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AULAS DE 1 A 10 - Contabilidade Tributária(1)

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de veículos *
	10.000,00
	32%
	3.200,00
	Receita guarda veículos (estacionamento) *
	12.000,00
	32%
	3.840,00
	Base de cálculo estimada s/ a Receita Bruta
	
	
	21.440,00
*Mesmo que a receita anual seja inferior a R$120.000,00, esta será estimada em 32%, pois a empresa não é exclusivamente prestadora de serviços.
Receitas Incentivadas
As receitas provenientes de atividade incentivada não comporão a base de cálculo do imposto, na proporção do benefício a que a pessoa jurídica, submetida ao regime de tributação com base no lucro real, fizer jus (Lei nº. 9.249/95, art. 15, § 3º).
O parágrafo precedente contempla a empresa beneficiária de incentivos fiscais calculados com base no lucro da exploração, cuja redução ou isenção será conhecida apenas por ocasião da apuração anual do lucro real. Na hipótese, os recolhimentos por estimativa poderão refletir, de forma aproximada, este benefício.
Por exemplo, uma empresa comercial, com atividade incentivada (isenção sobre o lucro da exploração), apresenta uma receita bruta total de R$ 1.000.000,00 em determinado mês. A receita bruta gerada pela atividade beneficiada com incentivos equivale a 30% da receita total. Neste caso a apuração da base de cálculo do IR por estimativa será:
	Conta
	R$
	1. Receita Bruta total da empresa
	1.000.000,00
	2. Receita Bruta da atividade incentivada
	300.000,00
	3. Redução da RB para fins de estimativa (100%)
	300.000,00
	4. RB base para o cálculo da estimativa (1-3)
	700.000,00
	5. Lucro Estimado (8% de 4)
	56.000,00
Se mudarmos a hipótese formulada e considerarmos agora que o benefício concedido não é mais de isenção do lucro da exploração da atividade incentivada, mas sim de redução de 50% deste, o imposto estimado com base na receita bruta, a recolher naquele mês, será de:
	Conta
	R$
	1. Receita Bruta total da empresa
	1.000.000,00
	2. Receita Bruta da atividade incentivada
	300.000,00
	3. Redução da RB para fins de estimativa (50%)
	150.000,00
	4. RB base para o cálculo da estimativa (1-3)
	850.000,00
	5. Lucro Estimado (8% de 4)
	68.000,00
Receita Bruta
A receita bruta das vendas e serviços compreende o produto da venda de bens nas operações de conta própria, o preço dos serviços prestados e o resultado auferido nas operações de conta alheia (Lei nº. 8.981/95, art. 31).
Na receita bruta não se incluem as vendas canceladas, os descontos incondicionais concedido se os impostos não cumulativos cobrados destacadamente do comprador ou contratante dos quais o vendedor dos bens ou o prestador dos serviços seja mero depositário (Lei nº8.981/95, art. 31, parágrafo único).
A receita bruta proveniente de contratos a longo prazo com entidades governamentais, seja a produção de longo prazo ou de curto prazo, será reconhecida, para fins de estimativa, no mês do recebimento (Lei nº. 8.981/95, art. 30, § único, acrescido pelo art. 1º da Lei nº. 9.065/95, e IN nº. 11/96, art. 52, IV).
Nos casos de contratos com prazo de execução superior a um ano, de construção por empreitada ou de fornecimento a preço predeterminado de bens ou serviços a serem produzidos, será computada na receita bruta parte do preço total da empreitada, ou dos bens ou serviços a serem fornecidos, determinada mediante a aplicação, sobre esse preço total, da percentagem do contrato ou da produção executada em cada mês.
A partir de 27/11/98, as pessoas jurídicas que tenham como objeto social, declarado em seus atos constitutivos, a compra e venda de veículos automotores poderão equiparar, para efeitos tributários, como operação de consignação, as operações de venda de veículos usados, adquiridos para revenda, bem assim dos recebidos como parte do preço da venda de veículos novos ou usados (Lei nº. 9.716/98, art. 52).
A receita bruta, na formação da base de cálculo da estimativa, deve ser considerada pelo regime de competência, salvo exceções expostas.
As pessoas jurídicas que explorem atividades imobiliárias relativas a loteamento de terrenos, incorporação imobiliária, construção de prédios destinados à venda, bem como a venda de imóveis construídos ou adquiridos para revenda, deverão considerar como receita bruta para fins de estimativa o montante recebido, relativo às unidades imobiliárias vendidas (Lei nº. 8.981/95, art. 30, e Lei nº. 9.430/96, art. 22).
Estimativa Sobre Ganhos de Capital e Outras Receitas
Os ganhos de capital, demais receitas e os resultados positivos decorrentes de receitas não abrangidas pela receita bruta serão acrescidos à base de cálculo estimada, para efeito de incidência do imposto (Lei nº. 8.981/95, art. 32, e Lei nº. 9.430/96, art.2º).
O disposto neste item não se aplica:
aos rendimentos tributados derivados de aplicações financeiras de renda fixa e renda variável;
aos lucros, dividendos ou resultado positivo decorrente da avaliação de investimento pela equivalência patrimonial (Lei nº. 8.981/95, art. 32, § 1º, e Lei nº. 9.430/96, art. 2º);
às recuperações de créditos que não representem ingressos de novas receitas (IN nº. 93/97, art. 7º, III);
aos juros sobre o capital próprio auferidos (IN nº. 93/97, art. 7º, VII);
à reversão de saldo de provisões anteriormente constituídas (IN nº. 93/97, art. 7º, IV).
O ganho de capital, nas alienações de bens do ativo imobilizado e de aplicações em ouro não tributadas como renda variável, corresponderá à diferença positiva verificada entre o valor da alienação e o respectivo valor contábil (Lei nº. 8.981/95, art. 32, § 2º, e Lei nº. 9.430/96, art. 2º).
Para exemplificar a apuração do imposto por estimativa vamos supor uma empresa comercial (percentual de estimativa do lucro de 8% sobre a receita bruta), que apresentou, em determinado mês de X10, as seguintes contas:
	Conta
	R$
	1. Receita total da revenda de mercadorias
	580.000,00
	2. ICMS sobre vendas
	96.000,00
	3. Vendas Canceladas
	12.000,00
	4. Juros ativos recebidos de Clientes
	3.500,00
	5. Aluguel de uma sala
	662.00
	6. Despesas de comissão da Imobiliária s/ aluguel da sala
	32,00
	7. Reversão da provisão para ações judiciais
	2.800,00
	8. Juros sobre o capital próprio auferidos com IRPF de 15%
	6.000,00
	9. Receitas financeiras de aplicação de renda fixa c/ IRF de 20%
	1.000,00
	10. Rendimentos em operações de mútuo entre coligadas
	700,00
	11. Receita pela venda de um caminhão do ativo permanente
	30.000,00
	12. Depreciação acumulada do caminhão vendido
	20.000,00
	13. Custo de aquisição corrigido do caminhão
	45.000,00
	14. Receita pela venda de um terreno do ativo imobilizado
	25.000,00
	15. Valor contábil do Terreno vendido
	32.000,00
	16. Juros ativos sobre IR a compensar (taxa SELIC)
	650,00
Considerando os dados acima, teremos a seguinte base tributável pelo IR naquele mês, caso a opção seja pelo IR estimado sobre a receita bruta e acréscimos:
	Operação (com referência aos itens do quadro anterior)
	Valor em R$
	(Item1- Item 3) x 0,08 (percentual de estimativa 
s/ Receita Bruta)
	45.440,00
	Item 4
	3.500,00
	Item 5 – Item 6
	630,00
	Item 10
	700,00
	Item 11 + Item 12 - Item 13
	5.000,00
	Item 16
	650,00
	Base de cálculo da estimativa do mês
	55.920,00
Observações:
o valor constante do item 2 (ICMS s/ vendas) não pode ser diminuído da receita bruta;
o item 7 (Reversão de provisão para ações judiciais) é uma receita não tributável, pois a despesa, por ocasião da constituição da provisão, não foi dedutível;
os itens 8 e 9 (Receitas de Juros Sobre o Capital Próprio e de Aplicações Financeiras) integram apenas o resultado anual, quando também poderá ser compensado o IRPJ, de R$900,00 e de R$200,00, retido sobre os rendimentos dos itens 8 e 9;
o prejuízo apurado na venda do terreno (itens 14 e 15) só poderá ser deduzido na apuração do lucro anual;
os percentuais para estimar o lucro, no caso de 8%, incidem apenas sobre a receita bruta; as parcelas

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