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RESUMÃO FLUIDO E AINE: Reposição: % de desidratação x Peso = reposição em litros % de desidratação x peso x 10 = reposição em ml Prova de carga: 10ml kg em 30 a 60 min pra gatos 30 ml kg em 30 a 60 min para cães Manutenção: 30 x peso +70 =ml ao dia Limiar renal cães: 10 ml/kg/jh Macrogotas - 20 gotas em 1ml pacientes > 7kg Microgotas 60 gotas em 1 ml pacientes ótimos para controle de prurido se usados brevemente e se o prurido for intenso, não usar em pacientes que são: pacientes obesos/diabéticos pos cirurgicos Inmunosuprimidos Trombocitose evitar nas gestantes e em pacientes que retém líquidos, cardiopatas Prednisolona ( usar em gatos, respeitar periodo de 5 a 7 dias de uso maximo), Dexametasona, Prednisona ( não usar em gatos e insuficiência hepática) Hidrocortisona -> ação rápida em caso de uso prolongado (+7 de sete dias) nao pode tirar de vez, causa hipo adreno, tirar aos poucos. Em cães se administra pela manha, em gatos, de noite, pelo pico de cortisol. Anti-Histaminico: bom para pruridos leves Prometazina Oclacitinib: seletivo parra IL-31, tendo menos efeito adverso, a longo prazo gera imunossupresão Apoquel Affecções por ácaros: Escabiose (zoonose) Cães -> sarcoptes scabiei Gato -> Notodres cati Sinais Clinicos: Prurido intenso na pele, formando crostas e perda de pelos, principalmente em areas de pelagem mais esparsa, as lesoes são hiperêmicas (vermelhas, com mais fluxo sanguineo) Animais com reação otopodal é patognomônico de prurido, encosta e coça. Cães que recebem Isoxazolina, não possuem essa doença Diagnóstico: Raspado superficial mas a sensibilidade do teste é baixa, logo mesmo com o resultado negativo, se ainda tiver suspeita, pode tratar. • Lesões em bordos de pavilhões auriculares, cotovelos e jarretes • Reflexo otopodal positivo • Prurido intenso em animais jovens, com exame parasitológico de raspado superficial de pele positivo ou negativo Tratamento: Isoxazolina -> cães MDR1 Ivermectina Doramectina (melhor que a ivermectina) Amitraz -> topico Otocaríase: Otodectes cynotis Causa otite externa, ácaro de superfície de fácil visualização. Sinais Clinicos: Prurido Intenso, Serumem enegrecido, farinha preta com pontos brancos. Diagnostico: Otoscopia, video-otoscopia (mais raro) e/ou exame parasitologico do cerumem Tratamento: Isoxazolina -> cães MDR1 Ivermectina Selamectina -> revolution (topico) -> ivermectina so que melhor e seguro para gatos Moxidectina -> advocate Diazon -> Odeon (tópico pra ouvido) Fipronil -> frontline (nao tao eficiente pra gatos, mas é seguro) Amitraz -> topico Demodicidose -> Demodex spp Não provoca prurido, porque o parasito fica na parte mais profunda dos folículos pilosos e pode causar lesões que levam a um prurido secundário por infecções Bacterianas. Normalmente são residentes naturais da unidade pilossebácea. É transmitido pela mãe no início da amamentação. Em gatos causa prurido e é contagioso Pode apresentar forma localizada e generalizada – disfunção do sistema imune Ficam na camada mais interna, fica do lado do folículo piloso, se for pra crescer mais do que deveria, precisando de tratamento e causando uma dermatite, vai começar sem muito prurido, se gerar infecções secundárias, ai sim vai causar prurido. Agente etiológico: Demodex canis (em cães) e Demodex catis (em gatos), são habitantes naturais da pele em baixa carga parasitária. O acometimento da doença está relacionado a imunidade, fazendo com que haja aumento da carga parasitária. Esse parasita pode se replicar devido a uma falha genética fazendo com que a imunidade não controle a população de Demodex, por isso pacientes que a possuem é recomendado a castração para evitar estresse e consequentemente desequilíbrio Imunológico. Lesões primárias: hipotricose ou alopecia (focal, multifocal ou difusa), pápulas, prurido secundário. Lesões secundárias: liquenificação (pode ter com a pele seca, por isso tem que hidratar), hiperpigmentação, pústulas, erosões, crostas, úlceras crostosas com pus. Pode acometer qualquer parte do corpo. Sinais sistêmicos podem surgir com a progressão da infecção secundária As lesões podem ser localizadas ( pode tratar Sinais Clínicos: Cães: Sem prurido, Dermatite papulopustular e eritematosa; papulas Pustulas eritremas Tratamento: Identificar e tratar qualquer doença primária, castração de cães e cadelas, antibiótico para as piodermites, banho semanais, coleiras de Amitraz (trocar a cada 2 semanas), pomadas em casos locais. O tratamento vai de semanas a meses e termina 15 dias após 2 raspados negativos consecutivos (intervalo de 15 dias entra cada um). Os animais positivos não devem acasalar nem serem imunossuprimidos. Isoxazolina -> cães MDR1 Ivermectina Doramectina (melhor que a ivermectina) Amitraz -> topico Infecções Bacterianas Piodermites Piodermite Superficial: caso mais leve, frequente em cães pode evoluir para piodermite profunda, envolve folículos pilosos (mesma área da demodex) e epiderme adjacente Agente Etiológico: Staphylococcus pseudintermedius (Gram positiva) Geralmente secundária a uma causa de base – demodicidose, alergias e doenças Endócrinas Sinais clínicos - eritema, pápulas, pústulas, lesões circulares e alopécicas, crostas , descamação e hiperpigmentação, prurido Diagnóstico – exame clínico e citológico – deve-se observar a presença de bactérias, neutrófilos e as células de descamação cutânea. Cultura e antibiograma para casos com histórico de tratamentos prévios. Se ver bastonete, é uma infecção mais grave (desvio a esquerda), se ver cocos, é normal da microbiota do animal Identificar a causa primária! Senão não resolve!!!! Priorizar medicação tópica para evitar a resistência ao antibiótico Tratamento de Prurido nesses casos: AIE -> otimos para controle de prurido se usados brevemente e se o prurido for intenso, não usar em pacientes que são: pacientes obesos/diabeticos pos cirurgicos Imunosuprimidos Trombocitose evitar nas gestantes e em pacientes que retem liquidos,cardiopatas Prednisolona ( usar em gatos, respeitar periodo de 5 a 7 dias de uso maximo), Dexametasona, Prednisona ( nao usar em gatos e insuficiencia hepatica) Hidrocortisona -> ação rapida em caso de uso prolongado (+7 de sete dias) nao pode tirar de vez, causa hipo adreno, tirar aos poucos. Em cães se administra pela manha, em gatos, de noite, pelo pico de cortisol. Oclacitinib: seletivo parra IL-31, tendo menos efeito adverso, a longo prazo gera imunossupresão Apoquel Tratamento: Tópico – possui a vantagem de remover microrganismos e debris celulares da pele, mínimos efeitos colaterais e menor chance de resistência à meticilina. Antibioticos Sistêmicos: Amoxicilina com Clavulanato (mais usado) Clindamicina (passa barreira hematoencefálica então usar para situações especiais) Cefalexina (causa gastrite e vômitos) Cefovecina é um farmaco de terceira geração, deve usar em animais que o tutor não consegue medicar, pois uma unica dose vale para 14 dias. Infecções Fúngicas Malasseziose-> Malassezia pachydermatis Psicogênicas -> sem resposta a antiinflamatórios esteroidais Fungo normal da microbiota,crescimento exagerado está relacionado à características das leveduras(secreção de fatores de virulência) e resposta imune do hospedeiro (geralmente secundário) Fatores Predisponentes: -Aumento de umidade -Presença de dobras cutâneas -Níveis alterados de PH cutâneo -Doenças Endócrinas imunossupressoras -> hipotireoidismo, hiperadrenocorticismo, diabetes -Antibioticoterapia prévia ( O Staphylococcus produz o fator que mantém equilíbrio da Malassezia, desequilibra a microbiota) e terapia prolongada de corticoides (imunossupressão) Sinais Clinicos: Lesões em áreas específicas, paroníquia (inflamação do leito ungueal e dedos), seborreia oleosa (aumento da oleosidade, cheiroso rançoso), hipotricose em lábios e periocular (o animal pode se esfregar nas coisas) e pele com liquenificação (pele + grossa) e hiperpigmentação, lambedura excessiva, alopecia periocular Áreas de lesão similares a sarna demodex. Diagnóstico: realizar citologia coletando com swab (máximo 3 por campo) ou com escarificação/imprint. Tratamento: Tópico: Cetoconazol 2%, Miconazol 2% ou Clorexidine 3 a 4% (essa % de clorexidine é a ideal para os fungos, porém vai ressecar muito a pele, pensar o que isso pode acarretar para o paciente → aumenta o prurido, caso haja e em atópicos perde a barreira cutânea). Tratamento sistêmico (lesões generalizadas) : Cetoconazol (é mais hepatotóxico e feito BID), Itraconazol (SID). Ômega 3: ácido graxo essencial para manter a barreira lipídica → feito Via Oral. shampoos para tirar seborreia Micoses cutâneas não pruriginosas Os agentes etiológicos são ceratinofiílicos → Microsporum canis, Microsporum Gypseum, Trichophyton. Dermatofitose A infestação ocorre na haste dos pelos e estrato córneo. Normalmente não têm infecções secundárias. Maior incidência em filhotes e gatos de pelos longos (portador assintomático). Pode ocorrer de forma local, multifocal e generalizada. O prurido pode existir (mínimo, moderado ou intenso), requer cuidados Sinais clínicos: áreas de alopecia (circular, irregular ou difusa) com graus variáveis de descamação, eritemas, pápulas, crostas, seborreias, paroníquia. Diagnóstico diferencial - cães: demodicose, piodermite superficial. Diagnóstico diferencial - gatos: alopecia psicogênica, alérgica ou parasitária. Diagnóstico: excluir diferenciais; exame com luz UV (lâmpada de Wood) → atenção com falso-positivo ou falso-negativo; citologia (pesquisar haste do pelo infiltradas por hifa ou artrosporos); histopatológico (perifoliculite, foliculite, furunculose, dermatite superficial intersticial, epidermite supurativa, artrosporos ou hifa no estrato córneo ou haste do pelo; cultura de fungos e antifungigrama. Tratamento: parar com o tratamento caso cultura de acompanhamento de negativo Focal: Antifúngico tópico, com frequência BID até a cura completa. Creme de Terbinafina 1%, Clotrimazol 1%, Enilconazol 2%, Cetoconazol 2%. Solução de Tiabendazol 4%. Banho com shampoo antifúngico 2x na semana por 4 a 6 semanas no mínimo. Griseofulvina: micropartícula 50 mg/kg, administração VO e frequência SID / ultramicropartícula 5 a 10 mg/kg, administração VO e frequência SID. Itraconazol: 5 a 10 mg/kg, administração VO e frequência SID. Terbinafina: 30 a 40 mg/kg administração VO e frequência SID. Cetoconazol: 10 mg/kg, administração VO e frequência SID. Zoonose: deve fazer conscientização do responsável e orientar, investigar ocorrência na família. Criptococose -> Cryptococcus neoformans, é um fungo saprófito, ambiental cosmopolita. Se estabelece quando inalado causando ferimento nasal (nariz de palhaço), em alguns casos pulmões e pode generalizar. ● Pode evoluir para pneumonia fúngica. ● Sua evolução é nodular, semelhante a de uma neoplasia (carcinoma) ou pode ulcerar. ● Pode chegar ao SNC e ter sinais neurológicos. Diagnóstico diferencial: neoplasia, infecção fúngica (esporotricose/dermatofitose), metástase, infecção bacteriana. As fezes secas do pombo possui fungos mais resistentes, entram de forma inspiratória. O hospedeiro principal é o gato e o transmissor é o pombo. Diagnóstico: citologia, raio-X, cultura. Raio-X: aspecto micronodular/miliar. Para fechar diagnóstico coleta material fazendo lavado traquebronquial e faz cultura. Citologia: inflamação piogranulomatosa com a presença de fungos de parede delgada e brotamentos de base estreita. Biópsia incisional (maior parte dos casos) e excisional (só se for muito pequeno, mas deve alertar o tutor, porque pode ter que voltar para fazer a margem cirúrgica): apresentar paniculite, dermatite piogranulomatosa, nodular e difusa. Tratamento: remoção das feridas cirurgicamente (acelera tratamento, mas por ser sistêmico não resolve 100%), antifúngico sistêmico (vários meses até 1 ano e manter 1 mês após cura clínica). Itraconazol: 5 a 10 mg/kg, administração VO, frequência SID ou BID. Fluconazol: 5 a 15 mg/kg, administração VO, frequência SID ou BID. Cetoconazol: 5 a 10 mg/kg, administração VO, frequência SID ou BID. Prognóstico: para felinos sem envolvimento do SNC é bom; felinos com alterações em SNC e caninos é ruim. Zoonose: conscientizar responsável, investigar ocorrência na família e fazer Orientações Esporotricose zoonótica O gato é o principal reservatório, adquiri pela matéria orgânica devido aos hábitos comportamental. É uma doença ocupacional (Doença do Jardineiro), mas no Rio de Janeiro é uma epidemia e em Belo Horizonte está tendo muito aumento de casos quase gerando uma epidemia também. Em Belo Horizonte, há tratamento de Itraconazol para pessoas carentes ( O SUS VETERINÁRIO ACONTECENDO BEM NA FRENTE DOS SEUS OLHOS!!!! -Diogo) Etiologia: fungo dimórfico, forma hifas filamentosas no ambiente e forma leveduras no hospedeiro. Está presente no solo, vegetais, plantas, madeiras e restos. Agente etiológico: Sporothrix schenckii, Sporothrix brasilienses → existem outros agentes, mas que não possuem tanta importância para a doença. Transmissão - Clássica: inoculação traumática do fungo para uma fonte infectante, como farpas e espinhos. Transmissão - Zoonótica: arranhadura ou mordedura de animais contaminados. Principais lesões: orelhas, focinho e membro com lesões ulceradas e crostosas. Gato suspeito: lesão única ou múltipla nodular e/ou ulcerada, lesão com exsudato hemorrágico ou purulento, espirro, dispneia, secreção nasal, animal que possui acesso à rua, muitas vezes o tutor relata que o gato brigou com outros animais. Evolução do fungo pelo sistema linfático PERGUNTAR SE TEM MAIS GENTE COM LESÃO EM CASA, SEMPRE!!! Esporotricose se transmite por contato com mucosas, muito cuidado com o nosso olho, veterinário e considerado grupo de risco justamente por conta damanipulação Grupo de risco: médicos veterinários, protetores, tutores de gato, funcionários de clínica veterinária. É importante combater a disseminação do Sporothrix brasilienses com base em saúde única, porque é a forma mais zoonótica Orientações para atendimento: touca descartável, óculos de proteção, máscara facial, avental descartável de manga longa com elásticos no punho, luvas de procedimento descartáveis. Higienização: Mesa de atendimento e ambiente: Hipoclorito de Sódio 1% por 10 minutos. Equipamentos e utensílios: Hipoclorito de Sódio 1% em seguida em álcool a 70%. qualquer gato com ferida em um lugar que tem epidemia de esporotricose, a principal suspeita e esporo, não toque sem epi, mão e olho Diagnóstico diferencial: leishmaniose, criptococose, demodicose, dermatite alérgica, dermatofitose. Diagnóstico: citologia, cultura fúngica (teste-ouro), Ferida ulcerada, molhada, vermelhinha, só que forma crosta, sujidade, pelo, deve limpar. E aí usa imprint. Cultura fúngica, Swab em borda de ferida, demora mais pra cultivar, média de 15 dias, então fazer sempre acompanhado com a cito. histopatológico.( não é o melhor, não fazer) ● Se faria histopato se a suspeita for neoplasia ● o problema do histopato em doenças infecto contagiosas-> laudo inconclusivo pela inflamação. ● não colocar histopato em prova. Cultura -> hifas Citologia-> leveduras Tratamento: Itraconazol, Iodeto de Potássio, Anfotericina B, termoterapia local, Terbinafina, Fluconazol, criocirurgia, cirurgia. Itraconazol: não manipular. Pode dar junto com alimento úmido por favorecer absorção e pode abrir a cápsula. Não utilizar com medicamentos que aumentem a acidez estomacal (ranitidina) e não administrar com produtos lácteos → dose: 5 a 10 mg/kg, frequência BID. Para esporotricose se usa 100mg gato se o gato for de tamanho normal, se for pequeno, 50 Outros tratamentos focam mais na ferida, mas a doença é sistêmica e precisam tratar como uma, usar como adicional. Iodeto de Potássio: é manipulado, dose 2m5 a 5 mg/kg com frequência SID. Utilizado em casos refratários ou casos com múltiplas lesões cutâneas e/ou presença de lesões mucosas (nasal) e/ou sinais respiratórios. Os efeitos colaterais anorexia, vômito e diarreia. Anfotericina B: é possível vaporizar para fazer por inalação. Termoterapia local: bolsa ou compressa quente impede do crescimento fúngico. Critério de cura: ausência de sinais clínicos, mas tem que manter por 1 mês os fármacos pós cura clínica completa para reduzir recidiva. Não deve ser enterrado devido à contaminação do solo, a carcaça e os materiais descartáveis devem ser descartados como risco epidemiológico e realizar incineração Dermatites Alergicas Dermatite alérgica à picada de mosquito (DAPE) Sasonal Saliva de pulgas e carrapatos tem polipeptídios, aminoácidos, compostos aromáticos → reações de hipersensibilidade tardia (tipo IV). É esperado que ocorra em animais com mais de 3 anos → diferencial com atópico que é desde jovem. Sinais clínicos: prurido moderado (próximo a cauda e região inguinal, porque é o local que os ectoparasitas ficam geralmente), alopecia local ou generalizada, pápulas, pústulas, crostas, piodermite (secundária). Diagnóstico: histórico, distribuição das lesões, presença de pulgas e testes alérgicos. Manobra de Mackenzie: passar uma gaze molhada contra o pelo para observar se há fezes de pulga ou sangue Tratamento: controle de ectoparasitas no animal e no ambiente, reduzir produzidos e tratar infecções secundárias (antibiótico sistêmico). Prurido → Anti-histamínico: Hidroxizine (2 a 3 mg/kg - TID), Cetirizina (1 mg/kg - SID). AINE’s: com dose baixa (ação anti-inflamatória) e período Oclacitinib → Apoquel. Dermatite trofoalérgica - hipersensibilidade alimentar (HA) Intolerância alimentar ao alimento é hipersensibilidade mediada por IgE. Alérgenos: glicoproteínas, lipoproteínas, aditivos. Em cães, as mais comuns são aves, carne bovina, ovos, soja, cereais de trigo. Em gatos, as mais comuns são aves, carne bovina, peixe, leite. Raças predisponentes: Boxer, Sharpey, Pastor Alemão, Golden, Bulldog. Sinais clínicos: dermatite pruriginosa (eritema, pápulas, vergões, pústulas), sinais gastrointestinais ocasionais, resposta variável aos corticosteróides, otite (pode ser o único sintoma), piodermite. As lesões tem padrões semelhantes aos da Malasseziose. As vezes, otite pode ser o único sintoma • Lesões em face (perioculares e labiais, por exemplo), perianais, em virilha e nos membros • Eritema de face interna de pavilhões auriculares ou meato acústico, mas sem lesões em bordos de pavilhões auriculares • Raramente lesões lombossacrais • Acometimento de animais jovens • Eventualmente sintomas gastrointestinais • Prurido perene Diagnóstico: eliminar outras causas de prurido + dieta de eliminação (com proteína hidrolisada) → teste de provocação = retorno dos sinais clínicos. Dieta de eliminação (4 a 8 semanas - avaliar com 4 semanas sem medicação): conscientização dos proprietários e familiares, uma única fonte de proteína, uma única fonte de carboidrato, atenção aos petiscos. Pode ser feita com rações prontas ou com a formulação descrita abaixo: Lentilha (cozida e triturada) + Batata Doce (picada com casca) → para um cão de 10 kg é necessário 1 a 2 xícaras de lentilha e 1 xícara de batata doce. Dermatite atópica Dermatopatia inflamatória ou pruriginosa: associada a produção de IgE contra alérgenos do ambiente, é uma hipersensibilidade do tipo I. É comum com ácaro. Animais que normalmente habitam ambientes internos. Raças predispostas: Labrador, Poodle, Boxer, Sharpey, Yorkshire, Pug, Bulldog, Schnauzer, Golden, Shitzu. Patogenia complexa → disfunção da barreira cutânea X disfunção imunológica Barreira cutânea: formada principalmente desmossomos modificados, queratinócitos diferenciados e lipídios intracelulares. Impede perda excessiva de água, penetração de alérgenos ambientais e microbianos. É importante que a pele esteja sempre hidratada, para evitar que haja comprometimento na barreira Cutânea. Os desmossomos abrem Gaps que permitem entrada de alérgenos da própria pele e outros. A filagrina impede que antígenos entrem nas partes profundas. A sua ausência faz com que perca mais água. Sinais clínicos: prurido (desde jovem), otite recindivante, inflamação de pele (eritema, escoriações, alopecia), infecções secundárias bacteriana (pápulas, pústulas, crosta) ou Malassezia (liquenificação e hiperpigmentação), sempre está sofrendo de algo, tem cachorro que já tratou de tudo mas continua tendo. Diagnóstico: histórico, sinais clínicos, eliminação de outras causas de prurido, Critérios de Favrot e teste alérgico → se possuir + 5 desses sinais abaixo já é considerado atópico: Tratamento: tratar as infecções secundárias, hidratar a pele (menor absorção de alérgenos), evitar calor no banho e na secagem, não usar perfume, sabão de coco e talco, reduzir contato com alérgenos, manter barreira cutânea. Hidratantes: aveia coloidal, calêndula, camomila, ceramidas, fitoesfingosina e ômega. Ômega 3 e 6: incorporam-se aos lipídeos da epiderme podendo levar à normalização da barreira epidérmica. Anti-histamínicos: controlam pouco o prurido. Hidroxizine → 2 a 3 mg/kg TID (a cada 8h). Cetirizina → 1 mg/kg SID (a cada 24h). Glicocorticoides: bom controle de prurido. Tópico (hidrocortisona) – lesões localizadas Sistêmico – usar menor dose necessária Prednisona, prednisolona ou metilprednisolona - 0,5 a 1,0 mg/kg (reduzir a dose) Acompanhar com exames Inibidores da calcineurina Impedem a transcrição de interleucinas e ativação das células T Tacrolimus tópico 0,03% - cuidado com lambedura Ciclosporina Oclacitinib- bom controle do prurido Inibidor seletivo Janus quinase 1 – reduz a liberação de citocinas relacionadas àalergia, inflamação e prurido – IL 2, IL 4, IL6, IL 13 e IL 31 Lokivetmab- bom controle do prurido anticorpo monoclonal que bloqueia a interleucina-31 -reduz o prurido e a inflamação. CONTROLE: Imunoterapia alérgeno-específica Efeitos desensibilizantes precoces, modulam as respostas de células T e B e anticorpos relacionados, e a migração de eosinófilos, basófilos e mastócitos para os tecidos, assim como a liberação de seus mediadores Indicada para pacientes alérgicos que demonstram a presença de IgE alérgenoespecífica através de testes cutâneos ou sorológico Otites São classificadas de acordo com a localização anatômica: Externa: canais vertical e horizontal → cerúmen normal e sem obstrução, possui contaminação da pele, sinal clínico de dermatite atópica/alimentar. Média: membrana timpânica, tuba auditiva, cavidade timpânica, martelo, bigorna, estribo e nervo timpânico. Interna: cóclea e sistema vestibular. Cerúmen: composto por secreções das glândulas sebáceas e ceruminosas e das células de descamação que migram da membrana timpânica até o meio externo; mecanismo de defesa. Pode obstruir o conduto auditivo. Etiopatogenia Causa primária: condições que levam ao processo inflamatório dentro do canal auditivo. Alergias → DAPE, atopia, hipersensibilidade alimentar;Parasitárias. Hipotireoidismo com alterações de queratinização. Corpos estranhos. Otite aguda: Otite Crônica: Inflamação crônica, fibrose, obstrução do conduto auditivo Fatores predisponentes: conformação anatômica do ouvido, sustentam e agravam o processo inflamatório. Sinais clínicos: balançar a cabeça, reflexo otopodal, prurido, dor, acúmulo de cerúmen, hiperplasia e hiperqueratose do canal externo, head tilt (síndrome vestibular, otite média e interna), alopecia por coceira, Otohematoma ( ruptura dos versículos na lâmina capilar, vai causar um extravasamento do sangue no pavilhão auricular, causado por atrito, traumático) -> importante investigar o ouvido Diagnóstico: exame com otoscópio, exame citológico (ouvido normal não devem estar presentes leucócitos, macrófagos, piócitos ou qualquer célula inflamatório, ou, ainda eritrócitos que indicam um componente hemorrágico observado em ulcerações epidérmicas). Exame Clinico Para coleta de material entra ate o final do conduto vertical, não progride mais para não causar mais danos, empurrar secreção, lesionar, e é o suficiente para fechar diagnóstico entra vertical e mantém. Otoscopio/ endoscópio: tem que ir ate e ver a bulha timpânica para ir para o horizontal, entra vertical e inclina, distanciando o swab da cabeça, cuidado para não lesionar. Inspeção: Odor forte Característico -> Infecção fúngica causada por Malassezia secreção enigracida. Infecção bacteriana dá um cheiro forte, mas de infecção, e a cor fica purulenta. A informação que o tutor da, sobre hábitos de limpeza, comportamentos, frequência do banho, etc Exames Complementares Swab -> citologia no microscopio consegue ver Fungo(malassezia) Bacterias ( cocos ou bastonete) sarna otodexica/acaro (gato e coelho) Caso tenha obstrução e seja uma massa, biopsia Raio x exame de triagem para otite crônica e avaliar a obstrução do conduto auditivo - proibido olhar raio x sem examinar paciente, proibido pedir um raio x sem falar o que quer. - Diogo Tratamento: limpeza para controle dos fatores predisponentes. Ceruminolíticos: fármacos com ação queratolítica, antimicrobiana e reduz o pH local (Malasseziose não cresce bem em ambiente ácido). Tris-EDTA (mais seguro), Peróxido de Carbamina, Esqualeno, Propilenoglicol (utilizar apenas na parte externa, porque é ototóxico). Terapia tópica: associação de corticoides, antimicótico e antibacteriana, geralmente pede para manipular as bases necessárias de acordo com os indicativos clínicos e da lâmina → duração do tratamento é de 7 dias. Glicocorticoides: ação anti-inflamatória, anti-pruriginosa, redução da exsudação, redução de prurido, edema de tecidos. Uso contínuo gera hipotrofia de glândulas sebáceas e redução de secreções. Dexametasona 0,1%, Triancinolona e Hidrocortisona 0,5 a 1%. Antimicóticos: usado para otites causadas por Malassezia sp. Miconazol 2% e Sulfadiazina de Prata 1% → ambos ototóxicos. Antibacterianos: usado para otites causadas por bactérias Gram Negativo e Gram Positivo. Neomicina (ototóxico), Gentamicina (ototóxico), Polimixina B (ototóxico), Tobramicina (ototóxico), Enrofloxacino 0,5% (seguro), Ciprofloxacino 0,3% (seguro), Marbofloxacino 0,85% (seguro), Clorexidine 0,15% (mais que isso é ototóxico). Terapia sistêmica: indicada para casos de otite externa grave. Glicocorticoides: Prednisona 2 mg/kg (dose elevada) a cada 24 horas durante 3 a 5 dias, reduzindo para 1 mg/kg a cada 24 horas. Antimicóticos: Itraconazol → usado apenas para Malassezia sp. resistente → raro, geralmente consegue tratar de forma tópica muito bem!! Antibióticos: Cefalexina, Enrofloxacino, Amoxicilina + Clavulanato, Sulfametaxazol + Trimestropina → bons para conduto auditivo. A Sulfametaxazol + Trimestropina ultrapassam membrana hematoencefálica, usar em casos que haja extrema necessidade/específicos. Sequelas neurológicas: acomete Nervo Facial, receptores vestibulares e cóclea, causando doença vestibular, Síndrome de Horner e paralisia do nervo facial Leishmaniose Agente infeccioso: Leishmania donovani, Leishmania chagasi. No Brasil, o Evandro Chagas descobriu que é uma doença do homem e no cão com infecção pelo flebótomo - Lutzomyia longipalpis. Etiopatogenia: pleomórficos → nos invertebrados promastigotas e nos vertebrados amastigotas (aflagelado). São parasitas intracelulares obrigatórios, multiplicando-se nos fagócitos mononucleares do sistema mononuclear fagocítico. Quando inoculada, invadem macrófagos e multiplicam-se. Em 3h, neutrófilos e macrófagos parasitados por promastigotas e amastigotas. Dos macrófagos podem ir para outras partes como baço, medula óssea e fígado. Os cães (Canis familiaris) é considerado reservatório doméstico, mas em áreas endêmicas outro animais podem ser importantes, pois mesmo retirando todos os cães soropositivos, o ciclo ainda pode existir. Além, de sinais clínicos semelhantes a doença em humanos (visceral), mas em cães pode haver lesões cutâneas. Pode demorar de 2 a 12 meses para aparecer sinais clínicos. A incubação de chegar a 25 meses. Zoonose: endêmica e infecciosa causada por uma série de protozoários do gênero Leishmania, da família Trypanossomatidade → deve haver o controle do mosquito. Sinais clínicos: o quadro clínico variável da resposta imune, da cepa do parasita e das comorbidades. Os cães podem evoluir para cura clínica ou para óbito em poucas semanas. Em felino, casos de Leishmaniose é mais comum se manifestar como lesões dermatológicas (diagnóstico diferencial com esporotricose). ● Febre intermitente. ● Perda de peso. ● Linfoadenopatia. ● Pele: úlceras crostosas na orelha, focinho e periorbital, descamação e alopecia multifocal → a pele é de grande importância na determinação do processo de infecção (imunohistoquímica). Imunohistoquímica: é feito a partir de um histopatológico geralmente feito na porta de orelha, é para ver se há o agente epidemiológico ainda está em periferia→ NÃO É O PRIMEIRO EXAME PARA DIAGNÓSTICO, É FEITO APÓS TRATAMENTO!! ● Órgãos linfóides: proliferação lifoplasmohistiocitária (linfademegalia generalizada, mas pode não ser generalizado), linfonodos com amastigotas em macrófagos nucleares. ● Baço: reação inflamatória crônica e difusa, macrófagos organizadas em granulomas, macrófagos repletos de amastigotas → pode ser feita citologia e histopatológico, em caso que o US apresenta baço nodular deve fazer diagnóstico diferencial com neoplasia, porque o de Leish não precisa retirar o órgão, diferente de casos neoplásicos. ● Medula óssea: hipertrofia e hiperplasia celular,hipoplasia e aplasia (anemia e trombocitopenia). ● Coração: miocardite multifocal com inflamação, necrose e degeneração das fibras miocárdicas. ● Rins: deposição de imunocomplexos nos glomérulos (é um processo de ativação celular do sistema imune, são agressivo em locais de inflamação), glomerulonefrite membranoproliferativa e nefrite intersticial com comprometimento da função renal. ● Olhos: queratoconjuntivite, blefarite, inflamação mononuclearplasmocitário do trato uveal e edema de córnea, formação de sinéquia, lesões em corpo ciliar e íris podem estar associado a depósito de imunocomplexos. ● Intestino: diarreia crônica e melema, devido as ulcerações na mucosa gástrica intestinal, colite ulcerativa e erosiva também podem estar presentes ● Hemorragias: hiperglobulinemia (interfere na malha de fibrina), sequestro esplênico de plaquetas e hipoplasia medular, vasculite (imunocomplexo), uremia e epistaxe. ● Neurológico: letargia, convulsões, mioclonias, nistagmo, tremores, paralisia de mandíbula, ptose labial, andar em círculos, tetraparesia e rigidez raquial e cervical, inflamação meningial crônica. ● Ortopédico: lesão osteolíticas e osteoproliferativas de diáfises ósseas com sinais de atrofia muscular. ● Pulmões: pneumonia intersticial crônica e difusa com infiltrado linfoplasmático. Diagnóstico- Cllínico epidemiológico → guia para uma suspeita para saber indicar os exames corretos. Testes rapidos: Sorologia: diluição total ou parcial (Rifi ou Elisa) → pode vir resultado indeterminado, quando a titulação for baixa. O resultado já é positivo em casos de 1:160. PCR: pode ser realizado com sangue ou material colhido na medula (é mais preciso em cães, em felinos já não é tão bom) → é o mais “confiável”, porém nem sempre é o de primeira escolha , porque é mais caro e quando realizado na medula é mais invasivo. Quantitativo: para saber a carga parasitária. Citologia cutânea e de linfonodos: parasitológico, pode ser teste ouro, ginsa ou panótico rápido → é mais rápido e mais barato. (Padrão ouro, porque se vê a forma amastigota ja ta diagnosticado na hora) Alterações comuns em exames: Anemia normocítica e normocrômica → é uma anemia sem resposta. Linfopenia. Trombocitopenia pode estar presente ou ser secundária a uma hemoparasitose. Primária: aplasia direta da medula ou imunocomplexo nas células. Existem estudos que tentam mostra a pré-disposição a Leishmaniose em casos de animais com hemoparasitose. Azotemia → em casos mais graves, deve fazer os exames SDMA e/ou urinálise para saber previamente se há aumento em creatinina e/ou ureia. Inversão do proteinograma com aumento de globulina e diminuição da albumina. Alterações nas enzimas hepáticas. Pré tratamento- Não exclui tratamento específico, este serve para tratar os sinais clínicos Timomodulina (Leucogen) → 5 mL/animal, frequência BID e administração VO → estimula série branca, melhora a imunidade. indicado para pacientes com leucopenia. Infervac → 1 a 2 mL/animal, administração IM → estimula séria branca e melhora a imunidade. Dipirona → 25 mg/kg, frequência TID e administração VO,SC e IV → dor aguda Cloridrato de Tramadol → 2 a 5 mg/kg, frequência TID e administração SC, IM, → dor aguda. Dor crônica: tratamento feito com Gabapentina, Pregabalina, Amantadina Gabapentina → 3 a 10 mg/kg, frequência até TID e administração VO. Ômega 3 → 500 mg para animal 5 a 10 kg, frequência SID e administração VO. Prednisona → 0,5 a 2 mg/kg, frequência SID e administração VO, deve desmamar o fármaco. Dose 0,5 mg/kg é para desinflamar o animal. Dose 2 mg/kg é para imunossuprimir, mas dever ter mais atenção. Alopurinol → 10 mg/kg, frequência SID e administração VO → é leishmaniostático. Deve-se avaliar o paciente para ver se possui cálculo de xantina, pois o uso do fármaco de forma contínua gera esse efeito adverso. Caso o paciente estabilize a doença, pode cortar a prescrição, mas deve ver se haverá recidiva e a frequência que isso ocorrerá. Domperidona → 1 mg/kg, frequência BID e administração VO → é leishmaniostático e ajuda na série vermelha. Os tipos de anemia são Hemolítica, Infecciosa, Hemorragia e Ferropriva. Para acompanhar a evolução da anemia, deve-se fazer o exame reticulócito. Se realizar eritropoietina, deve avaliar se o paciente vai ter alguma reação imunológica, porque a disponível no mercado é humano e só funciona se a anemia for causada pela falta da eritropoietina por algum problema renal. TRATAMENTO: Todo paciente em tratamento deve utilizar repelente. O uso da coleira ajuda a não transmitir para outros animais, diminuindo o risco epidemiológico. A única droga Leishmanicida aprovada para o uso na Medicina Veterinária é a:Miltefosina. 2 mg/kg com frequência SID por 28 dias, ação imunomoduladora. Deve sempre monitorar a função renal com atenção, repetir exame completo após término. Imunoterapia com LeishTec (so que tipo, ela saiu do mercado): 2 doses a cada 21 dias, totalizando 3 repetições e aofinal fazer sempre exames. Deve sempre monitorar a função renal com atenção, repetir exame completo após; Término. Realizar tratamento com antiparasitário Leishmanicida: Anfotericina B e Glucantine. Deve sempre monitorar a função renal com atenção, repetir exame completo após Término. Anlodipino: 0,1 a 0,25 mg/kg, frequência SID ou BID, são bloqueadores dos canais de cálcio. ● Monitorar a PA. Em casos persistentes, associar a inibidores de ECA, mas monitorar a PA: Enalapril: 0,25 a 0,5 mg/kg, frequência SID BID. Benazepril: 0,5 mg/kg, frequência SID. Prevenção Formas para evitar o mosquito: ● Repelente (coleira, spot on, spray → avaliar custo benefício). ● Manter o ambiente livre de matéria orgânica. ● Vacina LeishTec, mas para iniciar o tratamento o animal deve testar negativo para Leishmaniose. É realizada 1 dose a cada 21 dias, totalizando 3 doses (em seguida realizar reforço anual a contar da data da 1° aplicação - NÃO PODE ATRASAR). ● Estudos são feitos para se ver se o Bravecto, é repelente para o flebótomo Controle de prurido: Affecções por ácaros: Infecções Bacterianas Infecções Fúngicas Dermatites Alergicas Otites Leishmaniose