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DISCIPULADO E 
EVANGELIZAÇÃO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Profª Merlise dos Santos 
 
AULA 4 
 
 
2 
INTRODUÇÃO 
Nesta etapa, vamos tratar de períodos importantes da história da Igreja, 
no que se refere à evangelização. Vamos relembrar a importância dos períodos 
como a pré-reforma, que embora menos conhecida do que a Reforma 
Protestante em si, o período da pré-Reforma foi um momento crucial na história 
do Cristianismo, marcando o início de uma Era de mudança e reforma na igreja 
ocidental. 
Com relação à Reforma Protestante, foi um dos eventos mais 
significativos na história do Cristianismo, que transformou a compreensão da fé 
em Cristo, enfatizando a importância das Escrituras e da liberdade religiosa. 
Entenderemos também um pouco mais sobre a chegada dos colonizadores ao 
Brasil e suas pretensões de civilizar, explorar e evangelizar o país. 
O período da pré-Reforma, também conhecido como a Era Pré-
Reformista, foi um momento de agitação e fermento religioso na Europa que 
antecedeu o movimento mais conhecido da Reforma Protestante. Este período, 
que abrangeu os séculos XIV e XV, viu uma série de vozes críticas dentro da 
Igreja Católica Romana e movimentos de reforma que pavimentaram o caminho 
para as mudanças radicais que viriam a seguir. 
TEMA 1 – PERÍODO DE PRÉ-REFORMA 
Um dos fatores-chave que contribuíram para o clima pré-reformista foi a 
crescente insatisfação com a corrupção e o abuso de poder dentro da igreja. 
Muitos líderes religiosos e intelectuais começaram a questionar as práticas da 
Igreja, incluindo a venda de indulgências, o nepotismo entre os líderes 
eclesiásticos e a riqueza excessiva da hierarquia da igreja. 
Além disso, avanços na educação e na disseminação da informação, 
como a invenção da imprensa por Johannes Gutenberg, permitiram que ideias 
críticas se espalhassem mais rapidamente do que nunca. Isso levou ao aumento 
da alfabetização e à disseminação de Bíblias em línguas vernáculas, permitindo 
que as pessoas lessem e interpretassem as Escrituras por si mesmas. 
Entre os precursores da Reforma estava John Wycliffe, um teólogo e 
acadêmico inglês que desafiou a autoridade papal e defendeu a tradução da 
Bíblia para o inglês. Suas ideias influenciaram muitos dos reformadores 
posteriores, incluindo Martinho Lutero. Wycliffe é frequentemente considerado o 
 
 
3 
"precursor" da Reforma por suas críticas à corrupção da Igreja Católica e sua 
ênfase na autoridade das Escrituras. 
Outro líder pré-reformista significativo foi Jan Hus (abordaremos ele em 
seguida), um teólogo checo que também criticou a corrupção na igreja e 
defendeu reformas semelhantes às propostas por Wycliffe. Hus foi queimado na 
fogueira como herege em 1415, mas suas ideias continuaram a inspirar os 
reformadores posteriores e contribuíram para o clima de insatisfação que 
culminaria na Reforma Protestante. 
O período da pré-Reforma estabeleceu as bases para as mudanças 
radicais que viriam a seguir. As críticas à Igreja Católica, a ênfase na autoridade 
das Escrituras e a crescente demanda por reformas prepararam o terreno para 
os eventos que transformariam para sempre o panorama religioso da Europa. 
1.1 John Wycliffe 
John Wycliffe, um teólogo e filósofo inglês do século XIV, destacou-se 
como uma figura proeminente no cenário religioso e intelectual da Idade Média. 
Ele foi criado no norte da Inglaterra e educado na Universidade de Oxford, onde 
concluiu o doutorado em 1372 e ascendeu imediatamente à preeminência como 
principal professor na universidade (Shelley, 2018, p. 296). 
Wycliffe questionava de que maneira o direito de governar era transmitido 
por Deus aos governantes terrenos. Na época, o senhorio só era reconhecido 
quando derivava da Igreja romana, confiando ao papa o domínio universal sobre 
todas as pessoas. Wycliffe não concordava com essa visão. Em 1377, o papa 
condenou os ensinamentos do reformador de Oxford. A Igreja manifestou sua 
oposição a Wycliffe naquele momento, porém influentes aliados na Inglaterra 
garantiram que essa condenação jamais fosse além de meras ameaças (Shelley, 
2018, p. 296). 
Sua convicção levou à sua tradução da Bíblia para o inglês, ele liderou 
alguns estudiosos de Oxford na tradução da Bíblia latina para a língua inglesa e 
seguindo os métodos de São Francisco e dos frades. Esse feito ampliou o 
acesso à Palavra de Deus além dos limites dos clérigos e acadêmicos. 
Conforme Shelley (2018), “Wycliffe antecipa a doutrina de Lutero de 
justificação somente pela fé, e ambos destroem as barreiras medievais entre 
Deus e seu povo” (p. 297). A sua morte em 31 de dezembro de 1384 não diminuiu 
 
 
4 
seu legado. Sua tradução da Bíblia para o inglês foi um marco na história da 
língua inglesa e na disseminação da fé cristã entre o povo comum. Ele é 
lembrado como um dos precursores da Reforma Protestante e um defensor da 
liberdade religiosa e da reforma da igreja (Shelley, 2018, p. 301). Apesar de ser 
considerado herege por muitos de seus contemporâneos, John Wycliffe deixou 
um impacto duradouro na história da religião e da cultura europeias. 
1.2 John Huss 
Jan Huss, também chamado de John Huss, nascido em Husinetz, na 
Boêmia (atual República Tcheca), por volta de 1369, estudou na Universidade 
Carolina em Praga, onde se destacou em seus estudos teológicos. Sua erudição 
e eloquência rapidamente o elevaram à posição de destaque dentro do cenário 
acadêmico e eclesiástico da época. Em seus estudos, Huss teve contato com os 
escritos filosóficos de Wycliffe e, posteriormente, com os escritos religiosos de 
Wycliffe, que o levou a adotar a visão do reformador inglês a respeito da Igreja 
como um grupo eleito que tinha em Cristo seu cabeça, não o papa (Shelley, 
2018, p. 302). 
Segundo Shelley (2018), “a capela de Belém, perto da universidade, 
concedeu a Huss uma oportunidade de transmitir os ensinamentos de Wycliffe, 
incluindo suas críticas contra os abusos do poder no papado”. Huss denunciou 
vigorosamente a corrupção clerical, a venda de indulgências e outras questões 
dentro da hierarquia eclesiástica (Shelley, 2018, p. 302). 
O desejo de Huss era tornar a Escritura acessível ao povo comum da 
época. Ele não só pregou em tcheco, mas traduziu partes da liturgia, assim como 
vários hinos latinos para a língua local. Sua insistência na primazia das 
Escrituras e na salvação pela fé, em vez de pelas obras, o colocou em rota de 
colisão com as autoridades. Assim, em 1410 Huss foi excomungado por heresia. 
Como consequência, um grande tumulto popular eclodiu e Huss fugiu para o sul 
da Boêmia (Delinger, 2017, s.p.). 
Conforme Delinger (2017), “em 1414, foi citado para comparecer perante 
o Concílio de Constança, para responder às acusações de heresia, e lhe foi 
prometido um retorno seguro do concílio” (S.p.). Ali Huss foi preso e julgado 
como herege. Por fim, em 6 de julho de 1415, foi condenado à morte na fogueira 
(Shelley, 2018, p. 304). 
 
 
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TEMA 2 – REFORMA PROTESTANTE 
A Reforma Protestante foi um dos eventos mais significativos na história 
do Cristianismo, marcando uma ruptura profunda com a autoridade da Igreja 
Católica Romana e dando origem a diversas tradições e denominações 
protestantes que moldaram a paisagem religiosa e cultural do mundo ocidental. 
O movimento da Reforma teve suas raízes no século XVI, quando líderes como 
Martinho Lutero, João Calvino, Ulrico Zuínglio e outros começaram a questionar 
as doutrinas e práticas da Igreja Católica da época. 
2.1 Martinho Lutero 
Martinho Lutero era filho de Hans Luder e Margarethe Lindemann, 
membros da classe média alemã. Seu pai era minerador e desejava que 
Martinho se tornasse advogado, mas, após uma experiência espiritual durante 
uma tempestade, o jovem decidiu ingressar na vida monástica. Lutero sentia-se 
extremamente culpado e pecador, o que o levava ao autoflagelo (Shelley, 2018, 
p. 310). 
Porém, “quando foi nomeadopara lecionar o curso de estudos bíblicos na 
recém-estabelecida Universidade de Wittenberg” (Shelley, 2018, p. 311), na 
Alemanha, o encontro com as Escrituras transformou sua vida. Lutero agora via 
com clareza que o homem é salvo apenas pela fé no mérito do sacrifício de 
Cristo. Ele ensinou que os seres humanos são justificados diante de Deus não 
pelas suas próprias obras, mas pela fé em Jesus Cristo e no seu sacrifício na 
cruz. Isso representou uma mudança significativa na compreensão da salvação 
e do relacionamento entre Deus e os seres humanos. Foi assim que Lutero 
chegou à sua doutrina da justificação somente pela fé e percebeu como ela 
conflitava nitidamente com a doutrina da Igreja Romana de justificação que 
incluía fé e boas obras. 
As implicações da descoberta de Lutero foram enormes. Na concepção 
de Lutero, se a salvação vem somente por meio da fé em Cristo, a intercessão 
dos sacerdotes seria desnecessária, pois, todos os cristãos têm acesso a Deus 
por meio de Cristo, sem a necessidade de mediação da Igreja de Roma (Shelley, 
2018, p. 311). 
 
 
6 
Em 31 de outubro de 1517, Lutero desafiou publicamente a doutrina 
católica ao afixar suas 95 Teses na porta da Igreja do Castelo de Wittenberg, 
marcando o início do movimento reformista, criticando a venda de indulgências 
e expondo outras questões teológicas e práticas que ele considerava contrárias 
às Escrituras. 
 A oposição de Lutero à Igreja Católica e sua recusa em se retratar 
levaram à sua excomunhão em 1521, pelo Papa Leão X, durante a Dieta de 
Worms. Ele foi então protegido pelo Príncipe Frederico da Saxônia, que o salvou 
da prisão e da morte, oferecendo a Lutero refúgio em seu Castelo de Wartburg 
(Shelley, 2018, p. 313). Conforme o autor, Lutero, 
disfarçado como um nobre de classe inferior chamado cavaleiro Jorge, 
o reformador permaneceu ali até 1522; durante o período, traduziu o 
Novo Testamento para o alemão, um importante primeiro passo rumo 
à reformulação do culto público e privado na Alemanha. (Shelley, 2018, 
p. 317) 
Lutero seguiu pregando e produzindo textos, livros e hinos até sua morte, 
em 18 de fevereiro de 1546. 
2.2 As Cinco Solas 
As Cinco Solas são princípios teológicos fundamentais que resumem as 
doutrinas centrais da Reforma Protestante. Estas afirmações foram formuladas 
pelos líderes reformadores, especialmente por Martinho Lutero, e tornaram-se 
marcos distintivos do movimento protestante. Cada uma das Cinco Solas 
enfatiza um aspecto essencial da fé cristã, destacando a supremacia de Deus, a 
autoridade das Escrituras e a centralidade de Cristo na salvação. 
• Sola Scriptura (Somente a Escritura): este princípio afirma que a Bíblia 
é a única fonte de autoridade para a fé cristã e prática. Em contraste com 
a visão católica romana, que reconhecia a autoridade tanto das Escrituras 
quanto da tradição da igreja, a Reforma defendia que a Palavra de Deus 
contida na Bíblia era suficiente para orientar a vida e a doutrina cristãs 
(Oliveira, 2017, p. 22); 
• Sola Fide (Somente a Fé): este princípio enfatiza que a salvação é pela 
graça de Deus, recebida somente pela fé em Jesus Cristo, e não pelas 
obras humanas. Lutero e outros reformadores rejeitaram a ideia de que 
 
 
7 
as boas obras poderiam garantir a salvação, defendendo que é somente 
pela fé que somos justificados diante de Deus (Perez et al., 2017, p. 50); 
• Sola Gratia (Somente a Graça): este princípio destaca que a salvação é 
um dom gratuito de Deus, concedido pela sua graça, e não por mérito 
humano. A Reforma enfatizou que a iniciativa para a salvação vem 
inteiramente de Deus e que os seres humanos não podem ganhar ou 
merecer a salvação por seus próprios esforços (Oliveira, 2017, p. 57); 
• Solus Christus (Somente Cristo): este princípio proclama que Jesus 
Cristo é o único mediador entre Deus e os seres humanos, e que Ele é a 
única fonte de salvação. Os reformadores rejeitaram a ideia de que a 
igreja, os santos ou qualquer outra pessoa poderiam servir como 
intermediários entre Deus e os indivíduos, enfatizando que apenas Cristo 
pode reconciliar os pecadores com Deus (Oliveira, 2017, p. 41); 
• Soli Deo Gloria (Glória Somente a Deus): este princípio reconhece que 
toda glória e louvor devem ser dados somente a Deus. A Reforma 
enfatizou a supremacia de Deus em todas as áreas da vida, ensinando 
que o propósito final de todas as coisas é a glória de Deus e que todas as 
nossas ações devem ser realizadas com esse objetivo em mente (Perez 
et al., 2017, p. 90). 
Essas Cinco Solas serviram como pilares teológicos essenciais da 
Reforma Protestante e continuam a ser princípios fundamentais para muitos 
cristãos protestantes hoje, moldando sua compreensão da fé e influenciando sua 
prática religiosa. 
2.3 Companhia de Jesus 
Em 1540 a Companhia de Jesus, também conhecida como Ordem dos 
Jesuítas, foi oficialmente reconhecida pelo Papa Paulo III. Este grupo religioso 
representou uma das principais forças na tentativa de restaurar a supremacia do 
catolicismo após os desafios impostos pelo protestantismo (Shelley, 2018, p. 
358). 
Os membros da Companhia de Jesus eram conhecidos como jesuítas e 
se comprometeram com um rigoroso treinamento espiritual e intelectual, 
seguindo os Exercícios Espirituais desenvolvidos por Inácio. A missão 
fundamental da ordem consistia em restabelecer a proeminência espiritual e a 
 
 
8 
influência da Igreja Católica Romana, que havia sido proeminente sob o papado 
de Inocêncio III, três séculos antes. Todos os esforços dos jesuítas estavam 
voltados para a recondução da supremacia da Igreja de Roma, uma vez que 
Inácio sustentava firmemente a crença na exclusividade da presença do Cristo 
vivo na estrutura institucional da Igreja (Shelley, 2018, p. 358). 
Em 1545, a cidade de Roma experimentou uma nova fase de rigor. O 
movimento reformista ganhava força, as obras dos reformadores e as Bíblias 
protestantes estavam entre os itens proibidos e, na Espanha, durante um longo 
período, a posse de um desses livros proibidos era punível com a pena de morte 
(Shelley, 2018, p. 356). 
O chefe da primeira missão jesuíta mandada para a América foi o padre 
Manoel da Nóbrega, de 32 anos, membro da Companhia de Jesus desde 1544. 
Conforme César (2000), 
ele chegou acompanhada de mais seis jesuítas que desembarcaram 
na Bahia no dia 29 de março de 1549, na companhia de mais de mil 
pessoas, entre soldados, funcionários, colonos, artesãos e cerca de 
400 criminosos condenados a viver fora de sua terra natal. (César, 
2000, p. 27) 
A influência da Companhia de Jesus foi significativa em áreas como 
educação, ciência, política e missões globais. Os jesuítas fundaram muitas 
escolas, universidades e colégios em todo o mundo, desempenhando um papel 
fundamental no avanço do conhecimento e na formação de líderes religiosos e 
intelectuais. 
2.4 Chegada ao Brasil 
No quarto dia após a "descoberta", em 26 de abril de 1500, ocorreu a 
primeira celebração da missa em território brasileiro, conduzida por Dom 
Henrique Soares de Coimbra. 
O interesse pela conversão dos indígenas é em parte baseado em uma 
impressão excessivamente otimista e simplista que existia dos nativos. Nesse 
evento, os índios auxiliaram no transporte da cruz até o local designado e 
imitaram os portugueses durante a cerimônia religiosa, seguindo seus gestos de 
ajoelhar, levantar-se, erguer as mãos para o alto e observar atentamente o 
celebrante. 
Nesse tempo, a atenção de Portugal estava voltada à Reforma 
Protestante na Europa e aos interesses econômicos nas Índias, e embora alguns 
 
 
9 
religiosos franciscanos tenham temporariamente estado presentes antes da 
chegada efetiva da primeira missão jesuíta em 1549, levou-se 50 anos para que 
fossem enviados missionários para evangelizar os 1,5 milhão de indígenas, 
distribuídos em mais de mil etnias que havia no Brasil. 
Gradualmente, os portugueses perceberamque os nativos habitavam 
toda a extensão litorânea, desde o Pará até o Rio Grande do Sul, bem como o 
interior, tanto próximo quanto distante. Observaram também que os indígenas 
falavam línguas diversas e não compartilhavam a mesma cultura (César, 2000, 
p. 29). 
 No início do século XVI, o clérigo era basicamente um funcionário 
eclesiástico, sem necessariamente estar focado na evangelização, catequese ou 
conversão do povo, já que o sacerdócio era considerado principalmente uma 
profissão (César, 2000, p. 56). 
Não havia imprensa nem universidade no Brasil durante os três primeiros 
séculos de sua história, o que implica na ausência de livros. Isso resultou em um 
conflito de culturas: europeia, indígena e africana, culminando na fusão das três 
culturas dominantes, já compostas por diversas misturas anteriores, 
especialmente entre os africanos. Essa fusão é conhecida como sincretismo 
cultural e religioso (César, 2000, p. 53). 
TEMA 3 – PROTESTANTES CHEGAM AO BRASIL 
Em 1555, apenas 38 anos após a proclamação da Reforma Protestante e 
seis anos após a chegada dos jesuítas à Bahia, aportou no Brasil uma caravana 
ecumênica procedente da França. Eram nobres, artesãos, soldados, criminosos 
e agricultores, alguns católicos e outros protestantes, sob o comando do 
navegador Nicolau Durant de Víllegaignon, de 45 anos. Os três navios e os 600 
tripulantes e passageiros haviam saído de Hâvrede-Grâce no dia 22 de julho de 
1555 e chegaram à Baía de Guanabara menos de quatro meses depois, em 10 
de novembro (César, 2000, p. 37). 
 
3.1 Primeiros protestantes 
 
 
10 
No dia 7 de março de 1557, um ano e três meses depois da primeira 
expedição, chegou a segunda leva de franceses: cerca de 300 colonos, católicos 
e sem religião em sua maioria. Com eles vieram quatorze huguenotes (nome 
que se dá aos reformados de língua francesa) de Genebra, enviados por João 
Calvino, a pedido do próprio Villegaignon (César, 2000, p. 38). 
No dia 10 de março de 1557 o primeiro culto protestante foi realizado. 
Pierre Richíer pregou em francês sobre o verso 4 do Salmo 27: "Uma coisa pedi 
ao Senhor, é o que procuro: que eu possa viver na casa do Senhor todos os dias 
da minha vida, para contemplar a bondade do Senhor e buscar sua orientação 
no seu templo” (César, 2000, p. 38). 
Conforme César (2000), a cerimônia foi realizada no Forte Coligny, na ilha 
de Serijipe, hoje Villegaignon, no Rio de Janeiro. Em 21 de março foi organizada 
a primeira igreja protestante do Brasil e da América do Sul, com a celebração da 
Santa Ceia à maneira calvinista e com a presença de Villegaígnon. Isto significa 
que entre a primeira missa católica e a primeira celebração reformada houve um 
espaço de apenas 57 anos. 
Em janeiro de 1558, Richier e seus companheiros foram obrigados a voltar 
para a Europa, após desentendimento doutrinário com Villegaígnon. Como a 
viagem seria muito difícil, cinco deles se ofereceram para ficar no Brasil. Estes 
foram condenados à morte como hereges e são considerados os mártires 
calvinistas do Brasil (César, 2000, p. 38). 
3.2 João Ferreira de Almeida 
João Ferreira de Almeida tinha 16 anos quando traduziu o Novo 
Testamento para o português, utilizando a versão latina de Teodoro de Beza 
(1519-1605) (César, 2000, p. 68). Após exercer trabalho missionário no Sri Lanka 
(antigo Ceilão) e na Índia, Almeida iniciou a tradução completa da Bíblia a partir 
dos originais hebraico e grego. 
Inicialmente, a tradução de Almeida tinha como público-alvo os falantes 
de português no sudeste asiático. No entanto, em 1809, a Sociedade Bíblica 
Britânica e Estrangeira começou a publicar a Bíblia de Almeida, tornando-se a 
primeira Bíblia em português e a 32ª versão completa das Escrituras em línguas 
modernas após a Reforma (César, 2000, p. 68). 
 
 
11 
A introdução das Escrituras no território brasileiro teve início de maneira 
discreta no ano de 1814. A partir do ano de 1818, a distribuição de exemplares 
das Sagradas Escrituras na América Latina foi realizada por representantes das 
duas principais sociedades bíblicas existentes na época, a Britânica e a 
Americana. Um marco importante nesse processo foi a atuação do missionário 
metodista americano Daniel Parish Kidder (1815-1891), que se estabeleceu 
como correspondente da Sociedade Bíblica Americana no Brasil (César, 2000, 
p. 69). 
A versão da Bíblia de João Ferreira de Almeida, após passar por múltiplas 
revisões, mantém-se como a preferida tanto entre os evangélicos portugueses 
quanto brasileiros (César, 2000, p. 70). 
Conforme dados da SBB, a tradução do Antigo Testamento foi concluída 
em 1694 por Jacobus op den Akker, um pastor holandês que colaborou com 
Almeida. No entanto, a publicação do texto completo do Antigo Testamento só 
ocorreu em 1751, enquanto a versão completa da Bíblia em um único volume foi 
lançada em 1819. 
A edição de 1898, denominada "Revista e Corrigida", foi lançada na 
Europa e, posteriormente, no Brasil, durante meados do século XX, o texto de 
Almeida passou por uma revisão e atualização, resultando na edição conhecida 
como "Revista e Atualizada". Em setembro de 2013, após uma reunião com 
representantes das igrejas cristãs brasileiras, foi iniciado o processo de revisão 
da "Revista e Atualizada", culminando no lançamento da "Nova Almeida 
Atualizada" em 2017. 
TEMA 4 – CRONOLOGIA DOS 500 ANOS 
4.1 Brasil Colônia 
Em 22 de abril de 1500, a armada portuguesa liderada por Pedro Álvares 
Cabral chega ao Brasil. Quatro dias depois, em 26 de abril, Dom Henrique 
Soares de Coimbra realiza a primeira cerimônia cristã no solo brasileiro. É 
importante ressaltar que em 31 de outubro de 1517, Martinho Lutero dá início 
oficial à Reforma Protestante, marcando um período de agitação religiosa na 
Europa após séculos de supremacia da igreja católica (César, 2000, p. 169). 
Em resposta à Reforma Protestante, em 1540 a Contrarreforma ganhou 
impulso com a fundação da Companhia de Jesus, liderada por Inácio de Loyola. 
 
 
12 
Em 1549, desembarcam na Bahia os seis primeiros missionários jesuítas, com 
eles vêm também o primeiro governador do Brasil, Tomé de Sousa, e o padre 
Manoel da Nóbrega (César, 2000, p. 170). 
O primeiro culto presbiteriano acontece em 1557, na ilha de Serijipe, na 
Baía de Guanabara, seguido pela organização da primeira igreja evangélica do 
Brasil e da América do Sul. Isto significa que entre a primeira missa católica e a 
primeira celebração reformada houve um espaço de apenas 57 anos (César, 
2000, p. 170). 
Em 1597 morre o padre José de Anchieta, o renomado missionário jesuíta 
conhecido como "o apóstolo do Brasil", após 44 anos de trabalho missionário no 
país (César, 2000, p. 170). 
De acordo com César (2000), de 1630 até 1654 tropas holandesas 
ocupam Pernambuco, estabelecendo a Nova Holanda no Nordeste brasileiro. O 
período áureo do Brasil holandês durou oito anos (1637 – 1644). Coincide com 
o governo do Conde João Maurício de Nassau-Siegen, membro e frequentador 
assíduo da Igreja Reformada. Um ano após o seu retorno para a Holanda, o 
padre André de Soveral e setenta fiéis foram mortos durante uma missa na 
Capela de Nossa Senhora das Candeias, no Engenho Cunhaú, no Rio Grande 
do Norte. Algumas dessas vítimas foram beatificadas pelo papa João Paulo II 
mais de 350 anos depois, em março do ano 2000. Em 1654, encerra-se a 
invasão holandesa após a organização de 22 igrejas reformadas no Nordeste 
brasileiro (César, 2000, p. 170-171). 
Em 1810 é assinado o Tratado de Comércio e Navegação entre Portugal 
e Inglaterra, garantindo liberdade religiosa aos súditos britânicos no Brasil 
(César, 2000, p. 170-172). 
4.2 Brasil Império 
Em 7 de setembro de 1822, durante uma visita a São Paulo, o príncipe 
regente Dom Pedro, ao perceber as pressões de Portugal, decide proclamar a 
Independência do Brasil. Menos de dois meses depois é aclamado Imperador 
Constitucional e Defensor Perpétuodo Brasil, com 24 anos de idade. No mesmo 
ano, inaugura-se no Rio de Janeiro o primeiro templo protestante em solo 
brasileiro, obedecendo às cláusulas do tratado para evitar conflitos religiosos 
(César, 2000, p. 172). 
 
 
13 
No dia 25 de março de 1824 é promulgada a Constituição Política do 
Império do Brasil, que estabelece a religião católica romana como oficial do 
Império, permitindo outras religiões apenas em cultos domésticos ou 
particulares, sem manifestação pública de templos. Nesse mesmo ano, 
começam a chegar ao Brasil as primeiras levas de imigrantes alemães, 
principalmente luteranos, que se fixam especialmente no Rio Grande do Sul 
(César, 2000, p. 172). 
Em 1855 desembarca no Rio de Janeiro o primeiro casal de missionários 
protestantes, em caráter permanente: Sarah e Robert Kalley. E em 1859, o 
missionário presbiteriano americano Ashbel Green Símonton chega também ao 
Rio de Janeiro (César, 2000, p. 173). 
No da 5 de novembro de 1864, o primeiro jornal protestante do Brasil e da 
América do Sul, por iniciativa de Ashbel Símonton, começa a circular. Chamado 
de Imprensa Evangélica, tem o objetivo de alcançar pela palavra escrita os não 
alcançados pela palavra falada. Além do mais, pretende publicar artigos em 
defesa de reformas legais necessárias à completa liberdade de culto (César, 
2000, p. 173). 
De acordo com César (2000), “Em 1865, José Manoel da Conceição é 
ordenado pastor presbiteriano, na cidade de São Paulo, é o primeiro brasileiro a 
se tornar pastor protestante” (p. 173). Em 1882, chegam a Salvador, Bahia, os 
primeiros missionários enviados pelos batistas do sul dos Estados Unidos 
(César, 2000, p. 174). 
4.3 Brasil República 
Em 15 de novembro de 1889, Manuel Deodoro da Fonseca proclama a 
república brasileira nas primeiras horas da madrugada. Esse evento marca o fim 
do regime imperial que perdurou por 67 anos. Pedro II, com 64 anos de vida e 
49 anos de governo, juntamente com sua família, tem um prazo de 24 horas para 
deixar o país (César, 2000, p. 175). 
Em 1910, após frequentar brevemente a Igreja Presbiteriana do Brás, em 
São Paulo, o italiano Louis Francescon estabelece na capital paulista a 
Congregação Cristã no Brasil, tornando-a a primeira igreja pentecostal do país 
(César, 2000, p. 175). 
 
 
14 
No ano de 1911, os missionários suecos Gunnar Vingren, de 32 anos, e 
Daniel Berg, de 27 anos, fundam em Belém do Pará a primeira Assembleia de 
Deus do Brasil (César, 2000, p. 175). 
Em 8 de maio de 1922, o casal suíço Stelle e David Miche chega ao Rio 
de Janeiro com o objetivo de estabelecer o Exército de Salvação no Brasil. Em 
1948, é estabelecida no Rio de Janeiro a Sociedade Bíblica do Brasil, com a 
finalidade de "promover e intensificar, sem fins lucrativos, a disseminação das 
Escrituras Sagradas como meio de elevar moral, social e espiritualmente o povo 
brasileiro" (César, 2000, p. 176). 
Durante o período entre 1951 e 1962, são fundadas as seguintes igrejas: 
Igreja do Evangelho Quadrangular do Brasil, Igreja Evangélica Pentecostal O 
Brasil para Cristo e a Igreja Pentecostal Deus é Amor (César, 2000, p. 176). 
No ano de 1970, em Campinas, São Paulo, dois missionários jesuítas 
americanos, Harold J. Rahm, com 51 anos, e Edward J. Dougherty, com 29 anos, 
iniciam a Renovação Carismática Católica no Brasil (César, 2000, p. 177). 
Em 6 de outubro de 1974, o evangelista Billy Graham conclui a cruzada 
de evangelização realizada no Estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, com a 
participação de aproximadamente 250 mil pessoas (César, 2000, p. 177). 
TEMA 5 – MULHERES 
5.1 Catarina Parr 
Catarina Parr foi a sexta e última esposa do rei Henrique VIII da Inglaterra, 
que se encantou com sua beleza não apenas física, mas também intelectual. 
Nascida por volta de 1512, pouco se sabe sobre sua infância, mas sua vida 
tomou um rumo significativo quando se tornou a esposa do rei em 1543, após a 
morte de sua antecessora, Jane Seymour (Almeida; Pinheiro, 2021, p. 144). 
Ela desempenhou um papel crucial na reconciliação entre Henrique VIII e 
suas filhas, Maria e Isabel, provenientes de casamentos anteriores. Seu 
interesse pela educação das princesas mostrou seu compromisso com o bem-
estar da família real e do reino (Almeida; Pinheiro, 2021, p. 145). 
Durante seu casamento com Henrique VIII, Catarina enfrentou desafios 
políticos e religiosos, especialmente devido às mudanças religiosas tumultuadas 
da época, com a Reforma Protestante ganhando força na Inglaterra. Apesar de 
sua formação católica e educação humanista, Catarina ao estudar a Bíblia e os 
 
 
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escritos teológicos, simpatizou-se cada vez mais com o protestantismo (Almeida; 
Pinheiro, 2021, p. 154). 
Como rainha estava sempre na presença de mulheres eruditas, 
compartilhando as Escrituras e práticas devocionais. Mantendo também contato 
com grandes reformadores como Thomas Cranmer e Hugh Latimer, aumentando 
ainda mais seu entusiasmo pela fé protestante (Almeida; Pinheiro, 2021, p. 146). 
A influência protestante da rainha não foi vista com simpatia pelo bispo 
Gardner e os demais líderes da igreja católica. Apesar do rompimento de 
Henrique VIII com a igreja católica, ele ainda permanecia confesso e praticante 
desta religião. O bispo aproveitou isso para influenciar o rei contra Catarina 
(Almeida; Pinheiro, 2021, p. 146). 
Catarina Parr promoveu a distribuição de Bíblias na língua do povo e a 
publicação de obras sacras, dentre elas a tradução das “Parafrases do Novo 
Testamento” de Erasmo, que se tornaria um instrumento importante para a 
consolidação da Reforma durante o governo do rei Eduardo VI. Tornou-se 
também a primeira rainha inglesa a publicar um livro, Orações e meditações 
(1545), uma complicação de preces e meditações no estilo clássico (Almeida; 
Pinheiro, 2021, p. 148). 
Em 1545, Catarina promovia encontros diários para pregação em seus 
aposentos, contando com a presença de mulheres, nobres e líderes 
reformadores. Esses encontros ficaram conhecidos como “Salão Protestante”. 
Os encontros não eram secretos, apenas contavam com a indiferença de 
Henrique VIII em relação a eles (Almeida; Pinheiro, 2021, p. 148). 
Como uma mulher de convicções religiosas fortes, Catarina navegou 
habilmente pelas águas perigosas da política religiosa, mantendo a confiança do 
rei enquanto protegia suas próprias crenças, apesar das inúmeras tentativas 
católicas de a prenderem (Almeida; Pinheiro, 2021, p. 149). 
Após a morte de Henrique VIII em 1547, Catarina publicou o livro 
Lamentação de uma pecadora, no qual lamenta a apatia e falta de acesso do 
povo aos ensinamentos bíblicos e critica os clérigos por contribuírem para isso. 
Ela defende a autoridade da Bíblia, a doutrina da justificação pela fé e declarou 
que as boas obras não contam para a salvação. Casou-se com Thomas 
Seymour, mas morreu em 1548, após dar à luz a sua única filha, Mary Seymour 
(Almeida; Pinheiro, 2021, p. 151). 
 
 
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De acordo com Almeida e Pinheiro (2021), a rainha Catarina Parr teve 
grande influência na propagação do protestantismo na Inglaterra, e seu “Salão 
Protestante” influenciou outras mulheres nobres a transmitirem o legado e os 
ideais protestantes (Almeida; Pinheiro, 2021, p. 151). 
5.2 As Beguinas 
As Beguinas foi um movimento que floresceu principalmente nos Países 
Baixos, Bélgica e partes da França, chegando até a Alemanha durante a Idade 
Média (Almeida, 2022, p. 1365). Começou no final do século XII e atingiu seu 
auge nos séculos XIII e XIV. 
As beguinas eram mulheres de diversas origens sociais e econômicas, 
incluindo viúvas, solteiras e até mesmo algumas casadas, que buscavam viver 
uma vida piedosa e comunitária, sem se tornarem freiras. Elas não faziam votos 
religiosos formais, como as freiras, e mantinham a liberdade de deixar a 
comunidade a qualquer momento para se casar ou seguir outro caminho. Eram 
mulheres leigas que buscavam viver a sua fépara além dos muros dos 
conventos e mosteiros (Almeida, 2022, p. 1321). 
As beguinas viviam juntas em pequenas comunidades conhecidas como 
beguinarias, que eram frequentemente construídas nas periferias das cidades. 
As beguinarias eram autossuficientes, com suas próprias capelas, hortas, 
enfermarias e oficinas. Eram também centros educativos, onde todas as 
mulheres aprendiam a ler e a escrever e se tornavam independentes (Almeida, 
2022, p. 1341). 
As beguinas trabalhavam como costureiras, tecelãs, enfermeiras e em 
outras ocupações, sustentando-se e ajudando os pobres da comunidade. 
Algumas beguinarias se transformavam também em hospitais para dar 
assistência aos leprosos e doentes, davam trabalho às prostitutas e cuidavam 
dos órfãos (Almeida, 2022, p. 1355). 
Uma das características mais marcantes das beguinas era sua ênfase na 
devoção pessoal e na espiritualidade interior, em contraste com as práticas mais 
formais e hierárquicas da Igreja Católica da época. De acordo com Almeida 
(2022), elas eram pobres e se dedicavam à oração, à meditação, ao estudo das 
Escrituras, buscando uma conexão direta com Deus. Não se tratava de uma 
 
 
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nova ordem religiosa, elas não eram monjas e se negavam viver debaixo da 
autoridade de um sacerdote, pai ou marido (Almeida, 2022, p. 1341). 
No entanto, o movimento beguino não escapou da perseguição. Algumas 
beguinas foram acusadas de heresia, especialmente durante os períodos de 
agitação religiosa na Europa medieval. A Igreja estava preocupada com a 
independência das beguinas e com a possibilidade de elas propagarem 
ensinamentos considerados heréticos (Almeida, 2022, p. 1375). 
Com o tempo, a influência das beguinas diminuiu à medida em que a 
Igreja reforçava seu controle sobre as práticas religiosas e a sociedade europeia 
mudava. Muitos beguinários foram fechados durante a Reforma Protestante e a 
Contrarreforma Católica, o que fez com que muitas se juntassem ao movimento 
da Reforma Protestante. No entanto, algumas comunidades de beguinas 
persistiram até o século XX, quando o último beguinário formal foi fechado na 
Bélgica (Almeida, 2022, p. 1385). 
Apesar de sua eventual dissolução como um movimento organizado, o 
legado das beguinas continua a ser lembrado como um exemplo de devoção 
religiosa, autonomia feminina e busca por uma espiritualidade pessoal dentro do 
contexto medieval europeu. Suas comunidades representaram uma alternativa 
importante para as mulheres que desejavam uma vida dedicada a Deus, mas 
que não se encaixavam nos moldes tradicionais da vida monástica (Almeida, 
2022, p. 1311). 
FINALIZANDO 
Chegamos ao final desta etapa, e tivemos a oportunidade de rever como 
a pré-Reforma, a Reforma Protestante e suas consequências tiveram um 
impacto profundo não apenas na Europa, mas também em todo o mundo, 
incluindo o Brasil. Esses movimentos históricos moldaram não apenas a 
paisagem religiosa, mas também influenciaram a cultura, a política e a sociedade 
de maneiras significativas. 
Vimos como as mulheres desempenharam papéis significativos durante o 
período da Reforma Protestante, embora muitas vezes suas contribuições 
tenham sido obscurecidas ou esquecidas pela história. No entanto, essas 
mulheres corajosas desempenharam uma variedade de papéis importantes, 
 
 
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desde apoiar os líderes reformadores até liderar movimentos de reforma em suas 
próprias comunidades, a exemplo das Beguinas. 
Esses movimentos tiveram um impacto duradouro na evangelização, de 
todo o mundo, incluindo o Brasil. Com a disseminação das ideias da Reforma, 
surgiu um maior acesso à Bíblia e ao evangelho em línguas vernáculas, o que 
permitiu uma compreensão mais direta e pessoal da fé cristã. Missões 
protestantes, influenciadas pelas ênfases da Reforma, foram estabelecidas no 
Brasil, trazendo uma mensagem de salvação pela fé em Jesus Cristo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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REFERÊNCIAS 
ALMEIDA, R. S. Teólogas da Igreja Medieval – mulheres que iluminaram a 
espiritualidade na idade das trevas. Rio de Janeiro: Thomas Nelson, 2022. 
ALMEIDA, R. S.; PINHEIRO, J. S. Reformadoras – mulheres que influenciaram 
a Reforma e ajudaram a mudar a igreja e o mundo. Rio de Janeiro: Thomas 
Nelson Brasil, 2021. 
CÉSAR, E. M. L. História da evangelização do Brasil: dos jesuítas aos 
neopentecostais. Viçosa: Ultimato, 2000. 
DELINGER, A. Uma biografia de John Huss. Fiel Ministério, 25 maio 2017. 
Disponível em: . Acesso em: 28 fev. 2024. 
OLIVEIRA, L. N. A Reforma Protestante. Uberaba, MG: EBD Comentada, 2017. 
PEREZ, J. J. et al. Las 5 Solas de la reforma: Sola Scriptura, Solo Christus, 
Sola Fide, Sola Gratia, Soli Deo Gloria. 2017. 
SHELLEY, B. L. História do cristianismo: uma obra completa e atual sobre a 
trajetória da igreja cristã desde as origens até o século XXI. Trad. Giuliana 
Niedhardt. Rio de Janeiro: Thomas Nelson Brasil, 2018. 
SOCIEDADE BÍBLICA DO BRASIL. João Ferreira de Almeida. Disponível em: 
. Acesso em: 28 fev. 2024.

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