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Licenciado para - Ivania Maria da Silva - Protegido por Eduzz.com
Clínica Integrada 1 (Dentística) – 5º Semestre – 1ª Unidade – Aula 2 – Proteção do Complexo Dentina-Polpa - 
@Resumodontologia Página 1 
 
Clínica Integrada 1 – 5º Semestre – 1ª Unidade – Aula 2 - Proteção do Complexo Dentina-Polpa 
 O conjunto calcificado esmalte/dentina é a estrutura responsável pela proteção biológica da polpa, do tecido 
pulpar; 
 Se não existissem o esmalte e a dentina a polpa estaria exposta, sem proteção; 
 O esmalte é um tecido extremamente duro, já a dentina é um tecido mais amolecido, que serve para 
absorver o impacto, logo o modulo de elasticidade da dentina absorve o impacto para o dente não 
trincar/fraturar; 
 Uma vez que se realiza um preparo cavitário ou uma lesão cariosa no dente, e realiza o preparo cavitário 
posteriormente, está-se removendo o esmalte e dentina que faz a proteção natural, logo precisa colocar um 
material que faça a proteção, pois o tecido de proteção original foi perdido. Logo não pode-se fazer uma 
restauração sem fazer a proteção, porque se não o paciente vai sentir consequências como sensibilidade pós 
operatória, necrose pulpar ao longo do tempo, então a proteção é essencial. 
 Esmalte, Dentina e Polpa 
 Polpa: 
 É um tecido que não se quer ver, pois não se quer exposição pulpar. 
 É um tecido conjuntivo frouxo especializado; 
 Rico em células, vasos sanguíneos, nervos  Logo é altamente sensitivo; 
 Circundada por paredes inelásticas, logo por tecidos duros que não se expandem, então quando há 
uma repercussão na polpa: 
o Quando há alguma repercussão na polpa como uma pulpite, o paciente reclama de muita 
dor, pois há uma inflamação na polpa e a caixa de dentina e esmalte não acompanha esse 
edema, a polpa fica pulsando, mas a caixa endurecida não acompanha essa inflamação. 
 Precisa-as da polpa para produzir dentina – via odontoblastos. 
 Odontoblastos: 
o Células altamente diferenciada, especializada na produção de dentina primária, secundária e 
terciária. 
 Dentina: 
 Dependente da polpa (via odontoblastos); 
 A dentina é quem faz o contato íntimo com a polpa, por isso que se chama de complexo-dentina 
polpa, os túbulo dentinários (dentro tem os prolongamentos odontoblásticos que fazem parte da 
polpa) e dentina estão em intimo contato com a dentina; 
 Quando se realiza um preparo onde se retira todo o esmalte, e já se está com preparo em dentina, 
está-se movimentando odontoblastos, está-se realizando um preparo também em células da polpa, 
por isso que o paciente sente dor, por isso não pode realizar sem anestesia, pois a polpa é altamente 
sensitiva; 
 Tecido mineralizado; 
 Proteção da polpa. 
 Organização da dentina 
o São organizadas através de túbulos dentinários, os túbulo dentinários a medida que se 
aproximam da polpa são maiores em diâmetro, com maior quantidade, e isso significa que a 
comunicação com a polpa, quanto maior o preparo cavitário, maior será a comunicação. 
o Cristais de apatita em meio a uma matriz de colágeno; 
o A permeabilidade dentinária próximo da polpa é altíssima; 
o Tecido tubular 
 Dentina Peritubular  É mais mineralizada; 
 Dentina Intertubular  É menos mineralizada. 
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@Resumodontologia Página 2 
 
 Diâmetro do túbulo dentinário: 
o A medida que se aproxima do tecido pulpar, tem-se um diâmetro maior da embocadura do 
túbulo dentinário, aumentando a permeabilidade dentinária; 
o Próximo a esmalte – 0,7 micrometros 
o Junto à polpa – 2,6 micrometros 
o Dentina permeável à medida que se aproxima da polpa. 
IMAGEM 
 Dentina Primária: 
1. Primária  Dentina que é formada durante a fase de formação do elemento dentário; 
2. Secundária  Formada ao longo da vida; 
3. Terciária  É a dentina que é formada quando há um estimulo externo. 
*Esclerose  A dentina terciária pode ser caracterizada de várias formas como é o caso da 
dentina esclerótica que é quando há obliteração do túbulo dentinário, tendo um processo de 
adesão muito ruim; 
 * Dentina terciária reparadora  A coloração parece coloração de cárie, e no momento em 
que se está fazendo o preparo tem-se dificuldades de diferenciar o que é dentina reparadora e o que 
é tecido cariado, e para fazer essa diferença deve-se analisar a textura da dentina com o auxílio de 
uma cureta dentinária, se estiver duro, não tem mais tecido cariado ativo, a dentina terciária é 
endurecida, a dentina normal não é escura ela é brilhosa, a cárie tem aspecto amolecido. 
IMAGEM 
 * Dentina Esclerosada  Teve o estímulo da cárie, o túbulo dentinário não forma apenas 
dentina terciária, forma a dentina terciária do tipo esclerótica, a dentina vai “entender” que está 
vindo uma agressão, e precisa-se fechar o túbulo para que a agressão não chegue até a polpa, assim 
vai-se formar dentina para obliterar a todo o túbulo dentinário, é a chamada dentina esclerótica. Aqui 
tem-se uma ruim adesão, pois o túbulo está completamente obliterado, quando se coloca um ácido 
fosfórico a intenção do ácido fosfórico é abrir os túbulo dentinários, para o primer-bond penetrar. Se 
tem um túbulo já obliterado, o ácido fosfórico precisa abrir, tirar toda a dentina que está na entrada 
do túbulo, então o ácido tem uma ação mais lenta, o ácido não age de uma maneira tão eficiente. 
Quando se tem esse tipo de dentina, deve-se imaginar que é preciso colocar um material que tenha 
uma união melhor do que o sistema adesivo, e o material que se une quimicamente à estrutura do 
dente é o IONÔMERO DE VIDRO, então toda vez que se tem uma dentina terciária do tipo esclerótica, 
que são as dentinas mais escurecidas, vai forrar a cavidade com ionômero de vidro, pois o ionômero 
de vidro se liga quimicamente e se liga de maneira forte com essa dentina que está altamente 
calcificada e o ácido fosfórico vai ter ação na dentina, que está em volta e ao redor do esmalte, que 
tem uma ótima adesão, assim melhorando a adesão da restauração. 
IMAGEM 
 Agressões pulpares: 
 Bacterianos; 
 Físicos; 
 Restauradores. 
1. Bacteriano  Cárie: 
o O próprio desenvolvimento da lesão cariosa já é uma agressão pulpar. A bactéria “pega” o 
carboidrato e forma o ácido que vai desmineralizar o esmalte e a dentina e esse ácido é 
tóxico ao tecido pulpar; 
o Quando há a formação da lesão de cárie o odontoblastos produz a dentina terciária para 
distanciar a lesão de cárie da polpa, ela pode produzir apenas terciária, ou produzir 
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terciária do tipo esclerótica, e isso é uma forma de proteção do organismo contra a ação 
da lesão de cárie. 
o Difusão das substâncias tóxicas produzidas pelos microorganismos nos túbulos: 
 Formação de dentina terciária; 
 Esclerose dentinária 
2. Físicos ou Químicos: 
o O próprio preparo de cavidades já são agressões: 
 Quando se realiza o preparo cavitário está-se cortando literalmente esmalte e 
dentina, então quando for realizar preparo deve-se tomar cuidado; 
 Profundidade do preparo; 
 Pressão de corte  a pressão a mais pode gerar uma agressão à polpa; 
 Calor Friccional da turbina; 
 Desidratação da dentina; 
o Traumas e fraturas 
o Refrigeração das turbinas  O ideal é ter dois orifícios jogando água para a ponta ativa da 
broca; 
o Se não colocar água, está aquecendo e desidratando a dentina, a dentina não pode ficar 
extremamente seca, quando seca demais a dentina força a movimentação do 
odontoblastos, para produzir mais fluido 
o Preparo cavitário: 
 Instrumentos novos; 
 Refrigeração abundante; 
 Menos pressão de corte; 
 Corte intermitente  Coloca, tira um pouco,coloca, tira um pouco 
 Minimizar a secagem de ar, não pode desidratar a dentina. O ideal é bolinha de 
algodão, pois o jato de ar muito forte movimenta demais os odontoblastos, para 
produzirem mais fluidos para umedecer essa dentina e aí o paciente sente 
sensibilidade pós-operatória. 
o Secagem da cavidade: 
 Bolinhas de algodão ou curtos jatos de ar, o uso de ar por 10 segundos ou mais 
causam desorganização da camada odontoblástica; 
o Trauma Oclusal: 
 Gera desconforto e uma agressão pulpar; 
 Uma simples restauração alta, se não for removido o contato prematuro, pode 
gerar uma necrose pulpar, o paciente vai precisar fazer endo por causa de uma 
restauração alta; 
 O mínimo de excesso oclusal causa suficiente desconforto para motivar o retorno 
do paciente ao dentista; 
 Contatos exagerados; 
 Aumento da pressão intrapulpar. 
OBS.: Toda vez que se realizar uma restauração, precisa-se fazer o conto oclusal antes de se iniciar o preparo e 
depois que finaliza a restauração, antes para poder observar onde o paciente realmente oclui, e aí tenta-se fugir 
desse ponto de oclusão do paciente durante o preparo, se tiver cárie não tem jeito, se não tiver deve-se tentar evitar 
mexer naquele lugar, porque aí sabe que não vai precisar devolver o ponto exato de oclusão. Finalizou a restauração 
sempre faz o registo de oclusão (papel carbono + pinça Miller) e o paciente faz os movimentos de lateralidade, 
protrusão... e se tiver em excesso faz-se a remoção, o paciente não pode ir para casa com excesso de restauração. 
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3. Restaurador: 
o Componentes ácidos e de monômeros não polimerizados; 
o Microorganismos provenientes da contaminação ou de falhas da restauração; 
o Na resina tem-se monômeros resinosos, e alguns paciente possuem alergia, porém é raro; 
o O ácido fosfórico é bastante agressor; 
o Amálgama, partículas, íons metálicos. 
 
1. Materiais de Proteção: 
 Requisitos para os materiais serem considerados  Materiais de Proteção Pulpar: 
 Precisa proteger a polpa de choques térmicos e elétricos (proteger o complexo dentina-polpa); 
 Precisa ser útil como agente bactericida  pois tem contaminantes na cavidade oral; 
 Inibir a penetração de íons metálicos das restaurações  principalmente das restaurações de 
amálgama; 
 Evitar a inflamação de elementos tóxicos ou irritantes constituintes dos materiais restauradores  
entrando como exemplo a resina composta, o ácido fosfórico, o próprio primer adesivo que também 
tem monômero resinoso. Então quando se coloca essa camada de material de proteção, inibe a 
penetração dele dentro do túbulo dentinário a chegar no tecido pulpar, inibe a agressão pulpar. 
Quanto mais profundo maior a permeabilidade, se não coloca o material de proteção mais 
contaminante vai ir para a região da polpa. 
 
 Tipos de Material 
 Produtos à base de hidróxido de ácido; 
 Cimento de Ionômero de Vidro; 
 Sistema Adesivo; 
 Verniz; 
 Óxido de zinco e eugenol; 
 
1. Produtos a base de HIDRÓXIDO DE CÁLCIO: 
o Estimular a produção de dentina; 
o Biocompatibilidade; 
o Alcalinidade – reduz a acidez cavitária (logo é ALCALINO) 
o Hemostático  isso vai ser interessante quando ocorre a exposição pulpar acidental da polpa, vai-se 
colocar uma bomba de hidróxido de cálcio; 
o Bacteriostático/Bactericida  É antimicrobiano; 
o Forma de apresentação: 
 Solução de Hidróxido de Cálcio  Mistura que faz do hidróxido de cálcio 
com a água destilada ou as vezes com soro fisiológico; 
o Cimento de hidróxido de cálcio PA  Pó branco; 
o Pasta  Hidro C, onde tem-se a pasta BASE e a pasta 
CATALIZADORA 
 
 
 
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o Não tem resistência mecânica, por isso que se coloca ionômero de vidro por cima, e a sua inserção é 
em pequeno incremento, não se pode forrar uma pulpar toda com o cimento de hidróxido de cálcio, 
só o pontinho na área mais profunda, pois não tem resistência mecânica, se forrar com ele, mesmo 
colocando o ionômero, se for condensar o amálgama, o cimento de hidróxido de cálcio vai craquelar 
todo, pois não tem resistência mecânica; 
o Não pode colocar o CIV e aplicar o ácido, ou aplicar o amálgama por cima, todo CIV precisa de 
ionômero por cima, precisa do forrador, por conta do CIV ser um material solúvel em água, logo 
após aplicar o ácido sairia tudo, e porque não tem resistência mecânica. 
 
2. Cimento de Ionômero de Vidro (CIV): 
o Biocompatibilidade; 
o Adesividade; 
o Liberação de Flúor; 
o Coeficiente de expansão térmica linear semelhante à estrutura dentária. 
o É um material excelente; 
o Tem do tipo forrador, restaurador, restaurador modificado; 
o Em pediatria é o material praticamente de primeira escolha; 
 
3. Sistemas Adesivos: 
o O próprio sistema adesivo pelo seu procedimento de hibridização da dentina, é um protetor pulpar; 
o Selamento dos túbulos dentinários; 
o Prevenção microinfiltração; 
o O sistema adesivo sela os túbulos dentinários, formando a camada híbrida e os tags resinos, então ele 
é um agente de proteção; 
 
4. Vernizes Cavitários: 
o Só é utilizado para a proteção de amálgama; 
o Protege o tecido pulpar, contra os íons metálicos do amálgama; 
o Película não uniforme (+/- 5 mm)  Aplica em um único sentido que é para o verniz selar 
completamente aquela dentina. Espera evaporar um pouco e logo em seguida pode-se condensar o 
amálgama na cavidade; 
o Isolar o complexo dentino-pulpar dos materiais restauradores; 
o Alta solubilidade e pequena capacidade de selamento; 
 
5. Óxido de zinco e eugenol: 
o IRM  é uma marca; 
o Materiais rígidos – 1 a 3 mm; 
o Isolamento térmico e elétricos; 
o Preenchimento de áreas retentivas; 
o Não pode fazer oxido de zinco e eugenol como proteção antes da dentina, pois o eugenol na 
composição do óxido de zinco e eugenol ele altera a composição a reação de fotopolimerização da 
resina, não deixa a resina endurecer, tomar presa. Então é um material ESTRITAMENTE para 
amálgama. 
 
 
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 O que vai determinar o que será usado, se será oxido de zinco, resina, verniz? Depende do material restaurador 
para se escolher o material de proteção, mas uma coisa que determina muito na proteção é a profundidade 
cavitária. 
 
2. Fatores que orientam as estratégias de proteção do Complexo Dentinopulpar: 
 Profundidade Cavitária: 
1. Superficial; 
2. Rasa; 
3. Média; 
4. Profunda 
5. Muito profunda. 
 A proteção em 1 não será igual a proteção do 5, como em 5 tem 
uma maior permeabilidade dentinária, precisa-se de uma proteção 
mais agressiva, uma proteção melhor. 
 Qualidade e tipo de dentina remanescente: 
 Se tem dentina esclerótica tem ruim adesão, então pode-se orientar a utilização apenas de ionômero 
de vidro; 
 Idade do paciente: 
 Paciente jovem tem um volume de câmara pulpar maior, então o paciente jovem não tem uma 
mesma profundidade que um paciente idoso, que terá uma redução desse volume pulpar, além de 
ter menos quantidade de esmalte por conte do desgaste fisiológico sofrido ao longo da vida, mas tem 
uma maior quantidade de dentina, então trabalha-se com mais tranquilo em uma pessoa idosa. 
 Material restaurador: 
 A depender do material restaurador que vai se utilizar também vai determinar. Para amálgama por 
exemplo só serve para amálgama o verniz e o óxido de zinco e eugenol. Agora se for para amálgama 
tem-se outras opções. 
PROTOCOLOS 
 Tiposde proteção pulpar: 
 Proteção pulpar INDIRETA  Sem exposição pulpar 
o Cavidades rasas, médias e profundas; 
o Tratamento expectante. 
 Proteção pulpar DIRETA  Com exposição pulpar 
o Diretamente no tecido pulpar; 
o Opções: 
 Capeamento pulpar; 
 Curetagem pulpar; 
 Pulpectomia 
1. Proteção Pulpar Indireta 
o Quando vai ser realizada? 
 Quando decidir restaurar, quando a polpa estiver sadia, quando durante o exame 
anamnésico e radiográfico definir que não há lesão periapical, não há necrose, que a polpa 
está viva, com os objetivos abaixo; 
o Polpa normal ou com inflamação reversível; 
o Ausência de exposição pulpar; 
o Manter a vitalidade pulpar; 
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o Inibir o processo carioso; 
o Reduzir microinfiltração; 
o A proteção pulpar INDIRETA pode ser IMEDIATA ou MEDIATA 
o Estimular a formação de dentina reparadora. 
o Proteção pulpar indireta IMEDIATA é imediatamente, no momento que vai restaurar; 
o TRATAMENTO EXPECTANTE, aguarda um tempo de espera (mediata) 
OBS.: A remoção do tecido cariado é sempre com cureta dentinária e brocas em baixa rotação. 
 Cavidades 
 Cavidades Rasas: 
 Cavidade com mais de 2 mm (mais ou menos) de estrutura remanescente entre o 
assoalho e a polpa; 
 Resina Composta: 
 Sistema Adesivo  O próprio sistema adesivo é suficiente, a camada hibrida 
que forma é suficiente para bloquear das agressões, não precisa nada mais; 
 Amálgama: 
 Nenhum protetor é necessário 
 
 Cavidades médias: 
 Cavidades com mais de 0,5 mm e menos de 1 mm de estrutura remanescente entre o 
assoalho e a polpa 
 Resina Composta: 
 Sistema Adesivo 
 Amálgama: 
 Verniz Cavitário; 
 
 Cavidades Profundas: 
 Cavidades com menos de 0,5 mm de estrutura remanescente entre o assoalho e a 
polpa; 
 Resina Composta: 
 CIV + Sistema Adesivo; 
 OU 
 HCA + CIV + Sistema Adesivo 
OBS  O que vai determinar se vai-se colocar o hidróxido de cálcio (HCA) ou não, vai ser se o tipo 
de dentina, se houver dentina terciária não será necessário, se não tiver aí coloca o HCA. 
 Amálgama: 
 Verniz Cavitário (colocado como selador) e IRM (óxido de zinco e eugenol 
colocado como forrador) 
 
 Cavidades muito profundas: 
 Cavidades com menos de 0,5 mm de estrutura remanescente entre o assoalho e a 
polpa: 
 Resina Composta: 
 HCA + CIV + Sistema Adesivo 
 Amálgama: 
 HCA + Verniz + IRM (óxido de zinco e eugenol) 
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1.1 Proteção Pulpar Indireta Mediata: 
 Tratamento expectante 
 É feito em duas etapas, na primeira etapa remove a cárie das paredes circundantes, deixa a parede 
de fundo com a cárie, coloca o CIV restaurador e colocar o hidróxido de cálcio na intenção de inibir o 
crescimento bacteriano. O hidróxido de cálcio que é bactericida vai inibir a progressão vai produzir 
dentina reacional e o CIV vai remineralizar, então vai bloquear a agressão que estava atingindo a 
polpa; 
 Espera de 30 até 60 dias/45 até 60 dias para saber o resultado; 
 Risco de exposição pulpar; 
 Tratamento em duas etapas; 
 Bloquear as agressões que atingem a polpa; 
 Inativar as bactérias e estimular a formação de dentina terciária; 
 Remineralizar parte da dentina remanescente; 
 Protocolo do tratamento expectante: 
 Anamnese; 
 Anestesia (alguns autores preconizam para não anestesiar para saber se o paciente sente dor, se 
sentiu vai saber que a polpa está viva). O que vai determinar se a polpa está viva ou não vai ser o 
exame clínico com o radiográfico, não vai-se fazer teste de cavidade; 
 Isolamento do campo operatório  Sempre, pois se expor da para fazer a proteção pulpar 
direta; 
 Acesso à cavidade; 
 Remoção da dentina cariada superficial; 
 Cimento de Ca(OH)2; 
 Selamento cavitário com o (CIV). 
 Tratamento expectante: 
 Quando o paciente volta, faz-se todos os testes de vitalidade (radiografa, percurssão...), para 
saber se o dente respondeu ao tratamento feito, se respondeu será feita a restauração; 
 Teste de vitalidade pulpar; 
 Radiografia periapical (verificar periápice e formação de barreira dentinária cariada 
remanescente); 
 Remoção da dentina cariada remanescente; 
 Capeamento pulpar indireto; 
 Restauração definitiva 
 Qual o objetivo do CIMENTO DE HIDRÓXIDO DE CÁLCIO? 
 Formar dentina para distanciar depois do procedimento de restauração. 
 
2. Proteção Pulpar Direta: 
o Feita quando houver a exposição do tecido pulpar; 
o Polpas normais expostas acidentalmente; 
o Sangramento vivo e abundante; 
o Ausência de tecido cariado; 
o Fraturas dentais; 
o Sintomatologia pulpar provocada. 
o Protocolo da Proteção pulpar Direta: 
 Anamnese; 
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 Isolamento do campo operatório; 
 Remoção da dentina cariada 
 Limpeza Cavitária – solução Ca(OH)2; 
 Aplicação de pó de Ca(OH)2; 
 Cimento de Ca(OH)2 
 Aplicação de cimento de ionômero de vidro; 
 Restauração definitiva. 
OBSERVAÇÕES FINAIS: 
 O ácido fosfórico é colocado sempre depois da proteção; 
 O CIV (cimento de ionômero de vidro) precisa de pelo menos 5 minutos para fazer sua reação inicial de presa, 
logo o ácido só pode ser colocado depois de 5 minutos. 
 A pulpotomia é a remoção da polpa somente coronária, deixando a polpa radicular; 
 O paciente sentir dor espontânea nem precisa mais planejar tratamento expectante nem nada, isso aí já é sinal de 
tratamento radical da polpa. 
 Se ao remover a cárie, está no finalzinho terminando a remoção, expôs a polpa, vai fazer a BOMBA DE CIMENTO 
DE HIDRÓXIDO DE CÁLCIO que é: 
1. Lavra o sangramento com solução de hidróxido de cálcio (coloca a solução na seringa e lava bastante o 
sangramento). Só com essa lavagem o sangramento praticamente some, pois o hidróxido de cálcio é 
hemostático. 
2. Aplicar o pó de cimento de hidróxido de cálcio em cima do sangramento; 
3. Coloca o cimento de hidróxido de cálcio; 
4. Por cima coloca o ionômero de vidro. Pode fazer ionômero de vidro todo, vedar tudo com o ionômero de 
vidro esperar para ver se o paciente vai ter alguma coisa e depois restaurar, ou então de forma mais 
“arriscada” coloca-se o CIV como proteção e já faz a restauração definitiva. 
O paciente deve ficar em OBSERVAÇÃO, deve está ciente do que aconteceu, se começar a sentir dor, se começar 
a ter reação periapical, aí o paciente deve ser encaminhado para a endodontia. 
 
Referências Bibliográficas 
BARATIERI, L. N. et al. Odontologia Restauradora: Fundamentos e Técnicas. Vol. 1. São Paulo: Santos, 2010. 
Dentística Saúde e Estética – Ewerton Nocchi Conceição. 
Dentística Procedimentos Pré-ClÌnicos – José Mondelli. 
Odontologia Restauradora, Fundamentos e Possibilidades – Luiz Baratieri. 
Cariologia: Conceitos básico, diagnóstico e tratamento não Restaurador – Série Abeno – Mariza Maltz et al. 
 
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