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Módulo I 
Introdução à Comunicação Não Violenta
(CNV)
Para Pensar
Sobre a comunicação:
Quando falamos em comunicação, do que estamos falando, afinal? 
É só falar ou também é ouvir, perceber e se conectar?
Sobre sua comunicação:
Você já parou para pensar em como a forma como você se comunica 
impacta suas relações?
Que tipo de relação você quer construir a partir da forma como se 
comunica?
Para Pensar
Comunicação no Cotidiano Profissional
No ambiente institucional, a comunicação acontece:
• na escrita de e-mails e comunicados;
• nos atendimentos presenciais ou telefônicos;
• nas reuniões pedagógicas e administrativas;
• na relação entre escola, CRE e órgãos centrais;
• na forma como escutamos, respondemos ou silenciamos.
Cada escolha linguística, cada tom de voz e cada postura corporal constroem ou fragilizam 
relações.
Comunicar não é apenas transmitir informações. É também expressar intenções, emoções, 
expectativas e necessidades, mesmo quando não temos consciência disso.
Para Pensar
• Já ouviu falar em Comunicação Não Violenta? O que vem à sua mente 
quando escuta esse termo?
• Você acha que a comunicação pode ser violenta, mesmo sem agressão 
física?
• Na sua experiência, o que torna uma comunicação violenta? 
• E o que a torna mais respeitosa?
• Você acredita que é possível dizer o que pensa e sente sem desrespeitar o 
outro? Como?
Para Pensar
O que é Comunicação Não Violenta
Mais do que uma técnica, a CNV é uma postura comunicacional que busca:
✓ fortalecer vínculos;
✓ reduzir conflitos;
✓ promover compreensão mútua;
✓ tornar a comunicação mais humana e responsável.
É importante destacar que CNV não significa concordar com tudo, nem evitar 
posicionamentos. Pelo contrário: trata-se de expressar-se com assertividade, sem 
agressividade, e de ouvir o outro com abertura, mesmo diante de divergências.
A Comunicação Não Violenta é uma abordagem desenvolvida por Marshall Rosenberg. Ele 
propõe uma forma de comunicação baseada na empatia, na assertividade e no respeito mútuo.
O que é Comunicação Não Violenta
“Quanto mais claros formos a respeito de que 
queremos obter, mais provável será que o 
consigamos.”(página 112)
“Quando escutamos os sentimentos e 
necessidades da outra pessoa, reconhecemos 
nossa humanidade.” (página 211)
“Ter empatia com o não de alguém nos protege 
de tomá-lo como pessoal.”(página 169)
Leitura de referência
Comunicação Não Violenta: Técnicas para Aprimorar Relacionamentos Pessoais e Profissionais
Marshall B. Rosenberg (2006).
Comunicação Violenta: como ela aparece no cotidiano
Alguns exemplos comuns:
• uso de julgamentos e rótulos;
• generalizações como “sempre” e “nunca”;
• cobranças sem contextualização;
• respostas curtas, ríspidas ou impessoais;
• silêncios prolongados ou ausência de retorno;
• gestos, expressões ou posturas corporais que demonstram impaciência ou desinteresse.
No dia a dia institucional, a comunicação violenta nem sempre se manifesta de forma explícita. 
Muitas vezes, ela aparece de maneira sutil, naturalizada e até considerada “normal”.
Essas formas de comunicação tendem a gerar defensividade, tensão e afastamento.
Comunicação Violenta: como ela aparece no cotidiano
Como isso aparece na prática?
• Um e-mail que começa com: “Você sempre…” ou “Nunca fazem…”
• Uma cobrança feita sem explicar o contexto ou a urgência
• Uma resposta seca, com poucas palavras, que soa ríspida
• Mensagens visualizadas e sem retorno por muito tempo
• Gestos, olhares ou posturas que demonstram impaciência ou desinteresse
Essas situações podem aparecer no trabalho, em casa ou em qualquer relação.
Ao viver uma situação assim, o que você sente?
E um sentimento que gostaria que alguém sentisse ao te ouvir?
Comunicação Violenta: como ela aparece no cotidiano
Como isso aparece na prática?
No trabalho...
Você recebe uma mensagem: “Isso era para ontem.”
Quando você lê isso, o que sente?
Já enviou uma mensagem assim quando estava sobrecarregado(a)?
Numa reunião...
Enquanto você fala, a outra pessoa:
• olha o celular, suspira e não faz contato visual.
Como você se sente nessa situação?
Já percebeu que faz isso quando está impaciente ou cansado(a)?
Comunicação Violenta: como ela aparece no cotidiano
No e-mail ou whatsapp...
Você envia uma dúvida importante.
A mensagem é visualizada… e não vem resposta.
Que histórias passam pela sua cabeça?
Você já deixou alguém sem resposta achando que “depois vê”?
• Situações de cobrança...
Alguém diz: “Você nunca entrega no prazo.”
Essa frase te aproxima da solução ou cria resistência?
Você já percebeu como “sempre” e “nunca” costumam fechar o 
diálogo?
Comunicação Violenta: como ela aparece no cotidiano
Consegue perceber?
Em casa...
Alguém responde: “Já falei isso.”
O que isso desperta em você?
Já respondeu assim quando estava irritado(a) ou sem paciência?
Muitas vezes, a Comunicação Violenta não aparece como grito ou agressão,
mas em palavras, silêncios e gestos cotidiano. E todos nós, em algum momento, já 
estivemos dos dois lados
Comunicação Escrita, Oral e Corporal
A comunicação não se limita às palavras. Ela se expressa de três formas integradas:
• Escrita: escolha de palavras, estrutura do texto, pontuação e tom;
• Oral: entonação, ritmo, pausas e volume da voz;
• Corporal: postura, gestos, expressões faciais e olhar.
Mesmo sem dizer uma única palavra, o corpo comunica. Reconhecer isso é fundamental 
para uma prática comunicacional mais consciente e alinhada ao contexto institucional.
Quem lê completa a mensagem com a própria emoção, história e estado emocional.
Comunicação Escrita
Quando a comunicação acontece por escrito.
• não existe tom de voz,
• não existe expressão facial,
• não existe chance imediata de ajuste
Alguns exemplos de Comunicação Escrita sem CNV:
• “Preciso disso hoje” (sem contexto ou prazo combinado)
• Uso excessivo de CAIXA ALTA ou “!!!”
• Mensagem curta que soa seca: “Ok.”
• E-mails longos, confusos ou sem objetivo do pedido
Comunicação Oral 
Quando a comunicação acontece na fala
Alguns exemplos de Comunicação Oral sem CNV:
• Falar rápido demais, sem pausas;
• Tom de voz elevado ou impaciente;
• Interromper o outro antes que conclua;
• Responder com ironia ou impaciência.
• o tom fala tanto quanto as palavras,
• a entonação pode acolher ou atacar,
• o ritmo pode abrir diálogo ou encerrar conversa.
Muitas vezes, a violência não está no o que foi dito, mas no como foi dito
Comunicação Corporal
Muitas pessoas “ouvem” primeiro o corpo, depois as palavras.
Quando o corpo também comunica
Alguns exemplos de Comunicação Corporal sem CNV:
• Cruzar os braços, enquanto o outro fala;
• Evitar contato visual;
• Suspirar, revirar os olhos;
• Olhar o celular durante uma conversa.
• fala mesmo quando estamos calados
• confirma ou contradiz nossas palavras
Neste primeiro módulo, o convite é para a observação: 
1. Observar como nos comunicamos;
2. Como reagimos;
3. Como interpretamos a comunicação do outro.
Nos próximos módulos, essas situações iniciais serão retomadas e transformadas em exemplos 
de boas práticas a partir dos princípios da Comunicação Não Violenta, aplicados à escrita 
profissional, à escuta, à mediação de conflitos e às relações institucionais.
Preparados para saber mais sobre CNV no módulo II? 
Resumindo
Você se reconheceu? Então vamos avançar

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