Logo Passei Direto
Buscar

Avaliação Neurológica Prática

Ferramentas de estudo

Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

details

Libere esse material sem enrolação!

Craque NetoCraque Neto

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

Roteiro de Aula Prática 
Código e nome da disciplina 
 
 
 
 
Título da Prática: 
 
 
 
 
Objetivos da aula: 
 
1) Realizar exame físico Neurológico através dos métodos propedêuticos da avaliação 
 
Material necessário para a aula: 
 
- Laboratório de Semiologia e Semiotécnica com pia, sabão líquido, papel toalha, martelo de 
reflexo neurológico, lanterna clínica, estesiômetro ou monofilamento, tubo de ensaio com 
aromas, tubos de ensaio com água quente e água gelada, otoscópio, algodão, agulhas, 
dentre outros. 
- Papel de ofício e caneta. 
 
Procedimentos: 
 
Avaliação Neurológica 
 
- Avaliar o paciente deitado, sentado e em pé. 
 
- Escala de coma de Glasgow é um método utilizado para definir o estado neurológico de 
pacientes que possuem lesões cerebral aguda. A referida escala analisa o nível de 
consciência. A escala considera a abertura ocular, resposta verbal e melhor resposta motora 
como fatores principais para determinar uma pontuação (varia com o nível de 
consciência). Após a análise desses fatores, avalia-se a reatividade pupilar, e sua pontuação é 
subtraída da pontuação anterior, gerando um resultado final mais preciso. O examinador 
avaliará cada aspecto da escala de coma de Glasgow, pontuando de acordo com a sua 
avaliação. Ao término somará os resultados referentes à abertura ocular, resposta verbal e 
melhor resposta motora. Deste resultado, se subtrai o valor da avaliação de reatividade 
pupilar. O resultado final receberá um score entre 1 e 15, quanto menor o score maior a 
gravidade clínica do paciente, pior seu estado neurológico. 
 
Como avaliar cada aspecto da escala: 
 
- Abertura ocular: 
Espontânea: abre os olhos espontaneamente, em a necessidade de estímulo externo, recebe 
4 pontos. 
Ao som: abre os olhos quando há um estímulo verbal, recebe 3 pontos. 
À pressão: abre os olhos após pressão na extremidade dos dedos, recebe 2 pontos. 
Ausente: não abre os olhos, recebe 1 ponto. 
Não testável: Olhos fechados devido ao fator local impossibilitar a abertura ocular. 
ARA1184 Sistematização do Cuidar em Enfermagem 
Roteiro 10: Aula 15: Avaliação Neurológica 
 
 
 
- Resposta Verbal: 
Orientada: responde adequadamente questões como o nome, local e data, recebe 5 pontos. 
Confusa: consegue estabelecer em frases; porém, não responde corretamente as perguntas 
sobre nome, local, por exemplo; recebe 4 pontos. 
Palavras: interage através de palavras isoladas; recebe 3 pontos. 
Sons: produz apenas gemidos; recebe 2 pontos. 
Ausente: não produz som; recebe 1 ponto. 
Não testável: não emite sons devido a algum fator que impossibilita a comunicação. 
 
- Melhor resposta motora: 
À ordem: cumpre ordens de atividade motora; recebe 6 pontos. 
Localizadora: eleva a mão acima do nível da clavícula para de interromper o estímulo álgico 
na região do trapézio; recebe 5 pontos. 
Flexão normal: a mão não alcança a fonte do estímulo, mas há uma flexão rápida do braço; 
recebe 4 pontos. 
Flexão anormal: a mão não alcança a fonte do estímulo, mas há uma flexão lenta do braço; 
recebe 3 pontos. 
Extensão: há uma extensão do braço ao nível do cotovelo; recebe 2 pontos. 
Ausente: não há resposta motora dos membros superiores e inferiores; recebe 1 ponto. 
Não testável: não movimenta membros superiores e/ou inferiores devido a algum fator que 
impossibilita a movimentação. 
 
- Reatividade Pupilar: 
Ambas as pupilas não reagem ao estímulo de luz; subtrai-se 2 pontos. 
Uma pupila não reage ao estímulo de luz; subtrai-se 1 ponto. 
Ambas as pupilas reagem ao estímulo de luz; não subtrai-se pontuação. 
 
 
PACIENTE DEITADO 
 
Motricidade: 
- mãos e dedos: solicitar que realize ações de flexão, extensão adução, abdução e aperto; 
- movimentação de membros superiores e inferiores: erguer os braços estendidos e, 
posteriormente as pernas; 
- pés e dedos: realizar movimentos de extensão e flexão 
 
Tono muscular: 
Inspeção: verificar a existência de achatamento da massa muscular, identificar capacidade 
de resposta à estímulo de esforço (força). 
Palpação: Averiguar a consistência da massa muscular 
 
Trofismo muscular: 
- avaliar a capacidade de contração de um músculo durante o repouso; 
 
Sensibilidade 
- Tátil: avaliar a capacidade que a pele tem em reconhecer objetos e suas características 
através do toque; 
- Dolorosa: capacidade de percepção de estímulos álgicos 
- térmica: capacidade de percepção de alteração da temperatura, bem como sua capacidade 
de se adaptar à ela. 
 
Prova calcanhar-joelho: 
 
- posicionar o paciente em decúbito dorsal, membros inferiores estendido; 
- tocar o joelho com a ponta do calcanhar o lado oposto; 
- realizar a prova, ora com olhos abertos, ora olhos fechados; 
 
 
Reflexos: 
- realizar os reflexos cutâneo-abdominais: posicionar o paciente em decúbito dorsal, 
membros superiores e inferiores estendidos. Com um objeto realizar toque ou leve arranhão 
na parede abdominal anterior, o estímulo poderá acontecer tanto acima como abaixo da 
cicatriz umbilical, podendo ser utilizados: algodão, fiapo de gaze, pincel do martelinho. A 
resposta esperada é a contração dos músculos abdominais, com desvio da cicatriz umbilical 
para o lado do estímulo; 
- realizar os reflexos cutâneo-plantares: posicionar o paciente em decúbito dorsal, membros 
superiores e inferiores estendidos. Com um objeto (tampa da agulha, abaixador de língua, 
ou a base do martelinho de reflexo, por exemplo), realizar um estímulo que percorra do 
calcâneo até toda superfície lateral plantar. Realize o estímulo bilateralmente. Compare os 
resultados. Para maiores de 2 anos, a resposta habitual é flexão dos dedos. A resposta em 
que os dedos se apresentam na forma de leque, sugere o sinal de Babinski. 
 
Sinais Meningorradiculares: 
- realizar avaliação de nuca, com movimentação da cabeça e pescoço para avaliar se ocorre 
rigidez de nuca; 
- realizar a prova de Brudzinski: posicionar o paciente em decúbito dorsal, membros 
superiores e inferiores estendidos. O examinador apoiará uma mão na região occipital do 
paciente e realizará a movimentação da cabeça para que o queixo encontre o tórax. Se 
ocorrer dor ou movimento involuntário dos membros inferiores, pode-se ter uma irritação 
das meníngeas. 
- realizar a prova de Kerning: posicionar o paciente em decúbito dorsal, o examina segura a 
coxa do paciente, fletindo-a sobre o quadril e, em seguida esticando-a para cima, a outra 
perna se mantem esticada. Se durante o movimento de esticar a perna para cima houver 
uma flexão involuntária da cabeça ou dor, pode-se ter uma irritação das meníngeas. 
- realizar a prova de Lasègue: posicionar o paciente em decúbito dorsal, braços e pernas 
esticados, o examinador realiza a flexão da coxa sobre o quadril, se houver dor na região 
posterior da perna, têm-se o sinal positivo, característicos de processo inflamatório das 
meníngeas. 
 
PACIENTE SENTADO 
 
Pares de Nervos Cranianos 
- Par I: avaliar olfato 
- Par II: avaliar acuidade visual e campos visuais 
- Pares II e III: avaliação pupilar 
- Pares III, IV, VI: avaliar movimentos oculares 
- Par V: avaliar sensibilidade da face, córnea e mastigação 
- Par VII: Avaliar motricidade facial 
- Par VIII: avaliar capacidade auditiva 
- Pares IX e X: avaliar capacidade de deglutição 
- Par XI: avaliar capacidade de flexão, rotação da cabeça e elevação dos ombros 
- Par XII: avaliar capacidade de motricidade da língua 
 
Reflexos: 
- utilizar martelinho para avaliar os reflexos: bicipital, tricipital, supinador, pronador, flexor 
dos dedos, patelar, aquileuProva dedo-nariz: 
- avaliar estado de coordenação e movimentos dos membros superiores. Com os olhos 
fechados o indivíduo deverá, em movimentos rápidos, tocar o nariz com seu dedo indicador. 
 
PACIENTE EM PÉ 
 
Marcha: 
- avaliar coordenação e equilíbrio de marcha com olhos abertos e fechados; 
 - avaliar tipos de marcha: Marcha Atáxica; Marcha Escavante; Marcha Parkinsoniana; 
Marcha Anserina; Marcha em Tesoura; 
 
Equilíbrio: 
- avaliar equilíbrio, em posição ortostática) com os olhos abertos e posteriormente com 
olhos fechados (prova do Romberg), se houver desequilíbrio, pode-se ter ataxia de natureza 
sensorial; ou seja, perda da propriocepção. 
 
 
Observações: 
 
Considerar as medidas de biossegurança ao interagir durante a avaliação clínica: 
- Higienizar as mãos antes e após entrar em contato com o paciente; 
- Limpar os instrumentos com álcool a 70% antes e após utilização;

Mais conteúdos dessa disciplina