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HOSPITAL HDT DOM TOMÁS APAMI MANUAL DE NORMAS E ROTINAS DO BLOCO CIRÚRGICO PETROLINA-PEHOSPITAL HDT DOM, HOSPITAL DOM TOMAS HDT ASSOCIAÇÃO PETROLINENSE DE AMPARO À MATERNIDADE E A INFÂNCIA APAMI CENTRO CIRÚRGICO NORMAS E ROTINAS DO BLOCO CIRÚRGICO Elaboração: Gabriele Leal Sobreira Aprovação: Izabel Cristina Emissão: 25/07/2023 Página: 1 de 22 Sumário 1. REGULAMENTO DO CENTRO CIRÚRGICO 1 2. ROTINA DA EQUIPE DE ENFERMAGEM NA SALA OPERATÓRIA 8 3. ROTINA DA EQUIPE DE ENFERMAGEM NA RECEPÇÃO DO PACIENTE NO CENTRO CIRÚRGICO 10 4. ROTINA DE ENCAMINHAMENTO DO PACIENTE PARA SRPA E SETOR DE ORIGEM 13 5. ROTINAS DA EQUIPE DE ENFERMAGEM NA SALA DE RECUPERAÇÃO PÓS ANESTÉSICA (SRPA) 14 6. ROTINA DE COLETA E ENCAMINHAMENTO DE EXAMES 19 7. ROTINA DE ÓBITO NO CENTRO CIRÚRGICO 20 8. PROCEDIMENTOS ASSISTENCIAIS E ADMINISTRATIVOS 21 9. CONSIDERAÇÕES FINAIS 22 10. REFERÊNCIAS 221. REGULAMENTO DO CENTRO CIRÚRGICO HOSPITAL DOM TOMAS 1.1 Definição e finalidade A Unidade de Centro Cirúrgico pode ser definida como um conjunto de áreas e instalações destinadas à realização de procedimentos anestésico-cirúrgicos, recuperação anestésica e pós-operatório imediato, de forma a promover a segurança e conforto para paciente e equipe. (SOBECC, 2017) Centro Cirúrgico (CC) compreende uma área crítica, de acesso restrito, e é considerado uma das unidades mais complexas do Hospital, não só por sua especificidade em realizar procedimentos invasivos, mais também por ser um local fechado que expõe a paciente e a equipe de saúde em situações estressantes. Serviço do Centro Cirúrgico tem por finalidade: Desenvolver atividades de assistência baseado em princípios científicos, tecnológicos e normas organizacionais; Prestar assistência integral às pacientes durante período peri-operatório seja em cirurgias eletivas ou cirurgias de urgência/emergência; Prever e prover recursos humanos e materiais necessários para a assistência no atendimento das pacientes; Colaborar com as Instituições de Ensino que utilizam o Hospital como campo de ensino; Colaborar no desenvolvimento de pesquisas na área da Saúde. 1.2 Organização e equipe Centro Cirúrgico mantém diaristas de oito horas todos os dias de segunda a sexta, atendendo cirurgias programadas e de urgência/emergência. A distribuição de salas e a escala de atendimento serão feitas de acordo com os seguintes critérios: prioridade às urgências e emergências; disponibilidade de material e equipamentos; caracterização do risco de contaminação; pessoal de enfermagem disponível. o mesmo é dividido em vários ambientes e cada um destes com uma finalidade exclusiva. 1.2.1 Estrutura física do Centro Cirúrgico Hospital Dom Tomas: Dois vestiários para funcionários, sendo um feminino e outro masculino; Estar Médico; Sala de materiais e medicações; DML; Área de recepção dos pacientes;2 Salas operatórias (SO); Arsenal de materiais estéreis; Sala de recuperação pós-anestésica (SRPA) composta de 3 leitos operacionais; Expurgo; Para acessar as dependências deste setor é necessário uso de roupa privativa, que deve ser usada somente nas dependências da Unidade de Cirurgia e calçados fechados, sendo vedada a sua utilização nas demais dependências do hospital, assim como o uso de adornos e acessórios durante qualquer procedimento cirúrgico e pelas dependências do Centro Cirúrgico. A entrada na sala de cirurgia do pessoal técnico não lotado no setor, só será permitida com autorização prévia do cirurgião e enfermeiro responsável pelo setor. 1.2.2 Composição da equipe do Centro cirúrgico Hospital Dom Tomas: Anestesista Cirurgiões (Cabeça e Pescoço/ Urologia/ Cirurgia Geral e Oncológica/ Mastologia) Enfermeiro Técnicos de enfermagem Auxiliar de serviços gerais Instrumentador Auxiliar de Farmácia 1.3 Atribuições da equipe 1.3.1 Equipe médico-cirúrgica Exercer as práticas diárias com dignidade e nobreza, apresentando conduta ética e respeitosa aos costumes dos pacientes e familiares; Manter comportamento cordial, respeitando os colegas e os demais servidores do hospital; Assegurar, no pré-operatório, a demarcação correta do sítio cirúrgico, ato a ser realizado pelo cirurgião titular e/ou pelos médicos residentes, garantindo assim a segurança do paciente; É responsabilidade do cirurgião e/ou médico residente, descrever a cirurgia no sistema, logo após o ato operatório; A prescrição pós-operatória deverá ser feita pelo Cirurgião e deverá seguir junto com prontuário do paciente assim que for liberado para enfermaria ou outro setor; Registrar as informações inerentes à descrição cirúrgica, anatomopatológica, prescrição médica e registros anestésicos, firmando com assinatura e carimbo do respectivo profissional;Realizar a confecção do mapa cirúrgico após autorização dos procedimentos eletivos e entregar ao centro cirúrgico 7 dias antes do procedimento cirúrgico; Solicitar sala para cirurgias de urgência/emergência ao enfermeiro do setor para organização do bloco cirúrgico. Solicitar hemocomponentes para cirurgias eletivas juntamente com a solicitação cirúrgica. Solicitar vaga de UTI para cirurgias eletivas juntamente com a solicitação cirúrgica com prazo de antecedência de 3 dias (entregar solicitação de vaga com preenchimento correto). Solicitar vaga de UTI para cirurgias de urgência/ emergência de acordo com a necessidade do procedimento, sendo esta vaga solicitada ao enfermeiro do plantão, o caso clinico do paciente deve ser passado pelo cirurgião para medico intensivista; A caracterização da cirurgia de emergência ou de urgência é prerrogativa incontestável do Cirurgião Titular, respondendo solicitante, pela veracidade da requisição feita; As suspenções de turnos cirúrgicos deverão ser realizados com 7 dias de antecedência, a fim de não prejudicar o fluxo do centro cirúrgico; horário cirúrgico deverá ser rigidamente cumprido, não só como dever ético, mas também para melhoria do atendimento e da produção do Centro Cirúrgico; Nos casos em que o cirurgião não conseguir estar presente no horário predeterminado para o início da cirurgia, será observada uma tolerância de 30 minutos de atraso e, desde que anestesista esteja de acordo; É responsabilidade do Cirurgião Titular, a comunicação do cancelamento da cirurgia ao familiar e/ou responsável pelo paciente, bem como, nos casos de complicações relacionadas ao procedimento cirúrgico; É responsabilidade do médico Anestesiologista a comunicação do cancelamento da cirurgia ao familiar e/ou responsável do paciente em caso de complicações relacionadas ao procedimento anestésico. É de responsabilidade de toda a equipe verificar preenchimento do termo de consentimento de cirurgias eletivas. 1.3.2 Médico anestesista: Atuar com o máximo de zelo e o melhor de sua capacidade profissional no desenvolvimento da sua função; Zelar e trabalhar pelo perfeito desempenho ético da Medicina e pelo prestígio e bom conceito da profissão; Não praticar atos profissionais danosos ao paciente que possam ser caracterizados como imperícia, imprudência ou negligência; Cumprir e executar protocolos de cirurgia segura; Realizar visita pré-anestésica; Indicar anestesia adequadamente conforme o procedimento cirúrgico e estado físico do paciente; Realizar anestesia em diferentes especialidades cirúrgicas, conforme escala, incluindo cirurgias pediátricas e transplantes;Transferir o paciente para a sala de recuperação pós-anestésica (SRPA), unidade de terapia intensiva ou outro local em que haja necessidade de acompanhamento do anestesiologista, ao final do procedimento; Preencher ficha de anestesia e demais documentos hospitalares relacionados à assistência anestesiológica do paciente; Realizar rígido controle dos fármacos anestésicos utilizados; Avaliar pacientes que se encontram na sala de recuperação anestésica (RPA), assistindo-os durante as intercorrências clínico- cirúrgicas; Em caso de solicitação de vaga de UTI sem programação, fazer um relatório explicando o motivo; 1.3.3 Enfermeiro Receber o plantão e tomar as providências que julgar necessárias para iniciar procedimentos cirúrgicos; Coordenar o funcionamento das salas de cirurgia, respeitando a programação cirúrgica (mapa cirúrgico) e fazendo as mudanças necessárias nos casos imprevistos; Prover a Sala Cirúrgica de pessoal, material e equipamentos necessários para a realização do ato cirúrgico; Supervisionar e instruir os funcionários no desempenho de suas funções diárias de acordo com as necessidades diárias do setor. Orientar e supervisionar funcionários no cumprimento da técnica asséptica; Prestar adequadas informações à pessoa, família e coletividade a respeito dos direitos, riscos, benefícios e intercorrência acerca da assistência de enfermagem; Recepcionar o paciente na sua chegada ao Centro cirúrgico. Prestar assistência integral ao usuário que se submeter ao ato anestésico-cirúrgico, sem discriminação de qualquer natureza; Prestar assistência direta aos pacientes graves ou em situações de emergência; Realizar procedimentos de alta complexidade e privativos do enfermeiro estabelecidos em protocolos e pelo conselho de classe conforme Lei 7498/86; Comunicar cancelamento da cirurgia ao familiar e/ou responsável pelo paciente, em virtude de problemas técnicos no Centro Cirúrgico; Exigir uso de uniforme privativo completo de todo o pessoal apenas ao adentrar nas dependências do Centro Cirúrgico, não podendo circular pelo hospital com tal vestimenta e equipamentos de proteção individual (EPI); Zelar pelos materiais e equipamentos supervisionando seu manuseio adequado; Fazer controle da temperatura das geladeiras e checar o carro de emergência das salas cirurgigas em todos os plantões de acordo com os turnos de trabalho e preencher os impressos específicos;Supervisionar a limpeza das salas de cirurgia, sala de recuperação pós- anestésica e dependências; Encaminhar material para laboratório, banco de sangue, quando houver necessidade; Fazer treinamentos para manter a atualização dos funcionários; Fazer cumprir normas e rotinas do Centro Cirúrgico conforme Procedimentos operacionais padrão(POP); Justificar ausências e faltas a Coordenação em até 72h. Manter registros das ocorrências do plantão em livro próprio; Aplicar medidas disciplinares aos colaboradores conforme hierarquia; Colaborar com as Pesquisas e Treinamentos desenvolvidos no Hospital. Elaborar as escalas diárias de serviço da equipe de enfermagem; Solicitar manutenção corretiva dos materiais ou equipamentos, quando houver necessidade; Imprimir mapa cirúrgico diariamente; Informar mapa cirúrgico a todos os setores, para respectivas vagas, com antecedência de 5 dias, ou quando houver desistências e alterações. 1.3.4 Técnico de Enfermagem Receber plantão em conjunto com a Equipe de Enfermagem, seguindo a escala de serviço determinada pelo enfermeiro; Proceder à montagem da Sala Cirúrgica conforme a cirurgia programada ou de emergência; Colaborar com o enfermeiro na previsão dos materiais esterilizados e descartáveis necessários aos procedimentos cirúrgicos; Testar funcionamento de todos os aparelhos da Sala de Cirurgia; Circular a sala de cirurgia atendendo a equipe cirúrgica e de anestesia durante todo o ato cirúrgico; Executar os procedimentos de enfermagem que competem ao técnico de enfermagem de acordo com a Lei 7498/86 para uma assistência de enfermagem de qualidade junto ao paciente; Recepcionar o paciente na Sala de Recuperação Pós Anestésica, prestando cuidados integrais até a recuperação da consciência e estabilização hemodinâmica;Encaminhar o paciente à unidade de origem ou a unidade de internação indicada pelo cirurgião, após a avaliação e alta assinada pelo anestesista e/ou cirurgião responsável; Respeitar o pudor, a privacidade e a intimidade do paciente, em todo seu ciclo cirúrgico, inclusive nas situações de morte e pós-morte; Registrar no prontuário do paciente as informações inerentes e indispensáveis ao processo de cuidar; Registrar em impressos próprios (Anotações de enfermagem, fichas da OPME, fichas de materiais utilizados, livro de registro de cirurgias, entre outros), as anotações que competem à enfermagem; Conservar e zelar pelo bom funcionamento dos equipamentos e materiais que compõem a Unidade Cirúrgica, bem como a limpeza adequada dos mesmos; Participar de reuniões quando convocado; Cumprir regulamento e as rotinas do Centro Cirúrgico. 1.3.5 Auxiliar de serviços gerais (ASG): Executar trabalhos de limpeza, desinfecção e conservação dos ambientes em geral, utilizando os materiais e instrumentos adequados, de acordo com as rotinas previamente definidas; Realizar limpeza concorrente, permitindo a otimização da SO; Realizar limpeza terminal ao término do plantão ou quando houver necessidade. 1.4 Deveres dos funcionários: Cumprir e fazer cumprir o presente regimento; Desenvolver e manter ambiente saudável de trabalho; Manter bom relacionamento com funcionários do setor, assim como com de outros setores; Manter a conduta profissional e pessoal condizente com a entidade, baseado nos princípios éticos e morais; Manter elevado padrão de assistência; Zelar pela conservação do patrimônio da Instituição; Conhecer e praticar o Código de Ética dos Profissionais de Enfermagem. Para bom desenvolvimento das atividades do centro cirúrgico, todas as categorias profissionais devem zelar pela manutenção dos princípios éticos, morais e do sigilo, em todas as ações voltadas para a assistência e cuidado ao paciente, sendo que qualquer infração deverá ser comunicada à coordenação responsável que procederá aos encaminhamentos necessários.2. ROTINA DA EQUIPE DE ENFERMAGEM NA SALA OPERATÓRIA A sala Operatória (SO) é local destinado a realização do ato anestésico- cirúrgico e possui estrutura física padronizada e regulamentada. Devendo ser composta de equipamentos fixos e móveis. 2.1 Composição da SO: Foco Cirúrgico Central; Mesa cirúrgica; Mesas auxiliares para instrumentação e pacotes esterilizados; Carro de anestesia; Carro de emergência; Bisturi elétrico; Mesa auxiliar para anestesia e medicamentos; Suporte de hamper; Monitor cardíaco; de pulso; Aparelho de P.A. não invasivo; Suportes para soro; Braçadeiras; Frascos aspiradores de secreções a vácuo; Coletor para material perfuro-cortante; Sistema de ventilação com ar condicionado centralizado; Baldes para lixo comum e contaminado.2.1 Montagem da SO: De acordo com a SOBECC (2017), a montagem da so envolve procedimentos realizados com a finalidade de assegurar condições funcionais e técnicas necessárias ao bom andamento do ato anestésico-cirúrgico e a segurança do paciente. Esse procedimento deve ser realizado pelo circulante da sala, e recomenda-se as seguintes ações: Verificar a escala diária de serviço, confirmando a so sob sua responsabilidade; Ver com o enfermeiro o tipo de cirurgia que será colocada em sala, confirmando materiais específicos e equipamentos que serão utilizados na cirurgia; Verificar nome e a idade do paciente, o horário da cirurgia, a equipe cirúrgica e anestesiologista escalado; Verificar as condições de limpeza da so e dos equipamentos; Checar tomadas e equipamentos fixos e móveis, como foco de luz, mesa cirúrgica, aparelho de anestesia, monitor multiparamétrico, aspirador, rede de gases, bisturi elétrico, entre outros; Abastecer a com todos kits necessários para cirurgia; Providenciar os equipamentos necessários para cada tipo de intervenção; Providenciar, junto ao CME, os artigos esterilizados específicos que serão utilizados no procedimento; Checar a integridade das embalagens e a validade dos materiais, de acordo com a rotina da instituição; Providenciar os impressos necessários, como ficha de anestesia, impressos da OPME, anotações de enfermagem, livro de registro, entre outros; Verificar carro de anestesia; Disponibilizar os artigos em mesa auxiliar, de acordo com a anestesia a ser realizada; Disponibilizar material para ventilação e intubação de vias aéreas de acordo com a necessidade do paciente e recomendação do anestesiologista. 2.3 Desmontagem da so A Desmontagem da so consiste na retirada de materiais e equipamentos utilizados no procedimento, bem como dos materiais e/ou equipamentos que não foram utilizados, após a saída do paciente, de modo a permitir que a equipe dehigiene possa realizar remoção de sujidade visível e a desinfecção do ambiente, mobiliário, equipamentos e acessórios, de forma rápida e eficaz, otimizando preparo para próximo procedimento. (SOBECC, 2017) circulante deverá: Calçar as luvas de procedimentos; Retirar da mesa de instrumentais os materiais perfurocortantes, descartando- os em recipiente próprio; Retirar os instrumentais da mesa e colocá-los em suas caixas, verificando a integridade, o número de peças de acordo com a etiqueta da caixa mantendo as pinças abertas, com exceção das pontiagudas, borrifar o material com detergente desincrustante (Pré-lavagem), em seguida encaminhá-los para o expurgo; Colar o indicador químico do interior da caixa no prontuário do paciente; Aspirar todos resíduos líquidos no aspirador da sala de operação e encaminhá-los para o expurgo; Desmontar aparelhos e encaminhar os acessórios para Central de Material Esterilizado; Revisar os hampers separando os campos e compressa; Solicitar que os profissionais do serviço de higienização realizem a retirada do lixo e tecidos e limpeza do chão; Proceder com a limpeza concorrente e a montagem da sala para o próximo procedimento, conforme orientações do enfermeiro. 3. ROTINA DA EQUIPE DE ENFERMAGEM NA RECEPÇÃO DO PACIENTE NO CENTRO CIRÚRGICO 3.1 Objetivos: Estabelecer contato direto com o paciente, levantar e analisar as necessidades individuais do paciente a ser submetido ao ato anestésico-cirúrgico e implementar um plano de assistência de enfermagem, com objetivo de diminuir riscos a que o paciente cirúrgico está exposto. Assegurar condições funcionais de técnicas necessárias ao bom andamento do ato cirúrgico e segurança ao paciente. (SILVA et.al., 1997) 3.2 Competências do Enfermeiro da SO: Verificar a programação de cirurgias, para ajustar o material às necessidades de cada paciente; Reservar leito de enfermaria ou UTI, quando necessário;Recepcionar pacientes no setor de preparo; Direcionar o paciente para sala de cirurgia com respectivo técnico de enfermagem; Fornecer materiais de uso controlado; Realizar procedimentos como sondagem vesical de demora, quando necessário; Verificar a necessidade de materiais de OPME; Auxiliar nas salas cirúrgicas, em casos de necessidade e intercorrências; Acompanhar na transferência de pacientes para UTI juntamente com a equipe médica; Realizar exame de gasometria, quando necessário; Checar termos e documentações necessárias anexo ao prontuário. 3.3 Competências do Circulante da so A circulação de so é realizada de acordo com a evolução do ato anestésico- cirúrgico e dos tempos cirúrgicos, assim como a especificidade do procedimento, as condições clínicas e a gravidade da patologia cirúrgica do paciente. (SILVA et.al., 1997) A circulação da so é privativa da equipe de enfermagem, e deve ser realizada pelo técnico de enfermagem, sob o comando e a supervisão do enfermeiro. (SOBECC, 2017) As atribuições e as atividades do colaborador da equipe de enfermagem durante a circulação de sala operatória são: Lavar/higienizar as mãos antes e após qualquer procedimento; Conduzir o paciente à SO, em maca própria, mantendo as condições de segurança durante o transporte; Receber o paciente na SO, apresentar-se e conferir sua identificação; Confirmar os dados do prontuário, verificar a pulseira de identificação, confirmar jejum e verificar se o paciente retirou adornos, próteses e órteses; Colocar paciente em decúbito dorsal e proceder com a sua monitorização, instalando de pulso, monitor cardíaco e aparelho de pressão não invasiva; Colaborar com anestesista com a punção de acesso venoso periférico ou central, infusão venosa, indução anestésica e no fornecimento de materiais, de acordo com a anestesia proposta;Auxiliar na oxigenação do paciente; Auxiliar na observação dos parâmetros vitais durante intraoperatório; Auxiliar na paramentação da equipe cirúrgica e montagem da mesa cirúrgica; Após anestesia colocar o paciente na posição cirúrgica recomendada, de acordo com o procedimento cirúrgico; Quando for necessário utilizar bisturi elétrico, colocar a placa dispersiva em local apropriado; Iniciar a abertura dos pacotes em sequência lógica, com técnica asséptica; Havendo a necessidade de utilização de materiais especiais ou de alto custo, cirurgião deve conferir se o material está disponível ou completo antes do início do procedimento; Colocar soluções assépticas, medicações, soros ou outros líquidos em cubas rim na mesa do instrumentador; Ligar bisturi elétrico e conectá-lo à placa dispersiva; Ligar aspirador e conectá-lo ao latéx estéril; Aproximar hampers da equipe; Ficar atento às solicitações da equipe e funcionamento dos aparelhos; Realizar a contagem das compressas e perfurocortantes; Manter a sala em ordem após o início da cirurgia e durante todo procedimento; Preencher os impressos, utilizando assinatura e carimbo como número do registro do conselho regional de enfermagem (COREN); Evitar sair da sala durante o procedimento; Encaminhar o quanto antes as peças para análise laboratorial, exame anatomopatológico, devidamente acondicionados, identificados e protocolados; Diante da infusão de hemoderivados, checar sempre nome, registro e tipo sanguíneo do paciente, antes de iniciar a infusão da bolsa e logo após registrar no livro especifico; Ao final do procedimento auxiliar a equipe nos curativos, fornecendo material específico; Desligar foco de luz e equipamentos; Retirar campos e instrumentos cirúrgicos que estejam sobre o paciente; Remover excesso de antisséptico, sangue e secreções da pele do paciente, promovendo a limpeza adequada;Retirar a monitorização do paciente; Vestir a camisola no paciente e cobri-lo com lençóis e cobertores; Solicitar a ajuda de outro profissional para transportar paciente da mesa cirúrgica para a maca; Organizar prontuário com impressos, pertences e exames e encaminhá-lo junto com o paciente para a SRPA, Unidade de terapia intensiva (UTI) ou outra unidade; Auxiliar no processo de transporte do paciente; Passar o caso para a equipe da SRPA ou outra unidade de destino; Lavar/higienizar as mãos; Retornar a sala para iniciar a desmontagem. 4. ROTINA DE ENCAMINHAMENTO DO PACIENTE PARA SRPA E SETOR DE ORIGEM Após termino dos procedimentos: circulante, com ajuda do técnico de apoio, deve realizar a higienização do paciente e troca de lençóis, na sala cirúrgica. Concluir o preenchimento dos impressos e direcionar o paciente para SRPA; Comunicar ao enfermeiro da SRPA, previamente, as condições clínicas do paciente, visando o seu recebimento de forma segura e garantindo o planejamento da assistência; o encaminhamento da paciente da so para a SRPA deve ser realizado pelo anestesista, pelo técnico de enfermagem e/ou enfermeiro; Solicitar ao setor de origem do paciente e maqueiro para receber o paciente no Bloco Cirúrgico no pós operatório imediato, quando liberado pelo anestesiologista da Sala de Recuperação, exceto em casos de pacientes com vaga solicitadas para UTI; transporte do paciente deve ser realizado de forma segura, mesmo que a unidade seja próxima à sala de cirurgia. Este período é considerado crítico, pois muitas vezes pacientes encontram-se inconscientes, entorpecidos e com diminuição dos reflexos protetores. Observação: Pacientes em isolamento de contato, a recuperação pós- anestésica deverá ser realizada em sala cirúrgica, na sequência direcionar ao setor de origem.5. ROTINAS DA EQUIPE DE ENFERMAGEM NA SALA DE RECUPERAÇÃO PÓS ANESTÉSICA (SRPA) 5.1 Definição: Área destinada aos pacientes submetidos a qualquer procedimento anestésico- cirúrgico, onde permanecem até a recuperação da consciência, a normalização dos reflexos e dos sinais vitais, sob observação e cuidados constantes da equipe médica e de enfermagem. Deve concentrar recursos humanos para prevenir e detectar precocemente riscos e complicações em pacientes no período pós- operatório imediato, decorrentes dos atos cirúrgico e anestésico. 5.2 Finalidade: A principal finalidade da SRPA é proporcionar condições estruturais e funcionais para receber o paciente submetido a um procedimento anestésico-cirúrgico, até que ele recupere sua consciência e tenha seus sinais vitais estabilizados sob os cuidados da equipe de enfermagem. (SOBECC, 2017) 5.3 Equipamentos: 03 Camas hospitalares motorizadas; 03 Monitores multiparamétrico; 01 Carro de emergência; 03 Respiradores; 01 Desfibrilador; 01 Glicosímetro; Pontos de oxigênio e ar comprimido; Bombas de Infusão; 5.3 Competências do Enfermeiro da SRPA:Prestar assistência individualizada no período pós-operatório imediato ao paciente, assegurando a prevenção de riscos e complicações decorrentes ao ato cirúrgico-anestésico; Priorizar a assistência aos pacientes, de acordo com grau de complexidade; Reconhecer as drogas mais usadas em anestesias, seus efeitos benéficos e colaterais; Realizar na admissão da paciente na SRPA, um exame físico sucinto; Avaliar o local da incisão cirúrgica sempre que a paciente for mobilizada. Seu posicionamento dever ser adequado de forma que não tracione e/ou obstrua drenos, sondas e cateteres; Avaliar as condições clínicas de alta do paciente, registrar os dados e encaminhá-lo à unidade de origem com segurança; Identificar quantitativamente e qualitativamente, a necessidade de materiais e medicamentos e solicitá-los; Participar da orientação de pacientes e familiares; Realizar a conferência do carro de emergência, conferindo validade de materiais e medicamentos, uma vez por mês, anotando em impresso próprio conforme protocolo; Realizar a conferência do lacre do carro de emergência e testagem do desfibrilador a cada turno de trabalho, anotando em impresso específico; Realizar, ou delegar ao técnico de enfermagem, o registro das temperaturas das geladeiras de medicamentos de acordo com protocolo institucional; Prover a unidade de lençóis, forros, cobertores e roupas de pacientes; Realizar a educação continuada e capacitação da equipe de enfermagem; Dar andamento, ou delegar ao técnico de enfermagem, as solicitações como: exames laboratoriais ou radiológicos, componentes sanguíneos prescritos, dietoterapias, higienização dos pacientes e etc. 5.4 Competências dos Técnicos de enfermagem na SRPA: Admitir pacientes provenientes do SO, aferindo sinais vitais e registrando as condições gerais do paciente; Revisar e repor os materiais necessários; Prestar os cuidados conforme prescrição médica;Prestar os cuidados de enfermagem aos pacientes conforme planejamento e supervisão do Enfermeiro; Realizar as tarefas diárias e semanais do preparo e manutenção da unidade para atendimento do paciente conforme planejamento e orientação do Enfermeiro; Realizar checagem e a anotação de enfermagem de todos os cuidados prestados; Verificar datas de validade de medicamentos e material esterilizado; Montar pontos de oxigênio e vácuo; Limpar todos aparelhos e superfícies com pano embebido em solução adequada, após alta dos pacientes; Montar equipamentos que tenham sido desmontados para limpeza e desinfecção, verificando seu funcionamento; Completar a provisão de soros e medicamentos; Dedicar atenção especial à limpeza dos cabos, fios e tomadas; Repor materiais de consumo: gazes, compressas, luvas estéreis e de procedimentos, esparadrapo, agulhas, cateteres intravenosos, seringas, algodão, sondas, soluções, etc; Participar na melhoria dos processos realizados na unidade como parte do grupo de trabalho, emitindo opiniões e sugestões; Participar de treinamentos e sugerir temas a serem abordados; Participar de reuniões convocadas pelo Enfermeiro. 5.6 Admissão do paciente na SRPA: Após término do procedimento anestésico-cirúrgico, o paciente é transferido da para SRPA, podendo apresentar diversas peculiaridades referentes a esse período, como dor frio, temor e expectativa diante dos resultados da cirurgia. período de permanência na SRPA requer avaliação e assistência constante, pois é neste momento que a paciente apresenta maior vulnerabilidade e instabilidade em decorrência das drogas anestésicas e do próprio procedimento cirúrgico. É de competência da equipe de enfermagem da SRPA prestar assistência de enfermagem sistematizada e individualizada aos pacientes no período pós-operatório imediato e registrar em impresso. Recomenda-se as seguintes práticas na admissão do paciente na SRPA: Conferir a identificação da paciente com prontuário;Conferir a pulseira de identificação; Registrar no prontuário do paciente a admissão na SRPA e no livro de registro de Relatório de ocorrência do Técnico de Enfermagem; Monitorar os sinais vitais, nível de consciência e dor; Instalar oxigenoterapia quando necessário; Manter a paciente aquecido; Verificar o posicionamento de drenos, sondas, cateteres; Atentar para sinais de sangramento, perfusão periférica e aspecto do curativo cirúrgico; Manter paciente em posição confortável no leito, acolchoando zonas de pressão e proeminências ósseas; Manter grades laterais do leito ou maca elevadas; Garantir a privacidade da paciente; Observar e comunicar ao médico a presença de bexigomas; Anotar débitos de drenos e sondas. No caso da diurese, controlar volume e sua coloração; Observar data dos acessos e registrar a presença de infiltrações e flebites; Observar se OS equipos estão datados; Medicar, conforme prescrição médica, se dor e/ou vômito e anotar de acordo com item prescrito; Auxiliar na deambulação, quando indicado; Auxiliar na alimentação; Coletar e encaminhar exames solicitados; Realizar as anotações dos cuidados prestados no prontuário do paciente. 5.7 Alta do paciente da SRPA: Agentes envolvidos na ação: Médico AnestesistaAvaliar as condições de alta; Enfermeiro Observar a saturação de oxigênio, manutenção hemodinâmica, manutenção da temperatura corporal, ausência de vômitos, hidratação, coloração da pele; Observar se a paciente está orientada no tempo e espaço; Examinar a ferida operatória, observando a ausência de sangramento ativo; Avaliar se volume de diurese é satisfatório; Observar se a manifestação de dor foi controlada, conforme prescrição médica; Observar a presença de atividade e força muscular em MMII; Checar se acesso venoso está pérvio e identificado e datado, quando houver; Verificar se todas as anotações do prontuário estão devidamente checadas e assinadas; Informar à equipe de enfermagem da unidade de origem as condições clínicas da paciente; Anotar na evolução da enfermagem, horário da transferência. Observação: Em casos de alta hospitalar pacientes recebem orientações do cirurgião responsável, bem como: resumo de alta, receitas, laudos, atestados. Enfermeiro deve preencher a ficha de Alta Hospitalar. Técnico de Enfermagem Pinçar as sondas, drenos e soros antes de transferir o paciente para maca; Protocolar prontuário e exames; Transferir o paciente para a maca com movimento único, solicitando ajuda da equipe; Encaminhar paciente com prontuário à unidade de origem; Checar e limpar os equipamentos da SRPA, deixando-os em condições de uso. Solicitar a limpeza do leito à Auxiliar de serviços gerais.6. ROTINA DE COLETA E ENCAMINHAMENTO DE EXAMES 6.1 Histopatológico: Toda peça extraída pelo cirurgião para análise histopatológica, deverá ser entregue ao circulante da que deverá executar seguintes procedimentos: Colocar a peça em recipiente específico previamente preparado com solução aquosa de formol; Identificar o frasco com etiqueta e acrescentar: nome completo da paciente, número do prontuário, nome da peça, data da coleta e assinatura do responsável pelo preenchimento dos dados; Acondicionar o frasco em recipiente destinado para histopatológicos que fica no expurgo. OBSERVAÇÃO: A finalidade do formol é impedir a degradação do material em decorrência de fenômenos autolíticos, permitindo a realização de inúmeras técnicas histológicas e citológicas. A solução não necessita de diluição, colocar em coletor com a peça cirúrgica submersa na solução. 6.2 Peças Cirúrgicas para Cultura: Toda peça extraída pelo cirurgião para análise em laboratório, deverá ser entregue ao circulante da SO, que deverá executar os seguintes procedimentos: Colocar a peça em recipiente estéril (tampa vermelha) previamente preparado, não adicionar nenhuma solução; Identificar frasco com etiqueta e acrescentar: nome completo da paciente, número do prontuário, nome da peça, data e assinatura; Entregar na SRPA para ser encaminhada ao laboratório; Solicitar ao funcionário do laboratório, recolher o material no setor, após solicitação médica do exame no sistema.7. ROTINA DE ÓBITO NO CENTRO CIRÚRGICO 7.1 Preparo do corpo pós-morte: Agentes envolvidos: Técnico de Enfermagem/ Enfermeiro Retirar todos os dispositivos utilizados para prestar assistência, exemplo: Sonda vesical de demora, acessos venosos, tubo endotraqueal, entre outros; Higienizar paciente, colocar fralda descartável e envolver corpo com saco específico para óbito; Preencher duas etiquetas de identificação contendo: Nome do paciente, número do prontuário, data de nascimento, setor do óbito, data do óbito. Fixar uma identificação no tórax do paciente e outra no saco envolvente do corpo; Encaminhar o corpo ao necrotério, com o auxílio do maqueiro; Solicitar presença de familiares no setor. Médico Constatar o óbito e anotar o horário; Informar a família a ocorrência do óbito, verificar a disponibilidade de um psicólogo para acompanhar na comunicação do óbito; Preencher impressos necessários Declaração de óbito ou Guia de Remoção para IML; Declaração de óbito deverá ser preenchida em vias; Observação: Guia de remoção para IML é preenchida em casos de óbitos por causas externas, por exemplo: homicídios, suicídio e acidentes. A Guia de remoção tem como objetivo fornecer informações para subsidiar médico legista na identificação da causa de mortis e no completo preenchimento da declaração de óbito (dados de identificação, histórico de saúde, circunstâncias do óbito).8. PROCEDIMENTOS ASSISTENCIAIS E Agente Responsável: Enfermeiros e técnicos de enfermagem. 8.1 Solicitação de roupa: Solicitar roupa à Lavanderia via telefone, conforme necessidade do setor; Acondicionar as roupas recebidas em armário próprio. 8.2 Retirada da roupa suja na SRPA: Colocar nos hampers as roupas de cama e banho utilizadas pelas pacientes; Recolhida pela ASG sempre que necessário e ao final de plantão; 8.3 Solicitação e devolução de material da CME Solicitar verbalmente ao funcionário da CME que fica no arsenal material necessário; Para fazer a devolução do material, aplicar o detergente saneante neutro (pré- lavagem) e encaminhar ao expurgo onde será conferido e recolhido pelos funcionários da CME. 8.4 Solicitação de hemoderivados 8.4.1 Coleta de material para enviar para O hemocentro: Agentes envolvidos: Enfermeiro/Técnico de enfermagem Orientar a paciente sobre o procedimento; Lavar as mãos; Calçar as luvas de procedimento; Posicionar garrote e localizar a veia do paciente; Realizar a antissepsia da pele; Puncionar a veia; Retirar a quantidade de sangue necessário; Colocar o sangue em tubo específico (tubo da tampa vermelha); Retirar garrote do membro e pressionar local da punção; Identificar os tubos com etiqueta específica;Condicionar a amostra em caixa térmica específica, e caminhar ao Hemocentro através do motorista da instituição, que deve ser acionado através da central telefônica; Retirar as luvas e desprezar no resíduo infectante; Registrar no prontuário horário da coleta e envio ao Banco de Sangue. Observações: Desprezar resíduos como bolsas e equipos de hemoderivados no resíduo infectante. Os Hemocomponentes necessários para realização da cirurgia devem ser solicitados no momento da indicação de hemotransfusão de acordo com a solicitação médica. 9. CONSIDERAÇÕES FINAIS funcionamento do Centro Cirúrgico, além dos critérios, regras e recomendações contidas neste Regulamento, deve observar a legislação brasileira pertinente, bem como as regras estabelecidas internamente pela Instituição. descumprimento das determinações previstas neste Regulamento é passível de sanções, em conformidade com os Regimentos Internos e Legislações aplicáveis a cada vínculo dos trabalhadores. Os casos omissos deverão ser objeto de discussão e deliberação da chefia da Unidade, juntamente com as Coordenações, bem como com a chefia imediatamente superior. 10. REFERÊNCIAS Possari JF, Centro cirúrgico: planejamento, organização e gestão. São Paulo: látria, 2009. SOCIEDADE BRASILEIRA DE ENFERMEIROS DE CENTRO CIRÚRGICO, Diretrizes de Práticas em Enfermagem Cirúrgica e Processamento de Produtos para a Saúde, SOBECC, edição. São Paulo 2017.