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casos clinicos parte 27
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## Resumo de Casos Clínicos I: Neurocisticercose e EsquistossomoseEste material aborda dois importantes parasitoses que afetam o sistema nervoso central e o sistema circulatório, respectivamente: a neurocisticercose, causada pela Taenia solium, e a esquistossomose, causada pelo Schistosoma mansoni. Ambos os casos clínicos destacam aspectos essenciais para o diagnóstico, manifestações clínicas e tratamento, fundamentais para a prática médica.### NeurocisticercoseA neurocisticercose é uma doença parasitária em que o homem atua como hospedeiro intermediário da Taenia solium, o famoso "verme do porco". A contaminação ocorre pela ingestão de ovos presentes no ambiente, como água ou verduras contaminadas. Após a ingestão, a larva eclode e migra pela circulação sanguínea, atingindo principalmente o sistema nervoso central (SNC) e os músculos.As manifestações clínicas mais comuns incluem convulsões e hipertensão intracraniana, sintomas que refletem a presença das larvas no cérebro. Para o diagnóstico, utilizam-se exames sorológicos e de imagem, como a tomografia computadorizada, que permite visualizar as lesões características. O tratamento envolve o uso de antiparasitários como albendazol ou praziquantel, frequentemente associados a corticoides para controlar a inflamação. Em casos com múltiplas lesões, a combinação de albendazol, praziquantel e corticoides é recomendada para maior eficácia.### EsquistossomoseA esquistossomose, causada pelo Schistosoma mansoni, é uma parasitose que afeta principalmente os vasos mesentéricos, embora o ciclo intestinal do parasita seja conhecido. O Schistosoma não se fixa no intestino, preferindo a circulação esplâncnica. A infecção ocorre quando a pessoa entra em contato com água doce contaminada por caramujos infectados, que liberam as larvas do parasita.A doença apresenta duas formas clínicas principais: aguda e crônica. Na fase aguda, ocorre a dermatite cercariana, que é a reação inflamatória na pele causada pela penetração das larvas, seguida pela febre de Katayama, caracterizada por febre alta, prostração, hepatoesplenomegalia, eosinofilia e adenomegalia. Na forma crônica, a esquistossomose pode evoluir para hipertensão portal, ascite, abdômen em "medusa" (dilatação das veias abdominais) e mielite transversa, que provoca alterações sensoriais nos membros inferiores e pode levar à paraplegia.O diagnóstico da forma aguda é realizado por sorologia, especialmente o teste ELISA, enquanto na forma crônica, além da sorologia, pode ser necessária a realização de exame parasitológico de fezes (EPF) e, em casos suspeitos, biópsia da borda retal para confirmação. O tratamento padrão é o praziquantel, que elimina todas as formas do parasita, sendo a oxamniquina uma alternativa terapêutica.---### Destaques- **Neurocisticercose**: homem é hospedeiro intermediário da Taenia solium; contaminação via ingestão de ovos; sintomas principais são convulsões e hipertensão intracraniana; diagnóstico por sorologia e tomografia; tratamento com albendazol, praziquantel e corticoides.- **Esquistossomose**: causada pelo Schistosoma mansoni, que habita vasos mesentéricos; infecção por contato com água doce contaminada; manifestações agudas incluem dermatite cercariana e febre de Katayama; forma crônica pode causar hipertensão portal e mielite transversa.- Diagnóstico da esquistossomose varia conforme a fase da doença, utilizando sorologia, exame parasitológico e biópsia.- Tratamento da esquistossomose é feito principalmente com praziquantel, com oxamniquina como alternativa.- Importância da coleta detalhada da história clínica, incluindo moradia e viagens, para suspeita e diagnóstico dessas parasitoses.

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