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ATIVIDADE PRÁTICA DE APRENDIZAGEM OTORRINORALINGOLOGIA ACADÊMICA: MARCIONE DIAS ATIVIDADE 01 Paciente masculino de 23 anos apresenta queixa de otorreia fétida e hipoacusia há 10 anos, refere que a otorreia é persistente e que não melhora com uso de antibióticos tópicos e nem orais. Procura serviço de otorrinolaringologia e fonoaudiologia devido piora da otorreia associada à tontura rotatória de duração de segundos. A otoscopia realizada no ambulatório segue abaixo: A) Qual o diagnóstico do caso acima baseado na história e otoscopia? Com base na história clínica apresentada — otorreia fétida crônica, hipoacusia de longa data, ausência de resposta a antibióticos tópicos e sistêmicos, além de episódios recentes de vertigem rotatória — associada aos achados otoscópicos descritos, o diagnóstico mais provável é colesteatoma adquirido crônico da orelha média. Trata-se de uma lesão expansiva composta por epitélio escamoso queratinizado, com comportamento invasivo e potencial destrutivo. B) No caso dessa doença, geralmente há destruição dos ossículos da orelha média em sua evolução? Sim. O colesteatoma apresenta caráter osteolítico, sendo comum a destruição progressiva dos ossículos da orelha média ao longo de sua evolução. A bigorna é o ossículo mais frequentemente acometido, seguida pelo martelo e, em casos avançados, pelo estribo. Essa erosão contribui diretamente para a hipoacusia condutiva observada no quadro clínico. C) O quadro evolutivo desta doença é progressivo ou súbito? A evolução do colesteatoma é crônica e progressiva, caracterizando-se por crescimento lento e contínuo, com destruição gradual das estruturas adjacentes. O surgimento de sintomas como vertigem sugere avanço da doença, possivelmente com erosão labiríntica ou formação de fístula. ATIVIDADE 02: Paciente de 60 anos procura serviço de otorrinolaringologia e fonoaudiologia devido queixa de tontura recorrente há 2 meses. Apresenta queixa de tontura de duração de segundos com piora na movimentação da cabeça. Refere que piora ao deitar-se na cama e ao levantar-se pela manhã. Nega ter tido quedas. Foi realizado o exame otoneurológico e foi visto ausência de nistagmo espontâneo e semi espontâneo, head impulse teste sem alteração, skew test sem alteração. Foi realizada a manobra de Dix-Hallpike e visto com a orelha direita para baixo com pouca latência um nistagmo torcional para direita e vertical para cima de duração menor de 1 minuto. A) Qual é a labirintopatia mais provável deste caso? O quadro clínico descrito caracteriza um episódio de tontura desencadeado por movimentos cefálicos específicos, com duração de segundos e piora ao deitar-se ou ao levantar-se, o que sugere uma vertigem de origem periférica. O exame otoneurológico demonstra ausência de nistagmo espontâneo e semi espontâneo, além de testes oculomotores (Head Impulse Test e Skew Test) sem alterações, afastando comprometimento vestibular central. Durante a manobra de Dix-Hallpike, observou-se, com a orelha direita posicionada para baixo, um nistagmo torcional para a direita associado a componente vertical superior, com curta latência e duração inferior a um minuto. Esse padrão é característico do acometimento do canal semicircular posterior, sendo compatível com a forma canalitíase. Dessa forma, o diagnóstico mais provável é de Vertigem Posicional Paroxística Benigna (VPPB) do canal semicircular posterior direito. image1.png image2.png