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AULAS DE 1 A 10 - Contabilidade Tributária(1)

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Obrigações Acessórias das Empresas Optantes Pelo Lucro Presumido
A pessoa jurídica optante pelo regime de tributação com base no lucro presumido deverá manter (Lei nº. 8.981/95, art. 45):
Escrituração contábil nos termos da legislação comercial ou, opcionalmente Livro Caixa, no qual deverá estar escriturada toda a movimentação financeira, inclusive bancária;
Livro Registro de Inventário, no qual deverão constar registrados os estoques existentes no término do ano-calendário;
Em boa guarda e ordem, enquanto não decorrido o prazo decadencial e não prescritas eventuais ações que lhes sejam pertinentes, todos os livros de escrituração obrigatórios por legislação fiscal específica (inclusive estaduais e municipais), bem como os documentos e demais papéis que serviram de base para escrituração comercial e fiscal.
Distribuição de Lucros
Os lucros ou dividendos calculados com base nos resultados apurados a partir do mês de janeiro de 1996, pagos ou creditados pelas pessoas jurídicas tributadas com base no lucro presumido não estão sujeitos à incidência do imposto de renda na fonte, nem integrarão a base de cálculo do imposto de renda do beneficiário, pessoa física ou jurídica, domiciliado no país ou no exterior.
O lucro presumido que poderá ser distribuído, sem incidência de imposto, é apurado da seguinte forma: o valor da base de cálculo do imposto, ou seja, o lucro presumido, diminuído do Imposto de Renda da Pessoa Jurídica (inclusive adicional, quando devido), da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido - CSSLL, da Contribuição Social para a Seguridade Social - COFINS e da Contribuição para os Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público - PIS/PASEP.
Pode haver distribuição de lucros em valor excedente ao determinado no parágrafo anterior, desde que a empresa demonstre através de escrituração contábil feita com observância da lei comercial que o lucro efetivo é maior que o determinado pela forma presumida, ajustado.
Se o excedente não estiver demonstrado na escrituração contábil, sofrerá imposto de renda na fonte como antecipação do devido, calculado pela tabela progressiva (IN nº. 93/97, art. 48, parágrafos 3º, 4º e 8º), se o beneficiário for pessoa física.
Questões Discursivas
Quais as principais diferenças e similaridades observadas nas opções pelo Lucro Real e Presumido?
Quais as pessoas jurídicas permitidas a optar pelo Lucro Presumido?
Conceitue a base de cálculo a ser aplicada na apuração do Lucro Presumido.
Enucie sucintamente as principais obrigações acessórias dos optantes pelo Lucro Presumido. 
Questões DE MÚLTIPLA ESCOLHA
A pessoa jurídica optante pelo lucro presumido deverá apurar o montnte devido da seguinte forma:
Em cada trimestre, calculado pela alíquota de 15% sobre a base de cálculo, mais adicional de 10% sobre o resultado que exceder R$60.000 ao longo do trimestre de apuração;
Em cada mês, calculado pela alíquota de 15% sobre a base de cálculo, não havendo incidênci de adicional de 10% sobre o resultado excedente;
Anualmente, calculado pela alíquota de 15% sobre a base de cálculo apurada do lucro presumido anual, mais adicional de 10% sobre o resultado que exceder R$20.000;
Em cada semestre, pago em quota única, pela aplicação da aplicação da alícota de 15% sobre a base apurada de lucro presumido, até o último dia útil do semestre subseqüente ao do encerramento do período de apuração;
Em cada mês, pela aplicação da aplicação da alícota de 15% sobre a base apurada de lucro presumido, não incluído adicional, até o último dia útil do mês subseqüente ao do encerramento do período de apuração;
O imposto de renda devido, apurado pelo optante do Lucro Presumido, será pago:
Mensalmente, até o último dia útil do mês subseqüente ao do encerramento do período de apuração;
Anualmente, em quota única, até o último dia útil do mês de janeiro subseqüente ao ano calendário de apuração;
Em quota única, até o último dia útil do mês subseqüente ao do encerramento do trimestre de apuração;
Parceladamente, até o último dia útil do mês subseqüente ao do encerramento do período de apuração;
Em quota trimestral, a partir do ano calendário anterior até o último dia útil do ano de apuração, ao longo do ano subsequente ao ano de apuração.
O imposto devido apurado por uma optante pelo lucro presumido, decorrente da receita bruta de R$3.800.000, no desenvolvimento de atividade de revenda de combustíveis derivados de petróleo e álcool etílico carburante será de:
R$9.120,00;
R$8.340,00;
R$9.580,00;
R$8.280,00;
R$9.200,00.
Marque a única alternativa que não relaciona receitas ou rendimentos não tributáveis pelo lucro presumido:
Recuperações de créditos que não representem ingressos de novas receitas, e cujas perdas não tenham sido deduzidas na apuração do lucro real em períodos anteriores;
Reversão de saldo de provisões anteriormente constituídas, desde que o valor provisionado não tenha sido deduzido na apuração do lucro real dos períodos anteriores;
Reversão de saldo de provisões anteriormente constituídas que se refiram ao período no qual a pessoa jurídica tenha se submetido ao regime de tributação com base no lucro presumido ou arbitrado;
As multas ou qualquer outra vantagem recebida ou creditada, ainda que a título de indenização, em virtude de rescisão de contrato;
Lucros e dividendos recebidos decorrentes de participações societárias, caso refiram-se a períodos em que os mesmos sejam isentos de imposto de renda.
Nas alternativas abaixo marque a única opção que identifica receitas ou rendimento não tribuáveis pelo lucro presumido:
Os rendimentos auferidos nas operações de mútuo realizadas entre pessoas jurídicas controladoras, controladas, coligadas ou interligadas;
Reversão de saldo de provisões anteriormente constituídas, desde que o valor provisionado não tenha sido deduzido na apuração do lucro real dos períodos anteriores;
Os ganhos auferidos em operações de cobertura (hedge) realizadas em bolsas de valores, de mercadorias e de futuros ou no mercado de balcão;
A receita de locação, quando não for este o objeto social da pessoa jurídica;
Os rendimentos e ganhos líquidos auferidos em aplicações financeiras de renda fixa e de renda variável. 
GABARITO (a, c, e, d, b)�
ANEXO
CONTRIBUIÇÃO SOCIAL SOBRE O LUCRO LÍQUIDO (CSSLL)
Contribuintes da CSSLL
São contribuintes as pessoas jurídicas, aquelas consideradas como tal para fins de Imposto de Renda. Assim, as entidades enquadradas no inciso I do art. 12 do Decreto nº. 3.048/99 – RINSS (empresa- firma individual ou a sociedade que assume o risco de atividade econômica urbana ou rural, com fins lucrativos ou não, bem como os órgãos e as entidades da administração pública direta, indireta e fundacional) que não se enquadrem na imunidade ou isenção da Lei nº. 9.532/97 com as alterações da Lei 9.732/98, estão sujeitas à contribuição social sobre o lucro líquido (Manual DIPJ2003, item 18). 
No que respeita ao disposto na Lei nº. 9.732/98, especialmente no art. 7º, que determina: 
"Fica cancelada, a partir de 1º de abril de 1999, toda e qualquer isenção concedida, em caráter geral ou especial, de contribuição para a Seguridade Social em desconformidade com o art. 55 da Lei nº. 8.212/91, na sua nova redação, ou com o art. 4º desta lei." Infere-se daí que grande parte das entidades isentas estão irregulares quanto à CSSLL. O MANUAL DIPJ 2003, no item 18, relaciona apenas as associações de poupança e empréstimo, as entidades de previdência privada fechada (indevidamente) e as bolsas de mercadorias e de valores, dizendo que estão isentas do imposto de renda, mas são contribuintes da contribuição social sobre o lucro líquido.
As entidades fechadas de previdência complementar ficam isentas da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSSLL), relativamente aos fatos geradores ocorridos a partir de 1º de janeiro de 2002 (art. 5º da Lei nº. 10.426/02).
As micro empresas

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