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Conteudista: Prof.ª M.a Queli Defaveri Varela Cabanellos  
Revisão Textual: Caique Oliveira dos Santos
 
Objetivos da Unidade:
Demonstrar como ocorre o processo de envelhecimento da pele e como
atuam os principais produtos estéticos com a �nalidade de
rejuvenescimento;
Ter noções sobre a toxicologia de cosméticos.
 Material Teórico
 Material Complementar
 Referências
Envelhecimento da Pele e Toxicologia de
Cosméticos
Introdução
Um dos elogios que mais gostamos de receber refere-se, muitas vezes, à imagem que
aparentamos. Você nunca teve curiosidade em saber qual a idade as pessoas pensam que você
tem sem saberem realmente? Essas impressões podem estar atreladas a vários fatores, alguns
deles genéticos, outros referentes a cuidados, estilo de vida e procedimentos estéticos. Mas
sabemos hoje que dominar tecnicamente o processo do envelhecimento celular pode ser a
chave para inúmeras descobertas, assim como a solução para várias doenças. Com o aumento
da expectativa de vida, as pessoas buscam envelhecer de forma saudável, e isso repercute
também na beleza da pele. 
Em contrapartida, os cosméticos podem apresentar riscos à saúde? Podem ser tóxicos? Qual o
custo da juventude, ou melhor, qual a fonte da juventude? O que as pessoas seriam capazes de
arriscar para ter uma aparência mais jovem? Essas são algumas das re�exões que traremos
nesta Unidade! Esperamos que você goste e se sinta rejuvenescido(a) após esta experiência!
Vamos lá? 
1 / 3
 Material Teórico
Figura 1 – Personagem Peter Pan, um pequeno rapaz que
se recusa a crescer e envelhecer
Fonte: Reprodução
Envelhecimento da Pele: Aspectos Naturais e
Fisiológicos e Fatores Internos e Externos 
Envelhecer é um processo natural. Com o passar do tempo, nossa pele apresenta inúmeras
alterações. Quando examinamos a pele de um idoso, por exemplo, observamos que existe uma
maior fragilidade cutânea, a regulação térmica exercida pela pele também �ca prejudicada,
devido à diminuição do número de glândulas sudoríparas; pele mais seca e enrugada em
virtude da redução do número de glândulas sebáceas, resultando em pequena produção de
óleo; menor estímulo sensitivo; diminuição da elasticidade, de modo que a pele torna-se mais
�ácida; e alteração da resposta imunológica celular. Também se observa uma diminuição da
espessura da derme e da epiderme. Como essa função de proteção da pele diminui, por causa
da redução da função de barreira com o meio externo, aumenta o risco de lesões. Visto que os
receptores sensoriais igualmente diminuem, constatamos uma maior di�culdade em perceber
estímulos trágicos com potencial agressivo.
Manter a pele íntegra é fundamental no aspecto de manutenção da saúde, pois estamos
expostos a inúmeros riscos, como traumatismos (térmicos, mecânicos, físicos e químicos) ao
longo da vida. Algumas alterações na �siologia da pele são esperadas no paciente idoso. Vale
salientar aqui que algumas situações podem agravar muito a saúde da pele. Condições
relacionadas a pacientes imobilizados, umidade, cuidados com a higiene, infecções
secundárias da pele, feridas, escaras, infecções fúngicas, manchas, desidratação, uso de
alguns medicamentos, falta de sol, excesso de sol, diabetes, fragilidade óssea e muscular,
di�culdades de visão e aumento do tempo de resposta a estímulos podem aumentar o número
e a gravidade de lesões da pele.
Com a idade, as �bras de elastina e colágeno diminuem, causando uma menor elasticidade
(associada ao consumo de líquidos), �exibilidade e força tênsil. Essa elasticidade diminuída,
por sua vez, está diretamente associada ao volume de líquido que é ingerido durante as 24
horas do dia. Os idosos possuem maior sensibilidade e menor tolerância à exposição à
radiação solar. Além disso, o estado metabólico é outro importante fator a ser observado no
idoso. À proporção que o indivíduo envelhece, o risco do surgimento de lesões no tegumento
aumenta, visto que este se torna mais �no e frágil com a perda na camada de gordura
subcutânea. Também se observa uma redução nas células de Langerhans no tegumento, o que
se associa à diminuição na imunocompetência dos tecidos.
Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, podemos dividir o envelhecimento em dois
grandes grupos: envelhecimento cutâneo intrínseco e envelhecimento extrínseco.
O envelhecimento cutâneo intrínseco (ou cronológico) é aquele decorrente da passagem do
tempo, causado, principalmente, por fatores genéticos, pelo estado hormonal e por reações
metabólicas, como estresse oxidativo. Observam-se os efeitos naturais da gravidade ao longo
do tempo, como as linhas de expressão, a diminuição da espessura da pele e o ressecamento
cutâneo. Por seu turno, o envelhecimento extrínseco da pele é provocado pela exposição ao
sol e por demais fatores ambientais, como: o estilo de vida e o estresse �siológico e físico. Um
dos fatores mais importantes é a radiação solar ultravioleta. Algumas toxinas, como as do
tabaco, do álcool e da poluição do ar, entre outras, também contribuem para o envelhecimento
da pele, podendo acelerar esse processo. Vamos chamar a atenção aqui para o procedimento
de bronzeamento arti�cial, o qual pode acelerar a formação de rugas e manchas e a formação
do câncer de pele. A realização desse procedimento por motivações estéticas é proibida no
Brasil desde 2009.
Clique no botão para conferir o conteúdo.
ACESSE
Entre os produtos cosméticos relacionados à prevenção do fotoenvelhecimento, o principal é
o protetor solar. Conforme abordamos em outro momento de nossos estudos, mesmo em dias
nublados e sem sol, a nossa pele se expõe à radiação. Os raios ultravioleta são os principais
indutores de alterações na pele. 
À vista disso, os cremes antienvelhecimento atenuam os sinais do envelhecimento cutâneo,
porém são incapazes de reverter todos os sinais causados pelo envelhecimento celular. Em
relação aos tratamentos que estão “em alta” neste momento, destacam-se aqueles que
Leitura 
Sociedade Brasileira de Dermatologia Destaca o Papel da Saúde
Durante o Processo de Envelhecimento 
Acesse o link a seguir para ver mais detalhes sobre como alguns
fatores interferem no envelhecimento da nossa pele.
https://bit.ly/3r0FWAi
apresentam resultados mais rápidos, como lasers, luz intensa pulsada, peeling, dermoabrasão,
toxina botulínica, preenchedores e terapia fotodinâmica. Cada paciente responde de forma
diferente às estratégias utilizadas. 
Ademais, para melhorar o contorno facial e corporal, assim como atenuar sulcos, rugas e
marcas de expressão, diversos produtos e tratamentos prometem estimular a produção de
colágeno. Essa proteína, que é amplamente distribuída pelo tecido conjuntivo, corresponde a
75% do peso seco da derme. No ser humano, temos descritos 28 tipos de colágeno. O tipo I
corresponde a 80% do colágeno dérmico do adulto, enquanto o tipo III predomina na vida
embrionária, representando 10% da vida adulta. O tipo VII, por sua vez, foi diagnosticado
como o antígeno da epidermólise bolhosa adquirida. O colágeno é secretado para o espaço
extracelular como um pró-colágeno que sofre a ação de proteases, levando à formação de
�bras que se organizam para formar feixes. Todo esse processo é controlado pelas
metaloproteinases. 
Figura 2 – Organização do colágeno
Fonte: Reprodução
As �bras elásticas formam uma rede que se estende desde a junção dermoepidérmica ao
tecido conjuntivo da hipoderme, estando presentes na parede dos vasos e em torno do folículo
piloso. Elas correspondem a 1% a 2% do peso seco da derme e entremeiam-se com as �bras
colágenas. 
O sistema elástico é composto de três tipos de �bras: oxitalânicas, elaunínicas e elásticas
maduras. Embora sejam sintetizados por diversos tipos de células, na pele a principal fonte
são os �broblastos. 
Figura 3 – Estrutura da pele
Fonte: Reprodução
Radicais Livres e Antioxidantes
Um termo químico amplamente divulgado e combatido é o dos radicais livres. Por mais que
um indivíduo não seja um conhecedor de química,
ele já sabe que os radicais livres são
estruturas químicas capazes de induzir danos celulares e causar lesões às nossas células. Mas
como esse processo ocorre? Como essas moléculas se formam? E de onde vem esse poder tão
devastador? Temos boas e más notícias, vamos a elas!
Estamos produzindo radicais livres o tempo todo. Você está respirando? Então está
produzindo radicais livres. Um radical livre é uma estrutura química que possui um elétron
desemparelhado, ocupando um orbital atômico ou molecular sozinho. Essas características
tornam o radical livre muito reativo, instável e com uma capacidade para se combinar com
estruturas moleculares celulares de forma inespecí�ca. Os radicais livres, geralmente, são
formados por absorção de radiação, reações redox e catálise enzimática. Outro termo muito
utilizado são as ERO (Espécies Reativas de Oxigênio), que incluem radicais derivados do
oxigênio capazes de gerar radicais livres, como o peróxido de hidrogênio (H2O2).
Os dois principais exemplos de radicais livres que reagem com o oxigênio produzido
naturalmente pelo nosso organismo são: 
O oxigênio singlete é o responsável pelo início da peroxidação lipídica, produzindo radicais
peroxila e alcoxila. Causa danos às proteínas devido à oxidação de grupos essenciais de
aminoácidos.
Superóxido (mais comum e abundante na célula): produzido por hemoglobina,
mioglobina e catecolaminas mediante reações de autoxidação. Também é
produzido pela xantina oxidase e NADPH oxidase;
Hidroxila: é um radical extremamente reativo, reagindo de forma rápida e
inespecí�ca com moléculas próximas, podendo lesar DNA, proteínas, carboidratos
e lipídios. Também pode ser formado na ozonização da água e na dissociação do
peroxinitrito. 
Igualmente existem as espécies reativas de nitrogênio, como óxido nítrico, dióxido de
nitrogênio, radicais do enxofre e radicais lipídicos.
Essas moléculas e inúmeras outras que assumem o papel de radicais livres podem ser
produzidas por fontes endógenas e fontes exógenas. As principais fontes endógenas de
radicais livres são mitocôndrias, peroxissomos, citocromo P450, fagocitose e xantina
desidrogenase. Por outro lado, como fontes exógenas, temos radiação, fumaça do cigarro,
solventes orgânicos (tetracloreto de carbono, clorofórmio, benzeno), paraquat (herbicida),
paracetamol, alimentos ricos em gordura, entre outros.
No nosso organismo, existe uma espécie de estado de equilíbrio entre a produção/exposição
aos radicais livres e as nossas defesas antioxidantes. No entanto, quando ocorre um
desequilíbrio nesse sistema, desenvolve-se o estresse oxidativo.
Figura 4 – Representação de estresse oxidativo a partir da
relação entre antioxidantes e pró-oxidantes
Mas você deve estar pensando, se esse sistema pode ser tão prejudicial e ocorre o tempo todo
no nosso organismo, como sobrevivemos a essas situações? A resposta relaciona-se à incrível
organização química do nosso organismo. Podemos dividir os antioxidantes em dois grandes
grupos: enzimáticos e não enzimáticos.
Os antioxidantes enzimáticos consistem em catalase, superóxido dismutase e glutationa
peroxidase. Já os antioxidantes não enzimáticos referem-se a vitaminas, compostos
polifenólicos e compostos de baixo peso molecular.
Aqui temos várias substâncias que são muito exploradas pelas empresas de cosméticos. Os
exemplos principais são vitamina C, vitamina E, vitamina A, �avonoides, glutationa e
carotenoides.
Produtos Cosméticos que Atuam no Combate ao
Envelhecimento da Pele
Entre a ampla gama de produtos disponíveis para o combate ao envelhecimento celular,
algumas moléculas se fazem presentes em vários produtos. Experimente visitar o setor de
cosméticos de uma farmácia e leia os rótulos dos produtos destinados ao controle de
envelhecimento celular. Aqui vamos apresentar algumas moléculas com características
especiais, este é um ponto que recebe uma especial atenção. Para saber mais, sugerimos
veri�car informações complementares em artigos, vamos apresentar algumas aqui a partir de
agora. 
A vitamina C (ácido L-ascórbico) nas plantas é sintetizada a partir da glicose. Uma vez que os
seres humanos não conseguem produzir essa vitamina, ela precisa ser consumida na
alimentação. A indústria cosmética investe muito em produtos com vitamina C. Além de
possuir ação antioxidante, ela tem ação despigmentante (inibe a tirosinase em formulações
com concentrações superiores), atua na estimulação da produção de �bras colágenas e
elastina e estimula os �broblastos, evitando a inativação da hidroxilase e da lisina no colágeno
dérmico. 
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ACESSE
Leitura 
Ácido Ascórbico (Vitamina C) 
Acesse o link a seguir para saber como atua quimicamente a molécula
da Vitamina C.
https://bit.ly/3GdWHxW
Figura 5 – Fórmula estrutural do ácido L-ascórbico,
veri�que as projeções de Fischer
Fonte: Reprodução
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ACESSE
Por ser um sal hidrossolúvel, possui baixa penetração. Assim, para formulações cosméticas, é
utilizado como palmitato de ascorbila ou éster C (lipossolúvel) e ascorbosilane C. Quando tem
início o processo de envelhecimento, a derme apresenta-se mais �na e a quantidade de
colágeno torna-se reduzida. Vários estudos com aplicações tópicas em concentrações
variando de 5% a 15% mostraram aumento na expressão de RNA-mensageiro para o colágeno
tipo I e tipo III. Essas avaliações ocorrem por uso tópico em períodos longos, em média de
seis meses. A vitamina C também melhora o viço da pele, acelerando a renovação celular.
Ademais, ela é uma doadora de elétrons, portanto um agente redutor. Ao doar seus elétrons,
previne outros compostos de serem oxidados. Uma questão fundamental quando se aborda a
vitamina C é a sua estabilidade. Trata-se de uma molécula muito sensível que, uma vez
Leitura 
Fórmula Estereoquímica 
Acesse o link a seguir para saber mais sobre a Estereoquímica.
https://bit.ly/3G39i7i
oxidada, perde grande parte dessa sua ação. Assim, as formulações cosméticas possuem um
grande desa�o que é garantir a estabilidade da vitamina C para que esta consiga agir. O pH
também é importante. Por essa razão, veri�ca-se inúmeras embalagens diferentes para esses
produtos com o objetivo de proteger a vitamina C da ação da luz e do oxigênio.
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ACESSE
Trabalhar com formulações envolvendo vitamina C requer condutas especiais, cuidados com a
temperatura, pH, viscosidade. Quanto mais viscoso, maior o grau de proteção diante da
oxidação. A escolha de embalagem adequada tem como objetivo proteger e minimizar o
contato da formulação com o oxigênio e a umidade. Como estabilizantes das formulações, são
utilizados: glutationa, EDTA, metabissul�to de sódio e ácido ferúlico. Existem ainda alguns
derivados sintéticos da vitamina C desenvolvidos com o objetivo de melhorar a estabilidade
dos compostos, no entanto muitos não se mostraram superiores ao ácido ascórbico isolado.
Leitura 
Linus Pauling e a Vitamina C  
Conheça o caso curioso do cientista Linus Pauling sobre a polêmica do
uso da Vitamina C.
https://bit.ly/3zxS4fR
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ACESSE
Outro antioxidante amplamente utilizado em formulações cosméticas associadas à prevenção
do envelhecimento é a vitamina E. Esta é muito utilizada em produtos pós-sol porque reduz
os danos induzidos pelos raios UV e diminui o eritema e a sensibilidade da pele após a
exposição à luz ultravioleta. A vitamina E é o antioxidante mais importante na célula.
Localizada na porção lipídica das membranas celulares, ela protege os fosfolipídios
insaturados da membrana da degeneração oxidativa das espécies reativas do oxigênio. O
conteúdo de vitamina E determina a suscetibilidade de as membranas sofrerem com o dano
provocado pelos radicais livres. 
A ação antioxidante da vitamina E é explicada pelo fato de fornecer H+ para as membranas
celulares, impedindo as reações em cadeias que se propagam nesse ambiente.
A vitamina E
pode modular a arteriosclerose por outros mecanismos, incluindo a inibição da adesão e a
redução do dano oxidativo de células imunes e endoteliais, além de inibir o estresse oxidativo
celular. Uma de suas funções mais importantes é a inibição da peroxidação lipídica, ao doar H+
para os radicais produzidos, evitando a ação danosa sobre as proteínas e as bases
nitrogenadas do DNA.
Leitura 
Efeitos do Ácido Ascórbico no Combate ao Envelhecimento Cutâneo 
Para ampliar seu conhecimento sobre o ácido ascórbico leia, a seguir,
o artigo na íntegra.
https://bit.ly/3HD0u8s
Inúmeros estudos mostram um papel protetor da vitamina E relacionada com o tratamento e a
prevenção do mal de Alzheimer e da doença de Parkinson.
Ainda, sobre a vitamina E, é importante veri�car questões referentes à biodisponibilidade. Um
alto consumo de vitamina A, farelo de trigo e pectina também tem sido apontado como
redutor da biodisponibilidade da vitamina E. Já a presença da vitamina E ingerida
conjuntamente com a vitamina A aumenta a absorção desta última, e seu efeito antioxidante
protetor nos lipídios carreadores da vitamina A pode ser uma das explicações desse
fenômeno.
O termo “vitamina E” é utilizado para nomear oito diferentes compostos lipossolúveis que
apresentam como uma de suas principais funções a ação antioxidante. As vitaminas derivadas
do tocol são α-tocoferol, β-tocoferol, γ-tocoferol e δ-tocoferol, enquanto as derivadas do
tocotrienol são α-tocotrienol, β-tocotrienol, γ-tocotrienol e δ-tocotrienol. Descoberta em
1922, em estudos sobre infertilidade de ratos, a vitamina E está, inclusive, relacionada com a
diminuição de adesão plaquetária, a proteção das hemácias contra a hemólise (destruição
dessas células) e a síntese de prostaglandinas. 
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Leitura 
Vitamina E Acetato Oleosa  
Veri�que as informações técnicas complementares da Vitamina E
Acetato Oleosa, acessando o link a seguir. 
https://bit.ly/3qR2VO8
Figura 6 – Estrutura química dos Tocoferóis e Tocotrienóis
Fonte: Adaptada de FOGAÇA, 2013
A vitamina A (retinol) também é uma vitamina lipossolúvel. Assim como a vitamina E, ela tem
várias funções críticas no organismo humano, principalmente no funcionamento da retina. É
necessária para a diferenciação do tecido epitelial, o crescimento do tecido ósseo e do
aparelho reprodutor e o desenvolvimento embrionário. A vitamina A está associada à melhora
da resposta imunológica devido aos efeitos no tecido epitelial. Os retinoides têm sido usados
para o tratamento de doenças de pele, como acne, psoríase, fotoenvelhecimento e prevenção
de tumores cutâneos.
Embora outros metabólitos tenham sido reconhecidos, o ácido retinoico é considerado o mais
importante em relação às ações na pele. Esse ácido é sintetizado por meio do metabolismo do
retinol passando por dois estágios: retinol para retinol-aldeído por oxidação e, então, para
ácido retinoico. 
Figura 7 – Estrutura química do retinol, retinol-aldeído,
ácido retinóico e beta-caroteno
Fonte: Reprodução
A função principal dos retinoides na pele relaciona-se à hiperproliferação da epiderme com
aumento do estrato espinhoso e granuloso, sem modi�cação no número de camadas do
estrato córneo.
Corantes, Espessantes e Fragrâncias
Você já reparou na quantidade de ingredientes presentes em formulações cosméticas? A cada
dia, novas matérias-primas são exploradas pela indústria química a serem empregadas em
produtos cosméticos. Alguns requisitos para o emprego dessas substâncias são a baixa
irritabilidade e a ausência de substâncias tóxicas, cancerígenas e alergênicas. 
Em relação aos espessantes, trata-se de substâncias que aumentam a viscosidade dos
produtos. Podem ser de origem natural ou sintética e adicionados à fase aquosa e oleosa. Os
espessantes de fase oleosa, os quais são solúveis na fase oleosa e insolúveis na fase aquosa,
são chamados de agentes de consistência. Os principais exemplos são:
Trocando Ideias... 
Essas substâncias também podem estar disponíveis em formulações
orais. Você já ouviu falar em nutracêuticos, nutricosméticos e
cosmecêuticos? Pesquise o signi�cado do conceito de beleza de dentro
para fora e saiba como essas substâncias estão igualmente
revolucionando o mercado da estética. Investigue e mantenha-se
sempre bem-informado(a). Lembre-se: conhecimento é poder!
Álcoois graxos como o álcool cetílico, cetoestearílico,
estearílico; 
Ácidos graxos que devem se saponi�car com um agente alcalinizante,
convertendo-se no respectivo sal. Exemplos: esteárico e mirístico. Igualmente
atuam como agente emulsionante;
Quanto aos espessantes de fase aquosa, os quais são, geralmente, insolúveis na fase oleosa,
igualmente auxiliam na estabilização das emulsões.
Da mesma forma, os polímeros sintéticos atuam como espessantes, são hidrossolúveis e
auxiliam na estabilização de emulsões óleo em água. Podem ser classi�cados em diferentes
grupos químicos, por exemplo: carbômeros, poliacrilato de sódio, ammonium
acryloyldimethyltaurate/VP copolymer; acrylates/C10-30 alkyl acrylate crosspolymer.
Atuam ainda como agentes espessantes os polímeros naturais goma xantana, derivados de
celulose, amidos naturais, argila, bentonita, silicato de alumínio e magnésio.
Ésteres de álcoois graxos e ácidos graxos. Exemplos: miristato de miristila,
palmitato de cetila, monoestearato de glicerila, monoestearato de propilenoglicol;
Ceras vegetais: normalmente utilizadas em maquiagens, também podem ser
utilizadas em emulsões. Exemplos: cera de abelha, carnaúba.
Sílicas: são ótimos espessantes para óleos, obtendo 100% de geli�cação. Também
promovem formação de �lme e rápida secagem. Exemplo: sílica sililate.
Leitura 
Resolução da Diretoria Colegiada – RDC N° 432, de 4 de novembro de
2020 
Você já veri�cou o rótulo de um produto cosmético? Os ingredientes
estão em português? Veri�que a legislação no link a seguir.
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ACESSE
Outra característica no aspecto do cosmético que pode requerer alteração refere-se ao
emprego de corantes. É essencial a facilidade de identi�cação, a �m de tornar o produto mais
agradável visualmente. A solubilidade dessas substâncias pode ocorrer na fase aquosa, oleosa
ou alcoólica.
Você sabe a diferença entre pigmento e corante? 
Pigmentos, amplamente utilizados em produtos de maquiagem, são substâncias insolúveis
que desenvolvem o poder tintorial no meio em que são aplicadas. Já os corantes desenvolvem
seu poder tintorial mediante substâncias dissolvidas no meio em que são aplicadas.
Os corantes naturais, geralmente, apresentam menor poder tintorial e são mais sensíveis à
luz, à temperatura e a variações de pH. Como exemplos, podemos citar a curcumina, a luteína,
a cloro�la e a antocianina. Alguns corantes são permitidos para alimentos, outros
medicamentos e cosméticos. O Colour Index, usado pela Comunidade Europeia, apresenta uma
relação com letras e números para designar os diversos tipos de corantes. Na escolha do
corante adequado, deve-se levar em consideração a tonalidade desejada, o tipo de produto e de
embalagem, além de testes de estabilidade e direcionamento do produto �nal.
Leitura 
Resolução da Diretoria Colegiada – RDC Nº 44, de 9 de agosto de 2012 
https://bit.ly/3HFzOnI
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ACESSE
A título de exemplo, o corante vermelho 12010 é permitido exclusivamente em produtos que
não entram em contato com mucosas. 
As fragrâncias são também um dos principais atributos dos produtos cosméticos. São
utilizadas para perfumar ou mascarar características desagradáveis. A de�nição de fragrância
é de uma composição odorífera elaborada por misturas de substâncias aromáticas de origem
natural (ex.: almíscar – animal; óleo essencial de rosa) ou sintética (terpenos e terpenoides –
mentol, cânfora; alifáticos – aldeídos; benzenoides – acetato de benzila).
O aroma é a composição odorífera utilizada para conferir sabor, mas não se destina
ao
consumo como tal. Como exemplo, temos o aroma arti�cial de morango.
Entre os compostos aromáticos, citamos o óleo essencial, que é um material aromático volátil
extremamente concentrado rico em princípios ativos de plantas por processos de extração.
Você já imaginou como ocorre o processo de elaboração de um perfume ou como é a rotina de
um perfumista? Um perfumista tem à sua disposição cerca de 3.000 matérias-primas para
criar um perfume. Como a percepção olfativa desencadeia lembranças, memórias, esse
processo é muito mais complexo do que aparenta e tem sido utilizado em diferentes terapias.
Outra área que tem ganho muito espaço é o marketing olfativo, com desenvolvimento de
produtos exclusivos.
Aprova o Regulamento Técnico Mercosul sobre “Lista de substâncias
corantes permitidas para produtos de higiene pessoal, cosméticos e
perfumes” e dá outras providências.
https://bit.ly/33bpQeR
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ACESSE
Leitura 
A Composição de um Perfume e sua Pirâmide Olfativa 
Acesse o link a seguir para aprender mais sobre a criação de perfumes.
Filmes 
Perfume: The Story of a Murderer 
Tema maravilhoso da farmácia, a química dos perfumes envolve uma
série de condições que devem ser muito bem orquestradas pelo
perfumista. Você já assistiu o Filme Perfume: A História de um
Assassino? Con�ra o trailer a seguir.
Perfume: The Story of a Murderer (2006) Trailer #1 | Movieclips Cl…
https://bit.ly/3G4kvnV
https://www.youtube.com/watch?v=_-qv0EnGhJU
Principais Reações Adversas ao Uso de Cosméticos
Quando falamos em reações adversas, você provavelmente pensa nas bulas e nos
medicamentos, correto? No entanto, alguns produtos cosméticos podem desencadear
inúmeras reações adversas e algumas podem ser graves. Lembre-se sempre das relações
“riscos × benefícios”.
Segundo a legislação brasileira, especi�camente o inciso V do art. 3º da Lei 6.360/1976,
cosméticos são:
“[...] produtos para uso externo, destinados à proteção ou ao embelezamento das
diferentes partes do corpo, tais como pós faciais, talcos, cremes de beleza, creme
para as mãos e similares, máscaras faciais, loções de beleza, soluções leitosas,
cremosas e adstringentes, loções para as mãos, bases de maquilagem e óleos
cosméticos, ruges, “blushes”, batons, lápis labiais, preparados anti-solares,
bronzeadores e simulatórios, rímeis, sombras, delineadores, tinturas capilares,
agentes clareadores de cabelos, preparados para ondular e para alisar cabelos,
É claro que, da época de publicação dessa lei até os dias de hoje, a quantidade de produtos
disponíveis, empresas e formulações aumentou muito, e, com isso, também aumentaram o
número de produtos e a chance de ocorrer alguma reação adversa.
Muitos são os cosméticos que possuem a orientação de realizar a “prova do toque”, mas são
raros os consumidores que seguem essa orientação. Entre as complicações decorrentes do
uso de cosméticos, podem ser listadas irritação, intolerância e alergia. Os cosméticos estão
entre as alergias mais comuns. Esmaltes, lápis de olho, batom e tinta para cabelo são as mais
relatadas. A alergia pode se manifestar devido à exposição contínua por meio da associação de
proteínas e compostos, causando falhas enzimáticas ou bioquímicas que dependerão da
genética do indivíduo e do grau da reação alérgica. Entre os constituintes dos cosméticos
capazes de causar alergias, estão emulsi�cantes, conservantes e fragrâncias, sendo estas os
principais. 
Nosso organismo possui a incrível capacidade de responder a agentes invasores, agressores.
Nosso mecanismo de defesa envolve a resposta inata e a adaptativa. Na resposta inata,
observa-se a capacidade de combater um grande número de patógenos de maneira rápida ao
momento de sua exposição mediante leucócitos fagócitos, como macrófagos e neutró�los,
mas sem o desenvolvimento da memória imune. Por outro lado, a resposta imune adaptativa
combate os patógenos de uma maneira mais lenta e gradativa e produz uma memória imune.
Logo, em um segundo contato com o antígeno, irá reconhecê-lo e ativar a ação dos linfócitos
por meio de seus receptores de antígenos.
- BRASIL, 1976
�xadores de cabelos, laquês, brilhantinas e similares, loções capilares,
depilatórios e epilatórios, preparados para unhas e outros; [...].”
Figura 8 – Representação do sistema imune da pele
Fonte: Adaptada de rit.edu
Alergia ou reação de hipersensibilidade é uma resposta imunológica exagerada que se
desenvolve após a exposição a determinado antígeno (substância estranha ao nosso
organismo) e que ocorre em indivíduos susceptíveis (geneticamente) e previamente
sensibilizados. As alergias podem ocorrer em qualquer momento da vida. Seu mecanismo de
ação se refere ao contato inicial com o alérgeno, ao qual o organismo reagirá produzindo
anticorpos que atuam como defesa contra patógenos que se estabilizarão perante o combate.
As reações causadas por cosméticos podem ser de dois tipos:
Dermatite de contato irritativa: é mais comum e se
caracteriza por coceira, queimação e sensação de agulhadas,
Uma atenção especial deve ser dada às seguintes substâncias: isotiazolinonas, formaldeído e
liberadores de formaldeído e metildibromoglutaronitrila, pois são exemplos de conservantes
que causam eventos adversos. Da mesma forma, merecem destaque corantes capilares (p-
fenilenodiamina e seus derivados N-substituídos), tatuagens de hena (visto que também
podem apresentar a parafenilenodiamina, o que igualmente aumenta as chances de alergias),
e alguns componentes de �ltros solares, como o 4-isopropil dibenzoilmetano e a
benzofenona-3, além de ingredientes naturais, como extratos de plantas. 
surgindo logo após a aplicação do produto, mas pode evoluir
para bolhas que aumentam, especialmente se a pele estiver
mais irritada. Ocorre no local de contato com a substância
irritante. Áreas mais sensíveis como as pálpebras ou regiões
onde a pele é seca são mais propensas;
Dermatite de contato por hipersensibilidade ou alérgica: resulta da sensibilização
alérgica e não depende de ação irritante ou tóxica do produto sobre a pele. Ocorre
em pessoas que são alérgicas a um ou vários ingredientes em um produto
especí�co. Os sintomas incluem vermelhidão, aumento de volume e coceira.
Leitura 
Relatório de Ensaio: Estudo de Avaliação de Compatibilidade por
HRIPT em Humanos – HRIPT-031657.R 
Você sabe como é veri�cada a segurança dos cosméticos? O teste
universalmente aceito é o teste de compatibilidade (patch test), que é
utilizado para a detecção de substâncias causadoras de eventos
adversos em um produto cosmético. Pode ocorrer com três diferentes
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ACESSE
Figura 9 – Teste de alergias de contato
Fonte: Reprodução
técnicas: o patch test simples, o Patch Test com Insulto Repetitivo em
Humanos (HRIPT), com intervalo de exposição e com exposição
contínua, e o teste de maximização em humanos. Veri�que como
ocorrem esses testes lendo o artigo a seguir.
https://bit.ly/3HK6iwP
Caso ocorra uma reação adversa a determinado cosmético, o que fazer? Segundo as
orientações da Sociedade Brasileira de Dermatologia, o local deve ser lavado e o tratamento
deve ser conduzido mediante orientação médica. Medicamentos contendo corticoides
costumam ser utilizados, assim como imunomoduladores – por exemplo, o tacrolimus. O
mais importante é evitar a automedicação e procurar orientação médica.
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ACESSE
Substâncias Acidi�cantes e Alcalinizantes
Você já percebeu a imensa quantidade de ingredientes que os cosméticos podem apresentar, é
muita química! E, quando falamos de muitas substâncias reunidas, imagine uma sala com
duas crianças, é fácil de controlá-las, correto? Agora pense em uma sala com 10, 15 crianças,
�cou mais difícil? Mas não desista, vamos ver que, no caso dos cosméticos, existem
substâncias que desempenham um papel “disciplinador” e conseguem controlar melhor essa
reunião, as moléculas “obedecem”. Já vimos a
importância que o pH possui em uma
formulação; quimicamente, ele controla uma série de atividades, incluindo a ação de
Leitura 
Dermatite de Contato: o que é, Sintomas, Causas e Tratamento  
Acesse o link a seguir para aprender mais sobre a Dermatite de
Contato.
https://bityl.co/AUNc
substâncias no nosso organismo (lembre-se das enzimas, pH ótimo!) e da água pura que
possui pH de 7,0 (neutro).
Figura 10 – Escala de pH com exemplos de substâncias
ácidas, básicas e neutras
Fonte: Adaptada de Freepik
Leitura 
Lei de Ostwald 
Que tal mergulhar na química e revisar a lei da diluição de Ostwald.
Segundo Ostwald, quanto mais diluída for a solução, menor será sua
concentração e, consequentemente, maior será a ionização ou
dissociação do eletrólito.
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ACESSE
No desenvolvimento de produtos cosméticos, pode ser necessário o uso de substâncias
acidi�cantes (que diminuem o pH), substâncias alcalinizantes (que aumentam o pH) e
substâncias neutralizantes. Vamos aos principais exemplos, vale lembrar que também devem
ser veri�cadas incompatibilidades no uso dessas substâncias, como precipitações, alteração
de cor etc.
Mas como saber se você vai utilizar uma dessas substâncias ao formular o seu cosmético?
Conhecer o pH ideal para a região onde o seu produto cosmético deve ser aplicado é
fundamental. Assim, na pele, estudos apontam que o pH ideal é em torno de 4,5. A pele
saudável apresenta um pH entre 4,5 e 5,5. Lembre que o pH também interfere na �ora
microbiana, que é essencial à saúde da pele. Cabelos podem apresentar aumento do frizz e
outros danos, uma vez que o uso de produtos que possuam faixas de pH muito diferentes das
apresentadas pela pele e pelos cabelos pode acarretar diferentes danos para essas estruturas.
A �bra capilar teria um pH em torno de 3,8. Sendo o ponto isoelétrico com pH 3,8. O sabonete
em barra comum possui pH que geralmente varia entre 8,0 e 9,5 por exemplo.
A estrutura capilar é complexa, principalmente quando temos que avaliar cabelos que já
passaram por alguma intervenção química. Estudos revelam que produtos para os cabelos
com pH superior a 3,67 causam um desequilíbrio nas cargas das �bras capilares, resultando
no famoso frizz. Mas quem disse que desenvolver cosméticos é fácil? O shampoo, se tivesse um
pH tão baixo, poderia causar irritações na pele e nos olhos. Assim, para evitarmos tantas
lágrimas, os produtos infantis têm pH 7,0 e os de uso adulto, geralmente, pH 5,0. Os
condicionadores, por sua vez, normalmente, possuem pH próximo a 4,0, devido a seu uso e
sua formulação (mais viscosos), e os acidentes são menos frequentes, diminuindo riscos de
irritações. 
https://bit.ly/3JQDi8z
Desse modo, para diminuir o pH, ou seja, acidi�car, são utilizados ácidos orgânicos fracos,
como o ácido láctico, ascórbico ou cítrico e, para aumentá-lo, ou seja, alcalinizar, geralmente
são utilizadas soluções de hidróxido de sódio, alumínio ou aminometilpropanol.
Você sabe como medir o valor do pH? O método mais preciso é o do pHmetro. No entanto, é
fundamental que esse equipamento esteja calibrado e sejam veri�cadas as condições de
temperatura. Também são utilizados papéis indicadores de pH – na utilização das tiras, não é
recomendado cortá-las ao meio. 
Figura 11 – Papel indicador de pH
Fonte: Divulgação
Figura 12 – Equipamento pHmetro
Fonte: Divulgação
Toxicologia de Cosméticos
No Brasil, o órgão responsável pela �scalização e garantia da segurança e e�cácia dos
cosméticos é a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Nos estudos que avaliam os
aspectos toxicológicos, são avaliados vários fatores, mas principalmente a dose de exposição.
Uma vez que falamos em dose, é impossível não nos lembrarmos de “Todas as substâncias
são venenos; não há nenhuma que não seja um veneno. A dose correta diferencia o veneno do
remédio” (SOUZA, 2022). Assim, a toxicologia de medicamentos e cosméticos investiga os
aspectos toxicológicos dos cosméticos.
Figura 13 – Retrato de Paracelso
Fonte: Wikimedia Commons
A característica da exposição é essencial para avaliar o grau de toxicidade. Dessa maneira,
leva-se em conta o local de aplicação, a frequência de aplicações, a integridade do local e as
interações. Apesar das várias camadas da pele, esta é permeável à grande maioria de agentes
tóxicos. Substâncias que atuam diretamente sobre a pele podem causar sensibilização e até
mutações.
A toxicidade pode ser ainda aguda (avaliada em um período de 24 horas) ou crônica (pode ser
veri�cada a curto, médio e longo prazo); qualquer uma dessas exposições pode ser capaz de
causar desde sensibilizações dérmicas até efeitos carcinogênicos, teratogênicos e
mutagênicos.
As reações cutâneas incluem irritação, sensibilização, alergenicidade, surgimento de acne,
comedogenicidade e corrosão. Para avaliar a toxicidade, são realizados testes in vitro e in vivo.
O risco sistêmico é avaliado a partir dos dados obtidos com as matérias-primas. Os testes de
segurança de produtos cosméticos podem ser de:
Saiba Mais 
Você sabe a diferença entre carcinogênico, mutagênico e teratogênico?
Pesquise esses conceitos.
Ocorrem ainda testes de mutagenicidade, teratogenicidade e carcinogenicidade.
Um dos grandes problemas hoje são os testes em animais. Poderíamos dizer que esse é um
lado muito feio do universo da beleza. Para mudar esse cenário, campanhas de sensibilização e
debates entre órgãos �scalizadores, empresas e consumidores são muito importantes. Um
dos principais pontos apresentados é da real necessidade desses testes, dos modelos
alternativos e do impacto causado aos animais. São cenas muito tristes e, infelizmente, todos
nós que consumimos esses produtos temos uma parcela de culpa.
Oclusão: é feita uma bandagem oclusiva com a substância em
teste, nas costas ou no antebraço de voluntários humanos,
que, após 24 ou 48 horas, é removida e a pele é examinada;
Sensibilização cutânea: os testes são, geralmente, realizados em cobaias
submetidas a doses repetidas da substância;
Corrosividade: pode ser feito com modelo de pele;
Fototoxicidade: são realizados dois testes cutâneos: um em local a ser irradiado e
outro em um local protegido, onde a substância permanece na pele por 48 horas;
Acnegenicidade: o teste é feito no canal auditivo externo de um coelho albino, no
qual a substância em teste é aplicada e observa-se se há formação de acne. Os
testes feitos em animais obtêm resultados satisfatórios, porém eles não podem
substituir os testes com seres humanos;
Irritação ocular: tem grande importância para produtos cosméticos, uma vez que
pode ocorrer a introdução acidental. O teste é feito em coelhos albinos para avaliar
os efeitos irritativos que a substância pode causar na conjuntiva, córnea e íris;
Inalação: no teste de concentração letal, animais são expostos, mediante inalação,
a determinadas concentrações do composto no ar para medir a mortalidade.
Vídeos 
Salve o Ralph 
Veja a seguir a campanha Salve o Ralph e seja um defensor dessa
causa tão importante.
Salve O Ralph - Curta com Rodrigo Santoro
Leitura 
Os Testes em Animais na Indústria de Cosméticos 
Acesse o link a seguir e entenda como funcionam os testes em animais,
https://www.youtube.com/watch?v=AjdMtLF0Z6w
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ACESSE
Algumas substâncias presentes em cosméticos são reconhecidamente tóxicas. Quem não se
lembra de todos os problemas causados pelo formol nas famosas “escovas progressivas” ou
do mentol em concentrações iguais ou superiores a 3%? A ureia é outra substância
considerada tóxica porque aumenta a penetração cutânea de outras substâncias ativas. A
concentração máxima de 3% de ureia vale para produtos com �nalidade especi�camente
cosmética, os quais são classi�cados como grau de risco 1. Já concentrações acima de 3% e
menores ou iguais a 10% de ureia são consideradas de grau de risco 2. Sobre a rotulagem, é
obrigatório constar as seguintes informações: “para uso durante a gravidez,
consulte um
médico”; “manter longe do alcance de crianças”; “não utilizar em pele lesionada ou com
irritação”; “evitar contato com os olhos”. Por �m, o uso tópico da cânfora em concentrações
que excedam 3% pode apresentar efeito de analgesia. A cânfora possui uma dose letal que
varia de 50 mg/kg a 500 mg/kg de peso. 
o que torna um produto Cruelty Free e como a campanha “Salve
oRalph” vem alertando as pessoas do problema de abuso de animais.
Leitura 
Parecer Técnico Nº 6, de 21 de dezembro de 2010 
Veri�que mais detalhes sobre o uso da cânfora no link a seguir.
https://bit.ly/3zAWYc6
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ACESSE
Uso Racional de Cosméticos
Bom, já vimos que a formulação de produtos cosméticos requer muito conhecimento, ética e
cuidado. Mas como o farmacêutico pode fazer a diferença nesse setor? Nós, como
pro�ssionais da saúde, temos um compromisso com a preservação da saúde da população e
do meio ambiente.
O uso de produtos registrados na Anvisa é primordial para um bom começo. Empresas
irregulares e produções domésticas são um risco enorme à saúde. Outro problema refere-se
às condições de armazenamento, à validade e ao descarte correto dos produtos vencidos ou
avariados. Os cosméticos podem apresentar, em sua composição, substâncias tóxicas ao meio
ambiente que se bioacumulam e podem trazer sérios impactos à saúde da população e do
ambiente. Substâncias como BHT, BHA, hidantoína, metais presentes nas maquiagens, entre
outros, podem causar sérias consequências ao ambiente, assim como as embalagens. 
A melhor maneira de descartar esses produtos é mediante as farmácias ou os
estabelecimentos onde foram adquiridos, pois estes possuem uma logística própria de
recolhimento de resíduos. As embalagens, tais como papel, plástico, vidro e metal, quando em
boas condições, podem ser utilizadas como matéria-prima para a indústria de reciclagem.
https://bit.ly/3JPudNc
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ACESSE
Embalagem sustentável, cadeia produtiva sustentável com uma baixa geração de resíduos
contaminantes, baixo consumo de água e baixo consumo de energia e não uso de animais em
experimentos laboratoriais são alguns critérios importantes que deveriam ser levados em
conta na escolha, pesquisa e produção dos cosméticos. 
Chegamos ao �m do nosso conteúdo, que também culmina com o �nal desta disciplina, mas
o diálogo sobre temas importantes relacionados aos cosméticos apenas começou. Se você
gosta dessa área, saiba que é fundamental ter muito conhecimento técnico. O farmacêutico é
um pro�ssional multifacetado; em meio a tantas áreas de atuação, a escolha se torna, a cada
disciplina, mais difícil, não é mesmo? Mas não se preocupe, o mais importante é desenvolver a
sua atuação pro�ssional com muita dedicação, carinho e amor, e o sucesso é uma
consequência! 
Leitura 
Descarte Correto de Cosméticos 
Você sabe como descartar corretamente os cosméticos? Acesse o link a
seguir e veja como funciona o descarte desses produtos.
https://bit.ly/3q0jHLl
Indicações para saber mais sobre os assuntos abordados nesta
Unidade:
  Leitura  
Análise do Teor de Formaldeído Livre em Alisantes
Capilares
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ACESSE
Natural Skin Surface pH is on Average Below 5, Which is
Bene�cial for its Resident Flora
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ACESSE
2 / 3
 Material Complementar
https://bit.ly/3F0QSmq
https://bit.ly/3zvCCRg
Occurrence and Risk Assessment of Parabens and Triclosan in
Surface Waters of Southern Brazil: a Problem of Emerging
Compounds in an Emerging Country
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ACESSE
Resolução de Diretoria Colegiada – RDC 409, de 27 de julho
de 2020
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ACESSE
The Shampoo pH can A�ect the Hair: Myth or Reality?
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ACESSE
https://bit.ly/3qT9bF0
https://bit.ly/3f2NEE4
https://bit.ly/336arwc
ALERGIA FORTALEZA. Teste de contato ou patch test bateria padrão. 2017. Disponível em:
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3 / 3
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SOUZA, L. A. de. Paracelso: cientista da saúde. Brasil Escola. Disponível em:
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_Peter_Pan.jpeg/revision/latest/top-crop/width/360/height/360?cb=20190312151341>.
Acesso em: 15/12/2021.
VANZIN, S. B.; CAMARGO, C. P. Entendendo cosmecêuticos: diagnósticos e tratamentos. 2. ed.
São Paulo: Santos, 2011. (e-book)

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