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Metabolismo da Bilirrubina e Aplicação Clínica 
 
O metabolismo da bilirrubina envolve: 
- Formação :Hemácias são destruídas após 120 dias de vida por macrófagos do baço, gerando 
o heme que é convertido em biliverdina por heme-oxigenase e, depois, em bilirrubina livre por 
biliverdina redutase. 
-Transporte: A bilirrubina livre, altamente apolar e lipossolúvel, é ligada à albumina para circular 
no plasma, impedindo sua deposição em tecidos e passagem pela barreira hematoencefálica 
(evita neurotoxicidade em adultos). 
- Captação Hepática: O hepatócito capta a bilirrubina via transportadores específicos. Drogas 
ou alterações genéticas podem prejudicar essa etapa, levando à hiperbilirrubinemia indireta 
(exemplo: Síndrome de Gilbert). 
- Conjugação: A bilirrubina sofre conjugação (principalmente com ácido glicurônico por 
UDP-glucuronil transferase), tornando-se hidrossolúvel. Deficiências enzimáticas (Crigler-Najjar, 
Gilbert) reduzem conjugação e causam icterícias. 
- Excreção- Bilirrubina conjugada é secretada ativamente nos canalículos biliares e eliminada 
na bile. Obstrução deste fluxo gera icterícia colestática, prurido, colúria e acolia fecal. 
 
Aplicação clínica: 
- Hiperbilirrubinemia indireta: Síndromes hemolíticas, Gilbert, Crigler-Najjar. Sinais: icterícia sem 
colúria, risco de kernicterus em recém-nascidos. 
- Hiperbilirrubinemia direta: Hepatites, colestases. Sinais: icterícia, colúria, acolia fecal, prurido. 
Valor diagnóstico: diferenciação etiológica da icterícia, conduta terapêutica direcionada. 
- Testes laboratoriais: bilirrubina total, direta, indireta; enzimas hepáticas; úteis para rastreio, 
diagnóstico e acompanhamento terapêutico 
 
 Metabolismo dos Lipídeos e Aplicação Clínica 
 
O metabolismo lipídico envolve: 
- **Digestão e Absorção:** Triglicerídeos são emulsificados por bile, hidrolisados pela lipase 
pancreática, e absorvidos como ácidos graxos nos enterócitos. 
- **Empacotamento e Transporte:** Ácidos graxos de cadeia longa são re-esterificados e 
empacotados em quilomícrons, que entram na circulação linfática. Quilomícrons entregam 
triglicerídeos aos tecidos, hidrolisados pela lipase lipoproteica. 
- **Síntese e Catabolismo:** O fígado sintetiza VLDL e LDL, responsáveis pela distribuição de 
triglicerídeos e colesterol. HDL remove colesterol dos tecidos. 
 
**Aplicação clínica:** 
- Dislipidemias primárias (genéticas): Defeitos em receptores de LDL, apoB, lipase lipoproteica. 
Exemplo: Hipercolesterolemia familiar, apresentando xantomas, arco corneal e risco 
cardiovascular elevado.[13] 
- Dislipidemias secundárias: Diabetes, síndrome metabólica, hipotireoidismo, doença renal 
crônica. Consequências: aterosclerose, infarto agudo do miocárdio, AVC, pancreatite 
aguda.[12][13] 
- Tratamento: Dieta hipolipídica, estatinas (inibem HMG-CoA redutase), fibratos (ativam 
PPAR-alfa), ezetimiba (bloqueio da absorção intestinal de colesterol). 
- Monitoramento: Perfil lipídico (LDL, HDL, triglicerídeos, colesterol total), terapêutica baseada 
em risco individual.[13] 
 
*** 
 
### Mecanismos e Metabolismo do Transporte de Lipídeos + Aplicação Clínica 
 
- **Lipoproteínas:** Quilomícrons, VLDL, IDL, LDL e HDL diferem em origem, composição e 
destino. Quilomícrons transportam da dieta; VLDL do fígado; LDL distribui colesterol; HDL 
realiza transporte reverso.[14][12][13] 
- **Transporte e Catabolismo:** Enzimas (lipase lipoprotéica, hepática, ACAT) e proteínas 
(apoA, apoB, apoC, apoE) regulam trânsito dos lipídeos.[11][13] 
 
**Aplicação clínica:** 
- Hipertrigliceridemia grave: Deficiências de lipase lipoproteica ou apoC-II; manifestações: 
pancreatite aguda, hepatomegalia, plasma lácteo.[13] 
- Síndrome metabólica e resistência insulínica: Aumento de VLDL, redução de HDL, elevação 
de triglicerídeos, maior risco cardiovascular. 
- Dislipidemia mista: Comum em diabetes tipo 2, exacerba aterosclerose sistêmica. 
- Monitoramento do perfil lipoproteico orienta prevenção secundária e primária de eventos 
cardiovasculares graves.[14][13]

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