Acima de R$ 5 milhões
7 - Qual é a sua expectativa de variação em suas receitas no futuro?
a) Espero uma queda em minhas receitas
b) Espero que permaneça estável
c) Espero um crescimento razoável
d) Espero um crescimento considerável
8 - Para você um investimento arriscado é aquele no qual:
a) Você pode perder até 5% do total
b) Você pode perder até 10% do total
c) Você pode perder até 25% do total
d) Você pode perder até 50% do total
e) Você pode perder mais de 50% do total
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9 - Se algum investimento seu estivesse lhe dando prejuízo, você:
a) Resgataria imediatamente, pois não aceito prejuízos em meus investimentos
b) Aguardaria no máximo 4 meses para uma melhor definição
c) Aguardaria entre 5 e 12 meses para uma melhor definição
d) Aguardaria mais de 1 ano pois prejuízos momentâneos não me incomodam
10 - Considerando os cenários e retornos abaixo, qual seria a escolha para seus
investimentos?
a) Ganho no máximo 4% e não perco nada sobre meu capital
b) Ganho no máximo 9% e perco 1,5% sobre meu capital
c) Ganho no máximo 12% e perco 3% do meu capital
d) Ganho no máximo 22% e perco 8% do meu capital
e) Ganho no máximo 60% e perco 30% do meu capital
11 - Atualmente, quanto de seu capital está alocado em Bolsa de Valores?
a) Nada
b) Até 10%
c) Entre 11% e 35%
d) Entre 35% e 50%
e) Acima de 50%
12 - Em sua percepção, quanto de risco você assumiu no total de seus investimentos?
a) Muito pouco
b) Pouco
c) Moderado
d) Considerável
e) Muito grande
13 - Quanto de seu patrimônio você aceitaria aplicar em investimentos que podem lhe
retornar prejuízos temporários?
a) Nada
b) Até 20%
c) Entre 20% e 50%
d) Acima de 50%
O que é o API
A Análisede Perfil do Investidor é uma prática já muito utilizada nos principais mercados do exte-
rior, pois é importante para as instituições financeiras verificar se o produto oferecido ao cliente
está adequado ao seu perfil. Ultimamente, os investidores têm uma vasta opção de produtos, que
estão cada vez mais complexos.
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Essa prática é muito positiva para o investidor, pois este terá maior segurança de que o produto
em que está investindo é o mais adequado ao seu perfil e às suas necessidades.
Mas é você quem vai informar ao banco sua renda, situação financeira, objetivo de investimento e
sua experiência com investimentos.
Importante!
Na visão da CVM (Comissão de Valores Mobiliários), caso o cliente deseje realizar uma opera-
ção que foge ao seu perfil de investimentos, a instituição pode se negar a realizá-la. No en-
tanto, caso haja um bom motivo para a operação ser realizada, a mesma poderá ser feita, mas
será preciso adotar um procedimento diferente. Como a operação não condiz com o perfil do
investidor, será necessário que ele assine um documento, uma autorização, onde declara ter
ciência dos riscos que está assumindo.
6.4 O Processo de Decisão do Cliente
Neste capítulo as questões apresentadas serão no formato de exemplos de possíveis casos encon-
trados no cotidiano do trabalho bancário.
Para responder essas questões é necessário que o candidato tenha conhecimento sobre os produ-
tos de investimento, sobre os risco e consiga avaliar o perfil do investidor enquadrando no investi-
mento adequado de acordo com a sua propensão ao risco.
As questões deste item irão exigir que o profissional tenha conhecimento suficiente
para:
• Entender e explicar ao cliente as principais características dos produtos;
• Explicar ao cliente os riscos dos produtos apresentados;
• Identificar o produto mais adequado ao perfil de risco do cliente e fazer a recomendação;
• Comparar condições de risco x retorno entre as alternativas de investimento e apresentar
uma carteira para auxiliar o cliente no processo de decisão;
• Avaliar a performance dos investimentos e analisar a aderência ao perfil de risco do cliente;
• Recomendar e justificar mudanças nos investimentos em função de mudança do perfil ris-
co x retorno do mercado.
Para entendimento e estudo desse item, é necessário que o candidato faça os testes proposto re-
ferente a esse assunto no caderno de exercícios desta apostila.
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Dicas do Professor
Este capítulo possui as questões de provas que são mais complexas, pois
irão exigir do candidato conhecimentos em finanças, matemática financei-
ra, tributação e também previdência complementar em uma única ques-
tão. São questões completas que cobram o entendimento e não o simples
fato de decorar conceitos.
Abaixo iremos ver alguns exemplos, como o assunto de decisão de investi-
mento pode ser cobrado em prova.
Exemplo 5.1
João Poupador possui R$ 250.000,00 investidos a uma rentabilidade de 0,95% a.m e deseja alcan-
çar um volume total de milhão de reais em 10 anos. Quanto ele tem que poupar por mês para ba-
ter essa meta? Desconsidere inflação e imposto de renda.
RESOLUÇÃO
Prazo de 10 anos mas os depósitos são mensais, logo a quantidade de depósito será de 120.
Na HP-12C
PV = 250.000,00 (saldo atual)
N = 120 (10 x 12)
I = 0,95
FV = - 1.000.000,00 (Lembre-se de colocar o CHS para trocar o sinal)
PMT = R$ 1.001,80
EXEMPLO 5.2
Um investidor possui uma renda mensal de R$ 5 mil referente aos seus salários e mais R$ 2.500,00
mil de aluguel de um imóvel. Considerando que seus gastos mensais são de R$ 4 mil e que o mes-
mo deseja financiar um carro no valor de R$ 25 mil por 4 anos. Quanto ele conseguir poupar livre
por mês considerando esses dados, e uma taxa de 3% a.m?
RESOLUÇÃO
Receita Bruta = 5.000,00 + 2.500,00 = R$ 7.500,00
Despesa com financiamento
Na HP-12C
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PV = 25.000,00 (valor do automóvel)
N = 48 (4 x 12)
I = 3
PMT = R$ 989,44
Despesa total = R$ 4.000,00 + R$ 989,45 = R$ 4.989,45
Receita Líquida = R$ 7.500,00 – R$ 4.989,45 = R$ 2.510,55
EXEMPLO 5.3
Um cliente acumulou R$ 20.000,00 no ano e decidiu resgatar R$ 800,00 e teve como resgate líqui-
do o valor de R$ 640,00. Qual é a modalidade do plano de previdência deste cliente e qual o seu
regime de tributação e o prazo?
RESOLUÇÃO
Como o valor do resgate líquido (R$ 640,00) é inferior ao valor bruto (R$ 800,00), concluímos que
houve incidência de Imposto de Renda.
Assim, a conclusão é que o regime tributário é o regressivo, já que o valor resgatado (R$ 800,00) é
inferior ao mínimo para cobrança de IR na tabela progressiva (R$ 1.499,15).
O problema é tentar deduzir qual é o plano: PGBL ou VGBL. Vamos à hipótese:
Como o investidor conseguiu acumular mais de 20.000,00 em um único mês, entende-se que o
mesmo paga Imposto de Renda, ou seja, não é isento. Assim, a modalidade mais indicada e prová-
vel será o PGBL por permitir dedução de IR até 12%.
Se quiséssemos calcular a alíquota cobrada:
Na HP-12C
800
ENTER
640
∆%
20% de IR
Note que a alíquota de 20% não é compatível com a tabela regressiva, que, para o prazo de 1 ano,
deveria ser de 35%. Coisas de ANBIMA!
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EXEMPLO 5.4
Sr. Fábio é um investidor e deseja uma renda mensal vitalícia no valor de R$ 4.000,00, constante
em termos REAIS. Estima-se um cenário conforme abaixo:
• Taxa de juros NOMINAL: 1,20% ao mês
• Inflação: 0,50% ao mês
Qual é o valor que o Sr. Fábio precisa possuir em uma aplicação financeira?
SOLUÇÃO
Primeiro, precisamos calcular a taxa REAL da aplicação: Nominal ( - ) Inflação
Taxa real = 0,70% ao mês
Com isso, já podemos calcular o valor total da aplicação que o investidor precisa.
Basta dividirmos o valor mensal da renda pela taxa real, conforme abaixo:
R$ 4.000 / 0,0070 = R$ 571.428,57
Para você comprovar que está certo, basta fazer o valor do resultado (R$ 571.428,57) e executar
na calculadora o valor de 0,70% desse valor. Dará o rendimento de R$ 4.000 mensais, que é o valor
de renda vitalícia desejado.
6.5 Normas e Padrões Éticos
6.2 Controles Internos: Resolução CMN
Art. 1º Determinar às instituições financeiras e demais instituições autorizadas a funcionar pelo
Banco Central do Brasil a implantação e a implementação de controles internos voltados para as
atividades por elas desenvolvidas, seus sistemas de informações financeiras, operacionais e ge-
renciais e o cumprimento as normas legais e regulamentares a elas aplicáveis.
Parágrafo 1º Os controles internos, independentemente do porte da instituição, devem ser efeti-
vos e consistentes com a natureza, complexidade e risco das operações por ela realizadas.
Parágrafo 2º São de responsabilidade da diretoria da instituição:
I - a implantação e a implementação de uma estrutura de controles internos efetiva mediante a
definição de atividades de controle para todos os níveis de negócios da instituição;
II - o estabelecimento dos objetivos e procedimentos pertinentes aos mesmos;
III - a verificação sistemática da adoção e do cumprimento dos procedimentos definidos em fun-
ção do disposto no inciso II.
Segregação de atividades de forma a evitar possíveis conflitos de interesses (Chinese
wall) e definição de responsabilidades
Art. 2º Os controles internos, cujas disposições devem ser acessíveis a todos os funcionários da
instituição de forma a assegurar sejam conhecidas a respectiva função no processo e as responsa-
bilidades atribuídas aos diversos níveis da organização, devem prever:
I - a definição de responsabilidades dentro da instituição;
II - a segregação das atividades atribuídas aosintegrantes da instituição de forma a que seja evi-
tado o conflito de interesses, bem como meios de minimizar e monitorar adequadamente áreas
identificadas como de potencial conflito da espécie;
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CEA - ANBIMA
III - meios de identificar e avaliar fatores internos e externos que possam afetar adversamente a
realização dos objetivos da instituição;
IV - a existência de canais de comunicação que assegurem aos funcionários, segundo o correspon-
dente nível de atuação, o acesso a confiáveis, tempestivas e compreensíveis informações conside-
radas relevantes para suas tarefas e responsabilidades;
V - a contínua avaliação dos diversos riscos associados às atividades da instituição;
VI - o acompanhamento sistemático das atividades desenvolvidas, de forma a que se possa avaliar
se os objetivos da instituição estão sendo alcançados, se os limites estabelecidos e as leis e regula-
mentos aplicáveis estão sendo cumpridos, bem como a assegurar que quaisquer desvios possam
ser prontamente corrigidos;
VII - a existência de testes periódicos de segurança para os sistemas de informações, em especial
para os mantidos em meio eletrônico.
Parágrafo 1º Os controles internos devem ser periodicamente revisados e atualizados, de forma a que
sejam a eles incorporadas medidas relacionadas a riscos novos ou anteriormente não abordados.
Parágrafo 2º A atividade de auditoria interna deve fazer parte do sistema de controles internos.
Parágrafo 3º A atividade de que trata o parágrafo 2º, quando não executada por unidade específi-
ca da própria instituição ou de instituição integrante do mesmo conglomerado financeiro, poderá
ser exercida:
I - por auditor independente devidamente registrado na Comissão de Valores Mobiliários - CVM,
desde que não aquele responsável pela auditoria das demonstrações financeiras;
II - pela auditoria da entidade ou associação de classe ou de órgão central a que filiada a instituição;
III - por auditoria de entidade ou associação de classe de outras instituições autorizadas a funcio-
nar pelo Banco Central, mediante convênio, previamente aprovado por este, firmado entre a enti-
dade a que filiada a instituição e a entidade prestadora do serviço.
Parágrafo 4º No caso de a atividade de auditoria interna ser exercida por unidade própria, deverá
essa estar diretamente subordinada ao conselho de administração ou, na falta desse, à diretoria
da instituição;
Parágrafo 5º No caso de a atividade de auditoria interna ser exercida segundo uma das faculdades
estabelecidas no parágrafo 3º, deverá o responsável por sua execução reportar-se diretamente ao
conselho de administração ou, na falta desse, à diretoria da instituição.
Parágrafo 6º As faculdades estabelecidas no parágrafo 3º, incisos II e III, somente poderão ser
exercidas por cooperativas de crédito e por sociedades corretoras de títulos e valores mobiliários,
sociedades corretoras de câmbio e sociedades distribuidoras de títulos e valores mobiliários não
integrantes de conglomerados financeiros.
Política de segurança da informação: Artigo 2° Inciso IV E VII
IV - a existência de canais de comunicação que assegurem aos funcionários, segundo o correspon-
dente nível de atuação, o acesso a confiáveis, tempestivas e compreensíveis informações conside-
radas relevantes para suas tarefas e responsabilidades;
VII - a existência de testes periódicos de segurança para os sistemas de informações, em especial
para os mantidos em meio eletrônico.
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Normas e Padrões Éticos
Informação Privilegiada
Representa toda e qualquer informação relevante, fora do domínio público, que se venha a obter
no exercício das funções diárias de qualquer profissional.
“Insider Trader”
O Insider Trader é o indivíduo que, tendo acesso a informações privilegiadas, usam-nas em seu
próprio benefício ou em benefício de terceiros.
Importante:
A pena para quem utilizar informação relevante ainda não divulgada ao mercado, de que te-
nha conhecimento e da qual deva manter sigilo, capaz de propiciar, para si ou para outrem,
vantagem indevida, mediante negociação, em nome próprio ou de terceiro, com valores mo-
biliários:
Pena - reclusão, de 1 (um) a 5 (cinco) anos, e multa de até 3 (três) vezes o montante da vanta-
gem ilícita obtida em decorrência do crime.
“Front Runner”
O Front Runner é o indivíduo ou instituição que se utiliza de ordens de clientes para o seu próprio
benefício, realizando antes para si próprio a operação ordenada pelo cliente.
Princípios Éticos
Comentário: Os padrões éticos cobrados na prova de certificação CEA são os mesmos exigidos na
prova de certificação IBCPF (Instituto Brasileiro de Certificação Profissional).
CFP: Certificação Certified Financial Planner.
Princípio de Integridade
Um Profissional CFP deve oferecer e proporcionar serviços profissionais com integridade e deve
ser considerado por seus clientes como merecedor de total confiança. A principal fonte desta con-
fiança é a integridade pessoal do Profissional CFP. Ao decidir o que é correto e justo, um Profissio-
nal CFP deve atuar com integridade como condição essencial.
Integridade pressupõe honestidade e sinceridade, que não devem estar subordinadas a ganhos e
vantagens pessoais. Dentro do princípio da integridade, pode haver certa condescendência com
relação ao erro inocente e à diferença legítima de opinião; mas a integridade não pode coexistir
com o dolo ou subordinação dos próprios princípios.
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A integridade requer que um Profissional CFP observe não apenas o conteúdo, mas também, e
fundamentalmente, o espírito deste Código.
Princípio de Objetividade
Um Profissional CFP deve ser objetivo na prestação de serviços profissionais aos clientes. Objetivi-
dade requer honestidade intelectual e imparcialidade.
Trata-se de uma qualidade essencial a qualquer profissional. Independentemente do serviço parti-
cular prestado ou da competência com que um Profissional CFP trabalhe, esse deve proteger a in-
tegridade do seu trabalho, manter sua objetividade e evitar que a subordinação de seu julgamento
viole este Código.
Princípio de Competência
Um Profissional CFP deve prestar serviços aos clientes de maneira competente e manter os neces-
sários conhecimentos e habilidades para continuar a fazê-lo nas áreas em que estiver envolvido.
Só é competente aquele que atinge e mantém um nível adequado de conhecimento e habilidade,
aplicando-os na prestação de serviços aos clientes.
Competência inclui, também, a sabedoria para reconhecer as suas limitações e as situações em
que a consulta a, ou o encaminhamento para, outro Profissional CFP for apropriada. Um Profis-
sional CFP, em virtude de ter conquistado uma certificação CFP, é considerado qualificado para
praticar planejamento financeiro.
Entretanto, além de assimilar o conhecimento básico exigido e de adquirir a necessária experiên-
cia para a certificação, um Profissional CFP deve firmar um compromisso de continuação de apren-
dizagem e aperfeiçoamento profissional.
Princípio de Confidencialidade
Um Profissional CFP não deve revelar nenhuma informação confidencial do cliente sem o seu es-
pecífico consentimento, a menos que em resposta a qualquer procedimento judicial, inclusive,
mas não limitado a, defender-se contra acusações de má prática de sua parte e/ou em relação a
uma disputa civil entre o Profissional CFP e o cliente.
Um cliente, ao buscar os serviços de um Profissional CFP, pode estar interessado em criar um rela-
cionamento de confiança pessoal com o Profissional CFP. Esse tipo de relacionamento só pode ser
criado tendo como base o entendimento de que as informações fornecidas ao Profissional CFP e/
ou outras informações serão confidenciais. Para prestaros serviços eficientemente e proteger a
privacidade do cliente, o Profissional CFP deve salvaguardar a confidencialidade das informações
e o escopo de seu relacionamento com os clientes finais.
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Princípio da Conduta Profissional
A conduta profissional exige comportar-se com dignidade, agindo com respeito para com os clien-
tes e outros profissionais, em conformidade com as regras, regulamentações e os requisitos pro-
fissionais adequados.
A conduta profissional requer também que o planejador financeiro CFP aprimore e mantenha a
imagem pública das Marcas, do Profissional CFP e o compromisso destes em bem servir.
Princípio da Probidade
Ser justo e imparcial nos relacionamentos profissionais.
A probidade exige que o Profissional mantenha com os clientes uma relação profissional íntegra,
revelando e gerenciando possíveis conflitos de interesse. Envolve compatibilizar os próprios sen-
timentos, preconceitos e desejos, de forma a alcançar um equilíbrio entre os interesses conflitan-
tes. A probidade é tratar os outros da mesma maneira que gostaríamos de ser tratado.
Princípio da Diligência
Fornecer serviços profissionais de forma diligente.
A diligência exige do planejador financeiro atender aos compromissos profissionais com zelo, de-
dicação e rigor, cuidando adequadamente do planejamento e da execução de serviços profissio-
nais nas condições acordadas.
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Abaixo um quadro resumo com os principais conceitos dos Princípios Éticos:
Princípio Principais Conceitos Principais Regras
Integridade • Agir com honestidade, isenção e transparência.
• Não fornecer informações
falsas ou enganosas;
• Não omitir benefícios
gerados em proveito
próprio;
• Exercer julgamento
adequado e prudente ao
oferecer e prestar serviço.
Objetividade
• Fornecer serviços
profissionais de forma
objetiva;
• Ser imparcial.
• Agir de acordo com os
objetivos do cliente;
• Comunicar todos os fatos
relevantes;
• Fazer com que o cliente
entenda as recomendações.
Probidade
• Ser justo e imparcial no
relacionamento profissional;
• Revelar e gerenciar os
conflitos de interesse.
• Segregar o patrimônio
e interesses do cliente
daqueles do profissional e da
instituição que o profissional
trabalha.
Conduta Profissional • Agir com postura exemplar; • Imagem pública da marca.
• Não emprestar ou tomar
dinheiro emprestado;
• Observar a lei, regras e
códigos;
• Uso da marca conforme
regras.
Competência
• Manter-se atualizado
acerca de conhecimentos
para o desenvolvimento da
atividade profissional.
• Assessorar o cliente
apenas na área que tem
competência;
• Educação continuada.
Confidencialidade • Proteger as informações confidenciais do cliente.
• Agir com prudência para
proteger dados do cliente;
• Exceção são processos
legais.
Diligência • Execução dos serviços nas condições acordadas.
• Fornecer serviços
respeitando o objetivo e o
prazo acordados;
• Supervisionar ou direcionar
de forma prudente e
responsável qualquer
subordinado ou terceiro;
• Identificar e manter
atualizado os dados sobre
todos os ativos e bens dos
clientes.
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Módulo I
Questões Módulo 1
5116 É permitido às Corretoras de Títulos e Valores Mobiliários:
a) Intermediar operações de câmbio
b) Fiscalizar Fundos de Investimento
c) Criar moeda através do efeito multiplicador de crédito
d) Cobrar a corretagem que lhe convêm
5105 O CMN, dentre outras funções, deve:
a) Regular os índices de inflação, a fim de evitar desequilíbrios econômicos
b) Executar a política cambial
c) Executar a fiscalização do mercado de crédito
d) Executar a fiscalização do mercado de capitais
5102 Qual das instituições abaixo estão autorizadas pelo Banco Central a captar recursos através de
depósito à vista?
a) Banco Comercial
b) Banco de Investimento
c) ANBIMA
d) Corretora de Títulos e Valores Mobiliários
5114 Compete ao Conselho de Valores Mobiliários:
a) Proteger as empresas S.A de Capital Aberto
b) Fixar limites de comissões e emolumentos
c) Fiscalizar os Bancos
d) Realizar operações de redesconto
5122 São considerados investidores não residentes os seguintes agentes econômicos que possuam
residência, sede ou domicílio no exterior (INVESTIDOR NÃO RESIDENTE E INVESTIDOR QUALI-
FICADO):
I. Pessoa física
II. Pessoa jurídica
Atenção!
Caso você encontre em sua prova alguma questão que cobre um conceito diferente dos abor-
dados nesse material, por favor, envie para o autor (edgarabreu@edgarabreu.com.br) e aju-
de a manter este material, que é de domínio público, atualizado e focado.
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III. Fundos e outras entidades de investimentos coletivos
a) I, apenas
b) I e II, apenas
c) I, II e III
d) II e III apenas
5120 É o órgão executor das diretrizes e normas do CMN – Conselho Monetário Nacional – e supervi-
sor das Instituição Financeiras:
a) CMN – Conselho Monetário Nacional
b) Banco Central do Brasil
c) Banco do Brasil
d) CVM – Comissão de Valores Mobiliários
5113 A quem compete receber depósitos compulsórios:
a) Banco do Brasil
b) Comissão de Valores Mobiliários
c) Comitê de Política Monetária
d) Banco Central do Brasil
5117 É exemplo de Investidor qualificado:
a) Instituição Financeira, empresas de grande porte
b) Instituição Financeira, Entidades de Previdência Privada e Seguradoras
c) Todo investidor Pessoa Física e Pessoa Jurídica que possuem mais de 300 mil Reais
d) Toda Pessoa Física que possui mais de R$ 300 mil aplicados
5101 É responsável por conduzir a Política Monetária:
a) BACEN
b) CVM
c) CMN
d) ANBIMA
5127 No Brasil, a meta de inflação é determinada pelo:
a) BACEN
b) COPOM
c) CMN
d) MF
5108 As corretoras de títulos e valores Mobiliários:
a) Estão autorizdas a realizarem operações de Arrendamento Mercantil
b) Não podem administrar recursos de terceiros
c) Podem captar através de depósito à vista
d) São autorizadas a atuar no mercado de câmbio
5107 Uma pessoa investe no mercado de futuro de índice Ibovespa através da BMF&BOVESPA. De
quem é o risco de contraparte?
195
Questões Resolvidas e Comentadas
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a) Corretora de Títulos e Valores Mobiliares
b) BMF&BOVESPA
c) Fundo Garantidor de Crédito
d) Investidor
5110 “Contém os princípios e as regras que devem ser observados pelas instituições associadas e
aderentes no exercício de suas atividades de estruturação e negociação de ativos e instrumen-
tos financeiros nos mercados de renda fixa e derivativos de balcão”. Trata-se do código de au-
torregulação da ANBIMA, denominado:
a) Melhores Práticas para o Mercado Aberto
b) Private Banking ao Mercado Doméstico
c) Melhores Práticas para Gestão de Patrimônio Financeiro no Mercado Doméstico
d) Serviços Qualificados ao Mercado de Capitais
5104 A CVM é responsável pela fiscalização das Sociedades:
a) Limitadas que possuem seus ativos negociados na Bolsa de Valores
b) Anônimas que possuem seus ativos negociados na Bolsa de Valores
c) Limitadas que possuem seus ativos negociados na Bolsa de Valores e Mercado de Balcão
d) Anônimas que possuem seus ativos negociados na Bolsa de Valores e Mercado de Balcão
5103 Um Banco de Múltiplo, constituído pelas carteiras de Investimento e de Crédito, Financiamen-
to e Investimento:
a) Está autorizado a captar depósito à vista, mas não pode intermediar oferta de Valores Mobiliá-
rios
b) Não pode captar depósito à vista e também está impedidode intermediar oferta de Valores
Mobiliários
c) Não está autorizado a captar depósito à vista, mas pode oferecer crédito para financiamento
de capital fixo e de giro
d) Está autorizado a captar depósito à vista e pode oferecer crédito para financiamento de capital
fixo e de giro
5106 Quais das instituições abaixo "necessitam" de autorização da ANBIMA para exercer suas ativi-
dades?
a) Apenas Instituições Financeiras
b) Corretoras e Distribuidoras de Valores Mobiliários
c) Instituições que seguem as regras do código de auto regulação da AMBIMA
d) Fundos de Investimentos
5121 São valores mobiliários regulamentados pela CVM:
a) Ações e NTN-B
b) Debêntures e CDB
c) Ações e opções de ações
d) Letras hipotecárias e LTN’s
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5118 Entende-se por investidor não residente:
a) Somente pessoa física que reside fora do Brasil
b) Pessoa Física ou Jurídica que reside fora do Brasil
c) Pessoa Física e Jurídica que residem/possuam domicílio fora do Brasil ou Fundo de Investimen-
to que for constituído em outro País
d) Pessoa Física ou Jurídica que reside no Brasil
5111 De acordo com a Instrução CVM, são considerados investidores qualificados:
a) Os investidores individuais que possuam carteira de investimentos com valor igual ou superior
a R$ 100.000,00.
b) As pessoas físicas com patrimônio superior a R$ 500.000,00 e adicionalmente investimentos
financeiros com valor igual ou superior a R$ 300.000,00.
c) As sociedades de capitalização e as companhias seguradoras.
d) As pessoas jurídicas não financeiras com patrimônio líquido superior a R$ 800.000,00.
5125 Um banco múltiplo com carteira de arrendamento mercantil e de investimento é autorizado a:
a) Receber depósito à vista
b) Administrar fundos de investimento
c) Executar ordem de seus clientes no pregão das bolsas
d) Emitir letras de câmbio
5115 Uma Sociedade de Crédito Imobiliário, uma financeira e Banco de Investimento se unirão for-
mando um Banco Múltiplo. Este banco deverá:
a) Operar com um único CNPJ e publicar um balaço para cada carteira
b) Operar com um CNPJ para cada carteira, mas podendo publicar um único balanço
c) Operar com um único CNPJ, mas podendo publicar um único balanço
d) Operar com um CNPJ para cada carteira, devendo publicar um balanço para cada carteira
5109 No caso de uma Corretora de Títulos e Valores Mobiliários – CTVM, que opera por conta e or-
dem em aplicações em determinado fundo, este procedimento é:
a) Legal, desde que a mesma identifique o cliente perante o gestor do fundo
b) Legal, desde que a mesma identifique o cliente perante o administrador do fundo
c) Legal, desde que a mesma identifique o cliente perante o auditor independente
d) Ilegal
5112 São considerados investidores qualificados, segundo critério da CVM, as pessoas físicas e jurídi-
cas que atestem possuir investimentos financeiros em valor superior a:
a) R$ 250.000,00
b) R$ 500.000,00
c) R$ 600.000,00
d) R$ 300.000,00
197
Questões Resolvidas e Comentadas
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Gabarito Módulo 1
5116 A 5105 A 5102 A 5114 B 5122 C 5120 B 5113 D
5117 B 5101 A 5127 C 5108 D 5107 B 5110 A 5104 D
5103 C 5106 C 5121 C 5118 C 5111 C 5125 B 5115 B
5109 B 5112 D
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Módulo II
Questões Módulo 2
5241 Em um cenário no qual existe uma desvalorização da moeda local, as consequências naturais
esperadas para as importações, exportações e o turismo estrangeiro, respectivamente, é de:
a) Aumento, redução e aumento
b) Redução, aumento e redução
c) Aumento, redução e redução
d) Redução, aumento e aumento
5217 Calcule o valor a ser recebido em um desconto bancário do recebível de R$ 25.400,00 em 300
dias, considerando a taxa de juros simples de 22,80% a.a:
a) 19.608,80.
b) 20.574,00.
c) 20.658,44.
d) 21.404,33.
5221 A TR (Taxa Referencial) é medida considerando-se:
a) A média das operações realizadas no interbancário.
b) A taxa média de todas as operações ativas e passivas dos 30 maiores bancos comerciais do
país.
c) A taxa média de todos os títulos públicos prefixados, de até 60 dias.
d) A taxa média dos CDB’s/RDB’s prefixados de 30 instituições financeiras.
5230 Uma madeireira comprou um insumo para sua produção no valor de R$ 500,00, transformou
esse insumo e vendeu por R$ 1.800, da ótica do valor agregado. Quanto esta madeireira acres-
centou no PIB do País?
a) 1.800,00
b) 500,00
c) 2.300,00
d) 1.300,00
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5207 Uma loja está oferecendo uma geladeira em 3 vezes sem juros e sem entrada. O valor é de
R$2.100,00, parcelado em 3 vezes de R$ 700,00. Considerando que uma aplicação no mercado
paga 1,0% ao mês, se você fosse negociar com o vendedor um preço à vista, qual deveria ser o
valor máximo que aceitaria pagar?
a) R$ 2.100,00
b) R$ 2.058,69
c) R$ 2.121,07
d) R$ 2.038,31
5231 Um título de renda fixa paga uma taxa prefixada de 11,83% ao ano e um outro título pós-fixado
retorna ao investidor 5% ao ano +IPCA. Qual a taxa de inflação que faria com que o investidor
fosse indiferente na escolha dos dois títulos?
a) 6%
b) 6,5%
c) 6,83%
d) 5,5%
5218 Sabemos que o valor futuro no vencimento de um contrato de DI será de R$ 100.000,00. Diga-
mos que hoje um determinado contrato, vencendo daqui a 6 meses, valerá R$ 95.693,78. Qual
a taxa de juros embutida no período?
a) 4,40%.
b) 4,45%.
c) 4,50%.
d) 4,55%.
5227 Um aumento na meta da taxa Selic tende a:
a) Aumentar o PIB projetado
b) Aumentar o IGP-M e diminuir o IPCA
c) Diminuir a taxa Ptax
d) Aumentar o consumo agregado
5257 Para um investidor obter uma renda mensal vitalícia no valor de R$ 2.000,00, constante em
termos reais, com taxa de juros nominal de 1,20% a.m e taxa de inflação esperada de 0,50% a.m,
deverá possuir, em uma aplicação financeira o saldo de:
a) R$ 400.000,00
b) R$ 117.647,06
c) R$ 285.714,29
d) R$ 166.666,67
5234 O Preço Unitário (PU) de um título público de renda fixa prefixado é de R$ 947,22, sendo 122
dias úteis (189 dias corridos) qual é a taxa efetiva do título no ano?
a) 7,43% ao mês
b) 10,48% ao mês
c) 10,48% ao ano
d) 11,85% ao ano
201
Questões Resolvidas e Comentadas
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5251 A TR:
a) É calculada com base em todas as operações financeiras realizadas entre as instituições finan-
ceiras
b) É calculada com base em todas as operações financeiras realizadas entre as instituições finan-
ceiras e não financeiras
c) É calculada com base nos CDB’s/RDB’s prefixados emitidos pelas maiores instituições financei-
ras no país
d) É calculada com base em todos os CDBs emitidos pelas maiores instituições financeiras no
país
5220 Dada a taxa nominal de 2% ao mês, capitalizada anualmente, qual é a taxa efetiva ao mês?
a) 1,81%.
b) 1,91%.
c) 2,00%.
d) 2,10%.
5204 O valor presente de uma aplicação de recursos (escolha a melhor alternativa)
a) Depende da inflação projetada para o período da aplicação
b) Depende dos juros praticados pelo mercado para o período da aplicação
c) Depende da correção cambial estimada para o período
d) Nenhuma das alternativas acima está correta
5222 Divulga-se que o PIB do Brasil cresceu 1% em determinado período. Se o consumo, os investi-
mentos e as exportações permaneceram no mesmo nível, isto pode significar que:
a) Os gastos do Governo aumentaram e as importações diminuíram
b) Os gastos do Governo diminuíram e as importações aumentaram
c) Os gastos do Governo e as importações diminuíram, mas os gastos do Governo diminuíram
mais que as importações
d) Os gastos do Governo e as importações aumentaram, mas osgastos do Governo aumentaram
menos que as importações.
5224 A taxa média das operações overnight, lastreadas em títulos públicos federais, é:
a) Taxa DI.
b) Taxa TR.
c) Taxa TBF.
d) Taxa Selic.
5248 Quanto ao momento da divulgação dos índices de inflação, podemos afirmar que:
a) O IGP-M é divulgado até a metade do mês seguinte ao mês de referência
b) O IGP-M é divulgado até o fim do mês de referência
c) O IPCA é divulgado no primeiro dia do mês seguinte ao mês de referência
d) O IPCA é divulgado até o fim do mês de referência
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5211 No cálculo de juros simples, se considerarmos uma taxa anual de 10%:
a) A taxa mensal proporcional será 10% dividido por 12
b) A taxa mensal proporcional será 10% elevado a 1/12
c) A taxa efetiva equivalente ao ano é maior que 10%
d) A taxa efetiva equivalente ao ano é menor que 10%
5203 Um investidor deseja entender qual é o impacto do aumento dos juros no preço de um título
prefixado. Você mostraria a ele que:
a) Quando os juros sobem, o preço também sobe, pois, para um determinado principal aplicado,
haverá, nesse caso, um montante maior no vencimento
b) O impacto do aumento dos juros no preço do título dependerá da expectativa de inflação para
o período
c) Quando os juros sobem, o preço cai, pois para um certo montante no vencimento haverá a
necessidade de menos principal a ser investido
d) Não há impacto do aumento dos juros no preço de um título prefixado. O preço de um título
prefixado é alterado em função da diminuição do prazo a decorrer até o vencimento
5250 Uma aplicação por juros compostos ofereceu os seguintes retornos mensais. Qual foi o retor-
no médio do período:
1,5% 2,8% 3,4% 5,4% 3,4%
a) 2,78%
b) 3,52%
c) 3,05%
d) 3,30%
5255 Considerando uma distribuição normal; um investidor que compra uma ação com desvio pa-
drão de R$ 5,00 e retorno esperado de R$ 40,00 pode esperar a aproximado 95%. Qual interva-
lo de variação para a ação?
a) R$ 35,00 a R$ 45,00
b) R$ 30,00 a R$ 50,00
c) R$ 37,50 a R$ 42,50
d) R$ 25,00 a R$ 55,00
5242 Em um empréstimo de R$ 1.000,00 por 10 meses a uma taxa de 30% ao ano, determine os juros
a serem pagos no fim do período, utilizando o regime de juros compostos:
a) 30/1200 x 10 aplicados ao principal
b) [(30/100 + 1)10/12 - 1]100 aplicados ao principal
c) {[(30/100 + 1)1/12 - 1]100} X 10/100 aplicados ao principal
d) {[(30/100 + 1)6/12 - 1] x 100} x 2/100 aplicados ao principal
203
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5201 Se o principal é de R$ 1.000,00 por 8 meses, a uma taxa de 10% ao ano, assinale a alternativa que
melhor define os juros a serem pagos no final do período, utilizando o regime de juros compos-
tos:
a)
b)
c)
d)
5202 Dada a taxa nominal de 15% ao ano, capitalizada mensalmente, qual é a taxa efetiva anual?
a) 14,06%
b) 15,00%
c) 15,52%
d) 16,08%
5215 Suponha que a Caderneta de Poupança rende TR + 0,5% ao mês. Como a capitalização da cader-
neta utiliza o regime composto, podemos dizer que a sua rentabilidade em um ano será:
a) Menor que TR + 6% ao ano.
b) Igual a TR + 6% ao ano.
c) Maior que TR + 6% ao ano.
d) Não é possível afirmar qual será a rentabilidade, pois depende da TR.
5232 Um cliente deseja adquirir um veículo no valor de R$ 50.000,00. Irá dar uma entrada no valor
de R$ 15.000,00 e financiar o resto em 9 parcelas, pagando juros de 1,5% a.m. De quanto será o
valor da parcela que o cliente pagará?
a) R$ 5.980,49
b) R$ 4.186,34
c) R$ 4.285,96
d) R$ 5.642,68
5235 Um título, no valor de R$40,00, possui um desvio padrão de 5 reais. A amostra possui 95% de
probabilidade, qual são os valores máximos e mínimos que a probabilidade aponta para o títu-
lo?
a) R$35 e R$55
b) R$30 e R$50
c) R$45 e R$55
d) R$40 e R$55
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5219 Um CDB é negociado a 9% ao ano. Você quer aplicar nesse CDB por 6 meses e o gerente infor-
ma que a taxa é de 4,5% para esse período. Essas duas taxas são:
a) Equivalentes, pois se trata de juros simples.
b) Equivalentes, pois se trata de juros compostos.
c) Proporcionais, pois se trata de juros simples.
d) Proporcionais, pois se trata de juros compostos.
5223 O fato de o IGP-M estar consistentemente maior que o IPCA nos leva a supor que:
a) Os preços na construção civil estão subindo menos que os preços no varejo.
b) Os preços no atacado estão subindo menos que os preços no varejo.
c) Os preços no atacado estão subindo mais que os preços no varejo.
d) A taxa de juros vai subir no curto prazo.
5253 Considerando as afirmativas a seguir:
I. A TR é decorrente da remuneração dos depósitos a prazo.
II. A taxa DI é um benchmark bastante utilizado pelos FI Renda Fixa.
III. A PTAX, divulgada pelo BACEN, é a média de todas as operações de câmbio realizadas no Brasil
durante um dia.
Está(ão) correta(s):
a) Apenas I
b) Apenas a II
c) II e III
d) I, II, III
5216 Qual é o valor presente de um pagamento de R$ 2.000,00 feito daqui a 6 meses, se considerar-
mos uma taxa de juros compostos de 2% ao mês:
a)
b)
c)
d)
5213 A taxa real, no Brasil:
a) É dada pelo CDI do período analisado.
b) É a taxa de juros descontada da variação cambial.
c) É conhecida antes da operação financeira ter vencido.
d) É a taxa de juros descontada da inflação.
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5252 Qual taxa é formada pela expectativa de inflação e o prêmio de risco país?
a) TBF
b) Taxa OverSelic
c) TR
d) TJLP
5229 Uma empresa fez uma captação no valor de R$ 100.000,00, e se comprometeu em fazer o paga-
mento em 3 vezes, com pagamento sequenciais de R$ 50.000,00, R$ 40.000,00 e R$ 30.000,00,
para cada mês seguinte ao da captação. Qual foi a taxa de juros paga por esta empresa?
a) 10%
b) 9,15%
c) 9%
d) 10,65%
5246 Temos uma carteira com dois ativos, na mesma proporção, conforme detalhado a seguir:
Ativo X: retorno esperado = 8% e risco esperado = 4%
Ativo Y: retorno esperado = 14% e risco esperado = 6%
Covariância (X,Y) = 0,002
Se adicionarmos a essa carteira outro ativo Z, de forma que todos os 3 ativos tenham a mesma
proporção na carteira, e onde esse ativo Z tenha retorno esperado de 12%, risco esperado de 5%
e correlação nula, tanto com os retornos do ativo X quanto com os retornos do ativo Y, podere-
mos afirmar que a carteira final:
a) Terá mais retorno esperado e mais risco esperado
b) Terá menos retorno esperado e menos risco esperado
c) Terá o mesmo retorno esperado e menos risco esperado
d) Terá mais retorno esperado e menos risco esperado
5226 Se o PIB é de R$ 2000 bilhões, o consumo privado mais o do governo totalizam R$ 1500 bilhões,
as exportações líquidas, R$ 100 bilhões, a produção industrial de R$ 900 bilhões, a produção
agrícola de R$ 800 bilhões, o pagamento de juros da dívida equivalente a R$ 20 bilhões, pode-
mos afirmar que a produção de serviços é:
a) R$ 280 bilhões
b) R$ 300 bilhões
c) R$ 400 bilhões
d) R$ 420 bilhões
5238 Senhor Poupador Jr. possui um montante de R$ 250.000,00 investido com rentabilidade de
0,95% a.m seu objetivo é acumular um saldo bruto de 1 milhão de reais em 10 anos. Quanto ele
tem que juntar por mês para bater essa meta? (Desconsidere Inflação e Imposto de Renda):
a) 1.000,00
b) 1.001,80
c) 1.060,25
d) 1.085,63
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5256 Um investidor que possui recursos alocados em uma única ação pretende acrescentar outra
ação para compor a sua carteira. Para que os benefícios máximos da diversificação possam ser
atingidos, ou seja, a máxima redução de risco dessa carteira, o coeficiente de correlação entre
a ação já possuídapelo investidor e a nova ação a ser adquirida deverá ser:
a) - 0,5
b) 0,0
c) – 1,0
d) + 1,0
5240 Considerando que dois ativos X e Y possuem covariância igual a 11% e desvio padrão de 4,08 e
4,61 respectivamente. Assim, conclui-se que a correlação entre estes dois ativos será aproxima-
damente:
a) 0,584
b) 0,456
c) 0,351
d) 0,125
5209 Um título é negociado hoje a R$ 900,00. Se o prazo para o vencimento desse título é de 45 dias
úteis a partir de hoje, e a taxa de juros desse período é de 1% ao mês, qual a alternativa que mais
se aproxima do valor desse título no vencimento: (Considere desconto racional composto e um
mês contendo 21 dias úteis).
a) R$ 919,40
b) R$ 881,01
c) R$ 919,29
d) R$ 881,12
5233 A tabela abaixo fornece o tempo de produção e a quantidade de máquinas que trabalham den-
tro do tempo estipulado:
TEMPO
(MINUTOS)
QUANT.
MÁQUINAS
32 13
33 16
34 5
35 7
36 4
Com base nos dados acima, qual o prazo médio da produção dessas maquinas e a mediana do tem-
po de produção delas.
a) Média 33,4 minutos e Mediana 34 minutos
b) Média 33 minutos e Mediana 34 minutos
c) Média 33,4 minutos e Mediana 33 minutos
d) Média 33 minutos e Mediana 33 minutos
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5206 Considerando as seguintes cotações para o prazo de 1 ano:
Título A: prefixado a 9% a.a.
Título B: variação do dólar + 5% a.a.
Qual é a variação cambial necessária no período para que o título atrelado à variação cambial
ofereça a mesma rentabilidade do título prefixado?
a) 3,81%.
b) 4,00%.
c) 4,12%.
d) 4,45%.
5249 Assinale a afirmativa correta:
a) Quanto maior a covariância entre os retornos dos ativos, mais relacionados são esses retornos
e maior a redução do risco na carteira
b) Quanto menor a covariância entre os retornos dos ativos, menos relacionados são esses retor-
nos e maior a redução do risco na carteira
c) Quanto maior a covariância entre os ativos maior a redução do risco na carteira, apesar de não
podermos afirmar com certeza se o relacionamento linear aumenta ou diminui
d) Quanto menor a covariância entre os ativos maior a redução do risco na carteira, apesar de
não podermos afirmar com certeza se o relacionamento linear aumenta ou diminui
5208 Qual é o Valor Presente Líquido (VPL) do seguinte investimento, considerando um custo de
oportunidade de 12% a.a.:
Investimento: R$ 2.000.000,00
Caixa gerado no 1º ano: R$ 1.500.000,00
Caixa gerado no 2º ano: R$ 1.000.000,00
Caixa gerado no 3º ano: R$ 500.000,00
a) R$ 711.780,25
b) R$ 602.074,99
c) R$ 492.369,72
d) R$ 401.831,27
5225 O IGP-M é formado por três indicadores de inflação. Assinale a alternativa que indica do maior
para o menor os pesos desses indicadores na formação do IGP- M:
a) IPA, INCC, IPC
b) IPA, IPC, INCC
c) IPC, IPA, INCC
d) IPC, INCC, IPA
5236 Variação cambial ou entrada de capital estrangeiro impacta em qual índice?
a) INCC
b) INPC
c) IGPM-M
d) IPCA
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5254 Um investidor realizou um projeto cujo o custo inicial foi de 6.500.000,00 (no primeiro ano),
seu fluxo de entradas foi o seguinte:
ANO 1 ANO 2 ANO 3
4.000.000,00 3.000.000,00 1.000.000,00
Considerando que a TMA é de 10%, a TIR deste projeto é de:
a) 13,91%
b) 12,85%
c) 9,14
d) 15,85%
5239 Um investidor economizou durante toda sua vida o valor de R$ 1.000.000,00. E vai colocar em
uma aplicação de rendimento líquido de 0,65% a.m.
Considerando que essa mesma pessoa tem despesas fixas no valor de R$ 6.800, quanto tempo
essa pessoa levará para consumir toda sua economia?
a) 1.250 meses
b) 3.33 meses
c) 104 meses
d) 482 meses
5205 Dadas as inflações mensais, qual é a inflação acumulada no período?
Mês Mar Abr Mai Jun Jul
0,1% 0,18% 0,2% -0,1% -0,2%
a) 0,14845%
b) 0,1795%
c) 0,1800%
d) 0,200%
5245 Escolha a alternativa correta:
a) Se a quantidade de dados numa série for par, a mediana será a média dos dois valores numéri-
cos centrais
b) Se a quantidade de dados de uma série for par, a mediana será a média de todos os números
da série
c) Se a quantidade de dados numa série for par, a mediana será a média do valor mais alto com o
valor mais baixo da série
d) Todas as alternativas acima estão erradas
5210 Considere o seguinte fluxo de pagamentos:
• 24 pagamentos mensais e consecutivos de R$ 1.000,00 sem entrada;
• 4 pagamentos semestrais de R$ 6.000,00 (o primeiro daqui a 6 meses);
• 2 pagamentos anuais de R$ 12.000,00 (o primeiro daqui a um ano).
Se a taxa de juros é de 1% ao mês, qual é a alternativa que mais se aproxima do valor presente
deste fluxo de pagamentos?
209
Questões Resolvidas e Comentadas
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a) R$ 62.062,04
b) R$ 68.299,92
c) R$ 62.314,63
d) R$ 72.000,00
5228 O Copom divulga a taxa de 8 % a.a., podemos dizer que a taxa efetiva ao dia é:
a) {[(1,08) 1/360] –1} x 100
b) 8/360
c) {[(1,08) 1/252] – 1} x 100
d) 8/252
5237 A principal taxa de juros cobrada nas linhas de crédito oferecidas pelo BNDES é:
a) Taxa Referencial – T.R
b) Selic
c) Taxa de Juros de Longo Prazo - TJLP
d) CDI
5244 Quando aumenta subitamente o fluxo financeiro do exterior para o Brasil:
a) Esperamos que a Ptax caia
b) Esperamos que a Ptax suba
c) Esperamos que a Ptax não se altere
d) Nada se pode afirmar com respeito ao comportamento da Ptax
5214 João precisa fazer uma série de pagamentos no futuro. Para saber se ele já tem o montante
suficiente para fazer os pagamentos à vista, é necessário:
a) Somar todos os pagamentos a serem feitos.
b) Descontar cada um dos pagamentos pela taxa de juros combinada com cada um dos credores.
c) Somar todos os pagamentos a serem feitos e descontar pela média aritmética simples das ta-
xas de juros combinadas com cada um dos credores.
d) Somar todos os pagamentos a serem feitos e descontar pela menor das taxas de juros combi-
nadas com cada um dos credores.
5243 Uma pessoa investiu no mercado acionário num dado período e obteve a rentabilidade efetiva de
8%. Nesse mesmo período, a inflação foi de 9%. A taxa real proporcionada pelo investimento foi:
a) Negativa
b) Positiva
c) Depende do benchmark
d) Há necessidade de mais informações para fazermos esse cálculo
5212 Um investidor compra um CDB com prazo de um ano, a uma taxa de 9% ao ano. Se o investidor
espera uma inflação de 5% para os próximos 12 meses, ele espera, em termos efetivos, que:
a) Uma taxa de juros real deve ser menor que 4% ao ano.
b) Uma taxa de juros real deve ser igual a 4% ao ano.
c) Uma taxa de juros real deve ser maior que 4% ao ano.
d) Nada se pode afirmar a respeito da taxa de juros real esperada pelo investidor.
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Gabarito Módulo 2
5241 D 5217 B 5221 D 5230 D 5207 B 5231 B 5218 C
5227 C 5257 C 5234 D 5251 C 5220 A 5204 B 5222 A
5224 D 5248 B 5211 A 5203 C 5250 D 5255 B 5242 B
5201 B 5202 D 5215 C 5232 B 5235 B 5219 C 5223 C
5253 D 5216 B 5213 D 5252 B 5229 D 5246 D 5226 B
5238 B 5256 C 5240 A 5209 A 5233 C 5206 A 5249 D
5208 C 5225 B 5236 D 5254 A 5239 D 5205 B 5245 A
5210 A 5228 C 5237 C 5244 A 5214 B 5243 A 5212 A
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Módulo III
Questões Módulo 3
53128 Um ativo de renda fixa financeira possui vencimento para 720 dias, porém, foi negociado com
63 dias. Sabendo que houve rendimento e que esse ativo será tributado como renda fixa, deve-
rá ser cobrado uma alíquota de:
a) 15%
b) 17,5%
c) 20%
d) 22,5%
5382 Título público emitido pelo governo americano para financiar sua dúvida de curto prazo e que
tem como característica ser do tipo zero cupom:
a) Treasury Bill
b) Treasury Bond
c) Treasury Note
d) LFT
5332 Uma determinada oferta pública não