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ATITUDES E HABILIDADES 
PARA PRÁTICA DE 
ENFERMAGEM I 
AULA 2 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Prof. Johannes Abreu de Oliveira 
 
 
 
 
2 
CONVERSA INICIAL 
Prática baseada em evidências na enfermagem 
Após explorarmos os fundamentos teóricos da prática de enfermagem, 
avançamos agora para um dos pilares da atuação profissional contemporânea: 
a Prática Baseada em Evidências (PBE). Esse tema é essencial para 
compreendermos como unir o conhecimento científico, a experiência clínica e as 
necessidades dos pacientes para qualificar a tomada de decisões no cuidado. 
A seguir, iremos desenvolver uma compreensão aprofundada sobre a 
PBE e analisar como ela impacta diretamente a segurança, a eficácia e a 
individualização do cuidado de enfermagem. Este estudo foi estruturado em 
quatro tópicos centrais: 
1. Os benefícios da PBE na melhoria dos resultados assistenciais. 
2. A relação entre a PBE e o julgamento clínico, destacando como essas 
abordagens se complementam. 
3. O processo estruturado da prática baseada em evidências com suas 
etapas e aplicações. 
4. A implementação da PBE na rotina clínica por meio de exemplos práticos. 
Nosso objetivo geral é desenvolver a capacidade de compreender a PBE 
e seu impacto nas decisões clínicas. 
Ao final, você deverá ser capaz de: 
• discutir os principais benefícios da PBE na qualificação do cuidado; 
• diferenciar a PBE do julgamento clínico, compreendendo como ambas se 
articulam; 
• explorar o conceito e a importância da PBE na enfermagem; 
• identificar formas práticas de implementar a PBE na assistência. 
Vamos juntos refletir sobre como cuidar melhor, com decisões baseadas 
em ciência, ética e compromisso com a qualidade? 
TEMA 1 – BENEFÍCIOS DA PRÁTICA BASEADA EM EVIDÊNCIAS 
A Prática Baseada em Evidências (PBE) representa uma abordagem 
sistemática para a resolução de problemas na prática clínica, integrando de 
forma deliberada as melhores evidências científicas disponíveis, a expertise do 
 
 
3 
profissional de saúde, os valores e preferências dos pacientes, além dos 
recursos assistenciais disponíveis, com o objetivo de qualificar a tomada de 
decisões no cuidado ao paciente (Melnyk; Fineout-Overholt, 2019). 
Em termos práticos, a PBE consiste na análise crítica, por parte do 
enfermeiro, de conhecimentos científicos e evidências clínicas relevantes para o 
manejo de situações específicas de saúde, possibilitando a implementação de 
mudanças fundamentadas na prática assistencial (Potter; Perry, 2024). 
Evidências científicas indicam que a adoção da PBE contribui significativamente 
para a melhoria da experiência e da satisfação dos pacientes, redução de custos, 
fortalecimento da atuação dos profissionais clínicos e melhores desfechos em 
saúde (Melnyk; Fineout-Overholt, 2019; Skaggs et al., 2018). Além disso, o 
domínio das competências associadas à PBE, especialmente por enfermeiros e 
enfermeiros de prática avançada, potencializa a qualidade e a coerência dos 
cuidados prestados (Melnyk; Gallagher-Ford; Fineout-Overholt, 2017). 
Na prática clínica, enfermeiros tomam decisões importantes de forma 
contínua, como a definição de abordagens de cuidado, a identificação de 
necessidades adicionais de avaliação e a análise de estratégias para melhorar 
os desfechos dos pacientes. No entanto, para que essas decisões sejam 
eficazes, é fundamental que se baseiem em evidências confiáveis. A aplicação 
consistente de práticas comprovadamente eficazes é um dos pilares do cuidado 
de qualidade, caracterizado por decisões clínicas apropriadas, oportunas e 
seguras (Chiwaula et al., 2018). 
A inserção de novos conhecimentos na prática de enfermagem exige uma 
abordagem sistemática, que integre as melhores evidências científicas com a 
experiência clínica e o contexto dos cuidados. O conhecimento fundamentado 
em evidências pode ser obtido por meio de diversas fontes – livros-texto, por 
exemplo, reúnem diretrizes, procedimentos e informações baseadas em 
evidências científicas consolidadas (Potter; Perry, 2024). 
Além disso, a literatura especializada em enfermagem e saúde – tanto em 
periódicos científicos quanto em plataformas on-line – disponibiliza uma ampla 
variedade de artigos que abordam os mais diversos aspectos da prática 
profissional. Apesar do avanço da base científica que sustenta a prática de 
enfermagem, ainda existem áreas do cuidado que carecem de estudos robustos 
para respaldar as decisões clínicas. Diante disso, o principal desafio consiste em 
acessar, no momento oportuno, informações que sejam confiáveis, atualizadas, 
 
 
4 
relevantes e diretamente aplicáveis ao cuidado ao paciente (Potter; Perry, 
2024). 
As melhores evidências científicas têm origem em estudos de pesquisa 
bem desenhados e conduzidos de forma sistemática, encontrados em revistas 
científicas com revisão por pares (Figura 1). 
Figura 1 – Modelo para tomada de decisões clínicas baseadas em evidências 
 
Crédito: Jefferson Schnaider. 
A utilização de evidências científicas na prática clínica é um elemento 
essencial para a tomada de decisões seguras e fundamentadas na enfermagem. 
No entanto, é importante reconhecer que, mesmo quando se recorre às melhores 
evidências disponíveis, os resultados da sua aplicação podem variar conforme 
as condições físicas e emocionais dos pacientes, bem como seus valores, suas 
crenças culturais, suas preferências e expectativas em relação ao cuidado 
(Potter; Perry, 2024). 
Por isso, a PBE não se resume apenas ao uso técnico do conhecimento 
científico. Ela exige do enfermeiro um exercício contínuo de pensamento crítico, 
julgamento clínico e atuação ética. Cabe ao profissional avaliar, de forma 
sensível e contextualizada, quais evidências são mais apropriadas para cada 
situação específica, respeitando sempre as particularidades e escolhas dos 
pacientes (Potter; Perry, 2024). 
A experiência clínica, aliada ao conhecimento científico e à escuta atenta 
das necessidades individuais, permite que o cuidado seja verdadeiramente 
 
 
5 
centrado na pessoa. Dessa forma, a aplicação da PBE torna-se não apenas uma 
ferramenta de qualificação do cuidado, mas também uma expressão do 
compromisso ético e humano da enfermagem com a saúde e o bem-estar das 
pessoas (Potter; Perry, 2024). 
TEMA 2 – PRÁTICA BASEADA EM EVIDÊNCIAS VERSUS JULGAMENTO 
CLÍNICO 
A prática da enfermagem requer a utilização do pensamento crítico como 
base para a formulação de julgamentos clínicos, os quais sustentam o processo 
decisório dos profissionais. Embora o julgamento clínico e a Prática Baseada em 
Evidências (PBE) sejam distintos, eles se complementam. O julgamento clínico 
é essencial para interpretar as evidências de forma apropriada, aplicando-as ao 
contexto específico de cada paciente. A PBE, por sua vez, oferece uma base 
sólida de evidências para apoiar e guiar as decisões, aprimorando a qualidade 
do cuidado e minimizando o risco de práticas ineficazes ou desatualizadas 
(Potter; Perry, 2024). 
Enfermeiros eficazes combinam ambos os conceitos: utilizam o 
julgamento clínico para avaliar cada situação individualmente, enquanto 
incorporam a PBE para garantir que suas decisões estejam alinhadas com o 
conhecimento mais atualizado e comprovado por fontes confiáveis. 
Quadro 1 – Comparativo entre Prática Baseada em Evidências (PBE) versus 
julgamento clínico 
Aspecto Julgamento clínico Prática Baseada em Evidências 
(PBE) 
Definição Processo cognitivo no qual o 
enfermeiro toma decisões baseadas 
em dados clínicos e experiência. 
Abordagem estruturada que 
integra conhecimentos científicos, 
evidências, preferências e valores 
do paciente para guiar as decisões 
de cuidado. 
Fonte de 
conhecimento 
Experiência clínica pessoal, 
observações e conhecimento tácito. 
Evidências científicas extraídas de 
estudos clínicos, revisões 
sistemáticas e diretrizes baseadas 
em consenso.6 
Objetivo Tomar decisões rápidas e eficazes 
com base na situação específica do 
paciente. 
Implementar práticas comprovadas 
cientificamente para otimizar o 
cuidado e os resultados do 
paciente. 
Tipo de 
decisão 
Baseada em atenção aos detalhes e 
necessidades individuais do 
paciente e experiência clínica. 
Baseada em dados e estudos 
científicos de alta qualidade. 
Foco Considera o contexto e as condições 
únicas de cada paciente, levando em 
conta suas necessidades e 
preferências. 
Foca na aplicação de práticas 
comprovadas, com base em 
estudos e evidências científicas. 
Exemplo Escolher a melhor intervenção para 
a dor de um paciente com base em 
suas reações e seu histórico 
pessoal. 
Aplicar uma terapia comprovada 
para dor com base em estudos que 
demonstram sua eficácia em 
pacientes semelhantes. 
Fonte: Elaborado com base em Potter; Perry, 2024. 
TEMA 3 – PRÁTICA BASEADA EM EVIDÊNCIAS (PBE) 
A Prática Baseada em Evidências (PBE) constitui um processo 
organizado e sequencial de tomada de decisão clínica que visa identificar e 
aplicar as melhores práticas disponíveis (Potter; Perry, 2024). Ao adotar uma 
abordagem estruturada, composta por etapas definidas, o profissional de saúde 
aumenta a probabilidade de selecionar evidências científicas sólidas e 
atualizadas para orientar o cuidado ao paciente. Segundo Melnyk e Fineout-
Overholt (2019), esse processo é composto por sete etapas, numeradas de 0 a 
6. 
0. Cultivar um espírito inquisidor em uma cultura e um ambiente 
favoráveis à PBE – envolve estimular a curiosidade clínica e promover 
um ambiente que valorize a busca por evidências científicas, incentivando 
questionamentos sobre a prática atual. 
1. Formular uma pergunta clínica estruturada no formato PICOT – 
consiste em transformar uma dúvida clínica em uma pergunta clara e 
objetiva, utilizando os elementos do modelo PICOT: Paciente/População, 
Intervenção, Comparação, Resultado (Outcome) e Tempo. Exemplo: Em 
pacientes idosos com úlceras por pressão (P), o uso de colchões de 
espuma especial (I) comparado ao uso de colchões comuns (C) reduz a 
incidência de novas lesões (O) durante a internação (T)? 
 
 
7 
2. Pesquisar as melhores e mais relevantes evidências – refere-se à 
busca sistemática de informações científicas atualizadas em bases de 
dados confiáveis, como periódicos indexados e diretrizes clínicas. 
3. Avaliar criticamente as evidências encontradas – envolve analisar a 
validade, a confiabilidade, o nível de evidência e a aplicabilidade dos 
estudos selecionados para a realidade clínica. 
4. Integrar as melhores evidências com a experiência clínica e as 
preferências do paciente – nessa etapa, o profissional combina as 
evidências científicas com seu julgamento clínico e os valores, as crenças 
e as necessidades individuais dos pacientes para tomar decisões 
personalizadas. 
5. Avaliar os resultados da mudança na prática – implica em monitorar e 
medir os efeitos das intervenções implementadas com base em 
evidências, a fim de verificar melhorias nos desfechos clínicos. 
6. Comunicar os resultados das decisões ou mudanças baseadas em 
evidência – envolve compartilhar os aprendizados e os resultados obtidos 
com a equipe de saúde, os gestores e demais envolvidos, promovendo a 
disseminação da PBE e o aprimoramento contínuo da prática. 
TEMA 4 – IMPLEMENTAÇÃO DA PBE NO CUIDADO EM ENFERMAGEM 
Na rotina do cuidado em saúde, os enfermeiros precisam tomar decisões 
importantes que impactam diretamente na vida dos pacientes. Para que essas 
decisões sejam seguras e eficazes, é fundamental que se baseiem não apenas 
na experiência profissional, mas também nas melhores evidências científicas 
disponíveis e nas preferências de cada pessoa atendida. É aí que entra a Prática 
Baseada em Evidências (PBE), um caminho que ajuda a unir conhecimento, 
experiência e humanização para oferecer um cuidado adequado. A seguir, veja 
um exemplo prático de como a PBE pode ser aplicada no dia a dia da 
enfermagem. 
Exemplo: em uma unidade de internação clínica, a equipe de 
enfermagem observou um aumento no número de pacientes desenvolvendo 
lesões por pressão após 5 dias de hospitalização, especialmente entre idosos 
com mobilidade reduzida. 
 
 
8 
• Etapa 0 – Espírito inquisidor: a enfermeira responsável pela equipe se 
questionou: "Estamos usando as melhores práticas para prevenir essas 
lesões?". 
• Etapa 1 – Formulação da pergunta (PICOT): 
P: pacientes idosos acamados. 
I: reposicionamento a cada 2 horas. 
C: reposicionamento padrão da unidade (a cada 4 horas). 
O: redução da incidência de lesões por pressão. 
T: durante a internação. 
Pergunta PICOT: "Em pacientes idosos acamados, o reposicionamento 
a cada 2 horas reduz mais a incidência de lesões por pressão do que o 
reposicionamento a cada 4 horas durante a internação?". 
• Etapa 2 – Busca por evidências: a enfermeira realizou uma busca nas 
bases PubMed, Cochrane e SciELO, encontrando estudos que 
demonstram que reposicionar pacientes a cada 2 horas reduz 
significativamente o risco de lesões por pressão, especialmente em 
pacientes com alto risco. 
• Etapa 3 – Avaliação crítica: a enfermeira selecionou uma revisão 
sistemática com ensaios clínicos randomizados, que confirma a 
eficácia do reposicionamento frequente, com evidência de nível alto e 
aplicabilidade clínica direta. 
• Etapa 4 – Integração das evidências com a prática e as preferências 
do paciente: a equipe, com a gerência, decidiu implementar o novo 
protocolo de reposicionamento. Alguns pacientes e cuidadores foram 
envolvidos na decisão, considerando conforto, rotina e mobilidade 
individual. 
• Etapa 5 – Avaliação dos resultados: após um mês, a taxa de lesões por 
pressão na unidade diminuiu em 40%. Além disso, a equipe relatou maior 
conscientização e envolvimento no cuidado preventivo. 
• Etapa 6 – Comunicação dos resultados: os dados foram apresentados 
em uma reunião institucional e o protocolo passou a ser adotado como 
padrão em outras unidades do hospital. 
 
 
 
9 
Importância da PBE nesse caso: 
• Tomada de decisão clínica qualificada – as escolhas foram baseadas 
na melhor evidência científica, garantindo segurança e eficácia. 
• Melhoria dos desfechos clínicos – a taxa de lesões por pressão reduziu 
significativamente, melhorando o cuidado ao paciente. 
• Valorização da equipe de enfermagem – os profissionais participaram 
ativamente das mudanças, promovendo uma cultura de aprendizado 
contínuo. 
• Cuidado centrado no paciente – as preferências individuais foram 
consideradas, promovendo respeito e adesão ao plano de cuidados. 
A aplicação da PBE nas decisões clínicas permite que os profissionais 
utilizem o melhor conhecimento científico disponível, associado à experiência 
clínica e às preferências e valores dos pacientes promovendo intervenções mais 
precisas e resultados superiores (Potter; Perry, 2024). Por meio da PBE, os 
enfermeiros são capazes de: 
• aprimorar o julgamento clínico, com base em dados objetivos e 
atualizados; 
• reduzir a variabilidade nas práticas de cuidado, adotando condutas que já 
demonstraram eficácia em estudos científicos; 
• aumentar a segurança do paciente, prevenindo eventos adversos e 
melhorando os desfechos clínicos; 
• fortalecer a autonomia e a confiança profissional ao fundamentar suas 
ações em evidências robustas; 
• contribuir para a sustentabilidade do sistema de saúde ao evitar 
intervenções ineficazes ou desnecessárias; 
• promover a educação contínua, estimulando o pensamento crítico e a 
cultura de melhoria permanente. 
A integração da PBE nas decisões clínicas não apenas qualifica a prática 
profissional, mas também fortalece o compromisso ético da enfermagem com o 
cuidado, reafirmando o papel estratégico dos enfermeiros na produção de saúde 
com qualidade, segurança e humanização.10 
TEMA 5 – DESAFIOS E OPORTUNIDADES DA PBE 
Mas por que é tão difícil aplicar as evidências na prática? 
Desafios comuns: 
• Acesso limitado às pesquisas científicas atualizadas – dificuldade em 
acessar bases de dados, livros ou internet nos serviços de saúde. 
• Falta de tempo e equipe reduzida – rotinas sobrecarregadas dificultam 
a leitura e a reflexão. 
• Resistência às mudanças – práticas antigas nem sempre são facilmente 
revistas ou abandonadas. 
• Pouca formação em PBE – nem todos os profissionais foram preparados 
para aplicar evidências no cuidado. 
Os desafios e as barreiras para a implementação da Prática Baseada em 
Evidências (PBE) são significativos e variam em diferentes contextos. Esses 
desafios incluem, mas não se limitam à falta de acesso a recursos de pesquisa 
atualizados, às limitações de tempo e pessoal para dedicar à pesquisa, à 
resistência à mudança nas práticas estabelecidas e à necessidade de 
treinamento contínuo para manter os profissionais atualizados com as mais 
recentes evidências científicas (Santos et al., 2022). 
Além disso, em muitos serviços de saúde, os profissionais ainda 
enfrentam dificuldades em compreender como aplicar as evidências na prática 
diária, especialmente quando não há uma cultura institucional que valorize a 
tomada de decisão científica. A sobrecarga de trabalho e a escassez de 
profissionais também dificultam momentos de estudo, reflexão e troca de 
saberes entre as equipes (Santos et al., 2022). 
Superar essas barreiras é essencial para a efetiva implementação da 
PBE, pois ela visa não apenas melhorar a qualidade dos cuidados prestados, 
mas também promover um ambiente de trabalho mais seguro, ético e 
colaborativo. Investir em capacitação, incentivar o pensamento crítico e criar 
espaços que valorizem o aprendizado contínuo são passos fundamentais para 
tornar a PBE uma realidade possível no cotidiano da enfermagem (Santos et al., 
2022). 
 
 
 
11 
Quadro 2 – Oportunidades de integração da PBE na prática clínica 
Oportunidade Descrição Exemplo prático 
Tomada de 
decisão clínica 
qualificada 
Apoia escolhas baseadas em 
evidências científicas, experiência 
e valores do paciente. 
Selecionar o curativo mais eficaz 
para uma ferida com base em 
estudos atualizados. 
Atualização de 
protocolos e 
rotinas 
Possibilita revisão de práticas 
institucionais conforme novas 
evidências. 
Revisar o protocolo de 
administração de medicamentos 
em idosos. 
Cuidado centrado 
no paciente 
Integra evidências às preferências 
culturais, sociais e pessoais dos 
pacientes. 
Ajustar o plano de cuidado 
conforme crenças religiosas do 
paciente. 
Formação 
contínua e 
aprendizado ativo 
Estimula a busca por 
conhecimento e a atualização 
constante dos profissionais. 
Participar de cursos, seminários, 
capacitação ou grupos de leitura 
científica. 
Fortalecimento da 
cultura de 
qualidade 
Incentiva o trabalho colaborativo e 
a reflexão crítica na equipe 
multiprofissional. 
Reuniões clínicas para discutir 
evidências aplicáveis aos casos 
atendidos. 
Fonte: Elaborado com base em Potter; Perry, 2024; Santos et al., 2022. 
NA PRÁTICA 
Após o aprofundamento teórico sobre os benefícios, as etapas e os 
desafios da Prática Baseada em Evidências (PBE), propomos que você se 
coloque no lugar de um enfermeiro atuando em uma unidade clínica. Imagine 
que você e sua equipe identificaram um aumento significativo nos casos de 
flebite em pacientes que utilizam cateter periférico venoso por mais de 72 horas. 
Diante dessa situação, você decide aplicar os conhecimentos adquiridos para 
propor uma mudança segura e eficaz na prática clínica. 
Para isso, você deverá percorrer mentalmente (e registrar por escrito) 
todas as etapas do processo de PBE, começando pela formulação da pergunta 
clínica estruturada em formato PICOT. A seguir, simule a busca por evidências, 
descrevendo os tipos de fontes confiáveis que você consultaria e que tipo de 
estudo buscaria (exemplo: revisões sistemáticas, ensaios clínicos, diretrizes). 
Depois, avalie criticamente essas evidências e descreva como integraria esse 
conhecimento em sua experiência clínica e nas preferências dos pacientes. Por 
fim, proponha uma intervenção baseada nas evidências encontradas e descreva 
brevemente como avaliaria os resultados e comunicaria os achados à equipe. 
 
 
12 
Essa atividade tem como objetivo consolidar a compreensão do processo 
de PBE, incentivando o raciocínio clínico e a articulação entre teoria, pesquisa e 
prática assistencial. Além disso, convidamos você a refletir sobre os possíveis 
desafios que enfrentaria para aplicar essa mudança no seu contexto real de 
trabalho e como superá-los. 
Ao final da sua produção, você terá exercitado a aplicação completa da 
PBE, desde a identificação de um problema clínico até a formulação de uma 
proposta de cuidado fundamentada, fortalecendo sua autonomia profissional, 
seu compromisso ético e sua capacidade de transformar a prática por meio da 
ciência. 
FINALIZANDO 
Para concluir, é fundamental reforçar que os fundamentos teóricos não 
apenas sustentam a prática clínica, mas também desempenham papel central 
na análise crítica e na aplicação segura das evidências científicas disponíveis. 
Ao integrar teoria, experiência profissional e os achados da pesquisa, o 
enfermeiro fortalece sua tomada de decisão, promovendo intervenções mais 
qualificadas, éticas e individualizadas. Essa articulação entre saber científico e 
sensibilidade clínica amplia a autonomia do profissional e assegura um cuidado 
verdadeiramente centrado na pessoa. Que essa perspectiva baseada em 
evidências continue a orientar nossa formação e prática, estimulando o 
compromisso com a qualidade, a segurança e a transformação do cuidado em 
enfermagem. 
 
 
 
13 
REFERÊNCIAS 
CHIWAULA, C. H. et al. Evidence-Based Practice: a Concept Analysis. Health 
Systems and Policy Research, v. 5, n. 3, p. 75, 2018. 
MELNYK, B. M.; FINEOUT-OVERHOLT, E. Evidence-Based Practice in 
Nursing and Healthcare: A Guide to Best Practice. 4. ed. Philadelphia: 
Lippincott Williams & Wilkins, 2019. 
MELNYK, B. M.; GALLAGHER-FORD, L.; FINEOUT-OVERHOLT, E. 
Implementing the Evidence-Based Practice Competencies in Healthcare: A 
Practical Guide for Improving Quality, Safety, & Outcomes. Indianapolis: Sigma 
Theta Tau International, 2017. 
POTTER, P. A.; PERRY, A. G. Fundamentos de enfermagem. Tradução de 
Maria Inês Corrêa Nascimento et al. 11. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 
2024. 
SANTOS, K. L. A. et al. Entraves na implementação da prática baseada em 
evidências (PBE) em enfermagem: revisão integrativa. Diversitas Journal, v. 7, 
n. 1, p. 238-246, jan./abr. 2022. Disponível em: 
. Acesso 
em: 28 jul. 2025. 
SKAGGS, M. K. D. et al. Using the Evidence-Based Practice Service Nursing 
Bundle to Increase Patient Satisfaction. Journal of Emergency Nursing, v. 44, 
n. 1, p. 37-45, 2018.

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