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CURSO LIVRE AUDIOVISUAL Fotografia MATERIAL DE ESTUDO MATERIAL DE ESTUDO Fotografia AUDIOVISUAL Fotografia MATERIAL DE ESTUDO CURSO LIVRE AUDIOVISUAL Curso Livre Fotografia Equipe editorial Coordenação de Curso Murilo Gabriel Berardo Bueno Editoria Helen Betane Ferreira Pereira Rosselini Diniz Barbosa Ribeiro Organização Murilo Gabriel Berardo Bueno Gustavo Louis Henrique Pinto Revisão Aguimario Pimentel Silva Projeto Gráfico Pedro Henrique Pereira de Carvalho Diagramação e Capa Isabela Maia Marinho Rafael Oliveira de Souza Equipe elaboradora Renato Naves Prado Fotógrafo, editor e colorizador de vídeo e docente efetivo nos cursos de Cinema e Audiovisual do Instituto Federal de Goiás. Doutor em Arte e Cultura Visual pela Universidade Federal de Goiás, Mestre em Comunicação, Arte e Cultura pela Universidade do Minho, Especialista em Educação a Distância pelo SENAC-GO e Graduado em Fotografia e Imagem pelo Centro Universitário UniCambury. Luzo Vinicius Pedroso Fotógrafo, documentarista e doutor em Comunicação Social pela Universidade de Brasília (UnB). Mais de 10 anos de experiência em realização de fotorreportagens e projetos documentais em fotografia e vídeo. Atuação em coberturas fotográficas de eventos culturais e sociais e produção de ensaios fotográficos diversos, edição e tratamento de imagens. República Federativa do Brasil Ministério da Cultura Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva Vice-Presidente da República Geraldo Alckmin Ministra de Estado da Cultura Margareth Menezes da Purificação Secretário-Executivo Márcio Tavares Secretária de Economia Criativa - SEC Cláudia Leitão Diretoria de Políticas para Trabalhadores da Cultura e da Economia Criativa - DTRAC Deryk Vieira Santana Equipe DTRAC/MinC Rafael Oliveira Fontes Thais Fernandes Costa Luciana Requião Gabriel Chati Odair Firmino Instituto Federal de Goiás Reitora Oneida Cristina Gomes Barcelos Irigon Pró-Reitor de Extensão Reinaldo de Lima Reis Junior Coordenação Nacional da Escult Programa Nacional de Formação e Qualificação para o Mundo do Trabalho em Cultura/IFG Coordenação Geral Mônica Mitchell Morais Braga Coordenação Administrativa Reginaldo Araújo Dorneles Coordenação de EaD Helen Betane Ferreira Pereira Coordenação Pedagógica Rosselini Diniz Barbosa Ribeiro Coordenação de Cursos Nayara Joyse Silva Monteles Murilo Gabriel Berardo Bueno Coordenação de Acessibilidade e Inclusão Gláucia Mendes da Silva Coordenação de Comunicação Pedro Henrique Pereira de Carvalho Coordenação de Tecnologia da Informação Cristiano Domingues da Silva © 2025 Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás. Este material, no que diz respeito tanto à linguagem quanto ao conteúdo, não reflete necessariamente a opinião do Instituto Federal de Goiás. As opiniões são de responsabilidade exclusiva dos respectivos elaboradores. Licença Creative Commons Atribuição - Não Comercial - Compartilha Igual - CC BY-NC-SA Esta licença permite que outros remixem, adaptem e criem a partir do seu trabalho para fins não comerciais, desde que atribuam a você o devido crédito e que licenciem as novas criações sob termos idênticos. INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DE GOIÁS Diretoria de Educação a Distância - Reitoria Avenida C-198, Qd. 500, Jardim América. Goiânia/GO | CEP 74270–040 (62) 3612-2278 coordenacao.minc@ifg.edu.br contato@escult.cultura.gov.br escult.cultura.gov.br Sumário Apresentação 5 1. História da fotografia e linguagem visual 7 1.1 História dos processos fotográficos 9 1.2 Tipos de câmeras fotográficas 15 1.3 Sobre processos e câmeras fotográficas 22 2. O uso de dispositivos fotográficos: da câmera aos smartphones 25 2.1 Funcionamento das câmeras fotográficas 27 2.2 Triângulo da exposição e fotometria 30 2.3 Lentes objetivas e profundidade de campo 41 2.4 Arquivos RAW versus Jpeg 46 3. Técnicas de composição e iluminação 51 3.1 O que é composição fotográfica? 53 3.2 Linhas e formas guia 55 3.3 Contrastes de luz e cores 57 3.4 Regra dos terços 61 3.5 Tipos e fontes de luz 63 3.6 Qualidade da luz: luz dura e difusa 65 3.7 Direção da luz e seus efeitos 68 4. A aplicação da linguagem fotográfica como repertório expressivo e representativo 74 4.1 Coberturas e ensaios fotográficos 76 4.2 Edição e pós-produção fotográfica 80 Apresentação Saudações, estudante! O curso livre de Fotografia tem o objetivo de promover o desenvolvi- mento de uma sólida formação básica profissional para quem quer iniciar a prática fotográfica ou para quem já atua no mundo do trabalho em Cultura. A fotografia desempenha um papel importante na cultura visual mun- dial desde sua invenção no século XIX, com sua maneira peculiar de repre- sentação imagética da realidade. Sua invenção possibilitou, dentre outros avanços, o surgimento do cinema e sua popularização nos meios de comu- nicação e nas lembranças familiares, fazendo com que sua prática apenas ganhasse relevância com o passar do tempo. O conteúdo programático do curso abarca um breve histórico dos pro- cessos fotográficos e do impacto da fotografia na sociedade, as técnicas fundamentais para o controle de câmeras fotográficas, de composição, de iluminação e de desenvolvimento da linguagem fotográfica, bem como con- ceitos fundamentais à compreensão da pós-produção (edição) de imagens e de aspectos da atuação profissional. A compreensão dos diferentes processos da história da fotografia é im- portante para a profissão porque cada passo permitiu novas possibilidades TIPO DE CURSO NOME DO CURSO ApRESENTAçãO 6 criativas ao ofício fotográfico e ainda é necessário acompanhar os desenvolvimentos tecnológicos contemporâneos, que nunca cessam. As técnicas de controle de câmeras fotográficas possibilitarão que a sua prática da fotografia evolua constantemente. Abordaremos os elementos básicos para que você possa aprender a expressar sua imaginação fotográfica em pouco tempo atra- vés de técnicas de composição, de interpretação da iluminação e de pós-produção (edição), independentemente das ferramentas e aplicações (softwares) à sua disposição. Por fim, você terá a oportunidade de conhecer aspectos profissionais da prática fotográfica, como a construção de ensaios e a realização de coberturas fotográficas, que são alguns dos serviços essenciais e mais populares no mercado fotográfico. CURSO LIVRE FOTOGRAFIA História da fotografia e linguagem visual TÓPICO 1 Saudações, estudante! Neste tópico, apresentaremos de maneira sucinta a história dos processos fo- tográficos e compreenderemos como a tecnologia e os aparatos disponíveis influenciam na prática da fotografia. Você conhecerá os processos fotográficos desde o século XIX até a fotografia digital e também aprenderá sobre os tipos de câmeras fotográficas, suas principais características e situações de uso. Vamos começar? Unidades Temáticas 1.1 História dos processos fotográficos 1.2 Tipos de câmeras fotográficas 1.3 Sobre processos e câmeras fotográficas Objetivos: AO FINAL DESTE TÓpICO, VOCÊ DEVERÁ SER CApAZ DE: 1. Conhecer os principais processos fotográficos desde o século XIX até a fotografia digital. 2. Conhecer os principais tipos de câmeras e suas características em termos de resultado fotográfico. 3. Relacionar o tipo de equipamento e tecnologia utilizada ao tipo de prática e resultados que se pretende obter. CURSO LIVRE FOTOGRAFIA TóPICO 1 HISTÓRIA DA FOTOGRAFIA E LINGUAGEM VISUAL 9 1.1 História dos processos fotográficos Para darmos o primeiro passo rumo à história dos processos fotográficos, que se inicia no século XIX, vamos primeiro recorrer ao significado da palavra fotografia. Em sua etimologia, o termo foto (fós, photon) quer dizer luz, e o termo grafia (grafis) re- mete a escrever ou marcar. Assim, o termo fotografia poderia ser interpretado como escrita com luz (Dicionário Etimológico, 2024). A descoberta da fotografia não aconteceuem apenas um momento ou pelo bri- lhantismo de apenas uma pessoa. O que os livros históricos nos mostram é que havia vários esforços em diferentes partes do mundo para desenvolver uma maneira de reproduzir mecanicamente as imagens que vemos, ou seja, uma maneira de fazer imagens que não dependesse de habilidades manuais específicas. O desafio maior para isso era a retenção da imagem. Já existiam instrumentos ópticos com diversos usos científicos, mas reter a imagem era ainda algo não atingido (Calaça, 2012). Heliografia O primeiro resultado documentado foi conseguido em 1826, por Nicéphore Niép- ce, sob o nome de Heliografia. Hélio é uma referência ao Sol, então neste caso seria a escrita solar.