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Língua Portuguesa Instrumental – Material Organizado para Estudo (UNIRIO) Diferença entre Há e A (Tempo) Há Indica: • tempo decorrido (passado); • existência. Exemplo: • “Moro aqui há dez anos.” A Indica: • tempo futuro; • distância. Exemplo: • “O evento ocorrerá daqui a dois meses.” Terminações Verbais (-AM x -ÃO) -AM (átona) Indica passado (pretérito perfeito). Exemplo: • “Eles chegaram ontem.” -ÃO (tônica) Indica futuro. Exemplo: • “Eles chegarão amanhã.” Resumo de Estudo – Paráfrase e Produção Textual Este resumo acadêmico foi elaborado com base no material “Lendo, Compreendendo, Parafraseando e Produzindo”, integrante da disciplina de Língua Portuguesa Instrumental. 1. O conceito de entrevista como ferramenta de estudo Definição A entrevista é apresentada como uma técnica fundamental para desenvolver relações entre pessoas e transmitir informações de um sujeito a outro. Diálogo com o autor Ao ler, o estudante deve estabelecer um “diálogo” com o autor, elaborando perguntas cujas respostas estejam no próprio texto lido. Esse exercício é chamado de “ato de ouvir” o autor para, posteriormente, conseguir escrever sobre suas ideias. 2. A técnica da paráfrase O que é A paráfrase corresponde a uma “tradução” dentro da própria língua. O objetivo é expressar, de maneira mais clara e em um novo texto, o conteúdo de um texto original, sem: • acrescentar comentários pessoais; • omitir pontos essenciais. Paráfrase x Plágio Parafrasear não é plágio, desde que se faça referência explícita ao autor original. Ao citar a fonte, o escritor demonstra que está reescrevendo o pensamento de outro autor de forma honesta. Elementos essenciais na escrita Citação obrigatória Deve-se mencionar: • nome do autor; • ano da obra; • página citada. Exemplo: • “Alves (2001, p. 49).” Verbos de ação Devem ser utilizados verbos que indiquem o que o autor está fazendo, como: • afirmar; • analisar; • salientar; • ressaltar; • refletir; • comparar. Voz do autor No texto parafraseado, a “voz” deve ser sempre a do autor original. Expressões como: • “segundo o autor”; • “esse autor”; • “o autor afirma” ajudam a manter essa clareza. 3. Debates linguísticos e sociais presentes no texto Língua e preconceito Discute-se o preconceito linguístico no Brasil, em que a “minoria letrada” frequentemente rotula como “errada” qualquer forma de falar que se afaste do padrão de prestígio. Língua na internet O linguista Marcos Bagno defende que: • a escrita na internet; • o uso de abreviaturas não representam um perigo para a língua. Segundo o autor, trata-se de uma nova forma de produção textual intensa entre os jovens. Educação e sociedade Magda Soares destaca que o ensino da língua materna deve visar ao domínio do dialeto de prestígio pelas camadas populares, não apenas para adaptação social, mas como instrumento de luta política e combate às desigualdades. Leitura como fruição Rubem Alves compara os livros à comida, sugerindo que a leitura exige uma “educação da sensibilidade” para distinguir aquilo que agrada daquilo que faz mal à alma. 4. Orientações práticas para o estudante Uso do dicionário É indispensável para identificar: • palavras-chave; • termos desconhecidos. Pontuação nas citações Não se deve usar vírgula entre: • o nome do autor; • o verbo de elocução. Correto: • “Alves afirma...” Incorreto: • “Alves, afirma...” Vocabulário preciso Evite termos genéricos como: • “o autor coloca”. Use “analisar” apenas quando o autor estiver realmente decompondo um assunto em partes. Aula 19 – Lendo, Compreendendo e Produzindo 1. A leitura como base da escrita A leitura é apresentada não apenas como decodificação, mas como um processo essencial que fornece repertório para a produção textual. Para compreender adequadamente um texto técnico ou acadêmico, é necessário aplicar diferentes níveis de leitura. 2. Tipos de leitura (Segundo Faulstich) Leitura informativa Tem como objetivo buscar respostas específicas no texto. Utiliza: • leitura seletiva; • tópico frasal; • palavra-chave. A palavra-chave é o ponto central em torno do qual o autor desenvolve a ideia principal do parágrafo. Leitura crítica Exige: • visão abrangente; • contextualização; • pré-leitura. Ler criticamente significa reconhecer se os conteúdos apresentados são pertinentes, considerando: • o ponto de vista do autor; • a estrutura das sentenças-tópico. Leitura interpretativa (ou cognitiva) É o nível mais profundo de leitura. Consiste em compreender claramente as ideias expressas para conseguir ir além delas. O objetivo é integrar as novas informações ao conhecimento prévio do leitor. 3. Ferramentas de apoio Consulta a dicionários Ajuda a distinguir: • parônimos; • homônimos; • palavras desconhecidas. Identificação de palavras-chave Facilita: • decomposição do texto; • elaboração de resumos; • paráfrases. 4. Analogia da leitura (Rubem Alves) Rubem Alves compara a leitura ao trabalho de um chef de cozinha. Assim como o chef prova os pratos antes de servi-los, o leitor deve “provar um canapé” do livro por meio de: • pré-leitura; • leitura seletiva. Aula 20 – Lendo, Compreendendo, Parafraseando e Produzindo 1. O conceito de entrevista como diálogo acadêmico Definição A entrevista é apresentada como técnica de comunicação fundamental para estabelecer relação entre sujeitos e transmitir informações. A “entrevista imaginária” No contexto acadêmico, o aluno deve “entrevistar o autor”, formulando perguntas cujas respostas estejam presentes no próprio texto. Objetivo Garantir que o leitor compreendeu integralmente as ideias antes de reproduzi-las. 2. A técnica da paráfrase Definição Segundo Garcia (1992), a paráfrase é uma espécie de tradução dentro da própria língua. Regras principais 1. Dizer no Texto B exatamente o que está no Texto A. 2. Utilizar palavras próprias. 3. Não fazer comentários pessoais. 4. Não acrescentar informações. 5. Não omitir elementos essenciais. Ética e plágio A ausência de citação da fonte constitui apropriação indevida (plágio). Parafrasear exige sempre dar crédito ao autor original. 3. Temas centrais para exercício de compreensão Unidade versus diversidade da língua Maria Helena Mira Mateus aponta que o “padrão” é uma construção que muitas vezes ignora a realidade falada. Preconceito linguístico Magda Soares discute o ensino da norma-padrão como instrumento de acesso social e político. Língua na internet Marcos Bagno defende que o “internetês” é uma adaptação funcional ao meio digital. 4. Aplicação prática Passo a passo 1. Identificar a palavra-chave e o tópico frasal. 2. Consultar o dicionário para termos técnicos. 3. Reescrever o pensamento do autor mantendo sua voz. Verbos recomendados: • afirma; • sustenta; • argumenta; • assevera. Dica de prova Se houver expressões como: • “eu acho”; • “na minha opinião” a produção deixa de ser paráfrase e passa a ser comentário crítico. Aula 21 – Regência Nominal e Verbal 1. O conceito de regência Definição Regência é a relação estabelecida entre: • termo regente; • termo regido. Importância Permite utilizar a norma culta de forma precisa. Mudança de sentido A presença ou ausência de preposição pode alterar completamente o significado do verbo. Exemplo: • “Reclamar de algo” = queixar-se. • “Reclamar algo” = exigir. 2. Regência verbal Verbos intransitivos Não exigem complemento. Verbos transitivos diretos (VTD) Ligam-se ao complemento sem preposição. Verbos transitivos indiretos (VTI) Exigem preposição. Verbos transitivos diretos e indiretos (VTDI) Possuem dois complementos. Casos especiais e erros comuns Assistir • assistirao filme = ver/presenciar; • assistir o paciente = ajudar. Visar • visar ao sucesso = objetivar. Chegar / Ir Na norma culta: • “Cheguei ao teatro.” 3. Regência e uso de pronomes Objeto direto Pronomes: • o; • a; • os; • as. Objeto indireto Pronomes: • lhe; • lhes. Exemplos: • “Dar comida ao bebê” → “Lhe dar comida.” • “Vivenciar a fome” → “Vivenciá-la.” 4. Regência nominal Refere-se à relação entre nomes e seus complementos. Exemplos • ansioso por; • favorável a; • diferente de; • respeito a/com/por. 5. Regência e crase A regência é fundamental para compreender a crase. Exemplo: • obedecer a + a lei = obedecer à lei. 6. Atenção na coordenação Erro comum: • “Entrei e saí da sala.” Forma adequada: • “Entrei na sala e saí dela.” Concordância Nominal e Verbal 1. Conceito de concordância Concordância é o processo em que uma palavra se adapta a outra da qual depende. Concordância nominal Relaciona: • gênero; • número. Concordância verbal Relaciona: • verbo; • sujeito. Além de regra gramatical, a concordância: • garante clareza; • contribui para a coesão textual; • é essencial em textos acadêmicos. 2. Concordância com a palavra x concordância com o sentido Concordância com a palavra Segue a forma gramatical do núcleo. Exemplo: • “A multidão estava animada.” Concordância com o sentido Considera a ideia de pluralidade. Exemplo: • “A multidão estavam animados.” 3. Concordância nominal Regra geral Os termos que acompanham o substantivo devem concordar com ele: • artigo; • adjetivo; • pronome; • numeral; • particípio. Exemplos: • “gatas dengosas”; • “meus irmãos”. Aula 22 – Pronomes Relativos 1. O que são pronomes relativos? São palavras que: • ligam orações; • retomam um termo anterior. Iniciam as orações adjetivas. Exemplo: • “A menina que esqueceu o casaco chegou cedo.” 2. Orações adjetivas Funcionam como adjetivos: • especificando; • acrescentando informações. 3. O pronome relativo “que” Características É: • o mais usado; • o mais versátil. Pode ser usado: • sem preposição; • com preposição monossilábica. 4. Uso da preposição com “que” A preposição depende: • da regência verbal; • da regência nominal. Exemplo: • “A cidade a que fomos.” 5. O pronome “o qual” Quando usar Após preposições com duas sílabas ou mais. Exemplos: • sobre o qual; • contra a qual; • para o qual. 6. O pronome “quem” Usado apenas com antecedente humano. Exemplos: • “A moça com quem conversei.” • “O aluno a quem entreguei o livro.” 7. O pronome “onde” Usado apenas para lugares. Correto: • “A escola onde estudo.” Incorreto: • “A situação onde...” Forma adequada: • “A situação em que...” 8. Diferença entre “onde” e “aonde” Onde Indica permanência. Aonde Indica movimento. 9. O pronome “cujo” Indica posse. Regras • concorda com o termo seguinte; • nunca utiliza artigo depois. Correto: • “cujo livro”. Incorreto: • “cujo o livro”. 10. O pronome “como” Retoma ideias de: • modo; • maneira; • forma. 11. Importância dos pronomes relativos Eles: • garantem coesão textual; • evitam repetições; • tornam o texto mais elaborado; • são fundamentais na escrita acadêmica. Aula 23 – Conectivos e Coesão Textual 1. O que são conectivos? São palavras ou expressões que: • ligam partes do texto; • estabelecem relações de sentido. São fundamentais para: • coesão; • clareza; • coerência; • argumentação. 2. Relações de tempo Conectivos temporais • quando; • enquanto; • antes que; • depois que; • assim que; • até que; • desde que. 3. Relações de condição e hipótese Principais conectivos • se; • caso; • contanto que; • salvo se; • a menos que. 4. Grau de hipótese Mais provável • “Se ele estudar, passará.” Menos provável • “Se ele estudasse, passaria.” 5. Relações de causa e consequência Causa • porque; • pois; • já que; • visto que. Consequência • de modo que; • tanto que; • tal que. 6. Relações de explicação e conclusão Explicação • porque; • pois; • que. Conclusão • logo; • portanto; • então. 7. Relações de contraposição Conjunções adversativas • mas; • porém; • entretanto; • contudo; • todavia. Conjunções concessivas • embora; • ainda que; • mesmo que; • se bem que. 8. Uso do subjuntivo Após: • embora; • ainda que; • mesmo que. O verbo geralmente permanece no subjuntivo. Exemplo: • “Embora seja difícil...” 9. Ambiguidade sem conectivos A ausência de conectivos pode gerar dúvidas de sentido. Exemplo: • “Terminando o trabalho, você pode sair.” Pode indicar: • tempo; • condição; • causa. Aula 24 – Pontuação 1. Importância da pontuação A pontuação: • organiza ideias; • facilita a compreensão; • produz efeitos de sentido; • melhora clareza e coesão. 2. O ponto e vírgula (;) Função geral Possui valor intermediário entre: • ponto final; • vírgula. 3. Principais usos do ponto e vírgula Separar partes já subdivididas por vírgulas Facilita: • leitura; • organização. Separar orações coordenadas longas Mantém a ligação entre as ideias. Separar itens de enumeração Muito usado em: • regulamentos; • textos acadêmicos; • leis. Antes de conjunções adversativas ou conclusivas Exemplos: • mas; • porém; • contudo; • portanto. 4. Conjunção “pois” Pois conclusivo Indica conclusão. Pois explicativo Indica explicação. 5. Os dois-pontos (:) Indicam: • introdução; • explicação; • detalhamento. 6. Principais usos dos dois-pontos Introduzir citação Exemplo: • “O professor afirmou: ‘Precisamos revisar o conteúdo.’” Introduzir enumeração Exemplo: • “Trouxe vários materiais: livros, cadernos e apostilas.” Introduzir esclarecimento Exemplo: • “Ela tinha uma característica: falava pouco.” 7. O travessão (—) Funções • indicar fala; • destacar informações; • intercalar explicações. 8. Os parênteses Servem para: • inserir informações secundárias; • comentários; • explicações adicionais. 9. Diferença entre travessão e parênteses Travessão • mais expressivo; • mais enfático. Parênteses • mais discretos; • deixam a informação em segundo plano. 10. Flexibilidade da pontuação A escolha da pontuação depende: • da intenção do autor; • do efeito de sentido desejado. Muitas vezes há mais de uma possibilidade correta. Língua Portuguesa Instrumental – Material Organizado para Estudo (UNIRIO) Diferença entre Há e A (Tempo) Há A Terminações Verbais (-AM x -ÃO) -AM (átona) -ÃO (tônica) Resumo de Estudo – Paráfrase e Produção Textual 1. O conceito de entrevista como ferramenta de estudo Definição Diálogo com o autor 2. A técnica da paráfrase O que é Paráfrase x Plágio Elementos essenciais na escrita Citação obrigatória Verbos de ação Voz do autor 3. Debates linguísticos e sociais presentes no texto Língua e preconceito Língua na internet Educação e sociedade Leitura como fruição 4. Orientações práticas para o estudante Uso do dicionário Pontuação nas citações Vocabulário preciso Aula 19 – Lendo, Compreendendo e Produzindo 1. A leitura como base da escrita 2. Tipos de leitura (Segundo Faulstich) Leitura informativa Leitura crítica Leitura interpretativa (ou cognitiva) 3. Ferramentas de apoio Consulta a dicionários Identificação de palavras-chave 4. Analogia da leitura (Rubem Alves) Aula 20 – Lendo, Compreendendo, Parafraseando e Produzindo 1. O conceito de entrevista como diálogo acadêmico Definição A “entrevista imaginária” Objetivo 2. A técnica da paráfrase Definição Regras principais Ética e plágio 3. Temas centrais para exercício decompreensão Unidade versus diversidade da língua Preconceito linguístico Língua na internet 4. Aplicação prática Passo a passo Dica de prova Aula 21 – Regência Nominal e Verbal 1. O conceito de regência Definição Importância Mudança de sentido 2. Regência verbal Verbos intransitivos Verbos transitivos diretos (VTD) Verbos transitivos indiretos (VTI) Verbos transitivos diretos e indiretos (VTDI) Casos especiais e erros comuns Assistir Visar Chegar / Ir 3. Regência e uso de pronomes Objeto direto Objeto indireto 4. Regência nominal Exemplos 5. Regência e crase 6. Atenção na coordenação Concordância Nominal e Verbal 1. Conceito de concordância Concordância nominal Concordância verbal 2. Concordância com a palavra x concordância com o sentido Concordância com a palavra Concordância com o sentido 3. Concordância nominal Regra geral Aula 22 – Pronomes Relativos 1. O que são pronomes relativos? 2. Orações adjetivas 3. O pronome relativo “que” Características 4. Uso da preposição com “que” 5. O pronome “o qual” Quando usar 6. O pronome “quem” 7. O pronome “onde” 8. Diferença entre “onde” e “aonde” Onde Aonde 9. O pronome “cujo” Regras 10. O pronome “como” 11. Importância dos pronomes relativos Aula 23 – Conectivos e Coesão Textual 1. O que são conectivos? 2. Relações de tempo Conectivos temporais 3. Relações de condição e hipótese Principais conectivos 4. Grau de hipótese Mais provável Menos provável 5. Relações de causa e consequência Causa Consequência 6. Relações de explicação e conclusão Explicação Conclusão 7. Relações de contraposição Conjunções adversativas Conjunções concessivas 8. Uso do subjuntivo 9. Ambiguidade sem conectivos Aula 24 – Pontuação 1. Importância da pontuação 2. O ponto e vírgula (;) Função geral 3. Principais usos do ponto e vírgula Separar partes já subdivididas por vírgulas Separar orações coordenadas longas Separar itens de enumeração Antes de conjunções adversativas ou conclusivas 4. Conjunção “pois” Pois conclusivo Pois explicativo 5. Os dois-pontos (:) 6. Principais usos dos dois-pontos Introduzir citação Introduzir enumeração Introduzir esclarecimento 7. O travessão (—) Funções 8. Os parênteses 9. Diferença entre travessão e parênteses Travessão Parênteses 10. Flexibilidade da pontuação