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01CLASSIFICAÇÃO DE CAUSALIDADE A3
É importante verificar se o ESAVI está diretamente 
relacionado ao erro de imunização. Se essa relação for 
confirmada, deve-se concluir a causalidade do ESAVI 
como A3, ou seja, uma reação relacionada ao erro de 
imunização. 
Vamos praticar? Reflita sobre a questão a seguir.
Acompanhe adiante um exemplo de 
investigação de ESAVI relacionado a 
erro de imunização para conhecer 
sobre a classificação de causalidade 
A3 e identificar quando essa 
classificação é adequada. 
02
Na Prática…
Em quais situações podemos concluir que a avaliação de 
causalidade de um ESAVI, notificado em conjunto com 
um erro de imunização, deve ser classificada como A3?
a) Abcesso após administração subcutânea da vacina 
BCG.
b) Trombocitopenia Trombótica Imune Induzida por 
Vacina (VITT), após a administração da vacina 
COVID-19 de vírus vivo atenuado em dose 
subterapêutica.
c) Miocardite, com características definitivas de 
miocardite associada à vacina, após a 
administração da vacina COVID-19 de plataforma 
RNA em intervalo inferior ao recomendado.
CLASSIFICAÇÃO DE CAUSALIDADE A3
03
d) Infecção no local da aplicação após administração 
da vacina Hepatite B que apresentava desvio de 
qualidade (contaminação do produto)
e) Anafilaxia após a administração da vacina dengue 
(atenuada) em idade inadequada.
A vacina BCG é indicada para administração 
pela via intradérmica. Sabe-se amplamente 
que o uso de uma via inadequada aumenta o 
risco de abscesso no local da aplicação. Com 
base nesse conhecimento, é possível concluir 
que a administração em uma via incorreta foi a 
causa do abscesso na criança. Portanto, a 
causalidade nesse caso pode ser encerrada 
como A3.
A VITT é uma condição rara que pode estar 
associada à vacinação. Recentemente, 
episódios dessa condição foram 
epidemiologicamente relacionados à vacina 
COVID-19 de vírus vivo atenuado. Por isso, 
alguns casos têm sido atribuídos à vacina e 
classificados como A1, indicando uma reação 
relacionada ao produto vacinal. Esse tipo de 
evento não aparenta ser influenciado pela 
dose administrada. Portanto, esse caso não 
pode ser encerrado como A3.
Imagino que não tenha sido uma pergunta fácil de 
responder. Então vamos com calma esclarecer cada um 
desses itens.
a
b
CLASSIFICAÇÃO DE CAUSALIDADE A3
04
A miocardite tem sido relatada como um evento 
associado à vacina COVID-19 de plataforma RNA. 
Geralmente, trata-se de um quadro leve, com 
resolução rápida e sem necessidade de 
tratamento ou internação, sendo mais frequente 
quando o intervalo entre as doses é menor. Com 
base nessas informações, o ESAVI em questão 
pode ser classificado como A3.
A contaminação de qualquer vacina por 
microrganismos representa um risco potencial 
de infecção no local da aplicação. Com base 
nessa informação, na terceira situação 
apresentada, o ESAVI pode ser classificado e 
encerrado como A3.
Por fim, a anafilaxia após a vacinação é uma 
reação do organismo a algum componente 
presente na vacina, independentemente da 
idade do indivíduo. A mera presença do 
componente ao qual o usuário é alérgico será 
suficiente para desencadear o evento. Assim, 
nessa situação, o ESAVI não pode ser classificado 
como A3. 
c
d
e
CLASSIFICAÇÃO DE CAUSALIDADE A3

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