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TCC - Supervisão 2021 - Gestão Educacional, pedagogia
Gestão de Projetos (Faculdade de Venda Nova do Imigrante)
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CENTRO UNIVERSITÁRIO FAVENI
PÓS GRADUAÇÃO EM GESTÃO ESCOLAR: ADMINISTRAÇÃO, SUPERVISÃO, ORIENTAÇÃO E INSPEÇÃO
ARIÁDINE OLIVA BORRASCA PRANDO
O SUPERVISOR EDUCACIONAL E SUA RELAÇÃO COM A GESTÃO CURRICULAR NA DIRETORIA ESTADUAL DE EDUCAÇÃO DE MARÍLIA / SP
POMPEIA / SP 2021
Declaro que sou autora deste Trabalho de Conclusão de Curso. Declaro também que o mesmo foi por mim elaborado e integralmente redigido, não tendo sido copiado ou extraído, seja parcial ou integralmente, de forma ilícita de nenhuma fonte além daquelas públicas consultadas e corretamente referenciadas ao longo do trabalho ou daqueles cujos dados resultaram de investigações empíricas por mim realizadas para fins de produção deste trabalho.
Assim, declaro, demonstrando minha plena consciência dos seus efeitos civis, penais e administrativos, e assumindo total responsabilidade caso se configure o crime de violação aos direitos autorais.
RESUMO- Este artigo tem como objetivo discutir a ação supervisora e sua relação intrínseca com a gestão curricular na educação básica, apresenta reflexões arrimadas em subsídios teóricos acerca da identidade profissional do supervisor escolar, seus encargos legais e sua relação com a gestão curricular. Por meio de pesquisa bibliográfica e documental, dentre estes, o exame das atribuições e dos requisitos para o provimento do cargo de supervisor de ensino no âmbito da SE- Secretaria de Estado da Educação de São Paulo e da DE-Diretoria de Ensino da região de Marília/SP. As reflexões desenvolvidas tomaram como ponto de partida a legislação federal vigente, principais condutores da Educação Nacional, tendo em vista a preconização da democratização dos processos gerenciais educacionais, principalmente por meio da construção da proposta pedagógica escolar. Assim, tais elementos estão focalizados e constituem-se elementos de pesquisa, reflexão e análise, estão direcionado ao viés democrático escolar e seus contextos, caminhos e descaminhos. O ensaio possibilitou concluir que se faz necessário questionar as funções do Supervisor de Ensino e sua relação direta com a práxis na rede estadual de Educação de São Paulo, sua capacidade e disposição profissional em promover práticas curriculares voltadas à democratização, e por fim, problematizar as ações de gestão curricular voltada à democratização do ensino.
PALAVRAS-CHAVE: Supervisor. Gestão. Currículo. Democratização
INTRODUÇÃO
O processo educacional é constituído por múltiplos fatores, ações e sujeitos que protagonizam a realidade escolar, dentre todos os agentes envolvidos o supervisor educacional é um profissional em construção, presente nas reminiscências de várias gerações como uma figura notória, revestido de autoridade e de função fiscalizadora. Atualmente necessita de identidade profissional própria, com um rol de atribuições diretas e claras que possa ir além do estigma a ele atribuído. Dentre os fatores educacionais, implícitos e explícitos, a gestão curricular ocupa lugar central no gerir educacional, diretamente ligada aos seus precursores legais, a Constituição Federal e a Leis de Diretrizes e Bases da Educação, deve atender ao paradigma da gestão democrática, na qual o processo de construção da proposta pedagógica escolar é uma obrigação legal. Portanto, a gestão do currículo na escola é a organização das ações de todos os profissionais da educação, especialmente do supervisor de ensino, envolve a gestão do tempo, dos espaços e recursos humanos da escola para favorecer o processo ensino-aprendizagem.
O supervisor educacional e a gestão curricular estão relacionados intrinsicamente, são promotores da prática democrática escolar. Esta relação/ação é força motriz à pesquisa e reflexão, aqui apresentada, perfazendo um esboço teórico, com clareza e objetividade, para analisar em que medida o Supervisor Educacional promove e democratiza o processo de gestão curricular.
Nos termos das leis e de documentos oficiais a propositura é fato, porém ao se deflagar com tal realidade surgem questões a serem analisadas, o supervisor estaria preparado para tal responsabilidade? Teria autonomia intelectual e emancipação política para tal prática? O sistema de ensino está organizado para atingir tais objetivos?
Sem dúvida, a contextualização é imprescindível para melhor análise e compreensão da problemática apresentada, devido à delimitação e foco na pesquisa aqui desenvolvida está direcionada ao supervisor de ensino da rede estadual de educação de São Paulo, especificamente aos profissionais que compõe o quadro de supervisores da diretoria regional de ensino da região de Marília/SP.
DESENVOLVIMENTO
Dentre os marcos históricos da educação brasileira, destaca-se a publicação da Constituição Federal em 1988, cujo preambulo tem o seguinte enunciado.
"Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembleia Nacional Constituinte, para instituir um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem- estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias, promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte Constituição da República Federativa do Brasil". (BRASIL,1988, p.10)
Fundamentalmente o artigo 1º da carta constitucional eleva a nação brasileira
como “Estado Democrático de Direito”.
Cronologicamente, ocorreu a implementação da LDB - Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional 9.394/96 (BRASIL,2020) ressaltando princípios da gestão democrática.
Art. 3º. O ensino será ministrado com base nos seguintes princípios:
VIII – gestão democrática do ensino público, na forma desta Lei e da legislação dos sistemas de ensino;
[...] Art. 12. Os estabelecimentos de ensino, respeitadas as normas comuns e as do seu sistema de ensino, terão a incumbência de:
I – Elaborar e executar sua proposta pedagógica;
[...] Art. 14. Os sistemas de ensino definirão as normas da gestão democrática do ensino público na educação básica, de acordo com as suas peculiaridades e conforme os seguintes princípios: I – participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola; II – participação das comunidades escolar e local em conselhos escolares ou equivalentes. (BRASIL, 2020, p.9-16)
Desta forma, evidenciou-se o viés democrático às escolas, induzindo à gestão cooperativa entre os agentes educacionais, objetivando a produção da proposta curricular e pedagógica da unidade escolar ou da rede de ensino. Segundo orientações da rede de educação do estado de São Paulo:
A proposta Curricular é o documento de orientações para a gestão do currículo na escola, esse documento tem como foco mais importante a garantia de que o Projeto Pedagógico, que organiza o trabalho nas condições singulares de cada escola, seja um recurso efetivo e dinâmico para assegurar a todos os alunos a aprendizagem dos componentes básicos e diferenciados do currículo.(SÃO PAULO, 2021, p.1)
Aos profissionais, gestores e docentes, coube uma obrigação legal, sem bússola ou leme, sem respaldo, preparação, reflexão, pesquisa ou apoio. Enfim somente a responsabilidade em promover a gestão democrática, conforme observado por Roldão.
As decisões e a gestão central obviamente permanecerão sempre, mesmo em sistemas que tenderão a descentralizar-se cada vez mais. As decisões desse tipo operam nos aspetos globais e a nível nacional. Mas uma larga maioria das decisões virão a entrar cada vez mais no campo específico da gestão curricular de cada escola e dos seus docentes. Essa é a diferença que dá maior visibilidade ao processo – e ao conceito – de gestão curricular e maior responsabilidade aos gestores locais do currículo – as escolase os professores concretos, trabalhando profissionalmente para uma determinada comunidade com os seus alunos específicos. (ROLDÃO, 2018, p.9)
Desta forma, os textos legislativos trouxeram à baila a descentralização, a gestão democrática, que por sua vez está vinculada a produção da proposta curricular e o projeto pedagógico, dentre outras ações pedagógicas nos sistemas de ensino e consequentemente nas unidades escolares.
Neste interim, localiza-se o protagonista desta reflexão, o Supervisor Educacional, elemento crucial que traz em seu itinerário atribuições específicas entre estas a gestão curricular. A ideia de Supervisão no Brasil passou a se firmar em aspectos político-administrativos de inspeção, direção, fiscalização, coordenação e orientação de ensino, para Saviani:
[...] a organização dos serviços educacionais na forma de um sistema nacional supunha dois requisitos que impulsionavam a ideia de supervisão na direção indicada: a) a organização administrativa e pedagógica do sistema como um todo, o que implicava a criação de órgãos centrais e intermediários de formulação de diretrizes e normas pedagógicas, bem como de inspeção, controle e coordenação, isto é, supervisão das atividades educativas; b) a organização das escolas nas DIMENSÕES DA AÇÃO SUPERVISORA forma de grupos escolares, superando, por esse meio, a fase das cadeiras e classes isoladas, o que implicava a dosagem e graduação dos conteúdos distribuídos por séries anuais e trabalhados por um corpo relativamente amplo de professores que se encarregavam de grande número de alunos, emergindo, assim a questão da coordenação dessas atividades, isto é, de um serviço de supervisão pedagógica no âmbito das unidades escolares. (SAVIANI, 2008, p. 24).
Neste sentido, fica claro que o supervisor surgiu para atender a uma conduta fiscalizadora e burocrática que ocorreu por muito tempo deixando uma marca que reflete até aos dias atuais, porém apesar de tal paradigma a atuação deste profissional “especialista “ está em reconstrução, contando com delimitações específicas em cada sistema de ensino, com o provimento por concurso público e com atribuições do cargo.
Dentre os múltiplos aspectos que balizam a ação supervisora em sua trajetória histórica e contemporânea, focalizar os atuais é emergente. Desta forma, por meio dos documentos oficiais da rede estadual de educação de São Paulo, com as quais identifica-se o perfil de atribuições deste profissional e sua relação intrínseca com a gestão curricular a serviço da democratização. Verifica-se no decreto nº 57.141, de 18
de julho de 2011, que reorganizou a secretaria da educação do estado de São Paulo, especialmente no artigo 72 sendo as que apresentam relação direta com a gestão curricular.
Artigo 72 – As Equipes de Supervisão de Ensino têm, por meio dos Supervisores de Ensino que as integram, as seguintes atribuições:
[...] A implementação do currículo adotado pela Secretaria, acompanhando e avaliando sua execução, bem como, quando necessário, redirecionando rumos;
Acompanhar e avaliar o desempenho da equipe escolar, buscando, numa ação conjunta, soluções e formas adequadas ao aprimoramento do trabalho pedagógico e administrativo da escola; (SÃO PAULO, 2011, p.56)
O supra citado documento ultrapassa a perspectiva histórica da ação supervisora, evidenciando que ela está imbricada por muitas responsabilidades técnicas, administrativas e pedagógicas. Entretanto, a ação em promover a construção e a gestão curricular, foi induzida de forma implícita em vários itens apresentados, deixando nas entrelinhas e ao sabor de interpretações aleatórias. documento, constitui fator preponderante, destacando ao Supervisor esta funcionalidade e ancorando-o com tal responsabilidade. Entretanto, este personagem se vê escalando um “Everest educacional”, muitas e diversificadas atribuições administrativas que deixa fragmentado e polarizado a função e o exercício em promover a gestão curricular.
Quadro 1 – Supervisores Educacionais da Diretoria de Ensino de Marília – São Paulo
	Identificação
	Formação e atuação
	1- Ana Carolina Garcia Alves
	Pedagogia; Especialização em Direito Educacional
	2- Andrea Belli Floriano
	Pedagogia; Letras; Mestre em Educação
	3- Anely Martins
	Arte e Geografia
	4- Aparecido de Oliveira
	Ciências Humanas; Filosofia; Sociologia
	5- Bárbara Cibelli S. Monteagudo
	Pedagogia, acompanha Ciclo 1
	6- Beatriz Muzi Bortoli Rodrigues
	Pedagogia; Educação Especial
	7- Gilberto Venturin
	Geografia
	8- Gisele Gelmi
	Ciência com habilitação em Matemática
	9- Letice Conceição de Moura
	História
	10- Luzia Amalia Fantin Salvi
	Biologia
	11- Maria José Gonçalves de Oliveira
	Pedagogia; Inglês
	12- Nelson Luiz Teixeira
	---------------- sem informação---------------
	13- Nilcéia C. Barbosa Rueda
	Letras; Vida Escolar
	14- Rosa Virgínia Muff Machado
	Educação Especial, Artes e Braile
	15- Roseli Alves Meira
	Ciências Biológicas, Química e Física
	16- Sandra Telles Pelegrine
	Ciências Biológicas
	17- Sueli Milazotto Ricci
	Letras; Vida Escolar
Fonte:https://demarilia.educacao.sp.gov.br/componentes-das-supervisao-de-ensino- lista-de-supervisores/
Para corroborar com esse entendimento, o Concurso público para Supervisor de Ensino- Secretaria de Educação do Estado de São Paulo regido pelo Edital SE nº02/2018, não exigiu qualquer formação específica em supervisão educacional, no caso gestão educacional, verifica-se nos termos apresentados no anexo II, destacando-se os seguintes itens:
Dos Requisitos para o provimento do cargo
[...] b) Possuir Licenciatura plena em Pedagogia ou Pós-graduação na área de Educação, comprovada por pelo menos um dos títulos abaixo:
b.1. Diploma de Licenciatura Plena em Pedagogia;
b.2. Diploma de Curso de Pós-graduação, nível Mestrado ou Doutorado, na área de Educação;
b.3. Certificado de Curso de Pós-graduação, em nível de especialização, na área de Educação, com carga horária equivalente a exigida no Estado de São Paulo, de 1.000 horas, em escolas particulares ou não, nos termos do artigo
64 da Lei de Diretrizes e Bases, aprovados pelo Conselho Estadual de Educação, conforme a Deliberação CEE nº 53/2005, desde que reconhecido pelo MEC;
b.4. Certificado de Curso de Pós-graduação, em nível de especialização, na área de Educação, realizado anteriormente à Deliberação CEE 53/2005, com as cargas horárias definidas de acordo com as legislações vigentes no Estado de São Paulo, na ocasião da realização do curso. (SÃO PAULO, 2018, p.25)
Neste contexto, um panorama geral e pragmático do supervisor educacional e sua relação com a gestão curricular está delineado, permitindo os apontamentos ora apresentados. Desta forma, é emergente um olhar criterioso e a tomada de decisão em prol de uma ação supervisora voltada à gestão curricular.
CONCLUSÃO
Arrimada nas reflexões apresentadas e que regem este artigo, conclui-se que se faz necessário uma nova concepção da ação supervisora perante a gestão curricular, na qual a protagonista passe a vivenciar essas transformações de forma a beneficiar suas ações e consequentemente implementar formas democráticas no processo educacional.
Sem dúvida, a ação supervisora é proposital, planejada, busca alcançar metas e resultados, não parte de atitudes isoladas, espontâneas ou fortuitas, todavia é resultado de um processo complexo, imbricado por questões maiores, que por sua
vez fazem parte de um sistema educacional organizado e arraigado em leis, todavia é imprescindível a reflexão e análise desta questão emergente, para que sejam promovidas ações para sua superação.
Cabe destacar, que o engajamento, o conhecimento e a prática profissional devem ser objetivos a serem alcançados e aprimorados pois revelam ao espírito supervisor a capacidade de desenvolver-se e o compromisso de contribuir para a qualidade educacional, principalmente por meio do gerir e direcionar o currículo, promovendo a construção da proposta pedagógica escolar, propriamente dita.
As competências e atribuições do cargo são diretrizes imprescindíveis ao itinerário do profissionalcomprometido com o desenvolvimento humano e com a promoção de uma sociedade íntegra.
A prática, a contextualização, a identificação, o reconhecimento, a reflexão, a investigação, a sistematização, os investimentos específicos e as políticas públicas constituem-se em pré-requisitos para este fim. Salientando o que foi preconizado por Paschoal Quaglio.
Há necessidade de administradores e supervisores com visão ampla e profunda sobre os problemas educacionais brasileiros, que implica necessariamente vivencia, tanto em nível de docência, como em nível de administração e supervisão. São necessários profissionais comprometidos com a causa educacional brasileira, que, além de possuírem sólidos conhecimentos sobre administração e supervisão, estejam abertos para as descobertas, isto é, longe de se apresentarem prontos e acabados, tenham uma atitude de busca permanente. (PASCHOAL, 2008 p.46)
Desta forma, torna-se enfática a necessidade de orientações e estratégias pertinentes à ação dos supervisores para que alcancem o comando da gestão curricular, consequentemente instrumentalizando o supervisor com “bússola e leme” para alcançar seu porto seguro.
Anexo I - Decreto nº 57.141, de 18 de julho de 2011
[...] ATRIBUIÇÕES DA SUPERVISÃO DE ENSINO
Artigo 72 – As Equipes de Supervisão de Ensino têm, por meio dos Supervisores de Ensino que as integram, as seguintes atribuições:
I – exercer, por meio de visita, a supervisão e fiscalização das escolas incluídas no setor de trabalho que for atribuído a cada um, prestando a necessária orientação técnica e providenciando correção de falhas administrativas e pedagógicas, sob pena de responsabilidade, conforme previsto no inciso I do artigo 9º da Lei Complementar nº 744, de 28 de dezembro de 1993;
II – assessorar, acompanhar, orientar, avaliar e controlar os processos educacionais implementados nas diferentes instâncias do Sistema;
III – assessorar e/ou participar, quando necessário, de comissões de apuração preliminar e/ou de sindicâncias, a fim de apurar possíveis ilícitos administrativos;
IV – nas respectivas instâncias regionais:
a) participar:
1. do processo coletivo de construção do plano de trabalho da Diretoria de Ensino;
2. da elaboração e do desenvolvimento de programas de educação continuada propostos pela Secretaria para aprimoramento da gestão escolar;
b) realizar estudos e pesquisas, dar pareceres e propor ações voltadas para o desenvolvimento do sistema de ensino;
c) acompanhar a utilização dos recursos financeiros e materiais para atender às necessidades pedagógicas e aos princípios éticos que norteiam o gerenciamento de verbas públicas;
d) atuar articuladamente com o Núcleo Pedagógico:
na elaboração de seu plano de trabalho, na orientação e no acompanhamento do desenvolvimento de ações voltadas à melhoria da atuação docente e do desempenho dos alunos, à vista das reais necessidades e possibilidades das escolas;
2. no diagnóstico das necessidades de formação continuada, propondo e priorizando ações para melhoria da prática docente e do desempenho escolar dos alunos;
e) apoiar a área de recursos humanos nos aspectos pedagógicos do processo de atribuição de classes e aulas;
f) elaborar relatórios periódicos de suas atividades relacionadas ao funcionamento das escolas nos aspectos pedagógicos, de gestão e de infraestrutura, propondo medidas de ajuste necessárias;
g) assistir o Dirigente Regional de Ensino no desempenho de suas funções;
V – junto às escolas da rede pública estadual da área de circunscrição da Diretoria de Ensino a que pertence cada Equipe:
a) apresentar à equipe escolar as principais metas e projetos da Secretaria, com vista à sua implementação;
b) auxiliar a equipe escolar na formulação:
1. da proposta pedagógica, acompanhando sua execução e, quando necessário, sugerindo reformulações;
2. de metas voltadas à melhoria do ensino e da aprendizagem dos alunos, articulando-as à proposta pedagógica, acompanhando sua implementação e, quando necessário, sugerindo reformulações;
c) orientar:
1. a implementação do currículo adotado pela Secretaria, acompanhando e avaliando sua execução, bem como, quando necessário, redirecionando rumos;
2. a equipe gestora da escola na organização dos colegiados e das instituições auxiliares das escolas, visando ao envolvimento efetivo da comunidade e ao funcionamento regular, conforme normas legais e éticas;
d) acompanhar e avaliar o desempenho da equipe escolar, buscando, numa ação conjunta, soluções e formas adequadas ao aprimoramento do trabalho pedagógico e administrativo da escola;
e) participar da análise dos resultados do processo de avaliação institucional que permita verificar a qualidade do ensino oferecido pelas escolas, auxiliando na proposição e adoção de medidas para superação de fragilidades detectadas;
f) em articulação com o Núcleo Pedagógico, diagnosticar as necessidades de formação continuada, propondo e priorizando ações para a melhoria do desempenho escolar dos alunos, a partir de indicadores, inclusive dos resultados de avaliações internas e externas;
g) acompanhar:
1. as ações desenvolvidas nas horas de trabalho pedagógico coletivo – HTPC, realizando estudos e pesquisas sobre temas e situações do cotidiano escolar, para implementação das propostas da Secretaria;
2. a atuação do Conselho de Classe e Série, analisando os temas tratados e o encaminhamento dado às situações e às decisões adotadas;
h) assessorar a equipe escolar:
1. na interpretação e no cumprimento dos textos legais;
2. na verificação de documentação escolar;
i) informar às autoridades superiores, por meio de termos de acompanhamento registrados junto às escolas e outros relatórios, as condições de funcionamento pedagógico, administrativo, físico, material, bem como as demandas das escolas, sugerindo medidas para superação das fragilidades, quando houver;
VI – junto às escolas da rede particular de ensino, às municipais e às municipalizadas da área de circunscrição da Diretoria de Ensino a que pertence cada Equipe:
a) apreciar e emitir pareceres sobre as condições necessárias para autorização e funcionamento dos estabelecimentos de ensino e cursos, com base na legislação vigente;
b) analisar e propor a homologação dos documentos necessários ao funcionamento dos estabelecimentos de ensino;
c) orientar:
1. escolas municipais ou municipalizadas onde o município não conta com sistema próprio de ensino, em aspectos legais, pedagógicos e de gestão;
2. os responsáveis pelos estabelecimentos de ensino quanto ao cumprimento das normas legais e das determinações emanadas das autoridades superiores, principalmente quanto aos documentos relativos à vida escolar dos alunos e aos atos por eles praticados;
d) representar aos órgãos competentes, quando constatados indícios de irregularidades, desde que esgotadas orientações e recursos saneadores ao seu alcance.
Anexo II- Edital SE nº 02/2018 - Concurso público para Supervisor de Ensino- Secretaria de Educação do Estado de São Paulo
Dos Requisitos para o provimento do cargo
1. De acordo com o Anexo a que se refere o artigo 8º da Lei Complementar nº 836, de 30-12-1997, alterado pelo art. 14 da Lei Complementar nº 1.256 de 6-1-2015, são requisitos mínimos de titulação e tempo de serviço para provimento do cargo de Supervisor de Ensino:
a) Ter no mínimo 8 anos de efetivo exercício de Magistério, desde que exercido em unidade devidamente autorizada e reconhecida pelo órgão do respectivo sistema, dos quais 3 anos em gestão educacional.
b) Possuir Licenciatura plena em Pedagogia ou Pós-graduação na área de Educação, comprovada por pelo menos um dos títulos abaixo:
b.1. Diploma de Licenciatura Plena em Pedagogia;
b.2. Diploma de Curso de Pós-graduação, nível Mestrado ou Doutorado, na área de Educação;
b.3. Certificado de Curso de Pós-graduação, em nível de especialização, na área de Educação, com carga horária equivalente a exigida no Estado de São Paulo, de 1.000 horas, em escolas particulares ou não, nos termos do artigo 64 da Lei de Diretrizes e Bases, aprovados pelo Conselho Estadual de Educação,conforme a Deliberação CEE nº 53/2005, desde que reconhecido pelo MEC;
b.4. Certificado de Curso de Pós-graduação, em nível de especialização, na área de Educação, realizado anteriormente à Deliberação CEE 53/2005, com as cargas horárias definidas de acordo com as legislações vigentes no Estado de São Paulo, na ocasião da realização do curso.
REFERÊNCIAS
BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil, 1988. Brasília: Senado Federal, Centro Gráfico, 1988.
BRASIL. Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Diário Oficial da União, Brasília, DF, v. 134, n. 248, 23 dez. 1996. Seção 1, p. 27834-27841.
QUAGLIO, Paschoal. Administração, supervisão, organização e funcionamento da educação brasileira. In: MACHADO, Lourdes Marcelino e Maia, Graziela Z. Abdian. Administração e supervisão escolar: questões para um novo milênio. M3T Tecnologia e Educação, Marília, 2008.
ROLDÃO, M.C. Gestão curricular para a autonomia das escolas e professores. Cadernos de Organização e Gestão Escolar, n.º 2. Lisboa: Instituto de Inovação Educacional, 2018.
SÃO PAULO. Governo do Estado de São Paulo. Decreto Nº 57.141, de 18 de julho	de	2011.	Disponível	em:
 acesso em 05 mai. 2021.
SÃO PAULO. Secretaria de Educação. Edital SE nº 02/2018. Disponível em:
, acesso em 14 abr. 2021.
SÃO PAULO. Secretaria de Educação. Proposta curricular do estado de São Paulo.	Disponível	em:
, acesso em 15 mai. 2021.
SÃO PAULO. Secretaria de Educação. Supervisão. São Paulo, SP. Disponível em: , Acesso em: 25 abr. 2021.
SAVIANI, Demerval. A Supervisão Educacional em perspectiva histórica: da função à profissão pela mediação da ideia. In: FERREIRA, Naura Syria Carapeto (Org.). Supervisão educacional para uma escola de qualidade. 7. ed. São Paulo: Cortez, 2008.
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