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OPERAÇÕES UNITÁRIAS 
OPERAÇÕES UNITÁRIAS NO TRATAMENTO DE ÁGUA
Profa. PhD. Aline Silva
Farmacêutica - UNINASSAU
Especialista em Farmacologia e Interações Medicamentosas - UNINTER
Mestre em Ciências Farmacêuticas - UFPE
Doutora em Inovação Terapêutica-UFPE
2026
ÁGUA
Um dos insumos mais utilizado em toda produção farmacêutica, desde 
a síntese de fármacos, produção de medicamentos até como 
componente de limpeza.
Proveniente de diversas fontes e com qualidade variável.
Pode ser exigida em diferentes qualidades para aplicações 
específicas.
Diferentes formas de tratamento.
ÁGUA
• A estrutura química da água é dipolo, 
facilidade em formar ligações de hidrogênio. 
• Excelente meio para solubilizar, absorver, 
adsorver ou suspender compostos, para 
carrear contaminantes e substâncias 
indesejáveis, que podem alterar a pureza e 
eficácia de um produto farmacêutico. 
• Os processos de purificação; 
armazenamento e distribuição devem garantir 
que as especificações farmacopeicas sejam 
atendidas, mantidas e controladas 
adequadamente. 
QUALIDADE DA 
ÁGUA
• Os requisitos de qualidade da água dependerão de sua 
finalidade e emprego, e a escolha do sistema de 
purificação destina atender ao grau de pureza 
estabelecido. 
• Avaliação físico-química e microbiológica da água para 
que ela atenda as especificações.
TIPOS DE ÁGUA
Água Potável Água 
Purificada (AP)
Água 
Ultrapurificada 
(AUP) 
Água para 
injetáveis (API) 
TIPOS DE ÁGUA
• Água Potável
• Obtida por tratamento da água retirada de 
mananciais, por meio de processos
adequados para atender às especificações
da legislação brasileira (parâmetros
físicos, químicos, microbiológicos e 
radioativos), para um padrão de 
potabilidade. 
• Empregada, nas etapas iniciais de 
procedimentos de limpeza e para obtenção
de água de mais alto grau de pureza. 
• Água Purificada (AP) 
• É a água potável que passou por algum tipo
de tratamento para retirar os possíveis
contaminantes e atender aos requisitos de 
pureza.
• É preparada por destilação, troca iônica, 
osmose reversa ou por outro processo
adequado. 
• Deve estar isenta da adição de quaisquer
substâncias dissolvidas.
• Geralmente é utilizada na preparação de 
medicamentos que não requeiram água
estéril nem apirogênica, destinados ao uso
não parenteral. 
TIPOS DE ÁGUA
• Água Ultrapurificada (AUP) 
• É a água purificada que passou por
tratamento adicional para retirar os possíveis
contaminantes e atender aos requisitos de 
pureza.
• É preparada pela complementação de um 
conjunto de processos, como destilação, 
troca iônica, osmose reversa, dentre outros. 
• Não possui substância dissolvida. 
• Geralmente é utilizada na preparação de 
medicamentos destinados ao uso não
parenteral, mas que requeiram água de alta
pureza produção. 
• Água para injetáveis (API) 
• Obtida por destilação ou processo
superior.
• Utilizada como excipiente na preparação
de produtos farmacêuticos parenterais de 
pequeno e grande volume, na fabricação
de princípios ativos de uso parenteral, de 
produtos estéreis, demais produtos que
requeiram o controle de endotoxinas e não
são submetidos à etapa posterior de 
remoção. 
• É utilizada ainda na limpeza e preparação
de processos, equipamentos e 
componentes que entram em contato com 
fármacos e medicamentos estéreis. 
TIPOS DE ÁGUA
FARMACOPEIA BRASILEIRA 7ª EDIÇÃO
IMPUREZAS
Dissolvidas: Catiônicas 
(Cálcio, Magnésio, Sódio, 
Potássio, Amônio, Manganês, 
Ferro). Aniônicas 
(Bicarbonatos, Carbonatos, 
Hidróxidos, Cloretos, 
Nitratos, Fosfatos, Sulfatos).
Não dissolvidas: Lama, areia, 
óleo...
Gases: Oxigênio, Dióxido de 
carbono, Cloro, Sulfeto de 
hidrogênio, Metano.
Contaminantes 
microbiológicos: coliformes 
totais e fecais, Pseudomonas 
aeruginosa.
CONTROLE DE QUALIDADE
• Características físicas
• Acidez ou alcalinidade
• Carbono orgânico total 
• Substâncias oxidáveis
• Condutividade da água 
• Amônio
• Cálcio e magnésio
• Cloretos
• Nitratos
• Sulfatos 
SEGURANÇA BIOLÓGICA: 
Contagem do número total 
de bactérias heterotróficas 
Pesquisa de coliformes 
totais e fecais 
Pesquisa de Pseudomonas 
aeruginosa 
Teste de endotoxinas 
bacterianas 
CARACTERÍSTICAS 
FÍSICAS
• Limpidez 
• Coloração
• Sabor 
• Odor
Tipo Especificação
Água purificada Líquido 
límpido, 
incolor, 
insípido e 
inodoro. 
Água 
ultrapurificada 
Água para 
injetáveis
CONDUTIVIDADE
• A condutividade elétrica é proporcional à quantidade de sais 
dissolvidos na água (fluxo de elétrons facilitado pela presença 
de íons). 
• Moléculas de água dissociam-se em íons em função do 
pH e da temperatura, resultando em uma determinada 
condutividade. 
Tipo Especificação
Água purificada No máximo 1,3 
μS/cm a 25,0 ºC 
Água 
ultrapurificada No máximo 0,055 
μS/cm a 25,0 ºC. 
Água para 
inejtáveis
No máximo 1,3 
μS/cm a 25,0 ºC 
ACIDEZ OU 
ALCALINIDADE
• Em 20 mL da amostra adicionar 0,05 
mL de vermelho de fenol SI. Se a 
solução é amarela, torna-se 
vermelha, com a adição de 0,1 mL de 
hidróxido de sódio 0,01 M; sendo 
vermelha torna-se amarela, com a 
adição de 0,15 mL de ácido clorídrico 
0,01 M. 
• Avaliada para purificada e para 
injetáveis 
• pH: 5-7
Água purificada
Água ultrapurificada 
 
Amarelo → meio ácido (pHna 
água, promovendo a colisão entre elas
• Agentes floculantes: Poliacrilamida
DECANTAÇÃO
• A água contendo os flocos formados 
pela ação do coagulantes segue 
diretamente para decantadores ou 
tanques de sedimentação. 
• Água se desloca e fica retida por 
aprox. quatro horas. 
• Material sedimentado 
(compostos de lama, argila e 
microrganismos) acumula-se no 
fundo do tanque.
FILTRAÇÃO
• Processo pelo qual são 
retiradas partículas sólidas 
dispersas na água fazendo-
a passar através de um 
material poroso. 
• Desvantagens: Obstrução 
dos filtros, proliferação 
microbiana.
TIPOS DE FILTRAÇÃO
• > 10 µm (partículas)
Filtração convencional (frontal ou profundidade)
• 0,1 a 10 µm (pequenas partículas, protozoários e bactérias)
Microfiltração
• 0,01 a 0,1 µm (vírus, endotoxinas, moléculas orgânicas)
Ultrafiltração
• 0,001 µm (cátions e ânios)
Nanofiltração e osmose reversa
• Alta superfície específica e grande porosidade
Filtração por carvão ativo
FLUORETAÇÃO
• Etapa final do tratamento - adição de compostos fluorados à água, para 
diminuir a incidência de cárie dental. 
• Concentrações na faixa de 0,8 a 1,2 mg/L, reduzem as cáries dentárias a 
um mínimo, sem causar fluorose sensível. 
Compostos 
comumente 
utilizados: 
Fluoreto de 
Cálcio ou Fluorita 
(CaF2); 
Fluossilicato de 
Sódio (Na2SiF6); 
Fluoreto de sódio 
(NaF); Ácido 
Fluossilícico 
(H2SiF6).
TRATAMENTO
Deionização
Osmose Reversa
Destilação
DEIONIZAÇÃO
• Na troca iônica ou desmineralização da água, 
todos os sais dissolvidos são teoricamente
eliminados.
• Consiste na passagem de água por uma coluna de 
troca catiônica e aniônica, constituída de resinas 
sintéticas.
• Consiste na substituição de íons presentes na 
água por outros íons fixos em uma resina.
Vantagens
• Não há necessidade de calor
• Redução de custos
• Facilidade de operação, manutenção e mobilidade
Resina aniônica (básica) – cloreto, sulfatos por OH⁻
Resina catiônica (ácida) – cálcio , magnésio por H⁺
OSMOSE REVERSA
• É a purificação da água por meio da 
passagem desta por membranas 
semipermeáveis contra o gradiente 
de concentração por ação da 
pressão.
Osmose
OSMOSE REVERSA
• A osmose reversa retira praticamente todos os vírus, bactérias, pirogênio, 
moléculas orgânicas e 90 a 99% dos íons.
• A água assim preparada é usada na manipulação de medicamentos estéreis.
• Neste processo uma corrente pressurizada de água passa paralelamente à face 
interna de um núcleo constituído por uma membrana filtrante.
• Uma parte da água permeia a membrana como filtrado, enquanto que o restante 
desliza tangencialmente à membrana, saindo do sistema sem ser filtrada. A 
parte filtrada é chamada de permeado.
OSMOSE REVERSA
OSMOSE REVERSA
• Solução de metabissulfito de sódio + flocon: O metabissulfito de sódio tem a função de eliminação do 
cloro, uma vez que este é extremamente agressivo para as membranas de osmose inversa e o flocon tem
função anti-incrustante para uso em sistemas de osmose reversa visando evitar o depósito nas membranas
• Pré-filtro de polipropileno 05 micras: filtragem de componentes físicos, como: ferrugem, lama, 
sedimentos, etc.
• Pré-filtro de carvão ativado: Retirar completamente o mau cheiro, gostos e o cloro da água.
• Filtro de carvão ativado: Retirar completamente o mau cheiro, gostos e o cloro da água.
• Membranas de osmose reversa: refil com poros microscópicos para purificação, com a capacidade de 
reter metais pesados, contaminantes químicos, vírus, bactérias, protozoários, algas, sais, flúor e outros.
• Filtro de resina mista: deionização da água (reduz a condutividade).
• Luz ultravioleta: Elimina as bactérias presentes na água após o tratamento.
Destilação
• Durante o processo de destilação a 
água, passando do líquido ao
vapor e voltando para o líquido. 
• Destiladores bem projetados
purifica a água química e 
microbiologicamente com 
bastante eficiência.
• Há vários destiladores, de 
diferentes formas e tamanhos, 
com várias capacidades de 
destilação.
• - remoção de material orgânico;
• - menor custo inicial
BOAS PRÁTICAS
• Controle de qualidade físico-
químico e microbiológico.
• Sistemas de purificação
devem ser adequadamente
validados.
• Requer especificações claras
e testes periódicos.
FIM
alinesf.prof@gmail.com
	Slide 1
	Slide 2: ÁGUA
	Slide 3: ÁGUA
	Slide 4: QUALIDADE DA ÁGUA
	Slide 5: TIPOS DE ÁGUA
	Slide 6: TIPOS DE ÁGUA
	Slide 7: TIPOS DE ÁGUA
	Slide 8: TIPOS DE ÁGUA
	Slide 9: IMPUREZAS
	Slide 10: CONTROLE DE QUALIDADE
	Slide 11: CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
	Slide 12: CONDUTIVIDADE
	Slide 13: ACIDEZ OU ALCALINIDADE
	Slide 14: SUBSTÂNCIAS OXIDÁVEIS
	Slide 15
	Slide 16: SISTEMA DE TRATAMENTO DE ÁGUA
	Slide 17: CONSIDERAÇÕES NA ESCOLHA DE UM SISTEMA DE PURIFICAÇÃO
	Slide 18: SISTEMA DE TRATAMENTO DE ÁGUA
	Slide 19: PRÉ-TRATAMENTO
	Slide 20: CLARIFICAÇÃO
	Slide 21: DECANTAÇÃO
	Slide 22: FILTRAÇÃO
	Slide 23: TIPOS DE FILTRAÇÃO
	Slide 24: FLUORETAÇÃO
	Slide 25
	Slide 26: TRATAMENTO
	Slide 27: DEIONIZAÇÃO
	Slide 28: OSMOSE REVERSA
	Slide 29: Osmose
	Slide 30: OSMOSE REVERSA
	Slide 31: OSMOSE REVERSA
	Slide 32: OSMOSE REVERSA
	Slide 33:  Destilação
	Slide 34: BOAS PRÁTICAS
	Slide 35

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