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ARCOS TRANSPALATINOS: · Conhecer a origem dos arcos transpalatinos; · Noções de confecção; · Principais funções; · Cuidados que devem ser tomados com seu uso, ativações. Utilização para melhor giros de molares em pacientes classe II BARRA TRANSPALATINA (BTP) ARCO LINGUAL ARCOS TRANSPALATINOS podem ser: · Fixo ou soldado (moldagem de transferência + envio lab) · Removível ou de encaixe · Funciona como barra de intrusão, confeccionando “omega looping” acrescentado ou não de acrílico no centro da BTP. MATERIAL NECESSÁRIO: · Bandas para molares; · Tubo lingual para soldagem (se a barra for de encaixe); · Alginato (se for feita moldagem de transferência); · Gesso pedra (se for feita moldagem de transferência); · Barra de encaixe (pronta ou confeccionar). UTILIZAÇÃO DOS ARCOS Expansão ou contração da distância intermolar - . Quando se deseja ativação de expansão deve-se aumentar o diâmetro da alça central da barra transpalatina, fazendo-se, em seguida, compensações nos braços laterais de maneira que as hastes terminais fiquem alinhadas aos encaixes dos seus respectivos tubos. No caso de ativação de contração deve-se diminuir o diâmetro da alça central da barra transpalatina, fazendo-se, em seguida, compensações nos braços laterais de maneira que as hastes terminais fiquem alinhadas aos encaixes dos respectivos tubos. Manutenção da largura intermolar - Rebellato (1995), o arco transpalatino pode ser utilizado como forma de contenção após a expansão rápida da maxila . Kojima, Fukui (2008), o arco transpalatino faz esta manutenção da largura transversal dos molares durante o fechamento de espaço. Apassivando os arcos transpalatinos - Para deixar os arcos passivos, Mershon (1920) sugeria que o arco, depois de confeccionado, deveria ser introduzido na presilha do tubo de um dos lados e observar a presilha do lado oposto estar paralelo ao seu tubo do molar. Burstone (1988), Rebellato (1995), para ambos, este procedimento deve ser repetido várias vezes para garantir que o ATP esteja completamente passivo. Limitação de crescimento vertical - Para Ramos et al. (2000), Barbosa (2003), Barbosa, Caram, Suzuki (2005) o arco transpalatino pode fazer o controle de erupção dos primeiros molares, também chama intrusão relativa. Barbosa (2003), Barbosa, Caram, Suzuki (2005), ainda afirmam que o arco transpalatino pode até mesmo provocar a intrusão dos molares, quando estes já extruíram. Correção de rotação dos molares - Segundo Burstone (1989), Braun, Kosnoto, Evans (1997), Talf, Greenberg (1992), Ramos et al. (2000), correção do giro dos molares ajudaria na correção da relação de classe II dos molares em até 2mm. Ancoragem - Bobak et al. (1997), Ramos et al. (2000), concordam que o arco transpalatino diminui a rotação dos molares durante a fase da retração dos dentes anteriores, quando estes são utilizados como ancoragem e há uma tendência de mesializar os molares. Intrusão Distalização - Cetlin, Hoeve (1983) afirmam que o arco transpalatino é efetivo na distalização de molares. Porém há necessidade de associar a um sistema de ancoragem pois o molar contra-lateral tende a mesializar. Ramos et al. (2000); Eyoboglu (2003). Torque – controle da inclinação radicular de molares. Arco lingual – ancoragem/manutenção de espaço Confeccionado na arcada inferior, é mais facilmente confeccionado quando soldada às bandas, pois na arcada inferior o encaixe é mais difícil. Quando como ancoragem em casos de retração de bateria anterior, deve guardar uma certa distância dos incisivos para permitir seu movimento para distal, quando para preservar o espaço livre de Nance, deve ser encostada na face lingual dos incisivos. Cuidados com o paciente: monitorar os movimentos dentários, verificar o ponto de solda ou amarar com amarrilho ou alastic os arcos de encaixe, cuidar com deglutição acidental dos arcos. Conclusão: os arcos lingual e transpalatino são uma importante ferramenta acessória na mecânica do tratamento ortodôntico. Podem ser passivos ou ativos. Na literatura a aplicação passiva dos arcos para ancoragem, se mostra ineficaz, não evitando a movimentação ântero-posterior. Língua Pressão Intrusão image4.png image5.png image1.png image2.png image3.png