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AULA 7 - A PRODUÇÃO DE 
TEXTOS
• Desenvolver técnicas de Produção de Textos.
• Reconhecer os elementos estruturais de Textos Dissertativos.
• Produzir Textos Dissertativos.
CONTEXTUALIZANDO A APRENDIZAGEM
Nas Aulas anteriores, você trabalhou vários conceitos básicos e essenciais para a prática de 
Leitura e de Interpretação de Textos. Perpassamos pela abordagem do que é e como se dá a 
Comunicação, até chegarmos ao estudo sobre a Leitura; e, como ela é um ato de extrema 
importância para nossa vida, especialmente, em uma sociedade marcada por uma grande 
quantidade e diversidade de informações que chega a todos nós a todo instante.
Após o estudo sobre a Leitura e a oferta de algumas Dicas para que você possa realizar suas 
Leituras, acadêmicas ou não, de forma mais eficiente, chegou o momento de abordarmos a 
Produção de Textos. Nesta Aula, você terá contato com pontos e passos importantes para a 
Produção de bons Textos. Também, será importante o seu estudo, mais aprofundado, sobre os 
Gêneros Textuais. 
Mapa mental panorâmico
Para contextualizar e ajudá-lo(a) a obter uma visão panorâmica dos conteúdos que você estudará na Aula 7, bem como entender a inter-
relação entre eles, é importante que se atente para o Mapa Mental, apresentado a seguir:
A PRODUÇÃO DE TEXTOS
1 A PRODUÇÃO DE UM TEXTO
1.1 A ESTRUTURA BÁSICA DE UM TEXTO
1.1.1 INTRODUÇÃO (OU APRESENTAÇÃO)
1.1.2 DESENVOLVIMENTO
1.1.3 CONCLUSÃO
2 TEXTOS DISSERTATIVOS
2.1 O GÊNERO TEXTUAL DISSERTATIVO-ARGUMENTATIVO
2.2 O ARTIGO DE OPINIÃO
2.3 O EDITORIAL
A PRODUÇÃO DE TEXTOS
1 A PRODUÇÃO DE UM TEXTO
Para começarmos a falar sobre a Produção de bons Textos, leia a tirinha abaixo.
Figura 1 - Escrever...
FONTE: Calvin - Acesso em 09/05/18
https://nova-escola-producao.s3.amazonaws.com/gABTeaEuJnZFrn3SyznZAertNZT5A79Q4HY8gDUQyeYj4Py9tbe9JXKyMpt7/calvin-139.gif
É comum encontrarmos pessoas compartilhando o mesmo sentimento de Calvin quanto ao ato de escrever. Nem sempre é fácil não se 
preocupar com o “resultado final” e “se divertir com o processo criativo”, não é mesmo?! Principalmente, se o Texto a ser escrito tiver 
que ser formal, em Língua Padrão. No entanto, escrever é algo que pode ser melhorado, pois assim como ler, escrever, também, é um 
hábito que se pode adquirir.
Assim como ler, produzir textos é um ato constante em nossas vidas. A todo instante aparecem à nossa frente inúmeros Textos a ler e 
incontáveis Textos-respostas a produzir.
De mensagens instantâneas, em aplicativos e redes sociais, passando por comentários de notícias em diversos sites e blogs, a relatórios 
e textos mais formais, como um trabalho acadêmico ou uma apresentação profissional em forma de palestra, a Produção de um Texto 
deve ser bem realizada, para que a mensagem desses Textos chegue, de forma clara, objetiva aos Receptores; e, muitas vezes, com o 
mínimo de palavras e/ou períodos.
Antes de mais nada, para a Produção de bons Textos, é necessário lembrar que não existem “fórmulas mágicas”. Calvin não 
conseguirá se transformar em um grande produtor de textos, sem esforço e persistência. Um bom Texto vai depender do conhecimento 
que se tem sobre o assunto a ser explorado, a estrutura textual que será seguida e do conhecimento linguístico que o Autor do Texto 
traz consigo. Entretanto, há estratégias que podem oferecer uma ajuda significativa em produções que requerem certa formalidade e 
certo cuidado com a escrita.
Todos possuem diferentes estilos de escrita, ou seja, formas particulares de se abordar um tema ou assunto, tais como, escolhas 
vocabulares distintas e argumentos e exemplos diversificados. O que realmente importa não é o estilo de cada Escritor, mas sim a 
Coerência e a Coesão do Texto produzido.
COESÃO e COERÊNCIA são dois termos muito próximos que dizem respeito à harmonia de palavras e ideias dentro de 
um Texto. Clareza, objetividade e estética são palavras que podem se aproximar desses termos.
Fonte: Esquadrão do Conhecimento - Acesso em 09/05/18
A Coesão refere-se à ligação, à articulação, entre palavras, períodos e parágrafos no Texto. Ela garante o encadeamento das ideias, 
ou seja, do conteúdo do Texto. Um exemplo de Coesão Textual é quando vamos construir um Texto e utilizamos pronomes para 
substituirmos os nomes de alguém, os quais já foram mencionados anteriormente. Ao buscarmos evitar a repetição de um mesmo 
nome, estamos trabalhando para que o Texto fique coeso.
Já a Coerência refere-se à lógica entre as ideias, entre as informações, apresentadas ao longo de um Texto. Um Texto coerente é 
aquele que traz harmonia entre o que é nele apresentado.
Tendo claro em mente sobre a importância de se prestar atenção à Coerência e à Coesão em suas Produções Textuais, é o momento 
de refletirmos sobre as partes que compõem um Texto.
1.1 A ESTRUTURA BÁSICA DE UM TEXTO
Será que podemos produzir um Texto sem pensarmos no resultado final dessa produção? Note, na tirinha abaixo, que Cebolinha e 
Mônica trabalharam duro, mas se esqueceram de algo importante: 
Figura 2 - Falta de planejamento
Fonte: Mônica - Acesso em 09/05/18
COESÃO E COERÊNCIA TEXTUAL
Acesse aqui e encontre informações para que possa 
diferenciar Coesão e Coerência. Vale a pena compreender 
bem esses dois conceitos, pois eles ajudam tanto na escrita 
quanto na leitura produtivas de vários Textos.
Acesso em 09/05/18
https://esquadraodoconhecimento.wordpress.com/2012/03/18/coesao-e-coerencia/
http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/saep/portugues/saep_port_3em/imags/tirinha_monica.jpg
https://www.normaculta.com.br/coerencia-e-coesao/
Produzir um texto sem planejamento e organização pode levar qualquer um a ficar sem saída!
Cada Tipo ou Gênero Textual possui particularidades tanto em suas estruturas quanto em seu conteúdo. Entretanto, é possível 
pensarmos em uma estrutura básica de todo Texto que, além de colaborar com a organização textual, pode garantir a sua Coerência.
Basicamente, um Texto possui uma Introdução, um Desenvolvimento e uma Conclusão. Esses elementos básicos devem estar bem 
organizados e equilibrados, ou seja, mantendo uma harmonia geral.
Vamos ver, agora, cada um desses elementos.
1.1.1 INTRODUÇÃO (OU APRESENTAÇÃO)
A Introdução é composta do assunto e da ideia principal que será desenvolvida ao longo do Texto. Dependendo do Gênero Textual 
em produção, a Introdução poderá ser escrita em páginas (é o caso de uma Dissertação de Mestrado) ou em um Parágrafo (caso de 
um curto Artigo de Opinião). O essencial é que essa Introdução apresente, de forma clara e objetiva, a ideia central do Texto em 
produção.
1.1.2 DESENVOLVIMENTO
O Desenvolvimento, também, dependerá de qual Gênero de Texto está sendo produzido, mas o principal é que, nesse momento, o 
Texto traga o desenvolvimento da ideia central, apontada na Introdução. Isso ocorrerá a partir do encadeamento de ideias 
secundárias, dados e argumentos que vão sustentar e explicar o seu posicionamento de Autor(a). A discussão do tema, do assunto 
requer uma organização, um certo planejamento, para que o Texto flua tranquilamente e o Leitor consiga acompanhar a defesa do 
ponto de vista que você, Autor(a), estará trazendo ao longo do Texto. A quantidade de parágrafos do Desenvolvimento vai depender 
da sua argumentação. Normalmente, cada argumento aparecerá em um parágrafo e será reforçado por informações relativas a ele.
1.1.3 CONCLUSÃO
A Conclusão é o ponto de chegada, ou seja, o fechamento da discussão que a Introdução indicou e que foi desenvolvida ao longo 
das suas argumentações. Enquanto Autor(a), você deverá dar um encaminhamento final e fechar a discussão apresentada. Uma boa 
Conclusão é aquela que apresenta, sinteticamente, o assunto explorado ao longo do Texto e faz encaminhamentos coerentes com a 
sua ideia central. Para Textos curtos, um parágrafo é o normal para a Conclusão.
DICAS PARA UM BOM TEXTO
Eis algumas Dicas que podem melhorar a Produção de seus Textos:
• Desenvolva o hábito de Leitura e de Escrita. Ele é essencial.
• Fique atentoàs regras gramaticais.
• Amplie seu vocabulário.
• Tenha cuidado com a pontuação, a grafia das palavras e as concordâncias.
• Use palavras adequadas, sem palavrões ou termos xulos.
• Prefira a Linguagem Formal.
• Saiba opinar e criticar.
• Atente-se ao Tipo e ao Gênero de seu Texto.
• Mantenha a lógica e a clareza de suas ideias.
• Lembre-se do tema e da ideia principal do Texto.
• Faça esquemas e rascunhos antes de escrever o Texto.
• Evite repetições desnecessárias.
• Releia, revise seu Texto.
• Use o Dicionário, sempre que necessário.
Quando você esteve estudando na Aula 4 (sobre Interpretação de Textos), você compreendeu que não há receitas prontas e infalíveis 
para uma boa Interpretação de Textos. Também, foi apresentado, naquele momento, que o ideal é que cada um procure desenvolver 
suas próprias estratégias de Interpretação.
Quanto à Produção de bons Textos, é válido considerar que você, também, deve procurar pensar e desenvolver certas estratégias 
para as suas Produções Textuais. Para exemplificarmos essa busca por estratégias que possam ajudar na sua Produção, sugerimos a 
leitura da matéria “Os maiores segredos da produção de texto”, postada em um blog sobre Marketing de Conteúdo. Nela, o Autor 
sugere uma “fórmula” (os 5 Ps) para planejar o conteúdo de uma Produção Textual. Acesse aqui, leia e aproveite a matéria.
Fonte: Os Maiores Segredos da Produção de Textos - Acesso em 09/05/18
Abordamos até aqui questões relativas à Produção de Textos de forma ampla. É hora de partirmos para a caracterização de alguns 
Tipos e Gêneros Textuais, de forma mais particularizada. 
Nesta Aula, trabalharemos a Produção de Textos do Tipo Dissertativo, como o Texto Dissertativo-argumentativo, o Artigo de Opinião e o 
Editorial. Esses Textos são de grande circulação em nosso meio social e educacional, merecendo, portanto, a nossa atenção. Vamos lá!
2 TEXTOS DISSERTATIVOS
É muito comum confundir uma Dissertação com um Texto Dissertativo-argumentativo. Não se engane, um é Tipo Textual e o outro é um 
Gênero Textual.
Uma Dissertação é aquele Tipo Textual que objetiva informar o Leitor sobre determinado assunto; apresentando seus pontos positivos e 
seus pontos negativos. Com isso, o Autor oferece ao Leitor os dois lados do assunto, para que o Leitor possa chegar às suas próprias 
conclusões. Ele não apresenta, ao longo de seu Texto, uma avaliação particular sobre o assunto.
2.1 O GÊNERO TEXTUAL DISSERTATIVO-ARGUMENTATIVO
Já um Texto Dissertativo-argumentativo tem como objetivo, além de informar, apresentar o ponto de vista sobre o assunto de quem o 
escreve bem como defender a sua posição com o intuito de persuadir, convencer, o Leitor. Para tanto, o Autor vai selecionar fatos, 
informações, dados e exemplos que vão ajudá-lo a sustentar a sua tese (a Ideia Principal), com o propósito de que o Leitor acate o 
posicionamento do Autor sobre o assunto (tema).
O que diferencia a Dissertação do Texto Dissertativo-argumentativo é que este último possui a intenção de convencer o Leitor sobre o 
ponto de vista, assumido pelo Autor. 
Assim, o Texto traz argumentos que vão sustentar a Tese Inicial do seu Autor.
Esses argumentos devem ser comprovados com informações, tais como dados de pesquisas, notícias e reportagens sobre o tema, 
dizeres de autoridades da área, tudo para que o Texto conduza o Leitor a concordar com o posicionamento do Autor. Dito de outra 
forma, um Texto Dissertativo-argumentativo vai além de informar, pois ele vai expressar uma opinião crítica do Autor sobre algo e tentar 
convencer o Leitor a concordar com sua Tese.
Você já teve, continua a ter e ainda terá muito contato com esse Tipo Textual.
Uma redação escolar, uma redação de vestibular (ou do ENEM), um trabalho escolar a partir do qual um Professor solicita o 
posicionamento de um Aluno sobre determinado tema são exemplos típicos de Textos Dissertativo-argumentativos.
Já a Estrutura desse Tipo Textual é aquela mesma a que nos referimos no tópico anteriormente estudado (sobre a Estrutura Básica de 
um Texto), ou seja, um Texto Dissertativo-argumentativo deve apresentar uma Introdução, Parágrafos de Argumentação 
(Desenvolvimento) e uma Conclusão.
https://viverdeblog.com/producao-de-texto/
https://viverdeblog.com/producao-de-texto/
Na Introdução, há a apresentação do assunto, do tema e da tese a ser defendida pelo Autor. Os parágrafos seguintes ao da 
Introdução são destinados ao Desenvolvimento da argumentação em defesa da tese do Autor. Cada parágrafo deve se ocupar de 
um argumento, para que ele possa ser bem desenvolvido e referendado por informações verídicas, objetivas e claras. O último 
parágrafo é aquele em que aparece a Conclusão do Texto, com a retomada e a reafirmação da ideia central (a tese) que foi 
defendida pelos argumentos apresentados. A Conclusão é um desfecho para a ideia defendida pelo Autor.
Agora que você viu o que é e como é organizado um Texto Dissertativo, vamos apresentar outros Gêneros Textuais que estão inseridos 
neste mesmo Tipo Textual.
Vale lembrar que, ao abordarmos o Tipo Textual Dissertativo, também, descrevemos o mais comum dos Gêneros de Textos, 
caracterizados como desse Tipo: a também chamada Redação Dissertativo argumentativa. Ao nos referirmos a um Texto Dissertativo-
argumentativo propriamente dito, ou seja, a uma Produção Textual que apresente as características gerais desse Tipo, estamos citando 
aquele Gênero que é comumente chamada de Redação ou de Dissertação Escolar.
Agora, vamos apresentar o Artigo de Opinião: um Gênero Textual no qual seu Autor, também, deve expor sua opinião, seu 
posicionamento, diante de algum tema.
2.2 O ARTIGO DE OPINIÃO
Comum ao ambiente jornalístico, esse Gênero de Texto tem por finalidade a exposição de um ponto de vista, de uma opinião, sobre 
determinado tema. Como todo Texto Dissertativo, ele deve trazer argumentos para defender esse ponto de vista. Para tanto, seu Autor 
faz uso de informações que possam sustentar o seu posicionamento.
Uma das características mais relevantes de um Artigo de Opinião é sua persuasão, ou seja, a busca por convencer o Leitor a adotar, a 
seguir a opinião de quem o escreveu. A Linguagem utilizada no Texto deve ser clara e objetiva, pois ele deve ser acessível a todas as 
pessoas para que, assim, elas possam acreditar e concordar com o Autor.
Vejamos algumas características de um Artigo de Opinião:
Escrito em primeira ou terceira pessoa.
• Circula em meios variados de comunicação: jornais, blogs, revistas, etc.
• Usa Linguagem Padrão simples, subjetiva e/ou objetiva.
• Aparecem verbos no presente e no imperativo.
• Aborda temas sempre atuais.
• Presença de títulos instigantes e provocativos.
• Apresenta o nome do Autor.
Segue a estrutura de todo Texto Dissertativo-argumentativo, com Introdução, Desenvolvimento e Conclusão.
Uma pergunta que pode surgir é sobre o que diferencia um Texto Dissertativo-argumentativo de um Artigo de Opinião. Tanto o Texto 
Dissertativo-argumentativo como o Artigo de Opinião são textos que expõem opiniões e/ou pontos de vista do Autor, o qual deseja 
convencer seus Leitores sobre as suas ideias a partir das argumentações apresentadas.
Realmente, o objetivo principal de um Artigo de Opinião e um Texto Dissertativo-argumentativo é convencer o Leitor sobre 
determinado ponto de vista; e, é algo comum entre eles.
Entretanto, há, evidentemente, algumas diferenças entre eles que merecem a nossa atenção. Você já pensou quais são? Veja:
Quadro 1 - Texto Dissertativo-argumentativo x Artigo de Opinião
Texto Dissertativo-argumentativo Artigo de Opinião
Interlocutor genérico Interlocutor específico
Texto mais curto Texto mais longo
Não aparece com frequência em ambientes jornalísticos Frequentemente publicado em jornais e revistas
Fonte: Elaborado pelo Autor
A primeira delas é quanto ao interlocutor, ou seja, ao público-alvo, ou seja, o público esperado para a leitura do Texto. Enquanto em 
Texto Dissertativo-argumentativo é destinado a um público geral (genérico);um Artigo de Opinião pressupõe um interlocutor mais 
específico. O Autor do Artigo vai produzir seu Texto, idealizando, de antemão, o seu Leitor, posto que o assunto abordado no Texto está 
ligado tanto a quem escreve quanto a quem lê. Já o Texto Dissertativo-argumentativo não vai requerer essa especificidade de 
interlocutor, pois ele terá o caráter mais amplo; destina-se a qualquer um que irá lê-lo e que, possa perceber a sua defesa sobre um 
ponto de vista; apontando para um determinado assunto mais geral.
Outra diferença entre os dois Textos é observada no tamanho de cada um. O Texto Dissertativo argumentativo é mais curto, apresenta 
um número reduzido de parágrafos (em torno de 4 parágrafos, normalmente). A quantidade mais comum de parágrafos de 
argumentos (o Desenvolvimento) gira em torno de 2 ou 3. Em um Artigo de Opinião, a quantidade de parágrafos, retratando os 
argumentos, tende a ser maior que isso, pois o ponto de vista em defesa deverá ser mais explorado com a apresentação de mais 
dados e/ou informações que vão ajudar a convencer um Leitor, o qual já possui certo conhecimento sobre o assunto abordado.
Por fim, você poderá notar que um Artigo de Opinião pressupõe um suporte textual para a sua publicação ou divulgação. Esse Gênero 
Textual aparece muito frequentemente em jornais e revistas, de circulação física ou virtual. Eis outra importante diferença entre o Artigo 
de Opinião e o Texto Dissertativo-argumentativo, pois este último não aparece com muita frequência em ambientes jornalísticos; 
enquanto o Artigo de Opinião é tipicamente um Texto para circular em jornais e revistas. 
Educação de qualidade para todos?
Num livro publicado há poucos meses, Helping Children Succeed, Paul Tough observa, com tristeza, que o déficit de aprendizagem 
entre alunos de 8º ano, provenientes de diferentes estratos de renda, vem crescendo nos Estados Unidos, ao invés de diminuir, a 
despeito dos esforços para mudar a situação. O país tem apresentado não apenas desempenho incompatível com seu grau de 
desenvolvimento, como tampouco conseguiu evitar que os mais pobres tenham um ensino ainda mais precário.
Claudia Costin*, O Estado de S. Paulo
28 de Junho de 2016 | 03h00
O mesmo pode ser dito em relação ao Brasil. Celebramos importantes avanços no Pisa de 2012, mas ainda estamos em posição 
inaceitável entre as 65 economias que participam desse teste internacional de qualidade da educação. Mais ainda, a despeito de 
sermos o país que mais avançou em Matemática, de 2003 para 2012, ainda temos 67,1% dos alunos com baixo desempenho na área. 
O tema de maior dificuldade para os alunos brasileiros, em que tivemos o menor desempenho, foi o de “formular situações 
matematicamente”, competência relevante para diversas profissões e áreas de pesquisa. Só 1,1% dos alunos apresentam desempenho 
elevado. Mas o que se mostra particularmente cruel para os que acreditam que educação é o caminho para gerar oportunidades 
para todos é a profunda desigualdade educacional do nosso país, tanto no acesso e na conclusão de cada etapa de escolaridade 
quanto no desempenho escolar ou na aprendizagem.
Estive recentemente em Xangai, cidade chinesa, com mais de 23 milhões de habitantes, que obteve o primeiro lugar entre as 
economias que participaram do Pisa. Fui lançar um estudo do Banco Mundial sobre as razões do excepcional desempenho da cidade. 
Em solução de problemas, por exemplo, Xangai ficou em 6º lugar no Pisa 2012 entre 44 países ou sistemas regionais – o Brasil ficou na 38ª 
posição. Embora conte com número importante de alunos em situação de pobreza, estudantes que se encontram entre os 10% mais 
pobres de Xangai são tão bons em Matemática quanto os 20% de adolescentes mais ricos do Reino Unido e dos Estados Unidos. Ou 
seja: Xangai não tem apenas o melhor desempenho em Matemática e um dos melhores em leitura e Ciências; é também um dos mais 
igualitários, apesar de contar com uma proporção elevada de migrantes internos.
O que fazem de excepcional para chegar lá? Os professores são preparados para uma profissão e o currículo na universidade enfatiza 
o conhecimento do conteúdo a ser ensinado e a prática em sala de aula, incluindo a didática específica daquela área. Além disso, a 
universidade reúne-se com os professores da escola para analisar, com eles, problemas de aprendizagem que lá tenham emergido e, 
Leia o Artigo de Opinião abaixo. Nele, você vai encontrar a 
abordagem da Autora sobre um tema importante e ao mesmo 
tempo polêmico: a qualidade da Educação Brasileira. Note 
que, apesar de aparecer em um jornal de circulação nacional, 
a Autora direciona seu Texto para aqueles que estão, de 
alguma forma, ligados e envolvidos ao tema Educação.
juntos, constroem soluções possíveis com os recursos disponíveis. Outro ponto importante é que os professores têm seu tempo de 
atividades extraclasse dentro da escola (e não fora dela, como em muitas escolas brasileiras), corrigindo tarefas escolares e 
preparando planos de aula minuciosos, com base no currículo e em colaboração com os colegas. Observam, também, as aulas dos 
colegas e juntos discutem o que pode ser aperfeiçoado.
Não escrevo isso para que pensemos em copiar o modelo dessa megacidade chinesa, mas para que possamos perceber que é 
possível ter qualidade para todos. A escolaridade dos pais e a situação socioeconômica da família têm forte papel no desempenho 
escolar dos alunos. Afinal, interpretação de textos, por exemplo, depende muito do repertório cultural adquirido pelo aluno, e é sabido 
que importante parte dele vem da família.
Mas a escola pode, deve e tem conseguido, em muitos casos, garantir o direito de aprender de crianças mesmo vindas de famílias de 
reduzida escolaridade ou situação socioeconômica adversa. Xangai ilustra isso, várias escolas no Brasil também o fazem, como mostra 
o interessante estudo da Fundação Lemann Excelência com Equidade – 250 escolas públicas com alunos de nível socioeconômico 
situado entre os 25% mais baixos da região onde estavam localizadas, e com pelo menos 70% dos alunos com nível adequado em 
Matemática e Língua
Portuguesa na Prova Brasil e, no máximo, 5% de alunos no nível insuficiente, evidenciaram que é possível aliar qualidade e equidade. 
Duas delas estão localizadas no Rio de Janeiro, e tive a oportunidade de visitá-las. O que têm em comum? Metas claras e uma equipe 
de professores comprometidos com um ensino que assegure que todos aprendam.
Mas como garantir que o exemplo dessas escolas seja estendido às demais no Brasil que concentram crianças em situação de 
pobreza? As condições de sucesso escolar para alunos em situação de vulnerabilidade podem ser melhoradas, e muito, se houver uma 
política pública que assegure a atração e retenção de bons professores e lhes dê material de apoio adequado, conte com uma 
educação de qualidade e cuidados na primeira infância. Se investirmos mais em remunerar melhor o professor, alocá-los numa única 
escola, com tempo para ali, colaborativamente, preparar suas aulas e aprender com os colegas, ajudaria.
Se tornarmos a formação inicial do professor mais adequada aos desafios da sala de aula, e não enfatizarmos apenas os fundamentos 
da educação, também ajudaria. Mas se pudermos, além disso, reduzir o impacto das condicionantes socioeconômicas no 
desempenho escolar do aluno, por meio de um investimento forte e focado em educação infantil de qualidade e cuidados na 
primeira infância, poderemos, aí, sim, combinar qualidade com equidade, como preconiza o Objetivo do Desenvolvimento Sustentável, 
recém-aprovado pela ONU, para a educação (ODS-4), a ser atingido até 2030: “Assegurar a educação inclusiva, equitativa e de 
qualidade, e promover oportunidades de aprendizagem ao longo da vida para todos”.
Não é muito difícil garantir educação de qualidade para poucos, mas o princípio da equidade demanda que isso seja estendido a 
todos – daí o nosso grande desafio!
*Claudia Costin é diretora global de educação do Banco Mundial
Fonte: Estadão - Acesso em 09/05/18Você pôde perceber que a Autora defende a tese de que a Educação Brasileira é marcada por uma “profunda desigualdade”, tanto 
ao acesso quanto ao desempenho dos Alunos. A partir dessa tese, ela foi apresentando seus argumentos, sustentando-os com dados e 
comparações. Ao final do texto, ela conclui, defendendo que “as condições de sucesso escolar para alunos em situação de 
vulnerabilidade podem ser melhoradas”.
O terceiro Gênero Textual que vamos apresentar aqui é o Editorial. Ele, também, está inserido no Tipo Textual Dissertativo.
2.3 O EDITORIAL
Este Gênero de Texto segue as características dos Textos Dissertativo-argumentativos. Sendo um texto jornalístico, ele pode aparecer 
como “Carta ao Leitor” ou “Carta do Editor”, podendo apresentar os diversos temas abordados no jornal ou na revista, por exemplo; 
ou, também, trazer a opinião coletiva dos Editores e/ou do próprio veículo jornalístico.
Um Editorial não é uma notícia. Ele pode até informar, mas a ele é permitido ser parcial, tendencioso, de acordo com a opinião de 
quem o escreve. Ele não tem a obrigatoriedade de ser imparcial, objetivo, neutro ou indiferente ao seu conteúdo.
Ele é um Texto Dissertativo-argumentativo porque traz, em seu conteúdo, uma argumentação em defesa de uma ideia central, de um 
posicionamento acerca de determinado assunto. Por apresentar a opinião do próprio meio de comunicação no qual aparece, um 
Editorial não vem assinado, pois ele expressa a opinião da equipe e não de uma única pessoa.
A estrutura básica de um Editorial segue o modelo dos Textos Disssertativo-argumentativos. Ele possui uma Introdução, com a 
apresentação do assunto que será abordado ao longo do Texto; uma parte de
http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,educacao-de-qualidade-para-todos,10000059611
Desenvolvimento, com a exposição de argumentos, ligados à opinião do próprio jornal, ou revista, sobre o assunto discutido; e, uma 
Conclusão, fechando a ideia, então, abordada. Normalmente, instiga a reflexão do Leitor sobre o que foi ali analisado.
O Texto abaixo é um exemplo de um Editorial, publicado pela Revista VEJA. A Revista opta por intitular seus Editoriais como “Carta ao 
Leitor”.
Após a Leitura do Texto, você perceberá que a argumentação da Revista é em defesa do seu ponto de vista de que “a política de 
cotas não é uma boa solução”, apesar de “tapar um pedaço ínfimo do abismo que ainda separa brancos e negros, ricos e pobres”, no 
Brasil. Para tanto, o Texto refere-se a um retrato dessa política no Brasil que será explorado em outras matérias da Revista.
Note que o tema é polêmico e que Ela faz uso dessa polêmica para levar o Leitor a refletir sobre o assunto; e, claro, tentando persuadir 
a todos a concordar com o posicionamento dela.
Carta ao Leitor: Retrato do Brasil
Um balanço da política de cotas nas universidades públicas permite concluir que ela está cumprindo seu papel
Por Da Redação
12 ago 2017, 06h00
O AVANÇO DAS COTAS - A tela de Tarsila do Amaral (à esq.) e a intervenção de VEJA com os chapéus de formatura: a universidade, 
pelo menos, abriu as portas (Acervo do Governo do
Estado de São Paulo/Divulgação)
Em 1933, a pintora paulista Tarsila do Amaral, um dos expoentes do modernismo nacional, concluiu sua tela Operários, na qual retrata a 
enorme diversidade étnica dos brasileiros que chegavam aos magotes para trabalhar nas fábricas de São Paulo nos anos 30. Hoje, mais 
de oito décadas depois, a tela de Tarsila poderia trazer alguns brasileiros humildes usando um chapéu de formatura, para simbolizar 
que até filhos de operários, em certos casos, podem concluir um curso universitário.
A mudança na paisagem é resultado da adoção da política de cotas raciais e sociais, que vem sendo implantada no país nos últimos 
quinze anos, com o objetivo de abrir as portas das universidades públicas a negros, pardos, índios e pobres — e acaba de ganhar a 
adesão da Universidade de São Paulo, a melhor do Brasil.
Hoje, finalmente, é possível fazer um balanço dessa política, e a conclusão, que o leitor pode conferir em reportagem na página 78, é 
inequívoca: do ponto de vista acadêmico, as cotas estão cumprindo seu papel. Além disso, todos aqueles mitos — segundo os quais as 
cotas derrubariam a qualidade do ensino universitário, estimulariam a evasão, acirrariam conflitos raciais — acabaram mostrando-se 
apenas isso: mitos. É um feito a comemorar num Brasil tão carente de notícias positivas. Entre o 1,1 milhão de brasileiros que estão nas 
universidades públicas federais atualmente, 430000 são alunos que chegaram lá com o apoio das cotas. São 430000 brasileiros que, de 
outro modo, possivelmente jamais conheceriam um câmpus universitário e jamais teriam um diploma de ensino superior para pendurar 
na parede.
Dito isso, é preciso não perder de vista que a política de cotas não é uma boa solução. Na verdade, é lamentável que tenha de ser 
adotada. Afinal, sua implantação é a expressão cabal da profunda desigualdade étnica e social do Brasil. As cotas, raciais ou sociais, 
são portanto um atalho para compensar um descaminho. O desejável, mesmo, é que elas sejam temporárias e, em seu lugar, o país 
abra escolas de qualidade para todos, negros e brancos, pobres e ricos, de tal modo que as oportunidades sejam iguais para todos — 
e o mérito de cada um, apenas o mérito, torne-se a medida do triunfo individual. Enquanto isso não ocorre, e infelizmente estamos 
muito distantes dessa conquista radiosa, as cotas raciais e sociais vão tentando tapar um pedaço ínfimo do abismo que ainda separa 
brancos e negros, ricos e pobres — um abismo que desonra o Brasil.
Publicado em VEJA de 16 de agosto de 2017, edição nº 2543
Fonte: Carta ao Leitor: Retrato do Brasil - Acesso em 09/05/18
Após a Leitura dos Textos acima, você deve ter notado a importância de se ter argumentos e informações para a Produção de 
qualquer Texto Dissertativo-argumentativo.
Portanto, não se descuide! Fique sempre antenado com o que está acontecendo no mundo.
Lembre-se de que o hábito da Leitura é enriquecedor!
Após o estudo da Aula 7, acredita estar apto(a) a aplicar as técnicas para produzir textos? Reconhece os elementos estruturais de um 
texto dissertativo-argumentativo? É capaz de produzir textos dissertativos-argumentativos? Caso você consiga responder essas 
questões, parabéns! Você atingiu os objetivos específicos desta Aula! Caso tenha dificuldade para respondê-las, aproveite para reler o 
conteúdo da Aula, acessar o seu AVA - Ambiente Virtual de Aprendizagem e interagir com seus colegas, tutor(a) e professor(a). Você 
não está sozinho nessa caminhada! Conte conosco!
Chegou o momento de complementar seu conhecimento. Vá até seu Ambiente Virtual de
Aprendizagem e acesse esta aula para assistir a Video Aula
RECAPITULANDO
Pudemos estudar as técnicas de produção de textos. Assim, iniciamos conhecendo a estrutura básica dos textos: introdução, 
desenvolvimento e conclusão.
Percorremos, também, sobre os textos dissertativos; conceitos, técnicas e gêneros como o texto dissertativo-argumentativo, o artigo de 
opinião e o editorial.
Na próxima Aula, teremos a oportunidade de estudar a produção de textos acadêmicos como fichamento, resenha, resumo e artigo. 
Até lá!
https://veja.abril.com.br/edicoes-veja/2543/
https://veja.abril.com.br/revista-veja/carta-ao-leitor-retrato-do-brasil/
CRÉDITOS
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REFERÊNCIAS
BECHARA, Evanildo, Moderna Gramática Portuguesa. 37. ed. rev., ampl. e atual. conforme o novo Acordo Ortográfico. Rio de Janeiro: 
Nova Fronteira, 2009.
HOUAISS, A.; VILLAR, M. S. Minidicionário Houaiss da Língua Portuguesa. 4.ed. Rio de Janeiro: Objetiva, 2010.
KOCH, Ingedore V. e ELIAS, Vanda M. Ler e Compreender os Sentidos do Texto. São Paulo: Contexto, 2006.
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