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Hematologia VCM: mede o tamanho ( Macrocítica e Microcítica) HCM e CHCM: Cor da célula ( Hipocrômica e Hipercrômica) RDW: a variação de tamanho entre as hemácias Anemia FALCIFORME e Talassemias HEMOGLOBINA: São proteínas que estão dentro das hemácias que são responsáveis pelo o transporte de oxigênio do nosso corpo. São formadas por duas cadeias Alfas e duas cadeias Betas. Hemoglobina A(HbA): ela e a de Adulto Hemoglobina A2(HbA2): Hemoglobina F(HbF): ela e a Fetal (recém-nascido) Hemoglobina S (HbS): anormal Hemoglobina H (HbH): Anemia FALCIFORME: ela é Hereditária, ocorre quando a uma alteração na cadeia Beta da hemoglobina, hemácias em formato de foice (drepanócitos), ela e uma doença homozigótica ( Para desenvolver a doença é necessário 2 alelos S) ● Achados nos exames: Drepanócito, baixo HbA e aumento no HbS Anemia TALASSEMIAS: Quantidade baixa ou ausente de hemoglobina, e Hereditária, ela afeta a produção de 1 ou 2 cadeias Alfa ou Beta, Alfa-talassemia: Afeta a cadeia Alfa da Hemoglobina. Produzindo uma quantidade baixa ou ausente Achados no exame: • Baixa quantidade de hemoglobina ( 8 – 11g/dL) • Baixa quantidade de hematócrito • Microcitose • Hipocromia • Poiquilocitose (hemácias policromáticas e em alvo) ● Hemoglobina H (HbH): Presença Beta-talassemia:Afeta a cadeia Beta da Hemoglobina. Produzindo uma quantidade baixa ou ausente A Beta- Maior: A mais grave, depende de transfusão de sangue A Beta- Menor: o paciente é assintomático Achados no exame: Beta- Maior ● Anemia grave antes dos dois anos de idade ● Microcitose ● Hipocromia ● Hemoglobina F(HbF): Aumentado Achados no exame: Beta- Menor ● Anemia leve: Hb (10,5-13g/dL) ● Microcitose ● Hipocromia ● Ferro sérico normal ● Hemoglobina A2(HbA2): Aumentado Anemia Enzimáticas Sem a G6PD para produzir o NADPH (que protege a célula), a hemoglobina "quebra" e forma os Corpúsculos de Heinz, levando à destruição rápida das células vermelhas. ( Deficiência de G6PD) Droga e fava Deficiência enzimática ligada ao cromossomo X: frequente no sexo masculino,para acontecer no sexo feminino presisa 2 dos cromoçomaos x com a deficiencia; (G6PD) protege os eritrócitos contra o processo oxidativo.; Forma mais comum de enzimopatia associada a hemólise.; Enzima chave da via das Pentoses pode achar esferócito 1,2,3 e baixo ( qualquer coisa o'que oxidativa) FAVISMO Causado em alguns pacientes pela ingestão de fava, que produz uma crise hemolítica aguda e grave. • Anemia Hemolítica Episódica ou Induzida - Sintomas surgem dentro de 24-48h após a ingestão de uma substância dotada de propriedades oxidantes. Diagnóstico diferencial + clínico: queratinócitos ● Aumento Bilirrubina Indireta / DHL; ● Hemoglobinúria; ● Presença de inclusões eritrocitárias (Corpos de Heinz); ● Dosagem de G6PD deficiente: - Método referência: ensaio enzimático quantitativo por espectrofotometria; - Método redução da metahemoglobina ● Teste genético molecular para G6PD. ● Teste de Brewer (1962): ● ela pode ser diagnosticado no teste do pezinho ● trobositossei ( tudo alto) . DEFICIÊNCIA PIRIMIDINA 5-NUCLEOTIDASE a longo prazo qm trabalho chumbo ou alumínio (metais pesados) Pontilhados basófilos dosagem da enzima tratamento remoção do baço ( alivia mas não cura) ANEMIAS Membranopatia As membranopatias são um grupo de anemias hemolíticas hereditárias causadas por defeitos na membrana dos glóbulos vermelhos. Esses defeitos tornam os glóbulos vermelhos frágeis e suscetíveis à destruição prematura (hemólise), resultando em anemia. Esferocitose Hereditária: ● Proteína afetada: Anquirina (72%), Banda 3 (20%) ● O que acontece: A hemácia perde membrana e vira uma bolinha redonda (esferócito)eliptócitos , sem a forma de disco normal ● Onde é destruída: No baço (macrófagos "comem" os esferócitos) ● Laboratório: Hb baixa (8–13g/dL), CHCM alto (>36), reticulócitos aumentados, teste de fragilidade osmótica positivo ● Tratamento: Esplenectomia (tira o baço) — melhora a anemia, mas os esferócitos continuam existindo, picada de cobra e tradução de sangue Eliptocitose Hereditária ● Proteína afetada: Espectrina ● O que acontece: A hemácia fica em formato de elipse/oval e não consegue voltar ao formato normal ● Laboratório: Mais de 20% de eliptócitos no sangue periférico; acima de 75% → forma homozigota (mais grave) Estomatocitose Hereditária ● Proteína afetada: Proteína banda 7.2 ● O que acontece: A membrana deixa entrar muito sódio e perde potássio → a célula incha → vira um estomatócito (hemácia com uma fenda no meio, parecendo uma boca) ● Laboratório: Mais de 25% de estomatócitos, VCM aumentado, CHCM diminuído ANEMIAS Hemoglobinúria Paroxística Noturna É uma doença rara, adquirida (não é hereditária) onde as hemácias são destruídas pelo próprio sistema imune do paciente — especificamente pelo sistema complemento. O nome já explica tudo: ● Hemoglobinúria = hemoglobina na urina (urina marrom-escura) ● Paroxística = em surtos/crises ● Noturna = a urina mais escura aparece pela manhã, pois a hemólise acontece durante a noite e a hemoglobina se concentra na urina enquanto você dorme. Por que acontece? — A lógica central Pensa assim: normalmente as hemácias têm duas "proteínas guarda-costas" na membrana — o CD55 e o CD59 — que protegem a célula do sistema complemento. O problema começa com uma mutação no gene PIG-A, no cromossomo X. Esse gene é responsável por fabricar uma "âncora" chamada GPI, que é justamente o que prende o CD55 e o CD59 na membrana. Então a sequência é: Mutação PIG-A → sem âncora GPI → sem CD55 e CD59 → hemácia desprotegida → sistema complemento destrói a hemácia → hemólise A Tríade Clínica — o que o paciente apresenta A HPN tem 3 manifestações principais que andam juntas: 1. Anemia hemolítica — destruição das hemácias com hemoglobina na urina 2. Pancitopenia — queda de todas as células do sangue (hemácias, leucócitos e plaquetas), por insuficiência da medula óssea 3. Tromboses — especialmente em locais inusitados como veias hepáticas e mesentéricas. Isso acontece porque a hemólise libera hemoglobina livre que "sequestra" o óxido nítrico, causando hiper-reatividade plaquetária Teste de HAM, esquizócitos Patogênese Múltipla: Hepatopatias doença do fígado Hepatopatias RESUMO: Falciforme: Quando a Presença de Hemoglobina S TALASSEMIAS: Alfa: Hemoglobina H (HbH): Presença Beta- Maior: Hemoglobina F(HbF): Aumentado Beta-Menor: Hemoglobina A2(HbA2): Aumentado Enzimáticas: Deficiência de G6PD e Deficiência Pirimidina Membranopatia:Teste de fragilidade osmótica positivo Hemoglobinúria Paroxística Noturna: o CD55 e o CD59 Doença cronica: (tudo baixo) Ferro sérico • Capacidade total de ligação ao ferro (TIBC) • Porcentagem de saturação da transferrina, vick anemia desvio a esquerda) (célula de criança em adulto da medula osseo) se tiver um S e traço falciforme ( assintomático, não vai ter a bilirrubina indireta alta) se tiver 2 a doença falciforme (danos hepáticos , poiquilocitose) (talassemia alfa 16) o pai tem 2 e 1 a pessoa vai ter hidrófila fetal) hemácias em alva (beta 11) ANÁLISE SÉRIE BRANCA ❖ Leucopoese / Leucograma a sequência de maturação da granulopoiese. MIELOBLASTO: é a célula mais imatura. Mede cerca de 15 a 18μm, possui dois ou mais nucléolos, núcleo com cromatina frouxa. Citoplasma escasso, basofílico, podendo apresentar grânulos. PROMIELÓCITO: menor que o mieloblasto, citoplasma basófilo com muitos grânulos de coloração azurofila, núcleo com cromatina frouxa e nucléolo visível. MIELÓCITO: citoplasma acidófilo que o promielócito, granulação específica, ausência do nucléolo, cromatina mais condensada. METAMIELÓCITO:poucos grânulos primários, núcleo reniforme ou em formato de U, cromatina condensada, grânulos secundários. Bastonete: são encontrados em pequenas quantidades no sangue periférico. Diferenciam-se das formas mais imaturas por uma maior condensação da cromatina e núcleo em forma de bastão. Segmentado: Célula madura da série granulocítica; Núcleo multilobulado (2–5 lóbulos conectados por filamentos); Cromatina mais condensada, sem nucléolo; Citoplasma levemente acidófilo com grânulos específicos; Célula mais abundante no sangue periférico (50–70% dos leucócitos) Desvio à esquerda: presença de células jovens, inclusive bastonetes em maior quantidade, no sangue circulante, obedecendo a ordem de maturação das células. Linfopoese LINFOBLASTO: precursor linfóide mais imaturo que se caracteriza por ser grande e volumoso, citoplasma basofílico e escasso, núcleo com cromatina frouxa e delicada, com um ou mais nucléolos visíveis e alta relação núcleo/citoplasma. Linfócito T e Linfócito B: São indiferenciáveis pela microscopia,sendo diferenciáveis pelas técnicas de imunocitoquímica e imunofenotipagem para detecção de marcadores específicos de membrana. PLASMÓCITO: apresenta núcleo redondo, excêntrico, com cromatina muito condensada (aspecto de “roda de carroça”), citoplasma abundante, intensamente basófilo. ONCO HEMATOLÓGICAS Diagnóstico das Leucemias Agudas e Crônicas • As células mutadas multiplicam-se sem restrição alguma: - Ocupam a Medula óssea e substituem as células normais. LEUCEMIAS- Como ocorre? Alteração frequentemente envolve rearranjo de cromossomos, que mudam o controle normal da divisão celular. São classificadas de acordo com: LINHAGEM CELULAR: - Linfóide -Mielóide EVOLUÇÃO: - Agudas: evoluem rapidamente -Crônicas: evoluem lentamente Leucemia Linfóide Aguda (LLA) Leucemia Linfóide Crônica (LLC) Leucemia Mielóide Aguda (LMA) Leucemia Mielóide Crônica (LMC) LEUCEMIAS AGUDAS: Se não tratadas: - São rapidamente fatais; - São as mais fáceis de curar que as leucemias crônicas. • São definidas pela presença de mais de 20% de blastos no sangue ou na medula óssea: - Mielóide (Mieloblastos): LMA - Linfóide (Linfoblastos): LLA-B ou LLA-T Hiato Leucêmico: Corresponde à ausência de células intermediárias entre os blastos e os neutrófilos maduros. LLA — a leucemia das crianças: é a mais comum na infância. O problema está nos linfoblastos (células ainda imaturas da linhagem linfóide). A boa notícia é que, apesar de ser agressiva e evoluir rápido, tem alta taxa de cura em crianças (~85%). O diagnóstico confirma-se quando há mais de 20% de linfoblastos na medula óssea. LLC — a leucemia "silenciosa": afeta adultos e progride devagar. Os linfócitos B são maduros, mas acumulam-se em grande quantidade. Um achado clássico são as manchas de Grumprecht — restos de linfócitos frágeis que se rompem na lâmina durante o preparo. Apesar de lenta, é mais difícil de curar do que a LLA. LMA — a leucemia mais heterogênea: acomete qualquer faixa etária e evolui rapidamente. Tem vários subtipos (M0 a M7), cada um com características próprias. O sinal morfológico mais famoso é o bastonete de Auer dentro do blasto mielóide — quando aparece, aponta direto para a linhagem mielóide. LMC — a leucemia do cromossomo Philadelphia: tem como marca registrada a translocação t(9;22), que forma o oncogene BCR-ABL. O sangue fica cheio de granulócitos em todas as fases de maturação. A leucocitose pode ser absurda, passando de 500.000 células/mm³. É crônica, mas também mais difícil de curar. O raciocínio para diferenciar as leucemias segue sempre uma lógica em camadas — cada exame vai afunilando o diagnóstico: 1º passo — clínica e idade: criança com crise aguda faz pensar em LLA. Adulto idoso com linfocitose lenta faz pensar em LLC. Adulto com leucocitose gigantesca e evolução crônica aponta para LMC. Qualquer idade com crise aguda e blastos mielóides aponta LMA. 2º passo — hemograma: é o primeiro exame que levanta a suspeita. O que diferencia já nessa fase é o tipo de célula predominante: linfoblastos (LLA), linfócitos maduros em excesso (LLC), mieloblastos (LMA), ou granulócitos em todas as fases de maturação (LMC). 3º passo — mielograma: confirma a leucemia aguda (≥20% de blastos) e quantifica as células na medula. Sem ele não fecha o diagnóstico das agudas. 4º passo — imunofenotipagem: define exatamente qual linhagem está comprometida e qual subtipo é. Aqui é onde se separa B de T na LLA, e onde se identificam os subtipos M0 a M7 na LMA. 5º passo — citogenética e biologia molecular: o exame mais específico. O cromossomo Philadelphia (LMC), o t(15;17) da LMA-M3, ou o BCR-ABL no PCR — cada alteração aponta uma leucemia específica e muitas vezes determina o prognóstico e o tratamento. Os três "sinais-bandeira" que você não pode esquecer: bastonete de Auer = mielóide aguda, manchas de Grumprecht = linfóide crônica, cromossomo Philadelphia = mielóide crônica. Macetes para não confundir Bastonete de Auer → sempre mielóide (LMA) · Manchas de Grumprecht → sempre LLC · Cromossomo Philadelphia → sempre LMC · Criança com blasto linfóide → sempre pensar em LLA primeiro Manchas de Grumprecht o bastonete de Auer ❖ Diagnóstico Laboratorial • HEMOGRAMA alterado Leucócitos imaturos no sangue; Quantidade insuficiente de eritrócitos e plaquetas. Embora estes resultados possam sugerir leucemia: A doença não é diagnosticada com um estudo das células da medula óssea! MIELOGRAMA: Avaliar a forma das células progenitoras de medula óssea e as quantifica. Nesse exame, retira-se menos de um mililitro do material esponjoso de dentro do osso e examinam-se as células. Diagnóstico confirmatório e avaliação da resposta ao tratamento. Biologia Molecular: Auxilia a detectar mais facilmente a mutação genética das células através de análises de RNA e DNA por PCR. Citogenética: Avalia numericamente e morfologicamente os cromossomos das células tumorais. Distúrbios na Coagulação Eliptocitose Hereditária Estomatocitose Hereditária Por que acontece? — A lógica central A Tríade Clínica — o que o paciente apresenta