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Área de Inovação e Tecnologia – Experimentação 1 DILATAÇÃO TÉRMICA André Rodrigues mat: 0223452 Kelvin Minhos mat: 0234860 Micael Salvador mat: 0235064 Tainara Pereira mat: 0233959 Andréa Timm 23 de Outubro de 2017 1. Objetivo - Determinar o coeficiente de dilatação linear (α) de diferentes materiais em função da variação de temperatura. 2. Introdução Teórica 2.1 Dilatação Térmica A experiência mostra que os sólidos, ao sofrerem um aquecimento, se dilatam e, ao serem resfriados, se contraem. A dilatação ou a contração ocorre em três dimensões: comprimento, largura e espessura. A essa variação nas dimensões de um sólido causada pelo aquecimento ou resfriamento denominamos dilatação térmica. [1] A dilatação de um sólido com o aumento de temperatura ocorre porque, com o aumento de energia térmica, aumentam as vibrações dos átomos e moléculas que formam o corpo, fazendo com que passem para posições de equilíbrio mais afastadas que as originais. Esse afastamento maior dos átomos e das moléculas do sólido produz sua dilatação em todas as direções. Para contornar o problema da dilatação (expansão) dos sólidos costuma-se deixar um espaço livre entre dois trilhos de uma ferrovia, entre trechos de pontes, entre blocos de cimento de uma calçada, etc. Esses espaços livres possibilitam o aumento do volume desses corpos sem que ocorram deformações. [1] Por outro lado, uma rede elétrica apresenta sempre folga entre dois postes. A folga é para evitar uma tração e possível ruptura no fio, quando ele diminui de comprimento com a diminuição de temperatura. 2.2 Dilatação Linear É aquela em que predomina a variação em uma única dimensão, ou seja, o comprimento. [1] Sendo: Área de Inovação e Tecnologia – Experimentação 2 A tabela (1) tem como objetivo demonstrar o comportamento de alguns materiais em relação ao seu coeficiente de dilatação linear. Tabela 1: Coeficientes de dilatação linear de alguns materiais. Material em °C -1 Chumbo 2,7. Zinco 2,6. Alumínio 2,2. Prata 1,9. Cobre 1,7. Ouro 1,5. Ferro 1,2. Platina 0,9. Vidro comum 0,8. Tungstênio 0,4. Vidro (pirex) 0,3. Latão 2,0. Fonte: Só Física [2] 2.3 Dilatação Superficial É aquela em que predomina a variação em duas dimensões, ou seja, a variação da área. [1] ou Sendo: Área de Inovação e Tecnologia – Experimentação 3 2.4 Dilatação Volumétrica A dilatação é denominada volumétrica quando ocorre variação das três dimensões de um corpo: comprimento, largura e espessura. [1] ou Sendo: 2.5 Dilatação dos líquidos Na dilatação dos líquidos, é preciso levar em conta a dilatação do recipiente sólido que o contém. No aquecimento de um líquido contido num recipiente, o líquido irá, ao dilatar-se juntamente com o recipiente, ocupar parte da dilatação sofrida pelo recipiente, além de mostrar uma dilatação própria, chamada dilatação aparente. [1] A dilatação aparente é aquela diretamente observada, ou seja, é igual ao volume que foi extravasado. Sendo: ( ) . Já a dilatação real é aquela que o líquido sofre realmente, ou seja, é dada pela soma da dilatação aparente do líquido e da dilatação volumétrica sofrida pelo recipiente. Sendo: Área de Inovação e Tecnologia – Experimentação 4 3. Descrição da Atividade Nesta atividade buscou-se analisar a dilatação de alguns materiais utilizando os seguintes materiais: - Balão de Erlenmeyer (figura 1); -Fonte de aquecimento (figura 2); -Dilatômetro linear (figura3); - Uma barra de latão (figura 4) e outra de vidro; - Dois termômetros (figura 5); - Relógio comparador (figura 6); - Trena (figura 7); - Rolha (figura 8); - Mangueira de látex (figura 9); Inicialmente pegamos ambas as barras, de vidro e de latão, antes de coloca-las no dilatômetro, medimos com auxilio de uma trena o comprimento inicial (Lo) das duas e a temperatura ambiente (To). O primeiro material a ser colocado no dilatômetro foi o vidro. Após recolhidos os dados e zerado o relógio comparador, ligou-se a fonte de aquecimento e foi colocado o balão de Erlenmeyer, previamente preenchido com água, tampado com uma rolha, permitindo somente a saída do vapor por uma mangueira de látex, conectada na ponta do tubo a ser testado, junto de um termômetro para medir a temperatura em que o vapor começa a entrar no mesmo. Outro termômetro foi colocado na saída do vapor do tubo, para que pudéssemos fazer uma média das temperaturas. Área de Inovação e Tecnologia – Experimentação 5 O mesmo procedimento foi utilizado para o bastão de latão. Esta experimentação consiste em ligar a fonte de aquecimento até que a água ferva e o vapor comece a entrar no tubo, verificando a temperatura expressa em ambos os termômetros. Registramos o valor mais alto alcançado pelo relógio comparador do dilatômetro linear e a temperatura em que o mesmo se encontrava, para na sequência calcular o coeficiente de dilatação de cada material. 4. Análise dos Resultados Analisamos que a dilatação é proporcional ao aumento de temperatura, mas não é a mesma para diferentes materiais, ou seja, mesmo para uma mesma variação de temperatura, a dilatação dos corpos não será a mesma para os diferentes materiais, pois cada um tem um coeficiente de dilatação característico. Com o experimento concluímos que a variação de comprimento ∆L de uma barra ao ser aquecida é diretamente proporcional a variação de temperatura ∆T e também do material que constitui a peça a ser analisada. Os materiais a serem utilizados foram um barra de vidro e outra de latão, obtendo os seguintes valores descritos na tabela(2) a seguir: Tabela 2: Dados obtidos. Material To (°c) T média(°c) ΔT(°c) Lo (mm) ΔL (mm) α (°C) Vidro 21 70 + 76 73 700 0,12 2,3.10 -5 Latão 21 54 + 70 62 640 0,80 2,0.10 -5 Através dos dados obtidos, e devidamente analisados, foram colocados nas fórmulas citadas anteriormente para avaliar a veracidade da tabela(1) encontrada: ( ) ( ) Área de Inovação e Tecnologia – Experimentação 6 ( ) Com as medidas obtidas foram feitos os cálculos para a verificação da dilatação linear de cada material. ( )( ) Para o vidro; o resultado obtido experimentalmente foi 0,12 mm sendo o ideal 0,40 para a tal situação, concluísse inesperado o resultado. Já os procedimentos para o latão foram executados de maneira correta pois o resultado obtido experimentalmente foi 0,80 mm sendo o ideal 0,79 para a tal situação. Foi medida a dilação linear porque esta corresponde ao aumento do comprimento dos corpos ao serem aquecidos, quando na dilatação superficial ou volumétrica encontramos o aumento das áreas e volume dos corpos ao serem aquecidos. Através do experimento realizado, foi possível notar que substâncias diferentes dilatam-se com diferentes taxas, ou seja, possuem diferentes coeficientes de dilatação linear, e que sendo muito necessária alta precisão com a temperatura, para que houvesse a dilatação ideal. 5. Conclusão Concluímos que todos os passos devem ser executados com cuidado, devido à alta concentração necessária para anotar os valores obtidos, pois qualquer distração pode ser um fator determinante, alterando o resultado final. Notamos que o procedimento experimental executado com o latão foi realizado de maneira correta, pois obtivemos uma alta precisão no valor do coeficiente de dilatação linear deste material. Uma das justificativas para a diferença do coeficiente linear obtido na experimentação, para o encontrado nas pesquisas, pode ser devido à má colocação do tubo no dilatômetro. Através de um diálogo com integrantes de outros grupos, que por sua vez, notaram que muitas vezes o vidro, no momento da dilatação, acabava escapando do relógio comparador, ou seja, não dando o valor exato da dilatação que estava ocorrendo, sendo assim o fator determinante para essa diferença no coeficiente de dilatação. Área de Inovação e Tecnologia – Experimentação 7 6. Anexos Figura 1 Figura 2 Figura 3 Figura 4 Figura 5 Figura 6 Figura 7 Figura 8 Figura 9 6. Referências Bibliográficas 1. BONJORNO, Regina Azenha; BONJORNO, José Roberto; BONJORNO, Valter; RAMOS, Clinton Marcico; Física Completa. 2ª Edição, Editora FTD S.A, São Paulo, 2001. 2. http://www.sofisica.com.br/conteudos/Termologia/Dilatacao/linear.php Acesso em 21/10/2017.